segunda-feira, 24 de abril de 2017

Israel e Arabia Saudita financiaram o ataque químico na Síria

 EE.UU convenció a Israel y Arabia Saudí a financiar el ataque químico en Siria.
Arábia Saudita e Israel financiaram  o ataque químico na Síria, revelou ex-agente da Agência Central de Inteligência USA  (CIA, por sua sigla em Inglês).

" Fomos informados por uma fonte que trabalhou com  três traidores americanos, ou seja, o senador John McCain; o ex-diretor da CIA John Brennan e o tenente- coronel da Segurança Nacional, Herbert McMaster, conspiraram com Israel e Arábia Saudita"  revelou Robert David Steele, ex-agente da CIA, nesta sexta-feira
 
O ex-agente também acusou esses  países de organizar e pagar mais de US $ 300.000 pelo lançamento de um "ataque de falsa bandeira " na Síria, se referindo ao que aconteceu no último 04 de abril em Khan Shaykhun, na província de Idlib (noroeste da Síria): ataque em que o governo sírio foi acusado.
Em uma entrevista à Radio de Sputnik, Steele citou a investigação realizada por Theodore Postol, um professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT em Inglês), que "proporcionou uma excelente análise que revela se tratar de um improvisado dispositivo explosivo lançado por terra e não era gás sarin".

Por outro lado, qualificou de "totalmente corretas" as palavras emitidas na quinta-feira (20/abril) pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, quando assegurou  que o suposto ataque químico em Idlib foi uma provocação que serviu para justificar o ataque de Washington a base aérea de Al-Shairat.
El presidente sirio dice que el supuesto ataque químico de Idlib fue una provocación que sirvió para justificar el ataque de EE.UU. a la base de Al-Shairat.
 Se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,mobilizar tropas para o  território sírio, minha previsão é que  será forçado a enfrentar um julgamento político (impeachment).

De acordo com o canal de televisão saudita Al-Arabiya, o Governo da Arábia Saudita apoiou o ataque aéreo dos EUA contra a base aérea síria e o rei saudita Salman bin Abdulaziz Al Saud, agradeceu ao "ato de coragem" de Trump.

Desde o surgimento do terrorismo na Síria, o regime de Tel Aviv, denunciado pela Síria como um dos patrocinadores deste flagelo no Oriente Médio, não tem poupado esforços para forçar a caída  do presidente eleito da Síria Al-Asad.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

EUA bombardeia o Afeganistão


Após o ataque, o presidente afegão Hamid Karzai acusou os EUA de usar o Afeganistão como um 'laboratório de testes' de artefatos militares.



Soldados estadounidenses patrullan cerca del lugar del bombardeo que realizaron en una operación contra el EIIL (Daesh, en árabe) en el distrito de Achin, en la provincia de Nangarhar de Afganistán, 15 de abril 2017.
 Soldados estadunidenses patrulham próximo ao local onde bombardearam , no distrito de Achin, na provincia de Nangarhar, no Afeganistão.

 Afganistán, 15 de abril 2017.
Tradução: somostodospalestinos.blogspot.com
O Talibã afegão insiste que os EUA, lançando sua bomba mais poderosa não nuclear, procura dar credibilidade ao grupo terrorista EIIL (DAESH) no país asiático.
Em um comunicado divulgado neste sábado(15/04), o grupo armado afirmou que o lançamiento de GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast bomb (MOAB),batizada  de "a mãe de todas as bombas", tinha um propósito de propaganda, o que "demonstra a barbárie dos norte-americanos."
"EUA enquanto  reforça o  Daesh (sigla em árabe para EIIL) no Afeganistão,  usa a campanha de mídia deste ataque para fingir, por um lado, que se opõe ao grupo terrorista e, por outro, minimizando sua importância ", diz Zabiolá Muyahid, porta-voz do grupo extremista.
A luta contra o Daesh no afeganistão, enfatiza o porta-voz do Talibã, é da responsabilidade dos afegãos não dos "invasores estrangeiros". "Se os EUA está preocupado com a sua segurança precisa  se concentrar em suas fronteiras nacionais, já que não está autorizado, sob qualquer pretexto, assassinar afegãos, realizar testes de armas pesadas e continuar a guerra no Afeganistão ", acrescenta.
Muhahid afirma que jogar uma bomba quase 10 toneladas no solo, não só não resolve o problema no Afeganistão, mas essas bombas  ultra pesadas e poderosas trazem muitas enfermidades psicológicas e deixam danos econômicos permanentes  no país.
EUA  lançou na quinta feira (13/04) uma bomba de cerca de 9,5 toneladas, supostamente sobre território ocupado pelo grupo terrorista EIIL (Daesh em árabe) na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão. Não atingindo o que declarou como alvo: O EIIL negou , na sexta-feira,  baixas em suas fileiras.
Em 2001, Washington e seus aliados invadiram o Afeganistão sob  pretexto de combater o terrorismo. A agressão contra esse país tem causado enorme custo,  mais de 768 bilhões de dólares, de acordo com estatísticas citadas pelo as estatísticas que maneja la oenegé Proyecto de Prioridades Nacionales  (NPP, por sua sigla em Inglês) sobre o orçamento federal e gastos militares dos EUA. Sem falar nos custos sociais e humanos.
msm/rba/nii
Postado:http://www.hispantv.com/noticias/afganistan/338775/taliban-eeuu-bomba-moab-estado-islamico

8º Fórum da Esquerda Árabe : PALESTINA - CEM ANOS DE LUTA e TODO APOIO À SÍRIA


Nos dias 24, 25 e 26 de março foi realizado em Tunes, o 8º "FÓRUM DA ESQUERDA ÁRABE" (ALF) que contou com a participação de 28 partidos e organizações da esquerda árabe de mais de onze países árabes.

