segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

"Socialistas" apoiando a OTAN e o império dos EUA endossam terroristas "moderados" na Síria

  Da série: Na Síria não há uma revolução, mas uma invasão  - Parte I  
Na recente convenção anual de Veteranos pela Paz - VFP, Jerry Condon, seu vice-presidente afirmou  que "o movimento pela  paz dos EUA foi desmobilizado pela 
desinformação sobre a Síria".
A desinformação e a propaganda sobre a Síria assumem três formas distintas:
  • A primeira é a demonização da liderança síria.
  • A segunda é a romantização da oposição.
  • A terceira forma consiste em atacar qualquer pessoa que questione as caracterizações anteriores.
Há um artigo recente que exemplifica todas estas três formas. Se intitula "Anti-imperialismo e a revolução síria" por Ashley Smith da Organização Internacional Socialista (ISO). É uma notável peça de desinformação e análise inexata. Devido o texto ser claro e bem escrito, é susceptível de enganar as pessoas que não estão bem informados sobre os fatos relativos à Síria. Daí a importância de revisá-lo criticamente.

Técnica 1: Demonizar o inimigo ... "o regime sírio e seu brutal ditador "
Smith começa com uma pergunta: Você está com a revolução Síria ou a brutal ditadura de Assad? A forma como ele dispõe a pergunta, não é uma escolha difícil: viva para a revolução!
Como essa falsa opção, o artigo de Ashley Smith é um conto de fadas destituído de realidade. Sua parcialidade se mostra quando critica  a esquerda por ignorar o "massacre de Assad de cerca de 400.000 sírios". Incluem-se nesta contagem a morte de 100 - 150 mil soldados sírios e aliados dos sirios . Ashley culpa Assad em vez da oposição armada por matar soldados sírios!
Outro exemplo de falsa propaganda  é a discussão do ataque com armas químicas que aconteceu em 21 de agosto de 2013 na periferia de Damasco. Os neoconservadores falam deste evento como a "prova" da brutalidade de Assad - "matar seu próprio povo" - bem como o "fracasso" do presidente Obama fazer cumprir  sua "linha vermelha". Ashley alinha-se com os neocons: "Barack Obama foi pressionado a intervir militarmente na Síria depois que o regime realizou um ataque com armas químicas em um subúrbio de Damasco em 2013, mas respaldou uma resolução negociada pela Russa que protegeu Assad", afirma Ashley.
Na realidade, o ataque de gás de sarin nos subúrbios de Damasco foi realizado por um grupo de oposição com o objetivo de dar argumentos aos EUA para atacar diretamente o governo sírio. Logo após o evento, Veteran Intelligence Professionals for Sanity emitiu um comunicado informando que: "a investigação mais confiável mostra que Bashar al-Assad NÃO foi responsável pelo incidente químico". Mais tarde, Seymour Hersh escreveu duas longas investigações  apontando para Jabhat al Nusra com o apoio turco como os culpados. O jornalista investigativo Robert Parry expôs a análise da Human Rights Watch culpando as provas do governo sírio como um "amontoado de lixo da má evidência". Enquanto isso, no parlamento turco, deputados turcos apresentaram documentos que mostraram que a Turquia forneceu sarin aos "rebeldes" sírios. Veja um exame detalhado e análise de todas as histórias baseadas em fatos online em whoghouta.blogspot.com . Sua conclusão sobre o tema é que "o único cenário plausível que se encaixa nas evidências é um ataque das forças de oposição".
Ashley Smith acusa o governo sírio de tortura generalizada. Seu principal exemplo é o caso da Síria canadense Maher Arar , que foi preso por autoridades norte-americanas em conluio com autoridades canadenses ,sob acusação de suposto  terrorismo e deportado para a Síria, logo foi submetido a interrogatório na Síria, em 2002. Arar foi espancado durante as semanas iniciais de seu interrogatório. Após dez meses de prisão, as autoridades sírias determinaram que ele não era um terrorista e o enviaram de volta ao Canadá. Arar recebeu um pedido de desculpas oficial e US $ 10 milhões do governo canadense.
A acusação mais divulgada de tortura e assassinato pelas autoridades sírias é o caso de "César". O indivíduo conhecido como "César" foi apresentado como um  desertor  fotógrafo sírio que tinha 55.000 fotos documentando 11.000 sírios torturados pela brutal ditadura Assad. Na época, entre os principais meios de comunicação, apenas o Christian Science Monitor foi cético, descrevendo-o como "um bem programado exercício de propaganda". No ano passado, foi descoberto que quase metade das fotos mostram o oposto do que é reivindicado. A história de Cesar é essencialmente uma fraude financiado pelo Qatar com   advogados contratos dando-lhe uma aparência profissional e promoção massiva da grande mídia.
Enquanto a mídia ocidental refere-se rotineiramente ao Presidente da Síria, Bashar AL Assad, como um ditador, na verdade, ele foi eleito e é popular entre a maioria dos sírios.  Apesar de não ser rica, a Síria é em grande medida um país que exibe  auto-suficiencia de um aparelho de estado voltado ao social, incluindo saúde gratuita, educação gratuita e cerca de  51% das grandes indústrias pertencentes ao Estado. Você não vê fast food ocidental, bancos e outras entidades corporativas nas cidades sírias. Na esteira dos protestos anteriores, o governo promoveu as reformas que acabaram com o sistema de partido único. Os partidos políticos participam de todo o espectro político. Trata-se de uma verdadeira "oposição moderada". A eleição de junho 2014 confirmou a popularidade de Assad, apesar da negação daqueles que nunca estiveram na Síria.
 
