segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Por dentro do governo invisível: guerra, propaganda, Clinton & Trump


 Por John Pilger     02.Nov.16
O papel dos media no condicionamento e manipulação da opinião pública nunca foi tão grande. Nunca foi tão grande a sua cumplicidade com os objetivos, as estratégias, as guerras e os crimes do imperialismo. O facto de apoiarem Clinton na eleição presidencial nos EUA quase obriga a reflectir sobre o que é que os incomoda em Trump.

O jornalista norte-americano Edward Bernays é frequentemente descrito como o homem que inventou a propaganda moderna.  Sobrinho de Sigmund Freud, o pioneiro da psicanálise, foi Bernays que cunhou o termo “relações públicas” como um eufemismo para os truques de comunicação (spin) e seus enganos.
Em 1929, persuadiu feministas a promoverem cigarros para mulheres fumando no desfile da Páscoa de Nova Iorque – comportamento considerado então bizarro. Uma feminista, Ruth Booth, declarou: “Mulheres! Acendam outra tocha da liberdade! Derrubem outro tabu sexista!” 
A influência de Bernays estendeu-se muito para além da publicidade. O seu maior sucesso foi papel que desempenhou em convencer o público norte-americano a aderir ao morticínio da Primeira Guerra Mundial. O segredo, disse, era a “engenharia do consentimento” das pessoas a fim de as “controlar e arregimentar de acordo com a nossa vontade sem que se deem conta disso”. 
Descreveu isso como “o verdadeiro poder dominante na nossa sociedade” e chamou-lhe um “governo invisível”. 
Atualmente o governo invisível nunca foi tão poderoso e tão pouco compreendido. Na minha carreira como jornalista e cineasta, nunca conheci propaganda que interviesse tanto nas nossas vidas e permanecesse incontestada. 
Imaginem duas cidades. 
Ambas estão sob o cerco das forças do governo do país. Ambas estão ocupadas por fanáticos que cometem atrocidades terríveis, tais como a decapitação de pessoas. 
Mas existe uma diferença fundamental. Num dos cercos, os soldados do governo são descritos como libertadores por repórteres ocidentais neles incorporados, que entusiasticamente relatam as suas batalhas e ataques aéreos. Há primeiras páginas de jornais com fotos destes heroicos soldados a fazerem o V de vitória. Há escassa menção a baixas civis. 
Na segunda cidade – em outro país vizinho – quase exatamente o mesmo está a acontecer. As forças do governo sitiam uma cidade controlada pela mesma raça de fanáticos. 
A diferença é que esses fanáticos são apoiados, financiados e armados por “nós” – Estados Unidos e Grã-Bretanha. Eles dispõem até de um centro de media que é financiado pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha. 
Outra diferença é que os soldados do governo que mantêm esta cidade sob cerco são os maus, condenados por agredir e bombardear a cidade – o que é exatamente o que os bons soldados fazem na primeira cidade. 
Faz confusão? Na verdade não. Tal é o duplo critério básico que é a essência da propaganda. Refiro-me, naturalmente, ao cerco atual da cidade de Mossul pelas forças do governo do Iraque, que são apoiadas pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha e ao cerco de Alepo pelas forças do governo da Síria, apoiados pela Rússia. Um é bom; o outro é mau. 
O que raramente se informa é que ambas as cidades não teriam sido ocupadas por fanáticos e devastadas pela guerra se a Grã-Bretanha e os Estados Unidos não tivessem invadido o Iraque em 2003. Esse empreendimento criminoso foi lançado sob mentiras notavelmente semelhantes à propaganda que agora distorce a nossa compreensão da guerra civil na Síria. 
Sem o rufar dessa propaganda apresentada como notícia o monstruoso Daesh, a Al-Qaida, a al-Nusra e o resto da gangue jihadista poderia não existir, e o povo da Síria poderia não estar hoje a lutar pela sua vida. 
Alguns podem lembrar, em 2003, uma sucessão de repórteres da BBC a voltarem-se para a câmara e a dizer-nos que Blair fora “vingado” pelo que acabou por ser o crime do século. As redes de televisão norte-americanas produziram a mesma validação para George W. Bush. A Fox News foi buscar Henry Kissinger para apoiar as falsificações de Colin Powell. 
No mesmo ano, logo após a invasão, filmei uma entrevista em Washington com Charles Lewis, o famoso jornalista de investigação americano. Perguntei-lhe: “O que teria acontecido se os meios de comunicação mais livres do mundo tivessem seriamente contestado o que acabou por ser crua propaganda?” 
Respondeu que se os jornalistas tivessem feito seu trabalho, “há uma muito, muito boa probabilidade de que não teríamos ido para a guerra no Iraque”.
Foi uma declaração chocante, e apoiada por outros jornalistas famosos a quem coloquei a mesma pergunta – Dan Rather da CBS, David Rose do Observer e jornalistas e produtores da BBC, que preferiram o anonimato. 
Por outras palavras, se os jornalistas tivessem feito o seu trabalho, se tivessem contestado e investigado a propaganda ao invés de a amplificar, centenas de milhares de homens, mulheres e crianças estariam vivas hoje, e não haveria ISIS nem o cerco de Alepo ou Mossul. 
Não teria havido nenhuma atrocidade no metro de Londres em 7 de Julho de 2005. Não teria havido nenhuma fuga de milhões de refugiados; não haveria acampamentos miseráveis. 
Quando a atrocidade terrorista de Novembro último aconteceu em Paris, o presidente François Hollande enviou imediatamente aviões para bombardear a Síria – e mais terrorismo seguiu-se, como era de prever, o resultado da fanfarronada de Hollande acerca de a França estar “em guerra” e não “mostrar nenhuma clemência”. Que a violência estatal e violência jihadista se alimentam mutuamente é a verdade que nenhum líder nacional tem a coragem de exprimir. 
“Quando a verdade é substituída pelo silêncio”, disse o dissidente soviético Yevtushenko, “o silêncio é uma mentira.” 
O ataque ao Iraque, o ataque à Líbia e o ataque à Síria aconteceram porque o governo de cada um desses países não era um fantoche do Ocidente. O cadastro de direitos humanos de um Saddam ou de um Kadhafi era irrelevante. Não obedeceram a ordens nem renunciaram ao controlo dos seus países.
O mesmo destino aguardava Slobodan Milosevic uma vez que se recusou a assinar um “acordo” que exigia a ocupação da Sérvia e a sua conversão numa economia de mercado. O seu povo foi bombardeado, e ele foi processado em Haia. Independência deste tipo é intolerável. 
Como revelou a WikiLeaks, foi apenas quando o líder sírio, Bashar al-Assad, rejeitou em 2009 um oleoduto que atravessaria o seu país do Qatar para a Europa, que foi atacado. 
A partir desse momento, a CIA planeou destruir o governo da Síria com fanáticos jihadistas – os mesmos fanáticos que atualmente mantêm refém o povo de Mossul e de Alepo oriental. 
Por que não é isso notícia? O ex-funcionário da chancelaria britânica Carne Ross, que foi responsável pela manutenção de sanções contra o Iraque, disse-me: “Nós alimentávamos os jornalistas com factoides de inteligência higienizada, ou deixávamo-los congelados do lado de fora. Era assim que funcionava.”
