domingo, 10 de dezembro de 2017

Manifestação no Rio de Janeiro: SIONISTAS TIREM AS MÃOS DE JERUSALÉM!



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O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ  convoca todos os internacionalistas, as organizações políticas e sociais e 
os apoiadores da Causa Palestina e árabe a se unirem numa demonstração de total apoio a resistência desse povo guerreiro: somos todos palestinos

VOCÊ É IMPORTANTE NESSA LUTA! 


Manifestação de solidariedade à luta do 
povo palestino, no RJ:
Consulado dos EUA
Dia 12/ dezembro - terça-feira
às 17 horas 



 Al-Quds (Jerusalém) é Palestina!

Há cem anos atrás, em novembro de 1917, a Declaração Balfour, emitida  pelo império britânico, prometia aos judeus a posse da Palestina, dando suporte “legal” ao terrorismo dos grupos sionistas que logo iniciaram as atrocidades e assassinatos contra o povo palestino, roubando suas terras e promovendo a limpeza étnica.

Em 1948, há 69 anos, a ONU aprova a criação do estado judeu, Israel, nas terras da Palestina, sem consultar o povo que lá vivia. Desde aí, a ocupação sionista em larga escala impulsionou ainda mais sua campanha de terror, assassinatos, prisões, confisco de residências e roubo de terras contra o povo palestino, com total apoio das grandes potências do mundo ocidental, em particular do império anglo-sionista, os EUA.

De lá para cá, os palestinos vivem um verdadeiro inferno lidando com as atrocidades diárias cometidas pelo exército de Israel.  Praticando uma política de expansão da colonização judaica através do confisco ou destruição de aldeias e bairros inteiros, concomitante ao sequestro, prisões e torturas de jovens e crianças. Nas últimas décadas, o sionismo trabalhou intensamente pela judaização de Al Quds (Jerusalém) de formas mais desumanas possíveis.

Agora, neste final do ano de 2017, a declaração do presidente dos EUA, que dá curso à decisão do Congresso dos EUA votada em 1995, que “Jerusalém deve ser reconhecida capital de Israel” expõe toda a política de ocupação total da Palestina Histórica que vem sendo construída passo a passo por Israel e os EUA, jogando por terra as ilusões em um Estado Palestino soberano (a proposta de dois Estados) e, ao mesmo tempo, nos processos de paz e negociações mediadas pelos EUA.  

Enquanto isso, os aviões de Israel lançam bombas e matam a população de Gaza, extremamente sacrificada pelo embargo econômico, pela fome, miséria, doenças e frio, apesar (e por causa!) da recente descoberta de petróleo e gás em seu litoral. As crianças e os jovens de Gaza são obrigados a conviver  constantemente com os bombardeios sionistas que destroem suas casas, suas vidas e matam as pessoas. 

Este cenário dramático e diabólico está no contexto da estratégia geopolítica para o Oriente Médio do Império Anglo-sionista que, após a destruição total da Líbia e das derrotas militares  no Afeganistão, no  Iraque e na Síria, apesar da aliança com os mercenários do ISIS, os curdos e os Estados Árabes do Golfo, necessita desestabilizar ao máximo a região e  destruir o eixo de resistência regional que saiu fortalecido. Além disso, buscam uma nova guerra para satisfazer sua indústria armamentista de olho nos ricos poços de petróleo e gás do povo iraniano.

A causa palestina chega a seu momento de extrema tensão.  O fortalecimento da resistência árabe favorece em todos os sentidos a luta deste povo guerreiro. Mas é necessário ainda a unidade de todas as organizações palestinas e muita disposição para enfrentar o inimigo de todos os povos do mundo, o imperialismo sionista, e destruir sua base militar chamada de Israel.  Neste contexto, mais do que nunca os povos do mundo devem cercar a luta do povo palestino contra a ocupação sionista de muita solidariedade internacionalista.

·        VIVA A LUTA DO POVO PALESTINO! VIVA A INTIFADA!
·        FORA SIONISMO DA PALESTINA!
·        JERUSALÉM É PALESTINA!

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ

sábado, 9 de dezembro de 2017

Trump pagou o que devia aos sionistas - Dá-lhes 'justificativa' para a guerra contra o Irã

 
6/12/2017, Moon of Alabama

O presidente Trump dos EUA anunciou hoje (06/12) uma mudança na posição dos EUA em relação à cidade de Jerusalém na Palestina:

O presidente Trump, na 4ª-feira reconheceu formalmente Jerusalém como capital de Israel, pondo abaixo quase 70 anos de política externa dos EUA e dando andamento a um plano para transferir a Embaixada dos EUA de Telavive para a furiosamente disputada Cidade Santa.
"É hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel" – disse Trump.

