segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Islândia : Quem criou a Crise Financeira Internacional... Que pague a conta!


A lição da pequena Islândia - alguém viu isso em algum canal de TV da Imprensa-empresa?




http://redecastorphoto.blogspot.com.br/

MALI : Declaração do Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo

Não às ingerências dos imperialistas sobre Mali e às provocações de seus agentes islâmicos na Argélia







"A chave da resistência é a edificação de partidos revolucionários decididos a pôr fim à exploração e à dominação capitalista e imperialista."
O imperialismo francês busca incansavelmente a execução de seu plano de controle político e militar total de suas antigas colônias africanas. Após a Costa do Marfim, onde suas tropas depuseram Gbagbo à força, o enviaram a uma prisão em Haia e instalaram no poder sua marionete Ouattara, agora é a vez de lançar sua força aérea e de desembarcar suas tropas no Mali sob o pretexto de combater grupos islâmicos armados no norte do país e de defender sua integridade territorial.
Após uma semana, os imperialistas franceses tentam realizar um de seus objetivos: implantar suas tropas no Mali de forma durável, transformar este país em cabeça de ponte a fim de controlar as riquezas do Sahel, sob a bênção da ONU, instância de barganha e de repartição do mundo em zonas de influência das potências imperialistas. Graças à assim chamada legitimidade internacional conferida a esta ação pela ONU, o imperialismo francês obteve o aval da CEDEAO [Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, N. do T.], seu instrumento neocolonialista, para bancar o policial da África Francófona, fazer e desfazer os regimes africanos ao sabor de seus interesses.
O pretexto é grosseiro e hipócrita. Seja sob um governo de direita, seja sob um de “esquerda”, o imperialismo sempre se apoia sobre movimentos reacionários que se camuflam sob a religião para se contrapor à vontade de emancipação dos povos da dominação imperialista e neutralizar os dirigentes que o desafiam.
É matar dois coelhos com uma cajadada. Suas tropas fincam pé no Mali, e ele camufla sob esta intervenção seu plano de cerco à Argélia pelo sul tendo em vista reforçar as pressões sobre nossos governantes e pressioná-los ainda mais a aderir à via do compromisso e da ruptura com suas orientações anti-imperialistas tradicionais. O Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo condena a autorização dada pelo governo argelino ao sobrevoo do território nacional pelos aviões militares franceses.
O imperialismo engana o povo malinês, ao qual tenta fazer acreditar que busca proteger de hordas obscurantistas. É necessário ser muito ingênuo, cego ou estar agindo de má fé para esquecer ou não enxergar que durante dezenas de anos estes grupos e seus regimes têm sido os melhores auxiliares do imperialismo, como o foram no Afeganistão, Bósnia, Kosovo, Líbia, e agora na Síria.
Será possível que tenhamos esquecido que durante os anos 90 os dirigentes socialistasfranceses apoiaram a Frente Islâmica de Salvação na Argélia, exigindo o reconhecimento de sua pretensa “vitória eleitoral” e contribuindo para a propagação de mentiras visando a inocentar os grupos islâmicos armados dos massacres cometidos na Argélia? Como podemos crer que as potências imperialistas libertarão os malineses da ditadura dos grupos obscurantistas, se foram elas mesmas que mergulharam a Síria em fogo e sangue para colocar estes mesmos grupos no poder com o apoio dos regimes monarco-teocráticos da Arábia Saudita e do Qatar?
O imperialismo se confronta com a mais grave crise econômica estrutural em sua história. Ele necessita dividir os povos. Embora afirme que os combate em certos países, em outros ele sustenta os grupos religiosos fanáticos que, nos países árabes e muçulmanos, impõem práticas religiosas medievais por meio do terror. Estas práticas têm por objetivo e resultado desviar a atenção, impedindo as pessoas de refletir sobre questões políticas, econômicas e sociais e sobre as medidas a tomar para se libertarem da pilhagem de suas riquezas pelas multinacionais, para abalar a dominação imperialista, para transformar de maneira revolucionária as bases econômicas de seus países.
O imperialismo mantém, aberta ou veladamente, a existência e a influência destes grupos. Ele tira proveito deles para justificar a vigilância policial sobre todos os povos. Ele difunde o racismo islamófobo. Ele atiça guerras internas nos países árabes e islâmicos. Ele se apresenta em seguida com a máscara do “salvador”. Ele, de fato, tenta de todas as maneiras criar os pretextos para despachar seus espiões, seus agentes, seus mercenários, seus assassinos a soldo e seus militares para esses países, instalando nos governos as suas marionetes.
O que se passa em Mali e o que acaba de se passar no complexo de gás de In Amenas com a incursão de grupos fortemente armados a partir da Líbia, a prisão de dezenas de reféns estrangeiros, o massacre de certo número dentre eles, nada mais é que a consequência previsível da intervenção militar na Líbia das potências imperialistas, dos EUA, da Inglaterra, da França, da OTAN, da União Europeia. A liquidação pela força do regime de Kaddafi com o apoio das forças mais retrógradas de seu país faz pairar sobre a Argélia graves perigos, e a expõe a todas as provocações armadas pelos serviços subversivos daquelas potências. A referida liquidação encorajou em toda parte as forças obscurantistas em sua marcha sinistra pela tomada do poder.
São as potências imperialistas que organizam a insegurança generalizada na região para justificar sua ingerência. O emir do Qatar, amigo dos dirigentes franceses, não esconde que subvenciona e apoia abertamente os terroristas islâmicos fundamentalistas enviados da Líbia ao Mali. Nenhum governo, nem mesmo o argelino, o condenou. Os dirigentes franceses logo depois exploraram a presença de grupos terroristas para se imiscuírem nos negócios do Mali.
Sob pretexto de dar assistência na luta contra os bandos terroristas armados, as potências imperialistas fazem pressão para que o regime argelino aceite o princípio da presença de seus “experts” militares no Saara argelino, primeiro passo em direção à instalação de bases militares destinadas a minar o país por dentro. O povo argelino não é bobo. Ele rejeita a intervenção das potências imperialistas em seus problemas internos, e reage com indignação às tentativas de dirigentes da Grã-Bretanha, dos EUA e de outros países de ditar suas prescrições aos responsáveis militares argelinos sobre a maneira de neutralizar estes grupos criminosos.
São os dirigentes das potências imperialistas que carregam a responsabilidade da morte de numerosos trabalhadores, técnicos argelinos e estrangeiros do campo de gás de In Amenas. Os comunistas argelinos exprimem sua solidariedade às famílias de todas as vítimas da operação terrorista de In Amenas, sacrificados pelo imperialismo para realizar seu plano de dominação da região.
Estes acontecimentos não surpreendem os comunistas argelinos. O Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo preveniu diversas vezes aos trabalhadores e ao povo argelino quanto às consequências que adviriam da agressão imperialista na Líbia, e, de maneira geral, de sua agressividade contra o mundo. Mas não há fatalidade. Os trabalhadores e os povos detêm os meios para resistir e infligir derrotas ao imperialismo.
Cabe aos povos, a suas forças revolucionárias e progressistas, combater com seus próprios meios as correntes retrógradas, as ingerências e as guerras imperialistas que favorecem a expansão destas correntes, reforçam a exploração e a opressão dos povos. Frente a esta coalizão reacionária interna e externa, eles devem contar com a mobilização interna das massas trabalhadoras e com a solidariedade das forças progressistas no mundo todo. A chave da resistência é a edificação de partidos revolucionários decididos a pôr fim à exploração e à dominação capitalista e imperialista.
Partido Argelino pela Democracia e pelo Socialismo
19 de janeiro de 2013
Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