O cliente medieval do Ocidente, a Arábia Saudita – à qual os EUA e a Grã-Bretanha vendem milhares de milhões de dólares em armas – está atualmente destruindo o Iêmen, um país tão pobre que, no melhor dos casos, metade das crianças são desnutridas. 
Procure no YouTube e verá o tipo de bombas maciças – “nossas” bombas – que os sauditas usam contra aldeias miseráveis e contra casamentos e funerais.
As explosões parecem pequenas bombas atômicas. Os apontadores de bombards na Arábia Saudita trabalham lado a lado com os oficiais britânicos. Este facto não está no noticiário da noite. 
A propaganda é mais eficaz quando o nosso consentimento é engendrado por gente com uma boa educação – Oxford, Cambridge, Harvard, Columbia – e com carreiras na BBC, The Guardian, The New York Times, The Washington Post. 
Estas organizações são conhecidos como os media liberais. Apresentam-se como esclarecidos, tribunas progressistas do espírito moral (zeitgeist) da época. São anti-racistas, pró-feministas e pró-LGBT. 
E amam a guerra. 
Enquanto falam em defesa do feminismo, apoiam guerras de rapina que negam os direitos de inúmeras mulheres, incluindo o direito à vida.
Em 2011 a Líbia, então um estado moderno, foi destruída com o pretexto de que Muammar Kadhafi estava prestes a cometer genocídio contra o seu próprio povo. Foi uma notícia incessantemente repetida; mas não existia qualquer prova. Era uma mentira. 
Na verdade, a Grã-Bretanha, Europa e os Estados Unidos queriam aquilo a que gostam de chamar “mudança de regime” na Líbia, o maior produtor de petróleo da África. A influência de Kadhafi no continente e, acima de tudo, a sua independência eram intoleráveis. 
Assim, ele foi assassinado com uma faca no traseiro por fanáticos apoiados pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França. Hillary Clinton aplaudiu a sua morte horrível diante das câmaras, declarando: “Viemos, vimos, ele morreu!” 
A destruição da Líbia foi um triunfo dos media. À medida que os tambores de guerra eram rufados, Jonathan Freedland escrevia no Guardian: ”Embora os riscos sejam muito reais, a necessidade de intervenção continua a ser forte.” 
Intervenção – uma palavra polida, benigna, utilizada pelo Guardian, cujo significado real, para a Líbia, foi a morte e destruição. 
De acordo com os seus próprios registros, a OTAN lançou 9.700 “missões de ataque” contra a Líbia, das quais mais de um terço foram apontadas a alvos civis. Incluíam mísseis com ogivas de urânio. Olhem para as fotografias dos escombros de Misurata e Sirte, e as valas comuns identificadas pela Cruz Vermelha. O relatório da UNICEF sobre as crianças mortas diz, “a maioria [delas] com idade inferior a dez anos”. 
Como consequência direta, Sirte tornou-se a capital do Daesh. 
A Ucrânia é outro triunfo dos media. Jornais liberais respeitáveis, como o New York Times, o Washington Post e The Guardian, e emissoras tradicionais, como a BBC, NBC, CBS, CNN têm desempenhado um papel fundamental no condicionamento dos seus telespectadores para aceitar uma nova e perigosa guerra fria. 
Todos têm deturpado os acontecimentos na Ucrânia como sendo um ato perverso da Rússia quando, na verdade, o golpe na Ucrânia em 2014 foi trabalho dos Estados Unidos, ajudados pela Alemanha e pela NATO. 
Esta inversão da realidade é tão difusa que a intimidação militar da Rússia por parte Washington não é notícia. É ocultada por trás de uma campanha de difamação e terror da mesma espécie daquela em que cresci durante a primeira guerra fria. Mais uma vez, os Ruskies estão a vir apanhar-nos, liderados por outro Estaline, que The Economist descreve como o diabo. 
A supressão da verdade sobre a Ucrânia é um dos mais completos blackouts noticiosos que posso lembrar. Os fascistas que engendraram o golpe em Kiev são da mesma cepa que apoiou a invasão nazi da União Soviética em 1941. De todos os alarmismos acerca da ascensão do fascismo anti-semita na Europa, nunca algum líder sequer menciona os fascistas na Ucrânia – excepto Vladimir Putin, mas esse não conta. 
Muitos nos media ocidentais têm trabalhado arduamente para apresentar a população étnica de língua russa da Ucrânia como estranha a seu próprio país, como agentes de Moscovo, quase nunca como ucranianos que pretendem uma federação dentro da Ucrânia e como cidadãos ucranianos resistindo a um golpe orquestrado pelo estrangeiro contra o seu governo eleito. 
Há quase a alegria de uma reunião de ex-alunos entre os belicistas. 
Os que rufam o tambor do Washington Post a incitar à guerra com a Rússia são os mesmos editorialistas que publicaram a mentira de que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa. 
Para a maior parte de nós, a campanha presidencial norte-americana é um espetáculo midiático coisas esquisitas, em que Donald Trump é o arqui-vilão.
Mas Trump é odiado por aqueles com poder nos Estados Unidos por razões que pouco têm a ver com os seus comportamento e opiniões obnóxias. Para o governo invisível em Washington, o imprevisível Trump é um obstáculo para o projeto da América para o século 21. 
Este é manter o domínio dos Estados Unidos, subjugar a Rússia e, se possível, a China. 
Para os militaristas em Washington, o verdadeiro problema com Trump é que, nos seus momentos de lucidez, ele parece não querer uma guerra com a Rússia; quer dialogar com o presidente russo, não combatê-lo; diz que quer dialogar com o presidente da China. 
No primeiro debate com Hillary Clinton, Trump prometeu não ser o primeiro a introduzir armas nucleares num conflito. Afirmou: “Eu certamente não faria o primeiro ataque. Uma vez que a alternativa nuclear se verifica, está tudo acabado”. Isso não foi notícia. 
Será que ele realmente quis dizer isso? Quem sabe? Muitas vezes ele contradiz-se. Mas o que está claro é que Trump é considerado uma séria ameaça ao status quo mantido pela vasta máquina de segurança nacional que dirige os Estados Unidos, pouco importando quem está na Casa Branca. 
A CIA quer vê-lo derrotado. O Pentágono quer vê-lo derrotado. Os media querem vê-lo derrotado. Mesmo o seu próprio partido quer vê-lo derrotado. Ele é uma ameaça para os governantes do mundo – ao contrário de Clinton, que não deixou nenhuma dúvida de que está preparada para ir para a guerra com armas nucleares contra a Rússia e a China. 
Clinton tem cabedal para isso, como muitas vezes se gaba. Na verdade, o seu registro é comprovado. Como senadora, apoiou o banho de sangue no Iraque. Quando concorreu contra Obama em 2008 ameaçou “obliterar totalmente” o Irão. Como secretária de Estado, foi conivente com a destruição de governos na Líbia e em Honduras e pôs em marcha o assédio da China. 
Ela já se comprometeu a apoiar um No Fly Zone (interdição de voo) na Síria – uma provocação direta para a guerra com a Rússia. Clinton pode muito bem tornar-se a mais perigosa presidente dos Estados Unidos de toda a minha vida – uma distinção para a qual a concorrência é feroz.