Não é coisa que Trump tenha feito sozinho. Essa posição é há muito tempo apoiada pelos dois partidos no Congresso:

O Democrata e líder da Minoria no Senado Chuck Schumer, disse a THE WEEKLY STANDARD na 3ª-feira que aconselhara Trump a declarar Jerusalém capital "não dividida" de Israel.
...
Uma lei de 1995 dispõe que Jerusalém deve "permanecer como cidade indivisa" e "ser reconhecida como capital do Estado de Israel," mas autoriza o presidente a emitir decretos a cada seis meses para adiar a mudança da embaixada, por razões de segurança nacional. Em junho o Senado reafirmou aquela lei.
...
O senador Ben Cardin, de Maryland, presidente Democrata da Comissão de Relações Exteriores, reiterou seu apoio ao reconhecimento de Jerusalém, quando perguntado, na 2ª-feira, sobre a possibilidade de o presidente anunciar seu movimento.
"Acredito que Jerusalém é a capital de Israel. Assim sendo, para mim, não há novidade" – disse ele a TWS.

Em 2008 o então presidente Obama bajulou o Lobby Sionista nos EUA:

"Jerusalém continuará capital de Israel e deve permanecer indivisa."

Mas Obama deixou a frase lá, naquele discurso, e nunca a converteu e política oficial. Declarar oficialmente que Jerusalém seja "cidade não dividida" e capital da entidade sionista significa que não há lugar para uma capital palestina em Jerusalém leste. Enterra o sonho (e conto de fadas) de um estado palestino soberano.

Mas aquela ideia já está morta há tempos. A única razão pela qual presidentes dos EUA dão jeito de evitar que se cumpra uma lei de 22 anos, com despachos de prorrogação do status quo, é fingir que os EUA seriam negociadores isentos, dedicados buscadores de alguma paz entre os colonialistas sionistas do leste-europeu e os palestinos. Isso sempre foi farsa, pura enganação. O Congresso e os presidentes dos EUA são controlados pelo LobbySionista, capaz de reunir quantidades enormes de dinheiro para criar ou derrotar candidatos a cadeiras legislativas ou a postos executivos. O bilionário sionista Sheldon Adelson, que também patrocina o primeiro-ministro fascista de Israel Netanyahu, doou mais de $100 milhões à campanha de Trump e dezenas de milhões a campanhas para o Congresso. Hoje, Trump pagou uma parte dessa dívida.

Com a construção crescente de colônias sionistas em áreas da Cisjordânia palestina durante o mandato de Netanyahoo, a solução dos dois estados já foi assassinada, faz tempo. O ditador palestino Mahmoud Abbas, que deixou que as colônias crescessem, sem qualquer tipo de oposição, não passa de umcapo usado pelos israelenses para manter oprimidos os palestinos. Os palestinos em Gaza que desafiaram a ocupação sionista foram bombardeados sempre que algum primeiro-ministro precisasse desviar a atenção para bem longe dos problemas políticos intestinos do governo de Israel.

Os EUA estão absolutamente sós nesse 'reconhecimento'. O consenso global e a posição aceita na comunidade legal internacional é que a questão de Jerusalém tem de ser decidida em negociações. O resultado mais esperado era uma cidade dividida em duas capitais.  Os países da União Europeia e outros rejeitaram o movimento. O Papa e outros dignitários manifestaram-se contra o 'reconhecimento'.

A declaração de Trump só mostra uma antiga real posição dos EUA, mas mesmo assim ainda pesa. É como dizer, sem possibilidade de dúvida, que os EUA são o inimigo público n.1 no Oriente Médio. Deixa expostos os governantes árabes que procurem aliar-se aos EUA. Promove todos os governantes que combatem contra os EUA em todo o mundo.

O tirano da Arábia Saudita e seu príncipe clown-crown filho aprovaram o movimento Trump. Em vez de declararem medidas retaliatórias, limitaram-se a críticas pro-forma. Outros governantes árabes, que dependem do dinheiro dos sauditas, como o rei "Playstation" Abdullah da Jordânia, com certeza permanecerão de bico calado.

Provavelmente haverá pouca violência imediatamente depois da declaração de Trump. Os efeitos de longo prazo, contudo, serão significativos. O público árabe, que a mídia 'ocidental' ignora, está furioso. O professor Assad AbuKhalil informa:

Fúria mas mídias sociais árabes no caso de Jerusalém
A fúria é avassaladora nas mídias sociais árabes no caso de Jerusalém, mas tenho certeza de que os correspondentes ocidentais em Beirute ou Cairo informarão em suas colunas.
Isso é a Arábia Saudita
Hashtag "Jerusalém é capital da Palestina" #1 nas trends nesse momento na Arábia Saudita
PS N. 1 também no Iraque e Argélia.
PS e também na Síria.

