quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Plano dos sauditas para entregar a Palestina (em troca de guerra contra o Irã)

 
14/11/2017, Moon of Alabama
Os tiranos da Arábia Saudita desenvolveram um plano que entrega a Palestina aos seus algozes. Veem a entrega como necessária para obter o apoio dos EUA para a campanha fanática que fazem contra o Irã, que veem como seu inimigo mortal.

Um memorando interno dos sauditas, vazado para o jornal libanês Al-Akhbar, revela as grandes linhas do plano. (NOTA: A autenticidade do memorando ainda não foi confirmada. Em teoria, poderia ter sido "plantado" por qualquer interessado. Mas Al-Akhbar tem excelente currículo na publicação de vazamentos, até hoje sempre genuínos. Estou confiando na avaliação dos editores.)
Segundo o memorando, os sauditas estão prontos a desistir da exigência de direito de retorno aos palestinos. Desistem da soberania dos palestinos sobre Jerusalém e do status de estado pleno para a Palestina. Em troca, querem uma aliança (militar) EUA-sauditas-Israel contra o Irã – para os sauditas o eterno inimigo do lado oriental do Golfo Persa.

Descobriu-se que houve negociações sobre o 'tema' entre sauditas e sionistas sob a coordenação dos EUA. O "assessor pessoal 'partilhado' de Netanyahu e Trump, o garoto-maravilha Jared Kushner", é o homem de ponto nessas negociações. Fez pelo menos três viagens à Arábia Saudita esse ano, a mais recente há apenas alguns dias.

As operações sauditas ao longo do mês passado, contra a oposição interna ao clã Salman e contra o Hizbullah no Líbano, têm de ser vistas no contexto e como preparação do plano maior. Recapitulando:


  • Semana passada, o atual dito representante político dos palestinos, Mahmoud Abbas, foi chamado a Riad. Ali, foi instruído a aceitar qualquer plano de paz que lhe seja apresentado pelos EUA, ou que renuncie. Recebeu ordens de cortar todos os laços que os palestinos tenham com Irã e Hizbullah:

Desde esses alertas, que podem ameaçar os novos acordos de unidade palestina assinados por Fatah e o Hamas apoiado pelo Irã na Faixa de Gaza, a mídia palestina manifestou nesses dias um raro grau de unidade – todos contra o Irã.

  • Dia 6 de novembro, foi deliberadamente "vazada" uma carta do primeiro-ministro Netanyahu de Israel dirigida a embaixadas de Israel. Nela, Netanyahu exige que seus diplomatas pressionem a favor dos planos sauditas no Líbano, Iêmen e noutros países. No mesmo dia Trump tuitou:

Donald J. Trump‏ @realDonaldTrump - 3:03 PM - 6 Nov 2017
Tenho grande confiança no rei Salman e no príncipe coroado da Arábia Saudita, eles sabem exatamente o que estão fazendo....
  • O tirano saudita abduziu o primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, e declarou guerra ao país. O objetivo desse movimento é remover ou isolar o Hezbollah, a resistência xiita do Líbano aliada com o Irã e que se opõe aos planos sauditas para a Palestina.
O jornal libanês de esquerda Al-Akhbar obteve uma cópia do plano (em árabe) no formato de um memorando do Ministro de Relações Exteriores saudita Adel Al-Jubeir dirigido ao príncipe crown [coroado] clown [palhaço] Mohammed Bin Salman (tradução automática árabe-português):

"O documento, que está sendo revelado pela primeira vez, prova tudo o que foi vazado desde a visita do presidente Trump à Arábia Saudita, em maio passado, sobre o lançamento dos esforços dos EUA para assinar um tratado de paz entre a Arábia Saudita e Israel. Seguiu-se a informação sobre o intercâmbio de visitas entre Riad e Tel Aviv, sendo a visita mais importante do Príncipe herdeiro saudita à entidade sionista.

O documento revela o tamanho das concessões que Riad pretende apresentar no contexto da liquidação da questão palestina e sua preocupação em obter os elementos de poder contra o Irã e a resistência, liderada pelo Hezbollah."
O memorando do ministro de Relações Estrangeiras saudita começa com a exposição de sua perspectiva estratégica:

"Para enfrentar o Irã ao aumentar as sanções contra mísseis balísticos e reconsiderar o acordo nuclear
O Reino prometeu no acordo de parceria estratégica com o presidente dos EUA, Donald Trump, que qualquer esforço dos EUA (incompreensível) é a chave para o sucesso. A Arábia Saudita é o melhor país do mundo árabe e muçulmano para reunir os outros para uma solução. Nenhuma solução para a causa palestina pode ser legitimada a menos que o Reino a apoie. 
...
A aproximação da Arábia Saudita com Israel envolve um risco para os povos muçulmanos do Reino, porque a causa palestina representa uma herança espiritual e histórica e religiosa. O Reino não assumirá esse risco a menos que pareça ser abordagem sincera dos Estados Unidos ao Irã, que está desestabilizando a região patrocinando o terrorismo, suas políticas sectárias e interferindo nos assuntos dos outros. Esse comportamento iraniano foi oficialmente condenado pelo mundo muçulmano na conferência da OCI Conferência islâmica realizada em Istambul em abril de 2016."

