Com unidade e resistência
protegemos a existência e enraizamos o direito de retorno
Ó massas firmes do nosso povo palestino!
Ó povos livres da nossa nação árabe e do mundo!
Hoje assinala-se o 18º aniversário de falecimento do Sábio da Revolução,
o grande líder nacional, pan-arabista e internacionalista, o camarada Dr.
George Habash, fundador da Frente Popular para a Libertação da Palestina e do
Movimento dos Nacionalistas Árabes, num momento histórico decisivo em que a
natureza do conflito se revela em sua forma mais clara.
A Palestina trava hoje uma batalha aberta pela existência: da Gaza épica à Cisjordânia em rebelião; de Jerusalém, ao interior ocupado e à diáspora, inclusive dentro das bastilhas do inimigo sionista. Trata-se de uma guerra de extermínio abrangente, que constitui a ponta de lança de um projeto imperialista global que visa liquidar a existência palestina e arrancar o ser humano de sua terra e de sua esperança.
Nesta ocasião, recordamos o Sábio e sua visão como um projeto
intelectual e de luta avançado e vivo. Ele ofereceu uma leitura precoce do
imperialismo como um sistema global de barbárie e saque, e identificou a
entidade sionista como uma base avançada desse sistema criminoso. A parceria
militar e política plena entre os Estados Unidos e a entidade sionista na atual
guerra de extermínio é uma prova viva da lucidez de sua visão.
Reafirmamos também que o ataque dirigido hoje contra o nosso povo é o mesmo que visa as forças de libertação no mundo, por meio de cercos, pirataria e intimidação, na Venezuela, em Cuba e em outros lugares. O imperialismo, por meio de seus agentes e instrumentos, busca desferir um golpe contra a opção da resistência e isolá-la de sua base popular; porém, a experiência histórica forjada pelo Sábio confirma que a resistência é uma necessidade existencial, e que os povos que se recusam a se adaptar à injustiça podem pagar preços elevados, mas não são derrotados.
O camarada Sábio encarnou o princípio revolucionário em sua forma mais
elevada, acreditando que a vontade popular organizada é capaz de inverter as
correlações de força, vinculando organicamente a libertação da Palestina à
libertação nacional árabe e à luta internacionalista. Ele considerava o direito
de retorno o núcleo da identidade nacional e o ponto de partida e de chegada da
nossa luta de libertação.
Nesta data, reafirmamos nossa lealdade ao seu caminho e renovamos o compromisso de que o direito de retorno permanecerá o cerne do conflito e uma questão existencial inegociável. O que ocorre hoje — as tentativas de deslocamento forçado do nosso povo em Gaza e na Cisjordânia, o ataque à UNRWA como testemunha viva do crime da Nakba e a destruição das condições de vida — são tentativas desesperadas de enterrar o direito de retorno. Declaramos com clareza: o retorno pelo qual o Sábio lutou é o retorno a todo o território nacional; um direito hoje regado com o sangue dos mártires e com a firmeza dos deslocados e refugiados sobre os escombros de suas casas e campos, em rejeição categórica a todos os projetos de expulsão forçada ou reassentamento.
Nós, na Frente Popular para a Libertação da Palestina, nesta memória e
nesta fase sensível da história do nosso povo, afirmamos que a responsabilidade
nacional impõe a construção de uma verdadeira unidade nacional baseada em um
programa de resistência e nos princípios fundamentais, derrubando todas as
apostas na chamada solução negociada, cuja esterilidade e destruição já foram
comprovadas. Defendemos a intensificação do confronto abrangente em todas as
arenas, em resposta à guerra de extermínio, em defesa da terra, da dignidade e
da existência, e contra os projetos de tutela, deslocamento e mandato.
Reafirmamos ainda a necessidade de aprofundar a aliança internacional com todos os povos livres do mundo que hoje se levantam contra o crime sionista e imperialista, para consolidar o isolamento dessa entidade e de seus apoiadores, e continuar apoiando as prisioneiras e os prisioneiros nas prisões da ocupação, a quem o Sábio sempre destacou como a vanguarda da resistência do nosso povo.
Ó nossas massas orgulhosas,
O Sábio dizia: “Os aviões do inimigo podem bombardear nossos campos,
matar nossos idosos e crianças e destruir nossas casas, mas não conseguirão
matar o espírito de luta em nós”. Hoje reafirmamos que a ideia carregada pelo
Sábio não morre, que a bússola continuará apontando para a Palestina inteira,
do rio ao mar, e que o sonho do retorno está mais próximo do que nunca, graças
aos sacrifícios do nosso povo, à firmeza dos nossos resistentes e à vontade de
um povo que não se quebra.
Glória à alma do Sábio e aos mártires heróis…
Vitória à resistência…
Liberdade para a Palestina… toda a Palestina !!!
Frente Popular para a Libertação da Palestina
Departamento Central de Informação
26 de janeiro de 2026

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