sexta-feira, 19 de junho de 2009

ORGANIZAÇÃO JUDAICA DO CANADÁ APROVA BOICOTE A ISRAEL

Por:http://electronicintifada.net/v2/article10591.shtml

Esta decisão torna a “ Vozes Judias Independentes” a primeira organização judaica no mundo a tomar esse tipo de iniciativa.
Em sua primeira Assembléia Geral Ordinária realizada no final da semana passada ( 13 e 14/06/09), a Organização “Vozes Judaicas Independentes “ (Canadá) votou adesão à crescente campanha internacional em apoio ao apelo palestino de boicote, alienação e sanções (BDS) contra Israel. Esta decisão torna a “ Vozes Judias Independentes” a primeira organização judaica no mundo a tomar esse tipo de iniciativa.
A resolução afirma que a VJI dará "Apoio ao chamado da Palestina para uma campanha de boicote, alienação e as sanções até que Israel cumpra sua obrigação de reconhecer o direito do povo palestino à auto-determinação e está em conformidade com os preceitos do direito internacional, incluindo o direito dos palestinos ao regresso dos refugiados aos seus lares e propriedades, tal como estipulado na Resolução 194 da ONU." Vozes Judaicas Independentes (VJI) votou a adesão à Campanha Internacional do Boicote porque nos encontramos em solidariedade com o povo palestino e apoiamos o seu direito à auto-determinação", diz Diana Ralph, co-presidente do IJV. "Estamos solicitando ao governo canadense e a todos os deputados do Parlamento Europeu que impulsionem as sanções imediatas sobre Israel" ,completou Ralph.
"Chegou a hora para as pessoas ao redor do mundo vencerem o desafio em Israel / Palestina, como fizemos para a África do Sul", disse Fabienne Presentey, membro diretor do Comitê da IJV. "Todas as vozes que se levantaram contra esta injustiça deve fazer o mesmo."A resolução, que foi aprovada com o apoio de 95 por cento dos delegados votantes, também exorta o governo canadense a cessar sua postura acrítica e seu apoio a Israel e insiste para que Israel respeite a lei internacional.
Muitas organizações proeminentes em todo o mundo aderiram à Campanha do BDS, incluindo o Congresso dos Sindicatos Sul Africano (COSATU), UNISON (Reino Unido), dos Transportes e do General Workers' Union (UK), Canadian União dos Trabalhadores dos Correios, União dos empregados do setor público canadense -Ontário, seis sindicatos norueguês, irlandês Congresso dos Sindicatos, escocesa Trades Union Congress, e Intersindical Alternativa de Catallunya.A organização “Vozes Judias Independentes” (Canadá) é uma entidade nacional com representações em Vancouver, Winnipeg, Toronto, Hamilton, Otava, Montreal e Halifax.
Fonte: Imprensa da “ Vozes Judaica Independestes”, 18 de Junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sa'adat enviado outra vez para o encarceramento solitário depois da greve de fome

17/06/09

Belém – os responsáveis israelenses da prisão decidiram retirar de Ahmad Sa’adat, o líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), os seus direitos como castigo pela sua recente greve de fome de nove dias, de acordo com o Ministro palestino de Assuntos dos Prisioneiros; Issa Qaraqe.

A greve de fome, que acabou no domingo, foi em protesto por uma decisão anterior de aprisioná-lo no encarceramento solitário.

Qaraqe contou que a administração da prisão de Askhelon fez uma audiência, e que Sa’adat recusou-se a assistir. A audiência resultou num jogo draconiano de sanções contra Sa’adat, inclusive negar o direito de visitas da família, proibindo-o de visitar a cantina da prisão e fumar. Além do mais, deve pagar uma multa de 200 shekel e passar outra semana no encarceramento solitário.

Qaraqe disse que tais regulamentos "vingam-se" da greve de fome de Sa’adat, que ele disse que foi uma tentativa de mostrar o tratamento ilegal dos israelenses aos prisioneiros palestinos.

Qaraqe culpou a política do governo israelense, que ele disse pôr em perigo a saúde dos prisioneiros; psicológica e física e mesmo a própria vida.

Acrescentou que há quinze prisioneiros que foram isolados no encarceramento solitário durante anos. Disse que “não há pretexto legal nem moral" para estas infrações do Direito.

Ele também disse que o Ministério tinha contatado vários partidos internacionais com esperança de que eles intervirão no caso.

O exército de *“Israel” sequestrou Sa’adat num ataque surpresa numa prisão da Autoridade Palestina em Jericó (Ariha), em 2006, onde tinha sido preso desde 2001 a respeito da morte do ministro de turismode extrema direita de * “Israel”; Rehavam Ze’evi.

Agencias Internacionais

nota da tradução : “Israel”; como é conhecida e entidade sionista que ocupa
as terras da Palestina.

tradução : Comitê de Solidariedade com a Luta do Povo Palestino – CSLPP –D.F.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Solidariedade ao Povo Cubano do Povo Palestino


Por Khader Othman*
Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

Povo Cubano, Povo Palestino
São dois povos e uma luta,
São dois povos e uma resistência ,
São dois povos e um objetivo: Liberdade e socialismo

O povo cubano mostrando admirável resistência durante 50 anos.
Transformando-se em uma ponta luminosa na luta internacional pelo socialismo e pela igualdade,
O povo palestino mostrando admirável resistência durante 60 anos. Símbolo da luta e da bravura de enfrentar o poderio mais armado, mais racista mais criminoso e agressivo, na sua busca pela liberdade e autodeterminação.

Os dois povos apoiados pela solidariedade das massas internacionais,
Estão enfrentando o inimigo comum... O imperialismo e seu filhote: o sionismo.... Cuba na America Latina e o povo palestino no Oriente Médio

Hoje estamos celebrando os 50 anos da Revolução Cubana, junto conosco as massas da America latina e do mundo estão pressionando a OEA de levantar o embargo posto sobre o povo cubano nos anos 60.

Como o imperialismo, representado pelos Estados Unidos, atende sob pressão e com conta gota ele esta liberando a volta de cuba ao OEA, mediante aceitação de Cuba das cartas de princípios feita em 1960, em um equilíbrio e correlação de forças totalmente diferente do atual.

Por tanto companheiros, a nossa solidariedade ao povo cubano deve se manter forte e continuada até o levante completo e total sem condições previas de injusto cerco posto sobre Cuba e seu povo,

Viva Cuba... Viva o povo cubano
Viva o Socialismo
Viva o Povo Palestino
Viva a Solidariedade Internacional entre os Povos

* Proferido na XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba – Junho 2009 – Florianópolis - SC

CRIANÇAS SÃO CONDENADAS ATÉ 20 ANOS DE CADEIA POR ATIRAR PEDRAS NO MONSTRO SIONISTA


http://www.youtube.com/watch?v=dqCcS37LJrA&feature=player_embedded


ONG denuncia torturas y maltrato sistemático a menores palestinos por Israel
Fuente: Agencia EFE
Os menores palestinos são vítimas de "torturas e maltratos permanentes, sistemático e institucionalizados" por parte das forças de segurança da entidade sionisista de Israel, segundo a ONG Defence for Children International.
"Desde o momento em que são detidos, os meninos palestinos sofrem maltratos e , em alguns casos, torturas nas mãos dos soldados israelitas, polícias e autores dos interrogatórios", assinala o documento que inclui 34 casos estudados.
Com frequencia , os menores são apreendidos em suas casas horas antes do amanhecer por soldados fortemente armados que os amarram dolorosamente, os vendam e os jogam na parte traseira de um veículo sem indicação alguma dos motivos ou para onde vão levá-los.
"Os meninos são maltratados enquanto estão nos veículos e chegam ao centro de detenções e interrogatório tramatizados, cansados e sozinhos.
De modo geral são negados aos menores, inclusive de 12 anos de idade, o contato com seus familiares e a ajuda de um advogado até que confessem aquilo que esperam dele.
"Nos interrogatórios são submetidos a uma série de técnicas de tortura, como uso excesivo de algemas, o vendamento dos olhos, bofetadas e golpes, posições dolorosas durante largo período , confinamento , privação de sono, ameças físicas e psicológicas ao menino ou a sua família"
As confissões arrancadas das crianças são escritas em hebraico, uma lingua estranha aos palestinos. Essas confissões são usadas como provas contra os meninos, nos tribunas militares.
Em 95% dos casos, por medo de penas maiores, os meninos se declaram culpados em juízo, isso quando vão a juízo.
Por ano 9.000 palestinos são julgados por tribunais militares israelitas na Cisjordânia, destes 700 são menores de idade, segundo a ONG.
Em 2008, a acusação mais imputada aos menores nos tribunais foi o crime de lançar pedras, pela qual podem pegar até 20 anos de cadeia.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Oficial da OLP chama por solidariedade com o líder preso da FPLP


12/06/09 – 14:26

Nablus – Um funcionário sênior da Organização pela da Libertação da Palestina na sexta-feira, chamou os palestinos e árabes a demonstrarem sua solidariedade com o secretário-geral encarcerado da Frente Popular para a Libertação da Palestina, Ahmad Sa'adat.