A Anistia Internacional e a agressão contra a Síria



imagemODiario.info
06.Jan.13
A Amnistia Internacional é conhecida pelos dois pesos e duas medidas que costuma aplicar de cada vez que se pronuncia e intervém sobre a paz e os direitos humanos. O papel que vem desempenhando em relação à atual escalada imperialista no Médio Oriente, nomeadamente na agressão contra a Líbia e na ofensiva contra a Síria é um exemplo particularmente chocante dessa duplicidade.
O grande desafio para todas as associações humanitárias catalogadas sob a denominação de ONG’s — quer dizer Organizações Não Governamentais — é o de conseguir uma autonomia económica e financeira que as blinde de modo a garantir uma independência objectiva e soberana no momento em que tenham de posicionar-se como mediador ou entidade auxiliadora num conflito social, numa guerra, numa catástrofe natural. Mas em geral nenhuma conta com essa independência ou autonomia financeira. As ONG’s são hoje em dia grandes estruturas, com centenas de empregados, instalações, e tudo isso tem um preço — apesar dos que trabalham voluntariamente — e só podem existir graças à indispensável ajuda financeira de certos poderes estatais ou empresariais que compreenderam a grande utilidade que pode ter controlar ou dirigir de certa maneira estes instrumentos humanitários, muitas vezes instrumentalizados.
A Amnistia Internacional, na sua página web, na secção Actua, em Abril de 2012, pedia a colaboração dos cidadãos e informava já ter recolhido 11.962 assinaturas para supostamente pedir o fim da repressão na Síria. Encabeçava com o título: «¿Por que se cala o mundo perante a situação na Síria?», mencionando no texto que estavam a fazer pressão, e pedindo ajuda para fazê-la, junto de governos como: Brasil, India ou África do Sul, com o objectivo de que «demonstrem a sua liderança apoiando uma resolução firme e juridicamente vinculante que ajude a parar o banho de sangue na Síria».
A que tipo de resolução se refere a Amnistia Internacional? A uma como a 1973 aplicada à Líbia? À suposta Responsabilidade para Proteger que conduziu à destruição do país líbio e à chegada dos fundamentalistas islâmicos juntamente com a milhares de assassínios e violações? A outro bombardeamento criminoso da OTAN matando milhares de civis?
Estas coisas preocupam. Ainda que a Amnistia Internacional (AI) possa dizer que não aprovava isto tudo, a verdade é que aprovou a actuação das Nações Unidas na Líbia e fê-lo apoiando-se em dados falsos, como vimos no capítulo sobre os meios de comunicação. Kadhafi não bombardeou nem atacou a população civil, não havia motivos para nenhuma intervenção militar. E a AI não deve esquecer que essa Responsabilidade para Proteger elaborada em 2005 não está na Carta das Nações Unidas, porque é um pretexto que pode servir, como valeu na Líbia, para arruinar a um país e condená-lo à repressão e morte realmente exercidas pelos islamitas e à exploração colonial exterior.
Seguindo com esse comunicado vemos que culpabiliza as forças de segurança sírias pelas mortes de civis e que nada diz dos extremistas islâmicos que têm entrado no país que, como a AI bem deve saber, estão alargando o terror e causando estragos na população civil.
Nada diz igualmente sobre que o facto de já em finais do ano 2011, mais de 2.000 mortos pertencerem às próprias forças de segurança sírias, algo que deveria chamar a atenção. Se houvesse 2.000 soldados israelitas mortos numa luta com os palestinos, ¿que sucederia? ¿o que não se justificaria para aprovar as acções militares de Israel?, o melhor, creio, será nem sequer fazer a pergunta, porque com apenas dois ou três soldados israelitas mortos se justificam bombardeamentos que matam milhares de civis.
No que diz respeito às mortes de civis, de acordo com investigações levadas a cabo com rigor, os seus principais responsáveis são as organizações islamitas financiadas a partir do exterior, e isto não é mencionado no relatório da AI. Outra cosa que chama a atenção é que não cita as fontes onde obtiveram essa informação e isso é necessário. A Amnistia Internacional, como comentamos  divulgou informações que não eram fundamentadas, como o caso da mulher, Zeinab al-Hosni, que supostamente havia sido: «decapitada, mutilada e desmembrada numa prisão Síria», mas que afinal apareceu viva e de boa saúde.
Que pretende com isto a Amnistia Internacional? Culpabilizar por tudo o governo sírio e calar-se perante outras atrocidades - inclusivamente maiores - cometidas pelos fundamentalistas e por quem os apoia? Do mesmo modo e até agora a Amnistia não fundamentou com provas os crimes relativos a civis atribuídos ao governo.
Por que se cala o mundo? ou por que se cala a Amnistia perante certas coisas? ¿Querem criar um clima favorável a uma guerra? Desde logo aquilo que apresenta não corresponde nem de longe àquilo que se esperaria de uma organização equânime e que realmente procura proteger os direitos humanos e a paz.
