segunda-feira, 12 de setembro de 2016

DO 10 DE SETEMBRO DE 2001 AOS DIAS DE HOJE ...

. 15 anos de crimes

Os Estados Unidos e os seus aliados comemoram os 15 anos do 11-de-Setembro. Para Thierry Meyssan é a ocasião de fazer o ponto sobre a política de Washington desde essa data ; um balanço particularmente sombrio. Das duas uma, ou a versão dos atentados pela Casa Branca é autêntica, e neste caso a sua resposta aos ataques é particularmente contraproducente ; ou ela é falsa, e neste caso eles conseguiram pilhar o Mundo Árabe.
Por Thierry Meyssan
   
    Há 15 anos atrás nos Estados Unidos, a 11 de Setembro de 2001, «o plano de continuidade de governo» foi ativado, por volta das 10 h da manhã, pelo coordenador nacional para a segurança, a protecção de infra-estruturas e o contra-terrorismo, Richard Clarke [1]. Segundo ele, tratava-se de responder à situação excepcional de dois aviões que tinham atingido o World Trade Center de Nova Iorque, e de um terceiro que teria atingido o Pentágono. No entanto, este plano só devia ser utilizado em caso de destruição das instituições democráticas, por um ataque nuclear por exemplo. Jamais havia sido considerado activá-lo enquanto o Presidente, o Vice-presidente e os Presidentes das Assembleias estivessem vivos e aptos a exercer as suas funções.
A activação deste plano transferiu os poderes do presidente dos Estados Unidos para uma autoridade militar alternativa, colocada em Mount Weather [2]. Esta autoridade só restituiu as suas funções ao Presidente George W. Bush Jr no final do dia. Até hoje, a composição desta autoridade e as decisões que ela pôde tomar permaneceram secretas.
Tendo o Presidente sido removido das suas funções durante cerca de dez horas, a 11 de Setembro de 2001, em violação da Constituição dos Estados Unidos, é tecnicamente correcto falar de «golpe de Estado». É claro, esta expressão choca porque se trata dos Estados Unidos, porque isto teve lugar em circunstâncias excepcionais, porque a autoridade militar nunca o reivindicou, e porque ela retornou o poder sem causar problemas ao presidente constitucional. Mas, nem por isso deixa de ser, stricto sensu, um «golpe de Estado».
Numa célebre obra, publicada em 1968, mas reeditada e tornada no livro de cabeceira dos neo-conservadores durante a campanha eleitoral de 2000, o historiador Edward Luttwak explicava que um golpe de Estado é tanto mais conseguido quando ninguém se dá conta que ele ocorreu, e, portanto, não se lhe opõe. [3].
Seis meses após estes acontecimentos, eu publicava um livro sobre as consequências políticas deste dia [4]. Os média (mídia-br) interessaram-se apenas pelos quatro primeiros capítulos, nos quais eu demonstrava a impossibilidade da versão oficial destes acontecimentos. Fui muito criticado por não apresentar a minha própria versão desse dia, mas não o fiz e continuo ainda hoje com mais perguntas do que respostas a propósito.
Seja como for, os 15 anos passados esclarecem-nos sobre o que aconteceu naquele dia.

Desde o 11-de-Setembro, o Estado Federal  está fora da Constituição

Em primeiro lugar, muito embora algumas disposições tenham sido momentaneamente suspensas em 2015, os Estados Unidos continuam a viver sob o império do USA Patriot Act (Lei Patriota-ndT). Adoptado de urgência, 45 dias após o golpe de Estado, este texto constitui uma resposta ao terrorismo. Tendo em conta o seu volume, seria mais apropriado falar de Código antiterrorista que de simples lei. Este texto fora preparado durante os dois anos anteriores, pela Federalist Society. Apenas 4 parlamentares a ele se opuseram.
Este texto suspende as limitações constitucionais, formuladas pelo «Bill of rights» (Declaração de Direitos) —quer dizer as primeiras 10 emendas da Constituição—, para todas as iniciativas do Estado visando combater o terrorismo. É o princípio do Estado de Emergência Permanente. O Estado federal pode assim praticar a tortura fora de seu território e espiar maciçamente a sua população. Ao fim de quinze anos destas práticas, não é mais tecnicamente possível aos Estados Unidos apresentar-se como um «Estado de Direito».
Para aplicar o Patriot Act, o Estado Federal primeiro criou um novo departamento, a Segurança da Pátria (Homeland Security). O título deste departamento é tão chocante que é traduzido pelo mundo fora como «Segurança Interna», o que é falso. Depois, o Estado Federal dotou-se de um conjunto de polícias políticas que, segundo um vasto estudo do Washington Post em 2010, empregava, à época, pelo menos 850. 000 novos funcionários para espiar 315 milhões de habitantes [5].
A grande inovação institucional deste período é a releitura da separação de poderes. Até então, considerava-se no seguimento de Montesquieu que esta permitia manter um equilíbrio entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, indispensável ao bom funcionamento e à preservação da democracia. Os Estados Unidos podiam orgulhar-se de ser o único Estado no mundo a colocá-lo estritamente em prática. Agora, pelo contrário, a separação de poderes significa que o Legislativo e o Judiciário já não têm a capacidade de controlar o Executivo. Foi, aliás, em virtude desta nova interpretação que o Congresso não foi autorizado a debater as condições do golpe de 11-de- Setembro.
Contrariamente ao que escrevia em 2002, os Estados da Europa Ocidental têm resistido a esta evolução. Só há um ano e meio é que a França cedeu e adoptou o princípio do estado de emergência permanente, por ocasião do assassinato dos redactores do Charlie-Hebdo. Esta transformação interior vai a par com uma mudança radical de política externa.