 Tradução: somostodospalestinos.blogspot.com

A oitava Conferência foi organizada sob o tema "Palestina cem anos de resistência".
A discussão foi dividida em três pontos, onde foi discutido exaustivamente sobre a  conjuntura política no mundo árabe  relacionando com o plano internacional; o novo projeto para o Oriente Médio; os novos projetos de assentamento sionista na Palestina;   o terrorismo e as guerras.
No final, foi aprovado o documento:   "Declaração de Tunes de apoio a Causa palestina".

Os debates sobre a situação política no mundo árabe e seu impacto sobre o movimento de libertação nacional árabe em geral, sobre o futuro da causa palestina e sua  dinâmica no mundo  formulou-se a seguinte síntese:
1. A causa palestina tem sido e continuará a ser a causa central do movimento de libertação nacional árabe, o que exige das organizações políticas, que representam o povo palestino e suas forças democráticas nacionais,  manter a resistência  à ocupação e aos assentamentos e  direcionar projetos destinados a garantir os  direitos nacionais inalienáveis do povo palestino , por todos os meios legítimos, incluindo a luta armada.

2 - O projeto sionista é a ponta de lança dos projetos imperialistas que visam desmantelar o mundo árabe e destruir a unidade de seus povos alimentando conflitos sectários e étnicos através da formação e apoio de tenebrosas organizações terroristas .

3 - A resposta a este projeto deve ser dada através das mobilizações das forças populares com bases em programas das lutas nacionais e sociais que impeçam aos sistemas oficiais árabes de se engajarem nelas e direcionar para negociações.

4 - Apoiar as forças revolucionárias no mundo árabe e confrontar  os projetos contra-revolucionários;  completar as revoluções árabes com bandeiras de cunho nacionais e de classe social e democrática.

5 - A luta do movimento de libertação nacional árabe é a luta de todos os povos do mundo contra as políticas do imperialismo global, em particular do imperialismo norte-americano. Significa nossa determinação em fortalecer relações com as forças livres e emancipadas do mundo contra as políticas da exploração de classe e opressão nacional, o colonialismo, o racismo e as guerras reacionárias de agressão.

6- A reunião da esquerda árabe saúda  a memória dos mártires, dos líderes e ativistas do movimento de libertação nacional árabe que ofereceram o que há de  mais precioso  para libertar seus países e que ainda  mantém  o compromisso  se seguir avançando  na direção dos objetivos:
são os prisioneiros palestinos e árabes nas prisões da ocupação sionista, destacando  a batalha  liderada pelo camarada Ahmad Sa'adat, secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina -FPLP - e seus camaradas líderes do internamento prisional. Declaramos a solidariedade e o apoio incondicional  de todas as forças da liberdade e da emancipação  no mundo exigindo sua libertação.

O Fórum também lançou  um programa básico militante:
  •  Considerar o Dia dos Prisioneiros Palestinos como um dia árabe de mobilização  em todas as áreas de luta pela libertação de prisioneiros. 
  •  Publicação do relatório elaborado pela ESCWA - Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para Ásia Ocidental sobre as violações e crimes  da entidade sionista contra os direitos humanos na Palestina ocupada. 
  •  Desenvolver e difundir o movimento de boicote à entidade sionista : político, econômico, cultural, esportivo, acadêmico  e em todos os níveis e  convocar os organismos  e partidos progressistas no mundo para se mobilizarem no  apoio à essa  luta. 
  •  Formação de um comitê de juristas no centro da reunião de esquerda árabe com o objetivo de apoiar a causa palestina nos campos jurídico e político  e organizações internacionais e internacionais de direitos humanos. 
  •  Considerar o  15 de maio (dia de Nakba) como um dia árabe global de apoio a causa palestina.
  • Coordenação com as redes de esquerda continental e global, especificamente com a rede de esquerda de África e América do Sul. 
  • Contribuir para as comemorações  da gloriosa Revolução de Outubro que denunciou o Acordo Sykes-Picot e deu um novo ímpeto ao movimento árabe e internacional de libertação.
  • Inclusão da questão palestina dentro do programa de celebrações e mobilizar o apoio dos partidos participantes com base na solidariedade internacional contra o imperialismo e o sionismo.
  •  Exigir da Autoridade Palestina que suspenda imediatamente a coordenação política e de segurança com a entidade sionista e apoie a luta dos palestinos em todos os territórios ocupados, incluindo os territórios de 1948 que estão sujeitos ao projeto de deportação de forma  contínua e permanente. 
A reunião da esquerda árabe convida as forças progressistas palestinas a unir as fileiras da libertação nacional e as forças palestinas de esquerda como uma vitória na luta pelos legítimos direitos  do povo retornar a todas as terras das quais foram deslocados, libertar suas terras e construir seu estado nacional com Jerusalém como sua capital.
Também sugere  a institucionalização e a ampliação da reunião árabe de esquerda para assegurar a unificação de todas as forças da esquerda revolucionárias árabes com base na luta contra o imperialismo e o sionismo e seus regimes e os agentes árabes reacionários  para lograr a libertação nacional, a unidade , a democracia e a justiça social.

Nossa coordenação é essencial para unir e enfrentar em uma só voz, sempre que o imperialismo produza uma agressão contra uma nação soberana, seja na Palestina, Líbia, Síria, Iêmen e Venezuela. Todas as partes devem fazer um bloco e pôr-se de pé  com uma só voz, sem encontrar qualquer pretexto  covarde, porque os pretextos servem ao imperialismo e enfraquecem a resistência dos povos.

