sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Tropas israelenses retiram pela força duas jovens palestinas feridas de uma ambulância e as levam presas

A repressão aos manifestantes palestinos e o assalto ao veículo médico do Crescente Vermelho ocorreram no distrito de Hebron, na Cisjordânia.



Um vídeo caseiro mostra a violência exercida pelas forças de segurança israelenses contra os manifestantes palestinos, em um novo episódio de repressão desencadeado após a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital do Estado de Israel e para anunciar a transferência da embaixada do seu país para a cidade.

As imagens capturadas nesta quarta-feira em Halhul, um distrito localizado na cidade palestina de Hebron, na Cisjordânia, mostram que, depois de dispersar o grupo, as tropas atacaram uma ambulância do Crescente Vermelho, informou a agência de notícias Ma'an .
Foi então que os militares armados começaram a lutar com seus ocupantes, que resistiram a serem capturados. No meio dos gritos, um soldado pediu reforços, então cerca de meia dúzia de outros agentes sionistas chegaram ao lugar e conseguiram levar à força, algemados, duas jovens palestinas  presas.
A identidade das mulheres palestinas não foi revelada, nem as acusações para as quais foram presas conhecidas.
Postado da https://actualidad.rt.com

Palestinos como alvos: DAESH (ISIS) lança um grande assalto ao Campo Palestino de Yarmouk, na Síria


Por Leith Fadel


O chamado Estado islâmico (ISIS) lançou um grande ataque no Campo de  Yarmouk, hoje, visando várias áreas controladas pelo governo sírio e outras  forças.
ISIS deu início a agressão atacando as posições do exército sírio localizadas ao longo da rua 30;  a partir daí seguiu-se uma troca intensa  troca de tiros que durou muitas horas.
 
Pouco depois de lançar o assalto acima mencionado, o Estado islâmico invadiu várias áreas no sul de Yarmouk que estavam sob o controle das forças rebeldes.
De acordo com uma fonte militar síria, o Estado islâmico conseguiu ganhar terreno no Acampamento palestino Yarmouk depois de esmagar as forças do distrito.
ISIS tem causado estragos no sul de Damasco, ultimamente, atingindo os distritos de Tadamon e Yarmouk, já densamente povoados, com uma série de ataques poderosos.
https://www.almasdarnews.com/article/isis-gains-ground-yarmouk-camp-massive-attack/ 

General Soleimani aos EUA: "Saiam já da Síria. Se não..."

 9/12/2017, Elijah J. Magnier, Elijah J. Magnier Blog

E se Al-Hasaka 2018 repetir Beirute 1983?

 

Fontes bem informadas dizem que o comandante do Corpo de Guardas Revolucionários do Irã, brigadeiro-general Haj Qassem Soleimani, enviou carta verbal, por intermédio da Rússia, ao comandante das forças dos EUA na Síria, aconselhando-o a retirar de lá todas as forças dos EUA, até o último soldado, "ou vão-se abrir as portas do inferno".

"Minha mensagem ao comando militar dos EUA: quando a batalha contra o ISIS (grupo chamado "Estado Islâmico") chegar ao fim, não se tolerará a presença de nenhum soldado norte-americano em território sírio. Aconselho-os a sair por iniciativa própria, ou serão obrigados a sair" – disse Soleimani a um funcionário russo. Soleimani disse ao responsável russo por fazer chegar aos EUA as palavras do Irã, que "serão consideradas forças de ocupação, se optarem por permanecer no nordeste da Síria onde tribos curdas e árabes convivem lado a lado.

Os russos não são contrários à presença dos EUA e podem adaptar-se a ela depois de demarcar linhas claras para evitar confrontos. Mas a posição do Irã é clara: o país decidiu não abandonar o presidente sírio, no confronto que possa haver com forças dos EUA, caso elas permaneçam em terras sírias.

A carta de Soleimani aos EUA indicava claramente a promessa de 'medidas de surpresa' contra os EUA: "Vocês enfrentarão soldados e forças militares que não viram em ação na Síria. E deixarão o país, mais cedo ou mais tarde".

A Rússia informou aos EUA que o Irã permanecerá na Síria pelo tempo que o presidente Assad considerar necessário. Assad insiste em libertar todo o território sírio de quaisquer forças militares. A Rússia confirmou aos EUA sua intenção de não dar apoio aéreo ao Irã e aliados, no caso de ataques de forças dos EUA. Do ponto de vista dos russos, a disputa Irã-EUA não lhes diz respeito nem é item da agenda da Rússia.