Técnica 2: Romantizar a oposição ... "a Revolução Síria"
O socialista Ashley Smith faz eco aos meios de comunicação que retratam o conflito como uma "guerra civil" que começou com pacifistas democráticos amorosos revolucionários sírios abatidos por um regime brutal.
Na realidade, houve uma facção violenta desde o início por dentro das manifestações. Nos primeiros protestos em Deraa sete policiais foram mortos . Duas semanas mais tarde, houve um massacre de 60 forças de segurança em Deraa. Em Homs, uma testemunha ocular relatou a situação: " Desde o início, os movimentos de protesto não eram puramente pacífico. Desde o início vi gente armada marchando nos protestos, estes começavam a atirar na polícia primeiro. Muitas vezes, a violência das forças de segurança foram  uma reação à violência brutal dos rebeldes armados, no interior das manifestações. " Nos dois primeiros meses, centenas de policiais e forças de segurança foram mortos.

O socialista Ashley e companhia ouvem americanos e cidadãos britânicos e equivocadamente acreditam que estão ouvindo verdadeiros sírios. Algumas dessas pessoas deixaram a Síria com 3 anos de idade. Alguns deles nunca viveram na Síria. Assim, você tem retratos de fantasia como "Burning Country: Syrians in Revolution and War" (T.livre - País ardendo: sirios na revolução e na guerra). 

Um retrato mais realístico é dado por um sírio que ainda vive em Aleppo. Ele escreve sob o nome de "Edward Dark" e descreve como ele e seus amigos rapidamente lamentaram  a ocupação de Aleppo por grupos armados, no Verão de 2012. Ele descreve a reação de um amigo com a realidade  batendo a sua porta: "Como poderia ter sido tão estúpido? Nós fomos traídos! ". E um outro diz: "Diga aos seus filhos que nós tivemos uma vez um país bonito, mas  o destruímos por causa da nossa ignorância e ódio." Edward Dark é um severo crítico do presidente Assad e do Partido Baath. Ele também é ingênuo em relação ao papel do embaixador norte-americano Robert Ford. Mas sua descrição dos primeiros protestos e da chegada da oposição armada soa verdadeira e mais autêntica do que a representação de Yassin-Kassab e Al Shami.

Na verdade, muitos dos idealizados "revolucionários sírios" promovidos pelos autores de "Burning Country" são agentes treinados e pagos dos EUA e do Reino Unido. O Aleppo Media Center , que produz muitos dos vídeos, é uma criação dos Estados Unidos. Os Capacetes Brancos , que pretendem ser sírios independentes e desarmados primeiros socorristas, são uma criação dos EUA e do Reino Unido. Os meninos da bandeira de Kafranbel são outra operação financiada pelo ocidental. Em seu livro sobre seu tempo como Secretária de Estado, Clinton se orgulha de fornecer "treinamento para mais de mil ativistas, estudantes e jornalistas independentes" (p.464).
Por que os inimigos da Síria criam tais organizações? Em parte como forma de canalizar dinheiro e apoio à oposição armada. Também servir como ferramentas de propaganda para confundir a situação e gerar apoio para o verdadeiro objetivo: mudança de regime. Por exemplo, os capacetes brancos trabalham principalmente em áreas dominadas pela Al Qaeda síria. Ao contrário de organizações legítimas como o Crescente Vermelho, eles nunca trabalham em áreas controladas pelo governo. E eles também estão ativos na frente da propaganda, pressionando continuamente pela intervenção dos EUA / OTAN através de uma "zona de exclusão aérea". A desinformação de Ashley Smith e sua Organização Internacional Socialista (ISO) confunde pessoas involuntárias e ajuda os inimigos da Síria na campanha por mudança de regime.