É urgente encontrar um meio mais direto de comunicação para promover essa união como contrapeso para a  propaganda de guerra.

Queremos reafirmar, finalmente, que é essencial para todos nós  apoiar a Síria e seu governo legítimo, se queremos reforçar e acelerar a futura libertação da Palestina porque a Síria é hoje o centro do mundo.

Postado: /gardenofknowledgemalta.wordpress.com/2017/03/26/palestine-a-hundred-years-of-struggle-arab-left-forum-tunis-march2017/

terça-feira, 18 de abril de 2017

Greve de fome dos prisioneiros políticos palestinos contra a política prisional de Israel

Tradução do inglês: Giovanni G. Vieira
 
"Conclamamos a opinião pública mundial a prestar apoio ao presente movimento grevista dos Prisioneiros Políticos Palestinos para a conquista de suas justas e legítimas reivindicações."
Un grupo de presos palestinos con los ojos vendados en una cárcel israelí
Reivindicações dos grevistas.
Mais de 1.500 prisioneiros políticos palestinos anunciaram que vão entrar em greve de fome coletiva hoje, segunda-feira, 17/4, no DIA DO PRISIONEIRO PALESTINO DE 2017. A greve, que terá como slogan "FREEDOM AND DIGNITY" ( LIBERDADE E DIGNIDADE) coloca em destaque um número de ideias-chave dos prisioneiros palestinos, incluindo visita de familiares, assistência  médica adequada, fim da prisão em condições abusivas, fim do confinamento em solitária e detenção administrativa de prisioneiros sem culpa formada ou sob julgamento. 
No momento em que a greve tem início, A SAMIDOUN -- Rede de Solidariedade ao Preso Palestino solicita aos defensores da justiça de todo mundo que empreendam ações de apoio aos prisioneiros palestinos cujas vidas estão na linha da liberdade e da dignidade.
Prisioneiros políticos declararam apoio ao movimento, especialmente os das prisões em Hadarim, Gilboa e Nafha. Prisioneiros de Beersheva, Ashkelon and Ramon também vão participar da greve de fome a ter início hoje (17/04) e, certamente, em outras em futuro próximo, noticiou a  Ma'an News.  As reivindicações foram anunciadas pelo membro do Comitê Central dos prisioneiros de Fateh, o também detento Marwan Barghouthi, proeminente líder político, porta-voz do movimento grevista. Uma declaração de Barghouthi  com destaque sobre o objetivo da greve foi publicado no The New York Times, ontem, 16 de April.
"As prisões de Israel se converteram em berço de um duradouro movimento em prol da auto-terminação da Palestina. Esta nova greve de fome vai demonstrar, mais uma vez, que o movimento dos prisioneiros políticos palestinos é a bússola que guia nossa luta , luta por Liberdade e Dignidade, o nome que escolhemos pra o novo passo em nossa longa jornada para a Liberdade", escreveu Barghouthi.
O ministro israelense da Segurança Pública, Gilad Erdan, conhecido por taxar de "terroristas" os prisioneiros em greve de fome, ameaçou  transferir todos esses prisioneiros para a prisão no deserto de Negev e lá instalar um "hospital de campanha", com o objetivo de negar aos prisioneiros acesso à assistência médicar em hospitais civis, além da ameaça em potencial de alimentação à força. 
A Administração da Penitenciária de Israel anunciou "medidas punitivas" contra 700 prisioneiros que entraram em greve de fome ontem à noite, 16 de abril, quando declarou a "greve e outros movimentos de protesto ilegais, portanto sujeitos à duras penalidades."
As prisões de Israel têm uma população carcerária de aproximadamente 6.500 prisioneiros políticos palestinos. Este número compreende cerca de de 60 mulheres e 300 crianças. Cerca de  600 deles cumprem pena sem acusação formal ou julgamento, enquanto mais de 1.000 estão doentes e requerem tratamento médico.
Esta é´a maior greve de fome coletiva de prisioneiros políticos palestinos desde 2012. As prisões israelenses têm uma uma longa história de greves de fome coletiva organizadas pelo movimento palestino, e que dura Há décadas.
Prisioneiros da Frente Popular para a Libertação da Palestina , do HAMAS , da jihad islâmica, o Partido Popular e outros declaram participação na greve de fome, especialmente os das prisões de Hadarim, Gilboa and Nafha, onde a adesão é quase unânime. entre os prisioneiros políticos.
Em sua mensagem Barghouthi pede a solidariedade internacional, chamando a atenção sobre o apoio dos antigos prisioneiros sul africanos em luta contra o regime do apartheid à luta dos prisioneiros palestinos.
Israel não o único poder de ocupação ou colonial a recorrer a tais expedientes. Todos os movimentos de libertação na história têm lembrança de práticas semelhantes. Esta a razão do apoio de tanta gente que lutou contra a opressão, colonialismo e o apartheid estar conosco".
Assim é que conclamamos a opinião pública mundial a prestar apoio ao presente movimento grevista dos Prisioneiros Políticos Palestinos para a conquista de suas justas e legítimas reivindicações."

