Data: Sábado, 23 de maio Horário: 10 horas Local: Sede Central do Sindipetro-RJ (Av. Passos, 34 - Centro - Rio de Janeiro) PAUTA:
Nós, movimentos e organizações que promovem a campanha contra a empresa israelense ISDS nos Jogos Olímpicos, em solidariedade ao povo palestino e preocupados com a não contratação de empresas que violam os direitos humanos no Brasil e no mundo, convidamos a todos os movimentos, organizações e grupos que lutam por justiça, igualdade e liberdade a participarem da reunião onde discutiremos ações conjuntas de solidariedade à luta dos palestinos contra a ocupação, apartheid e colonialismo sionista, entre elas a campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) no Brasil. O ano de 2014 foi sangrento para a Palestina. Mais de 2.200 palestinas e palestinos foram mortos na Faixa de Gaza em um dos mais cruéis massacres perpetrados por Israel em sua história. Em 2015, as políticas sionistas continuam: o cerco a Gaza prossegue, a limpeza étnica do povo palestino é acelerada, o apartheid intensificado, a ocupação cada vez mais permanente e cruel e as políticas de colonização seguem contínuas. Em julho deste ano, completa-se um ano do último massacre em Gaza. Este mês marcará também os 10 anos de lançamento do chamado por Boicotes, Desinvestimento e Sanções (BDS), emitido pela sociedade civil palestina frente à contínua impunidade de Israel e passividade da comunidade internacional. Nesse contexto, a solidariedade internacionalista com a causa palestina é mais importante do que nunca, em especial no Brasil, América do Sul e América Latina como um todo - já que Israel vem claramente focalizando seus esforços de penetração econômica, militar e cultural sobre essas regiões. No Brasil, terminamos o ano de 2014 com uma importante vitória contra a empresa Elbit Systems, ligada à construção do muro do apartheid na Palestina. O governo do Rio Grande do Sul suspendeu um acordo com a empresa após pressão de movimentos sociais e organizações da sociedade civil que ecoam a campanha de boicote contra a ocupação sionista. Também começamos o ano de 2016 com um importante avanço contra a empresa israelense ISDS contratada para cuidar da segurança nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Esta empresa desenvolve sua expertise em base à repressão e limpeza étnica do povo palestino. Além disso teve ligações com ditaduras militares centro-americanas. O nosso movimento pressionou o governo brasileiro que, por sua vez, declarou não ter nenhum contrato com a ISDS. Agora temos que pressionar o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos 2016 a romper o contrato com a ISDS.Também são inúmeros os esforços de Israel, empresas e entidades ligadas às violações de direito internacional na Palestina para ganharem espaço no Brasil. O recém-anunciado show de Caetano Veloso e Giberto Gil em Tel Aviv, contrariando o boicote cultural a Israel, é preocupante. Para vencer outra vez e materializar nossa solidariedade com o povo palestino, convidamos a todos e todas para discutir juntos como somar esforços e coordenar campanhas. |
Comitê de solidariedade a luta do povo palestino - RJ, Comitê catarinense de solidariedade ao povo palestino
quarta-feira, 20 de maio de 2015
REUNIÃO NACIONAL DAS ENTIDADES DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA
quarta-feira, 29 de abril de 2015
"REVOLUCIONÁRIOS" ( LEIA-SE: MERCENÁRIOS) SÍRIOS FELICITAM ISRAEL PELO 67 ° ANIVERSÁRIO DA OCUPAÇÃO SIONISTA DE TERRAS PALESTINAS
"REVOLUCIONÁRIOS" SÍRIOS FELICITAM ISRAEL PELO ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DO ESTADO SIONISTA
Por Beth Monteiro
O grupo terrorista Ahrar al-Sham ( Síria) felicitou o regime israelense pelo 67 ° aniversário da ocupação sionista de terras palestinas.
De acordo com o jornal israelense Maariv, Musa Ahmad al-Nabhan, um alto funcionário do Birô Político do grupo enviou uma mensagem em nome da organização , no qual felicitou as autoridades israelenses pelos 67 anos de manutenção do emprego em territórios palestinos.
Em sua carta, ele também expressou a esperança de que no próximo ano, este dia seja comemorado na Embaixada de Israel em Damasco.