Desde o 11-de-Setembro, o Estado Federal fora da Constituição pilhou o Mundo Árabe.

Nos dias que se seguiram, George W. Bush —de novo presidente dos Estados Unidos desde o 11-de-Setembro à noite— declarou à imprensa : «Esta cruzada, esta guerra contra o terrorismo, levará tempo» [6]. Muito embora ele tenha tido que apresentar as suas desculpas por se ter exprimido assim, a escolha das palavras pelo Presidente indicava claramente que o inimigo se reclamava do Islão e que esta guerra seria longa.
Efetivamente, pela primeira vez na sua história, os Estados Unidos estão em guerra ininterrupta desde há 15 anos. Eles definiram a sua Estratégia contra o terrorismo [7] que a União Europeia não tardou a copiar [8].
Ora, se as administrações norte-americanas sucessivas apresentaram esta guerra como uma perseguição do Afeganistão ao Iraque, do Iraque à África, ao Paquistão e às Filipinas, depois à Líbia e à Síria, o antigo Comandante supremo da OTAN, o General Wesley Clark, pelo contrário confirmou a existência de um plano de longo prazo. A 11-de- Setembro, os autores do golpe de Estado decidiram mudar todos os governos amigos do «Grande Oriente Médio» e fazer guerra aos sete governos que lhes resistiam nesta região. Esta ordem foi promulgada pelo Presidente Bush, quatro dias mais tarde, aquando de uma reunião em Camp David. Forçoso é constatar que este programa foi posto em prática e não está terminado.
Estas mudanças de regimes amigos por revoluções coloridas, e estas guerras contra os regimes que lhes resistiam, não tinham por fim conquistar estes países no sentido imperial clássico —Washington controlava já os seus aliados—, mas, sim, de os pilhar. Nesta região do mundo, particularmente no Levante, a exploração destes países chocava não só com a resistência das populações, mas também com a presença por todo o lado das ruínas de civilizações antigas. Não seria, pois, possível pilhar sem «partir os ovos».
Segundo o Presidente Bush, os atentados do 11-de-Setembro teriam sido perpetrados pela al-Qaida, o que era melhor justificava de ataque ao Afeganistão que a ruptura das negociações petrolíferas com os Talibãs, em Julho de 2001. A teoria de Bush foi desenvolvida pelo seu secretário de Estado, o General Colin Powell, o qual prometeu apresentar um relatório sobre esta questão perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Não só os Estados Unidos não tiveram tempo para redigir este relatório, no decurso dos 15 últimos anos, como a 4 de Junho último o ministro russo dos Negócios Estrangeiros (Relações Exteriores-br), Sergey Lavrov, dizia que o seu homólogo norte-americano lhe tinha pedido para não atacar os seus aliados da al-Qaida na Síria; uma declaração espantosa que não foi desmentida.
Num primeiro tempo, o Estado Federal fora da Constituição prosseguiu o seu plano mentindo descaradamente ao resto do mundo. Depois de ter prometido um relatório sobre o papel do Afeganistão no 11-de-Setembro, o mesmo Powell mentiu frase após frase, aquando de um longo discurso no Conselho de Segurança, visando ligar o governo iraquiano aos atentados e a acusá-lo de querer continuar com armas de destruição em massa [9].
O Estado Federal matou em alguns dias a maioria do exército iraquiano, pilhou os sete principais museus e queimou a Biblioteca Nacional [10]. Instalou no poder a Autoridade Provisória da Coligação, que não era um órgão da Coligação dos Estados contra o presidente Hussein, mas uma empresa privada, detida na sua maioria pela Kissinger Associates, decalcada no modelo da sinistra Companhia das Índias [11]. Durante um ano, esta companhia pilhou tudo que podia ser pilhado. Finalmente ele remeteu o poder a um governo iraquiano fantoche, mas, não sem antes o ter feito assinar que jamais pediria reparações, e que não contestaria, por um século, as leis comerciais leoninas redigidas pela Autoridade Provisória.