O documento saudita apresenta as questões e passos do processo na direção de um acordo, em cinco pontos:

Primeiro: Os sauditas demandam uma "paridade do relacionamento" entre Israel e Arábia Saudita. No nível militar, demandam que ou Israel desiste de suas armas nucleares, ou a Arábia Saudita é autorizada a comprar esse tipo de arma.

Segundo: Em troca, a Arábia Saudita usará seu poder diplomático e econômico para impor um 'plano de paz' entre Israel, os palestinos e países árabes, nos termos que os EUA redigirão. Por esse plano de paz, os sauditas, conforme o memorando, estão dispostos a oferecer concessões extraordinárias:
  • A cidade de Jerusalém não será capital de algum estado palestino, mas será posta sob regime especial administrada pela ONU.

  • Não mais será exigido o direito de retorno para os refugiados palestinos, que foram violentamente expulsos pelos sionistas. Os refugiados serão integrados como cidadãos nos países nos quais residam atualmente.

  • (Não há referência à exigência de soberania para algum estado palestino.)

Terceiro: Depois de alcançado um acordo quanto aos "princípios centrais da solução final" para a Palestina, entre Arábia Saudita e EUA (Israel), haverá uma reunião de todos os ministros de relações exteriores da região, para apoiar o acordo. Na sequência virão as negociações finais.

Quarto: Em coordenação e cooperação com Israel, a Arábia Saudita usará seu poder econômico para convencer o público árabe, daquele plano. Aqui o documento anota corretamente que "No início da normalização das relações com Israel, a normalização não será aceitável para a opinião pública no mundo árabe." O plano aqui é, essencialmente, subornar o público árabe, para que aceite o plano.

Quinto: O conflito palestino distrai a atenção, afastando-a da verdadeira questão dos governantes sauditas na região, que é o Irã: 

"Assim sendo, sauditas e israelenses concordam em tomar as seguintes medidas:

1.      Contribuir e cooperar para reagir contra quaisquer atividades que interessem às políticas agressivas do Irã no Oriente Médio. A afinidade ente Arábia Saudita e Israel tem de encontrar correspondência numa abordagem sincera dos EUA contra o Irã.

2.     Aumentar sanções dos EUA e internacionais relacionadas aos mísseis balísticos do Irã.

3.     Aumentar as sanções contra o apoio que o Irã dá a terroristas e ao terrorismo em todo o mundo.

4.     Reexame do grupo (5+1) no acordo nuclear com o Irã, para garantir a implementação literal e estrita de seus termos.

5.     Limitar o acesso do Irã aos seus bens congelados e explorar a deterioração da situação econômica do Irã, usando-a para aumentar a pressão de dentro para fora contra o regime iraniano.

6.     Cooperação intensiva de inteligência na luta contra o crime organizado e o tráfico de drogas apoiados pelo Irã e pelo Hezbollah."

O memo é assinado por Adel al-Jubeir. (Mas quem foram os 'conselheiros' que ditaram para ele?) 

O plano de paz dos EUA para a Palestina visa a pressionar palestinos e árabes a fazer qualquer coisa que Israel queira. Os sauditas concordarão com isso, com mínimas exigências, só se EUA e Israel os ajudarem a pôr fim ao Irã, nêmese do reino. 

Mas é impossível. Nem Israel nem os EUA aceitarão garantir "relacionamento paritário" para a Arábia Saudita. Faltam à Arábia Saudita todos os elementos para se tornar estado supremo no Oriente Médio árabe. O Irã não será derrotado.

O Irã está no núcleo mais duro do eleitorado xiita e no coração da resistência contra o imperialismo "ocidental". As populações xiitas e sunitas alinhadas no Oriente Médio são praticamente do mesmo tamanho. 

O Irã tem população quase quatro vezes maior que os sauditas. É cultura muito mais antiga e mais densa que a da Arábia Saudita. A população do Irã é bem-educada e com bem desenvolvidas capacidades industriais. O Irã é uma nação, não um conglomerado de tribos do deserto como se vê na península governada pelos al-Saud. O Irã é absolutamente imbatível, graças à posição geográfica e os recursos que tem.