O oficial, Diretor da OLP para Assuntos dos Expatriados, Tayseer Khaled, disse que os árabes devem apoiar o líder preso da FPLP, que há duas semanas começou uma greve de fome por causa das condições da prisão, numa cadeia israelense em Beersheva.

"A defesa do movimento nacional dos prisioneiro nos campos israelenses de prisões coletivas (especialmente os camaradas; o porta-voz do Conselho Legislativo, Aziz Dwek e Ahmad Sa’adat, Marwan Al-Barghouthy, o camarada, Ibrahim Abo-Hagla, e muitos outros) são uma prioridade na lista de tarefas que nossas comunidades decidiram trabalhar, assim como nosso Direito de Retorno dos Refugiados," disse Khaled .


O anúncio de Ahmad Sa’adat de sua greve de fome por tempo indeterminado é o mais recente acontecimento na campanha mais abrangente de solidariedade com o movimento nacional de prisioneiros por manifestações, protestos, escrevendo para imprensa, dando entrevistas aos meios de comunicação de vídeo e rádio, e enviando notas de denúncia e condenações da politica israelense e suas práticas desumanas, acrescentou o oficial da OLP.

Ele também disse que organizações de Direitos Humanos e outros devem intervir e devem pressionar Israel para que pare com sua política de campanhas de prisões massivas contra os palestinos, e libertem "nossos prisioneiros de sustentação. Khaled sublinhou que o encarceramento deles é uma violação da Lei Humanitária Internacional, que proibe o poder ocupante de prender os residentes e extraditá-los para um território estrangeiro.

Khaled concluiu chamando as comunidades palestinas na Diáspora para trabalharem para libertação dos mais de 10.000 prisioneiros palestinos em custódia israelense.


fonte : Agencias Internacionais

tradução : Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino – CSLPP – D.F.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O líder da FPLP, Sa'adat em greve de fome protestando contra o encarceramento solitário


11 / 06 / 2009 - 18:21

Belém – O líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP); Ahamd Sa’adat está em greve de fome a duas semanas protestando contra seu encarceramento solitário, disse um funcionário do alto escalão da Autoridade Palestina (AP), nesta quinta-feira.

O Ministro da AP para Assuntos dos Prisioneiros, Issa Qaraqe disse que ele soube que Sa’adat, o secretário-geral da FPLP, está com a saúde fraca, e falou que os guardas da prisão tentam "provocá-lo" .

Qaraqe falou numa entrevista telefonica que as autoridades israelenses são responsáveis pela vida de Sa’adat, e chamou pela sua liberação da cela de isolamento.

Qaraqe visitou a família de Sa’adat nesta quinta-feira.

fonte : Agencias Internacionais

tradução : Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino – CSLPP – D.F.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Refugiados palestinos acampam no Itamaraty e recebem solidariedade de brasileiros e turistas estrangeiros

Brasilia - DF - Brasil - 10/05/09 - INTERPRENSA - Cansados de esperar uma solução juridica para um problema politico que envolve cento e quinze ( 115 ) palestinos refugiados no Brasil desde de 2007, oriundos de campos de refugiados no Iraque, Libano e Jordania, desde quando Israel bombardeou o Libano e os EUA invadiu o Iraque, um grupo de vinte e cinco deles, atualmente em Brasilia - DF, acamparam, desde ontem, por tempo indeterminado , com muitas faixas e bandeiras, em frente ao prédio do Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, em protesto contra o tratamento que lhes é dispensado pelo ACNUR, Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados e a omissão do governo brasileiro sobre o assunto através do CONARE, Comitê Nacional de Refugiados e pelo Itamaraty.
Segundo informou o porta voz dos refugiados e um de seus advogados, Acilino Ribeiro, membro do Comitê Brasileiro de Apoio aos Refugiados e Coordenador Nacional do MDD, Movimento Democracia Direta, organização popular brasileira que tem sido um dos principais grupo de apoio dos palestinos no Brasil, essa decisão de acampar no Itamaraty foi tomada após vários meses de espera por uma posição do governo brasileiro, que até agora tem se omitido para não ser acusado de ter fracassado na politica de refugiados, afirmou o Advogado.
Ontem durante a instalação do acampamento pela manhã, diversos curiosos que passavam no local demonstravam total apoio aos refugiados e solidariedade á causa palestina.
Porém numa estratégia traçada pelos principais dirigentes do Comitê de Apoio aos Refugiados, preferiram faze-lo usando o elemento surpresa para evitar confronto com as autoridades e principalmente a policia, tendo a imprensa chegado somente após algumas horas, principalmente um grupo de correspondentes estrangeiros que cobria, já a noite, um jantar para diversas autoridades estrangeiras no Itamaraty, onde os refugiados esperavam encontrar o Presidente Lula e ter a oportunidade de pedir-lhe ajuda.
Durante todo o periodo da tarde de ontem grupos de estudantes de várias universidades do DF apareceram para manifestar solidariedade aos refugiados e saber de suas reivindicações. Diversos estudantes do curso de Relações Internacionais de cinco faculdades convidaram os palestinos e seus advogados Acilino Ribeiro e Sandra Nascimento para realizarem palestras nas respectivas universidades sobre a questão palestina e o papel do ACNUR e da ONU quanto a questão dos refugiados.
Estudantes do curso de Cinema de uma das principais Faculdades do DF filmaram e entrevistaram alguns dos refugiados e ao Advogado Acilino Ribeiro para um documentário que irá concorrer em vários festivais no mundo inteiro, e assim chamar a atenção do mundo sobre a questão dos refugiados, enquanto outros estudantes, desta vez do curso de Fotografia e em número bem maior, em trabalho para o curso fotografaram o momento da instalação do acampamento ( fotos anexas, das estudantes Elizabeth Coutinho e Bruna Lira ) e tiveram suas fotos enviadas para todas as agencias internacionais de noticias e as principais rede de TV do mundo , como a Al Jazira, que as divulgou ontem mesmo.
Em entrevista á imprensa alemã, um jornal de Berlim e a um canal de TV que cobre grande parte da Europa, o Advogado Acilino Ribeiro informou que a principal reivindicação dos refgugiados agora é irem para outro país, pois foram maltratados e abandonados pelo ACNUR. Afirmou ainda que além de seus parentes e familiares estarem na Europa, lá, apesar das restrições impostas por alguns governos, em alguns outros países são tratados como seres humanos.
Êle não informou a estratégia a ser usada durante o acampamento, e disse desconhecer até quando irá , mas adiantou, que se o Itamaraty e o CONARE não tomarem uma providência até o final desta semana outros refugiados devem vir de diversas cidades brasileiras para engrossar as fileiras dos protestos e ampliarem o acampamento e finalizou dizendo que esse acampamneto vai se tranformar numa jornada de luta e o endereço do próximo acampamneto deve chamar a atenção não apenas do Brasil, mas do mundo e mostrará a face cruel, violenta e desumana da politica sobre refugiados não só do ACNUR, mas do Brasil também.
Nesta quarta feira, 10, os refugiados continuarão acampados, mas a tarde os Advogados Acilino Ribeiro e Sandra Nascimento participarão de uma audiência na Justiça Federal representando os palestinos numa ação onde tambem estarão o ACNUR e duas entidades prepostas como parceiras na questão dos palestinos e a quem o ACNUR diz ter repassado os recursos para o apoio aos refugiados. Êles negam que êsses recursos tenham chegados a alguns deles, como Farouk Mansour, 60, que denunciou o ACNUR, afirmando que a instituição não repassa sua ajuda de custo a doze ( 12 ) meses, porisso estar em Brasilia para protestar e denunciar a instituição. Ele reafirmou a esperança de apoio do governo brasileiro á suas reivindicações e a condenação do ACNUR.
"O acampamento teve dia para começar, mas não terá dia para terminar, se lutamos a milhares de anos pelo que acreditamos, lutaremos o tempo que for necessário para obter nossos direitos que são universais" , afirmou um dos refugiados.
Finalizando, o advogado Acilino Ribeiro afirmou que diversas entidades dos movimentos socias e populares, sindicatos e lideres nacionais estão se articulando para uma grande manifestação de apoio na próxima semana.