Em 15 anos, os Estados Unidos sacrificaram mais de 10. 000 dos seus cidadãos, enquanto a sua guerra fez mais de dois milhões de mortos no «Grande oriente Médio» [12]. Para destruir aqueles que eles designam como os seus inimigos despenderam mais de 3500 mil milhões (bilhões-br) de dólares [13]. E, anunciam que o massacre e a fraude vão continuar.
Estranhamente, esses milhares de milhões(bilhões) de dólares não tem enfraquecido economicamente os Estados Unidos. Trata-se de um investimento que lhes permitiu pilhar uma região inteira do mundo; de roubar por querer somas ainda muito maiores.
Em contraste com a retórica do 11-de-Setembro, a da guerra contra o terrorismo é lógica. Mas ela apoia-se numa quantidade de mentiras apresentadas como fatos verdadeiros. Por exemplo, tenta explicar-se a ligação entre o DAESH (E.I.) e a al-Qaida através de Abu Musab al-Zarqawi, ao qual o General Powell dedicara grande parte do seu discurso no Conselho de Segurança, em Fevereiro de 2003. Ora, o mesmo Powell admitiu ter mentido descaradamente aquando deste discurso e é impossível verificar o mínimo elemento da biografia de Zarqawi, segundo a CIA.
Se nós admitirmos que al-Qaida é a continuação da Legião árabe de Bin Laden, integrada como tropa suplente da Otan durante as guerras da Jugoslávia [14] e da Líbia, devemos igualmente admitir que a al-Qaida no Iraque, tornada em Estado Islâmico no Iraque, depois Daesh, é a sua continuação.
Sendo a pilhagem e a destruição do património histórico ilegais no Direito Internacional, o Estado Federal fora da Constituição sub-contratou primeiro as suas operações sujas a exércitos privados como a Blackwater [15]. Mas, a sua responsabilidade era ainda muito visível [16]. Assim, voltou a sub-contratar ao seu novo braço armado, os jiadistas. Agora, a pilhagem do petróleo —consumido no Ocidente— é imputável a estes extremistas, e a destruição do património ao seu fanatismo religioso.
Para entender a colaboração da OTAN e dos jiadistas, devemos perguntar-nos qual seria a influência dos Estados Unidos hoje em dia se não existissem os jiadistas. O mundo ter-se-ia tornado multipolar e Washington teria fechado a maior parte das suas bases militares no mundo. Os Estados Unidos teriam voltado a ser um poder entre os outros.
Esta colaboração da OTAN e dos jiadistas choca numerosos altos responsáveis norte-americanos como o General Carter Ham, comandante do AfriCom, o qual recusou, em 2011, trabalhar com a al-Qaida e teve que renunciar a comandar o ataque à Líbia; ou o general Michael T. Flynn, comandante da Defense Security Agency, o qual recusou caucionar a criação do Daesh e foi forçado à demissão em 2014 [17]. Ela tornou-se o verdadeiro tema da campanha eleitoral presidencial : de um lado, Hillary Clinton, membro da The Family («A Família»-ndT), a seita de chefes de Estado-Maior [18], pelo outro Donald Trump, aconselhado por Michael T. Flynn e 88 oficiais superiores [19].
Da mesma forma que durante a Guerra Fria Washington controlava os seus aliados europeus via «Os exércitos secretos da Otan», a Gládio [20], da mesma forma controla hoje o Médio-Oriente Alargado, o Cáucaso, o vale de Ferghana, e indo até ao Xinjiang, com a «Gládio B» [21].
15 anos depois, as sequelas do golpe de Estado do 11-de-Setembro não vêm, de forma alguma, de muçulmanos, ou do Povo norte-americano, mas daqueles que o perpetraram e dos seus aliados. São eles, quem tem banalizado a tortura, generalizado as execuções extra-judiciais em todo o mundo, enfraquecido as Nações Unidas, morto mais de dois milhões de pessoas, pilhado e destruído o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e a Síria.
Tradução Alva