Então, sempre tentando derrotar o Irã, os sauditas iniciaram guerras à distância no Iraque, na Síria, no Iêmen e agora no Líbano. Para vencer essas guerras, precisam de coturnos em solo. Então, os sauditas alugaram e enviaram para lá a única infantaria que jamais tiveram à sua disposição. Mas as hordas de fanáticos alugados – al-Qaeda e ISIS – foram derrotadas. Dezenas de milhares deles foram mortos em combates no Iraque, na Síria e no Iêmen. 

Apesar da campanha global de propaganda e mobilização, quase todas as forças potencialmente mobilizáveis foram derrotadas pelas resistências locais em campo. 

Nem o estado dos ocupantes sionistas colonialistas nem os EUA estão dispostos a mandar soldados para lutar pela supremacia dos sauditas.

O grande 'plano' do governo Trump para alcançar a paz no Oriente Médio é carregado de esperanças, mas lhe faltam todos os detalhes indispensáveis ao sucesso. 

Os sauditas prometem apoiar o plano dos EUA, se o governo Trump aceitar fazer guerra contra a nêmese do reino saudita, o Irã. Mas as lideranças sauditas e em Washington são fracas e impulsivas, e todos esses planos têm pouca chance de sucesso. Mas os planos avançarão de qualquer modo e continuarão a criar quantidades enormes de danos colaterais. 

A entidade sionista não se sente realmente pressionada a fazer paz alguma. De fato, até já começou a meter os pés nos tais planos. E tentará explorá-los exclusivamente a favor dela mesma.*****

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

Documento secreto: Arábia Saudita e Israel trabalhando juntos para provocar a guerra contra o Líbano

 

Apenas um dia após as grandes derrotas do ISIS na Síria e no Iraque indicando que os combates podem acabar, uma série extraordinária de eventos aumentou o perigo de uma nova guerra, desta vez contra o Líbano. Esses eventos começaram no dia 4 de novembro, quando a Arábia Saudita desestabilizou o governo do Líbano, forçando o primeiro-ministro Saad Hariri a demitir-se e a  afirmação falsa do governo saudita em 7 de novembro de que o Líbano havia "declarado guerra"  ao reino.
Documentos secretos, tornados públicos por um Canal 10 da TV israelense,  indicam que este cenário de guerra provocador foi coordenado pela Arábia Saudita e por Israel para instigar uma nova guerra no Oriente Médio, tendo o Líbano como alvo, desacreditado como um proxy do Irã. Esta provocação vem em seguida a um  enorme exercício militar israelense  realizado em setembro, simulando uma invasão do Líbano projetada especificamente para atacar o grupo libanês Hezbollah. Este foi o  maior exercício militar de Tel Aviv  em 20 anos , envolvendo todas as áreas do exército israelense.
Enquanto Washington marcou de "terrorista" o  grupo libanês Hezbollah, os progressistas do Oriente Médio, tomam o  grupo como defensor da soberania libanesa. Duas vezes, em 2000 e 2006, expulsaram as tropas israelenses do Líbano. Hezbollah lutou ao lado do governo sírio, não só para evitar o desmembramento desse país árabe vizinho, mas também para impedir o ISIS de invadir o Líbano e aterrorizar as pessoas lá. O Irã, também vilipendiado pelo imperialismo estadunidense  e seus clientes, forneceu apoio político, material e militar crucial para derrotar o ISIS.
Os eventos são os seguintes:
Em 3 de novembro caem os últimos bastiões do ISIS no Iraque e na Síria. Tanto a Arábia Saudita como Israel procuram desmembrar a Síria e colaboram com o ISIS.
Em uma medida nunca antes vista na arena internacional, no dia 4 de novembro sob ordens do regime saudita, o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, anunciou, da Arábia Saudita, na televisão saudita sua renúncia como Primeiro Ministro. No pronunciamento, atacou o Irã por interferir no Líbano e afirmou que Hezbollah estava tentando assassiná-lo.
Horas mais tarde, Riad afirma ter interceptado um míssil disparado do Iêmen sobre sua capital. Durante anos, o regime saudita, armado pelos EUA, tem bombardeado o povo do Iêmen, matando indiscriminadamente civis.
Apesar dos  iemenitas confirmarem  que o míssil disparado fora produzido do Iêmeno ministro saudita da Justiça, Adel bin Ahmed , afirmou:
"Foi um míssil iraniano, lançado pelo Hezbollah", e constituiu "ato de guerra pelo Irã".
Em 7 de novembro, os sauditas promovem a escalada e  acusam o Líbano de "declarar guerra".
Ao mesmo tempo, em uma tentativa de consolidar o poder, o regime saudita prendeu centenas de pessoas  dentro do reino por acusação  de corrupção, incluindo alguns dos principais príncipes e empresários do país.
Documento vazado mostra a coordenação saudita-israelense
A mídia corporativa sempre se esforça para passar a impressão de que Israel e a Arábia Saudita estão em lados opostos. Isso é para o consumo público. Ambos os regimes são apoiados e armados por Washington para que  possam atacar as lutas de libertação e governos independentes no Oriente Médio e manter esta área rica em petróleo "segura" para a Exxon Mobil e JP Morgan Chase & Co.
Agora, há uma verdadeira bomba mostrando que Israel e a Arábia Saudita estão trabalhando juntos para levar a guerra ao Líbano.