Em contraste com os delírios  romantizados de Ashley Smith e dos autores de “Burning Country”, a Agência de Inteligência da Defesa - CIA - dos EUA deu uma avaliação precisa , em agosto de 2012:
"OS EVENTOS TOMAM UMA DIREÇÃO SECTÁRIA CLARA. Os SALAFISTA, A FRATERNIDADE MUÇULMANA E AQI SÃO AS PRINCIPAIS FORÇAS QUE CONDUZEM A INSURGÊNCIA NA SÍRIA ". CIA
Técnica 3: Ataque àqueles que questionam o dogma da revolução ... "Você é um apoiante de Assad!"

 O socialista Ashley Smith não critica os países da OTAN e do Golfo que estão violando o direito internacional e a Carta da ONU por meio do financiamento e fornecimento de um exército mercenário para atacar a Síria. Em vez disso, ele critica grupos de esquerda que se opõem à agressão. Isso é um sinal de quão longe a Organização Internacional Socialista (ISO) está da realidade. Fizeram exatamente a mesma coisa com respeito a Libia  e, evidentemente, não aprenderam nada com esse dramático desastre. Ashley Smith deveria ir visitar a Líbia agora para saborear a "revolução" que ajudaram a promover.
O tema de Ashley Smith com relação à Síria (a revolta popular pacífica contra o ditador brutal) é o mesmo tema promovido pelos neoconservadores e pelos principais meios de comunicação do ocidente. Quando  encontram uma perspectiva diferente, eles gritam: "Você é um apoiante de Assad!". Não importa que muitos progressistas genuínos não digam isso. O que dizemos é que cabe ao povo sírio determinar seu governo, e não os estrangeiros.

Smith critica a coalizão britânica Stop the War por ter "se adaptado aos partidários de Assad" e por "dar uma plataforma aos aliados da ditadura", especificamente a "apologista do regime,  Madre Superiora Agnes Mariam". Smith está , também, mal informado sobre esta questão  mas é duplamente revelador. De fato, Madre Agnes foi recebida  na turnê pelo Movimento de Solidariedade da Síria. Quando ela estava em Londres, foi convidada para falar em uma conferencia  da Stop the War. Para seu grande descrédito, o orador principal Jeremy Scahill, que está intimamente alinhado com a ISO, ameaçou se retirar da conferência se a Madre Agnes falasse. Scahill fez um grande trabalho jornalístico expondo a Blackwater e a Drone Warfare. No entanto isso não desculpa a cumplicidade que conduz ao chantagiar com respeito a uma freira libanesa palestina que demonstrou imensa coragem na promoção da reconciliação e da paz na Síria. No entanto, essa ação é típica de alguns grupos "socialistas" equivocados, da Irmandade Muçulmana e seus aliados. Madre Agnes foi verbalmente atacada e abusada  por estes grupos ao longo de sua turnê, que apesar disso foi um  grande sucesso. Madre Agnes viveu na Síria por mais de vinte anos. Constantemente diz que a Síria precisa de reforma, mas você não faz isso destruindo-a, ou apoiando uma ocupação.

Ashley Smith critica o Conselho de Paz dos EUA por enviar recentemente uma delegação à Síria e ter a audácia de conversar com "Assad e seus capangas". Ele soa como os falcões da direita que denunciaram Jane Fonda por ir ao Vietnã do Norte na década de 1970. Smith exibe uma visão dogmática e fechada; Que tipo de "socialismo internacional" ele representa?
Smith critica os candidatos do Partido Verde, Jill Stein e Ajamu Baraka, por "permanecer em silêncio sobre as atrocidades de Putin e Assad". Esta é uma outra medida de como distante da realidade está  Organização Internacional Socialista -  ISO. É evidente que não têm consciência do direito internacional ou não se importam com isso. O governo Assad tem o direito de se defender de ataques terroristas patrocinados, financiados e abastecidos por governos estrangeiros.
A Síria também tem o direito de pedir ajuda à Rússia e ao Irã. Mas com o dogma de visão de túnel, Ashley Smith e ISO não se importam. Parecem estar apoiando em vez de se oporem à agressão imperialista, às violações do direito internacional e à morte e à destruição que causaram.