Fonte e Divulgação - INTER.PRENSA / AGNOT / RINDH / PRENSA DIPLOMATIK / RENOT3ºMUNDO

OBSERVAÇÃO - As fotos anexa são das fotografas ELIZABETH COUTINHO e BRUNA LIRA

O terror não vai cair de podre precisa ser derrubado O monstro fascista continua assassinando os palestinos

Há exatos 61 anos os palestinos são vítimas da prática do terror de Estado com vistas à apropriação de suas terras, suas riquezas naturais e sua localização estratégica na geopolítica.
Em 1948, apoiado pela legalização da rapina, votada pela ONU em 15 de maio de 1948, o sionismo intensifica o estimulo que produziu o deslocamento de enormes setores da massa judia européia a abandonar suas raízes e ir colonizar o território palestino, obviamente que com as garantias em dólar oferecidas pelo então aliado americano.

A ocupação dos territórios dos palestinos sempre foi pautada pela violência, pelo terror e genocídio étnico e social do povo árabe donos das terras: Massacres de aldeias inteiras; assassinatos a sangue frio de homens, velhos, mulheres, crianças; exposição dos corpos mutilados em carros; expulsão dos sobreviventes foram algumas das práticas que ainda hoje fazem suas vítimas na palestina.

Em sã consciência ninguém mais acredita na lenda religiosa do “retorno”. Mesmo aqueles que professam alguma fé, duvidam da boa fé daqueles que ocuparam a Palestina e constroem sob o sangue derramado de um povo inteiro, suas catedrais.

Para manter a ocupação do território e dar continuidade a política de subtrair os palestinos da Palestina, a burguesia judaica americana, ou americana judaica, formatou um Estado fascista, militarizado, terrorista e religioso.

Os crimes bárbaros cometidos entre dezembro a janeiro de 2009, em 22 dias de bombardeiro sob a população de Gaza, entre outros as toneladas de mísseis, as bombas de racimo e fósforo condenadas pelas organizações do direito internacional. Os flechetes e outros artefatos militares experimentais e proibidos igualmente. As denúncias de assassinato a sangue frio produzidos por soldados contra mulheres e crianças alvejadas na cabeça. A perversidade de recolher à uma casa uma população civil assustada, trancá-la por fora e detoná-la com mísseis, fato verificado em vários pontos de Gaza foram caracterizados como crimes de guerra contra a humanidade pelas populações do mundo inteiro, demonstradas nas centenas de manifestações que organizadas em muitos, muitos países.

O Estado tem a forma necessária para manter a formação social e a hegemonia da classe dominante importante para garantir a manutenção de seus interesses; ou seja, sua posição estratégica de base militar imperialista no Oriente Médio, a fim de resguardar o patrimônio energético do petróleo.

Apesar do discurso amistoso e retórica açucarada de Obama
Ao fim e ao cabo, Israel é uma base militar que produz uma sociedade ideologicamente comprometida com o extermínio do povo palestino no solo palestino.

Não é de espantar que tramita em seu parlamento um Projeto de lei que visa incriminar as manifestações dos árabes no Nackba , o dia da trágica ocupação judia nos territórios palestinos.

O monstro fascista não para:

Continua fazendo incursões assassinas, como a que fez em fevereiro que matou mais de 100 palestinos, dos quais 25 eram crianças como Iyad Abu Shbak de 15 anos e sua irmã Jackline de 16 anos alvejados na cabeça.

Mantém o bloqueio de remédios, alimentação e toda sorte de produtos básicos de primeira necessidade necessários e imprescindíveis à vida da população, isso representa a escassez de 80% desses produtos.

Impede a liberdade de movimento na Cisjordânia, incluso dos doentes que precisam se deslocar a outras cidades para tratamento médico, o que tem causado inúmeros óbitos desnecessários, como foi o caso do bebe que nasceu dentro de um carro porque sua mãe foi impedida de ir ao hospital de Naplusa.

São mais de 600 postos de controle e barreiras e a vala de um muro de 700 km de longitude. O acesso a cerca de 300 estradas dos judeus é proibido para os palestinos.

Israel se negou oficialmente a colaborar com a equipe das Nações Unidas designada para investigar os crimes de guerra, obviamente essa era uma atitude esperada.

Segundo a Anistia Internacional a expansão de assentamentos judaicos ilegais em terras palestinas confiscadas se intensificou a níveis históricos. Israel continua autorizando a demolição das casas e lares palestinos na Cisjordânia para em seu lugar construir mais assentamentos judaicos ilegais.

Os graves abusos cometidos pelos colonos e soldados do exército contra a população dos territórios continuam abundando pela absoluta falta de impunidade. Um soldado acusado de disparar contra um palestino algemado e de olhos vendados recebeu da “justiça” uma advertência por sua “conduta indevida por falta leve”
São 8.000 o número de prisioneiros políticos entre eles, 300 meninos e 550 adultos sem acusação formal. Via de regra são pessimamente tratados e muitos torturados.

No último 8 de junho, cinco palestinos foram mortos por uma nova incursão do exército israelita nos territórios junto ao posto fronteiriço de Nahal Oz, noroeste da Franja de Gaza e que a região está sendo bombardeada.

Dessa forma se desmascara o discurso evasivo de Obama para quem os deveres de Israel com sua segurança são suficientes para justificar o terror e o povo palestino deve abrir mão de lutar e se esforçar para merecer uma atitude de paz de seu agressor e ocupante.

Comite de Solidariedade a Luta do povo palestino - RJ

segunda-feira, 8 de junho de 2009

SOMOS TODOS PALESTNOS



Por Emir Sader - Segunda Intifada - Setembro de 2000

Olhem as nossas caras. Olhem como estamos desvalidos.
Olhem como só dispomos de pedras e de uma vaga esperança de justiça.
Olhem como somos – crianças mortas, mães em prantos, mulheres viúvas, filhos órfãos.
Olhem como nos imolamos por uma causa por uma causa pela qual ninguém dá nem um minuto do seu tempo.
Olhem como perdemos tudo – pátria, casa oliveira, família, terra, rua, braço, olhos.
Olhem como nos preparamos para morrer hoje e amanhã.
Olhem como ninguém nos olha. Olhem como nos desumanizam.
Olhem como nos metralham. Olhem como somos vítimas inertes diante dos fuzis automáticos.
Olhem como nos juntamos para os enterros, para velar os nossos mortos, para gritar nosso desespero e nosso abandono.
Olhem os nossos olhos, olhem as nossas mãos, olhem os nossos filhos.
Olhem os muros que nos cercam, olhem as máscaras com que se escondem nossos carrascos.
Olhem as mentiras dos seus porta-vozes, juntem raiva dos seus cínicos comunicados.
Agora fechem os olhos e nos imaginem tendo uma pátria nossa, como quase todos têm.
Imaginem-nos como nação, com nossa cultura, nossas ruas e casas, nossos teatros e nossas oliveiras.
Fecham os olhos e vejam campos de paz, em que cruzam judeus, palestinos, cristãos, ateus –
Todos seres humanos, independentemente da sua religião, raça, idade, idioma.
Fechem os olhos e imaginem um mundo de paz no Oriente Médio, com dois povos convivendo com fronteiras desarmadas,
sem passaportes, com templos de todos os credos convivendo como um dia fizeram em Toledo – de forma tolerante e solidária.
Fecham os olhos, mas nunca deixem de ver-nos como somos hoje –
dominados, ofendidos, humilhados, discriminados, explorados, massacrados.
E lutem conosco por um mundo de paz, de solidariedade, de tolerância, de fraternidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

NÃO A INTEGRAÇÃO FORÇADA - PELO DIREITO DE LIVRE MOVIMENTO DOS PALESTINOS REFUGIADOS

SOBRE A SITUAÇÃO DOS CIDADÃOS PALESTINOS NA CONDIÇÃO DE REFUGIO EM PROTESTO NA CIDADE DE BRASILIA - MAIO DE 2009 - UM ANO DE RESISTENCIA.