Sem um fiapo de prova, Clinton pôs-se a acusar a Rússia de apoiar Trump e de ter hackeado os seus emails. Divulgados pela WikiLeaks, esses emails revelam que tudo que Clinton diz em privado, em discursos e “palestras” compradas pelos ricos e poderosos, é exatamente o oposto do que ela diz publicamente. 
Por isso é tão importante silenciar e ameaçar furiosamente Julian Assange. Como editor da WikiLeaks, Assange conhece a verdade. E deixem-me esclarecer desde já e tranquilizar os muitos que se preocupam: Assange está bem; e a WikiLeaks está operando a pleno vapor. 
Está hoje em curso a maior acumulação de forças lideradas pelos EUA desde a Segunda Guerra Mundial – no Cáucaso e na Europa Oriental, na fronteira com a Rússia, na Ásia e no Pacífico, onde o alvo é a China. 
Tenha isso em mente quando o circo da eleição presidencial chegar ao seu final em 8 de Novembro. Se o vencedor for Clinton, um coro grego de patetas comentadores irá celebrar a sua coroação como um grande passo em frente para as mulheres. Nenhum vai mencionar as vítimas de Clinton: as mulheres da Síria, as mulheres do Iraque, as mulheres da Líbia. Ninguém vai mencionar os exercícios de defesa civil que estão sendo realizados na Rússia. Ninguém vai lembrar as “tochas da liberdade” de Edward Bernay. 
O porta-voz de George Bush certa vez chamou aos media “facilitadores cúmplices”. 
Vindo de um alto funcionário numa administração cujas mentiras, potenciadas pelos media, causaram aquele sofrimento, essa descrição é uma advertência da história. 
Em 1946 o acusador público do Tribunal de Nuremberg disse acerca dos media alemães: “Antes de cada grande agressão eles iniciaram uma campanha de imprensa calculada para enfraquecer as suas vítimas e para preparar psicologicamente o povo alemão para o ataque. No sistema da propaganda, as armas mais importantes foram a imprensa diária e a rádio.” 

28/Outubro/2016
O original encontra-se em www.counterpunch.org/…
Encontra-se em http://resistir.info/
A tradução de choldraboldra.blogspot.pt/… foi revista por odiario.info

Crise capitalista e ofensiva imperialista

 Com a palavra o Partido Comunista Grego - KKE

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A crise capitalista internacional e sincronizada da sobre acumulação do capital, que se manifestou em 2008-2009, deixa as suas marcas no desenvolvimento até hoje e as suas causas encontram-se na posse capitalista dos meios de produção, no motivo do lucro que é a força motriz de desenvolvimento anárquico, na agudização da contradição básica entre o caráter social da produção-força de trabalho e na apropriação capitalista dos seus resultados. 

As forças burguesas e oportunistas mantêm o silêncio sobre as verdadeiras causas da crise e apresentam outros fatores como sendo as suas causas, por exemplo, a gestão neoliberal, os bancos e os banqueiros. Isto provoca a confusão e cria ilusões sobre o potencial de uma gestão capitalista a favor do povo. 


A realidade é que, quer o rebentar da crise esteja ligada a perturbações do sistema bancario-finançeiro, quer a "bolhas", quer a outros fenômenos semelhantes, a crise nasceu no processo produtivo no terreno da exploração do trabalho assalariado pelo capital. 

Os estados-maiores das organizações imperialistas, mais uma vez, estão preocupados. A máquina capitalista não avança, os estudos da burguesia estão a rever os indicadores de crescimento a níveis mais baixos, a crise continua em países com uma posição intermédia no sistema imperialista, como a Grécia, assim como em países mais fortes, como a Rússia e o Brasil. Assistimos à estagnação nos EUA e na zona do euro, e ao abrandamento da economia chinesa. 

As avaliações para o próximo período levam em consideração o impacto da competição imperialista e das guerras, a situação problemática das instituições financeiras (Deutsche Bank, bancos italianos, etc.), as consequências do Brexit. 

Nestas condições complexas, a análise dos comunistas sobre as verdadeiras causas da crise, assim como do caráter de classe do desenvolvimento do capital, adquire a maior importância para a preparação do movimento operário e popular e o reforço da luta de classes, para que a importância da organização de produção socialista seja compreendida pela classe operária, que é a única forma de erradicar as causas da crise e da exploração capitalista. 

No nosso país, a crise capitalista (2009-2016) é profunda e prolongada e durante a sua duração tem sido implementada por todos os governos burgueses uma política de gestão que, em cooperação com a União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), mais conhecido por Troika, impõe a carga da crise sobre a classe trabalhadora e os extratos populares, implementando a estratégia de aumentar a competitividade e a rentabilidade das grandes empresas. 

O partido liberal ND e o partido social-democrata PASOK implementaram os dois memorandos e medidas antipopulares muito duras que provocaram uma intensa indignação popular. As ilusões quanto a escolher um "mal menor" e as falsas expectativas que o SYRIZA alimentou aumentaram no contexto de pobreza e de alto desemprego. O SYRIZA, um partido oportunista, com uma etiqueta de "esquerdista", é um "misto" de renegados do movimento comunista e de funcionários do PASOK social-democrata e formou governo com o partido nacionalista ANEL ("Gregos Independentes"). 

O SYRIZA assumiu o governo em janeiro de 2015, com o apoio de poderosas seções do grande capital e demonstrou, pela prática, que é um partido social-democrata que serve os interesses dos monopólios, que implementa uma linha política antipopular muito dura, que usa todos os meios ao seu dispor para iludir o nosso povo e é apresentado no estrangeiro como sendo uma força de resistência, tentando enganar os povos com falsos slogans esquerdistas. 

O governo SYRIZA-ANEL, com o apoio dos outros partidos burgueses, aprovou o 3.º memorando. Com este memorando, implementa a estratégia do capital, as restruturações capitalistas reacionárias da UE a fim de intensificar o ritmo de exploração da classe trabalhadora, a destruição dos agricultores e a bancarrota dos estratos médios urbanos. 

Recentemente, o governo aprovou no parlamento leis de austeridade antipopulares, que anularam os direitos dos trabalhadores e do povo, a fim de aprovar a avaliação do 3.º memorando pela Troika. 

Atacou o caráter social da segurança social, reduziu drasticamente as pensões, aumentou a idade da reforma. 

Lançou insuportáveis impostos diretos e indiretos sobre a população. 

Privatizou portos, aeroportos e continua a privatizar empresas estrategicamente importantes na energia, na água, etc. 

Segue o caminho dos governos anteriores, mantém as leis que aboliram os acordos coletivos de trabalho e reduziram drasticamente os salários, apresenta medidas para abolir os direitos do trabalho, reforça formas flexíveis de trabalho, usa a repressão contra as lutas dos trabalhadores. 

