segunda-feira, 10 de abril de 2017

Declaração do Ministério das Relações Exteriores e Expatriados da República Árabe da Síria.




         Os grupos terroristas armados em atividade na região de Khan Shaikoun, as partes ocidentais que utilizam estes grupos como instrumentos e a mídia que trabalha a seu serviço espalharam aos quatro ventos as notícias sobre o ataque com gás tóxico contra a cidade de Khan Shaikhoun, localizada na província de Idleb. E como sempre ocorre, estas partes fizeram falsas acusações, como o fizeram nos últimos quatro anos, contra as Forças Armadas da República Árabe da Síria. 

         A República Árabe da Síria nega, categoricamente, o uso de gases tóxicos contra Khan Shaikhoun ou qualquer outro vilarejo ou cidade da Síria. E reafirma que o Exército Árabe Sírio não possui quaisquer tipos de armas químicas, não fez uso delas no passado, não pretende usa-las no futuro e sequer busca obtê-las. Já foi provado que o Exército Árabe Sírio não fez uso deste tipo de armas, nem nas priores batalhas travadas contra os grupos terroristas armados. 

         A República Árabe da Síria afirma que cumpriu com todos os seus compromissos assumidos perante o Tratado para a Proibição de Armas Químicas, desde a sua adesão no ano de 2013. A Síria esclarece que os grupos terroristas armados e seus patrocinadores foram os responsáveis por promover tais ataques e outros, com o objetivo de acusar, posteriormente,  o Estado sírio pela autoria, mesmo tendo em vista que a República Árabe da Síria forneceu à Organização para a Proibição de Armas Químicas, ao Conselho de Segurança e à alguns países amigos informações detalhadas e precisas, durante os últimos anos e, especificamente, através das notas apresentadas pela Síria, nas últimas semanas, sobre a ação de grupos terroristas armados para a entrada de materiais tóxicos na Síria, incluindo a província de Idleb, através dos países vizinhos, especialmente a Turquia, para que estes produtos fossem usados posteriormente. 

         Esta mobilização massiva e imediata dos países patrocinadores dos terroristas, para promover uma nova campanha contra a Síria, que inclui o presidente do regime turco, os ministros de relações exteriores de alguns países europeus inimigos da Síria e os meios midiáticos que servem aos propósitos destas partes, provam a existência de um plano premeditado destes para voltar no tempo, reativar o chamado ‘arquivo químico da Síria’ e recomeçar do zero. Tudo isso para encobrir os crimes dos grupos terroristas armados e mostrar a ausência de seriedade frente às discussões de Astana e Genebra, que mostraram, de antemão, não haver qualquer vontade verdadeira de se alcançar uma solução pacífica para a crise na Síria. Esta nova campanha ocorre em sequência às conquistas alcançadas pelo Exército Árabe Sírio e pelas forças amigas, em sua guerra contra o terrorismo, nos últimos dias e semanas. Além disso, estas calúnias ocorrem às vésperas da realização da reunião da União Europeia, prevista para amanhã de manhã, sobre a Síria, que tem como objetivo perpetrar um ataque contra a Síria e justificar as decisões, que serão tomadas durante esta reunião, sobre tal agressão.
   
         A República Árabe da Síria reitera sua mais veemente condenação ao crime cometido pelos grupos terroristas armados em Khan Shaikoun, que se soma, também, aos ganhos políticos baratos às custas das vidas de crianças, mulheres e filhos do povo sírio. E afirma que rejeita o uso destes materiais tóxicos por parte de quem quer que seja, seja qual for o local, em quaisquer circunstâncias e seja qual for o motivo. A República Árabe da Síria salienta que todas estas alegações fabricadas não a impedirão de continuar a sua luta contra o terrorismo e suas organizações, seus apoiadores na Turquia, na Arábia Saudita, no Qatar e em alguns países da União Europeia. E continuará atuando para alcançar uma solução política para a crise na Síria. A Síria conclama, ainda, a comunidade internacional a apoiar os seus esforços para combater o terrorismo e a rejeitar as novas, falsas e fabricadas justificativas divulgadas pelas partes que não desejam o bem da Síria e de seu povo. 

Damasco, em 04/04/2017.