Em 7 de novembro, o noticiário do canal 10 tornou  público uma circular diplomática vazada enviada aos embaixadores israelenses em todo o mundo sobre os eventos mencionados. O documento classificado da embaixada, escrito em hebraico, mostra que Tel Aviv e Riad estão deliberadamente coordenando a escalada da situação no Oriente Médio. Esses documentos fornecem a primeira prova de colaboração direta entre esses dois clientes dos EUA.
O documento foi vazado por Barak Ravid , correspondente diplomático sênior do  Canal 10 News . O comunicado, disse ele, fora enviado pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, em Jerusalém (ocupada), em 6 de novembro, a todas embaixadas de Israel, instruindo os diplomatas israelenses a fazer todo o possível para acelerar a pressão diplomática contra o Hezbollah e o Irã. A comunicação afirma o apoio para a guerra da Arábia Saudita no Iêmen e orienta os diplomatas israelenses apelar para os "altos funcionários" em seus países anfitriões para garantir a expulsão do Hezbollah do governo e da política do Líbano ", de acordo com a  zerohedge.com .
A renúncia deixa o Líbano vulnerável ao ataque
Saad Hariri - Primeiro Ministro do Líbano
No Líbano, a renúncia de Hariri é considerada como tendo sido forçada pelos sauditas, a fim de desestabilizar o governo libanês, fomentar a discórdia e deixar o Líbano vulnerável ao ataque israelense. Muitos apontam que a declaração de demissão foi escrita em um estilo usado pelos sauditas. A demissão chocou mesmo os mais próximos assessores  de Hariri. O exército libanês negou qualquer ameaça de assassinato.
O complexo sistema político  do Líbano é facilmente desestabilizado. Criado pelos colonizadores franceses em 1925,  determina que os postos do governo e a distribuição parlamentar sejam baseadas nos diferentes grupos religiosos do país. O governo atual, com Hariri como Primeiro Ministro, e Michel Aoun do Hezbollah como presidente, assumiram o cargo no ano passado, terminando  anos de impasses no governo e, no mês passado, produziu o primeiro orçamento do Líbano desde 2005.
Hariri, que tem dupla nacionalidade saudita-libanesa e interesse financeiro na Arábia Saudita, é considerado "o homem saudita" no Líbano. A ironia de que um Primeiro Ministro do Líbano faça críticas severas contra o Irã por interferir nos assuntos do Líbano quando  acaba  de se demitir pela televisão saudita,na Arábia Saudita, lendo uma declaração escrita pela Arábia Saudita , não passou despercebido por ninguém.

O presidente do Líbano, Michel Aoun, anunciou que não decidirá se aceita ou rejeita a demissão do primeiro-ministro Saad al-Hariri até Hariri retornar ao Líbano para explicar os motivos. O líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah , pediu ao povo do Líbano que mantenha a calma.
Por que o Hezbollah está sendo alvo?
Israel, que compartilha fronteira com o Líbano, há muito queria conter a soberania libanesa e até mesmo anexar seu território. O exército israelense bombardeou o sul do Líbano por décadas, por terra, mar e ar. Em 1982, uma enorme invasão israelense matou dezenas de milhares de civis libaneses, enquanto as tropas israelenses ocuparam o sul do Líbano por 18 anos. Em 2006, as bombas de Israel atacaram a infra-estrutura civil do Líbano e os aviões de combate salpicaram o sul com um milhão de bombas de fragmentação que ainda matam e mutilam.
Israel procura destruir o Hezbollah porque é uma  força de combate fantástica e o único grupo que impede Israel de fazer  o que quiser do Líbano. Os combatentes do Hezbollah e seus aliados derrotaram e expulsaram as tropas israelenses do Líbano em 2000, terminando a ocupação de 18 anos e repelindo uma invasão terrestre israelense do Líbano em 2006, forçando-a a recuar.

A evolução dos perigosos e provocativos acontecimentos desta semana procura opor a derrota do ISIS na Síria e no Iraque com a guerra no Líbano. Se o imperialismo e seus agentes serão capazes de fazer isso, no entanto, não está certo. As pessoas sitiadas do Oriente Médio estão inspiradas pelas vitórias contra ISIS e continuam determinadas a lutar por seus direitos.

Traduzido pelo somostodospalestinos.blogspot.com
https://www.globalresearch.ca/secret-document-saudis-israel-working-together-to-provoke-war-in-lebanon/5617851?utm_campaign=magnet&utm_source=article_page&utm_medium=related_articles