O desemprego é superior a 25% e superior a 50% para os jovens. Em vez de apoiar os desempregados, atribui os benefícios disso aos empresários. 

Neste período, no enquadramento da 2.ª avaliação do 3.º memorando, está a preparar-se para impor novas medidas de austeridade contra os trabalhadores, despedimentos em massa, lock-outs por empresários, restrições ao direito à greve, etc. 

A linha política do governo SYRIZA-ANEL, com base na classe, implica o financiamento das grandes empresas, novas isenções fiscais para o grande capital, etc. 

Neste período, está a usar a promoção de um desenvolvimento capitalista, alegadamente "justo", como uma ferramenta para iludir o povo. 

É possível que vá haver um lento crescimento econômico, mas a essência é que esse crescimento será numa direção antipopular, já que tem como critério o aumento dos lucros monopolistas; será baseado na destruição de direitos e formará as condições para uma nova crise econômica. 

Fazemos notar que as diretivas e as medidas antipopulares que estão a ser implementadas na Grécia, através dos memorandos, fazem parte da estratégia antipopular mais genérica dos EUA, que está a ser promovida de diversas formas em todos os países da Europa, quer tenha sido imposto um memorando, quer não, independentemente de estarem no governo partidos liberais ou social-democratas. 

A propaganda burguesa sobre a acquis communautaire da UE é desmentida pela realidade capitalista do alto desemprego, do subemprego e da pobreza, da intensificação do trabalho, etc. 

O governo SYRIZA-ANEL também está a seguir uma política externa muito perigosa. Está a promover os interesses dos monopólios, envolvendo sistematicamente o país nos planos imperialistas, com a política para o "reforço geoestratégico da Grécia" como seu veículo. 

Proporciona bases militares para as necessidades agressivas dos EUA e da NATO nas guerras na Síria, na Líbia e no Iraque. Mantém forças militares nas missões imperialistas no estrangeiro; desenvolve cooperação militar alargada com Israel; convidou forças da NATO para o Mar Egeu; participa na implementação das recentes decisões extremamente perigosas da Cimeira da NATO em Varsóvia. 

As guerras imperialistas arrancaram de casa milhões de refugiados e imigrantes e encurralaram milhares de famílias de pessoas perseguidas na Grécia, que estão a viver em condições miseráveis. Têm outros países europeus como destino. Nestas condições, o KKE mantém uma posição baseada em princípios internacionalistas, combate as guerras imperialistas, condena as políticas repressivas da UE, posiciona-se do lado dos refugiados e imigrantes, contribui para a organização da solidariedade dos povos, combate o racismo, a xenofobia e a organização fascista criminosa da "Aurora Dourada". 

Mais uma vez, a experiência da linha política antipopular do SYRIZA confirmou que os chamados governos de esquerda-social-democratas são a opção do capital para o "trabalho sujo", para implementar as políticas que servem os interesses dos monopólios e assimilam o movimento operário-popular para os seus objetivos. 

Ficou demonstrado, pelo exemplo do SYRIZA e por muitos outros exemplos, que os alegados "governos de esquerda" são um aparelho para a gestão e a reprodução da exploração capitalista, para alimentar ilusões sobre a humanização do capitalismo e uma perigosa expectativa de que os problemas do povo podem ser resolvidos, as necessidades populares podem ser satisfeitas nas condições de exploração capitalista. 


A experiência demonstra que estes governos impedem o verdadeiro radicalismo da classe trabalhadora. Vão à falência devido à sua linha política antipopular aos olhos do povo. Reforçam as opiniões de que "são todos iguais", a sua linha política fortalece as forças conservadoras e leva ao regresso de governos de direita. 

Os exemplos de governos de "esquerda" na Europa, assim como nos países da América Latina, conformam esta avaliação.

Os PC que participam nos governos de gestão burguesa, ou os apoiam, fornecem um álibi à social-democracia. A sua postura é usada, de muitas formas, para encurralar a classe trabalhadora no enquadramento da gestão capitalista, para reduzir as exigências da população e atrasar a luta anticapitalista. 

Os PC, que apoiaram ou ainda apoiam o SYRIZA, assumem graves responsabilidades. A sua postura é usada para ataque ao nosso povo e é dirigida contra a luta do KKE e do movimento de classes. 

O KKE sempre defendeu o princípio do internacionalismo operário de forma muito responsável. Apoia a luta da classe operária contra o capital e o capitalismo. Exprime a sua solidariedade internacionalista com os povos da América Latina, da Ásia, de África, com os povos de todos os cantos do mundo. 

Hoje, podemos retirar conclusões importantes quanto à posição de princípio que o KKE manteve, denunciando o papel da nova social-democracia, realçando o perigo e a corrosão que representa para um partido comunista participar num governo de gestão burguesa. 


O KKE está na linha da frente duma luta difícil e tenta, diariamente, reforçar as suas ligações com a classe operária, os agricultores pobres, os trabalhadores urbanos por conta própria, as mulheres e os jovens das famílias populares. 

As organizações do partido, a organizações da Juventude Comunista (KNE) desenvolvem constante atividade ideológico-política, travam lutas nas fábricas, nos locais de trabalho e nos bairros populares para organizar a luta operário-popular. Dedicam-se em especial à criação do partido nas fábricas, em setores da economia estrategicamente importantes. Confrontam-se com as suas fraquezas e deficiências. 

As forças do partido, os amigos do partido, o KNE e seus amigos organizaram centenas de eventos de massas para o 100.º aniversário do KKE que terá lugar em 2018, foram organizados eventos muito importantes para o 70º aniversário da fundação do "Exército Democrático da Grécia" (DSE) e da sua heroica luta durante os confrontos contra a classe burguesa, o imperialismo britânico e norte-americano na guerra civil, na grandiosa luta armada de 1946-1949. 

Os homens e mulheres comunistas apoiam as lutas da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), o movimento de classe em que participam dezenas de federações, centros operários e centenas de sindicatos e comissões de luta, milhares de sindicalistas. 

Há uma iniciativa particularmente importante das forças de classe, através da qual centenas de organizações sindicais estão a organizar a sua luta para abolir medidas anti-operárias, por acordos coletivos de trabalho satisfatórios, pela recuperação das perdas que os trabalhadores sofreram durante a crise. 

Os homens e mulheres comunistas estão a desempenhar o papel dirigente na luta dos agricultores pobres e médios, dos trabalhadores urbanos por conta própria, dos jovens e das mulheres. 

Uma questão básica é que a luta político-ideológica e a luta de massas se dirijam contra o inimigo real, a classe burguesa e o seu estado, e não se limitem a ter como alvo dos partidos e governos burgueses, a fim de contribuir para o desenvolvimento da consciência de classe. 

Através da luta diária, das greves, das manifestações, das ocupações, das dezenas de mobilizações multifacetadas, o movimento de classe mede os resultados em termos da organização da classe trabalhadora. Contribui para o aumento do nível das exigências dos trabalhadores, para fortalecer a frente contra o capital e a linha política antipopular do governo e de outras forças burguesas e para reforçar o confronto contra um sindicalismo dominado pelo governo-patronato e a perigosa noção no que se refere à colaboração de classes e ao consenso entre exploradores e explorados. 