A AI já havia mostrado a sua parcialidade, falta de rigor e de ética informativa e humanitária em 25 de Outubro de 2011 no seu relatório: “Crise Sanitária”, sobre os hospitais na Síria, no qual referia coisas como que cidadãos feridos nos protestos «tinham sido agredidos fisicamente nos hospitais do governo pela equipa médica, e em alguns casos lhes tinham sido negados os cuidados médicos, enquanto outros que tinham sido levados para o hospital foram detidos ou tinham simplesmente desaparecido». Estas «informações» foram claramente criticadas pelo professor Franklin Lamb, que para além do mais era membro da Amnistia, porque não eram sustentadas em fontes fiáveis e verificadas, mas em fontes como Al Jazeera, nas mãos da ditadura do Qatar, cujo papel e ingerência descarada na questão Síria é obvio dada a sua inimizade face ao governo deste país. Mas o que é mais importante e grave é que novamente se voltava a acusar sem provas, segundo indica Lamb. Além disso este professor tinha estado recentemente visitando vários hospitais sírios e comentou com eles o que havia dito a AI, que na verdade não tinha contactado com nenhuma equipa médica e informava que se baseava num testemunho anônimo  O pessoal sanitário qualificou as afirmações da AI como uma «difamação gratuita da comunidade médica síria». Franklin Lamb disponibiliza os nomes dos médicos e os locais onde esteve, assim como o contacto por telefone ou por e.mail para falar inclusivamente com os pacientes. Termina o seu artigo referindo:
O fato de que a AI pareça ter sido algo preguiçosa no seu trabalho e continue a dar ampla publicidade à sua profundamente errônea «investigação» é de bradar aos céus.
Para além do mais falhou no cumprimento daquele padrão de trabalho de investigação que todos aqueles que continuamos a apoiar o seu trabalho pelos direitos humanos esperamos.
A AI, em outra das suas campanhas que visam centrar a ira das pessoas em algum indivíduo demonizado, acusava o governo sírio de cometer crimes contra a humanidade e de ter morto centenas de mulheres, para além de o responsabilizar por 6.000 mortos, mais uma vez todos por acção do governo, sem apresentar provas, nem mencionar os terroristas islâmicos.
Nesta campanha, para além disso, pedia que se enviassem cartas à mulher de Assad a fim de que esta interviesse e parasse esse suposto massacre de mulheres que o seu marido levava a cabo. É desnecessário dizer que essa mesma carta e essa mesma campanha podia tê-la feito enviando-a a Hillary Clinton, responsável direta pelo brutal ataque da OTAN e dos islamitas contra a Líbia, que matou milhares de civis, entre os quais muitas mulheres e crianças, e que levou a que muitas mulheres líbias tenham sido e sejam objecto de violação, humilhação e discriminação pelos fanáticos que controlam agora o país.
A Amnistia Internacional não enviou, como era de esperar, nenhuma carta à Sra. Clinton, o que demonstra a sua hipocrisia e falsidade, porque neste caso dispunha efetivamente de provas contundentes, com factos reais e crimes reais, mas aqui não atuou. Se acrescentarmos que como Diretora Executiva da AI nos EUA EE.UU. está Suzanne Nossel, assistente de Hillary Clinton e ex assistente de Richard Holbrooke, igualmente famoso também pelas suas falsidades na guerra na Jugoslávia, então tudo se compreende. E também a função e o papel da Amnistia.
Sobre a Sra. Nossel a Rede Voltaire comenta o seguinte:
O conselho de administração da Amnesty International USA considerou que o trabalho de Suzanne Nossel nas administrações dos presidentes Bill Clinton e Barack Obama constitui uma garantia da sua competência, obviando todavia os crimes que ambas administrações cometeram na Jugoslávia, Afeganistão, Iraque e Líbano, entre outros países. A senhora Nossel desencadeou diversas campanhas contra o Irão, a Líbia e a Síria. Nos últimos meses destacou-se na campanha de mentiras destinada a intoxicar o Conselho de Direitos Humanos, com sede em Genebra, para conseguir que o Conselho de Segurança da ONU viesse a adotar uma resolução que autorizasse a guerra contra a Líbia. Finalmente as acusações da senhora Nossel foram desmentidas.
Sem ir mais longe, a própria Nossel, à cabeça da Amnistia Internacional USA, convidou Madeleine Albright e outros funcionários do Departamento de Estado para falar no seu fórum de mulheres da OTAN; e não se tratava da primeira vez que a AI aparecia na companhia da secretaria de Estado responsável por dizer que as sanções que provocaram a morte no Iraque de possivelmente mais de um milhão de civis, crianças na sua maioria, em resultado das sanções económicas, valiam a pena, que era um preço que valia a pena pagar.
Não deveria a Amnistia ter levado a Albright e outros como Bush, Chenney ou Blair perante uma Corte Penal Internacional? Não, não os levaram, não o consideraram oportuno, mas em contrapartida atiraram-se aos inimigos oficiais da administração estado-unidense, fossem ou não culpados de delitos contra os direitos humanos.
Nossel, pouco depois de se converter em Directora executiva, em Janeiro de 2012, moderou uma mesa redonda no Wellesley College, compartilhando a mesa com Albright. Logo ali, nessa mesma mesa, incitou da seguinte forma não à paz e ao diálogo, mas à agressão militar, tal como foi feito na Líbia, falsificando claramente os factos e acontecimentos na Síria:
«Agora como dirigente da Amnistia Internacional-USA, um ponto de grande frustração e consternação para as organizações de direitos humanos e as organizações da sociedade civil durante os últimos oito ou nove meses foi o fracasso do Conselho de Segurança de la ONU em abordar, de algum modo, as mortes agora de 5.000 civis na Síria por parte do presidente Assad e do seu exército.»