Tome uma atitude:

1) Organizar ou participar de um evento como parte da Semana de Ação para o Dia dos Prisioneiros Palestinos em apoio aos grevistas de fome. Proteste em frente da  embaixada, consulado ou missão local de Israel, ou em uma praça pública ou prédio do governo. Você pode colocar um banner ou uma bandeira ou colocar uma mesa para apoiar os prisioneiros e sua greve. Veja a lista de eventos internacionais atuais aqui, e adicione o seu próprio: http://samidoun.net/2017/04/schedule-of-events-actions-around-the-world-for-palestinian-prisoners-day-2017- Semana de ação /
2) Junte-se à campanha de mídia social para apoiar prisioneiros palestinos . Tire uma foto de si mesmo ou envie um gráfico com as hashtags abaixo. Postar no seu próprio Facebook, Twitter, Instagram e compartilhar com o evento no Facebook:  https://www.facebook.com/events/225669854578279/  
Slogans via Addameer:
Palestinian Human Rights Defenders are #NotATarget #PalestinianPrisonersDay
Palestinian children are #NotATarget #PalestinianPrisonersDay
Stop Administrative Detention #StopAD
Freedom for Palestinian Political Prisoners #April17 #PrisonersDay
I stand in solidarity with Palestinian Political Prisoners #PrisonersDay
3) Escrever cartas e  telefonar para protestar contra a violação dos direitos dos prisioneiros políticos palestinos e exortar os funcionários do governo a pressionar Israel a aceitar as exigências dos prisioneiros políticos palestinos.
4) Boicote, desinvestimento e sanção . Junte-se ao Movimento BDS para destacar a cumplicidade de corporações como a Hewlett-Packard e o contínuo envolvimento do G4S no policiamento e prisões israelenses . Construir uma campanha para boicotar produtos israelenses, impor um embargo militar a Israel, ou organizar em torno do boicote acadêmico e cultural de Israel.
Materiais para apoiar seus eventos e organização estão disponíveis para download aqui: http://samidoun.net/2017/03/call-to-organize-palestinian-prisoners-week-of-action-14-to-24-april-2017 / Entre em contato com samidoun@samidoun.net ou entre em contato conosco no Facebook para perguntas ou para compartilhar suas ações.
 http://samidoun.net/2017/04/1500-palestinian-prisoners-launch-largest-collective-hunger-strike-in-years-take-action-in-support/
 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Pentágono treinou "rebeldes" da Al Qaeda na Síria na utilização de armas químicas

por Michel Chossudovsky escrita em
08/Maio/2013
 
Os meios de comunicação ocidentais refutam as suas próprias mentiras. Eles não só confirmam que o Pentágono tem estado a treinar os terroristas na utilização de armas químicas como também reconhecem a existência de um não tão secreto "plano apoiado pelos EUA para lançar um ataque com armas químicas na Síria e culpar o regime de Assad" . 

O Daily Mail de Londres, num artigo de 2013, confirmou a existência de um projeto anglo-americano endossado pela Casa Branca (com a assistência do Qatar) para efetuar um ataque com armas químicas na Síria e atribuir a culpa a Bashar Al Assad. 

O artigo seguinte no Mail Online foi publicado e a seguir removido. Note-se o discurso contraditório: "Obama emitiu advertência ao presidente sírio Bashar al Assad", "Casa Branca dá sinal verde a ataque com armas químicas". 
 '.

Esta reportagem no Mail Online publicada em Janeiro de 2013 foi removida a seguir. 
Para mais pormenores clique aqui .
 
O treino do Pentágono de "rebeldes" (também conhecidos como terroristas do Al Qaeda) na utilização de armas químicas. 

A CNN acusa Bashar Al Assad de matar seu próprio povo enquanto também reconhece que os "rebeldes" não só estão na posse de armas químicas como também que estes "terroristas moderados" filiados à Al Nusra são treinados na utilização de armas químicas por especialistas sob contrato com o Pentágono. 
'.
Numa lógica enviesada, o mandato do Pentágono era assegurar que os rebeldes alinhados com a Al Qaeda não adquiririam ou utilizariam ADM, ao realmente treiná-lo na utilização de armas químicas (soa contraditório): 

"O treino [em armas químicas], o qual está a realizar-se na Jordânia e na Turquia, envolve como monitorar e proteger stocks de matérias-primas e manusear sítios e materiais com armas, de acordo com as fontes. Alguns dos empreiteiros estão no terreno na Síria a trabalhar com os rebeldes para monitorar alguns dos sítios, segundo um dos responsáveis. 

A nacionalidade dos treinadores não foi revelada, embora os responsáveis previnam contra a hipótese de serem todos americanos. ( CNN , 09/Dezembro/2012).

'.


Captura de écran do artigo da CNN. 
O link original foi redireccionado para blogs da CNN.

A reportagem acima, da jornalista premiada Elise Labott, da CNN (relegada para o status de um blog da CNN), refuta numerosas acusações da CNN contra Bashar Al Assad. 

Quem está a efetuar o treino de terroristas na utilização de armas químicas? De fonte confiável: a CNN 
'.
E estes são os mesmos terroristas (treinados pelo Pentágono) que são os alegados alvos da campanha de bombardeamento antiterrorista de Washington iniciada por Obama em Agosto de 2014: 

"O esquema estabelecido pelo Pentágono em 2012 consistiu em equipar e treinar rebeldes Al Qaeda na utilização de armas químicas, com o apoio de empreiteiros militares contratados pelo Pentágono – e a seguir sustentar que o governo sírio era responsável por utilizar as ADM contra o povo sírio. 

O que está a desdobrar-se é um cenário diabólico – o qual é uma parte integral do planeamento militar – nomeadamente uma situação em que terroristas da oposição aconselhados pelos empreiteiros ocidentais da defesa estão realmente na posse de armas químicas. 