“OS EUA QUEREM ENFRAQUECER A SÍRIA PARA AJUDAR OS TERRORISTAS QUE VINHAM SOFRENDO VÁRIAS DERROTAS”


Por James Petras
Em um contato especial com a CX36 nesta sexta-feira, 07 de abril, o sociólogo estadunidense, professor James Petras, analisou as causas do ataque estadunidense contra a Síria, ocorrido na noite de quinta-feira, dia 06. Esse ataque com mísseis dos Estados Unidos a Síria “serve a Trump” para demonstrar internamente que é tão militarista e bélico como Obama, disse Petras. A esse respeito, recordou que “Trump quer enfraquecer as forças da Síria, Rússia e os aliados que estão avançando contra os terroristas que os Estados Unidos apoiam”; além disso, “quer mostrar uma política agressiva contra a Rússia, muito perigosa obviamente porque pode precipitar um confronto”; é uma forma “de aglutinar a Europa após a agressão, o que é outra razão de que se quer avançar neste confronto militar” e, por último, “esta agressão ocorre precisamente quando Trump está reunido com o presidente da China. Portanto, é uma forma de pressionar a China” para que “tome partido contra a Coreia do Norte”, disse Petras. Transcrevemos esta análise que você pode voltar a ouvir em:

Hernán Salina: Em um contato extraordinário com o professor James Petras, porque os fatos justificam convocá-lo nesta sexta-feira. Bom dia, professor Petras. Como está?
James Petras: Bom dia. Estou bem, igual a vocês, espero.
HS: Hoje amanhecemos com esta notícia do ataque dos Estados Unidos à Síria. Que elementos é preciso considerar sobre este bombardeio das tropas de Donald Trump a uma base aérea síria?
JP: Devemos entender que serve a Trump para muitas coisas, que há tempos está pensando em como realizar.
Primeiro, está sob um ataque furioso do Partido Democrata, com acusações por qualquer coisa e, particularmente, por sua suposta aproximação com a Rússia, sua falta de política com relação à China e países que resistem aos Estados Unidos como o Irã. A direita do Partido Democrata, a política de (ex-presidente Barack) Obama com múltiplas guerras, pesava muito na mentalidade de Trump. Apesar de ter declarado em sua campanha eleitoral que não se meter nas guerras do Oriente Médio, agora voltou atrás, designou militares em seu gabinete e quer parecer mais militarista que o senhor Obama.
Essa é a interna. É uma luta entre militaristas e militaristas. E para conseguir a vitória, Trump lançou este ataque à Síria para se mostrar como tão militarista como qualquer concorrente do Partido Democrata.
Agora, este é um fator. Porém, existem outras coisas que devemos considerar para entender a razão pela qual Trump lançou um bombardeio de mísseis contra a Síria.
Nesse sentido, o segundo fator é que Trump quer enfraquecer as forças oficiais, a política da Síria, Rússia e os aliados que estão avançando contra os terroristas que os Estados Unidos apoiam. Estes 59 mísseis foram lançados contra um aeroporto do governo sírio. Ou seja, querem enfraquecer a Força Aérea síria para ajudar os terroristas, que vem sofrendo várias derrotas e bombardeios.
Em terceiro lugar, quer mostrar uma política agressiva contra a Rússia, uma provocação contra a Rússia, muito perigosa obviamente porque pode precipitar um confronto. Eles acreditam que é um ato de intimidação e impunidade. A Rússia respondeu acusando-os e agora estão no Conselho de Segurança das Nações Unidas julgando esta agressão. Devemos anotar, também, que os países da Europa, principalmente a França e a Inglaterra, com toda a dissidência que mostraram no passado, se juntaram com a agressão estadunidense, que mostra as cores imperialistas, tanto dos conservadores na Inglaterra como os chamados socialistas na França. É uma forma de aglutinar a Europa após a agressão, o que é outra razão de que se quer avançar neste confronto militar.
É preciso entender outra coisa mais, esta agressão ocorre precisamente quando Trump está reunido com o presidente da China. Portanto, é uma forma de pressionar a China, ameaçá-la com o uso de mísseis, para que tome partido contra a Coreia do Norte ou talvez apoie uma agressão estadunidense contra a os norte-coreanos.
Agora, todos estes mísseis se lançaram com o pretexto de uma guerra química por parte do governo sírio. E isto é totalmente falso. Porque a Síria não tem nada que ganhar com o uso de armas tóxicas, já que a Síria está avançando, está ganhando a guerra e não existem razões para usar armas químicas que poderiam provocar uma agressão internacional. E os Estados Unidos, Trump e companhia, não mostram nenhuma prova, não existe nenhum indício do uso de armas químicas por parte do governo. A Rússia e a Síria negam e afirmam que era um depósito de armas químicas dos terroristas.