Mike Pompeo, diretor da Agência Central dos EUA, disse semana passada que escrevera a Soleimani manifestando suas preocupações com as intenções do Irã de atacar interesses dos EUA e que "o Irã e Soleimani serão responsabilizado por qualquer ataque no Iraque".

Mohammad Mohammadi Golpayegani, alto assessor do Grande Aiatolá Ali Khamenei confirmou a tentativa de Pompeo de enviar uma carta, mas disse que "Soleimani recusou-se a receber ou ler a carta, porque nada mais havia a acrescentar".

Fontes na área creem que não é improvável que grupos curdos – operando em al-Hasaka e que são fieis ao governo em Damasco – estejam dispostos a avançar contra forças dos EUA. Muitos desses grupos permanecem fiéis à Síria: rejeitam todas e quaisquer forças de ocupação em sua terra e a divisão do país.

Al-Hasaka 2018 está sendo muito frequentemente comparada àqueles eventos de 1983, quando centenas de Marines dos EUA e paraquedistas franceses foram mortos em ataques suicidas simultâneos por islamistas, em Beirute. A força multinacional tornara-se força hostil, não de pacificação; e todos eles foram forçados a deixar o Líbano às pressas, por efeito desse ataque. O futuro pode copiar esses eventos do passado.*****

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu
http://blogdoalok.blogspot.com.br/2017/12/general-soleimani-aos-eua-saiam-ja-da.html#more 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Manifestação no Rio de Janeiro: SIONISTAS TIREM AS MÃOS DE JERUSALÉM!



Nenhum texto alternativo automático disponível.

O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ  convoca todos os internacionalistas, as organizações políticas e sociais e 
os apoiadores da Causa Palestina e árabe a se unirem numa demonstração de total apoio a resistência desse povo guerreiro: somos todos palestinos

VOCÊ É IMPORTANTE NESSA LUTA! 


Manifestação de solidariedade à luta do 
povo palestino, no RJ:
Consulado dos EUA
Dia 12/ dezembro - terça-feira
às 17 horas 



 Al-Quds (Jerusalém) é Palestina!

Há cem anos atrás, em novembro de 1917, a Declaração Balfour, emitida  pelo império britânico, prometia aos judeus a posse da Palestina, dando suporte “legal” ao terrorismo dos grupos sionistas que logo iniciaram as atrocidades e assassinatos contra o povo palestino, roubando suas terras e promovendo a limpeza étnica.

Em 1948, há 69 anos, a ONU aprova a criação do estado judeu, Israel, nas terras da Palestina, sem consultar o povo que lá vivia. Desde aí, a ocupação sionista em larga escala impulsionou ainda mais sua campanha de terror, assassinatos, prisões, confisco de residências e roubo de terras contra o povo palestino, com total apoio das grandes potências do mundo ocidental, em particular do império anglo-sionista, os EUA.

De lá para cá, os palestinos vivem um verdadeiro inferno lidando com as atrocidades diárias cometidas pelo exército de Israel.  Praticando uma política de expansão da colonização judaica através do confisco ou destruição de aldeias e bairros inteiros, concomitante ao sequestro, prisões e torturas de jovens e crianças. Nas últimas décadas, o sionismo trabalhou intensamente pela judaização de Al Quds (Jerusalém) de formas mais desumanas possíveis.

Agora, neste final do ano de 2017, a declaração do presidente dos EUA, que dá curso à decisão do Congresso dos EUA votada em 1995, que “Jerusalém deve ser reconhecida capital de Israel” expõe toda a política de ocupação total da Palestina Histórica que vem sendo construída passo a passo por Israel e os EUA, jogando por terra as ilusões em um Estado Palestino soberano (a proposta de dois Estados) e, ao mesmo tempo, nos processos de paz e negociações mediadas pelos EUA.  

Enquanto isso, os aviões de Israel lançam bombas e matam a população de Gaza, extremamente sacrificada pelo embargo econômico, pela fome, miséria, doenças e frio, apesar (e por causa!) da recente descoberta de petróleo e gás em seu litoral. As crianças e os jovens de Gaza são obrigados a conviver  constantemente com os bombardeios sionistas que destroem suas casas, suas vidas e matam as pessoas. 