Isto não é um exercício de treino rebelde em não-proliferação. Enquanto o presidente Obama declara que "você será responsabilizado" se "você" (referindo-se ao governo sírio) utilizar armas químicas, o que é contemplado como parte desta operação encoberta é a posse de armas químicas pelos terroristas patrocinados pelos EUA-OTAN, nomeadamente "pelos nossos" operacionais filiados à Al Qaeda, incluindo a Frente Al Nusra, a qual constitui o mais eficaz grupo combatente financiado e treinado pelo ocidente, em grande parte integrado por mercenários estrangeiros. Numa distorção amarga, Jabhat al-Nusra, um "ativo de inteligência" patrocinado pelos EUA, foi colocado recentemente na lista de organizações terroristas do Departamento de Estado. 

O ocidente afirma que vem para resgatar o povo sírio, cujas vidas estão alegadamente ameaçadas por Bashar Al Assad. A verdade é que a aliança militar ocidental não só está a apoiar os terroristas, incluindo a Frente Al Nusra, como também a tornar disponíveis armas químicas para a sua "oposição" de forças rebeldes. 

A fase seguinte deste cenário diabólico é que as armas químicas nas mãos de operacionais da Al Qaeda serão utilizadas contra civis, o que potencialmente poderia levar toda uma nação a um desastre humanitário. 

A questão mais ampla é: quem é uma ameaça para o povo sírio? O governo sírio de Bashar al Assad ou a aliança militar EUA-NATO-Israel, a qual recruta forças terroristas de "oposição", as quais estão agora a ser treinadas na utilização de armas químicas" 

( Michel Chossudosvsky , 08/Maio/2013). 
07/Abril/2017
O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Coreia do Norte além do mito: Uma breve introdução sobre a República Popular Democrática da Coreia

                                                                            Texto original publicado em espanhol pelo blog Coreia Socialista¹
A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) se encontra no noroeste da Asia. Limita-se ao norte com a República Popular da China e ao sul com a Coreia do Sul. O país esta banhado pelos mares Amarelos e do Japão. A superfície do atual território da RPDC é de 120.540 quilômetros quadrados e sua população estimada é de 24.051.2018 habitantes.

 
Mapa do território que abarca atualmente a RPDC.

Atualmente, a presidência da Comissão Nacional de Defesa (orgão que exerce de fato a presidência do país) recai ao camarada Kim Jong Un, neto do Presidente Eterno da República Kim II Sung, falecido em 1994. O Camarada Kim Jong Um também possui o cargo de Comandante Supremo do Exercito Popular Coreano, assim como o secretariado geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia, porta-estandarte da Ideia Juche.

Para saber um pouco sobre a história da Coreia Socialista, nós precisamos remontar a fundação do primeiro partido comunista coreano na cidade de Shangai por volta de 1921, que foi levado a cabo por estudantes liderados por Yi Tong-Hwi, que desde 1918 já tentava organizar uma seção coreana do Partido Comunista da URSS na cidade siberiana de Irkustk. Posteriormente surgiria dentro do Partido Comunista da China um novo partido comunista coreano, fundado pelos coreanos no exílio que sofriam de forma criminosa pelo governo da ocupação japonesa.

Avançando um pouco mais no tempo, a atual RPDC foi fundada em 15 de agoto de 1945, poucos meses depois da expulsão japonesa da península da Coreia. Então foram os estadunidenses quem, aproveitando que tinham seu antigo inimigo japonês sob invasão militantes, ocuparam a zona do sul do país e estabeleceram uma fronteira ao sul de onde se encontrava a capital do governo legítimo da Coreia, a cidade de Pyongyang, no famoso Paralelo 38.

Em 1950, as crescentes e numerosas provocações do governo capitalistas de Seul forçaram a intervenção militar do Exército Popular da Coréia, que em 25 de junho do mesmo ano cruzou a fronteira entre o sul e o norte do país. Esta ação do Exercito Popular Coreano motivou que os Estados Unidos e seus covardes aliados iniciassem uma guerra contra a Coreia Popular Socialista. Ao fim da guerra, que durou três anos, se estabeleceu uma zona desmilitarizada na fronteira artificial entre o Norte e o Sul chamada de Paralelo 38, zona que permanece inalterada até hoje.



Vista da Zonda Desmilitarizada do território da RPDC. Observa-se um cartaz a favor da reunificação.
Nos dias de hoje, a RPDC continua vivendo sob agressões constantes por parte dos imperialistas japoneses, estadunidenses e sul-coreanos. Apesar disso, a Coreia Socialista se mantém forte mediante a construção do socialismo e não se acovarda diante qualquer tipo de agressão externa.


Relações Internacionais 
A nivel internacional, a RPDC tem missões diplomática que atualmente tem presença nos seguintes estados
Europa:
República de Austria
República de Bulgaria
República Checa
República Federal Alemanha
República Italiana
República de Polonia
República de Romenia
Federacão Russa
Reino de Suecia
República Helvética
Reino Unido de Gran Bretaña e Irlanda do Norte
América del Norte:
República de Cuba
Estados Unidos Mexicanos
América del Sur:
República Federativa do Brasil
República do Perú

África:
República Árabe de Egipto
República de Guinea Ecuatorial
República Federal Democrática de Etiopía
República de Ghana (Consulado dependiente de la Embajada en Nigeria)
República Democrática Popular de Argelia
República da Guine
República Federal de Nigeria
República de Sudáfrica
República Unida de Tanzania
República de Uganda
Oriente Medio:
República Islámica de Irán
Emirato de Kuwait
República Libanesa
República Árabe Siria
República de Yemen