De que fonte? a partir de que relatório ou relatórios pode a Amnistia dizer com rigor que o governo é responsável pela morte de 5.000 civis? É necessário que recordemos o que dizem os relatórios realizados por investigadores, que em cada caso estudado com certo rigor têm atribuído as mortes deliberadas de civis fundamentalmente e principalmente aos fundamentalistas islâmicos, que na sua grande maioria proveem do estrangeiro?
Parece que a Amnistia, à conta de repetir incessantemente a mesma coisa, como fazem os meios de comunicação das corporações, quer convertê-la em evidencia; os factos, todavia, são diferentes. A factura de toda esta falsidade e do jogo pouco limpo desta organização supostamente humanitária há-de ser-lhe cobrada no futuro, porque não poderá dizer que estava interessada em resolver um conflito, em apostar na paz e nos direitos humanos, mas apenas que o que realmente está a fazer é servir o jogo dos interesses do poder, os interesses das corporações. A tal ponto é assim que a própria Nossel, nesse discurso, se abalançava a afirmar, numa linguagem bélica e impiedosa, aquilo que nem Albright nem o próprio Obama se atreveriam por pudor a dizer em público:
Na primavera passada o Conselho de Segurança conseguiu formar uma maioria para uma ação enérgica na Líbia e isso foi ao princípio muito controvertido, [causando] muitos receios entre os membros do Conselho de Segurança. Mas Kadhafi caiu, houve ali uma transição e creio que poderíamos ter pensado que esses receios se teriam apagado. ¿Como explicar isto e qual creem que será o ingrediente que falta para romper com esta retracção e conseguir que o Conselho de Segurança esteja à altura das suas responsabilidades na Síria?
Coolen Rowley, o analista que comenta este discurso, refere como até a experimentada Albright estava visivelmente surpreendida por essa atitude tão direta da diretora da Amnistia Internacional e como ela e outros se mostravam cépticos acerca do que poderia conseguir-se com um ataque por meio de bombardeamentos como foi feito na Líbia.
Isto é triste, que até os mais experimentados responsáveis por guerras se mostrem mais prudentes e cuidadosos sobre o tema da guerra do que uma suposta organização humanitária. Diz muito sobre a Amnistia e diz muito mal. Os milhares de civis mortos pelo bombardeamento da OTAN e pelos fundamentalistas islâmicos que invadiram o país convertendo-o numa ruína social e econômica parecem não significar grande coisa para esta organização; chamando a isto ação enérgica e esquecendo-se das suas desastrosas consequências para os direitos humanos e as vidas de muitas pessoas.
Tony Cartalucci, o perito analista político estado-unidense, recorda que a Amnistia Internacional recebe financiamento do Open Society Institute de George Soros, para além do Departamento para o Desenvolvimento Internacional da Grã Bretanha e da União Europeia. Demasiados interesses e demasiados vínculos ao mundo do poder e das corporações para que se possa esperar justiça e equanimidade nas suas atuações. E de facto o seu comportamento, como estamos vendo, revela-o claramente.
No caso sírio prosseguiu com sua campanha e as suas acusações também, como não podia deixar de ser, contra a Rússia: “Rússia: não mais desculpas, toma posição contra o banho de sangue na Síria”, clamava a organização. Quando o que a Rússia fez na realidade foi pedir um diálogo para solucionar os problemas e, ao contrário de outros países e instituições, denunciou também a violência dos grupos islamitas armados. Mas não quer cair no erro e na loucura que representou a anterior atuação das Nações Unidas na Líbia, que permitiu o criminoso e implacável bombardeamento da OTAN.
A Amnistia tenta perversamente tergiversar à volta da violência e do mal-estar claramente fomentado pelo ocidente no interior da Síria como se estes fossem de alguma forma o resultado da recusa da Rússia em capitular perante outra intervenção da OTAN.
Uma intervenção, deve ser dito, que seguramente irá criar uma grande ampliação da violência, divisões étnicas e derramamentos de sangue por toda a Síria, para além do saque pelas corporações ocidentais desejosas de ocupar o vazio quando o poder nacionalista sírio seja violentamente eliminado como o foi na Líbia.
A Amnistia não fala do financiamento e apoio exterior aos fundamentalistas que têm entrado na Síria, alguns dos quais procedentes da Líbia. Nem fala também da participação dos serviços de inteligência estado-unidenses, britânicos ou inclusivamente israelitas no processo de desestabilização da Síria.
A resposta à duplicidade e hipocrisia da Amnistia Internacional quando interroga: «quantas vítimas mais devem sofrer antes que a Rússia assuma uma postura decisiva contra os crimes contra a humanidade na Síria?», pode ser uma pregunta ainda mais contundente:
Quantas vítimas mais devem sofrer antes que o mundo assuma uma postura decisiva contra Wall Street e Londres na sua matança global que se estende da Líbia à Síria, ao Irão, a toda a extensão do Iraque e às montanhas e aldeias do Afeganistão?
Dá-me a impressão de que a AI não vai fazer campanha contra esta barbárie muito maior e cujos responsáveis estão bem à vista.
A AI defende os direitos humanos ou defende o quê? Atacar o fraco e fazer reverencias e favores ao poderoso não é próprio de uma organização humanitária, mas antes da vassalagem, inclusivamente com implicações criminais.
FONTE: Mikel Itulain / Rede Voltaire, domingo, 9 de Setembro de 2012.
*Investigador independente espanhol. Trabalhando desde um blog, Pamplona-Iruña, Navarra, Espanha.