Note-se que, de acordo com o calendário judaico, os israelenses consideram 23 de abril como o dia da criação do Estado sionista , enquanto no calendário gregoriano, a data é é 15 de maio, que os palestinos conhecem como Dia da Nakba (catástrofe).
Na mensagem do grupo citado por Maariv, lê-se: "Em meu nome e do movimento Ahrar al-Sham felicito Israel e seu povo respeitável pela comemoração dos 67 da independência, na esperança de que vamos comemorar esta importante ocasião no próximo, na embaixada israelense em Damasco...”
Nota do Blog: Acho que esta notícia não deixa mais sombra de dúvidas sobre a natureza da "revolução" (com muitas, muitas aspas) colorida ou da maldita "primavera" árabe. Processo contra revolucionário, cujo objetivo é a dominação imperialista/sionista das riquezas do mundo árabe e seus territórios. Os mercenários a serviço de Israel e dos EUA espalham e provocam o caos, o medo, a destruição da infraestrutura e a morte ou o desterro de centenas de famílias sírias. Assim tentam abrir caminho a fragmentação do Estado e a intervenção imperialista. Mas o povo sírio tem resistido bravamente ao assedio assassino dos mercenários.
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA RESPONDE QUE NÃO POSSUI NENHUMA RELAÇÃO COMERCIAL COM A EMPRESA ISRAELENSE ISDS PARA OS JOGOS OLÍMPICOS NO BRASIL
Comunicado à Imprensa - 24 de abril de 2014
Em resposta a sociedade civil, Ministério da Justiça diz que não possui nenhuma relação comercial com a empresa israelense ISDS
Movimentos afirmam que haverá campanha contra o patrocínio da ISDS ao Comitê Olímpico Internacional.
Movimentos de solidariedade com a Palestina e em defesa dos direitos humanos celebram um avanço positivo na polêmica a respeito do envolvimento de empresas conectadas com violações do direito internacional e dos direitos humanos nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Em 8 de abril, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ) respondeu ao chamado de dezenas de entidades e movimentos brasileiros pela exclusão da empresa israelense International Security and Defense Systems (ISDS) da operação de segurança, afirmando que “não há qualquer relação comercial entre a Sesge/MJ e a empresa multimencionada [ISDS]” (1).
Há poucos meses atrás, em outubro de 2014, a ISDS anunciara internacionalmente ter sido escolhida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos para coordenar a segurança do evento, uma operação avaliada em de 2.2 bilhões de dólares (2). Em fevereiro de 2015, a competência sobre a segurança das Olimpíadas passou à Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para os Jogos Rio 2016 (Coesrio 2016), o que fez com que poucas semanas depois, em 16 de março desse ano, dezenas de movimentos sociais, partidos políticos, centrais sindicais, diferentes coletivos e associações enviassem uma carta ao presidente da Coesrio, Andrei Rodrigues. A carta revindica ao órgão a exclusão da empresa israelense ISDS das operações de segurança e demais contratações dos Jogos Olímpicos e que empresas com semelhante cumplicidade e ligação com graves violações de direitos humanos e do direito internacional tampouco fossem contratadas (3).
Em resposta, a Sesge/MJ também esclareceu que “qualquer contratação realizada pela Rio 2016 não acarretará qualquer compromisso por parte do Governo Brasileiro” e informou que o “modelo para a execução das atividades de segurança das instalações encontra-se em desenvolvimento no bojo da COESRIO2016 e ainda não está definido pelas instituições com atribuição para a atividade.” Os signatários carta veem esses recentes desenvolvimentos como um primeiro passo para excluir a ISDS de demais contratos da Rio 2016 e e de qualquer contrato público, não somente no Brasil.
Para os autores da carta, trata-se de uma vitória do movimento de boicote, desinvestimento e sanções (BDS) que cresce internacionalmente. Esse movimento pacífico, busca pressionar Israel pelo cumprimento de suas obrigações com o direito internacional em defesa da igualdade, liberdade e justiça reivindicadas pelo povo palestino com base no direito internacional. O movimento de BDS é uma resposta da sociedade civil internacional à impunidade de que vem desfrutando o Estado israelense e à cumplicidade empresas e entes privados que seguem lucrando e viabilizando ações ilegais e imorais.