Em outras palavras, eles tinham o depósito em um lugar que poderia servir como alvo.
E de onde eles obtiveram as armas químicas? Obviamente não têm a capacidade de fabricá-las sozinhos. Então, a hipótese é que os Estados Unidos tenham colocado as armas químicas em um lugar onde seria bombardeado, para utilizá-lo como pretexto para lançar uma agressão contra a Síria. O mesmo que fizeram na guerra do Vietnã, quando fabricaram a ideia de que o exército da Coreia do Norte tinha atacado um barco estadunidense, coisa totalmente falsa – como foi reconhecido depois. Porém, os Estados Unidos lançaram um ataque feroz com bombardeios a várias cidades da Coreia do norte, utilizando esse pretexto fabricado, conhecido como “incidente de Tonkin”.
Diego Martínez: Em sua campanha eleitoral, Donald Trump surpreendia anunciando medidas de não intervenção no estrangeiro e mais medidas de reativação de armas internas; no entanto, pouco depois de assumir, já atacou a Síria, e provoca permanentemente a Rússia e Coreia do Norte. Trump mudou de opinião ou é parte do mesmo?
JP: Devemos entender que os políticos burgueses, socialdemocratas ou de direita, sempre prometem coisas que o povo apoia: a paz, a justiça, o bem-estar, multiplicar os empregos, uma postura popular, nacional, independente. Porém, uma vez eleitos, todos atuam ao contrário: aumentam os gastos militares, cortam os programas sociais, baixam os salários. E Trump está nessa onda, sempre promete muito e cumpre o contrário.
No caso de Trump, devemos ter claro que não conseguiu nenhum objetivo, diminuiu a imigração, porém não teve êxito no processo de construir o muro (na fronteira com o México); não teve nenhum êxito com os decretos anti-imigrantes; perdeu todas as batalhas no congresso com algumas poucas exceções, como a nomeação de um Juiz para a Suprema Corte.
Parece-me muito mais factível que Trump sempre tenha tido a agenda militarista, por isso nomeou todos os militares no gabinete. Utiliza a guerra como uma vara para pegar os críticos de suas nomeações e, também, uma vara para mostrar aos direitistas de seu partido e dos democratas, que ele pode ser tão bélico como Obama. Existe uma mistura aqui do que poderíamos chamar uma virada demagógica e de uma política militarista frente aos fracassos domésticos.
HS: O que resta esperar da Rússia? Para além do que acontece no Conselho de Segurança, um país que, diferente do que ocorreu no Iraque ou Líbia, está jogando estrategicamente na Síria, fornecendo militares e recursos.
JP: Bom, até agora tomou medidas diplomáticas. Disseram que estão preparando uma autodefesa, avisaram aos Estados Unidos que violaram todas as leis internacionais, e pediram que parem de agredir, porque a Rússia está disposta a responder com a mesma força que eles estão sofrendo.
Até agora, não tomaram nenhuma represália militar, manifestaram críticas e avisos. E até agora, podemos dizer que graças à política racional da Rússia, não se desatou uma guerra nuclear. Porém, pouco a pouco Trump vai nessa direção, que é muito perigosa para todo o mundo. Porém, devemos entender que passo a passo, se hoje bombardearam aeroportos na Síria, amanhã podem atacar lugares onde se encontram os efetivos russos, e isso poderia provocar uma contrarresposta da Rússia contra os aviões e mísseis que os Estados Unidos estão lançando.
No Conselho de Segurança hoje, só a Rússia e a China vão condenar o ataque dos Estados Unidos, pois a França, Inglaterra e qualquer outro membro, vão apoiar os Estados Unidos. Naturalmente que a representante estadunidense nas Nações Unidas é uma louca completa, uma psicopata, chamada Nikki Haley; que fica gritando as coisas mais histéricas e mentirosas. Então, toda a equipe de Trump nas Nações Unidas é da ultra louca direitista.
HS: Professor James Petras, como sempre um agradecimento, um orgulho tê-lo como parte da equipe da 36 a partir dos Estados Unidos. Um abraço e até segunda-feira.
JP: Um abraço. Bom final de semana.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Nota do Comitê de solidariedade à luta do povo palestino do Rio de janeiro sobre a covarde agressão do império sionista à Síria