Os homens e mulheres comunistas lutam para reagrupar o movimento operário, a fim de fortalecer a linha da luta de classes, para dar características de massa aos sindicatos e para adquirir bases fortes nos locais de trabalho, a fim de intensificar a luta com uma linha e reivindicações ligadas às necessidades contemporâneas dos trabalhadores e da população, para alterar a correlação de forças. 

Um forte movimento operário será o cerne duma grande aliança social e popular da classe operária, dos pobres e médios agricultores, dos trabalhadores urbanos por conta própria. Uma aliança que reunirá e mobilizará forças organizadas, intervirá decisivamente nas lutas diárias com uma direção anti-monopolista e anticapitalista, com o objetivo de derrotar a barbárie capitalista e a conquista do poder pelos trabalhadores. 


O povo grego libertar-se-á das algemas da exploração capitalista e dos sindicatos imperialistas, quando a classe operária, em conjunto com os seus aliados, realize a revolução socialista e prossiga na construção do socialismo-comunismo. 

A mudança revolucionária na Grécia será socialista. É necessário objetivamente. O facto de a correlação de forças ser hoje negativa e haver um atraso no fator subjetivo não altera o caráter da revolução. 

As forças motrizes da revolução socialista serão a classe operária, enquanto força dirigente, os semi proletários, os estratos populares urbanos oprimidos dos trabalhadores por conta própria e os agricultores pobres. 

O KKE, em condições não revolucionárias, dedica as suas forças à preparação do fator subjetivo, para poder corresponder aos seus deveres históricos, quando se criar uma situação revolucionária – quando os que estão no topo não consigam continuar a governar como antigamente e quando os que estão em baixo deixarem de lhes estar sujeitos, etc. 

As opiniões (no interior do movimento comunista internacional) que subestimam a linha de luta anti-monopolista e anticapitalista e a necessidade de uma preparação abrangente para o derrube do capital não têm em conta o potencial dos desenvolvimentos para agudizar-se e o de uma situação revolucionária para se manifestar, e que, enquanto fenômeno objetivo, pode ser criada numa situação de crise capitalista e guerra imperialista. 

Temos que aprender com a experiência histórica que demonstrou que os PC não se encontravam preparados para as condições da escalada da luta de classes e não conseguiram cumprir as suas tarefas históricas.


É bem conhecido que o movimento comunista enfrenta uma crise político-ideológica e organizativa, está gravemente afetado pela contrarrevolução e o oportunismo tem uma importante influência nas suas fileiras. 

Depois da restauração capitalista na União Soviética e nos estados de construção socialista na Europa de Leste e Central, a dominância das relações capitalistas de produção na China, o reforço das relações capitalistas no Vietnan e em Cuba, as condições na República Popular da Coreia, a situação do movimento comunista internacional deteriorou-se. 

Nestas condições, a luta para o reagrupamento do movimento comunista internacional é uma tarefa de importância decisiva e o KKE considera que é necessário iniciar uma discussão sobre os graves problemas de estratégia-tática, dado que qualquer atraso piora a situação e representa graves perigos. 

Primeiro, 
a questão do imperialismo deve ser considerada pelos comunistas, pois é um ponto de análise mais genérico. 

A posição leninista refere-se ao facto de que o imperialismo é a fase mais elevada do capitalismo, no contexto de que está formado o domínio dos monopólios e do capital financeiro e que a exportação de capital adquiriu uma importância particular. Neste enquadramento, há uma luta entre os diversos monopólios e estados capitalistas sobre a divisão dos mercados. 

A posição que limita o imperialismo à agressiva política externa dos EUA ou de outros poderosos estados capitalistas não toma em consideração a base econômico do sistema, na nossa época, os monopólios e as grandes sociedades anônimas que se desenvolveram e se estão a desenvolver em todos os países. 

Cremos que esta posição não considera o sistema imperialista (capitalista) em todas as suas dimensões. Os estados capitalistas são as suas ligações, os quais têm diferenças entre si devido ao desenvolvimento desigual e cada um deles tem uma posição diferente no sistema, com relações de interdependência desigual de acordo com a sua força econômica, militar e política. 

Segundo, estamos interessados na questão relacionadas com o caráter da nossa era e o caráter da revolução. Esta é uma questão de importância decisiva. 

Vivemos no século XXI, o poder burguês derrubou o feudalismo há muitos séculos. O capitalismo evoluiu e, na sua fase imperialista, levou a uma importante socialização da produção e da mão-de-obra, cujos frutos são colhidos hoje pela classe burguesa. 

As principais empresas monopolistas têm bases e redes por todo o planeta, as ciências, a tecnologia, muitas formas de infraestruturas evoluíram. 

É inegável que as pré-condições materiais amadureceram, o que determina o caráter da nossa era como a da passagem do capitalismo ao socialismo. Isto é algo que é mais necessário e atempado do que nunca para a classe operária, para os estratos populares, para o futuro da juventude. 

A grande Revolução Socialista de Outubro, que fará 100 ano em 2017, mostra-nos o caminho. 
Uma revolução socialista no início do século XX num país agrícola atrasado, em que o desenvolvimento do capitalismo criou as pré-condições materiais para a construção da nova sociedade socialista, que deu ímpeto ao desenvolvimento das forças produtivas. 

A contra-revolução e a mudança negativa na correlação de forças não alteram o facto de que foi construído o socialismo, e não altera o caráter da nossa era, que foi inaugurada pela Revolução de Outubro, como a era da passagem do capitalismo para o socialismo. Intensificaram-se as condições que sublinham a exaustão dos limites históricos do capitalismo (crises, guerras, desemprego, pobreza, etc) e o caráter socialista da revolução exprime a necessidade urgente de resolver as contradições básicas do sistema, entre o capital e a força de trabalho. 

O capitalismo gerou o seu coveiro, a classe operária é a classe dirigente da sociedade e o caráter socialista da revolução coloca especificamente a questão de que esta classe tem que lutar pelo poder e conquistá-lo. 


Em muitas ocasiões, faz-se referência à posição de Lenine sobre a "ditadura revolucionária-democrática do proletariado e do campesinato" a fim de substanciar a opinião obsoleta sobre etapas intermediárias, mas deve esclarecer-se que esta posição correspondia às condições da Rússia czarista durante a revolução de 1905, enquanto que, depois do derrube da autocracia, o partido bolchevique avançou e trabalhou nos sovietes com o objetivo da conquista revolucionária do poder pelos operários, a ditadura do proletariado (Teses de Abril, 1917). 

Por consequência, a celebração do 100º aniversário da grande Revolução Socialista de Outubro tem que dar ímpeto ao exame da estratégia dos PC, para poder ser adaptada às necessidades da nossa era, na direção leninista que exprimia a força da revolução bolchevique e, como Lenine sublinhou "a abolição do capitalismo e dos seus vestígios e a instituição dos fundamentos da ordem comunista englobam o conteúdo da nova era da história mundial que se instaurou". (Lenine, Obras Escolhidas, volume 31, "Sobre a luta do Partido Socialista Italiano) 

Terceiro, 
os estados capitalistas participam em alianças imperialistas para servirem eficazmente os interesses das classes burguesas na competição capitalista internacional, para sustentar o poder do capital e lidar com o movimento operário de forma coordenada. 