De acordo com documentação do movimento palestino Stop the Wall sobre a ISDS (4), a empresa é acusada de ter laços com os golpes, esquadrões da morte e ditaduras da América Central. “Para nós o boicote dessa empresa é paradigmatico: Israel desenvolve suas metodologias e tecnologias na matança e repressão do povo palestino para depois vende-las em todo o mundo. O fim das relações militares e de segurança com Israel é um ato de defesa não somente do povo palestino. É um ato de defesa da humanidade”, comenta Jamal Juma’, coordenador do movimento Stop the Wall.
“Ficamos felizes com a informação de que o governo se distancia da ISDS. Seria ilegal e vergonhoso contratar uma empresa que desenvolve suas tecnologias em cumplicidade com os crimes israelenses e que coleciona denúncias sobre sua participação nas ditaduras da América Central”, disse Julio Turra, diretor executivo da CUT nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das organizações signatárias da carta enviada à COERSRIO2016. “Seguiremos atentos à definição do processo de contratação de empresas para os Jogos 2016. Empresas conectadas ou cúmplices de graves violações de direitos humanos e do direito internacional não podem ter espaço nas licitações”, acrescentou Pedro Charbel, coordenador latino-americano do Comitê Nacional Palestino de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BNC).
Mahmoud Nawajah, coordenador geral do BNC comentou a notícia: “Saudamos o fato do Governo Brasileiro afirmar categoricamente que não tem nenhuma conexão comercial com a ISDS. Esperamos que isso permaneça e que companhias similares não sejam contratadas. É importante que o Brasil caminhe rumo a um embargo militar completo a Israel”.
“O pedido de embargo militar a Israel tem apoio de grandes nomes internacionais, como os ganhadores do Nobel da Paz Desmond Tutu, da África do Sul e Adolfo Perez Esquivel, da Argentina. O Brasil não pode seguir na contra mão disso”, afirmou Felipe Butelli do Kairos Brasil, grupo de cristãos e teólogos brasileiros em solidariedade ao povo palestino.
Em relação ao contrato que faz da ISDS fornecedora oficial das Olimpíadas, junto ao Comitê Organziador dos Jogos Olímpicos, Soraya Misleh, da Frente de Defesa do Povo Palestino, afirma que haverá uma ampla campanha pelo seu fim: “Não podemos permitir que Jogos Olímpicos em nosso país tenham o logo de uma empresa como essa estampado em suas publicidades. É uma afronta a todas e todos que acreditam nos direitos humanos e na justiça”.
“Com certeza teremos uma campanha forte contra o patrocínio da ISDS ao Comitê Organziador dos Jogos e continuamos a monitorar a COESRIO. As Olimpíadas não podem beneficiar empresas que lucram com graves violações de direitos humanos. Os Jogos Olímipicos não podem aprofundar as práticas repressoras em nosso país ou referendar práticas ilegais e imorais compactuando com empresas como essa”, afirmou Maristela Pinheiro, do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro. Mahmoud Nawajah do BNC disse que “os brasileiros podem ter certeza de que terão o suporte da sociedade civil palestina e internacional na campanha contra o envolvimento da ISDS nos Jogos Olímpicos”.
Contato:
+55 11 9 7603 5014
Notas:
- Texto integral da resposta da Sesge:
Prezados Senhores,
Incumbiu-me o Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos de ofertar-lhes respostas ao conteúdo da missiva em anexo.
O Governo Brasileiro assumiu diversas tarefas anteriormente atribuídas à Empresa Rio 2016 (Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos), em cumprimento a acordo firmado. Dentre elas, estão as ações relacionadas à segurança das instalações, cujo planejamento e coordenação estão a cargo da Secretária Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, por meio da COESRIO2016 (Comissão Estadual de Segurança e Defesa Civil para os Jogos Rio 2016 no Rio de Janeiro).
O modelo para a execução das atividades de segurança das instalações encontra-se em desenvolvimento no bojo da COESRIO2016 e ainda não está definido pelas instituições com atribuição para a atividade. Dessa maneira, não há qualquer relação comercial entre a Sesge/MJ e a empresa multimencionadano documento. Relembro que, qualquer contratação realizada pela Rio 2016 não acarretará qualquer compromisso por parte do Governo Brasileiro.