No periodo em que o Brasil recebeu, em setembro de 2007, um grupo de palestinos que viveram por aproximadamente 5 anos no campo para refugiados em Ruweished, na Jordania, várias ocorrências demonstraram o despreparo de pessoas e entidades na assistencia para adaptação local ou mesmo de trabalho solidário.
Após exaustivas tentativas para se adaptarem ao Brasil, em maio de 2008 vieram a Brasilia para reivindicar a solução diretamente ao ACNUR-Brasil, porém os problemas se agravariam e a solução inalcançável em função da intransigencia e de estratégias políticas da agencia internacional e do Comitê Nacional para refugiados... UMA QUEDA E BRAÇOS DESPROPORCIONAL E VIOLENTA ....
As entidades envolvidas fazem parte de um falacioso programa para refugiados no Brasil, denominado de Programa Tripartite, elaborado nos escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas no Brasil, seguindo uma orientação de ambito internacional que destina verba para acomodação ( moradia), subsistencia (alimentos e vestuário) e assistencia para ingressar no mercado de trabalho.
Ocorre que a execução desse programa é realizado por entidades ditas parceiras, hoje a Caritas Brasileira e a Associação Antonio Vieira-ASAV, que recebem a verba da agencia internacional, e sem qualquer controle de gastos ou de fiscalização na execução das ações de assistencia fazem o que "bem entendem". Não há regras nem criterios definidos. Não há transparencia nas ações.
A ausência de fiscalização e controle de atos de entidades que executam atribuição pública, por si só, é uma violação ao Estado Democrático de Direito.
Quanto mais se considerarmos que não há indicadores de avaliação de resultados, pois não há um projeto estruturado, ou seja, apenas arcar com as despesas financeiras não é suficiente para propocionar bem estar ou mesmo garantir a adaptação ao pais.Seria também muito hipócrita, pretender que os palestinos ou qualquer outro nacional refugiado no brasil se adapte a ausência de perspectivas de vida e trabalho digno!!!Oferecer moradia aos refugiados não é caridade, é uma obrigação normativa do Estado que acolhe o solicitante de refugio, nos termos da Convenção Internacional de 1951 ( Estatuto dos Refugiados).
Ademais nenhuma pessoa solicitaria refugio em um país que não pudesse acolher e promover a sua proteção fisica e social ao solicitante!.
O problema em relação aos palestinos refugiados é que, particularmente, esse grupo foi persuadido a aceitar serem encaminhados para o Brasil. Não solicitaram refugio ao Brasil, foram aqui trazidos pelo ACNUR, com passaporte pela Cruz Vermelha, por que não podiam ficar na fronteira do Iraque, já que o campo seria desativado.Ficar sem a proteção de um Estado ou da Agencia Internacional em um campo estariam inevitavelmente na situação de serem perseguidos e assassinados, pois não poderiam sequer retornar ao Iraque, para retomar suas vidas, dadas as condições adversas em função da guerra de 2003 promovida pelos Estados Unidos da América do Norte.Todos eles tinham uma vida antes da guerra em 2003. Viviam no Iraque, trabalhavam, estudavam, tinham propriedade e estavam junto de seus familiares.O que a guerra produziu???
Mas, uma vez vindo ao Brasil, o grupo, em sua grande parte composto de crianças e de idosos, todos doentes e necessitando de tratamento imediato e especializado, no periodo de setembro de 2007 a maio de 2008 foram tratados de maneira negligente em relação a questão de saude e auxilio para obter a auto sustentabilidade.As entidades não estavam preparadas para o embate pessoal da assistencia. A cutlura muito diferente não foi compreendida. Os valores individuais, familiares e de grupo foram banalizados.
A integração ficou comprometida.
Enfim, não se adaptaram a vida no Brasil. Não puderam se adaptar pois foram violentados em sua cidadania por práticas improvisadas e por falta de compreensão do que seja a condição de refugiado pelos proprios funcionários do governo e das entidades parceiras.
Quando tal fato ocorre, a não adaptação ao pais do refugio, o refugiado tem duas opções.A primeira solicitar o repatriamento se as condições que o forçou a deixar o seu país acabaram, ou mesmo, se ele voluntariamente assim decidir,podendo voltar.A segunda opção é o reassentamento para outro país. Apenas 15 países integram o sistema internacional de reassentamento: dentre eles Suécia, Noruega, Irlanda, Inglaterra e Canadá. Todos esses países possuem programa governamental para acolhimento de refugiados.
A ineficiência para acolher refugiados da europa ou do oriente médio já foi constatada quando o Brasil, no projeto piloto recebeu os cidadãos da ex-iugoslavia, em 1999 e depois em referencia aos cidadãos do Afeganistão. Embora os registros estejam bem ocultados, é pública a noticia de que houve seríos problemas na assistencia a esses grupos anteriormente, levando inclusive ao retorno de muitos deles, senão todos!!!No caso dos palestinos a situação da não adaptação se torna mais grave.
Primeiro porque não podem solicitar o repatriamento. Não possuem uma patria reconhecida no ambito normativo internacional, significa, que não há um Estado da Palestina para retornarem. A patria palestina está ocupada por Israel.
Segundo: Não podem retornar para o Iraque, onde tinham a ultima moradia, pois ainda persistem as perseguições aos palestinos.
Terceiro: a agencia ACNUR-Brasil se recusa a auxiliá-los para serem admitidos em reassentamento em paises que possuem quotas para refugiados em reassentamento.
O discurso dos funcionários dessa Agencia Internacional aqui no Brasil (dentre eles brasileiros, espanhois e portugueses), também falacioso, de que nenhum país os aceita não pode prevalecer.
Não há sequer uma documentação de que tenham formalmente encaminhado alguma solicitação aos Governos estrangeiros do Programa de Reassentamento, ou alguma resposta oficial de negação, após processo de avaliação da solicitação do reassentamento.Também não é possivel fazer uma solicitação individual. Os países exigem uma declaração do escritório da Agencia Internacional - ACNUR - de que o reassentamento naquele país será uma solução duradoura.
No sistema Brasileiro, os palestinos assim como qualquer outro refugiado da américa do sul, estão sob a jurisdição do Estado Brasileiro.
Assim, é o Governo Brasileiro quem deve responder a essa situação da não integração.Entretanto, não há qualquer regulamentação para essa situação.
Como não há regulamentação, os palestinos ficam impedidos de desfrutar desse direito, tornando inviavel o exercicio da liberdade fundamental de movimento.Se não conseguem se adaptar, então o que fazer!!!
Pretende o Governo, por meio do Conare - Comitê Nacional para refugiados, obrigá-los a se adaptar ao país.
Integração à força?????
O Estado Brasileiro quer mantê-los no Brasil, sem trabalho, sem moradia e sem perspectivas de vida.... assim como a todos os brasileiros?
Porém não podemos deixar de considerar que qualquer brasileiro tem o direito de livre movimento declarado no texto constitucional:
" é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo, qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, sair ou permanecer."
Ou seja, qualquer brasileiro pode sair do Brasil independente de autorização, bastando que possua a documentação necessária. Qualquer brasileiro é livre para sair e para voltar ao país, a qualquer tempo em do modo como decidir.
Mas os paletinos refugiados não! Eles são refugiados, não são brasileiros. Devem ser tratados sem discriminação, mas estão em situação diferenciada e não fruem em condições de igualdades de todos os direitos. A exemplo, não estão incluidos no sistema da LOAS - Assistencia Social. Não podem receber o beneficio de um salário mínimo (idosos e pessoas com deficiencias).
Não possuem familia no Brasil, não possuem condições materiais, não podem adquirir propriedade pois não têm recursos financeiros. Não têm a quem recorrer em situação de dificuldades de sobrevivência. Esse grupo de pessoas que estão hoje em Brasilia reivindicando o direito de reassentamento estão em completa vulnerabilidade fisica, social e psiquica.
Até quando o silêncio governamental determinará o destino dos cidadãos palestinos no Brasil?
Até quando al intransigencia será o mecanismo de atuação do Estado?A dignidade da pessoa humana é fundamento da existencia do Estado Brasileiro e não há dignidade em viver a opressão da integração forçada.
Já não basta a vergonha com a devastação da cultura e da dignidade indigena no processo de integração forçada?
Nós, cidadãos e cidadãs brasileiros, não toleraremos mais essa vergonha!!!!
O Instituto Autonomia é uma associação sem fins lucraticos, autonoma, sem qualquer vinculo governamental que atua na defesa e promoção dos direitos humanos, da democracia auto-gestionada e da autodeterminação de individuos, grupos e povos e apoia o direito de livre movimento dos palestinos e insta o Governo Brasileiro a promover o reassentamento deste grupo de pessoas que já estão por demais vulneráveis.Exercemos nosso dever de denunciar e buscar soluções. Para isso estamos respaldados pela Declaração sobre direitos e deveres dos individuos, grupo entidades na proteção dos direitos humanos" aprovada pela Resolução ONU 53/144 - 1999.
http://institutoautonomia.blogspot.com/
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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Censura à web cresce em todo o mundo