OS EUA assumem sua parceria histórica com os terroristas e atacam covardemente com mísseis o povo sírio e seu exército. Não há mais o que esconder, a conexão é muito clara. Imediatamente após a intervenção militar estadunidense, o Estado islâmico e demais grupos mercenários entraram em ação contra o povo sírio, afim de recuperar o terreno que haviam perdido para o exército árabe e as milícias populares. 
Essa é mais uma guerra do império sionista movida pelos seus interesses econômicos e geopolíticos na região, cujo padrão é o mesmo utilizado na Líbia e no Iraque: formação de grupos mercenários  armados e financiados pelos EUA, Israel e países do golfo,   que espalham o terror nas cidades  provocando a morte de centenas de pessoas e  a fuga desesperada de milhares de árabes. Concomitante à barbárie e ao caos provocados vem se juntar as  campanhas midiáticas mentirosas e manipuladoras veiculadas pelos principais meios de comunicação que vão criando um enredo macabro para justificar a agressão militar ao povo árabe e a destruição das condições básicas de sobrevivência da nação cuja organização social o império sionista precisa destruir para tomar posse de suas riquezas e para uma boa localização geopolítica  na guerra inter imperialista que se avizinha. 
Essa dura realidade é vivida pelo povo sírio desde 2011, que com muita determinação conseguiu construir a unidade necessária para fazer frente a estratégia assassina dos EUA e conseguir aliados, juntando forças necessárias e capazes de garantir a autodefesa e  o combate contra os grupos  terrorista mercenários muito bem armados e assessorados pelo império sionista. Assim os sírios lograram impor derrotas e isolar tais grupos. Neste marco se insere esta última agressão militar  estadunidense contra a Síria, em socorro dos grupos terroristas.  
É necessário e urgente que as forças de esquerda que estão localizadas na trincheira da resistência árabe contra o império sionista e a ampliação do Nakba se articulem para organizar a solidariedade internacionalista. 
Nós do Comitê de Solidariedade à Luta do povo Palestino do Rio de Janeiro nos comprometemos a essa tarefa.

Viva a Resistência Árabe contra o Império sionista!
Viva a soberania do povo sírio!
EUA e Israel : Tire as mãos da Síria!
Contato :  somostodospaletinos@gmail.com

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Três perguntas que convém fazer antes de acusar o Governo sírio do ataque químico em Idlib


3 preguntas que conviene hacerse antes de acusar al Gobierno sirio del ataque químico

Após o ataque na província de Idlib, o Ocidente se apressou a responsabilizar o governo de Bashar al Assad, pelo que aconteceu, coisa que o exército sírio nega veementemente. No entanto, sugerimos que antes de tirar conclusões apressadas convém responder algumas perguntas:

  • Quem se beneficia com esta situação (pós ataque)?
  • O governo sírio tinha algum motivo para este tipo de ataque?
  • Por que o ataque ocorreu neste momento em particular?

Esta é a opinião de alguns analistas:


 "Os únicos que se beneficiaram do ataque são os rebeldes"

Charles Shoebridge, analista de segurança britânico e especialista na luta contra o terrorismo, argumenta em declarações a RT que os rebeldes são os únicos que "se beneficiaram com o incidente", porque assim "eles obtém  vantagem política importante em um momento em que estão lutando no campo  estratégico e geopolítico".
O analista expôs  que as forças do governo sírio, na verdade, não tinham nenhuma razão para levar a cabo este ataque, já estão "em um processo de vitórias importantes" sobre os grupos de oposição armados e terroristas em todo o país, enquanto um ataque deste tipo só iria causar "condenação da comunidade mundial", além de ser absolutamente ineficaz do ponto de vista militar.
Shoebridge também enfatiza o momento do ataque, que ocorreu dias antes de uma importante conferência sobre a Síria, em Bruxelas, co-presidida pela ONU e os governos da Alemanha, Kuwait, Noruega, Qatar e Reino Unido, com foco no "apoio a uma solução política duradoura  para o conflito sírio através de um processo de transição política inclusivo e liderado pela Síria sob os auspícios da ONU ", segundo o site oficial da Comissão Europeia.
De acordo Shoebridge na Síria já ocorreram, no passado, incidentes semelhantes na véspera de alguns importantes eventos internacionais. Neste sentido, lembra o ataque químico em massa infligido à cidade síria de Ghouta em 2013, ocorrido  justo  quando "os inspetores da ONU estavam chegando em Damasco",  mesmo aconteceu em setembro 2016 quando um ataque químico foi registrado  na véspera da "grande conferência em Londres, onde a oposição síria se reuniu com doadores estrangeiros".
O exército sírio não tinha nenhuma motivo

