O ciclo do sofrimento encerra-se para que o ciclo da vitória comece, movido por uma vontade que prefere a destruição total do sistema opressor à aceitação de uma paz sem justiça e sem dignidade.
Se nos perguntarem hoje: "É este um dia de celebração para o Coletivo Al Ma'sumin?", nossa resposta ecoará com a gravidade do ferro e a clareza do espírito: absolutamente não. Não há celebração onde reside o trauma; não há festa sobre as cicatrizes de um povo.
A Nakba não é apenas um evento histórico; é a prova mais fustigante da capacidade humana de engendrar o sofrimento infinito e o desamor. É o monumento ao momento em que o mundo escolheu o esquecimento em vez da fraternidade. No solo sagrado da reflexão e da angústia, não brotam flores de comemoração, mas sim o aço temperado da determinação.
Verdadeiros pilares de luz e justiça — entregaram suas existências para reverter as correntes da opressão. Muitos foram martirizados no campo de honra; outros viram o tempo e a doença marcarem o ritmo de sua partida. Entre eles, honramos a memória do Camarada Khader Uzmaân. De formação comunista, sua sabedoria transcendeu rótulos, moldando a alma deste Coletivo. Sob sua sombra, aprendemos que a luta não é apenas material, mas uma obrigação espiritual contra a crueldade. Suas palavras, sinceras e firmes, ensinaram-nos que a lembrança da Nakba deve ser o protesto mais enérgico: um ato reflexivo, porém enfurecido. Nossos inimigos cometeram o erro fatal de acreditar que nossa dor era estática. Eles não entenderam que, para o revolucionário, o luto é o combustível da ressurreição.
Décadas de resiliência não produziram apenas sobreviventes; forjaram estrategistas. Superamos a fase da mera consciência para alcançar a maestria da confrontação. Nossa evolução não foi apenas política, mas uma transmutação de capacidades. O maior triunfo deste século é a harmonia sagrada entre os grupos de resistência. As redes de apoio à Palestina romperam as barreiras da caridade passiva. Hoje, o intercâmbio não é apenas de pão, mas de ciência, tecnologia e tática.
O que antes era ajuda humanitária, hoje é o conhecimento técnico que se converte em resposta implacável contra o opressor.
O Eixo da Resistência é o Juízo Final dos Traidores. Mas também Mihwar al Muqawamah é o refúgio dos que se recusam a se curvar ao colonialismo. Compreendemos, por fim, que a diplomacia é ilusão quando o interlocutor é a entidade sionista, cuja existência se baseia na negação do outro. Desde a ótica do Líder Khameneî: “A questão da Palestina não é apenas uma questão de terra, mas o ponto central do confronto entre a verdade e a falsidade. A resistência é o único caminho para a salvação”. Lembrando as palabras do Saiid Hasan Nasurul.lah: “O tempo em que éramos derrotados acabou e o tempo das vitórias chegou. Nós somos os que não conhecem a derrota enquanto tivermos a fé e a vontade de lutar”
Estamos testemunhando o fim definitivo da era da vitimização e da passividade. A Nakba dos oprimidos encerra-se para dar lugar ao Ba'ath — a ressurreição espiritual e militar de uma resistência que não aceita mais as migalhas da diplomacia ocidental. O que antes era um lamento de exílio transformou-se em um grito de guerra coordenado, onde cada punho erguido representa o colapso do medo e o nascimento de uma nova consciência coletiva que recusa o papel de figurante na própria história.
Aos traidores e arquitetos da subserviência: a catástrofe que eles plantaram agora bate à porta das monarquias árabes colaboracionistas e dos centros de poder europeus. O pacto de silêncio assinado em palácios de mármore está se esfarelando diante da pressão das ruas e do fogo da revolta. Aqueles que venderam a dignidade de seus povos em troca de estabilidade dinástica descobrirão, da maneira mais árdua, que o preço da traição é uma tempestade que nenhum muro ou guarda pretoriana poderá conter.
Aos ocupantes: o apoio imperialista, que hoje se gaba de suas bases tecnológicas nos desertos e de sua hegemonia bélica, encontrará seu destino final no silêncio do fundo do mar. A soberba do aço e dos satélites não é páreo para a determinação de quem nada tem a perder, exceto as correntes. O horizonte está se fechando para as potências estrangeiras, e o solo que eles julgaram ter domado está se tornando o túmulo de suas ambições coloniais, movido pela força de uma maré que não retrocede.
A justiça não é uma promessa vazia proferida em fóruns internacionais irrelevantes; é uma construção de fogo, espírito e unidade inquebrantável. Ela está sendo forjada no calor das trincheiras e na solidariedade de quem compreende que a liberdade não se pede, se toma. O fim da Nakba está próximo porque a resistência despertou em sua forma mais pura, e desta vez, ela não dormirá nem se deixará seduzir por falsas tréguas até que cada palmo da terra seja devolvido aos seus herdeiros de direito.
Lutar até o final é o único caminho para a redenção de um povo que foi subestimado por décadas. Pela honra que se mantém viva no peito dos mártires, pela terra que clama pelo retorno de seus filhos e pelo espírito que transcende as fronteiras físicas da ocupação.
O ciclo do sofrimento
encerra-se para que o ciclo da vitória comece, movido por uma vontade que
prefere a destruição total do sistema opressor à aceitação de uma paz sem justiça
e sem dignidade.
POR: COLETIVO ISLÂMICO “AL MA´ASÛMIN”
PARA A DIVULGAÇÃO DO PENSAMENTO XIITA EM PORTUGÊS E ESPANHOL
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