Em nome da segurança, muitas escolas, empresas e governos têm bloqueado milhares de sites em todo o mundo. A aprovação da Resolução 5319, nos EU, representa uma potencial censura a sites e redes sociais da web como myspace e, também, a qualquer site que permita a interatividade de seus usuários. Não importa as razões que estão por trás dessas medidas. Na realidade, elas expressam restrições impostas à liberdade de expressão.
Proibir a interatividade em nome da segurança equivale a proibir o telefone fixo, o celular, o fax etc., uma vez poderiam representar eventuais meios de se planejar ou executar crimes. Na verdade, as restrições em nome dos costumes ou da segurança avançam no sentido de proibir o fluxo de informações.
Qualquer pessoa pode passar a fórmula de uma bomba por carta, telefone ou fax. Para isso, a internet não faria a menor falta. O que está em jogo são a velocidade e a amplitude alcançadas por notícias ou denúncias vinculadas em milhares de sites pelo mundo afora, sem que estas passem pelo filtro das grandes corporações ou governos. A chave da censura está justamente em proibir, corromper ou apagar os sites formadores de opinião.

O AI-5 digital
Os ciberativistas brasileiros estão protestando contra as formas de controle dos crimes online, previstos na PL 84/99 do senador Eduardo Azeredo, que foi batizado como o nome de AI5-Digital porque prevê a censura e o controle da Internet. Nesta terça-feira (2/5/09), estará sendo discutidos, na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, os rumos da Internet no Brasil. Esta audiência pública foi proposta pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) com o objetivo de avaliar as iniciativas de regulação do funcionamento da Internet e dos diferentes serviços oferecidos online.A audiência contará com a presença do vice-presidente mundial do Google, Vint Cerf, e representantes do CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), do NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br) e da Abranet (Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet).Em pauta, o PL 84/99, o PL de cibercrimes do senador Eduardo Azeredo (PMDB/MG) que visa introduzir, no Brasil, os mecanismos de controle da internet com base no argumento de que isso garantiria o direito autoral, criminalizando, por exemplo, o processo de baixar música, de produzir filme ou de montar histórias baseadas em música, fotos e filmes. A criminalização dessas práticas já foi introduzida em diversos países a partir da Convenção de Budapeste que o Brasil não assinou. Assim, algumas “obras” que não têm fins comerciais passarão a ser crimes, caso utilizem músicas, fotos ou trechos de um filme para montar, por exemplo, uma sátira.
EUA declara guerra aos computadores inimigos e o Brasil vai no mesmo caminho

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que, em breve, será criado um departamento específico na Casa Branca para ações em “guerras virtuais”. Este departamento comandará as operações de segurança e desencadeará ações ofensivas aos computadores inimigos. Argumentando que as redes digitais são consideradas bens nacionais estratégicos, que o ciberespaço pode ser comparado a campos de batalha reais, que a tecnologia virtual já está sendo utilizada em diversos conflitos e que os EUA não estão devidamente preparados para as ameaças que derivam do ciberespaço, o presidente Obama, dá a senha para um novo front da guerra contra o terror que, segundo ele, pode vir não só de extremistas suicidas, mas também de toques em um computador e se transformar em uma arma de abalo em massa.
Legalizando as práticas criminosas de Daniel Dantas

Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, o deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP)disse que a aprovação do substitutivo do senador Eduardo Azeredo vai legalizar atividades ilícitas como as praticadas por Daniel Dantas: quebra da privacidade das pessoas, espionagem dos adversários, utilização de serviços profissionais para esses tipos de crimes. Só que esse papel passará a ser exercido pelos provedores de internet aos quais será permitindo a quebra do sigilo das comunicações.
Contra o totalitarismo digital
Para que amanhã não seja preciso publicar receitas de bolos em lugar de críticas que podem ser censuradas como crime de opinião como acontecia durante a ditadura militar, é preciso combater a “deduragem” que está para ser legalizada- uma verdadeira lei de exceção. A liberdade na Internet está e jogo diante da ação de diversos movimentos para a implantação do vigilantismo. Já é prática comum a censura aos blogs através de ações judiciais e dos TACs dos Ministérios Públicos, bem como e o fechamento arbitrário de comunidades do Orkut.Nos artigos 285-A, 285-B, 163-A, 171 e 22 da PL 84/99, na Câmara e PLS 89/03 no Senado estão previstos a legalização da quebra do sigilo das comunicações. Enquanto carece de mecanismos que impeçam a ação dos crackers, esses projetos abrem espaço para a violação dos direitos civis básicos.
Calando as vozes dissidentes

Países que se dizem democráticos como Israel e Estados Unidos não conseguem mais esconder seus crimes de guerra e suas atividades ilícitas que ferem as leis internacionais porque contam com um “inimigo implacável”: a internet, as redes de relacionamento, os emails e a relativa privacidade para se fazer denúncias sem ser acusado de terrorista. Chegou a vez de, em nome da” liberdade” e da “democracia” apagar do mapa a liberdade de expressão e a democratização da mídia.
Beth Monteiro
http://www.camara.gov.br/http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12026&Itemid=10Valid XHTML and CSS. Internet Livre, Powered by Joomla!; Joomla templates by SG web hostingGlobal Voices Advocacy

terça-feira, 26 de maio de 2009

Refugiados palestinos no Brasil fazem protesto na Esplanada e conseguem audiências para 2ª feira no Itamaraty, CONARE e no Congresso Nacional