[1] Against All Enemies, Inside America’s War on Terror («Contra Todos os Inimigos, Por Dentro da Guerra da América ao Terror»- ndT), Richard Clarke, Free Press, 2004. Ver o primeiro capítulo, «Evacuate the White House» (Evacuem a Casa Branca).
[2] A Pretext for War («Um Pretxto para a Guerra»-ndT), James Bamford, Anchor Books, 2004, ver o capítulo 4 «Site R».
[3] Coup d’État: A Practical Handbook («Golpe de Estado»- ndT), Edward Luttwak, Allen Lane, 1968. Luttwak formava com Richard Perle, Peter Wilson e Paul Wolfowitz os «Quatro mosqueteiros» de Dean Acheson.
[4] A Terrível Impostura, Thierry Meyssan, Frensii, Lisboa 2002. 
Uma Terrível Farsa, Thierry Meyssan, Usina do livro, São Paulo, 2002.
[5] Top Secret America : The Rise of the New American Security State(«América Top Secret : O Surgir do Novo Estado Securitário Americano»-ndT) Dana Priest & William M. Arkin, Little, Brown and Company, 2011.
[6] «A Fight vs. Evil, Bush and Cabinet Tell U.S.», Kenneth R. Bazinet, Daily News, September 17th, 2001.
[7] National Strategy for Combating Terrorism, The White House, February 2003.
[8] Estratégia europeia em matéria de segurança, Javier Solana, Conselho da união europeia, 12 de Dezembro de 2003.
[9] “Colin Powell Speech at the UN Security Council” («Discurso de Colin Powell no Conselho de Segurança da ONU»-ndT), Colin L. Powell, Voltaire Network, 11 February 2003.
[10] « Discours du directeur général de l’Unesco», Koïchiro Matsuura, 6 juin 2003, Réseau Voltaire, 6 juin 2003.
[11] The Coalition Provisional Authority (CPA): Origin, Characteristics, and Institutional Authorities, Congressional Research Service, L. Elaine Halchin, April 29, 2004.
[12] Body Count, Casualty Figures after 10 Years of the “War on Terror”(«Contagem de Mortos, Número de Baixas após 10 Anos da “Guerra ao Terror”»- ndT), Physicians for Social Responsibility (PSR), March 2015.
[13] The Three Trillion Dollar War («A Guerra dos 3 Triliões de Dólares»-ndT), Joseph Stiglitz & Linda Bilmes, W. W. Norton, 2008.
[14] Wie der Dschihad nach Europa Kam («Como a Jiade chegou à Europa«-ndT) Jürgen Elsässer, NP Verlag, 2005.
[15] Blackwater: The Rise of the World’s Most Powerful Mercenary Army, Jeremy Scahill, Avalon Publishing Group/Nation Books, 2007.
[16] The Powers of War and Peace: The Constitution and Foreign Affairs after 9 11, War by Other Means: An Insider’s Account of the War on Terror, John Yoo, University Of Chicago Press, Atlantic Monthly Press, 2006.
[17] DIA Declassified Report on ISIS, August 12, 2012.
[18] The Family: The Secret Fundamentalism at the Heart of American Power («A Família : O Fundamentalismo Secreto no Âmago do Poder Americano»-ndT), Jeff Sharlet, Harper, 2008.
[19] “Open Letter From Military Leaders Supporting Donald Trump”,Voltaire Network, 9 September 2016.
[20] Nato’s Secret Armies : Operation Gladio and Terrorism in Western Europe («Exércitos secretos da OTAN : Operação Gládio e o Terrorismo na Europa Ocidental»- ndT), Daniele Ganser, Frank Cass, 2004.
[21] Classified Woman, The Sibel Edmonds Story: A Memoir, Sibel D. Edmonds, SE 2012.