Abaixo Assinado em Defesa dos Presos Políticos Palestinos


Com todos os problemas que tivemos de curtíssimo  tempo e férias  para colher assinaturas no   Documento pela libertação dos prisioneiros políticos palestinos, conseguimos, graças à participação e o esforço coletivo, uma grande vitória. Foram 84 entidades representativas e muitas pessoas de diversos setores da sociedade, em particular das Universidades.  Encerramos a tarefa no dia 20 de janeiro, e ainda assim, as assinaturas continuaram chegando. O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ e o Blog somostodospalestinos.blogspot.com agradecem  o carinho e a participação de todos na ampliação da divulgação, sem o qual não seria possível transpor as dificuldades já mencionadas.
O abaixo assinado foi encaminhado para os 5 países que têm acentos permanentes no Conselho de segurança do ONU , Cruz Vermelha Internacional,  Anistia Internacional, Comitê de Direitos Humanos da ONU, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica do Brasil, Diretoria executiva de OLP, Conselho Nacional Palestino, Ministro de Assuntos dos presos de ANP, Associação da Addameer - Associação palestina de Apoio aos prisioneiros políticos.
Esta atividade foi  divulgada e seu resultado final publicado nos seguintes sites:
Agencia de Noticia Palestina Wafa, TV palestina, FPLP, AL Hiwar,  Departamento de Assuntos dos imigrantes de OLP, além disso, foi publicada também nos 3 principais jornais da palestina: Alquds - Al-ayyam- Alhaiat el Jadida.  A lista não para por aí e continua se ampliando diariamente. Abaixo os documentos enviados.

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Excelentíssimo Sr

Brasília - DF

Encaminhamos em anexo abaixo-assinado, com mais de 240 adesões,  pela libertação imediata  dos presos políticos palestinos, incluindo todas as principais organizações da sociedade civil brasileira e comitês de solidariedade ao povo palestino no País, além de intelectuais, autoridades e profissionais de diversos segmentos e estados nacionais.

A manifestação tem a perspectiva de que essa instituição interceda no sentido de que se faça justiça em relação aos presos políticos palestinos, em obediência aos ditames dos direitos humanos, particularmente, o direito à dignidade da pessoa humana.

Certos da atenção a esses seres humanos, agradecemos sua atenção e aguardamos retorno quanto às demandas aqui apontadas o mais breve possível.


Sem mais, subscrevemo-nos 

Atenciosamente,


23  de Janeiro de 2013

EM DEFESA DOS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS
LIBERDADE PARA OS 4600 PRESOS PALESTINOS ENCARCERADOS NAS PRISÕES ISRAELENSES
Desde 1948, quando foi criado o Estado de Israel em terras da Palestina, uma onda de violência e agressão marca o cotidiano do povo palestino. Todos os palestinos que lutam contra a ocupação israelense e pela independência nacional têm sido perseguidos, presos, torturados ou assassinados pelos sucessivos governos de Israel. O Estado de Israel é hoje o campeão mundial em violações dos direitos humanos. É um Estado antidemocrático e racista, que pratica uma limpeza étnica em todo o território da Palestina ocupada. A legítima luta de libertação nacional palestina contra o colonialismo israelense levou mais de 800 mil palestinos para as prisões israelenses desde 1967.
Nós, abaixo-assinados, condenamos as práticas a agressões diárias, cometidas pelo Estado de Israel, contra os presos políticos palestinos dentro das prisões israelenses. Condenamos as detenções contra o povo palestino, que almeja a liberdade e independência. Segundo os últimos relatórios de organizações de direitos humanos, o número dos presos palestinos nas prisões israelenses chegava a 4.600, até o final de mês de outubro de 2012. Entre eles: 84 detidos administrativos, 189 crianças, 10 deputados, 9 mulheres, 530  que cumprem prisão perpétua, 451 sentenciados há mais de 20 anos. Diante dessa situação, exigimos:

1)  a revogação imediata das prisões administrativas, que carecem de qualquer fundamentação legal e são mais um instrumento ilegal das forças de ocupação;
2)  a proteção à dignidade e à vida dos presos que realizam greves de fome como protesto contra as suas precárias condições nas prisões;
3)  o cumprimento dos acordos realizados entre os presos, a direção dos presídios e o serviço  de inteligência interna de Israel (Shein Beit);
4) imediata libertação de todos os 1.027 presos que foram incluídos no acordo realizado em 2011, pois muitos dos que foram libertados foram perseguidos e presos novamente pelas tropas de ocupação;
5) libertar imediatamente todos os deputados membros do Conselho Legislativo Palestino, que foram eleitos pelo povo para exercer seu mandato e fortalecer a luta democrática na Palestina, e que hoje se encontram nas prisões israelenses;
6) o fim da política de isolamento dentro das prisões, que submete o preso a condições muito mais desumanas, pois o exclui da possibilidade de contato com outros presos e com seus familiares;
7) a libertação imediata de todas as crianças e jovens menores de 18 anos, pois seus direitos fundamentais assegurados por diversas resoluções e pela própria Carta de fundação da ONU estão sendo cotidianamente desrespeitados nas prisões israelenses, como direito à saúde, à educação etc.;
8) a libertação imediata de todos os presos que se encontram com doenças consideradas graves;
9) atendimento médico digno e acesso à medicação e tratamento adequado, com possibilidade de visitas de médicos indicados por familiares e/ou organizações de direitos humanos que acompanham e prestam assistência e ajuda humanitária aos presos;
10) garantia ao direito à educação e acesso ao ensino superior no interior das prisões israelenses, com direito aos presos de terem acesso a livros, revistas e jornais;
11) que o Estado de Israel respeite e cumpra os acordos e as convenções internacionais de direitos humanos em relação aos presos políticos palestinos.
A luta dos presos políticos palestinos por melhores condições de vida nas prisões e por sua libertação é parte fundamental da luta por justiça e pela paz na Palestina. Não haverá paz sem justiça. E justiça hoje significa tratar com dignidade e libertar todos os presos políticos encarcerados por lutarem pela libertação de sua pátria. A luta do movimento de libertação nacional palestino contra a ocupação israelense é uma luta legítima, inspirada na heroica resistência popular de outros povos que também lutaram e venceram o colonialismo, conquistando assim seu direito inalienável à soberania, à independência e a autodeterminação.
Pedimos a todas as forças democráticas e progressistas do mundo, e suas organizações políticas, sociais, culturais e humanitárias, bem como aos governos que defendem e praticam os princípios fundamentais dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, que divulguem este abaixo-assinado e que façam chegar às autoridades israelenses em seus países, pois a causa palestina é hoje uma causa de toda a humanidade.
Ninguém pode ficar impune quando comete uma injustiça. Chegou a hora de o Estado de Israel ser julgado pelos inúmeros crimes que vem cometendo contra o povo palestino.
PAZ, JUSTIÇA E LIBERDADE PARA A PALESTINA!!!!!

Assinaturas:


1-      Abeps Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social
2-      Acat Brasil Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura
3-      Anel Assembleia Nacional de Estudantes - Livre
4-      Apropuc-SP Associação dos Professores da PUC-SP
5-               Associação Islâmica de São Paulo
6-               Brigadas Populares
7-               CAS Coletivo de Artistas Socialistas
8-      Casa da América Latina
9-      Cebrapaz Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
10-  Centro Cultural Árabe Palestino Brasileiro de Mato Grosso do Sul
11-  Centro Cultural Árabe Palestino Brasileiro do Rio Grande do Sul
12-  Centro de Direitos Humanos de Sapopemba "Pablo Gonzales Olalla"
13-       Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada
14-       Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
15-  Coletivo Mário Alves
16-  Coletivo Visão da Favela Brasil
17-  Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos do Povo Palestino
18-  Comitê Catarinense de Solidariedade com o Povo Palestino
19-  Comitê Democrático Palestino Brasil
20-  Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro
21-  Comitê de solidariedade com a luta do povo palestino em Rio grande do Sul.
22-  Comitê Pró-Haiti
23-  Conam Confederação Nacional  das Associações de Moradores
24-  Conselho Federal de Serviço Social
25-   CSP-Conlutas Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas
26-   CTB Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
27-   DCE da USP
28-   Faferj Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro
29-   Federação Nacional dos Trabalhadores em Autarquias de Fiscalização Profissional Brasília
30-   Federação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil
31-   Fepal Federação Árabe-Palestina do Brasil
32-   Fórum Permanente dos Ex-presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
33-   Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo
34-   FST-SP Fórum Sindical dos Trabalhadores do Estado de São Paulo
35-   Grupo Tortura Nunca Mais do Estado de São Paulo
36-   Instituto Astrojildo Pereira
37-  Instituto Caio Prado Jr.
38-  Instituto Práxis de Direitos Humanos
39-  Levante Popular da Juventude
40-  MAP Movimento de Ação Popular
41-       Marcha Mundial das Mulheres
42-       MLST Movimento de Libertação dos Sem Terra
43-       Movimento Mães de Maio
44-       MML Movimento Mulheres em Luta
45-       MNLM-RJ Movimento Nacional de Luta pela Moradia
46-       MNU Movimento Negro Unificado no Maranhão 
47-       Mopat Movimento Palestina para Tod@s
48-       Movimento dos Trabalhadores Desempregados pela Base
49-       MPA Movimento dos Pequenos Agricultores
50-       MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
51-       Núcleo de Base do PSOL Partido Socialismo e Liberdade, Santa Cecília, São Paulo
52-       Organização Consulta Popular
53-       PCB Partido Comunista Brasileiro
54-       PCdoB Partido Comunista do Brasil
55-       Projeto Meninos e Meninas de Rua
56-       PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
57-  Rede Autônoma de Defesa aos Ameaçados de Morte
58-  Rede de Proteção Autônoma aos Militantes Ameaçados de Morte
59-  Revista Novos Temas
60-  Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
61-  Sindicato dos Metroviários de São Paulo
62-  Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio de Janeiro
63-  Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de SP
64-  Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo do Campo
65-  Sociedade Árabe Palestina de Corumbá MS
66-       SOF Sempreviva Organização Feminista
67-       UBES União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
68-       UBM União Brasileira de Mulheres
69-       UJS União da Juventude Socialista
70-       UNE União Nacional dos Estudantes
71-  Unegro União de Negros Pela Igualdade
72-  Unidade Classista
73-  União Juventude Comunista
74-  Via Campesina Brasil
75-  Acilino Ribeiro coordenador nacional do Movimento Democracia Direta
76-  Adilson Mariano  vereador em Joinville (PT)
77-  Alex S. Batista dos Santos  Executiva da CUT/SC
78-  Almir da Silva Lima  jornalista
79-  Álvaro Alves (Bambu) Executiva da Confederação Nacional - Químicos CUT
80-  Alvaro Britto vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do RJ
81-  Ana Cristina Borges Landau - bacharel em Direito e funcionária pública
82-  André Brandão professor da Universidade Federal Fluminense e diretor de DataUFF Niterói
83-  Angélica Lovatto cientista Social, professora da Unesp Universidade Estadual de são Paulo
84-   Anita Leocádia Benário Prestes  historiadora brasileira e professora da Universidade Federal do RJ
85-  Antonio Carlos Mazzeo Cientista Político, professor da Unesp
85-  Antonio Rago Filho historiador, professor-doutor da PUC-SP Pontifícia Universidade Católica
86-   Arlene Clemesha diretora do Centro de Estudos Árabes da USP Universidade de São Paulo
87-   Arlindo Belo da Silva  Direção da Confederação Nacional do Ramo Químico CUT
89-  Aton Fon Filho - advogado, membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
90-  Beatriz Bissio  Departamento Ciência Política - IFCS na Universidade Federal do Rio de Janeiro
91-  Bernadette Siqueira Abrão jornalista
92-  Bia Abramides - professora de graduação e pós-graduação no curso de Serviço Social da PUC-SP
93-  Caio Dezórzi  DM PT/SP Partido dos Trabalhadores
94-  Carlos Castro  Executiva PT-SC
95-  Carlos Latuff cartunista
96-  Carlos Roberto Ketu Riahb da Silva secretário de Políticas de Igualdade Racial da Fetam-SP
97-  Claudilene Pereira de Souza Setor de Formação do MST, cientista social, professora universitária
98-  Claudio Alexandre de Barros Teixeira poeta e editor da revista Zunái
99-  Claudio Soares de Carvalho funcionário público
100- Celia Macedo IFP Curitiba-PR
101- Célia Maria da Motta professora da UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
102- Celia Regina Congilio professora da UFPA (Universidade Federal do Pará)
103- Celso Jardim jornalista
104- Clarice Erhardt  coordenadora do Sind. dos Trabalh. em Educ. da Rede Públ. de SC reg. Joinville
105- Clovis Pacheco F. sociólogo, jornalista e professor universitário
106- Conrado Cuevas Zelaya engenheiro industrial/Panamá
107- Cort Greene Florida USA
108- Cristiano Czycza agricultor, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
109- Daison Roberto Colzani  Presidente do DCE da Univille/SC
110- Daltro de La Puente Machado Junior analista de TI (Tecnologia da Informação)
111- Dania Betzy Batista Guevara jornalista/Panamá
112- David Ernesto Landau Rubbo jornalista, funcionário público
113- David ZamoryCukierman Adão  PT/São Bernardo do Campo
114- Débora Cristina Goulart professora da Unesp Universidade Estadual de São Paulo
115-Delwek Matheus Direção Nacional do MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
116-Deni Ireneu Alfaro Rubbo professor e mestre em Sociologia pela USP
117- Dilson de O. Silva P/Dir. do Sind. Metalúrgicos de Pirapora/MG, diretor da Feder. Metal. de MG
118-Dinilson Guedes diretor do Sindicato dos Servidores Públicos de Nova Lima/MG
119-Diva Borges Noronha advogada e professora
120-Eliel Machado professor do Depto. de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina
121- Eloy dos Santos Rio de Janeiro/RJ
122-Erisvaldo Batista Ajala  prof. de Matemática, presidente do Diretório Mun. do PCdoB de Corumbá
123- Fabiano Stoiev  PT/Curitiba
124- Fábio Fernandes Villela sociólogo Unesp Rio Preto
125- Fábio Ramirez  Juventude Marxista/Cuiabá
126-Fernando Cayres presidente do Centro Acadêmico VIII de Abril, da Faeco/Fundação Santo André
127- Fernando Leal  Direção Sindicato dos Petroleiros/RJ
128- Fernando Lima  Executiva do Sindsep-PE CUT
129- Francine Hellmann  coordenadora da Juventude do PT de Joinville/SC
130- Francisco Horus Moura de Almeida Pacheco estudante
131- Fred Morris pastor, Igreja Metodista Unida dos EUA
132- Gilmar Mauro Direção Nacional do MST e Via Campesina Brasil
133-Guillermo Cuevas Batista estudante/ Panamá
134- Humberto Belvedere  PT/RJ
135-Humberto Sorio Junior engenheiro agrônomo e professor universitário
136-Iracema Prestes Brandão funcionária pública aposentada
137- Ivan Pinheiro secretário-geral do PCB
138- Ivan Valente deputado federal e presidente nacional do PSOL
139-Ivana Jinkings editora da Boitempo Editorial
140-Jadallah Safa ativista palestino
141-Jamal Salem médico e vereador em Campo Grande
142-Joana A. Coutinho professora do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA
143- João Pedro Stédile economista, Direção Nacional do MST e Via Campesina Internacional
144-Johannes Halter  presidente do DCE Ielusc/Joinville
145-Jose Ailton Dutra Junior professor de História
146-  José Arbex Jr. chefe do Depto. de Jornalismo da PUC-SP
147-José Carlos Miranda  vice-presidente do PT-Caieiras/Coord. do MNS
148-José Carlos Sucupira cientista político e jornalista
149-José Carolino motorista
150-José Francisco Néres PCB/BH
151-José Geraldo da Costa professor
152-José Guido Brito  Executiva do Sindicato dos Vidreiros de SP
153-José Jorge Maggio presidente do Sinpro ABC Sindicato dos Professores do ABC
154- José Vanilson Cordeiro  secretário de Políticas Sociais da Confed. Nac.Trab. Comércio e Serviços
155-  Josenildo Vieira de Mello  Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Pernambuco CUT
156-Katia Sahade descendente sírio-libanesa
157- Laércio C. Lopes físico, escritor e professor universitário
158-Laurien Cristhine Ziem Nascimento  prof./Sind. dos Trabalh. no Serv. Público de Florianópolis
159- Lejeune Mirhan sociólogo, professor e escritor
160-Leonardo Massud professor de Direito Penal da PUC-SP
161- Leonardo Vieira assessor de Relações Internacionais da CUT Central Única dos Trabalhadores
162-Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida cientista político, professor do Depto. de Política da PUC-SP
163- Luís Bicalho  ex-Executiva Nacional da CUT
164-Luis Fernando sociólogo
165- Luiz Ragon diretor de Direitos Humanos da Casa da América Latina
166- Magela Medeiros produtor cultural
167- Maísa Bonifácio Lima  professora  Apeoesp-Tatuapé
168-Manoel Martins Júnior advogado e professor da UFF
169-Manuel Sebastião Diogo sociólogo
170- Marcelo Buzetto Setor de Rel. Internac. do MST e Via Campesina Br., prof. da Fund. Santo André
171- Marcelo Viegas jornalista e cientista social
172- Marcos Del Roio professor de Ciências Políticas da Unesp-FFC
173- Marcos Sergio de Souza estudante da UFF - Volta Redonda
174- Maria Alessandra Silva Cabral professora
175- Maria Cristina de Oliveira assistente social/docente
176- Maria de Lourdes Coelho  Executiva da Confed. dos Trabalh. no Serviço Público Municipal CUT
177- Maria Helena Guimarães Pereira jornalista
178-Mário Augusto Jakobskind jornalista e escritor
179- Mario Conte  diretor Trabalhista do Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes da Gde. SP
180-                     Mário Maestri  Programa de Pós-graduação em História - UPF - Porto Alegre
181-                     Marisa de Fátima Luz Direção Nacional do MST
182-  Mary Jane de Oliveira Teixeira professora adjunta da Uerj Universidade Estadual do RJ
183- Maurício Vieira Martins professor do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito da UFF
184- Milena Teixeira Unipop Brasil Universidade de Políticas do Movimento Popular
185- Máximo Augusto Campos Masson professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro
186-                     Mayara Inês Colzani  diretora do Diretório Acadêmico Nove De Março Danma-Udesc
187-                     Milton Jacques Zanotto  pres. do Sind. dos Trab. em Inst. Privadas de Ensino do Norte Catarinense
188-                      Milton Pinheiro professor de Ciência Política da Uneb Universidade do Estado da Bahia
189-                     Mônica Cristina Brandão dos Santos Lima bióloga Uerj
190- Nader Alves Bujah presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB/Canoas/RS
191-    Nadia Yolanda Cuevas Batista estudante/Panamá
192-    Nadira Khalil Hazboun 
193- Nancy Cardoso Pereira teóloga, reitora da Universidade Bíblica Latino Americana
194-Nicolas Marcos presidente da Ujes União Joinvillense dos Estudantes Secundaristas
195- Osmar Prado  artista
196- Pablo Lima professor da UFMG
197- Paulo Barsotti cientista político, professor da FGV Fundação Getúlio Vargas
198- Paulo Cayres presidente da CNM Confederação Nacional dos Metalúrgicos CUT
199-  Paulo César Malvezzi Filho advogado, ativista de direitos humanos
200- Paulo Gomes Neto advogado, Jornal Rede Democrática RJ
201-Paulo Vinícius S. da Silva secretário nacional de Juventude Trabalh. da CTB e membro do CNJ
202-Pedro Hardman Vianna advogado
203-Plínio Mércio Baldoni  diretor executivo do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e MS CUT
204- Rafael Prata  Diretório Municipal do PT Campinas/SP
205-Rafael Willian Clemente professor
206- Rapper Fiel Morro Santa Marta
207- Rejane Teles Pinheiro relações internacionais
208-Renata Gonçalves professora da Unifesp Baixada Santista
209-Renata Lima Seabra gerente de vendas
210- Renato Vivan  professor
211-  Ricardo Gebrin advogado
212- Ricardo Morais  Direção do Sindicato dos Químicos de Pernambuco CUT
213-  Robert Aurélio Costa Lobato administrador, jornalista e blogueiro
214- Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves professor da Universidade Estadual de Goiás
215- Romi Márcia Bencke pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
216- Roque Ferreira  vereador em Bauru (PT) e diretor do Sindicato dos Ferroviários
217-  Rosa Maria Scaquetti Pinto cientista social e professora universitária
218- Rosângela de Souza advogada
219- Rosangela Soldatelli  presidente do Sindicato dos Trab. no Serv. Públ. de Florianópolis CUT
220-Said Sadique Adi professor adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
221- Sean Purdy professor de História da USP
222-Serge Goulart  Direção Nacional do PT Partido dos Trabalhadores
223- Sergio Caldieri jornalista e escritor, conselheiro da ABI Niterói
224- Sérgio Godoy professor do curso de Relações Internacionais da Fundação Santo André
225- Sergio Kalili  jornalista
226- Sergio Ricardo  músico e compositor
227-Severino Nascimento (Faustão)  Direção Nacional da CUT Central Única dos Trabalhadores
228-Sofia Manzano economista e professora universitária
229-Tania Mara Franco  professora - RJ
230-  Telma Rinkes  atriz e pedagoga de teatro Berlim/Alemanha
231- Tiago Duarte  diretor do DCE da UFSC
232-  Thiago Kistenmacher Vieira estudante
233 Ulrich Beathalter presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville, Garuva e Itapoá
234- Valdir Fraga Júnior ex-preso político - anistiado
235-  Vanderlei Elias Nery Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais PUC-SP
236-  Vanessa Colonhi  radialista e teóloga
237-  Verivaldo Mota (Galo) Executiva do Sindicato dos Vidreiros de São Paulo CUT
238-  Virginia Fontes professora do Programa de Pós-graduação em História da UFF
239- Viviane Goulart jornalista
240- Vladimir Santafé professor da Unemat e cineasta
241- Wagner Amorosino produtor musical
242-Wanderci Bueno  editor do Jornal Luta de Classes 
243-  Wesley Santos da Silva estudante
244-  Yamameh Safa ativista palestina