Por isso, assim que definido o modelo de atuação, caso haja a utilização de entes privados, todos os ditames legais , notadamente os normativos relacionados à licitação e à segurança privada, serão necessariamente cumpridos pela Sesge/MJ.
Sem mais para o momento, coloco-me a disposição para esclarecimentos porventura necessários.
Atenciosamente
Virgínia Palharini
Chefe de Gabinete - Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos - Ministério da Justiça
- Haaretz: http://goo.gl/FrjgK6
- Texto integral da carta: http://goo.gl/nhVURO
- Relatório da Stop the Wall: http://goo.gl/nNevh2
- Texto integral da carta dos movimentos contra a contratação da ISDS: http://goo.gl/UKl2Pc
quinta-feira, 16 de abril de 2015
AS VÍTIMAS IGNORADAS DAS GUERRAS IMPERIALISTAS : 4 MILHÕES DE MORTOS NO AFEGANISTÃO, PAQUISTÃO E IRAQUE DESDE 1990
por Nafeez Mosaddeq Ahmed
En los países occidentales, la opinión pública vive convencida de que el colonialismo es cosa del pasado, cree que sus Estados ya no practican las matanzas en masa. La realidad es muy diferente. Varias asociaciones internacionales acaban de demostrar que sólo en Afganistán, Pakistán e Irak, las guerras impuestas por las naciones occidentales ya han dejado probablemente más de 4 millones de muertos.
Vistas desde Asia, las
guerras occidentales no han aportado ayuda ni democracia.
Tampoco han vengado los atentados del 11 de septiembre de 2001. Sólo
han sembrado muerte y desolación.
Un importante estudio
demuestra que la «guerra contra el terrorismo» encabezada por
Estados Unidos ha matado a 2 millones de personas. Pero sólo se trata
de un conteo parcial de las muertes de las que Occidente es responsable
en Irak y Afganistán desde hace más de 2 décadas.
El mes
pasado, Physicians for Social Responsibility (PSR),
prestigiosa ONG con sede en Washington DC, publicó un estudio clave
[disponible para su descarga a través del vínculo que aparece al final de
este trabajo]. Ese estudio demuestra que el balance sobre las pérdidas de vidas
humanas de más de una década de «guerra contra el terrorismo», desde los
atentados del 11 de septiembre de 2001, se eleva como mínimo a
1,3 millones de muertos. Según esta ONG, ese conteo podría alcanzar
incluso los 2 millones.
Publicado
por un equipo de doctores que obtuvo el Premio Nobel de la Paz [En 1985,
cuando ganar ese premio todavía significaba algo. Nota de la Red Voltaire.],
este informe de 97 páginas es el primer conteo del número total de bajas
civiles provocadas por las intervenciones «antiterroristas» desatadas
bajo la égida de Estados Unidos contra Irak, Afganistán y Pakistán.
Este
informe del PSR fue redactado por un equipo interdisciplinario de expertos de
primera línea en materia de salud pública, entre los que se encuentra el
Dr. Robert Gould, director a cargo de la sensibilización y la educación de los
profesionales de la salud en Centro Médico de Universidad de California
(San Francisco). Entre sus redactores también podemos citar al profesor
Tim Takaro, quien enseña en la Facultad de Ciencias de la Salud de la Universidad
Simon Fraser (Canadá).
Sin
embargo, este estudio ha sido casi totalmente ignorado por los medios de
difusión anglófonos [al igual que por la prensa francófona y por la
prensa en español. Nota de laRed Voltaire.]. Se trata del
primer intento –realizado por una organización mundialmente prestigiosa– de
presentar un cálculo científicamente realizado del número de personas muertas
a causa de la «guerra contra el terrorismo» desatada por
Estados Unidos [, Francia] y Gran Bretaña.
Cuidado con las
lagunas
El Dr. Hans von Sponeck,
ex secretario general adjunto de la ONU, describe este informe del
PSR como una
«importante
contribución para reducir el abismo entre los estimados confiables sobre las
víctimas de la guerra –en particular la cifra de civiles en Irak, Afganistán y
Pakistán– y los balances tendenciosos, manipulados e incluso falsificados».