Este cenário dramático e diabólico está no contexto da estratégia geopolítica para o Oriente Médio do Império Anglo-sionista que, após a destruição total da Líbia e das derrotas militares  no Afeganistão, no  Iraque e na Síria, apesar da aliança com os mercenários do ISIS, os curdos e os Estados Árabes do Golfo, necessita desestabilizar ao máximo a região e  destruir o eixo de resistência regional que saiu fortalecido. Além disso, buscam uma nova guerra para satisfazer sua indústria armamentista de olho nos ricos poços de petróleo e gás do povo iraniano.

A causa palestina chega a seu momento de extrema tensão.  O fortalecimento da resistência árabe favorece em todos os sentidos a luta deste povo guerreiro. Mas é necessário ainda a unidade de todas as organizações palestinas e muita disposição para enfrentar o inimigo de todos os povos do mundo, o imperialismo sionista, e destruir sua base militar chamada de Israel.  Neste contexto, mais do que nunca os povos do mundo devem cercar a luta do povo palestino contra a ocupação sionista de muita solidariedade internacionalista.

·        VIVA A LUTA DO POVO PALESTINO! VIVA A INTIFADA!
·        FORA SIONISMO DA PALESTINA!
·        JERUSALÉM É PALESTINA!

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ

sábado, 9 de dezembro de 2017

Trump pagou o que devia aos sionistas - Dá-lhes 'justificativa' para a guerra contra o Irã

 
6/12/2017, Moon of Alabama

O presidente Trump dos EUA anunciou hoje (06/12) uma mudança na posição dos EUA em relação à cidade de Jerusalém na Palestina:

O presidente Trump, na 4ª-feira reconheceu formalmente Jerusalém como capital de Israel, pondo abaixo quase 70 anos de política externa dos EUA e dando andamento a um plano para transferir a Embaixada dos EUA de Telavive para a furiosamente disputada Cidade Santa.
"É hora de reconhecer oficialmente Jerusalém como capital de Israel" – disse Trump.

Não é coisa que Trump tenha feito sozinho. Essa posição é há muito tempo apoiada pelos dois partidos no Congresso:

O Democrata e líder da Minoria no Senado Chuck Schumer, disse a THE WEEKLY STANDARD na 3ª-feira que aconselhara Trump a declarar Jerusalém capital "não dividida" de Israel.
...
Uma lei de 1995 dispõe que Jerusalém deve "permanecer como cidade indivisa" e "ser reconhecida como capital do Estado de Israel," mas autoriza o presidente a emitir decretos a cada seis meses para adiar a mudança da embaixada, por razões de segurança nacional. Em junho o Senado reafirmou aquela lei.
...
O senador Ben Cardin, de Maryland, presidente Democrata da Comissão de Relações Exteriores, reiterou seu apoio ao reconhecimento de Jerusalém, quando perguntado, na 2ª-feira, sobre a possibilidade de o presidente anunciar seu movimento.
"Acredito que Jerusalém é a capital de Israel. Assim sendo, para mim, não há novidade" – disse ele a TWS.

Em 2008 o então presidente Obama bajulou o Lobby Sionista nos EUA:

"Jerusalém continuará capital de Israel e deve permanecer indivisa."

Mas Obama deixou a frase lá, naquele discurso, e nunca a converteu e política oficial. Declarar oficialmente que Jerusalém seja "cidade não dividida" e capital da entidade sionista significa que não há lugar para uma capital palestina em Jerusalém leste. Enterra o sonho (e conto de fadas) de um estado palestino soberano.

Mas aquela ideia já está morta há tempos. A única razão pela qual presidentes dos EUA dão jeito de evitar que se cumpra uma lei de 22 anos, com despachos de prorrogação do status quo, é fingir que os EUA seriam negociadores isentos, dedicados buscadores de alguma paz entre os colonialistas sionistas do leste-europeu e os palestinos. Isso sempre foi farsa, pura enganação. O Congresso e os presidentes dos EUA são controlados pelo LobbySionista, capaz de reunir quantidades enormes de dinheiro para criar ou derrotar candidatos a cadeiras legislativas ou a postos executivos. O bilionário sionista Sheldon Adelson, que também patrocina o primeiro-ministro fascista de Israel Netanyahu, doou mais de $100 milhões à campanha de Trump e dezenas de milhões a campanhas para o Congresso. Hoje, Trump pagou uma parte dessa dívida.