Estas alianças entre estados não podem negar a organização do nação-estado e as contradições inter-imperialistas que ainda se manifestam também dentro das próprias alianças, visto que cada estado capitalista funciona na base de defender os interesses dos seus monopólios. 

O KKE tem grande experiência na luta contra a OTAN, o braço armado do imperialismo contra os povos. 

O nosso partido há muitos anos que luta contra a União Europeia, a aliança imperialista entre estados que exprime os interesses dos monopólios europeus contra a classe trabalhadora, os agricultores pobres e outros estratos populares da Europa, um facto que denuncia as forças da social-democracia e do oportunismo que embelezam o caráter imperialista da UE, como faz o Partido de Esquerda Europeu (PEE). 


O KKE, por ocasião do referendo na Grã-Bretanha e do Brexit, divulgou a sua posição que sublinha as contradições internas na UE, a desigualdade das suas economias e a luta entre os centros imperialistas, que se agudizaram nas condições da recessão econômica. 

As posições que propõem a mudança da divisa ou uma saída da UE no enquadramento do capitalismo não podem servir objetivamente os interesses dos trabalhadores e do povo. Pelo contrário, levam à perpetuação do regime de exploração do homem pelo homem; o poder mantém-se nas mãos da classe burguesa, os meios de produção mantêm-se sob a posse capitalista. 

O nosso partido defende que a necessária condenação da UE e da OTAN, para que seja eficaz a luta pela libertação de cada país das organizações imperialistas, tem que estar ligada ao necessário derrube do poder do capital pelo poder dos trabalhadores e povos. A aliança social da classe operária e dos outros estratos populares, o reagrupamento e fortalecimento do movimento comunista internacional são pré-condições para abrir caminho para esta proposta de esperança. 

As alianças entre estados não se limitam à OTAN e à UE nas condições atuais. 

Ao lado delas, temos, por exemplo, os BRICS, a Organização de Cooperação de Xangai, a Organização do Tratado de Segurança Coletiva, as uniões entre estados na América Latina, etc. As diferenças que existem decorrem da posição que os estados capitalistas possuem no sistema imperialista e dos objetivos das classes burguesas. Contudo, há uma base comum que é determinada pelo facto de que os estados capitalistas, que representam os interesses dos monopólios, participam nestas alianças entre estados. 


Esta é a base das contradições dentro da UE ou entre os EUA e a UE, conforme se demonstra por uma série de factos, como a gestão da crise e da dívida capitalista, as negociações sobre o TTIP antipopular, etc, ou pelas contradições que se manifestaram em regiões da Ásia do Pacífico. 

O nosso partido acompanha muito cuidadosamente a evolução no Mar do Sul da China, uma região que é uma importante passagem para a navegação internacional, é rica em peixe e também é rica em recursos energéticos. Importantes interesses monopolistas, tanto desta região como de regiões mais distantes (como se demonstra pelo permanente envolvimento e "interesse" dos EUA) concentraram-se na exploração destas enormes riquezas. O nosso partido acredita que os problemas de diferenças territoriais entre estados (por ex., quanto ao estabelecimento de Zonas Econômicas Exclusivas e outras), com a intervenção também dos movimentos populares, devem ser resolvidos pacificamente na base do direito marítimo internacional e através de negociações e decisões multilaterais, quando estiverem envolvidos muitos países numa questão específica. 

Nos últimos anos, o chamado mundo "multipolar" tem sido propagandeado como um desenvolvimento pró-popular, mas esta questão tem que ser examinada mais atentamente, porque, na essência, é formado por "polos" capitalistas, que se formaram para defender os interesses das grandes empresas. É uma expressão das contradições inter-imperialistas. 

As tarefas dos PC é avançarem e abrirem um caminho para os povos a fim de que eles não sigam as bandeiras de qualquer classe burguesa, de qualquer aliança imperialista, para que desenvolvam a sua luta em linha com os seus interesses e necessidades. 

Quarto, 
os últimos anos foram marcados pelas intervenções e guerras da OTAN, dos EUA e da UE na Iugoslávia, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria, na Ucrânia e em estados africanos. 

Um traço característico das intervenções e guerras imperialistas é o uso de uma série de pretextos, entre os quais estão a luta contra o terrorismo, a organização criminosa do Estado Islâmico e outras organizações semelhantes, que são na verdade criações imperialistas e apoiadas pelos EUA, pelos fortes estados da UE, pela Turquia, pelo Qatar e pela Arábia Saudita, a fim de promoverem os seus interesses no Médio Oriente, no Norte de África e numa região mais vasta. 

Temos o dever de sublinhar as verdadeiras causas das guerras. Essas causas encontram-se nas contradições inter-imperialistas e na competição que se manifesta por todo o planeta entre os EUA, a OTAN, a UE, a Rússia, a China, outros estados capitalistas, pelos recursos energéticos e pelas vias de transporte, pelas regiões estrategicamente importantes e pelas rotas marítimas, pelo controlo dos mercados. 


O Médio Oriente, o Norte de África, o Sahel, o mar Cáspio, o Golfo Pérsico, os Balcãs, o Mar Negro, o Mar do Sul da China e o Ártico são arenas particularmente importantes das contradições imperialistas. 

A NATO está a transferir forças militares significativas para bases militares e a criar novas bases nos países da Europa Central e de Leste. A Romênia e a Polônia são os centros para a instalação do sistema de mísseis norte-americanos visando a Rússia. Mais de 60% da Marinha norte-americana passou para a região do Pacífico. 

O perigo de conflitos regionais generalizados está a aumentar. Preocupamo-nos mesmo com a possibilidade duma guerra imperialista generalizada. 

O movimento comunista enfrenta importantes tarefas e tem que alargar a discussão sobre a posição dos comunistas contra as guerras imperialistas, para especificar os critérios e o importante papel das justas guerras revolucionárias. 

O KKE dá a sua contribuição para a organização da luta contra as intervenções e as guerras imperialistas, contra o envolvimento dos governos gregos, a favor da retirada das forças militares gregas das missões imperialistas, a favor do encerramento das bases euro-atlânticas. 

O nosso partido defende que a luta pela defesa das fronteiras, pelos direitos soberanos da Grécia, na perspectiva da classe operária e dos estratos populares está inextricavelmente ligada à luta pelo derrube do poder do capital. De qualquer modo, seja qual for a forma de participação que a Grécia assuma numa guerra imperialista, o KKE tem que estar preparado para liderar a organização independente da resistência operária-popular e ligá-la à luta pela derrota da classe burguesa, tanto a nacional como a estrangeira, enquanto invasora. 

Quinto, 
o KKE, no enquadramento do seu longo estudo relativo à análise das causas e fatores que levaram ao derrube do socialismo, concluiu que a contra-revolução na URSS proveio "do interior e de cima", em resultado da mutação oportunista do PC e da correspondente direção política do poder soviético, num ambiente de intervenções multifacetadas do imperialismo, que levaram ao desenvolvimento do oportunismo e da sua evolução para uma força contra-revolucionária. 