http://www.voltairenet.org/article193213.html

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O GOVERNO DA REPÚBLICA ÁRABE DA SÍRIA EXIGE QUE A ONU TOME MEDIDAS PUNITIVAS CONTRA OS PAÍSES E OS REGIMES APOIADORES E FINANCIADORES DO TERRORISMO CONTRA O POVO SÍRIO



 Carta da Síria à ONU


 
Conforme instruções do Governo da República Árabe da Síria, gostaria de coloca-los a par dos seis ataques terroristas, perpetrados pelos grupos terroristas armados, contra os civis das províncias de Tartous, Homs, Hasaka e zona rural de Damasco, nesta manhã de 05/09/2016:
            Com requintados atos de criminalidade, terrorismo e assassinato, grupos terroristas armados, apoiados pelo exterior para deflagrar a crise, que já dura quase seis anos, promoveram, sob a orientação de seus agenciadores e patrocinadores, uma explosão de um carro-bomba nas proximidades da ponte Azrouna, localizada na rodovia internacional da província de Tartous. Logo em seguida, um terrorista suicida acionou um cinto com explosivos em meio aos cidadãos que correram para ajudar as autoridades competentes a socorrer as vítimas do primeiro atentado. O saldo destes dois atentados foi de 30 vítimas fatais e 43 feridos, com graus variados de gravidade.
            Outro terrorista explodiu um carro-bomba, conduzido por ele, na entrada do Portal de Palmira, em Homs, tendo como consequência a morte de quatro cidadãos e o ferimento de outros dez, com graus variados de gravidade, além de produzir grandes danos materiais no patrimônio público e privado e na infraestrutura.
            Dois outros terroristas suicidaram-se, ao acionar cintos com explosivos, na estrada que leva a Saboura-Albajaa, localizado na zona rural de Damasco. A explosão resultou na morte de um cidadão e feriu outros três.
            Na cidade de Hasaka, um terrorista suicida explodiu uma moto-bomba na rotatória de Marsho, no centro da cidade, tendo como consequência a morte de cinco cidadãos e o ferimento de vários outros, além de danos materiais no local.
            Estes ataques terroristas ocorrem na sequência de um terrorismo sistemático, perpetrado pelos grupos terroristas armados, a exemplo da Frente Al Nusra, que trocou de pele recentemente para se autodenominar Frente Fath da Síria, Exército do Islã, Livres da Síria, Exército Fath, Brigada Nour Eddin El Zenki e outras denominações que são chamadas, por parte de alguns membros permanentes do Conselho de Segurança como ‘grupos armados moderados’, fugindo ao espírito da Carta das Nações Unidas, seus princípios e suas normas. Em contrapartida, milhares de terroristas foram mandados por estes países para enfraquecer a Síria e acabar com as conquistas do povo sírio. Os sírios continuam agarrados à sua terra e à sua pátria, apesar de todos os crimes e massacres perpetrados contra eles, sob a orientação de países e regimes conhecidos de todos, tais como a Arábia Saudita, o Qatar, a Turquia, a Grã Bretanha, a França e os Estados Unidos da América. Estes países declaram, de forma flagrante, o seu apoio a estes criminosos e assassinos terroristas e insistem, infelizmente, em apoiar, financiar e patrocinar o que eles chamam, por vezes, de ‘grupos terroristas moderados’ ou ‘grupos oposicionistas moderados’. Estes países, patrocinadores do que eles chamam de ‘moderados’, continuam a encontrar pretextos desumanos, imorais e ilegais para dar continuidade a perpetração de mais e mais crimes. O que chama a atenção dos povos do mundo é o silêncio do Conselho de Segurança, na maior parte do tempo, ao não condenar tais atos terroristas e não punir quem está por trás deles.
            O Governo da República Árabe da Síria afirma que estes crimes e massacres não o impedirão de dar continuidade em cumprir com os seus deveres legais e éticos no que tange ao combate ao terrorismo e de encontrar uma solução política para crise na Síria, através do diálogo sírio – sírio e sob uma liderança síria, que leve ao fim do terrorismo, a reconstrução do que foi destruído pelos terroristas e seus parceiros, financiadores e apoiadores e ao restabelecimento da segurança e da estabilidade do povo sírio. Afirma, outrossim, que o terrorismo na Síria, patrocinado por alguns, representa um perigo para o mundo como um todo e que os seus patrocinadores, financiadores e apoiadores devem cessar, imediatamente, com este apoio. Afirma, ainda, que as sanções econômicas unilaterais impostas à Síria representam um apoio direto aos terroristas, sejam quais forem os pretextos e as motivações, porque matam os civis sírios, especialmente as mulheres e as crianças.
            O Governo da República Árabe da Síria exige do Conselho de Segurança a imediata e veemente condenação dos crimes terroristas e massacres sangrentos, perpetrados pelos grupos terroristas armados, que assuma a sua responsabilidade em manter a paz e a segurança internacionais e que tome uma rápida iniciativa para adotar medidas dissuasivas e punitivas contra os países e regimes apoiadores e financiadores do terrorismo, especialmente contra a Arábia Saudita, a Turquia, o Qatar e a França, proibindo-os de continuar e persistir em sua ingerência na segurança e na paz internacionais e comprometendo-os a cumprir, integralmente, o previsto nas resoluções da Conselho de Segurança relativas ao tema, Nos. 2170(2014), 2178(2014), 2199(2015) e 2253(2015).

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Crianças usadas na estratégia de propaganda de guerra contra a República da Síria

Para Londres, a propaganda é uma arte

Ninguém normal pode aceitar ver crianças a sofrer, por isso elas são bons temas para a propaganda de guerra. Abaixo uma análise obre o uso de crianças pela Coligação Internacional durante a guerra contra a Síria.