Vejam aí a primeira página do Daily Star de Beirute, jornal que, na maioria das questões, é firmemente alinhado com o campo 'ocidental'.




O Professor Amal Saad da Universidade do Líbano prevê:

Amal Saad @amalsaad_lb - 18h29min – 6/12/2017
Trump não faz nem ideia de como sua declaração sairá pela culatra. Agora que os EUA violaram a lei internacional e 'reconheceram' a regra do apartheid de Israel em Jerusalém, a lei internacional já não serve como instrumento que garanta os direitos dos palestinos. – Doravante, o único discurso das ruas será "from river to sea Palestine will be free" [do rio ao mar, a Palestina será livre"].

Os grupos que resistiram e continuam a resistir contra a hegemonia dos EUA e dos sionistas, conquistarão amplamente a opinião pública no Oriente Médio. Os que cooperam com os EUA e tornam 'possível' a tendência dos EUA a favor dos sionistas perderão a guerra.

Do lado vencedor estão Irã, Síria, Hizbullah e Hamas (será que agora se pode incluir o grupo Houthi?). Todos sempre resistiram contra o imperialismo, apesar das descomunais pressões e furiosas guerras que se fizeram contra eles. O movimento de Trump encaixa-se perfeitamente na narrativa daqueles grupos, para os quais os EUA sempre foram e continuam a ser inimigos dos povos do Oriente Médio. Crescerá o apoio das ruas àqueles grupos.

Outros que também "vencem" são os grupos terroristas que fingiam ser contra os EUA e os sionistas, mas que, na hora da luta, não lutavam contra EUA e sionistas. São al-Qaeda, ISIS e outros grupos wahhabistas/takfiri. Usam o clima gerado pelo movimento de Trump como ferramenta para recrutar cada vez mais soldados, mas seus patrocinadores os mantêm distantes de qualquer luta contra o suposto inimigo norte-americano.

O movimento de Trump aumentará a instabilidade interna nos países dos quais o imperialismo norte-americano depende no Oriente Médio. Os Estados do Golfo são os mais diretamente ameaçados. Seus líderes servis estão sob pressão crescente do próprio povo. Em algum momento a super pressão explodirá. É provável que os EUA sejam as primeiras vítimas daquela explosão.*****


Tradução:Coletivo Vila Vudu
Blog do Alok

FPLP cancela as comemorações pelo seu aniversário e organiza e convoca a MARCHA DA IRA

 
A Frente Popular pela Libertação da Palestina anunciou o cancelamento de seus eventos planejados de aniversário , incluindo o festival central programado para a Cidade de Gaza no sábado,  transformando esses eventos em MARCHAS DA IRA para enfrentar o imperialismo e o sionismo dos EUA após a declaração de Trump sobre Jerusalém
Em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, a Frente disse que uma marcha começará no sábado às 12 horas em Gaza sob o slogan: "A revolução continua até o regresso e a libertação de Jerusalém". A marcha na cidade de Gaza será realizada simultaneamente com a marcha em Ramallah organizado pelo PFLP.
A Frente está chamando as massas palestinas de todos  setores nacionais e populares a participação nessas ações e observou que considera que o 11 de dezembro é um dia de confrontação com  forças sionistas. Enfatiza que o povo palestino está entrando em uma nova fase de luta para estabelecer uma estratégia nacional em que todos os movimentos palestinos estão unidos para servir aos objetivos do nosso povo através da resistência e confrontação com a ocupação, em todos os locais.
O PFLP  enfatizou que a MARCHA DA IRA e a REVOLUÇÃO alçarão as vozes do povo palestino contra o imperialismo dos EUA, o colonialismo sionista e a coalizão reacionária árabe. Exigiu que a Autoridade Palestina encerrasse sua dependência contínua das negociações e acabasse  de vez com a coordenação de segurança que tem com  o ocupante.
Convocou as nações e os povos árabes e islâmicos e todos os defensores da justiça no mundo a tomarem as ruas e as praças para rejeitar a declaração de Trump e enfrentar todas as formas de ataque contra o povo palestino e árabe.
Por sua vez, as Brigadas de Abu Ali Mustafa enfatizaram que estão atentos aos interesses dos EUA, especialmente em terras palestinas, em resposta as últimas declarações. "Confirmamos que o inimigo imperialista dos EUA não é bem-vindo nos territórios palestinos", disse um porta-voz da AAMB.
O porta-voz da AAMB acrescentou que os direitos do povo palestino em suas terras não podem ser revogados por uma decisão americana ou um ato de qualquer estado, e observou que os EUA colocam seus interesses na terra da Palestina no olho do alvo da resistência palestina e do povo palestino.
http://pflp.ps/english/2017/12/09/pflp-announces-cancellation-of-its-anniversary-rally-and-its-transformation-into-a-march-of-anger/ 
Tradução:somostodospalestinos.blogspot.com