Este estudio contiene un
reexamen científico de los antiguos estimados sobre el número de víctimas de la
«guerra contra el terrorismo». En el caso de Irak, el estudio es
particularmente crítico al referirse al balance habitualmente citado por los
grandes medios de difusión, o sea los 110 000 muertos que expone el Iraq
Body Count (IBC). Esas cifras se obtuvieron mediante el conteo de las
bajas civiles anunciadas en los medios de prensa. Pero el PSR
ha encontrado graves lagunas y otros problemas metodológicos en esa forma
de conteo.
Por
ejemplo, de los 40 000 cadáveres enterrados en Nayaf desde el inicio de la
guerra de Irak en 2003, el IBC contó solamente 1 354 muertos en esa
ciudad durante el mismo periodo. Ese ejemplo indica la gran diferencia entre
las cifras del IBC en la ciudad de Nayaf y el balance real. En este caso,
las cifras reales son 30 veces superiores.
La base de
datos del IBC está llena de esas diferencias [entre las cifras que registra y
la realidad]. En otro ejemplo, esta organización registró solamente 3
incursiones aéreas en cierto momento de 2005. En realidad, la cantidad de
ataques aéreos había aumentado aquel año de 25 a 120. Nuevamente, los
datos reflejados son 40 veces inferiores a la realidad.
Según el
informe del PSR, el controvertido estudio de la revista británica The Lancet,
que había estimado en 655 000 el número de muertos en Irak entre 2003
y 2006 –y en más de 1 millón hasta hoy, mediante una extrapolación– estaba
probablemente mucho más cerca de la realidad que las cifras del IBC.
En realidad, este informe confirma un cuasi consenso entre los
epidemiólogos sobre la confiabilidad del estudio publicado en The Lancet.
A pesar de
una serie de críticas justificadas, la metodología estadística aplicada en ese
trabajo es el modelo universalmente reconocido para determinar la cantidad de
muertos en las zonas de conflicto. Por cierto, es la que utilizan los
gobiernos y las agencias internacionales.
Una negación
politizada
El PSR analizó también la
metodología y las conclusiones de otros estudios que indican un balance
inferior de pérdidas humanas, como un artículo del New England Journal
of Medicineque también contiene cierta cantidad de lagunas.
El
mencionado artículo no tiene en cuenta las cifras de
las provincias más afectadas por las operaciones militares, o sea
Bagdad, al-Anbar y Ninive. En realidad, el artículo del New
England Journal of Medicine se basa en los datos erróneos del IBC
al extrapolar las cifras sobre esas regiones. Y también impuso «restricciones
motivadas por razones políticas» a la recolección y análisis de los datos.
Por ejemplo, las entrevistas fueron realizadas por el ministerio iraquí de
Salud, en aquel momento «totalmente dependiente de la potencia ocupante».
Bajo la presión de Estados Unidos– ese ministerio iraquí se había
negado a publicar sus datos sobre las muertes de iraquíes oficialmente
registradas.
En
particular, el PSR analizó las alegaciones de Michael Spaget, John Sloboda y
otros críticos que describieron como «fraudulentos» los métodos de
recogida de datos del estudio deThe Lancet. Según la ONG, tales
argumentos carecen de fundamento.
Las pocas «críticas
legítimas», según el PSR, «no afectan la credibilidad de los
resultados de las investigaciones de The Lancet en su conjunto.
Esas cifras siguen siendo los mejores estimados actualmente disponibles».
Las conclusiones de «The Lancet» también se ven
corroboradas por los datos de un nuevo estudio realizado por la revista
científica PLOS Medicine, que contabilizó 500 000
víctimas de la guerra en Irak. En total, el PSR ha logrado determinar
que la cantidad más probable de muertos civiles en ese país desde 2003 asciende
a 1 millón.
El estudio
del PSR agrega a ese balance al menos 220 000 muertos
en Afganistán y 80 000 en Pakistán, víctimas directas
o indirectas de la campaña militar encabezada por Estados Unidos.
En otras palabras, esta ONG presenta un «estimado conservador» que
se eleva a 1,3 millones de muertos en Irak, Afganistán y
Pakistán. Sin embargo, las cifras reales podrían fácilmente «sobrepasar
los 2 millones».