Como em todas as guerras, esta contra a Síria dá lugar a uma avalancha de propaganda. E o argumento das crianças dá sempre resultado.
Assim, no início da guerra, o Catar queria demonstrar que a República da Síria, longe de servir o interesse geral, desprezava o Povo. A petro-ditadura difundiu, então, através do seu canal de televisão Al-Jazeera, a lenda das crianças de Deraa, torturadas pela polícia. Para ilustrar a crueldade do seu adversário, o Catar precisou que lhes haviam arrancado as unhas. É claro, apesar das suas pesquisas, nenhum jornalista encontrou o mínimo traço destas crianças. A BBC bem difundiu a entrevista de duas, mas elas tinham as unhas intactas.
Como a mistificação não era verificável, o Catar lançou uma nova história: a de uma criança, de Hamza, Ali Al-Khateeb (13 anos), que teria sido torturado e castrado pela polícia do «regime». Desta vez, dispunham de uma imagem de prova. Toda a gente podia observar nela um corpo sem sexo. Azar! A autópsia demonstrou que o corpo tinha sido mal preservado, que tinha fermentado e inchado. O ventre deformado escondia o sexo da criança, mais um falhanço.
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Neste magazine, Sir Arthur Conan Doyle imagina a captura de um espião alemão por Sherlock Holmes. O escritor trabalhava para o Gabinete da Propaganda de guerra.
No final de 2013, os Britânicos tomaram a cargo a propaganda de guerra. Eles dispõem de uma longa experiência na matéria, e são considerados como os inventores da moderna propaganda com o Gabinete de Propaganda de Guerra, aquando da Primeira Guerra mundial. Uma das características dos seus métodos é sempre o de ter recorrido a artistas, já que a estética neutraliza o espírito crítico. Em 1914, eles recrutaram os grandes escritores da época –-como Arthur Conan Doyle, H.G. Wells ou Rudyard Kipling--- para publicar textos atribuindo crimes imaginários ao inimigo alemão. Depois, eles recrutaram os grandes jornais para espalhar as informações imaginárias dos seus escritores.
Assim que os norte-americanos assumiram o método britânico, em 1917, com o Comité de Informação Público, eles estudaram com mais profundidade os mecanismos de persuasão com a ajuda do jornalista vedeta Walter Lippmann e do inventor da publicidade moderna, Edward Bernays (o sobrinho de Sigmund Freud). Mas, convencidos do poder da ciência, eles esqueceram a estética quanto a este assunto.
No início de 2014, o MI6 britânico criou a empresa Innovative Communications & Strategies (InCoStrat) [Comunicações Inovadoras e Estratégias] à qual se deve, por exemplo, os magníficos logos dos grupos armados, do mais «moderado» ao mais «extremista». Esta empresa, que dispõe de escritórios em Washington e em Istambul, organizou a campanha destinada a convencer os Europeus a acolher 1 milhão de refugiados. Ela realizou a fotografia de Aylan Kurdi, afogado numa praia turca, e conseguiu em dois dias fazê-la publicar, como manchete, nos principais jornais atlantistas, em todos os países da OTAN e do Conselho de Cooperação do Golfo.
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A cada ano, antes da guerra, uma centena de pessoas morria afogada nas praias turcas mas ninguém falava sobre isso. E, acima de tudo, apenas os jornais sensacionalistas mostravam os cadáveres. Bom, mas esta fotografia estava tão bem enquadrada...
Como eu tinha salientado que um corpo não pode ser rejeitado pelo mar perpendicularmente às ondas, o fotógrafo explicou, depois do golpe, ter deslocado o cadáver devido às exigências da foto.
Esta foto do menino Omran Daqneesh (de 5 anos), numa ambulância em Alepo Oriental, é, além disso, acompanhada de um vídeo. Os dois meios permitem atingir tanto a imprensa escrita como as televisões. A cena é tão dramática que uma apresentadora da CNN não resistiu a chorar, em directo, ao vê-la. É claro, quando se reflecte a propósito, observa-se que a criança não é cuidada por socorristas, que lhe providenciem os primeiros socorros, mas, sim, por figurantes(os «White Helmets») que o sentam em frente das objectivas.
Os realizadores britânicos não se importam com a criança que só lhes interessa para realizar as suas imagens. De acordo com a Associated Press, a fotografia foi tirada por Mahmoud Raslan, o qual vemos também no vídeo. Ora, segundo a sua conta do Facebook este homem é um membro de Harakat Nour al-Din al-Zenki (grupo apoiado pela CIA, que lhe forneceu mísseis anti-tanque BGM-71 TOW). Sempre segundo a sua conta do Facebook, e confirmado por um outro vídeo, foi ele pessoalmente quem, a 19 de julho de 2016, degolou uma criança Palestiniana, Abdullah Tayseer Al Issa (de 12 anos).
As leis europeias enquadram de forma estrita o papel de crianças na publicidade. Manifestamente, estas não se aplicam à propaganda de guerra.
Tradução Alva
http://www.voltairenet.org/article193043.html



quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Civis de um bairro de Aleppo acampam fora da cidade, próximo ao Exército, salvando suas vidas.

No final de julho, o bairro 1070, assim chamado por ter 1070 apartamentos em todos seus prédios residenciais construídos, foi ocupado por terroristas.
Os moradores desse bairro, que antes era um refúgio para o povo sírio de outras regiões do país, fugiram de suas casas para escapar da violência de militantes.
Em áreas de Aleppo que estão sob controle do Exército, eles organizaram um pequeno acampamento. Aqueles que não conseguiram obter um lugar no abrigo, dormem ao sol escaldante.
Samer, um dos moradores que fugiram do bairro 1070, disse à agência Sputnik, que ele teve que passar a noite ao ar livre por causa dos ataques terroristas em sua área residencial.
"É melhor dormir sob um sol escaldante, do que viver sob o jugo dos jihadistas. Muitos não podem ter um teto sobre sua cabeça, mas é ainda mais perigoso voltar para casa", disse Samer, o habitante do bairro.
Em áreas controladas pelos rebeldes, os civis são usados como escudos humanos. Os combatentes têm recorrido a seus métodos mais comuns para defender posições, concentrando as forças em edifícios residenciais. Ao mesmo tempo, os moradores locais são proibidos, sob a ameaça de punição, de fugir de casa, para que esta seja protegida por civis em confrontos armados com o exército sírio.
Postado de :http://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/20160817/6063992/video-aleppo-habitantes.html