Ashley desacredita o governo sírio e as pessoas que seguem lutando contra as forças do sectarismo fundamentalista promovidas pela OTAN, Israel e as monarquias do Golfo. Ashley e ISO fariam bem  enviando algumas pessoas para ver a realidade da Síria. Encontrariam uma situação muito diferente do que sua imaginação febril ou daquilo que  foram levados a acreditar por falsos sírios e dogmáticos da Irmandade Muçulmana.
Progressistas genuínos não são "partidários de Assad". Pelo contrário, somos oponentes da agressão imperialista e defensores do direito internacional - que diz que é direito dos sírios determinar quem os conduz. Isso significaria verdadeiros sírios, não aqueles criados ou pagos pelo Ocidente.
Análise Incorreta de Ashley Smith
Ashley Smith faz uma análise muito incorreta da situação geopolítica geral na Síria e arredores.
Ele diz que "os EUA têm buscado uma resolução que possa empurrar Assad de lado, mas que sobretudo mantém seu regime no poder". E segue dizendo...  "A política dos Estados Unidos desde o início tem sido preservar o núcleo do estado de Assad." Ashley acredita que "os EUA recuaram em geral da mudança radical de regime como sua estratégia no Oriente Médio".

Isso é absurdo. Na realidade, os EUA e seus aliados, Israel e Arábia Saudita têm pressionado por "mudança de regime" na Síria há mais de uma década. Em 2005, a anfitriã da CNN Christiane Amanpour expressou a situação sem rodeios:
"Sr. Presidente, você sabe que a retórica da mudança de regime se dirige para você desde os Estados Unidos. Estão buscando ativamente um novo líder sírio. Estão concedendo vistos e visitas a políticos da oposição síria. Estão falando sobre isolá-lo diplomaticamente e, talvez, um golpe de Estado ou de que seu regime desmorone. O que pensas sobre isso? "


Em 2007, Seymour Hersh escreveu sobre os esforços de desestabilização em seu artigo “The Redirection”.
Em 2010, a secretária de Estado Clinton falou de "mudança de comportamento da Síria" e ameaçou "O presidente Assad está tomando decisões que podem significar a guerra ou a paz para a região .... Sabemos que está ouvindo do Irã, do Hezbollah e do Hamas. É crucial que  também ouça diretamente de nós, para que as potenciais consequências de suas ações sejam claras ".
Secretária Clinton designou Robert Ford para se tornar embaixador dos EUA na Síria. Ford foi anteriormente o oficial político principal em Bagdá para o embaixador John Negroponte. Quem é John Negroponte? Ele foi embaixador de Honduras para supervisionar os Contras nicaragüenses e os esquadrões da morte de El Salvador na década de 1980. A chegada de Negroponte no Iraque, em 2004, levou a " a opção El Salvador " (esquadrões da morte) no Iraque.
Desde que o conflito na Síria começou em 2011, os EUA gastaram muitos bilhões de dólares tentando derrubar o governo sírio ou forçá-lo a mudar de política. O abastecimento de armamento sofisticado e mortal continua. Em abril de 2016, foi relatado que os EUA recentemente forneceu 994 TONELADAS de sofisticados lançadores de missel , anti tanques e outras armas pesadas para os "rebeldes moderados" que se aliam com a Al Qaeda (Jabhat al Nusra recentemente renomeado Jabhat Fatah al Sham).
A teoria de Ashley de que os EUA têm a intenção de "preservar" o Estado sírio e que os Estados Unidos "desistiram" da mudança de regime não é apoiada pelos fatos.
Ashley continua sua análise defeituosa dizendo que "os EUA estão unicamente e obsessivamente concentrados em derrotar esta força contra-revolucionária (ISIS) no Iraque e na Síria" e "a administração Obama fez uma aliança de fato com a Rússia".

Esta é mais uma teoria sem evidência. A coalizão dos EUA estava fazendo muito pouco para deter o ISIS e olhou para o outro lado enquanto o ISIS atravessava o deserto aberto para atacar e ocupar Palmyra. Eles estavam igualmente olhando para o outro lado enquanto o ISIS enviava centenas de caminhões cheios de petróleo do leste da Síria para a Turquia todos os dias. Não foi até que a Rússia entrou em cena em apoio à Síria há um ano, que a coalizão dos EUA ficou desconcertada em realmente atacar o  ISIS. Quanto a uma "aliança de fato", isto é o que a Rússia tem implorado que os EUA façam, em grande parte sem resposta. Nas últimas duas semanas, os EUA ameaçaram os aviões russos e sírios não atacarem as forças terrestres americanas dentro da Síria e se recusaram a concordar com a Rússia de que os "rebeldes moderados" que trabalham com terroristas reconhecidos não são "moderados" e podem ser alvos.