Ammar Waqqaf, especialista em Oriente Médio, também acredita que "sempre que há uma espécie de conferência internacional sobre a Síria temos,de repente, esses ataques químicos." Waqqaf aponta para RT que não há nenhuma prova ou evidência que demonstre o exército sírio  por trás do ataque, que se junta o fato de que o governo de Bachar não tem nenhum motivo para fazê-lo.
"Por que o pressuposto que o exército sírio só ataca os civis com essas armas químicas? Por que não atacam  esses enxames de jihadistas?" Se pergunta o  analista acrescentando que se as forças do Estado sírio não usam armas químicas nem  contra os terroristas como o Estado islâmico "por que haveria de  usá-las contra civis neste momento determinado?"
"Por que os ataques do exército sírio apenas civis com essas armas químicas? Por que não atacar todos esses enxames de jihadistas?" O analista pediu para acrescentar que, se as forças do governo não estão usando armas químicas, mesmo contra terroristas como o Estado islâmico "por que usá-los contra civis em um determinado momento?"
"Acontece é que eles (os mercenários) estão perdendo"

Na mesma linha se expressa, Robert Inlakesh, pesquisador e analista político em Sydney, Austrália, que em declaração a Press TV assegura que os chamados rebeldes moderados apoiados pelo Ocidente utilizam  tragédias como a ocorrida em  Idlib para encobrir seus crimes contra o povo sírio e culpar Damasco "toda e cada  vez que eles começam a perder uma batalha."
O analista recordou que os milicianos  têm usado várias vezes a tática de lançar ataques químicos contra civis para provocar sentimentos a escala global e acumular mais pressão sobre o governo de Damasco, e que cada vez que isso aconteceu foi precisamente quando  estavam perdendo.
"O que acontece é que eles (mercenários) estão perdendo agora", acrescentou o analista, referindo-se à derrota dos mercenários na feroz batalha em Alepo".
 

 Frear a cooperação russa e parar o avanço do Exército sírio

Por sua parte, o analista Igor Dimitriev escreve em um artigo publicado pelo jornal russo 'Vzgliad'  que se trata de "uma provocação", elaborada por uma unidade de propaganda da Frente Al-Nusra, a fim de deter o avanço do exército sírio em Idlib e "minar a cooperação emergente" com a Rússia e os EUA na luta contra grupos terroristas.

 O especialista lembrou que os Capacetes Brancos foram acusados em várias ocasiões de participar de vídeos de propaganda falsos e de ligações com  as organizações terroristas.
Por outro lado, Dimitriev destaca o incidente envolvendo um líder da oposição síria Muhammad Alush, que postou em seu Twitter a recomendação de não  enterrar as vítimas do ataque imediatamente após a perda de sinais de vida,  já que as pessoas intoxicadas por tais gás venenoso  voltam a si, muitas vezes após cinco horas.  Quando nos comentários foi perguntado como poderia saber que tipo de material foi usado no ataque, a mensagem foi removida.


 https://actualidad.rt.com/actualidad/235130-ataque-quimico-siria-responsable-beneficiarse

quarta-feira, 5 de abril de 2017

OCUPAÇÃO SIONISTA INVESTE CONTRA AS MULHERES E AS CRIANÇAS PALESTINAS


Reprimidas e perseguidas, estupradas e assassinadas sem piedade, mas sempre construindo a resistência e lutando por seus direitos. Essa é a vida das mulheres Palestina, as mulheres diretamente afetados pela ocupação sionista na Palestina.

Nos últimos dias foi divulgado cifras sobre a situação das mulheres que vivem nos dois pequenos pedaços de terra ainda não ocupados na Palestina -Cisjordânia e a Faixa de Gaza -, que com a força da luta se negam a perder a identidade.

Na quinta-feira passada, o Comitê dos prisioneiros palestinos (CPC) divulgou que 65 mulheres palestinas são prisioneiras de Israel, entre elas 12 menores de idade. De acordo com a CCP, essas mulheres estão detidas nas prisões de Hasharon e Damon , onde têm "acesso restrito a roupas, lençóis e sapatos" e ainda dividem as celas com israelenses condenadas por crimes. O CPC alertou para "as práticas desumanas das autoridades israelitas contra as mulheres que são submetidas a duras condições físicas e psicológicas nos centros de detenção israelenses, e são alvos de ataques verbais das prisioneiras judias."

Diante desta situação, a representante da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Hanan Ashrawi declarou que "a luta nacional pela autodeterminação, liberdade e dignidade" dos palestinos e das palestinas são parte dos " princípios fundamentais que também governam a luta das mulheres e os seus direitos dentro da sociedade palestina ".