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Tribunal Internacional de Haia reconhece tardiamente a inocência de Milosevic

Nota do Blog: Só agora o Tribunal de Haia reconhece que o Presidente da antiga Iugoslávia foi vítima  da estratégia do imperialismo americano de destruir o Estado  e reconfigurá-los em novos estados dominados a partir de seus interesses, operação identificada como balcanização. Para tal, o imperialismo  sionista não exitou em utilizar as mais sórdidas estratégias com a utilização de dezenas de grupos mercenários  que implantaram o terror, a morte e o  exílio do povo. Guardada as devidas proporções e especificidades, a mesma estratégia a serviço do imperialismo sionista foi montada  contra o povo da Líbia, do Iraque e da Síria.
Resumen Latinoamericano/ Ojos para la Paz – agosto 2016 – 
Slobodan Milosevic foi vilipendiado de maneira sistemática por toda a imprensa ocidental e pelos políticos dos países da OTAN. Os meios de comunicação da época o qualificaram como “carniceiro” e o compararam com Hitler. Foi acusado de “genocida” e de ser “um monstro sedento de sangue”, segundo apregoavam os grandes diários europeus e estadunidenses de então. Com a utilização desse clichê falsificado, tratou-se de justificar não só as sanções econômicas contra a Sérvia, mas também os bombardeios da OTAN, em 1999, sobre a Sérvia, assim como a encarniçada guerra de Kosovo. O político sérvio passou os últimos cinco anos de sua vida na prisão, defendendo tanto seu país como a si mesmo das horrendas acusações de crimes cometidos durante uma guerra que, agora, o Tribunal Internacional reconhece ter Slobodan Milosevic tentado evitar. Todos os indícios apontam que Milosevic foi envenenado na prisão. Os EUA o queriam morto. E agora? Outro crime – de Bill Clinton e Javier Solano – impune?
Canarias Semanal – Dez anos depois de Slobodan Milosevic, ex-presidente da desaparecida Iugoslávia, morrer em estranhas circunstâncias, o Tribunal Penal Internacional exonerou o político sérvio da responsabilidade em supostos crimes de guerra cometidos na Bósnia, entre os anos de 1992-1995.
Em uma falha extraordinariamente reveladora, porém que os meios de comunicação ocidentais procuraram manter discretamente silenciada, a Sala de Primeira Instância do Tribunal de Haia, que condenou Radovan Karadzic, chegou à conclusão, unânime, em sua sentença de que Slobodan Milosevic não tomou parte da “empresa criminosa conjunta”para “limpar etnicamente” a Bósnia de muçulmanos e croatas.
A sentença estabelece que as comunicações interceptadas entre Milosevic e Radovan Karadzic colocam em evidência que o primeiro qualificou como ‘um ato ilegítimo em resposta a outro ato ilegítimo’ a tentativa da assembleia bósnio-sérvia de expulsar os muçulmanos e croatas do território bósnio.
Além disso, os juízes do Tribunal Internacional também encontraram provas irrefutáveis de que “Slobodan Milosevic expressou suas reservas acerca de que uma Assembleia sérvio-bósnia pudesse excluir os muçulmanos da Iugoslávia”.
A sentença diz, igualmente, que no curso das reuniões celebradas com sérvios e funcionários sérvio-bósnios, “Slobodan Milosevic afirmou que os membros de outras nações e grupos étnicos deviam ser protegidos, e que no interesse nacional dos sérvios não deve figurar a discriminação contra outras etnias”. Naquela ocasião, “Milosevic declarou, também, que o crime dos grupos étnicos devia ser combatido com energia”.
UM VILIPÊNDIO GENERALIZADO
Slobodan Milosevic foi vilipendiado de maneira sistemática por toda a imprensa ocidental e pelos políticos dos países daOTAN. Os meios de comunicação da época o qualificaram como o “carniceiro dos Bálcãs” e o compararam com Hitler. Foi acusado igualmente de “genocida” e de ser “um monstro sedento de sangue”, segundo rezavam as manchetes dos grandes jornais Com a utilização desse clichê falsificado, tentou-se justificar não apenas as sanções econômicas contra a Sérvia, mas também os bombardeios da OTAN, em 1999, sobre a Sérvia, assim como a encarniçada guerra do Kosovo.
O político sérvio passou os últimos cinco anos de sua vida na prisão, defendendo tanto seu país como a si mesmo das horrendas acusações de crimes cometidos durante uma guerra que, agora, o Tribunal Internacional reconheceuSlobodan Milosevic ter tentado evitar.
Não obstante, em sua última sentença, o Tribunal Internacional de Haia não fez nada para que fosse tornado público e expressamente conhecido que nela ficava limpo o nome de Milosevic dos crimes pelos quais era acusado. Sigilosamente, os juízes enterraram, entre mais de 2.590 páginas, sua inocência, sabendo que a maioria das pessoas nunca iria se ocupar de ler inteiramente tão profuso veredito. Porém, felizmente não aconteceu assim.
UM CRIME ENCOBERTO?
Assim, vale a pena recordar que Slobodan Milosevic morreu em obscuras circunstancias. Formalmente, sua morte se deveu a um ataque do coração. Este ocorreu apenas duas semanas depois que o Tribunal Internacional negou sua solicitação para submeter-se a uma cirurgia cardíaca na Rússia. Foi encontrado morto em sua cela, 72 horas após seu advogado enviar uma carta ao Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia, na qual denunciava que Milosevic estava sendo deliberadamente envenenado.
Em um informe oficial do Tribunal de Haia acerca da investigação realizada sobre sua morte, confirmou-se ter sido encontrado rifamicina em uma análise de sangue realizada post morten.
A presença de rifamicina – um medicamento que nunca foi prescrito por seus médicos – no sangue de Milosevic atesta que este medicamento anulava os efeitos do remédio que estava tomando contra a pressão alta, fato que multiplicou as possibilidades de sofrer um infarto, que finalmente terminaria sendo a causa de sua morte.
Todas estas circunstâncias deram lugar à fundada suspeita de que poderosos interesses geopolíticos preferiam um Milosevic morto, antes que finalizasse o julgamento, a ver como o Tribunal Internacional terminava absolvendo-o por falta de provas. Um grande número de escutas do Departamento de Estado dos Estados Unidos, filtrados pelo Wikileaks, confirmaram que o Tribunal esteve discutindo sobre a condição médica de Milosevic, assim como sobre os registros médicos realizados pelo pessoal da Embaixada dos Estados Unidos em Haia, sem que para isso tivessem contado com o consentimento dos juízes. Todos os fatos levaram ao julgamento de que a morte de Milosevic se deu simplesmente por “causas naturais”, tal e como pretenderam apresenta-la os meios ocidentais.
Imagem: Um acontecimento que a imprensa ocidental oculta e reabre as suspeitas que rodearam sua misteriosa morte.
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)