O derrube do socialismo esteve relacionado com o uso de instrumentos capitalistas a fim de lidar com problemas da construção socialista. 

A construção socialista começa com a conquista revolucionária do poder pela classe operária e o modo comunista de produção cria-se através da socialização dos meios de produção concentrados, do planeamento central, da formação de instituições sob o controlo operário. 

A luta de classes da classe operária continua noutras condições e com outras formas, tanto no período em que se instalam as fundações da nova sociedade como durante o desenvolvimento do socialismo, numa luta permanente para erradicar todas as formas de propriedade de grupo e privadas, para alargar a propriedade social e fortalecer o planeamento central, as relações comunistas de produção. 

É nossa convicção inabalável que as posições que falam de diversos "modelos de socialismo" em nome de especificidades nacionais, não funcionam dentro do enquadramento dos princípios do socialismo científico e das leis da construção socialista. 

Infelizmente, isto não está relacionado apenas com a moldura pequeno-burguesa/social-democrata do chamado socialismo do século XXI, que alimenta ilusões quanto à humanização do capitalismo e perpetua o poder burguês e a exploração capitalista, conforme demonstrado pelos desenvolvimentos, por exemplo, na América Latina. 

O problema é mais profundo. 

Há uma tentativa de substituir a necessidade da revolução socialista pela via do parlamentarismo burguês, com o veículo da gestão de "governos de esquerda". Um sistema de economia mista com empresas capitalistas substitui a socialização dos meios de produção. A intervenção do estado para regulamentar o mercado capitalista substitui o planeamento central. 


Estas posições nada têm a ver com os restos do antigo sistema (capitalista) na nova economia socialista, ou com a pequena produção de mercadorias que pode continuar a existir por algum tempo (e é uma força para a manutenção ou ressurgimento do capitalismo), mas estão relacionadas com uma linha política específica que se afasta das leis do socialismo – encabeçada pela perigosa posição que diz que o socialismo pode ser construído na presença de empresas capitalistas e do capital, que é uma relação social de exploração.

A grande Revolução Socialista de Outubro é um marco histórico, uma magnífica criação da classe operária, da luta de classes. 

O socialismo que foi construído no século XX, apesar das fraquezas, dos erros, das influências oportunistas e dos desvios, caracteriza-se pelo feito histórico da abolição da exploração do homem pelo homem, graças ao poder operário, à socialização dos meios de produção, do planeamento central e do controlo operário, à participação de milhões de trabalhadores na construção da nova sociedade. 


As principais vantagens do socialismo encontram-se na eliminação do desemprego e da salvaguarda planeada do trabalho para toda a gente, no alto nível do ensino livre e dos cuidados de saúde, na coexistência de diferentes nacionalidades, no apoio da luta dos povos contra a agressão e as guerras imperialistas, na abolição do colonialismo e muito mais coisas. 

O poder operário na União Soviética e os sacrifícios do povo soviético deixaram a sua marca na vitória contra o eixo fascista na II Guerra Mundial. 

A contribuição histórica do socialismo para o progresso social, assim como o estudo das verdadeiras causas que levaram ao seu derrube, deve motivar os PC, os comunistas de todo o mundo, a fim de elevar o nível de exigências e responder decisivamente às forças da reação anticomunista e do oportunismo que aplaudiram e apoiaram a contra-revolução, como fizeram as forças que, posteriormente, fundaram o Partido da Esquerda Europeia (PEE) e outras redes semelhantes. 

Os comunistas acreditam na força da classe operária, na luta de classes que é a força motriz do desenvolvimento social e que o caráter internacional da luta de classes exige que façamos os maiores esforços possíveis e formemos as bases para adquirir unidade programático-ideológica e uma estratégia revolucionária unida em conflito com o capital e o sistema de exploração. 

As dificuldades da nossa luta são muitas. A pressão burguesa e oportunista é forte. Mas os comunistas estão obrigados a demonstrar grande resistência e determinação na defesa da perspectiva marxista-leninista, para desempenhar um papel de liderança todos os dias nas lutas operárias-populares, na luta antimonopólios-anticapitalista, para tentar conseguir a ligação em todas as condições entre as atividades diárias e a luta pelo poder operário revolucionário. 


O KKE, com o sentido da responsabilidade internacionalista, desempenhou um papel de liderança no início dos Encontros Internacionais de Partidos Comunistas e Operários (EIPCO), contribuiu e contribui para manter o seu caráter como local de encontro para os PC, em oposição a posições que visam a participação de formações social-democratas que são etiquetadas como sendo "anti-imperialistas", "de esquerda", ou forças "progressistas". 

O nosso partido clarificou, já há muito, que o que é útil hoje é uma substancial troca de opiniões no interior dos EIPCO, a análise ideológico-política e o debate de questões fundamentais de estratégia-tática, assim como a atividade comum que podemos desenvolver pelos interesses e direitos da classe operária. 

O KKE dedicará todas as suas forças nesta direção e, ao mesmo tempo, continuará, em conjunto com dezenas de outros PC, os esforços para coordenar a sua atividade de muitas formas, na Europa, nos Balcãs, numa região mais alargada e apoiará ainda mais os passos sérios que têm sido dados com a formação da Iniciativa Comunista Europeia, em que um número significativo de partidos comunistas e operários da Europa participam, com a publicação da Revista Comunista Internacional, que estuda questões teóricas contemporâneas. 

Hanoi, 28-30/outubro/2016
[*] Membro da Comissão Política do CC do KKE. Discurso no 18º Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, sob o tema "Estratégia e Tática na luta pela paz. Pelos direitos dos trabalhadores e dos povos, pelo socialismo". 

A versão em inglês encontra-se em inter.kke.gr/... . Tradução de Margarida Ferreira. 


Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .

Somos todos MST

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O Comitê de solidariedade à luta do povo palestino do Rio de Janeiro repudia a invasão da Polícia Civil de São Paulo, ocorrida no dia 04 de novembro, à Escola Florestan Fernandes que resultou na prisão de dois militantes do MST.
Queremos afirmar nossa solidariedade ao MST e aos seus militantes e deplorar  todo  e qualquer ato de violência do Estado contra os movimentos sociais. Estamos todos juntos na luta e na resistência!
Contra a Criminalização dos Movimento Sociais!
Ocupar e Resistir!
A Palestina é aqui e agora!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Turquia envolvida no tráfico de órgãos para Israel

Rede ilícita e internacional de tráfico de órgãos humanos continua a operar com impunidade na atualidade!