"As mulheres palestinas continuam a sofrer abuso psicológico, físico e emocional grave, e sofrem atos de opressão, violência e dureza nas mãos de Israel", disse Ashrawi.

A repressão das mulheres palestinas por Israel não é um evento isolado ou "capricho" dos setores da extrema direita de Tel Aviv, mas a comprovação da existência de um plano de apartheid e da exclusão sistemática e planejada desde 1948 até o presente .

Em outro relatório elaborado pelo grupo de apoio aos prisioneiros palestinos e dos direitos humanos - Addameer e a organização pacifista Code Pink, é ressaltado que os "testemunhos de mulheres e meninas palestinas destacar a brutalidade do processo de detenção e as condições no interior dos centros de detenção e interrogatório e nas prisões israelenses , inclusive nos hospitais, quando estão sob custódia do estado sionista".

Ao mesmo tempo, Addameer e CodePink recordam que Israel adere à Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, resolução adotada pelas Nações Unidas, em que estipula "a eliminação de apartheid, de todas as formas de racismo, discriminação racial, colonialismo, neocolonialismo, agressão, ocupação e dominação estrangeira e interferência nos assuntos internos dos Estados é essencial para o pleno gozo dos direitos de homens e mulheres ".

Por óbvio, nenhum dos sucessivos regime de Tel Aviv nunca se aproximou, no mínimo, ao cumprimento da presente resolução.

Diferentes relatórios de organizações de direitos humanos e de instituições palestinas estimam que mais de seis décadas de ocupação, entre 10 e 15 mil mulheres palestinas foram presos e passaram por prisões israelenses.

Em março do ano passado, o Coordenador das Nações Unidas para a Ajuda Humanitária e Desenvolvimento, Robert Piper, havia advertido que "a insegurança e a pobreza agrava a discriminação de gênero e desigualdade, e impede que as mulheres e meninas palestinas tenham acesso a igualdade de oportunidades". Como exemplo, Piper citou dados do Bureau Central de Estatística da Palestina, que estima que "apenas 18,8 por cento das mulheres palestinas participaram na força de trabalho em 2015, em comparação com 72,1 por cento dos homens ".

Não é por acaso que a repressão israelense, bem como o avanço das anexações de terras elejam as mulheres e crianças como seus alvos principais. Desde Tel Aviv sabem que derrotar aqueles que levam a resistência permanente, no caso das mulheres, e aqueles que representam a esperança de um povo, os jovens, é fundamental para conquistar todo o território palestino. Mas até agora, apesar dos massacres e dores, Israel não conseguiu.

Escrito por Leandro Albani - 16 de março de 2017

http://www.hispantv.com/noticias/opinion/335938/ocupacion-israeli-ensana-contra-mujeres-palestinas

SIRIA ALERTOU A OPAQ E A ONU SOBRE AS ARMAS QUÍMICAS EM PODER DOS TERRORISTAS

Niños sirios reciben tratamiento médico luego de ser afectados por gas tóxico lanzado por los terroristas en la localidad de Jan Sheijun, noroeste de la provincia siria de Idlib, 4 de abril de 2017. 



Síria entregou há uma semana informes documentados a OPAQ e a ONU sobre o translado de material tóxico por terroristas para a Síria semanas atrás, enfatiza um autoridades da Síria.

Referindo-se especificamente ao ataque químico lançado na terça feira na província de Idlib (oeste Síria), o vice-chanceler sírio Faisal al-Miqdad  precisou que os relatórios fornecidos à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e à Organização dos Nações Unidas (ONU) alertava que organizações terroristas, incluindo a Al-Nusra - agora chamado Frente Fath Al-Sham e ex-filial da Al-Qaeda - havia transladado substâncias tóxicas para o país, e que isso representava um grande perigo iminente.

Sacrificar la vida de los civiles sirios de esta forma para alcanzar metas políticas es una política mezquina”, indicó el vicecanciller sirio, Faisal al-Miqdad.

Em uma entrevista concedida ao canal libanês Al-Mayadeen, o vice chanceler sírio Al-Miqdad afirmou que esta terça-feira mostra um novo cenário de violência causado por terroristas em Idlib que busca "objetivos políticos mesquinhos" e "justificar" suas derrotas nos diálogos de Astana (Cazaquistão) e Genebra (Suíça), bem como no campo de batalha em Aleppo (norte) e Damasco (capital). "Sacrificar as vidas de civis sírios como forma para atingir objetivos políticos é uma atitude deplorável". Em alusão a declaração do Presidente turco Recep Tayyip Erdogan, em que, de acordo com a agência de notícias síria SANA, derramou lágrimas de crocodilos pelo futuro da nação síria, no entanto é o responsável pela morte de dezenas de milhares de sírios.