Terceiro dia de protestos palestinos sobre a decisão de Trump sobre Jerusalém

 09/12/2017
Na sexta-feira,ontem, as duas primeiras vítimas de  morte aconteceram nos confrontos entre manifestantes palestinos e forças israelenses. O Crescente Vermelho Palestino informa que mais de 700 pessoas foram feridas nos confrontos.



Cinco distritos na Cisjordânia e alguns bairros em Jerusalém foram cenários dos confrontos entre manifestantes palestinos e o exército de Israel. Na sexta feira, tradicional dia de manifestações nos territórios ocupados os protestos foram mais intenso que neste sábado.



A polícia israelense dispersou uma manifestação de protesto em um bairro árabe de Jerusalém, onde várias dezenas de pessoas tentaram obstruir as ruas. Os confrontos mais intensos são registrados nas entradas das cidades palestinas de Ramallah, Belém e Tulkarem.

Os protestos na Palestina começaram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, proclamou seu reconhecimento de Jerusalém como a capital do Estado de Israel.

O Ministério da Saúde palestino informou que registrou 1.100 feridos durante os protestos nesta sexta-feira em diferentes áreas da Cisjordânia e também na Faixa de Gaza e na própria cidade de Jerusalém. De acordo com os cálculos do Crescente Vermelho, cerca de 60 pessoas foram feridas de bala.

A informação divulgada pelo exército israelense indica que quase 7.500 pessoas participaram do "dia da ira" proclamado pelos líderes das comunidades muçulmanas nesta sexta-feira. Os militares israelitas admitem que abriram fogo contra dezenas de militantes e que foram atingidos por tiros.



Postado : https://actualidad.rt.com/actualidad/257129-enfrentamientos-manifestantes-policia-belen

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

FPLP: NOSSA LUTA - não Trump - DECIDIRÁ O DESTINO DE JERUSALÉM

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em pé 
 A Frente Popular para a Libertação da Palestina interpretou a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, como uma declaração de guerra contra o povo palestino e seus direitos legítimos,  mostrando  que  os EUA é claramente uma entidade hostil em relação ao nosso povo e cúmplice do estado sionista nos crimes que comete contra o povo palestino e nossa terra, e deve ser tratado nesta lógica.
Outrossim, com esta atitude,  Trump  dispara  uma "bala de misericórdia" na chamada "solução de dois estados", no projeto de assentamento e nas ilusões do processo de paz. Por outro lado, estimula as lideranças palestinas  ao aprendizado  das lições necessárias sobre a experiência devastadora da dependência nas negociações e na dominação dos EUA e anuncia a retirada imediata do acordo de Oslo e todas as obrigações posteriores. 
  O PFLP convoca às massas palestinas e suas organizações para unir seus esforços e responder coletivamente, de maneira realista  e vigorosamente a essa decisão através da ação e escalada do impulso do movimento popular.
A batalha por Jerusalém é uma para toda a Palestina. Para nós, Jerusalém é Haifa, Safad, Yafa, Gaza, Ramallah e todas as aldeias e cidades da Palestina.
Além disso, a Frente enfatizou a necessidade de enfrentar o triângulo de conspiração contra Jerusalém, a Palestina e os direitos do povo palestino e árabe,ou seja, enfrentar o imperialismo, o sionismo e os regimes árabes reacionários abrindo as portas para as opções adequadas para resistir a esses esquemas.
As massas árabes também rejeitam claramente a decisão dos EUA, que aclara ainda mais a natureza do imperialismo norte-americano como o principal patrocinador do terror sionista no mundo árabe que busca, constantemente, inflamar a região para manter sua hegemonia.
Jerusalém sempre será a capital do povo palestino e do Estado da Palestina e a aliança imperialista sionista não terão êxito nas  tentativas de destruir a identidade árabe da cidade e seu status no mundo árabe e islâmico.
Frente popular para a libertação da Palestina 
                                                           6 de dezembro de 2017

Tradução do Blog somostodospalestinos.blogspot.com