A administração Obama está tentando impedir o colapso do projeto de mudança de regime por estagnação e atraso. Talvez desejam manter o projeto vivo para uma política mais agressiva dos EUA. Hillary Clinton continua a falar sobre uma "zona de exclusão aérea". Seus aliados no Congresso recentemente iniciaram o HR5732, o que aumentará as sanções econômicas e financeiras contra a Síria e avaliará a implementação de uma "zona de exclusão aérea".
Ashley Smith sugere que grande parte da esquerda dos EUA têm sido avidamente apoiadores dos "regimes opressivos", como da Síria e do Irã. Ele zomba da esquerda que sugeriu que o "movimento verde" iraniano era influenciado pelos EUA. Sua zombaria é exposta como ignorância por ninguém menos que a própria Hillary Clinton. Em seu livro "Hard Choices" ela conta como arranjaram que o Twitter adiasse uma atualização do sistema que teria levado o gigante de mídia social ficar offline em um momento político crítico, logo após a eleição iraniana de 2009. Hillary e seu grupo no Departamento de Estado estavam promovendo ativamente os protestos no Irã.
 
Perigosos tempos à frente
Alguns analistas do Oriente Médio fazem uma errada análise  de que Israel não está envolvido na agressão contra a Síria. Na realidade, os interesses israelenses estão no centro da política dos EUA contra a Síria. O embaixador de Israel para os EUA foi explícito: "Israel queria  que Assad se fosse desde o início da guerra civil" . Ele também afirmou que "bandidos apoiados pelo Irã" são piores do que "bandidos maus não apoiados pelo Irã". Em outras palavras, Israel prefere o caos e a Al Qaeda a uma Síria independente e soberana.

A Arábia Saudita é a outra aliada chave dos EUA que busca a derrota da Síria. Com as suas estreitas conexões com a indústria petrolífera, o complexo militar industrial e Wall Street, a Arábia Saudita tem enorme influência em Washington. Tem  impiedosamente bombardeado o Iêmen durante nos últimos 18 meses e continua a financiar e promover a guerra por procuração contra a Síria.
Tanto Arábia Saudita como Israel buscam a mesma coisa: quebrar a aliança de resistência que vai do Irã à Síria até ao Líbano. Eles estão em aliança com os neoconservadores norte-americanos que ainda sonham com "um novo século americano", onde os EUA lutam em múltiplas guerras para impor sua excepcional e única supremacia. Juntamente com alguns outros países, essas são as forças de reação que violam o direito internacional e promovem a guerra contra a Síria.
A maré está se movendo contra às forças que empurram para a "mudança de regime" em Syria. Mas eles ainda não desistiram e podem mesmo retomar mais intensamente. Agora é quando os progressistas no Ocidente precisamos  levantar nossas vozes em oposição a esta agressão. Jill Stein e Ajamu Baraka (partido verde)podem trazer mais atenção a esta questão crítica. Bernie Sanders(democrata) e seus partidários precisam falar contra as declarações e planos de Hillary Clinton.

Existem boas pessoas na  Organização Internacional Socialista (ISO) que faz um bom trabalho em muitas áreas. Esperamos que eles voltem a examinar suas suposições, crenças e ações sobre a Síria. Nos tempos difíceis que se seguem, necessitamos que se  resista ao impulso do apoio à guerra na Síria, não a tolerando ou apoiando a ingerência sobre o país.
Rick Sterling é um jornalista investigativo e membro do Movimento de Solidariedade Síria. Ele pode ser contatado em rsterling1@gmail.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Audio secreto confirma: Estados Unidos y Obama apoiam o terrorismo na Síria




Ouça o áudio das declarações secretas do secretário de Estado dos EUA confessando o apoio ao terrorismo, no vídeo.

Pergunta: Você sabe quem é um dos que estão apoiando o grupo terrorista mais criminoso do planeta, o Daesh? Resposta: Um Prêmio Nobel da Paz.
Esta é a evidência que vem à luz provado por um áudio revelado pelo Wikileaks, onde, se ouve a voz do secretário de Estado dos Estados Unidos , John Kerry, confirmando que o Prêmio Nobel da Paz foi o cruel que deu a ordem, com gosto, de  deixar o EIIL (Daesh, em árabe)  grupo terrorista seguir assassinando na Síria, quando  poderia tê-los  parado.