Al-Miqdad também solicitou ao enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, que não se coloque do lado dos terroristas e que desempenhe o papel de um "mediador honesto".

De acordo com o diplomata sírio, os terroristas e seus patrocinadores no Reino Unido, França, Turquia e Arábia Saudita são responsáveis por esse crime, pois, acrescentou, Ankara e Riad, em particular, não hesitam em usar qualquer arma para minar a vontade do povo sírio, lançando acusações contra o governo sírio do presidente Bashar al-Assad.

Ao destacar que Damasco condena taxativamente este crime, Al-Miqdad deixou claro que o governo de Al-Asad se opõe ao uso de armas químicas por qualquer pessoa, em qualquer lugar e em qualquer circunstância.

Neste contexto, ressaltou que a Síria implementou todas as exigências da OPAQ como pode confirmar essa organização. Afirmou que o Exército sírio não possui armas químicas e nunca recorreu a usá-las, mesmo nas violentas batalhas que ele teve com grupos terroristas.

Em 2014, o governo sírio entregou todo o arsenal químico, cerrando o caminho as tentativas dos terroristas e seus patrocinadores de dirigir acusações sobre o uso de armas químicas.
ask/ncl/alg/hnb
http://www.hispantv.com/noticias/siria/337769/armas-quimicas-rebeldes-terroristas-idlib


sábado, 25 de março de 2017

Ansarolá: "Washington é o autor intelectual e Israel é o coração da guerra contra o povo do Iêmen"


O líder da resistência ienemita  Ansarolá denuncia os EUA como o autor intelectual da guerra contra o Iêmen, enquanto  Riad é a mão executora de Washington.
Em um discurso  pronunciado neste sábado (25/03) que marcou o segundo ano da guerra lançada pela Arábia Saudita contra o Iêmen, o chefe do movimento popular iemenita Ansarolá, Abdlmalik al-Houthi acusou os EUA  e o regime sionista de Israel de estar por trás da campanha militar "injustificável" contra o Iêmen.
"O cérebro dos bombardeios contra o povo são os EUA, Israel é o coração, enquanto suas mãos executoras são as forças  mercenários, liderados pelo regime submisso da Arábia Saudita", sublinhou.
Al-Houthi afirmou que os EUA, o regime de Tel Aviv e seus aliados árabes na região nunca se moveram pelo bem do Iêmen.
O líder da resistência  deu ênfase especial a luta do povo iemenita que continuará a resistir contra os inimigos para salvaguardar a soberania e independência do seu país.
"Somos uma nação que enfrenta grandes desafios. Baseamos nosso futuro neste princípio", sublinhou.
Em 26 de Março, 2015, a Arábia Saudita lançou uma ofensiva militar brutal contra o Iêmen com a aprovação do Estados Unidos e independentemente de permissão da Organização das Nações Unidas (ONU), em uma tentativa de restaurar no poder o presidente fugitivo do Iêmen - presidente Abdu Rabu Mansur Hadi, um forte aliado de Riad.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a campanha militar saudita contra o povo iemenita deixou mais de  12.000 mortos . Os grupos de Direitos Humanos  têm repetidamente denunciado o uso de armas proibidas internacionalmente pelo exército saudita e a destruição de infra-estruturas cruciais no Iêmen.
Além disso, desde o início dos bombardeios, milhões de iemenitas têm que lidar com a fome por causa de o cruel bloqueio que o regime de Al Saud tem imposto ao país mais pobre no mundo árabe.
cb / KTG / RBA
A guerra contra o povo do Iêmen forçou  dezenas de milhares de crianças a abandonar a escola.
A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta que o custo humano do conflito, que se intensificou há dois anos com a intervenção saudita, é mais intenso do que danos materiais.
Roa, aos 12 anos, sonha em se tornar um professor, mas agora  nem ir à escola pode. Junto a sua família teve que deixar a cidade de Taiz, no sudoeste do país em 2016, e refugiar-se na capital Saná, quando a escola foi destruída pelo bombardeio de aviões da Arábia Saudita.
Ela é uma das centenas de milhares de crianças iemenitas que estão fora da escola por causa do conflito. Segundo a ONU, 10 por cento das escolas do país árabe estão fora de serviço. Elas foram destruídas, danificadas pelos bombardeios sauditas, ou se tornaram abrigo para os deslocados.
Em todo Iêmen, mais de 2 milhões de crianças não podem frequentar a escola, como indica os dados das Nações Unidas. Além disso, muitos não podem ir à escola porque suas famílias não podem pagar as taxas escolares ou o material necessário. As escolas que ainda funcionam estão superlotadas.
A guerra continua no Iêmen e  já deixou mais de 4.700 mortos. As crianças pagam  o preço mais alto, com um futuro em perigo de ser destruído.
http://www.hispantv.com/noticias/yemen/336724/ninos-yemenies-agresion-saudi
http://www.hispantv.com/noticias/yemen/336816/lider-houthi-eeuu-guerra-arabia-saudi-israel