O tráfico ilegal de órgãos se realiza  internacionalmente para evitar as autoridades; e os países  em guerra ou  aqueles de pobreza extrema são os locais ideais para se obter a matéria-prima desse tenebroso e sádico negócio:  as pessoas vivas para serem espedaçadas. Aftonbladet, um importante jornal sueco, publicou a história de Bilal Ahmed Ghanem, um palestino morto em Gaza por soldados israelenses. Uma testemunha, Donald Boström , contou  que o corpo foi sequestrado por soldados israelenses e devolvido horas depois com um corte longo costurado no abdômen. Outras 20 famílias relataram  para Bostrom como os corpos de seus filhos foram devolvidos ao território, sem órgãos.
O autor e professor ucraniana, Vyacheslav Gudin, afirma que há uma conspiração para importar as crianças do país e colher os seus órgãos em Tel Aviv. Descobriu-se que Israel levou 25.000 crianças dos territórios ocupados da Ucrânia entre 2007 e 2009. O Professor  Gudin conta em uma conferência que  se realizou uma pesquisa aprofundada e exaustiva busca e foram  encontradas 15 crianças que haviam  sido adotadas por centros médicos israelenses para serem usados como peças de reposição.
Em 2009, se realizaram a  prisão de 44 judeus em Nova York e Jersey, incluindo vários rabinos importantes e todos eles  membros das comunidades  judaicas. No mesmo ano, a  Interpol informou  sobre um grupo judaico que seqüestrou crianças na Argélia para o tráfico de órgãos. As crianças foram vendidas para israelenses e judeus americanos na cidade marroquina de Oujda para colher órgãos em Israel. Mustafa Khayatti, chefe do Comitê argelino de investigação da Saúde, afirma que as 44 prisões em Nova York e Jersey estão relacionados com o caso da Argélia.
Atualmente, o tráfico de órgãos começa na Síria , através da Turquia para terminar em Israel. O modus operandi é feito através daELS (Exército Livre Sírio), que são responsáveis por levar os civis ou militares feridos ao hospital na Turquia - O ELS é uma formação militar financiada pelos Estados Unidos para derrubar o governo de Al-Assad- .  No hospital turco Mártir Kamal, os feridos são recebidos pelo  Dr. Murad Kozal um dos responsáveis por excisões de órgãos.

Postado:http://es.blastingnews.com/internacionales/2016/08/hospital-turco-involucrado-en-trafico-de-organos-para-israel-001033435.html
Ver
Fuente: Bermejo Fabian, Blasting News

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Israel é um dos principais patrocinadores dos grupos terroristas, em particular o Daesh

Miembros del grupo terrorista Daesh.

O orador das rezas das sexta-feiras da cidade sagrada iraquiana de Nayaf (sul), Seyed Sadr al-Din al-Qabbanji, acredita que o regime de Israel é um dos principais patrocinadores do grupo terrorista EIIL (Daesh, em árabe).
"O regime de Israel é o único (na região) que é imune aos atos violentos de Daesh, uma vez que este regime oferece todos os tipos de apoio para este grupo terrorista", disse o clérigo iraquiano durante as oração das sextas-feiras.
Além de alertar sobre o perigo que significa a expansão do grupo takfiri EIIL para a Líbia, exortou  os árabes à unidade e a cooperação  com o Iraque na luta contra o terrorismo.
O EIIL no  último domingo publicou um vídeo mostrando a decapitação de 21 cristãos coptas egípcios que haviam sido seqüestrados na cidade de Sirte, a leste da Líbia. Este novo ato selvagem dos membros do Daesh, mais uma vez chocou o mundo e provocou a ira internacional.
O grupo takfiri que opera, atualmente, no Iraque e na Síria cometem muitas ações terroristas e ameaçam conquistar várias partes do mundo nos próximos cinco anos, incluindo a Península Ibérica, os Estados da Península dos Balcãs, Médio Oriente, África Norte e grande parte da Ásia.
O rabino israelense Nir Ben Artzi afirmou em janeiro que o Daesh é um aliado do regime Tel Aviv e sua presença em alguns países do Oriente Médio ajuda os israelenses  atingir seus objetivos.
Antes dessa declaração,em setembro passado, o ministro israelita para assuntos militares, Moshe Yaalon, afirmou  que o EIIL não representa uma ameaça contra os interesses do regime de Tel Aviv.
Neste contexto, o site estadunidense Veterans Today revelou que o líder EIIL, Ibrahim al-Samarrai, recebeu treinamento militar dos serviços secretos do regime de Israel por dois anos.

Para completar o quadro,  as revelações feitas o ano passado o ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos  (NSA, por sua sigla em Inglês) Edward Snowden puseram  em evidência que o EIIL (DAESH)  fora  criado mediante um esforço conjunto dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, o Reino Unido e o regime israelense.

 HNB / ANZ / mrk
http://www.hispantv.com/noticias/irak/21184/israel-principales-patrocinadores-daesh

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Damasco: Os terroristas recebem armas dos EUA em Alepo

Integrantes de un grupo terrorista en Siria.
grupo de mercenários do imperialismo sionista na Síria e suas armas dos EUA
O governo sírio denuncia que os terroristas baseados no leste de Alepo continuam recebendo armas produzidas nos EUA.
 

Isto foi afirmado na quarta-feira pelo representante permanente de Damasco na ONU, Bashar al-Yafari, em reunião realizada no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) sobre a situação na cidade do norte da Síria, Aleppo.

Depois de se referir à ofensiva lançada por tropas sírias contra os terroristas em Alepo oriental, o diplomata sírio acusou de "hipócritas" os governos dos países ocidentais que criticam a operação de Alepo, enquanto apiam a campanha militar da cidade Mosul, norte do Iraque.

" Por que apoiam as operações militares em Mosul, mas ao mesmo tempo, tentam dificultar a ofensiva em Alepo ? Por que criaram corredores humanitários para a saída dos terroristas do Daesh (sigla em árabe do EIIL) com destino a Al Raqa, cidade Síria, mas rechaçam a criação do mesmo para a evacuação dos terroristas que atuam em Alepo oriental? " , acrescentou. 



Al-Yafari  revelou que ambas as ofensivas têm o mesmo objetivo, que é " combater os grupos armados como o EIIL".
O representante da República Síria na  ONU rebateu as acusações sobre um suposto bombardeio de civis pelo exército sírio. "O governo sírio não bombardear civis. Eles são o nosso próprio povo. Nosso exercito árabe  não mata civis, nem bombardeia comboios humanitários. Tudo isso  que fazem os terroristas , "disse ele.
Referindo-se as ameaças de  Washington de por em marcha um plano B militar, Al-Yafari deu a entender que os EUA  " nunca tiveram um plano A para mudar para um plano B, Washington tinha um plano B, nunca elaborou o plano A".


" EUA e seus aliados simplificam o problema em vez de realmente tentar resolve-lo. Não necessitamos simplificar as coisas: o conflito na Síria tem uma dimensão bastante geopolítica. É assim que Moscou compreendeu desde o início, dessa forma que Pequim também entendeu  desde o início e foi dessa forma que Teerã compreendeu desde o início ".
Em sua opinião, o conflito que aflige o país árabe desde 2011, é uma "guerra terrorista imposta aos sírios", uma guerra que tem  por trás o apoio dos "países ocidentais (EUA, INGLATERRA , FRANÇA) assim como da Turquia, Qatar e Arábia Saudita ."
cb / RHA / BHR / MSF
Postado: http://www.hispantv.com/noticias/siria/312456/terroristas-reciben-armas-eeuu-batalla-alepo