Pero el
propio estudio del PSR también presenta ciertas lagunas. Primeramente, la «guerra
contra el terrorismo» iniciada después del 11 de septiembre de 2001
no era nada nuevo sino una simple prolongación de las políticas
intervencionistas ya iniciadas anteriormente en Irak y Afganistán.
Por otra
lado, la carencia de datos sobre Afganistán significa que el estudio del PSR
probablemente subestimó el balance de bajas humanas en ese país.
Irak
La guerra de Irak no
comenzó en 2003 sino en 1991, con la primera guerra del Golfo, a la que
siguió la aplicación de un régimen de sanciones impuesto a través de la
ONU.
Un estudio
anterior del propio PSR, realizado por la entonces demógrafa del Buró de Censos
de Estados Unidos Beth Daponte, ha demostrado que la cantidad de
muertes de iraquíes provocadas por la primera guerra del Golfo se elevaba
a cerca de 200 000, principalmente víctimas civiles [1]. Aquel estudio fue censurado por las
autoridades.
Después de
la retirada de la coalición encabezada por Estados Unidos, [la primera
guerra del Golfo] prosiguió en el plano económico, a través de las
sanciones de la ONU, impuestas por Estados Unidos y Gran Bretaña.
El pretexto que se invocó para justificar aquellas sanciones fue
impedir que el presidente Sadam Husein lograse tener acceso a los elementos
necesarios para la fabricación de posibles armas de destrucción masiva. Pero
bajo aquel embargo, los bienes cuyo acceso se prohibió a Irak incluían gran
cantidad de productos de primera necesidad, indispensables para la población
civil.
Cifras de
la ONU, que nunca han sido puestas en dudas, demuestran que alrededor de
1,7 millones de civiles iraquíes murieron por causa de ese brutal régimen
de sanciones impuesto por Occidente y que la mitad de esos muertos fueron
niños [2].
Y parece
que las sanciones tenían como objetivo provocar esa gran cantidad de muertos.
Entre los bienes prohibidos [a Irak] por las sanciones de la ONU estaban
los productos químicos y el equipamiento esencial para el funcionamiento
del sistema iraquí de tratamiento del agua. El profesor Thomas Nagy,
de la Escuela de Comercia de la Universidad George Washington, descubrió
un documento secreto de la agencia de inteligencia del Pentágono (la DIA,
Defence Intelligence Agency), documento que, según el profesor Nagy, constituye
«un plan
inicial de genocidio contra el pueblo iraquí».
En un artículo científico
redactado en el marco de la Asociación de Investigadores sobre los
Genocidios de la Universidad de Manitoba (Canadá), el profesor Nagy explicó que
el documento de la DÍA revelaba con «lujo detalles, un método perfectamente
operacional para “degradar completamente el sistema de tratamiento de aguas” de
toda una nación» a lo largo de una década. De esa manera, la política de
sanciones crearía
«las
condiciones favorables a la amplia propagación de enfermedades, como epidemias
de gran envergadura (…) liquidando así gran parte de la población
iraquí» [3].
Por consiguiente, sólo en
el caso de Irak, la guerra de Estados Unidos contra ese país mató
1,9 millones de iraquíes, desde 1991 hasta 2003. Y a partir de 2003
se registran más o menos 1 millón de muertes más. Así que
la agresión de Estados Unidos contra Irak costó en total cerca de 3 millones
de vidas de iraquíes.
Afganistán
En Afganistán, el número
total de víctimas mencionado en el estimado del PSR también parece estar muy
por debajo de la realidad. Seis meses después de la campaña de bombardeos
de 2001, el periodista del Guardian Jonathan Steele
reveló que entre 1 300 y 8 000 afganos habían sido víctimas mortales
directas [4]. Steele agregaba que las consecuencias de la
guerra habían provocado un exceso de mortalidad al provocar la muerte de unas
50 000 personas.
En su
libro, Body Count: Global Avoidable Mortality Since 1950,
el profesor Gideon Polya aplicó la misma metodología que el Guardian para
analizar los datos anuales de mortalidad de la División de Población de la
ONU [5]. Así pudo calcular las cifras plausibles del
exceso de mortalidad en Afganistán. Bioquímico retirado de la Universidad de
La Trobe (Melbourne, Australia), Polya llegó a la conclusión de que el
total de decesos evitables en Afganistán –país en estado de guerra permanente
desde 2001 y sometido a las privaciones que le impone el ocupante– se
elevaba a 3 millones (entre los que se cuentan los
fallecimientos de 900 000 niños de menos de 5 años).