terça-feira, 26 de julho de 2016

‘Israel opera trafico dos órgãos dos palestinos mortos por seu exército’

 

Médicos transladam o corpo de um palestino abatido pelos soldados do exército sionista, na Cisjordânea

O exército do regime de Israel extirpa os órgãos dos  corpos dos palestinos mortos nos confrontos provocados pela ocupação sionista, responsável  pelo "genocídio" palestino.

Em  recente seminário  em uma universidade alemã, Israel foi duramente  criticado por realizar  experimentos médicos ilegais nos palestinos mortos em prisões israelenses e nas confrontações com o exército bem armado israelenses.

Nossos filhos foram despojados de seus órgãos foi um dos  temas das intervenções do Seminário  realizado na semana passada na Universidade de Artes e Ciências Aplicadas, onde os participantes foram informados sobre a situação social dramática dos jovens na Palestina.
Fuerzas israelíes inspeccionan un palestino muerto a tiros en Cisjordania.
Conforme relatado pelo jornal alemão Jüdische Allgemeine Zeitung, citado segunda-feira pelo The Jerusalem Post, no Seminário se teve acesso ao "cenário de genocídio contra os palestinos, a política de limpeza étnica, bem como a completa negação dos seus direitos por parte de Israel" .

O seminário abordou todos os pontos que giram em torno do drama vivenciado diariamente pelos palestinos, o tema das "vítimas de tortura em prisões israelenses",  foi classificado pelos participantes como graves e sérios delitos e violações flagrantes  do direito humanitário internacional.

Anteriormente, os meios de comunicação  palestinos já haviam anunciado que pelo menos 22 dos seus concidadãos trancados em prisões israelenses, em cartas dirigidas separadamente para as suas famílias, afirmaram que foram utilizados como cobaias para experimentos, pelo regime israelense, e que depois não lhes deram qualquer  assistência médica.

Riad Mansour, representante palestino na Organização das Nações Unidas (ONU), denunciou que Israel devolveu os corpos de palestinos assassinados pelo exército sionista sem "córneas e outros órgãos."
 
O jornal americano The New York Times ,em 2014, já havia denunciado  que traficantes de órgãos israelenses fizeram enormes somas de dinheiro com os órgãos  de seres humanos extraídos ilegalmente, para vende-los aos pacientes israelenses.  mpv/ctl/rba

Postado: http://www.hispantv.com/noticias/palestina/282888/israel-roba-organos-palestinos-universidad-alemania