Brasilia-DF-Brasil-23/05/09- INTERPRENSA - Após intensa ação dos membros do Comitê de Apoio aos Refugiados Palestinos no Brasil como o MDD, Movimento Democracia Direta, e movimentadas articulações do principal portavoz dos palestinos refugiados no país, Advogado Acilino Ribeiro, tambem Coordenador Nacional do MDD, os mesmo conseguiram ver atendidas em parte suas reinvindicações e suspenderam provisoriamente, até a próxima semana o acampamento que seria montado na porta do Ministério da Justiça e na calçada do Itamaraty, tanto pelos refugiados como pelos movimentos sociais que os apoiam.
A partir das dez ( 10 ) horas da manhã dessa sexta feira, 22, após passarem no Congresso da CUT - DF que se realiza em Brasilia e manifestou todo apoio aos refugiados, inclusive tendo aprovado moção de apoio e ajuda para o Fundo de Solidariedade que foi criado para manter as despesas do grupo, os palestinos, acompanhados de seu Advogado, Acilino Ribeiro, e de um grupo de manifestantes pró-causa palestina, seguiram para a Esplanada dos Ministérios, onde já se encontravam um bom número de refugiados e manifestantes.
O primeiro contato tentado, após diversas entrevistas e fotos principalmente para a imprensa estrangeira que estar acompanhando cada passo do caso dos palestinos refugiados no Brasil, foi comparecerem ao Ministério da Justiça, onde foi tentado uma reunião com o gabinete do Ministro e a direção do CONARE. Lhes foi informado que como era sexta feira a maioria dos servidores e chefes do Ministério já tinham viajado e que não tinha niguem com autoridade para se reunir com os mesmos. Ficou acertado uma audiência com o Presidente da CONARE - Comissão Nacional de Refugiados para 2ª ou no máximo 3ª feira próxima, o que depois de muita discussão, pois muitos queriam esperar acampados em frente ao Ministério até serem atendidos, surgir a intervenção do advogado que aceitou a proposta e convenceu os palestinos a suspenderem o protesto , mas avisou que se a reunião não se realizar até 3ª feira não mais fará qualquer interferencia para evitar o acampamento.
O mesmo aconteceu no Itamaraty, que apesar de não se realizar a reunião o acampamento tambem só foi suspenso porque a pessoa com a qual os refugiados desejavam falar estava viajando para o Cairo, no Egito. Desta forma ficou um indicativo de reunião para ser realizada até terça feira, 26, a ser confirmado nesta segunda, 25, com o Presidente da CONARE, Comissão Nacional de Refugiados, Luis Paulo Telles Barreto e com a Chefe da Divisão das Nações Unidas do Ministério das Relações Exteriores, Conselheira Gilda Motta Santos Neves. Caso as duas reunião não se realizem os refugiados retornam essa semana com centenas de simpatizantes para promoverem o acampamento.
Segundo informou o Advogado Acilino Ribeiro, além do MDD diversas entidades dos movimentos sociais estão ajudando na luta dos refuigiados palestinos no Brasil e o principal objetivo do momento foi conseguido, que era levar ao conhecimento da opinião pública brasileira e mundial o que estar acontecendo, como o abandono dos mesmos pelo ACNUR e o descaso e omissão de algumas autoridades brasileiras e por essa razão começaram a chegar diversas manifestações de apoio dos diversos estado brasileiros e de vários países do mundo, com manifestações inclusive de ajuda financeira que deu para colocar os palestinos que estão fora do programa da ONU pelopróximo mês em hotéis nas cidades satélites de Brasilia, já que o ACNUR e a ONU se recusam a ajudar e a pagar os atrasados a que os mesmos tem direito.
A CUT conseguiu mobilizar diversos sindiatos no Distrito Federal que garantiram a hospedagem para os proximos dias, enquanto o MDD assumiu despesas outras que incluem o transporte e alimentação.
Esta semana diversas entidades estudantis deverão fazer explanação da situação nas universidades e colégios de ensino médio de Brasilia, além de uma ampla mobilização popular em favor dos palestinos para uma grande manifestação que se prepara, ainda sem data prevista. Outras entidades e organizações populares como a UNE, OAB, CMP e outras estão sendo contactadas para ajudarem na luta que os membros do Comitê e os próprios palestinos prevêem seja longa, mas que estão disposto a enfrentar. O MST - DF já manifestou solidariedade aos refugiados e ofereceu alojamento em um de seus assentamentos, enquanto alguns diretores da CONTAG foram contactados pelo advogado dos palestinos, Acilino Ribeiro,que pediu para para após o Grito da Terra esta semana a entidade ajuda-los com a estrutura de que dispoem em Brasilia.
Um grupo de jornalistas, professores e estudantes de Jornalismo e Comunicação do Comitê de Apoio aos Palestinos acusam o ACNUR de mentir e através de sua assessoria de imprensa soltar informes falsos á imprensa, ao afirmar que em sua nota, um relless enviados á imprensa, o ACNUR diz que todos os palestinos estão integrados ao programa, quando não é verdade, e que a direção do orgaão no Brasil estar mandando relatórios mentirosos a Genebra com informes que apenas lhes interessa divulgar. Afirmam ainda que alguns de seus dirigentes no Brasil estão com medo de perder os cargos e por essa razão não querem que Genebra tome conhecimento do que estar acontecendo no Brasil, e concluiram afirmando que o ACNUR não tem nenhuma moral para criticar os palestinos, lembrando que sua história, do ACNUR / ONU foi construida com o que aconteceu em Ruanda , quando abandonou quase um milhão de tutsi massacrados pelos hutús, e na Yugoslavia, quando milhares de mulçulmanos foram abandonados na Bósnia--Herzegovinia. Sugeriram que o mundo assista os filmes Tiros em Ruanda e Terra de Niguém que trata dos dois assuntos.
Ontem era discutida a possibilidade do advogado Acilino Ribeiro ir a Genebra tratar do assunto diretamente com o ACNUR na Suiça, onde se encontra a direção do orgão. Nesta segunda feira porem o Advogado e dois outros membros do Comitê serão recebidos pelo Senador Cristovam Buarque, Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal e ainda terão reunião com membros da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, onde levam a proposta de uma uma Audiência Pública ras respectivas Comissões do Congresso Nacional sobre a questão dos refugiados palestinos no Brasil.

Fonte - Ascom do MDD - Asimp da CUT/DF - CELA - EFP - INDERI -
Colaboraram : INTERPRENSA - AGNOT - RENOT - INTERDIPLOMACIA

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Al Nakba - A Catástrofe Global