Aunque
ninguna revista universitaria publicó los descubrimientos del profesor Polya,
el estudio que presenta enBody Count, su libro de 2007, ha sido
recomendado por Jacqueline Carrigan, profesora de sociología de la Universidad
del Estado de California [6]. Jacqueline Carrigan ha presentado este
estudio como «una mina de datos sobre la situación global de la
mortalidad» en una reseña publicada en la revista Socialism and
Democracy de las ediciones universitarias Routledge.
Como en el
caso de Irak, la intervención de Estados Unidos en Afganistán comenzó,
mucho antes del 11 de septiembre de 2001, en 1992 bajo la forma de
una ayuda militar, logística y financiera clandestina de Estados Unidos
a los talibanes. Aquella ayuda secreta favoreció la conquista violenta de cerca
del 90% del territorio afgano por parte de los talibanes [7].
En 2001, la
Academia Nacional de Ciencias publicó un informe titulado Forced
Migration and Mortality [8]. En ese estudio, Steven Hansch –epidemiólogo de
primer plano y director de Relief International– subrayaba que
el incremento de la mortalidad provocado en los años 1990 por las
consecuencias de la guerra había dejado entre 200 000 y 2 millones de
muertos en Afganistán. Por supuesto, la Unión Soviética es en parte
responsable de la devastación de la infraestructura civil de ese país,
la cual creó las bases de ese desastre humanitario.
Al
adicionarlas, esas cifras sugieren que en Afganistán el balance total de
las consecuencias directas e indirectas de las operaciones estadounidenses
[y occidentales] desde el inicio de los años 1990 hasta el día de hoy
podría ser estimado entre 3 y 5 millones de muertos.
La negación
Según las cifras que
acabamos de estudiar, el total de muertes provocadas por las intervenciones
occidentales en Irak y Afganistán desde los años 1990 –entre las muertes
provocadas directamente por la guerra y las que se deben a las privaciones
provocadas a largo plazo por la guerra– podría elevarse a unos 4 millones:
2 millones de muertos en Irak entre 1990 y 2003 y 2 millones
a causa de la «guerra contra el terrorismo». Si tomamos
en cuenta los elevados estimados sobre el exceso de mortalidad
[consecuencia de la guerra] en Afganistán, este balance podría elevarse
incluso a 6 u 8 millones de muertos.
Es posible
que esas cifras sean demasiado altas pero nunca podremos saberlo con certeza.
En efecto, las políticas de las fuerzas armadas de Estados Unidos y
de Gran Bretaña consisten en no contabilizar las muertes de civiles
provocadas por sus operaciones, muertes consideradas como incidentes
sin interés.
Debido a la
grave carencia de datos en Irak, a la cuasi total inexistencia de archivos en
Afganistán así como a la indiferencia de los gobiernos occidentales ante
todo lo concerniente a las muertes de civiles, resulta literalmente
imposible determinar la verdadera cantidad de fallecimientos que esas
intervenciones han provocado.
Al no
existir ni la más mínima posibilidad de comprobarlas, esas cifras proporcionan
estimados plausibles basados en la aplicación de la metodología
estadística basada en las mejores pruebas disponibles –aún tratándose de
pruebas particularmente escasas. A falta de datos precisos,
estos estimados nos proporcionan una idea de la magnitud de la
destrucción.
La mayoría
de esas muertes fueron justificadas invocando la lucha contra la tiranía y
contra el terrorismo. Sin embargo, gracias al silencio cómplice de los
medios masivos de difusión, la mayoría de la ciudadanía no tiene la
menor idea del verdadero alcance de este terror permanente que la tiranía
estadounidense y británica impuso en Afganistán e Irak, en nombre de los
ciudadanos de Estados Unidos y del Reino Unido.
[2] Behind the War on Terror: Western
Secret Strategy and the Struggle for Iraq, Nafeez M. Ahmed, New Society
Publishers, 1º de septiembre de 2003).