O áudio foi gravado em  uma reunião em setembro passado, em Nova York, na Missão da Holanda para a Organização das Nações Unidas (ONU). Ali se reuniu, discretamente, evidentemente,  o secretário John Kerry como  representante dos Estados Unidos, com os opositores da Síria e alguns  ativistas.
Da reunião emerge a verdade. Os opositores reclamam ajuda, e Kerry não teve escolha, teve que   explicar, em seguida confessar e mostrar que quem apoiou o  Daesh foi  seu próprio governo. Kerry explica  que tinha tudo planejado para o presidente sírio, Bashar
Al-Assad, render-se e aceitar negociar sua retirada com os Estados  Unidos. 
A Casa Branca acreditava que o grupo terrorista Daesh esmagaria o governo sírio e, portanto, o Prêmio Nobel da Paz, do escritório Oval,  acompanhava seu  crescimento ... e, então, com gosto,  deu a ordem de   deixá-los utilizar as bombas e matar por prazer de modo que destruíssem assim o governo de AL-Assad.
Esta é a mais horrenda  declaração  que um governo pode dar!  Não importa qual é o propósito, mas o fato era claro: o apoio ao terrorismo. Estavam aderindo àquilo que criticam e punem, eles próprios, no  relatório  anual sobre os  países que apoiam o terrorismo. E então.....EUA....?
O apoio confesso  para o mais sanguinário: Daesh. Isto quer dizer que para os EUA não
importa se estão plantando bombas, disparando mísseis, matando civis,  destruindo um país,  da maneira mais covarde com terrorismo, e tudo mais para chegar aos seus objetivos e ideias.
Na reunião Kerry também acrescenta a sua explicação de que a  genial   ideia terrorista, malévola e criminosa - porque assim temos que dizer de uma ação descrita pelas próprias leis norte-americana como um crime  federal: apoiar o terrorismo -,  foi arruinada ( a genial ideia) porque  não contavam que Presidente AL-Assad, fosse para pedir a ajuda  de
Moscou. O presidente russo, Vladimir Putin  apareceu e os  plano para derrubar o governo sírio dos
EUA foi por agua abaixo. Assim explica e confessa o secretário de Estado dos EUA. 

Este áudio já havia sido vazado para a imprensa no ano passado, CNN e The New York Times publicaram-no, mas,  o que você acha? Eles apagaram estas partes e só exibiram ,  como um "ato de democracia" para desmascarar algo  não tão grave como o fato de Kerry "não ter mais   argumentos para continuar a guerra contra a Síria" e nada mais.
Tivemos  que ouvir novamente  a revelação do Wikileaks para mostrar a versão
completa que compromete o Prêmio Nobel da Paz: o Presidente Barack  Obama. 

 "A razão pela qual  a Rússia entrou  foi porque o EIIL estava se   fortalecendo. Daesh estava ameaçando a possibilidade de chegar  a  Damasco, e ir mais adiante. É por isso que a Rússia entrou. Eles não queriam um governo de Daesh. E  apoiaram Al-Assad. E nós sabíamos que (Daesh) crescia.  Nós observávamos. Observamos que o  Daesh  crescia e se fortalecia. Nós imaginamos que a AL-Assad estaria ameaçado. Nós imaginamos que poderia forçar AL-Assad a sentar e negociar. Em vez de uma negociação, estamos diante de AL-Assad e apoio de Putin ", afirma John Kerry no áudio revelado. 

Qual deve ser a punição para um Prêmio Nobel da Paz, que também é presidente dos Estados Unidos e que, segundo o áudio secreto do Wikileaks , apoiou o grupo terrorista mais temido do planeta? Por  CNN apagou essas partes da declaração e quem poderá punir o  patrocinador?
Em "Por Detrás da Razão", perguntamos, os analistas respondem e você em casa conclui. E se a realidade faz o que quer, então voltaremos a perguntar. O importante é detectar as arestas que não nos dizem. As análises, as perguntas e as respostas às nove e meia da noite, a partir dos estúdios de Teerã; Londres e Madrid à  sete horas, no México às 12 e  na Colômbia uma da tarde.
Roberto de la Madrid
http://www.hispantv.com/programas


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Obama, o criminoso de guerra carrasco de mulheres e crianças


Não há dúvida de que o presidente Barak Obama é um criminoso de guerra assim como o são seus responsáveis militares e de inteligência e a maior parte da Câmara e do Senado.

Obama foi o primeiro presidente a manter os EUA em guerra durante toda a duração dos seus oito anos de mandato. Só em 2016 os EUA despejaram 26.171 bombas sobre festas de casamento, funerais, jogos de futebol de garotos, hospitais, escolas, pessoas nas suas casas e a andarem nas ruas e agricultores a lavrarem seus campos em sete países: Iraque, Síria, Afeganistão, Líbia, Iémen, Somália e Paquistão.
 http://blogs.cfr.org/zenko/2017/01/05/bombs-dropped-in-2016/

O que tem esta administração a mostrar pelos oito anos de intervenções militares ilegais em sete países, nenhum dos quais representava um perigo para os EUA e contra nenhum dos quais os EUA declararam guerra? O terrorismo foi criado pelas invasões estado-unidenses, nenhuma das guerras foi vencida e o Médio Oriente foi consumido no caos e na destruição. O ódio mundial aos Estados Unidos ascendeu a uma altura recorde. Os EUA são agora o mais abominado país da terra.

O único propósito destes crimes é enriquecer a indústria de armamentos e avançar a insana ideologia neoconservadora da hegemonia mundial estado-unidense. Um minúsculo punhado de pessoas desprezíveis foi capaz de destruir a reputação dos Estados Unidos e assassinar milhões de pessoas, enviando ondas de refugiados de guerra para os EUA e a Europa. 