Com a construção crescente de colônias sionistas em áreas da Cisjordânia palestina durante o mandato de Netanyahoo, a solução dos dois estados já foi assassinada, faz tempo. O ditador palestino Mahmoud Abbas, que deixou que as colônias crescessem, sem qualquer tipo de oposição, não passa de umcapo usado pelos israelenses para manter oprimidos os palestinos. Os palestinos em Gaza que desafiaram a ocupação sionista foram bombardeados sempre que algum primeiro-ministro precisasse desviar a atenção para bem longe dos problemas políticos intestinos do governo de Israel.

Os EUA estão absolutamente sós nesse 'reconhecimento'. O consenso global e a posição aceita na comunidade legal internacional é que a questão de Jerusalém tem de ser decidida em negociações. O resultado mais esperado era uma cidade dividida em duas capitais.  Os países da União Europeia e outros rejeitaram o movimento. O Papa e outros dignitários manifestaram-se contra o 'reconhecimento'.

A declaração de Trump só mostra uma antiga real posição dos EUA, mas mesmo assim ainda pesa. É como dizer, sem possibilidade de dúvida, que os EUA são o inimigo público n.1 no Oriente Médio. Deixa expostos os governantes árabes que procurem aliar-se aos EUA. Promove todos os governantes que combatem contra os EUA em todo o mundo.

O tirano da Arábia Saudita e seu príncipe clown-crown filho aprovaram o movimento Trump. Em vez de declararem medidas retaliatórias, limitaram-se a críticas pro-forma. Outros governantes árabes, que dependem do dinheiro dos sauditas, como o rei "Playstation" Abdullah da Jordânia, com certeza permanecerão de bico calado.

Provavelmente haverá pouca violência imediatamente depois da declaração de Trump. Os efeitos de longo prazo, contudo, serão significativos. O público árabe, que a mídia 'ocidental' ignora, está furioso. O professor Assad AbuKhalil informa:

Fúria mas mídias sociais árabes no caso de Jerusalém
A fúria é avassaladora nas mídias sociais árabes no caso de Jerusalém, mas tenho certeza de que os correspondentes ocidentais em Beirute ou Cairo informarão em suas colunas.
Isso é a Arábia Saudita
Hashtag "Jerusalém é capital da Palestina" #1 nas trends nesse momento na Arábia Saudita
PS N. 1 também no Iraque e Argélia.
PS e também na Síria.

Vejam aí a primeira página do Daily Star de Beirute, jornal que, na maioria das questões, é firmemente alinhado com o campo 'ocidental'.




O Professor Amal Saad da Universidade do Líbano prevê:

Amal Saad @amalsaad_lb - 18h29min – 6/12/2017
Trump não faz nem ideia de como sua declaração sairá pela culatra. Agora que os EUA violaram a lei internacional e 'reconheceram' a regra do apartheid de Israel em Jerusalém, a lei internacional já não serve como instrumento que garanta os direitos dos palestinos. – Doravante, o único discurso das ruas será "from river to sea Palestine will be free" [do rio ao mar, a Palestina será livre"].

Os grupos que resistiram e continuam a resistir contra a hegemonia dos EUA e dos sionistas, conquistarão amplamente a opinião pública no Oriente Médio. Os que cooperam com os EUA e tornam 'possível' a tendência dos EUA a favor dos sionistas perderão a guerra.

Do lado vencedor estão Irã, Síria, Hizbullah e Hamas (será que agora se pode incluir o grupo Houthi?). Todos sempre resistiram contra o imperialismo, apesar das descomunais pressões e furiosas guerras que se fizeram contra eles. O movimento de Trump encaixa-se perfeitamente na narrativa daqueles grupos, para os quais os EUA sempre foram e continuam a ser inimigos dos povos do Oriente Médio. Crescerá o apoio das ruas àqueles grupos.

Outros que também "vencem" são os grupos terroristas que fingiam ser contra os EUA e os sionistas, mas que, na hora da luta, não lutavam contra EUA e sionistas. São al-Qaeda, ISIS e outros grupos wahhabistas/takfiri. Usam o clima gerado pelo movimento de Trump como ferramenta para recrutar cada vez mais soldados, mas seus patrocinadores os mantêm distantes de qualquer luta contra o suposto inimigo norte-americano.

O movimento de Trump aumentará a instabilidade interna nos países dos quais o imperialismo norte-americano depende no Oriente Médio. Os Estados do Golfo são os mais diretamente ameaçados. Seus líderes servis estão sob pressão crescente do próprio povo. Em algum momento a super pressão explodirá. É provável que os EUA sejam as primeiras vítimas daquela explosão.*****


Tradução:Coletivo Vila Vudu
Blog do Alok