Semana passada telefona um novo amigo, a quem aprendi a admirar pela cordialidade e sabedoria, me convidando para uma reunião de militantes da causa palestina.
Fui. Pelo amigo e pela causa.
Recebido com cordialidade por alguns que já conhecia e muitos que não conhecia, encontrei o Nildão, vizinho e sergipano que ameniza minhas saudades do nordeste.
Usufrui da conversa de pessoas de diversas idades e observei a beleza de suas mulheres, muito naturalmente trajadas e participativas. Apenas duas tinham a cabeça envolta por panos a protegê-las do frio daquela noite de final de outono. Uma delas num lenço cinza pastel e sem estampa, e outra com os desenhos de losangos em fundo vermelho. Realçava-lhes a profundidade do olhar.
O amigo do convite explicou que o nome daquele lenço dos losangos é hata. Quando brancos, um sinal de paz; os rubros indicam guerra. Ninguém mais, homem ou mulher, o exibia, e imaginei naquela moça bonita uma guerrilheira de Gaza, ou vinda da Cisjordânia, apesar de seu perfeito português sem nenhum sotaque.
Tomamos chá, serviu-se esfirras. Depois fomos convidados a entrar numa sala com umas quantas cadeiras de platéia e outras tantas postadas à frente, onde evidentemente sentariam aqueles que discorreriam os temas da reunião. A bela guerrilheira da hata vermelha assumiu a palavra explicando a palavra título do evento: Al Nakba quer dizer A Catástrofe. Assim se denomina aquele dia em que se completavam os 61 anos de invasão da Palestina.
Expressou sensibilidade pelo sofrimento das crianças e mulheres de Gaza e Cisjordânia, mas suas palavras não me pareceram tão aguerridas. Talvez por usar um português tão nosso, imaginei. Como se lesse meus pensamentos, contou ser brasileira e descendente de italianos, ainda que envolvida com a causa palestina por senso de humanidade.
Daí chamou para compor a mesa ao Nildão, o Nildomar Freire, na qualidade de Presidente do Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino. Um senhor, Abdel, que não consegui depreender o sobrenome, mas é da Associação Palestina de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Fauzi El Machine, ex-embaixador da Palestina no México. Walid Altamimi, recém chegado dos campos de refugiados do Iraque. E, entre outros brasileiros, para meu espanto, chamou a mim, anunciando-me como poeta.
Cometo meus versos, é verdade, mas os sei modestos e sem maiores pretensões, além do que, isso de ser indicado como poeta em meio a povos arábicos, é coisa de muita responsabilidade. Eles são os pais da arte. A Europa ainda estava nas redondilhas quando os mouros trouxeram para a Península Ibérica suas odes, seus épicos e narrativas de longo fôlego, dando origem às grandes obras literárias que envaidecem todos os povos e culturas. Não é a toa que a gesta Mio Cid, de autoria desconhecida, surgiu em Espanha. Também anônima e espanhola é a primeira novela picaresca, precursora do realismo literário: Lazarillo de Tormes.
Ainda há pouco um clérigo espanhol e arabista renomado descobre que a Divina Comédia, a principal e mais antiga obra prima da literatura ocidental depois da Ilíada e Odisséia de Homero, nada mais fora do que uma adaptação ao toscano (uma aproximação do latim ao italiano atual) de antiga composição árabe. O que, entendem os estudiosos, em nada diminui o gênio do mestre florentino, pois como bem sabem os tradutores, poesia não se traduz, se as reescreve. Para se traduzir um poeta há de ser tão poeta quanto aquele que concebeu os versos originais.
De toda forma, que poeta era eu ali, para atender ao cochicho da guerrilheira pedindo minha participação com o dizer de algum poema próprio ou de outrem, que se acomodasse ao tema daquela noite?
Enquanto ouvia meu simpático vizinho, naquele vozeirão nordestino, transmitindo brasileiras homenagens à resistência do povo palestino, tentava catar memórias de João Cabral de Melo Neto. Mas na cabeça as estrofes se misturavam às de Manoel Bandeira e Gregório de Matos Guerra, pois há muito já se foi o tempo que conseguia reproduzir, sem tropeço, todo O Século ou o Navio Negreiro do Castro Alves.
Depois falou o senhor Abdel. Não seria correto interpretar mansuetude em seu tom, mas havia uma indignação contida, e não o ódio tão propalado como tônica dos corações palestinos. Enquanto isso eu tentava recompor os versos de Brecht, exortando reação contra os usurpadores e dominadores, buscando lembranças das coxias e dos ensaios de amigos que interpretaram as obras do dramaturgo alemão.
Falaram outros, palestinos e brasileiros, e os olhos da italiana travestida de guerrilheira anti-sionista, ali me cobrando pela memória que não vinha. Tão identificada é, que assumiu aquela expressividade árabe no olhar para exigir-me uma poesia de minha autoria. Imaginem! De minhas só decorei uma do único livro publicado no gênero: A Cabeça de Pinochet. E ainda assim por não ter mais do que três ou quatro versos para concluir que se o tirano lera Neruda, o fizera tão mal como nenhum analfabeto o faria. Mas como justificar, com isso, o Al Nakba?
Então falou Walid, o refugiado, em árabe. Enquanto um patrício o traduzia, o som daquelas palavras, que se iniciavam no fundo da garganta para depois estalar no palato, me sussurrou os rubaiyat de Omar Khayyam. Mas como recordar a tradução adaptada em versos alexandrinos por si tão complexos, ainda que insuficientes para transmitir a refinada estrutura algébrica do matemático persa que influenciou Descartes?
Além disso, embora o tradutor reduzisse a dor do falar, no brilho daqueles olhos se refletia tantos horrores que, mesmo me fosse possível reproduzir os versos, impossível, ali, a celebração do astrônomo Khayyam a brindar, em galáxias e nebulosas das noites árabes, a beleza das silhuetas das mulheres.
Entre brasileiros e palestinos, não recordo a exata seqüência dos que se pronunciaram, pois do Omar Khayyam pulava para Vinícius de Moraes, numa relação lógica às influências daquele clássico ao nosso “poetinha” moderno. Mas claro que também Vinícius não se coadunaria ao momento.
Outra que falou foi Gina Couto, uruguaia e secretária do MST, vinda ao evento do Vale do Itajaí, onde diretores do INCRA e Sem Terras foram rendidos à mão armada pelo governador Luís Henrique da Silveira, através da Polícia Militar que impediu a posse de área desapropriada pelo desmatamento ilegal promovido pelos ex-proprietários.
Enquanto o ENTRA aguarda o apoio da Polícia Federal para enfrentar a reação armada do governador e dos jagunços dos madeireiros, Gina contou que os Sem Terras e sem seus mantimentos, agasalhos e colchões confiscados pela PM junto com as ferramentas de trabalho, estão acampados às margens de rodovias com suas mulheres e crianças, sob temperaturas que nas noites variam de 5 a 3 graus, no município de Taió.
O relato confundiu-se à dor da tristeza úmida nos olhos do Walid, mas o sotaque daquela mulher que deixou seu país para lutar com nossa gente pelos territórios ocupados por invasores e especuladores do ganho fácil e irresponsável, me trouxe à lembrança seu conterrâneo Mário Benedetti e nem poderia imaginar que iríamos perdê-lo dois dias depois.
Lembro que, por fim, falou o diplomata Fauzi, me impressionando com uma extensa relação de intelectuais, cientistas, oficiais militares de alta patente, todos judeus, mas anti-sionistas. Nominou um a um e reproduziu as palavras desses israelenses, reprovando a covardia e violência sionista contra o povo palestino.
Lamentei não mais lembrar o Kaddish de Allen Ginsberg, norte-americano de origem judaica, que bem poderia servir de incentivo a todos judeus para exorcizarem os fantasmas que os sionistas lhes impregnam na alma, alimentando-os da paranóia que tanto infelicitou a mãe de Ginsberg e a infância do próprio poeta.
Impressionou-me muito o profundo e sincero agradecimento do ex-embaixador à solidariedade desses tantos judeus que apóiam a causa da criação de um estado palestino. Também agradeceu, de forma muito comovente, a solidariedade mundial e, especificamente, a brasileira. Nem por isso deixou de ser duro contra grupos árabes que se vendem aos interesses sionistas ou a eles se associam na exploração e comércio do petróleo da região, através da espoliação de seus povos, particularmente do genocídio de palestinos.
Envolvido pela tragédia de todo o conteúdo ali exposto com tamanha ponderação e sobriedade, que muito mais dignifica o sofrimento daquele povo do que a exaustiva manipulação e exploração do holocausto judaico; não consigo recordar ao certo em que momento a “Anita Garibaldi” das arábias me convocou a falar.
Falar o quê, naquelas alturas? Recitar versos meus ou de quem fosse, nem pensar! Mas mesmo sem rimas ou estrofes, que mais poderia dizer, exprimir, além de um desespero que me engasgava e ao qual todos, ali, pareciam imunes. O que neles era ponderação, em mim era revolta, indignação! O que neles era dor, em mim era ódio!
