quinta-feira, 16 de abril de 2020

# LIBERTAR OS PRISIONEIROS PALESTINOS DOS CÁRCERES SIONISTAS

- AÇÃO URGENTE: JUNTE-SE A NÓS NESTA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA 

A Associação Addameer de defesa dos direitos dos prisioneiros palestinos lançou uma campanha urgente dirigida ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a solidários de todo o mundo, para que exijam a libertação dos quase seis mil palestinos e palestinas presos nos cárceres israelenses.  

As condições das prisões israelenses, a falta de assistência médica, os constantes maus tratos e torturas ameaçam homens, mulheres, idosos e crianças palestinas presas por lutarem pelo fim da ocupação sionista.  Neste momento, que o mundo inteiro enfrenta a pandemia do COVID-19 a situação de ameça desses prisioneiros se agrava extremamente.

Mais do que nunca, os prisioneiros palestinos necessitam de ação de solidariedade internacionalista para salvar suas vidas!


Ação Urgente: Libertem os Prisioneiros

Instamos nossos aliados, companheiros, amigos e camaradas a juntarem-se à nós numa campanha urgente por libertar todos os prisioneiros palestinos, para protegê-los da COVID-19, em particular diante das crescentes restrições dos seus direitos pelo Serviço Carcerário Israelense.
Ante os recentes eventos detalhados abaixo e o já conhecido precedente da tortura, da violência física, da negligência médica e das condições carcerárias desumanas, estamos alarmados e preocupados com a segurança e o bem-estar dos prisioneiros e detidos palestinos.
No início de março de 2020, o Serviço Carcerário Israelense (IPS) suspendeu todas as visitas de familiares e advogados aos prisioneiros palestinos, classificando a medida como uma precaução contra a COVID-19. Além disso, todos os procedimentos judiciais nas cortes militares estão adiados indefinidamente e os palestinos submetidos a detenção e interrogatório pré-julgamento não são levados ao tribunal na extensão das suas detenções, o que agrava ainda mais as violações das sua liberdade e seus direitos a julgamentos justos e atempados. Ademais, os representantes legais dos palestinos são impedidos de manter comuncação direta e só podem conversar com eles por telefone, o que significa que não podem avaliar de forma precisa as condições de saúde e segurança dos detidos.
Ainda, em 18 de março de 2020, advogados da Addameer foram informados de que quatro detidos palestinos sob interrogatório podem ter sido expostos à COVID-19, transmitida por contato com um funcionário israelense do centro de interrogatórios em Petah Tikva, que testou positivo para o coronavírus. Os quatro detidos foram enviados à quarentena na clínica prisional al-Ramleh. Mais tarde, dois dos detidos foram liberados para as suas famílias na Cisjordânia sem terem sido testados; os outros dois, ao encerrarem sua quarentena, foram enviados a prisões israelenses. Além disso, os palestinos continuam sendo detidos e levados de suas casas na Cisjordânia diariamente, e são imediatamente postos em quarentena.
Nossa crescente preocupação com os prisioneiros e detidos palestinos durante a corrente pandemia de COVID-19 advém da sistemática e rotineira negligência médica dentro dos centros de detenção e interrogatório israelenses. Em 2019, cinco prisioneiros palestinos morreram enquanto presos, três deles devido à deliberada negligência médica, enquanto centenas sofrem de doenças crônicas e não recebem tratamento. Além disso, as condições terríveis, inclusive a superlotação, condições insalubres e a nutrição pobre fazem das prisões perigosos locais de disseminação da COVID-19. Os prisioneiros relataram que já novas restrições para as compras nas cantinas da prisão e que não recebem produtos de higiene e sanitários apropriados, o que os coloca ainda mais sob risco de contágio.
Tudo isso também surge junto à contínua recusa do IPS a instalar telefones fixos dentro das prisões, como estipulado nas negociações alcançadas pela mais recente greve de fome. A recusa a instalar telefones é claramente uma tentativa de distanciar ainda mais os prisioneiros do contato com suas famílias, e a larga escala, uma tentativa de fragmentar a população palestina.
Devido às novas normas e regulamentos recentemente estabelecidos durante a pandemia de COVID-19, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) continua sendo a única entidade permitida a manter comunicação direta e a visitar os prisioneiros palestinos. Entretanto, o CICV não deu às famílias ou ao público atualizações sobre as condições dos prisioneiros durante a pandemia de COVID-19, particularmente daqueles em quarentena.
Por isso, instamos todos os conscientes a se somarem a nós na demanda por liberdade a todos os prisioneiros.

Apelo à Ação:( Abaixo, modelo de carta para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha -CICV-  - mesmo para o vídeo, caso prefira nessa mídia)

  • Grave um curto vídeo de você mesma/o, de menos de um minuto, expressando uma ou mais das demandas listadas para esta campanha, e publique-o em seus perfis nas redes sociais. Use a hashtag #FreeOurPrisoners #COVID_19 e marque a Addameer em sua publicação do Facebook, Twitter e Istagram.
  • Escreva e/ou telefone aos escritórios do CICV e peça que cumpram sua obrigação de garantir que os prisioneiros palestinos estão protegidos, e que pressionem para que os prisoneiros palestinos sejam permitidos telefonar às suas famílias por voz ou vídeo.
Exigimos a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos para garantir sua segurança diante da pandemia que se alastra rapidamente, particularmente daqueles mais vulneráveis e suscetíveis à doença, como crianças, mulheres prisioneiras, idosos, enfermos e feridos; 
Exigimos a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos sob detenção administrativa que estão detidos indefinidamente, sem acusação ou julgamento; 
Exigimos a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos que estão próximos de cumprir suas e / ou devem ter liberdade condicional, devido à superlotação das celas e seções dos prisioneiros;  
Exigimos que o Serviço Carcerário Israelense (SPS) garanta a proteção dos prisioneiros aplicando as medidas preventivas necessárias contra a COVID-19. Também demandamos ao IPS que mantenha a conexão entre prisioneiros e suas famílias através de chamadas de telefone ou vídeo não monitoradas; especialmente enquanto as visitas familiares continuam suspensas e o IPS continua a se recusar a instalar telefones fixos nas prisões.
Nós, as instituições .........abaixo assinada ou (as), exortamos a Cruz Vermelha Internacional a intervir urgentemente e apelamos à pressão internacional e popular para que o governo de Israel liberte imediatamente todos os prisioneiros e detidos palestinos e árabes das prisões israelenses.
Esse chamado é especialmente urgente nestes tempos difíceis que o mundo enfrenta com o surto de coronavírus (COVID-19). Os prisioneiros estão enfrentando um risco direto às suas vidas.
O movimento de prisioneiros palestinos nas prisões da ocupação convocou o mundo em várias declarações e fez repetidos apelos à libertação de prisioneiros palestinos nos cárceres israelenses, especialmente os que estão doentes, os idosos e as crianças. Renovamos nossa afirmação de firme apoio a essa posição, que representa uma demanda popular do povo palestino e de defensores da liberdade e da justiça em todo o mundo.
Contatos dos escritórios em 
Jerusalém: jer_jerusalem@icrc.org, Tel: 0041-22-7346001, Fax: 0041-22-7332057
Ramallah: ram_ramallah@icrc.org, Tel: 02-2414030-1, Fax: 02-2414034
Tel Aviv: dwaites@icrc.org, Tel: (+972) 35 24 52 86, Fax: (+972) 35 27 03 70
Genebra: press@icrc.org, Tel: +41 22 734 60 01
Washington: anelson@icrc.org, Tel: +1 (202) 587-4600, Fax: +1 (202) 587-4696
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