Asia:
República Popular de Bangladesh
Reino de Camboja
República Popular da China
República da India
República de Indonesia
República Democrática Popular de Laos
Reino de Malasia
República de Mongolia
República Federal Democrática de Nepal
República Islámica do Parquistão
República de Singapur
Reino de Tailandia
República de Uzbekistán
República Socialista de Vietnam

Texto original: http://coreasocialista.blogspot.com.br/... Tradução: Mylena Cristina

Quarta feria - 12 de abril - Debates sobre a intervenção imperialista na Síria

Dois debates sobre a intervenção imperialista na Síria estão sendo convocados no Rio de janeiro:
  • O primeiro acontecerá às 16:30  na UFRJ-  Praia vermelha - Sala da Congregação da Facc, Palácio Universitário, com a presença da professora Beatriz Bissio entre outros. 
  • O segundo será às 18:30 no SEPE - Evaristo da Veiga, 55 - Auditório - 7 andar    
Abaixo as convocações recebidas pelo Comitê de Solidariedade
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 &

No Sepe, o PCB está convocando uma atividade conjunta com outras organizações e personalidades, sobre a situação da Síria e Oriente Médio.

4ª feira, 18:30h, 
no Sindicato dos Profissionais de Educação - RJ.






terça-feira, 11 de abril de 2017

Coreia do Norte: O grande embuste revelado

Nota do Blog: O texto abaixo é bem esclarecedor e dá uma boa dimensão da manipulação produzida pela propaganda estadunidense contra a Coreia do Norte e, sobretudo, porque nos lembra (ou nos inicia a) os estarrecedores e macabros crimes de guerra contra o povo norte coreano pelos EUA na guerra da Coreia (1950/53),   onde  3 milhões e quinhentos mil  cidadãos norte coreanos foram assassinadas.



 Manifestações contra o THAAD nos EUA e na Coreia do Sul.
 A partir de 4 de abril, uma força-tarefa com sede nos EUA contra a implantação THAAD vai lançar sua turnê nacional de fala sobre a luta do povo sul-coreano contraanti-mísseis THAAD. A turnê de oratória incluirá o Reverendo Sounghey Kim, Co-presidente do Comitê de Luta de Seongju para Parar a Implantação de THAAD na Coréia do Sul.
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por Christopher Black [*]

Em 2003, com alguns advogados americanos, membros da Associação Nacional de Advogados, tive a oportunidade de viajar na Coreia do Norte, isto é, na República Popular Democrática da Coreia (RPDC), a fim de ter uma experiência em primeira mão desse país, do seu governo socialista e do seu povo. 

Publicado no nosso retorno, este artigo foi intitulado "O grande embuste revelado". O título foi escolhido porque descobrimos que o mito pejorativo da propaganda ocidental sobre a Coreia do Norte é um enorme embuste concebido para esconder as realizações dos norte-coreanos, que conseguiram criar suas próprias condições de desenvolvimento, o seu próprio sistema socioeconómico independente, baseado nos princípios do socialismo, livre do domínio das potências ocidentais. 

Durante um dos nossos primeiros jantares em Pyongyang, o nosso anfitrião, Ri Myong Kuk, um advogado, disse em termos apaixonados, em nome do governo, que a força de dissuasão nuclear da RPDC é necessária dadas as ações e ameaças dos EUA e aliados contra o seu país. Ele disse-o, e foi-me repetido mais tarde durante a minha viagem, numa reunião de alto nível com representantes do governo da RPDC, que se os americanos assinassem um tratado de paz e um acordo de não-agressão com a RPDC, isso tornaria a ocupação ilegítima e levaria à reunificação da Coreia. Assim, não haveria mais necessidade de armas nucleares. Com sinceridade disse: "é importante que os advogados se reúnam para falar sobre isto, porque os advogados regulam as interações sociais no seio da sociedade e do mundo" e acrescentou que de boa-fé, "o caminho para a paz requer a abertura do coração". 

Pareceu-nos então, e é agora evidente, que, em absoluta contradição com o que dizem os meios de comunicação ocidentais, o povo da RPDC quer paz mais do que qualquer outra coisa. Ele quer continuar com as suas vidas e ocupações sem a ameaça constante de ser exterminado pelas armas atómicas dos EUA. Mas, na verdade, por que são ameaçados de serem exterminados e de quem é a culpa? Não é a sua. 

Mostraram-nos documentos dos EUA apreendidos durante a guerra da Coreia. Trata-se de provas irrefutáveis que os EUA tinham planeado atacar a Coreia do Norte em 1950. O ataque foi realizado pelas forças armadas dos EUA e da Coreia do Sul, ajudadas por oficiais do exército japonês, que tinham invadido e ocupado Coreia anteriormente durante décadas. Os EUA pretenderam então que a defesa e o contra ataque eram uma "agressão", os media foram manipulados para incentivar as Nações Unidas a apoiar uma "operação policial", eufemismo escolhido para descrever a sua guerra de agressão contra a Coreia do Norte. Isso resultou em três anos de guerra e 3,5 milhões de vítimas coreanas. Desde então, os EUA ameaçam de guerra iminente e aniquilação. 

Em 1950, uma vez que a Rússia não estava presente no Conselho de Segurança, a votação das Nações Unidas a favor da "operação policial" foi ela própria ilegal. Ao abrigo dos regulamentos internos, o quórum no Conselho de Segurança exige a presença de todas as delegações membros. Todos os membros devem estar presentes, caso contrário não pode se realizar a sessão. Os americanos aproveitaram a ocasião do boicote dos russos ao Conselho de Segurança, introduzido para defender a posição da República Popular da China, que deveria ter lugar à mesa do Conselho de Segurança e não o governo derrotado do Kuomintang. Como os americanos se recusaram a conceder esse direito, os russos recusaram sentar-se à mesa até que o governo chinês legítimo o pudesse fazer. 