Tentei falar do Crime Organizado Internacional para explicar porque o Al Nakba, a catástrofe, não é só dos palestinos, mas não consegui demonstrar como estamos, em todo o mundo, em cada país, entre cada povo, submetidos às organizações criminosas. Submetidos pela capilaridade sutil de pequenas organizações, governamentais ou não, sistematicamente centralizadas e comandadas pelos poderes financeiros e econômicos que regem o mundo. São os que determinam quais povos serão extintos à míngua e ao abandono como em África, por bombardeios como no Iraque e no Afeganistão, ou por massacre e humilhação como em Gaza, Cisjordânia e no Taió, do Vale do Itajaí, a mais rica e importante região do estado de Santa Catarina.
São eles que decidem quais massas sociais ou faixas etárias deverão ser inutilizadas ou tornadas inativas pela obesidade dos fast foods, idiotizados pelas drogas, alienados pelo consumismo, como nos Estados Unidos e demais centros das Américas e da Europa.
Difícil demonstrar, assim de repente, como se tem me tornado claro que a partir da 2ª Guerra Mundial se começou a montar uma super estrutura muito maior do que as dos estados nacionais, com poder de manipular os governos destes estados.
Como explicar que, a meu ver, Hitler foi o último verdadeiro ditador, e todos os posteriores, meros tiranetes a serviço de um poder por trás do trono. Depois de Hitler, ou em meio ao caos promovido pela derrocada do ideal da supremacia do estado alemão, alguns detentores de grandes capitais planejaram evoluir a milenar utilização de grupos mercenários que da Antiguidade, se estendeu aos corsários do Império Britânico e ao lumpemproletariado de Bonaparte (analisado no 18 Brumário de Karl Marx); para enfim chegar ao comando do mundo através do capital. Hoje não são os reis e ditadores que contratam os criminosos. Os criminosos é que são os reis e ditadores do sistema político/econômico global, contratando e aliciando ridículos “laranjas” como Bush, Uribe, Berlusconi ou Luís Henrique, para que os povos se acreditem governados.
Seria necessário rastrear a história para identificar, entre aqueles que financiaram o delírio nazista, os nomes dos que se associaram a corporações bancárias desenvolvidas ao longo da história européia. Ninguém, dessas corporações, esteve em algum dos tantos campos de extermínio do nazismo, embora muitos fossem e são judeus que continuam vivendo na Suíça, na Áustria, Itália, Polônia, França, Bélgica, Holanda e outros países ocupados pelas armas nazistas.
Esses não emigraram para Israel, não se expõem a insegurança de um estado em permanente guerra desde sua criação. Assim como judeus mortos e escravizados nos campos e guetos nazistas, em maioria, eram pobres e socialistas.
A primeira manifestação do poder dessas forças acima do poder dos estados e das nações que se recuperavam da 2º Guerra ocorreu em reunião da ONU, onde se criou o Estado de Israel sob a assinatura do brasileiro Osvaldo Aranha. Uma resolução já antes condenada pelos mais atilados observadores e analistas da proposta, muitos dos quais judeus, como Sigmund Freud e Albert Einstein.
Aquele crime praticado contra um povo milenar veio a ser o primeiro de uma série que se comprova pela falta de respostas a milhares de perguntas suscitadas ao longo das últimas seis décadas, por onde se dê atenção aos acontecimentos do mundo. Alguns exemplos aleatórios:
Filho de família tradicional e conservadora, a aproximação de John Fitzgerald Kennedy à Máfia, seria apenas por ser católico? Ou tentava encontrar na Máfia um exército paralelo a lhe oferecer alguma defesa? Contra quem? Lee Oswald?
Porque as mais proficientes instituições policiais do mundo até hoje não explicaram quem teriam sido os assassinos do presidente de seu país, nem os assassinos de seu suposto e impossivelmente único assassino? Alguma relação com a anunciada indisposição daquele presidente a iniciante Guerra do Vietnam?
Contasse que após o conclave que o elegeu, João Paulo I teria comentado: “Alguém mais forte do que eu e que mereceria o lugar, esteve sentado à minha frente”. Premonição ou coincidência ter sido Karol Wojtyla quem se sentara a frente do escolhido pelo próprio João XXIII, responsável pelo movimento Teologia da Libertação, para sua sucessão. João Paulo I morreu um mês depois.
Coincidência Ratzinger, o secretário de Wojtyla que mais perseguiu a Teologia da Libertação e cassou nosso Leonardo Boff, ser o sucessor de João Paulo II?
Voltando à Máfia, evidentemente dela não se pode pretender fidelidade partidária, mas por qual razão, após a proximidade com o democrata John Kennedy, compareceu em peso a posse do republicano Ronald Reagan? Depois disso foi glamorizada pelo seriado Godfather e ultimamente anda no ostracismo. Será por causa da Operação Mãos Limpas na Itália?
E Berlusconi, que é ridicularizado aos olhos do mundo, flagrado comendo caca de nariz, como sai e consegue voltar ao poder em tão pouco tempo?
Como que, no estado de Santa Catarina, recentemente afetado por um cataclismo climático que deixou dezenas de mortos e centenas de desabrigados, se aprova uma resolução de desmatamento que reduz para 1/3 a determinação do Código Florestal Federal? Isso apesar de todos os avisos de cientistas e ambientalistas nacionais e internacionais sobre os graves riscos de carência de água potável já para as próximas gerações! E enquanto esse mesmo governo se divulga por comerciais de TV, dizendo-se exemplo de preservacionismo!
Como que no Japão, país tão rígido e eficiente em todos os sentidos, se mantém a Yakuza?
Porque a família Bush, conhecida por financiar Hitler mesmo depois dos Estados Unidos declararem-se em guerra contra o nazismo, se indispôs com o mesmo Sadam Hussein poucos anos antes colocado no governo pelo também republicano Reagan?
Associados à família de Ben Laden, porque a despacha tão as pressas para a Arábia Saudita às vésperas do 11 de Setembro?
Se os Bush financiaram o nazismo e são sócios da família de Ben Laden, porque são tão queridos e apoiados pelos sionistas?
Claro que levantando ali todas essas questões, não colaboraria com a compreensão da extensão do conflito do Oriente Médio, mas acredito que refletir sobre as tantas perguntas sugeridas pelos acontecimentos do mundo, nos dará a exata dimensão das fronteiras do Al Nakba – A Catástrofe.
Quais as fronteiras de uma esfera?
Todos os crimes cometidos contra a humanidade e todas as catástrofes que nos abatem em qualquer parte do mundo, são um único Al Nakba. Uma única catástrofe relacionada a tiranetes manipulados por poderes econômicos regionais que, num processo sistêmico, respondem a uma Organização Criminosa Internacional.
Nada mais foi globalizado pelo liberalismo econômico, além do crime internacional e da catástrofe da humanidade. Ou terá sido apenas o muro de Berlim que impedia a emigração das tantas máfias:coreana, chinesa, albanesa, turca, russa, siciliana, etc.? Foi a queda do muro que possibilitou Carlos Menem? A privataria no Brasil? Os golpes políticos perpetrados por instituições de mero entretenimento e transmissão de informações? A promulgação de leis notavelmente irresponsáveis e imprevidentes, como as dos ruralistas de Santa Catarina?
Difícil saber se o Crime Organizado Internacional é comandado exclusivamente por loiros de olhos azuis, mas certamente não o será por negros, índios, ou pelos piratas da Somália.
Não são nenhum desses que ameaçam e humilham os Sem Terra de Taió. Os algozes daqueles camponeses são similares, praticamente os mesmos que humilham e trucidam palestinos há 61 anos.
Raul Longohttp://br.mc562.mail.yahoo.com/mc/compose?to=pousopoesia@ig.com.brhttp://br.mc562.mail.yahoo.com/mc/compose?to=pousopoesia@gmail.comwww.sambaqui.com.br/pousodapoesiaPonta do Sambaqui, 288688.051-001 - Floripa/SCTel: (48) 3206-0047

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Crianças palestinas, escudos Humanos


Tropas Nazi-Sionistas armadas até os dentes, mas sempre com medo das pedras palestinas!

Os nazi-sionistas acharam que com uso do terror criado pelos métodos mais bárbaros e
monstruosos iriam despertar o medo e fazer com que o povo palestino renunciasse a luta!
O povo palestino vive a resistência e jamais será dominado!
Há 61 anos o povo palestino luta incansávelmente pelos seus direitos... e verdade triunfará, mesmo usando palestinos como escudos humanos.
Fonte: foto é do Grupo Israelense de Direitos Humanos. O Exército Israelense usou este menino, que se chama
Mohammed Badwan, como escudo humano para enfrentar os protestos de grupos palestinos e de pacifistas contra a construção de uma barreira de isolamento na aldéia de Biddo ao norte-oeste de Jerusalém.
Fonte: Comite catarinense de solidariedade com o povo palestino