Coalizão, dirigida pelos EUA, continua matando o povo do Iraque

Ruínas na Cidade Velha de Mosul (norte do Iraque), causada pela luta feroz nesta cidade que está sob o controle do grupo terrorista EIIL (Daesh, em árabe), desde junho de 2014.
A chamada coalizão anti-Daesh  (liderada pelos EUA) confirmou neste sábado que atacou pontos da cidade iraquiana de Mosul (norte), onde mataram dezenas de civis.
"Uma avaliação provisória dos dados (...) indica que (...) a coalisão atacou combatentes  e equipamentos do [grupo terrorista] EIIL em 17 de março, no ocidente de Mosul , em um lugar onde supostamente houve baixas civis"  conforme  comunicado da chamada coalizão anti-EIIL, liderado pelos EUA
A coalizão, cujo alvo são, aparentemente, as posições dos terroristas no Iraque, insiste em nota, que os ataques aéreos nesta data foram realizados a pedido das forças de segurança iraquianas.
Por outro lado, o Comando Central dos EUA afirmou que já abriu uma investigação para determinar os fatos que cercam os bombardeios nesta região e a  "validade da afirmação de que houve baixas civis" durante seus ataques.
Funcionários do governo e testemunhas iraquianas dizem que o bombardeio da coalizão em Mossul ocidental matou dezenas de pessoas nos últimos dias, mas o número de vítimas ainda não pôde ser confirmado de forma independente.
A confirmação do fato pela coalizão ocorreu após Rahman al-Lwizi, deputado da província de Nínive, cuja capital é Mossul, denunciar que pelo menos 200 civis iraquianos foram assassinados no bombardeio da chamada "coligação internacional" dirigida pelos EUA ,em Mossul ocidental.  

Al-Lwizi expôs que o bombardeio da aviação dos EUA ocorreu no bairro de Al-Resala e tirou a vida de 200 civis, ainda que fontes não oficiais falam de 230 pessoas mortas.
Em resposta a esta informação e após a Organização das Nações Unidas (ONU) ter soado o alarme,  as forças iraquianas suspenderam, neste  sábado  (25/03), suas operações em Mossul: o último bastião da Daesh em solo iraquiano.
Testemunhas locais asseguram  que a maioria das mortes ocorreu devido à extremamente poderosa explosão de um caminhão, cheio de produtos químicos, armas e bombas, atingido pelo bombardeio. A força da explosão causou o colapso de vários edifícios.
"O elevado número de mortes de civis registradas nos últimos dias nos obrigou a interromper as operações na Cidade Velha", como relatado por fontes da Polícia Federal do Iraque, estacionados na beira da parte antiga. " É o momento de começar a considerar novos modelos de ofensiva e, até então, não haverá operações de combate", acrecentou.
"O que não podemos fazer é acabar com o Daesh as custas de dezenas de mortes desnecessárias. Temos de agir com precisão cirúrgica e matar terroristas sem causar danos colaterais " , acrescentaram as mesmas fontes de Polícia, que coincide com o Exército do país árabe.
O exército iraquiano emitiu uma carta, dizendo que os militares se comprometem a atuar a partir de agora com unidades especificamente treinados para o combate urbano em seu avanço pelas ruas estreitas da Cidade Velha, e reiteram o seu compromisso de "respeitar a regras de engajamento para garantir a proteção de civis ".
Não é a primeira vez que caças da coalizão "anti-EIIL" atacam civis em suas incursões aéreos no Iraque e na Síria sob o pretexto de atacar, supostamente, posições dos terroristas do DAESH.

ZSS / Nii
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