Os americanos aproveitaram esta oportunidade para fazer uma espécie de golpe de estado nas Nações Unidas. Tomando o controlo dos seus mecanismos, utilizaram-nos para os seus próprios interesses. Organizaram-se com os britânicos, os franceses e os chineses do Kuomintang, para apoiar a guerra na Coreia, na ausência dos russos. Os aliados, como os americanos lhes tinham pedido, votaram a favor da guerra contra a Coreia, mas a votação foi inválida e a operação da polícia não foi uma operação de manutenção da paz, nem justificada pelo capítulo VII da carta das Nações Unidas, dado que o artigo 51, estipula que as nações têm o direito de se defender contra qualquer ataque armado – justamente o que tinham de fazer os norte coreanos. Mas os EUA nunca se preocuparam muito com a legalidade. E não se preocuparam em todo o seu projeto, que era conquistar e ocupar a Coreia do Norte, como um passo para invadir a Manchúria e a Sibéria e a legalidade não ia impedi-los de prosseguir esse caminho. 

Muitos ocidentais não têm ideia das destruições infligidas pelos americanos e seus aliados na Coreia. Pyongyang encontrou-se sob um tapete de bombas, civis fugindo à carnificina foram metralhados pelos aviões dos EUA em voos rasantes. O New-York Times escreveu na altura que 17 milhões de toneladas de napalm foram lançadas apenas durante os 20 primeiros meses da guerra na Coreia. Os EUA deixaram cair uma tonelagem de bombas mais importante sobre a Coreia do que sobre o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. As forças armadas dos EUA assassinaram não apenas os membros do partido comunista, mas também as suas famílias. Em Sinchon, vimos evidências que soldados dos EUA obrigaram 500 civis a colocar-se numa vala, regaram-nos com gasolina e queimaram-nos. Estivemos num abrigo com paredes ainda enegrecidos com a carne queimada de 900 civis, incluindo mulheres e crianças que procuravam proteger-se durante um ataque dos EUA. Soldados americanos foram vistos despejar gasolina em aberturas de ventilação do abrigo e fazê-los morrer carbonizados. Esta é a realidade da ocupação dos EUA para os coreanos. É a realidade que eles ainda temem e não querem mais ver repetida. Podemos censurá-los? 

Apesar de todos estes casos, os coreanos estão dispostos a abrir seus corações para seus antigos inimigos. O major Kim Myong Hwan, que na época era o principal negociador em Panmunjom, na linha da DMZ, revelou que seu sonho era ser escritor, poeta, jornalista, mas contou com ar sombrio, como ele e seus cinco irmãos estavam fazendo rondas na linha da zona desmilitarizada, como os soldados, por causa do que aconteceu à sua família. Ele disse que sua luta não era contra os americanos, mas o seu governo. Manteve-se o único de sua família perdida em Sinchon; seu avô tinha sido pendurado num poste e torturado, a avó dele morreu com uma baioneta no estômago. "Veja, nós temos de o fazer. Temos de nos defender. Nós não nos opomos aos norte-americanos. Somos contra a política dos EUA e os seus esforços para controlar totalmente o mundo e infligir calamidades aos povos." 

A opinião da nossa delegação foi que devido à instabilidade que mantêm na Ásia, os EUA conservam uma presença militar maciça que dificulta as relações entre a China e a Coreia do Sul, a Coreia do Norte e o Japão. Usam sua presença como moeda de troca contra a China e a Rússia. Com a constante pressão no Japão para eliminar as bases dos EUA em Okinawa, as operações militares na Coreia e as manobras de guerra são um aspecto central dos seus esforços visando dominar a região. 

A questão não é saber se a RPDC tem armas nucleares, como tem o direito, mas se os EUA – que têm capacidades nucleares na península coreana, e que ali instalam atualmente o seu sistema de defesa antimísseis THADD, um sistema que ameaça a segurança da Rússia e da China – estão dispostos a trabalhar com a Coreia do Norte num tratado de paz. Encontrámos norte-coreanos ansiosos pela paz e não fazendo questão em manter armas nucleares se a paz puder ser estabelecida. Mas a posição dos EUA continua mais arrogante, agressiva, ameaçadora e perigosa do que nunca. 

Na época das "mudança de regime'", das "guerras preventivas" e das tentativas dos EUA para desenvolver armas nucleares miniatura, bem como o seu abandono e a sua manipulação do direito internacional, não é surpreendente que a Coreia do Norte, jogue a carta nuclear. Esta escolha foi feita pelos coreanos do Norte desde que os EUA os ameaçam numa base diária com uma guerra nuclear. A Rússia e a China, dois países que a lógica dita apoiar os norte-coreanos contra a agressão norte-americana, juntar-se-ão aos norte-americanos para responsabilizar os coreanos por se terem armado com a única arma que pode atuar como dissuasor de um ataque. 

A razão para isto não está clara, uma vez que os russos e os chineses têm armas nucleares e estão equipados para dissuadir qualquer ataque dos EUA, exatamente como fez a Coreia do Norte. Algumas declarações dos governos russo e chinês indicam que eles temem não ter controlo da situação, e que as medidas defensivas da Coreia do Norte atraiam um ataque dos EUA e de serem também atacados. 