[3] “The Role of Iraq Water Treatment
Vulnerabilities in Halting One Genocide and Preventing Others”, Thomas J. Nagy, Association of
Genocide Scholars, 12 de junio de 2001.
[6] “Body Count: Global
Avoidable Mortality Since 1950”, Jacqueline Carrigan, Socialism and Democracy, 13 de
abril de 2011.
[7] “Islamic State is the
cancer of modern capitalism”,
Nafeez M. Ahmed, Middle East Eye, 27 de marzo de 2015.
[8] Forced Migration and
Mortality,
Holly E. Reed and Charles B. Keely, Editors; Roundtable on the Demography of
Forced Migration; Committee on Population; Division of Behavioral and Social
Sciences and Education; National Research Council (2001).
http://www.voltairenet.org/article187311.html
COMBATES ENTRE O DAESH E AS RESISTÊNCIAS PALESTINAS NA SÍRIA
Quarta-feira, 1 de abril de 2015, desenrolava-se no campo palestino de
Yarmouk, nos arredores de Damasco, uma cerimônia organizada pelo Ministério
Sírio da Reconciliação.
Na altura, o acampamento foi atacado por elementos
vindos da aldeia vizinha de Hajar al-Aswad, aliados com certos ex-militantes do
Hamas, que antes tendo-se passado para a Frente Al-Nusra (al-Qaida), agora se
juntaram ao Daesh (Exército Islâmico).
Durante várias horas, intensos combates opuseram o
Daesh ás várias milícias palestinianas, entre as quais os seus antigos
camaradas do Hamas. Ao fim da noite, os jiadistas controlavam a maior parte do
acampamento. Mas, durante a noite, o Exército Árabe Sírio enviou reforços e o
Daesh retirou-se por completo.
Os campos de «Yarmouk» e de «Palestina», não são
acampamentos formados por tendas ou barracas (favelas-br) como em outros
Estados árabes, mas, sim, cidades em cimento, construídas segundo as normas
sírias. Tradicionalmente, a República Árabe da Síria administra-os em parceria
com os partidos políticos palestinianos.
No fim de 2012, milicianos do Hamas, leais a Khaled
Mechaal, deixaram penetrar no campo jiadistas da Frente Al-Nusra (al-Qaida) e
agentes da Mossad israelita para tentar o assassínio dos líderes da Fatah e da
F.P.L.P [1]. A República Árabe da Síria havia, de
imediato, enviado uma chamada por SMS a 160. 000 habitantes para fugirem. Em 48
horas, 120 mil deles foram realojados em escolas e hotéis da capital. O
Exército Árabe Sírio realizou, então, o assalto militar com o apoio da
Autoridade Palestiniana. No final, após intensos combates e um terrível cerco,
um acordo político levou ao «congelamento» do acampamento onde ainda
permaneciam 18. 000 pessoas. A cerimónia de ontem deveria ter marcado a
reconciliação entre, por um lado, a República Árabe da Síria, a FPLP e a Fatah
e, por outro lado, um ramo do Hamas e os elementos da al-Nusra.
Durante dois anos, grupos palestinos contrários à
República árabe da Síria atacaram todos os comboios de abastecimento alimentar
que entram no acampamento, confiscam os bens e depois revendem-nos a 3,5 vezes
o seu preço aos outros habitantes do acampamento. Para se alimentar a população
é, pois, forçada a juntar-se a estes grupos que lhes pagam, então, um salário
em dólares.
A imprensa do Golfo lançou uma campanha de
propaganda acusando o Exército Árabe Sírio de matar à fome e de bombardear os
palestinos, tal como Israel faz em Gaza.
A Síria, é o único Estado árabe a garantir
igualdade jurídica absoluta aos palestinos, e, o acesso gratuito às suas
escolas, ás suas universidades e a todos os seus serviços sociais. Vários
generais do Exército Árabe Sírio são Palestinianos.
Tradução Alva
http://www.voltairenet.org/article187236.html#nb1
[1] «Des
agents du Mossad dans l’unité d’Al-Qaida qui a attaqué le camp de Yarmouk»
(Fr- «Agentes da Mossad na unidade da Al-Qaida que atacou o acampamento de
Yarmouk»- ndT), Réseau Voltaire, 31 décembre 2012.
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