Chamamos a isto "guerra", mas elas não são. São invasões, em grande parte a partir do ar, mas no Afeganistão e no Iraque de tropas sobre o terreno. As invasões por ar e por terra são inteiramente baseadas em mentiras flagrantes e transparentes. A "justificações" para as invasões mudaram uma dúzia de vezes.

As perguntas são: se Trump se tornar presidente, será que os crimes maciços de Washington contra a humanidade continuarão? Se assim for, será que o resto do mundo continuará a tolerar a perversidade extraordinária de Washington? 
11/Janeiro/2017

O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/... 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

O Pentágono fez a volta ao mundo

Ashton Carter

Em 13 de dezembro, o chefe do Pentágono, Ash Carter,  chegou à Itália, em nome da administração cessante de Obama, que está fazendo “a volta ao mundo para agradecer às tropas dos EUA instaladas na Ásia, Oriente Médio e Europa e se encontrar com importantes parceiros e aliados”.
Por Manlio Dinucci*
O giro começou no dia 3 de dezembro a partir da Califórnia, onde Carter fez o discurso de encerramento do “Forum Reagan”, que lhe conferiu o prêmio “A paz através da força”.
Em seguida, Carter partiu ao Japão, onde passou em revista as tropas dos EUA e se encontrou com o ministro da Defesa, Inada. O Japão, que contribui com 1,6 bilhão de dólares anuais para a permanência de 50 mil soldados estadunidenses em seu próprio território, é particularmente importante como base avançada dos sistemas de mísseis dos Estados Unidos instalados contra a China com “escopo defensivo” e, precisa o Pentágono, é um aliado “em condições de defender outros países que possam ser atacados”.
Do Japão, Carter voou à Índia, que se tornou o segundo comprador mundial de armas dos EUA depois da Arábia Saudita: um resultato da estratégia de Washington que visa a debilitar as relações da Índia com a Rússia, minando o grupo dos Brics atacado ao mesmo tempo através do golpe “institucional” no Brasil.
O chefe do Pentágono foi em seguida ao Bahrein, onde participou no “Diálogo de Manama” organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, influente think tank britânico financiado pelo emirado com mais de 38 milhões de dólares. Intervindo sobre a “lógica da estratégia norte-americana no Oriente Médio”, Carter precisou que nesta região estão instalados mais de 58 mil militares dos EUA, entre os quais mais de cinco mil no terreno no Iraque e na Síria, “não só para lutar contra os terroristas como os do chamado Estado Islâmico (Isis, na sigla em inglês), mas também para proteger os nossos interesses e os dos aliados” (razão pela qual os EUA e as monarquias do Golfo, como amplamente documentado, apoiaram secretamente o Isis, funcional à sua estratégia na Síria e no Iraque).
Carter acusou a Rússia de não combater o Isis na Síria, mas de ter somente “inflamado a guerra civil e prolongado o sofrimento do povo sírio”. Em seguida, acrescentou que como “o Irã continua a instalar mísseis”, os EUA estão realizando com os aliados “uma defesa regional de mísseis”, compreendendo um potente radar no Catar, mísseis Thaad nos Emirados e outros sistemas de mísseis (na realidade, não de defesa mas de ofensiva, uma vez que os mesmos tubos de lançamento podem ser usados para mísseis de ataque também nuclear).
Do Bahrein, Carter foi a Israel, onde ontem (12 de dezembro) participou com o ministro da Defesa, Lieberman, na cerimônia da chegada dos primeiros dois caças F-35 para a aeronáutica israelense, símbolo da cada vez mais estreita parceria militar com os EUA, “levada a níveis sem precedentes pelo acordo decenal de assistência assinado em setembro último”.
De Israel o chefe do Pentágono chegou na Itália, para uma visita de dois dias às tropas estadunidenses com o escopo – declara um documento oficial – de “apoiar as operações dos EUA e da sua coalizão em escala mundial, entre as quais a contenção da agressão russa na Europa oriental e o fortalecimento do flanco sul da Otan”.
A volta ao mundo, que se encerra em Londres em 15 de dezembro, com uma reunião da “coalizão anti-Isis”, tem um escopo político bem preciso: reafirmar na véspera da entrega do governo a estratégia da administração Obama, que a democrata Clinton teria prosseguido, para que permaneçam abertas as frentes de tensão e guerra no Sul e no Leste que o democrata Obama deixa como herança ao republicano Trump. Que ao menos não tem o mérito de não ser Prêmio Nobel da Paz.
Manlio Dinucci
Jornalista e geógrafo.
http://www.globalresearch.ca/o-pentagono-faz-a-volta-ao-mundo/5565506