Essa ansiedade é compreensível. Mas isso levanta a questão de saber por que não podem apoiar o direito da Coreia do Norte à autodefesa e exercer pressão sobre os americanos para concluírem um tratado de paz, um acordo de não-agressão e retirar sua forças armadas e nucleares da Península coreana. Mas a grande tragédia é a óbvia incapacidade dos norte-americanos em pensarem por si próprios perante os embustes incessantes e exigir dos seus líderes que sejam esgotados todos os canais de diálogo e restabelecida a paz antes de encarar uma agressão na península coreana. 

A base essencial da política da Coreia do Norte é alcançar um pacto de não-agressão e um Tratado de paz com os EUA. Os norte-coreanos afirmaram repetidamente que não querem atacar ninguém, nem ferir ninguém, não estão em guerra contra ninguém. Mas eles viram o que aconteceu com a Jugoslávia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Síria e inúmeros outros países, e não têm intenção de serem os próximos. É óbvio que vão defender-se vigorosamente contra qualquer invasão dos EUA e que a nação poderia suportar uma longa e difícil luta. 

Num outro lugar da zona desmilitarizada, conhecemos um coronel que tinha instalado um par de binóculos, através do qual conseguimos ver para além da linha divisória entre o norte e o sul. Podemos ver uma parede de cimento construída no lado do Sul, em violação dos acordos de tréguas. O major Kim Myong Hwan disse que aquela estrutura fixa é uma "vergonha para os coreanos que são um povo homogéneo. Um alto-falante transmitia sem interrupção propaganda e música que vinha de alto-falantes do lado sul. Ele disse que esse barulho irritante dura 22 horas por dia. De repente, outro momento surreal, os alto-falantes do bunker começaram a entoar a Abertura Guilherme Tell de Rossini, mais conhecida nos Estados Unidos como o tema do Lone Ranger . 

O coronel pediu-nos para ajudar as pessoas a entender o que realmente está a acontecer na Coreia do Norte, em vez de basearem as suas opiniõrs na desinformação. Disse: "Nós sabemos que, como nós, as pessoas amantes da paz na América têm crianças, parentes, famílias". Dissemos-lhe que tínhamos a missão de ir para casa com uma mensagem de paz e esperamos voltar um dia e andar com ele livremente nestas belas colinas. Fez uma pausa e disse: "Também creio que é possível". 

Assim, enquanto o povo da Coreia do Norte espera a paz e a segurança os EUA e seu fantoche no sul da península coreana farão a guerra ocupando-se durante os próximos três meses nos maiores jogos de guerra até agora organizados, com porta-aviões, submarinos carregados de armas atómicas e bombardeiros furtivos, aviões e um grande número de tropas, artilharia e tanques. 

A campanha de propaganda atingiu níveis perigosos nos meios de comunicação, que acusam o Norte de ter assassinado um parente do líder da Coreia do Norte na Malásia, ainda que não haja provas e que o Norte não tivesse nenhum motivo para o fazer. Os únicos a beneficiar do assassinato são os EUA e os seus meios de comunicação controlados, que usam isso para atiçar a histeria contra Coreia do Norte, que agora teria armas químicas de destruição em massa. 

Sim, meus amigos, eles pensam que todos nós nascemos ontem e que não aprendemos nada sobre a natureza do domínio doa EUA e da sua propaganda. Será assim tão espantoso que os norte-coreanos temam que estes 'jogos' de guerra se transformem um dia em realidade e que estes "jogos" não sejam senão a cobertura para um ataque e para criar ao mesmo tempo um clima de terror na população, coreana? 

Haveria muitas coisas a dizer sobre a natureza real da RPDC, seus habitantes, seu sistema socioeconómico e sua cultura. Mas não há espaço para isso agora neste texto. Espero que as pessoas sejam capazes de dar-se conta por si próprias da experiência do nosso grupo. Termino com o último parágrafo do relatório comum que fizemos no retorno da RPDC, e espero que as pessoas o compreendam bem, reflitam e ajam de forma a apelar à paz. 

"Aos povos do mundo tem de ser divulgada a história completa acerca do que se passou na Coreia e o papel do nosso governo fomentando desequilíbrios e conflitos. Devem ser tomadas medidas pelos advogados, grupos comunitários e ativistas pela paz e todos os cidadãos do planeta, para impedir o governo dos EUA de levar a cabo uma campanha de propaganda visando apoiar a agressão contra a Coreia do Norte. Os norte-americanos têm sido alvo de um grande embuste. O que está em jogo é muito importante para nos permitimos ser enganados novamente. Esta delegação de paz aprendeu na Coreia do Norte, um elemento importante da verdade essencial nas relações internacionais. É que só com ampla comunicação e negociação, seguida do respeito pelas promessas e profundo compromisso com a paz, se pode – literalmente – poupar o mundo a um sombrio futuro nuclear. A experiência e a verdade nos libertarão da ameaça de guerra. A nossa viagem à Coreia do Norte, este relatório e nosso projeto atual são esforços para nos libertarmos". 
Ver também: 
·  www.zoominkorea.org

[*] Advogado especialista em direito penal internacional, com escritório em Toronto. É conhecido pelos casos de crimes de guerra mediatizados que analisou. Publicou recentemente o romance Beneath the Clouds . Escreve ensaios sobre direito internacional, política e acontecimentos mundiais.

A versão em francês encontra-se em www.legrandsoir.info/coree-du-nord-la-grande-tromperie.html
e o original em journal-neo.org/2017/03/13/north-korea-the-grand-deception-revealed/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .