segunda-feira, 19 de abril de 2010

O TERROR E O ATAQUE AOS DIREITOS HUMANOS






























Desde o dia 7 de abril mais de 8.000 prisioneiros palestinos estão fazendo greve de fome para chamar a atenção e a solidariedade dos povos do mundo.
Os prisioneiros fazem 5 exigências:
1- O fim das humilhações suportadas pelas famílias durante os acessos as prisões e centros de detenção;
2- que os familiares residentes em Gaza possam visitar os palestinos detidos; assim como a permissão de visita de familiares residentes em Jerusalém Este, Cisjordânia e cidades árabes-dentro de Israel. Visitas negadas com argumento de “motivos de segurança”
3- que se permita aos estudantes secundaristas detidos o direito de realizar seus exames para a escola, na prisão;
4- o direito a informação, o acesso ao canal Al Yazira, aos livros;
5- o fim do isolamento de seus companheiros que permanecem mais de 8 anos em celas isoladas.

O Estado sionista não respeita os Direitos Humanos Internacionais nas suas mais básicas postulações sobre o tratamento que se deve dar aos prisioneiros, aprovadas no Primeiro Congresso das Nações Unidas, Genebra 1955, assim como não respeita o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos aprovado pela Assembléia Geral da ONU, em dezembro de 1966.
Os maus tratos recebidos pelos palestinos nas prisões sionistas e as humilhações impostas aos seus familiares significam uma grave violação e representa um ataque direto aos Direitos Humanos Internacionais e, nesse sentido à humanidade.
O Estado sionista implementa uma política de “limpeza étnica, cultural, religiosa e política” que objeta o domínio absoluto dos territórios palestinos e o controle político e ou militar do Oriente Médio, rico em petróleo. Não há nenhuma dúvida sobre a natureza e o caráter do Estado sionista: Israel é uma construção racista com objetivos claros.
O exército sionista utiliza armamentos letais contra os palestinos desarmados, matam, prendem e torturam os jovens, mulheres e crianças que resistem, há 63 anos, com pedras, o avanço da ocupação sionista em seus territórios.
Dos cerca de 8.000 prisioneiros, 60 são mulheres e 390 são crianças; entre os homens se destacam representantes de partidos políticos, sindicatos, artistas, líderes estudantis, ativistas pela paz e membros do Conselho Legislativo Palestino.
A maioria dos prisioneiros palestinos em cárceres sionistas sequer sabe os motivos que os mantém prisioneiros, por que não há acusação formal contra eles.
Os riscos a que estão expostos são enormes: vai desde a tortura ao risco de terem seus órgãos amputados por conta do tráfico de órgãos promovido e já denunciado por jornalistas suecos e ativistas dos direitos humanos, nos cárceres israelitas.
No entanto, apesar de tal tragédia humana ser contemporânea e está acontecendo enquanto você lê essa denúncia e da eficiência da alta tecnologia dos meios de informação/comunicação mundial, a mídia, comprometida com o sionismo, portanto a mídia sionista não informa absolutamente nada que comprometa a imagem “pura, frágil e democrática” de Israel.
É justo nesse ponto que a solidariedade internacionalista assume seu papel na trincheira de luta: Somos a voz ampliada dos palestinos na denúncia do caráter fascista de Israel e na denúncia da dramática situação de vida do povo palestino, que ainda assim, dá ao mundo um dos mais belos exemplos de luta e resistência de um povo oprimido.

VIVA A INTIFADA!
PALESTINA LIVRE!
LIBERTEM NOSSOS PRISIONEIROS!

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino RJ































































segunda-feira, 12 de abril de 2010

PRISIONEIROS PALESTINOS INICIAM GREVE DE FOME


A Frente Democrática pela Libertação da Palestina chama o Comitê Internacional de Direitos Humanos e as organizações de direitos humanos do mundo a promover a solidariedade com os milhares de prisioneiros palestinos em cárceres sionistas.

A FDLP denuncia, ainda, que mais de 7.500 prisioneiros iniciaram, este mês, uma greve de fome para exigir o fim do isolamento de seus companheiros que permanecem mais de 8 anos em celas isoladas.

Dirigimos uma saudação especial aos valentes prisioneiros dos destacamentos da Resistência Palesntina, especialmente a Ibrahim Abu Hijle (DFLP), Ahmad Saadat (FPLP), Marwan Bargouthi (Al-Fatah) Abdel-Khaleq Al-Natshe (Hamas) y Bassam Al-Saadi (Jihad).

Igualmente saudamos os companheiros dirigentes de nossa organização: Sufian Barakat, miembro del Comité Central del FDLP; Gamal Abu Saleh, miembro de la Dirección Central del FDLP nos territórios ocupados que estão há 23 anos encarcerados; Esmat Mansour membro da Direção Central , há 16 anos atrás das grades e Moustafa Badarneh, membro da Direção Central do FDLP e representante do Comitê que esteve a cargo da redação do Documento dos Prisioneiros, do qual saiu o "Documento da Reconciliação Nacional" discutido no diálogo global em Gaza ( 27 de junho de 2006).

Chamamos as Nações Unidas, o Comitê Internacional de Direitos Humanos e as organizações de direitos humanos à solidariedade com a greve de fome dos prisioneiros e a exercer pressão internacional para que o governo sionista de direita e ultra direita , presidido por Netanyahu, suspenda o isolamento e liberte os prisioneiros das difrentes forças e destacamentos da resistência palestina.


Oficina Central de Información del Frente Democrático para la Liberación de Palestina

6 de abril del 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A VOZ DO POVO DO MORRO


(foto da AFP)Durante as chuvas no Estado do Rio de Janeiro, uma grande tragédia se abateu sobre a população que vive em favelas nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Logo em seguida, o governo do Estado responsabilizou a mudança climática e culpou as próprias vítimas, os moradores das áreas carentes, pela tragédia.Nada mais sordido e agressivo do que ter que ouvir dos responsáveis pela administração e políticas públicas do Estado, que faturam com os royates de petróleo, que gerenciam o Estado capitalista, essa acusação. Obviamente, as autoridades governamentais já estão fazendo da tragédia uma grande oportunidade de negócio, a começar por fundamentar e impor a limpeza social, ou seja deletar os pobres, das áreas promissoras para a especulação financeira. Estamos todos solidarios e empenhados com todo o movimento social em dar voz ao nosso povo e denunciar mais essa postura criminosa desse governo estadual. Nesse sentido, abaixo reproduzimos a Nota de esclarecimento dos moradores de favelas de Niterói.


Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro


Leia e divulgue o Blog: somostodospalestinos.blogspot.com
Nos procure no: https://twitter.com/vivaintifada

Nota de esclarecimento


Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público. A prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a cidade e não faz as obras de infra-estrutura que poderiam salvar vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria sorte.Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo desordenado e submete toda a população à sua ganância. Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos os corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito Jorge Roberto Silveira, o secretário de obras Mocarzel, o governador Sérgio Cabral e o presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa. Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e retirar o nosso direito à cidade. Nós, favelados, somos parte da cidade e a construímos com nossas mãos e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas de abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social brasileira e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam, justamente no momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade, jamais souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e sua história em situações como a que vivemos agora. Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito à nossa dor, exigimos o retratamento imediato das autoridades públicas. Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos, queremos o compromisso com políticas públicas que nos respeitem como cidadãos e seres humanos.

Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói

Associação de Moradores do Morro do Estado

Associação de Moradores do Morro da Chácara

SINDSPREV/RJ

SEPE – Niterói

SINTUFFDCE-UFF

Mandato do vereador Renatinho (PSOL)

Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL)

Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK)

Movimento Direito pra Quem

Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Chico Brasileiro participa de ato do Dia da Terra Palestina em Foz do Iguaçu - PR


O vice-prefeito de Foz do Iguaçu Chico Brasileiro participou na manhã de hoje do ato do Dia da Terra Palestina. Neste 30 de março, nas terras invadidas da Palestina, nos campos de refugiados e nas emigrações da Diáspora e um pouco por todo o mundo, em sinal de solidariedade, comemora-se o 34º “Dia da Terra” (Yawm Al-Ard), como um dia de protesto e de resistência, contra a apropriação, por Israel, da terra Palestina. Diversas autoridades, representantes de entidades e religiosos se reuniram na Praça das Nações para marcar a data. Para Chico Brasileiro, Foz do Iguaçu é um exemplo para o mundo de como se vive em paz e harmonia reunindo mais de 70 etnias. “Estamos aqui para expressar a nossa solidariedade à causa palestina”, afirmou.
Sobre o simbolismo do data consta que em 1976 em resposta ao anúncio do governo israelense de um plano que iria confiscar terras, em áreas árabes, para construir novas colônias e ampliar cidades judaicas, foi organizada uma greve geral pelos palestinos e diversas manifestações nas cidades árabes da Galiléia ao Negev.
O governo israelense, através do seu exército nazi-sionista, reprimiu violentamente com tanques e artilharia pesada. O saldo do confronto foram seis jovens, cidadãos árabes, mortos e 96 feridos e 300 presos. Desde então, o 30 de Março, tornou-se anualmente num Dia de comemorações e de manifestações, realizadas não só por cidadãos palestinos, mas por árabes e demais cidadãos de todo o mundo.
O "Dia da Terra" simboliza também a resistência palestina à ofensiva em curso, de Israel, no tocante à continuada expropriação de terras, ao apartheid, à colonização e à ocupação. O ato público prossegue durante todo o dia na Praça das Nações com exposição de fotos, faixas e cartazes.

Fotos: Christian Rizzi

quarta-feira, 31 de março de 2010

Comunidade árabe e brasileiros se unem em ato do Dia da Terra na Palestina em Foz do Iguaçu

Autoridades iguaçuenses, estudantes e membros de movimentos sociais se uniram aos árabes para protestar contra a ocupação israelense

Em ato público na Praça das Nações (Mitre), membros da comunidade árabe de Foz e região celebraram ontem o Dia da Terra na Palestina (Yawm Al-Ard), que recorda os 34 anos de resistência a invasão de terras palestinas pelo Estado de Israel. A mobilização, realizada de forma semelhante em várias partes do mundo, teve a participação de membros de movimentos sociais, políticos, sindicalistas e autoridades iguaçuenses, entre elas o vice-prefeito, Chico Brasileiro. Em comum, todos protestaram contra a ocupação de Israel, que segue até os dias de hoje.


No Dia da Terra na Palestina, palestinos que ainda vivem nos territórios ocupados por Israel ou no exílio prestam solidariedade às vítimas de uma mobilização ocorrida em 30 de março de 1976. Na época, vários palestinos da Galileia — território ocupado pelo Estado de Israel, em 1948 — que se manifestavam contra a invasão foram reprimidos pelo Exército israelense com violência. Nos confrontos, mais de 90 pessoas foram mortas e 300 acabaram presas.

Causa

"Nesse dia, os colonialistas sionistas atacaram o povoado da Galileia e mataram muitos inocentes que defendiam suas terras e sua liberdade. Por isso desde aquele ano foi lançada esta data como Dia da Terra da Palestina. Hoje, como ato simbólico, as pessoas se unem seja aqui ou em qualquer outro lugar do mundo, palestinos ou não palestinos, como os brasileiros, para defender esta causa nobre", resumiu o xeque Mohsin Alhassani.

A causa à qual se refere é justamente a união do povo palestino, a volta dos refugiados para as suas terras, liberada pelo opressor e o fim do que considera genocídio. "E é neste aspecto que estamos aqui, para lembrar e elevar a voz dos palestinos para que se juntem a nós nesta marcha e nesta luta", disse o líder religioso.

Com os territórios ocupados, milhares de palestinos são mantidos com cerceamento dos direitos na Cisjordânia colonizada. Outros tiveram que se exilar na Jordânia, Líbano, Síria e países vizinhos. "Todos estão dispersados e não têm nem mesmo acesso a familiares e parentes para poder voltar às suas terras, o que lamentamos de coração. Por isso, defendemos que eles tenham esta volta"..

Iniciada em 1948, a ocupação israelense continua em andamento, a exemplo do recente anúncio de construção de assentamentos em Jerusalém Oriental. Este território, parte de uma área ocupada pelo Estado de Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, é tida como fundamental para o Estado Palestino, no futuro. Mesmo assim, as invasões seguem.

Como analisou Mohsin Alhassani, é visto por todo o mundo que "Israel tem atacado muçulmanos, árabes e palestinos. Tem matado, causado prejuízos e expulsado as pessoas de suas terras". No entanto, "infelizmente o mundo inteiro não está fazendo nada. Seja ocidental ou oriental. No mais é apenas repúdio, e no final não acontece nada", criticou.

Lembrando de outros conflitos onde há a pronta intervenção da ONU e das grandes potências da Europa, além dos EUA, "na Palestina ninguém mexe". "É como se os sionistas e israelenses não tivessem alguém para derrubá-los. Isso é o que lamentamos. Na verdade, chamamos os brasileiros e os demais povos que se interessam pela liberdade, igualdade, solidariedade e fraternidade, que se manifestem", conclamou o religioso.

União

A união, convocada por Mohsin Alhassani, pode ser notada durante o ato de ontem, quando dezenas de brasileiros estiveram lado a lado de membros da comunidade. Para Amer Mahmud, "é uma forma de resistência e de mostrar ao povo brasileiro o que se passa na Palestina". "As pessoas em sua própria terra não têm liberdade. Há bloqueios em cada cem, 200 metros. Queremos que sejam livres e tenham direito de ir e vir. Agora mesmo, Israel constrói assentamentos em Jerusalém Oriental. Ou seja, eles querem de uma vez tirar os palestinos da cidade"..

Para o jovem, os brasileiros estão na mesma causa: "Eles nos ajudam e ficamos gratos por isso".

Apoio

O vice-prefeito, Chico Brasileiro, disse que Foz do Iguaçu é um exemplo para o mundo sobre como se vive em paz e harmonia reunindo mais de 70 etnias. "Estamos aqui para expressar a nossa solidariedade à causa palestina", afirmou.



Para o organizador do evento, Jihad Abuali, a memória da data é hoje um retrato fiel da realidade vivida na Palestina. "O que aconteceu há anos é o que acontece ainda hoje. O que vemos não é lembrança, é o cotidiano da luta, da resistência pelo território", comentou. A principal referência atual está na determinação recente do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netaniarro, que estabeleceu a construção de 1.600 casas na Jerusalém Oriental.

Com o ato público que ocorre em várias partes do mundo, os palestinos desejam chamar atenção para a ocupação de seu território e pedir justiça. "Todos os anos fazemos esse chamamento para que o mundo saiba o quanto os palestinos têm sofrido com essa ação, com a invasão. O que queremos é liberdade e justiça para o povo da Palestina."

Para Abuali, hoje a principal indignação está relacionada ao posicionamento da Organização das Nações Unidas. "Israel nunca respeitou as resoluções da ONU, há décadas nunca respeita os limites."

Em Foz, a promoção do evento é assinada pela Sociedade Árabe-Palestina-Brasileira e deve reunir cerca de 400 pessoas. "Aguardamos palestinos, pessoas que não integram a comunidade árabe também estão convidadas, esse ato não tem nada a ver com religião."

Presidente

De acordo com Abuali, as declarações de apoio ao povo palestino, feitas pelo presidente Luiz Inácio lula da Silva, foram fundamentais. "Ele disse que os palestinos sofrem com o bloqueio, que classificou de cruel, feito por Israel."

No movimento em Foz, botons com a inscrição Palestina Livre serão distribuídos, e os lenços palestinos (hata) também serão utilizados. O lenço é conhecido como símbolo da resistência palestina.

Publicada na Gazeta de Iguaçu

Em defesa da Palestina


Árabes, palestinos e descendentes, com apoio de brasileiros, fizeram ontem uma manifestação em Foz do Iguaçu contra a apropriação de terras palestinas por parte de Israel. Durante o protesto, batizado de Dia da Terra (Yawm Al-Ard), os participantes exibiram fotos, faixas e fizeram discursos na Praça das Nações, no centro de Foz, para lembrar a causa palestina.

A data surgiu como lembrança histórica da resistência de 1976, ocasião em que vários palestinos da Galileia (território ocupado em 1948) manifestaram-se contra a invasão e ocupação de suas terras pelo Estado de Israel. “A história está se repetindo, o que aconteceu há 30 anos está acontecendo hoje”, diz Jihad Abu Ali, representante da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu, responsável pelo evento.

MOBILIZAÇÕES E REPRESSÃO DO EXÉRCITO DE OCUPAÇÃO MARCAM O DIA DA TERRA EM TODA PALESTINA


(Foto: miles de manifestantes palestinos no interior de Israel, na aldeia de Sajnin com a proibida bandeira palestina)

Durante todo o dia de ontem houve manifestações pelo "Dia da Terra Palestina", tanto nos territórios palestinos de 1948 (hoje chamado Israel), como nos territórios palestinos ocupados e na sua capital ocupada Jerusalém. Em Sajnin Galilea, uma das tantas aldeias e cidades palestina dominadas na criação de Israel, em 1948, ainda que majoritariamente habitadas por palestinos, foi o lugar onde começou a Intifada de 30 de março de 1976, contra a usurpação de suas milenárias terras, marcando o "Dia da Terra". Mais de 8 mil palestinos, com cidadania israelense obrigatórias, foram para as ruas com bandeiras palestinas, rompendo com as proibições israelitas de usar as bandeiras, para protestar contra a ocupação das terras palestinas.
Entre as canções entoadas se escutava: "Barak, Barak Quantos crianças já matou hoje?" , em referência aos crimes de lesa humanidade do ministro de Defesa israelita Ehud Barak.

JESRUSALÉM
As manifestações palestinas foram fortemente reprimidas, como nas outras cidades.

GAZA
As manifestações em Gaza foram atacadas pelo exército de ocupação sionista matando o menino palestino Mohammed Zeid Ismail al Fermawi, de 15 anos no entorno do destruido Aeroporto Yasser Arafat, a oeste de Rafah, segundo Moawiya Hasanein, chefe dos serviços de urgência palestinos em Gaza. Outros 20 jovens palestinos foram feridos, entre eles o menino Riad Abu Namus de 9 anos, que se encontra em estado grave, informou a mesma fonte.

HAMAS
Em um comunicado difundido hoje, 31 de março, assegurou que a morte do menino, como as mortes do fim de semana passada, não ficarão impunes e chamou a resistência contra a ocupação.

30 DE MARÇO – O DIA DA TERRA PALESTINA

Arte do artista palestino Majed Al Mokdad
(Nota Política do PCB)

No mundo inteiro, o dia 30 de março tem um significado especial para os internacionalistas. Neste dia, em 1976, na Galiléia, uma poderosa greve geral organizada pelos trabalhadores palestinos, contra o confisco de suas terras pelo exército sionista, é reprimida violentamente pela força de ocupação.

Desde então, os internacionalistas comemoram o dia 30 de março como o Dia da Terra, uma forma de celebrar todos os anos a resistência e a luta desse sofrido e combativo povo em defesa de suas terras e de sua cultura.

De lá para cá, pouca coisa mudou. Os palestinos continuam diariamente sendo assassinados, presos e humilhados pelo exército de Israel; seu território continua sendo diariamente apropriado pelos sionistas, suas casas derrubadas; continua a construção e ampliação de colônias, nas terras palestinas, para assentar judeus europeus.

A ameaça de transformar lugares sagrados para a religião dos mulçumanos - especialmente a explanada das Mesquitas, onde se encontra a importante Mesquita de Al Aqsa - em sítios para a religião judaica está sendo levada a cabo pelas autoridades israelitas.

Em Gaza, a população sitiada, que sofre os horrores do Bloqueio Econômico que impede a entrada de alimentos, remédios, combustível e toda sorte de produtos para necessidades básicas, está sendo frequentemente bombardeada pelo exército invasor, que impiedosamente mata sem discriminação homens, mulheres e crianças palestinas.

Neste dia 30 de março, cujo símbolo é uma oliveira, aproveitamos para reforçar nosso irrestrito apoio à resistência do povo palestino, nossa solidariedade à sua luta contra o sionismo e mais uma vez afirmar a defesa intransigente por uma Palestina Laica e Democrática para todos, com o retorno dos refugiados e tendo Jerusalém como capital.

Viva a intifada; viva a resistência do povo palestino!

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Secretariado Nacional
30 de março de 2010

Mobilizações no Dia da Terra em Defesa da Palestina


Árabes, palestinos e descendentes, com apoio de brasileiros, fizeram ontem uma manifestação em Foz do Iguaçu contra a apropriação de terras palestinas por parte de Israel. Durante o protesto, batizado de Dia da Terra (Yawm Al-Ard), os participantes exibiram fotos, faixas e fizeram discursos na Praça das Nações, no centro de Foz, para lembrar a causa palestina.
A data surgiu como lembrança histórica da resistência de 1976, ocasião em que vários palestinos da Galileia (território ocupado em 1948) manifestaram-se contra a invasão e ocupação de suas terras pelo Estado de Israel. “A história está se repetindo, o que aconteceu há 30 anos está acontecendo hoje”, diz Jihad Abu Ali, representante da Sociedade Árabe Palestina de Foz do Iguaçu, responsável pelo evento.
Fonte : GAZETA DO POVO
Foto : Christian Rizzi/Gazeta do Povo

segunda-feira, 29 de março de 2010

Dia da terra em São Paulo -SP

Cultura no Dia da Terra

30 de março, terça-feira

19:00 h

Centro Cultural Gianfrancesco Guarnieri

Rua Vergueiro, 2485 - Vila Mariana (próximo ao metrô Ana Rosa)

Exibição do filme “Porta do Sol” seguida de debate - Entrada franca

Sinopse: Porta do Sol (Bab El Chams, La Porte du Soleil) – Parte 1
130 min., cor, Egito-Palestina-França, 2006, DVD
Árabe com legendas em português
Direção: Yousry Nasrallah
Baseado no livro homônimo de Elias Khoury
Filme retratado em dois episódios, conta a história de Yunis, um velho palestino da resistência que está em coma em hospital nos arredores de Beirute. Sua trajetória é narrada por Khalil, enfermeiro que fica a seu lado dia e noite, recusando-se a admitir que seu herói jamais ganhe consciência novamente. Vemos sua infância, seu casamento com Nahila, sua ausência no momento em que sua vila é destruída em 1948. Trata-se de um filme de ficção, mas que tem como pano de fundo a história palestina e mostra, com clareza e beleza, imagens difusas ao longo da ocupação. Mostra a humanidade e, com delicadeza, o enorme sofrimento de um povo que perde o seu lar e a sua pátria.

O Dia da Terra

Representado pela árvore da oliveira, o Dia da Terra é celebrado em diversas partes do globo. Foi instituído para lembrar protesto de palestinos que ocorreu no dia 30 de março de 1976 contra a invasão e ocupação de suas terras pelo exército de Israel na Galiléia, o qual reprimiu violentamente a manifestação, atingindo de forma indiscriminada homens, mulheres e crianças. Como resultado, seis palestinos foram assassinados e centenas deles ficaram feridos ou foram presos.

Por ocasião da sua passagem, neste ano, o Mopat (Movimento Palestina para Tod@s), a Sociedade Árabe-Palestina de São Paulo e o Centro Cultural Gianfrancesco Guarnieri realizarão atividade no dia 30 de março que contará com exibição do filme “Porta do Sol”. Este integra o acervo do ICArabe (Instituto da Cultura Árabe) – o qual, juntamente com a Frente em Defesa do Povo Palestino e o Centro Universitário Cultura e Arte da UNE-SP (União Nacional dos Estudantes), apóia a iniciativa.

Ao não deixar cair no esquecimento a morte de cidadãos comuns e trazer informações sobre o tema complexo, as entidades organizadoras e apoiadoras levantam a bandeira dos que lutam contra a criminalização dos movimentos sociais e pela democracia plena, com justiça social.

Realização

Mopat - Movimento Palestina para Tod@s

Sociedade Árabe-Palestina de São Paulo

Centro Cultural Gianfrancesco Guarnieri

Apoio

ICArabe - Instituto da Cultura Árabe

Frente em Defesa do Povo Palestino

Centro Universitário da UNE - União Nacional dos Estudantes

domingo, 28 de março de 2010

Dia da terra em Foz do Iguaçu - PR

Comunicamos ao Ilustre Órgão de Imprensa, Dia da Terra Palestina

Significado da data "30 de março - Dia da Terra Palestina"
Hoje, nas terras invadidas da Palestina, nos campos de refugiados e nas emigrações da Diáspora e um pouco por todo o mundo, em sinal de solidariedade, comemora-se o 34.º “Dia da Terra” (Yawm Al-Ard), como um dia de protesto e de resistência, contra a apropriação, por Israel, da terra Palestina.

Em 1976 em resposta ao anúncio do governo israelense de um plano que iria confiscar terras, em áreas árabes, para construir novas colônias e ampliar cidades judaicas, foi organizada uma greve geral pelos palestinos e diversas manifestações nas cidades árabes da Galiléia ao Negev.

O governo israelense, através do seu exército nazi-sionista, reprimiu violentamente com tanques e artilharia pesada. O saldo do confronto foram seis jovens, cidadãos árabes, mortos e 96 feridos e 300 presos.

Desde então, o 30 de Março, tornou-se anualmente num Dia de comemorações e de manifestações, realizadas não só por cidadãos palestinos, mas por árabes e demais cidadãos de todo o mundo.

Hoje, o "Dia da Terra" simboliza também a resistência palestina à ofensiva em curso, de Israel, no tocante à continuada expropriação de terras, ao apartheid, à colonização e à ocupação.

Ato publico com comunidade árabe , Autoridades da cidade , simpatizantes e convidados ,
Durante todo o dia haverá exposição de fotos e faixas e cartazes na praça .
Local: Praça do Mitre ( Foz do Iguaçu )
Data: 30/03/2010
Horário: 10:00h

sábado, 27 de março de 2010

Atividade Dia da Terra Palestina em Porto Alegre - RS

Na próxima terça – feira (30/03) a Associação Cultural José Marti/RS, em apoio ao Povo Palestino que nesta data comemora o “Dia da Terra” – símbolo da resistência palestina à ofensiva continuada de Israel deexpropriação de terras, apartheid, colonização e ocupação -, convida para a projeção do filme “Occupation 101 – A Voz da maioria Silenciada”, dos diretores Abdallah Omeish e Sufyan Omeish , 2006, com duração de 80 minutos.

O filme trata das raízes históricas do conflito entre Israel e Palestina, entre os quais: a primeira onda de imigração dos judeus europeus para a região da Palestina nos anos de 1880; as tensões de 1920; as guerras de 1948 e 1967; a primeira Intifada de 1987; o processo de paz de Oslo; a expansão dos acampamentos judeus; o bloqueio econômico; a ocupação feita por Israel na Faixa de Gaza; o papel dos EUA no conflito e o testemunho das vítimas da ocupação.

Local: Sede da ACJM/RS – Rua dos Andradas, 1560 – 16º andar – Galeria Malcon - POA

Horário: 19h

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Comite Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino promove evento para comemorar o Dia da Terra Palestina!

Através da exibição do filme Occupation 101 - A Voz da Maioria Silenciada, o Comitê pretende criar uma confraternização e reflexão sobre a situação da Palestina hoje!
O evento será no dia 30 de março de 2010 - terça-feira, às 19 horas, no Museu da Escola Catarinense (antiga FAED) - UDESC. Projeto Cinearth. Rua Saldanha Marinho, 196, Centro, Florianópolis, SC.
Após o filme haverá debate com
Khader Othmann - Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino e jornalista Elaine Tavares .
Entrada Franca
Sinopse:
dos diretores Abdallah Omeish e Sufyan Omeish , 2006, duração 80 minutos.
O filme trata das raízes históricas do conflito entre Israel e Palestina, abrangendo uma ampla gama de assuntos, entre os quais: a primeira onda de imigração dos judeus europeus para a região da Palestina nos anos de 1880; as tensões dos anos de 1920; as guerras de 1948 e 1967; a primeira Intifada de 1987; o processo de paz de Oslo; a expansão dos acampamentos judeus; o bloqueio econômico e a ocupação de Israel na Faixa de Gaza; o papel dos EUA no conflito; o testemunho das vítimas da ocupação israelense.


Significado da data "30 de março - Dia da Terra"

Hoje, nas terras invadidas da Palestina, nos campos de refugiados e nas emigrações da Diáspora e um pouco por todo o mundo, em sinal de solidariedade, comemora-se o 34.º “Dia da Terra” (Yawm Al-Ard), como um dia de protesto e de resistência, contra a apropriação, por Israel, da terra Palestina.

Em 1976 em resposta ao anúncio do governo israelense de um plano que iria confiscar terras, em áreas árabes, para construir novas colônias e ampliar cidades judaicas, foi organizada uma greve geral pelos palestinos e diversas manifestações nas cidades árabes da Galiléia ao Negev.

O governo israelense, através do seu exército nazi-sionista, reprimiu violentamente com tanques e artilharia pesada. O saldo do confronto foram seis jovens, cidadãos árabes, mortos e 96 feridos e 300 presos.

Desde então, o 30 de Março, tornou-se anualmente num Dia de comemorações e de manifestações, realizadas não só por cidadãos palestinos, mas por árabes e demais cidadãos de todo o mundo.

Hoje, o "Dia da Terra" simboliza também a resistência palestina à ofensiva em curso, de Israel, no tocante à continuada expropriação de terras, ao apartheid, à colonização e à ocupação.
Sua presença e sua solidariedade são fundamentais na luta de libertação da Palestina!
Divulgue esse evento, repasse este convite para seus amigos!

quarta-feira, 24 de março de 2010

Urânio empobrecido: Um crime de guerra dentro de uma guerra criminosa


Os povos iraquiano, palestino, afegão são vítimas fatais da utilização das armas produzidas com o lixo nuclear, armas largamente produzidas e utilizadas pelos exércitos de ocupação dos Estados Unidos da América e sua base militar no Oriente Médio, Israel.

O resultado de sua utilização a médio prazo, você pode verificar com seus olhos:


por William Bowles

Como se destruir um país e a sua cultura não fosse suficientemente mau, o que dizer acerca da destruição do seu futuro, dos seus filhos? Quero bradar isto de cima dos telhados! Somos cúmplices em crimes de tamanha enormidade que acho difícil encontrar as palavras para descrever o que sinto acerca deste crime cometido em meu nome! Em nome do mundo "civilizado"?
"Esqueça-se do petróleo, da ocupação, do terrorismo ou mesmo da Al-Qaeda. O perigo real para os iraquianos destes dias é câncer. O câncer está a propagar-se rapidamente no Iraque. Milhares de bebés estão a nascer com deformidades. Os médicos dizem que estão a lutar para enfrentar o aumento do câncer e dos defeitos natos, especialmente em cidades sujeitas a pesado bombardeamento americano e britânico". — Jalal Ghazi, para New America Media Segundo Dahr Jamail, "Os militares estado-unidenses e britânicos utilizaram mais de 1700 toneladas de urânio empobrecido (depleted uranium, DU) no Iraque durante a invasão de 2003 (Jane's Defence News, 4/2/04) acima da 320 toneladas utilizadas na Guerra do Golfo de 1991 (Inter Press Service, 3/25/03). Literalmente, todas as pessoas com quem falei no Iraque durante os meus nove meses de reportagem ali sabem de alguém que sofre ou morreu de câncer. (...) Ghazi cobriu Faluja, a qual absorveu a carga de duas maciças operações militares dos EUA em 2004, até 25 por cento dos nascituros têm sérias anormalidades físicas. As taxas de câncer em Babil, uma área a Sul de Bagdad, elevaram-se de 500 casos em 2004 para mais de 9000 em 2009. O Dr. Jawad al-Ali, director do Centro de Oncologia em Bassorá, disse à Al Jazeera English (10/12/09) que houve 1885 casos de câncer no ano de 2005, agora de 1250 a 1500 pacientes visitam o seu centro a cada mês. — 'The New 'Forgotten' War' By Dahr Jamail, 15 March, 2010
Mesmo a BBC foi forçada a reconhecer a realidade (Ouçam: 'Child deformities 'increasing' in Falluja' 4 March, 2010). Mas é verdade que pesquisei o sítio web da BBC em busca do vídeo clip que havia visto na semana passada, de modo que fui poupado às cenas horrorosas que testemunhara, registadas no hospital principal de Faluja. Se isto tivesse sido uma herança de Saddam, teríamos visto imagens como aquelas acima repetidas infindavelmente nos mass media, completadas com resoluções da ONU e tudo o mais. Esta peça curta colocada no sítio web da BBC finalizava assim:
"Numa declaração, o Pentágono disse que "Nenhum estudo até à data indicou questões ambientais que resultassem em questões específicas da saúde. Munições não explodidas, incluindo dispositivos explosivos improvisados, são um perigo reconhecido" ".
Fim da história, tanto quanto o que preocupa a BBC. Assim, como é que isto não é uma manchete? Mesmo a Coligação Travem a Guerra (Stop the War Coalition) mal menciona o assunto, mais preocupada aparentemente com os apuros dos guerreiros do imperialismo, dos guerreiros britânicos que dispararam esta coisa imunda não só contra inocentes iraquianos como também contra inocentes da antiga Jugoslávia e do Afeganistão. Mas então somos os cidadãos do Império, o que explica porque Stop the War tem pouco ou nada a dizer sobre o assunto.
"Quando disseram que o urânio empobrecido era a arma preferida do império estado-unidense, eles mentiam. A palavra 'empobrecido' é um truque de relações públicas. Ela faz parece que o material nuclear está esgotado. Não está. É urânio. Vamos chamá-lo urânio. Por outras palavras, DU é o resíduo nuclear de baixo nível. O DU também pode conter traços significativos de "neptúnio, plutónio, amerício, tecnícium-99 e urânio-236". – http://tuberose.com/
As declarações do governo britânico e estado-unidense de que o Depleted Uranium é uma arma "convencional" são contraditadas pelos factos:
O armamento com urânio empobrecido (DU) cumpre a definição de armas de destruição em massa em duas de três categorias sob o U.S. Federal Code Title 50 Chapter 40 Section 2302.
Desde 1991, os EUA libertaram atomicidade equivalente a pelo menos 400 mil bombas de Nagasaki na atmosfera global. Isto é 10 vezes a quantidade libertada durante testes atmosféricos, a qual era o equivalente a 40 mil bombas de Hiroshima. Os EUA contaminaram permanentemente a atmosfera global com poluição radioactiva que tem uma semi-vida de 2,5 mil milhões de anos.
Os EUA conduziram ilegalmente quatro guerras nucleares na Jugoslávia, Afeganistão e duas vezes no Iraque desde 1991, chamando o DU de armamento "convencional" quando de facto é armamento nuclear.
O DU no campo de batalha tem três efeitos sobre sistemas vivos: é um veneno químico como metal pesado, um veneno "radioactivo" e tem um efeito de "partícula" devido à dimensão das partículas que é de 0,1 mícrons ou mais pequeno.
Os planos para o DU como armamento são de um memorando de 1943 do Gen. L. Groves, do Projecto Manhattan, que recomendou o desenvolvimento de materiais radioactivos como armas de gás venenoso – bombas sujas, mísseis sujos e balas sujas.
As armas com DU são penetradoras com energia cinética muito efectiva, ainda mais efectiva do que as bio-armas uma vez que o urânio tem uma forte afinidade química para estruturas de fosfato concentradas no DNA.
O DU é o Cavalo de Tróia da guerra nuclear – ele mantém-se presente e continua a matar. Não há maneira de limpá-lo e nenhuma maneira de anulá-lo porque ele continua a desintegrar-se em outros isótopos radioactivos em mais de 20 passos.
Terry Jemison do U.S. Department of Veterans Affairs declarou em Agosto de 2004 que mais de 518 mil veteranos do Golfo (período de 14 anos) estão agora com incapacidade médica e que 7.039 foram feridos no campo de batalha naqueles mesmo período. Mais de 500 mil veteranos dos EUA estão sem casa.
Em alguns estudos de solados que tiveram bebés normais antes da guerra, 67 por cento dos bebés pós-guerra nasceram com defeitos graves – com falta de cérebro, olhos, órgãos, pernas e braços e doenças do sangue.
No Sul do Iraque, cientistas estão a relatar níveis de radiação gama no ar cinco vezes mais elevados, o que aumenta a carga corporal diária dos habitantes. De facto, o Iraque, a Jugosláveis e o Afeganistão são inabitáveis.
O câncer começa com uma partícula alfa sob as condições certas. Um grama de DU é da dimensão de um ponto nesta sentença e liberta 12 mil partículas alfa por segundo. – http://tuberose.com/ De modo que todas vocês, pessoas alegadamente civilizadas, o que estão a fazer acerca disto?
PS: Oh, esqueci-me das armas com DU fornecidas a Israel pelos EUA, também lançadas sobre o povo de Gaza.
Este artigo foi postado do : http://resistir.info/ .

terça-feira, 23 de março de 2010

QUEBRANDO O SILÊNCIO



Entenda em 6 min. a natureza do ESTADO SIONISTA:
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=oWPW7yUjmwU

Antigos soldados israelenses fundam Breaking the Silence para quebrar o silêncio e revelar os abusos cometidos por seu Exército nas zonas ocupadas. Eles realizam um giro pela Europa e Estados Unidos em busca de apoio.Pela primeira vez, a organização israelense pelos direitos humanos Breaking the Silence (Quebrando o Silêncio) veio à Alemanha falar da situação nos territórios palestinos – tema que é tabu em seu próprio país.
Os fundadores e membros ativos são ex-soldados e reuniram fotos e vídeos de testemunhas oculares sobre os maus tratos, os saques e a destruição arbitrária perpetrados pelo Exército de Israel.
Desde 2004, a associação informa a opinião pública de seu país e internacional sobre a ocupação israelense, porém esta é sua primeira turnê sistemática pela Europa e os Estados Unidos. "Pois acreditamos que Gaza foi uma virada séria. Na qualidade de soldados que estiveram lá, nosso dever moral é contar ao mundo o que fizemos", explica o reservista Yehuda Shaul, referindo-se à guerra conflagrada na Faixa de Gaza há cerca de um ano.

Na Alemanha, seus interlocutores são políticos, funcionários do Ministério das Relações Exteriores e membros da comissão de direitos humanos. E seu principal argumento e arma são narrativas em primeira mão. Como a do soldado Amir, referindo-se à guerra em Gaza."Nas conversas com os oficiais, logo ficou claro que desta vez não se tratava de uma operação, mas sim de uma guerra sem luvas de pelica. As orientações que recebíamos antes, para poupar os civis, não valiam dessa vez. Pelo contrário, se houver problemas, atira-se e não se faz perguntas."

A lógica dos que tudo podem Shaul revela a cruel lógica do ocupador. "A pessoa se acostuma tão rápido. Por exemplo, se quer assistir um jogo de futebol, você observa onde há um telhado com antena parabólica, entra na casa, tranca a família em um quarto e assiste ao jogo. Todos nós, soldados, fizemos esse tipo de coisa."Assim como outros atos, bem menos "inocentes".

Judeu ortodoxo, nascido em Jerusalém, Yehuda Shaul cumpriu seus três anos de serviço militar em Hebron, onde uma minoria de 600 colonos judeus extremistas vive entre 220 mil palestinos. Lá, ele tanto presenciou quanto participou de diversas ações para tornar um inferno a vida dos palestinos: espancamentos e humilhações, automóveis confiscados, propriedades danificadas, profanação dos mortos.Com 27 anos de idade, Yehuda Shaul revela haver cometido, em seu serviço militar em Hebron, suficientes atos criminosos para várias décadas de prisão. "O motivo por que não tive que responder a um processo é claro: nesse caso, também meus superiores teriam que ir a tribunal. Gostaria que isso acontecesse, seria o mais importante ato político que poderia realizar em minha vida: responder pelo que fiz. Pois assim todo o sistema de injustiça da Cisjordânia iria a julgamento.

Papel negativo da Alemanha
Também Yahav Zohar, do Comitê Israelense Contra a Destruição de Casas, participou da viagem pela Alemanha, onde visitou 24 cidades. Ele chamou atenção para o envolvimento alemão nas violações dos direitos humanos na Cisjordânia e em Gaza. "Por exemplo: a lei alemã proíbe exportar armas para locais onde elas possam ser empregadas contra os direitos humanos e na repressão de civis." Assim, já seria um grande avanço se o país se ativesse à sua legislação.

Ele registrou como é difícil para os alemães falar de forma imparcial do conflito entre Israel e palestinos. "Considero um perigo para a democracia alemã haver um tema que não pode ser tocado publicamente; que haja coisas aqui, que não se pode pronunciar, embora não se trate nem de agitação popular nem de incitamento à violência."

Zohar afirma que cresce o movimento internacional de ativistas dos direitos civis que exigem uma solução pacífica e justa para o Oriente Médio e que insistem no cumprimento dos direitos humanos. Somente na Alemanha esse movimento não encontra apoio. E isto impede que a União Europeia modifique sua política em relação a Israel e exija o respeito ao direito internacional, criticou o ativista israelense.
Autores: Bettina Marx / Augusto ValenteRevisão: Márcio Damasceno
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5375216,00.html