A herança do democrata Barack Obama

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Escondida nas dobras da autorização das despesas militares para 2017, assinada pelo presidente, está a lei para “contrastar a desinformação e a propaganda estrageira”, particularmente atribuída à Rússia e à China, conferindo ulteriores poderes à tentacular comunidade de informação, formada por 17 agências federais. Graças também a uma alocação de 19 bilhões de dólares para a “cyber-segurança” essas agências podem silenciar qualquer fonte de “falsas notícias”, segundo o incontestável julgamento de um “Centro” especial coadjuvado por analistas, jornalistas e outros “experts” recrutados no exterior. Torna-se realidade o orwelliano “Ministério da Verdade” que o presidente do parlamento europeu, Martin Schultz, prenuncia como algo que deveria ser instuído pela União Europeia.
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Às vésperas da transmissão de poder na Casa Branca, o ano de 2017 se abre com o massacre terrorista na Turquia, duas semanas depois do assassinato do embaixador russo em Ancara, perpetrado um dia antes do encontro em Moscou entre Rússia, Irã e Turquia para um acordo político sobre a Síria. Encontro do qual os Estados Unidos foram excluídos.
Nos últimos dias da administração Obama, os EUA estão empenhados em criar a máxima tensão possível com a Rússia, acusada inclusive de ter subvertido, com os seus “malignos” hackers e agentes secretos, o êxito das eleições presidenciais que Hillary Clinton deveria ter vencido. Isto teria assegurado a continuidade da estratégia neocon, da qual Clinton foi a artífice durante a administração Obama.
Esta termina sob o signo do fracasso do principal objetivo estratégico: a Rússia, jogada às cordas pela nova guerra fria desencadeada com o golpe na Ucrânia e pelas decorrentes sanções, pegou Washington de surpresa intervindo militarmente em apoio a Damasco. Isto impediu que o Estado sírio fosse desmantelado como o líbio e permitiu às forças governamentais libertar vastas áreas controladas durante anos pelo Isis (o chamado Estado Islâmico na sigla em inglês), Al Nusra e outros movimentos terroristas funcionais à estratégia dos EUA e da Otan. Abastecidos com armas, pagos com bilhões de dólares pela Arábia Saudita e outras monarquias, através de uma rede internacional da CIA (documentada pelo New York Times em março de 2013) que chegavam à Síria através da Turquia, posto avançado da Otan na região.
Mas agora, diante do evidente fracasso da operação, que custou centenas de milhares de mortos, Ancara se retira, abrindo uma negociação com o intento de obter o máximo de vantagem possível. Com essa finalidade, recostura as relações com Moscou, que estavam a ponto de ruptura, e toma distância de Washington. Uma afronta para o presidente Obama. Este, porém, antes de passar o bastão de comando ao recém eleito Trump, dispara o último cartucho.
Escondida nas dobras da autorização das despesas militares para 2017, assinada pelo presidente, está a lei para “contrastar a desinformação e a propaganda estrageira”, particularmente atribuída à Rússia e à China, conferindo ulteriores poderes à tentacular comunidade de informação, formada por 17 agências federais. Graças também a uma alocação de 19 bilhões de dólares para a “cyber-segurança” essas agências podem silenciar qualquer fonte de “falsas notícias”, segundo o incontestável julgamento de um “Centro” especial coadjuvado por analistas, jornalistas e outros “experts” recrutados no exterior. Torna-se realidade o orwelliano “Ministério da Verdade” que o presidente do parlamento europeu, Martin Schultz, prenuncia como algo que deveria ser instuído pela União Europeia.
Ficam assim potenciadas pela administração Obama também as forças especiais, que estenderam as suas operações secretas de 75 países em 2010 para 135 em 2015.
Nos seus atos finais a administração Obama reafirmou em 15 de dezembro o próprio apoio a Kiev, à qual fornece armas e cujas forças treina, inclusive os batalhões neonazistas, para combater os russos na Ucrânia.
E em 20 de dezembro, com propósitos antirrussos, o Pentágono decidiu fornecer à Polônia mísseis de cruzeiro de longo alcance, com capacidade de penetração anti-bunker, equipáveis também com ogivas nucleares.
Do democrata Barack Obama, Prêmio Nobel da Paz, fica para a posteridade a sua última mensagem sobre o estado da União: “A América é a mais forte nação da Terra. Dispendemos para o setor militar mais do que dispendem as oito seguintes nações somadas. As nossas tropas constituem a melhor força combatente na história do mundo”.
Manlio Dinucci 
http://www.globalresearch.ca/a-heranca-do-democrata-barack-obama/5566283