quarta-feira, 9 de maio de 2012

O QUE NÃO TE CONTAM SOBRE A COLÔMBIA - Parte 2

PIEDAD CÓRDOBA DENUNCIA  TENTATIVAS
DE ASSASSINÁ-LA

Mayo 9 de 2012


A líder da "Colombianos e Colombianos Pela Paz", denunciou as intenções de grupos paramilitares de acabar com sua vida. De acordo com ela, grupos que seguem crescendo no país, com a ajuda da direita.

A ex-senadora, Piedad Córdoba, refere-se em particular a quadrilha de criminosos chamada de "Los Rastrojos", que recebeu uma oferta milionária para esse propósito criminal.

A ex-senadora apresentará formalmente os argumentos da denúncia à Procuradoria, onde entrará também com o pedido de garantias de vida e seguirá trabalhando pela paz na Colômbia.

Finalmente Piedad Cordoba revelou que a organização social Colombianos e Colombianas Pela Paz não intervirá na libertação do jornalista, francês Romeo Langlois, nem como facilitadores e nem como mediadores.

wradio
Postado do : http://www.pacocol.org/
Traduzido pelo blog somostodospalestinos


 EM 3 MESES, 13 DEFENSORES DOS DIREITOS HUMANOS FORAM ASSASSINADOS NA COLÔMBIA

 Apesar do lançamento da Unidade Nacional da Proteção, entre Janeiro e Março de 2012, 64 defensores dos direitos humanos defensores foram agredidos. Entre eles 13 foram assassinados. De acordo com dados do boletim trimestral do sistema de informações sobre agressões contra os defensores dos direitos humanos.


Depois de nosso último e contundente relatório "Claroscuro: Relatório Anual 2011" publicado em Fevereiro deste ano, esperávamos que as cifras das agressões contra os defensores e defensoras dos direitos humanos no país diminuíssem, a propósito da entrada em vigor do decreto 4912 e da ação da nova Unidade Nacional da Proteção. No entanto, os números se mostraram desanimadores.

Um total de 64 agressões individuais contra os defensores (as), discriminados no 29 ameaças, 13 assassinatos, 1 desaparecimento forçado, 17 atentados, 3 prisões arbitrárias e um caso gravíssimo de violência sexual contra uma defensora, marcam a tendência nos três primeiros meses de 2012.

Destes 64 agressões, 72% foram contra defensores e 28% contra as defensoras.

O boletim trimestral registra igualmente que 64 agressões individuais neste período, entre Janeiro e Março deste ano, os departamentos de Cauca, Santander, Chocó e Nariño, são aqueles que relataram maior número de agressões, junto com Bogotá DC.

http://www.pacocol.org/
Traduzido pelo Blog somostodospalestinos


terça-feira, 8 de maio de 2012

As FARC confirmam que têm o jornalista Langlois em seu poder

    Escrito por Erica Soares
07 de mayo de 2012, 13:35Bogotá, 7 mai (Prensa Latina)

O Secretariado do Estado Maior das Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC) confirmou que unidades da Frente 15 têm em seu poder o jornalista francês Romeo Langlois.

Em um comunicado de sete pontos e divulgado hoje pela Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol), com sede em Estocolmo, a máxima autoridade da guerrilha sustenta que Langlois está retido como prisioneiro de guerra.

Da mesma forma o Secretariado assinala que os jornalistas que o Exército leva consigo em suas operações militares, não cumprem o propósito imparcial de informar sobre a realidade, senão o de manipular esta para que sirva ao projeto de guerra contra o povo.

As FARC também se perguntam qual seria a atuação das autoridades, se um jornalista que com seu critério informativo e que acompanhasse as unidades guerrilheiras fosse capturado pelo Exército regular após um combate.

"A concepção contrainsurgente do Estado colombiano leva ao envolvimento de todos no seu lado da guerra, incluindo a imprensa", expressa o Secretariado no documento, com data de 3 de maio.

Por sua parte, a guerrilha sustenta que as liberdades de pensamento, expressão e informação não podem operar apenas para o benefício dos donos do capital e da terra.

"Nossa página na internet é atacada e bloqueada permanentemente, nossas emissoras são destruídas com bombas", assinala.

Assim mesmo, o Secretariado denuncia que o governo colombiano assassina, ameaça, encarcera ou desterra jornalistas nacionais ou estrangeiros que tentam investigar ou se informar sobre a versão não oficial do conflito.

Por outra parte, esclarece que Langlois vestia uniforme militar do Exército regular no meio de um combate.

Achamos que o mínimo que se pode esperar para a recuperação de sua plena mobilidade é a abertura de um amplo debate nacional e internacional sobre a liberdade de informação, agrega.

As FARC manifestam que é um velho costume do Exército colombiano empreender aventureiras operações de resgate com o deliberado propósito de que a vida dos prisioneiros se perca.

Considera mais próxima a vitória caso jogue a imprensa contra nós. Esperamos que não seja este o caso, esclarece.

Langlois, de 35 anos e correspondente da televisão France 24, realizava uma reportagem sobre operações antidrogas das Forças Militares no último 28 de abril em Caquetá, quando se registraram combates com a guerrilha.

Diante dessa situação, de acordo com a versão de alguns militares, o jornalista despojou-se do capacete e do colete à prova de balas que portava e correu para onde se encontrava o grupo insurgente.

Desde então sua situação era desconhecida até que neste domingo a Frente 15 das FARC divulgou um vídeo no qual informou que Langlois está em seu poder.

No entanto, espera-se que sua libertação ocorra em breve, segundo foi anunciado através de uma conta na rede social Twitter atribuída à guerrilha.

"Informamos que o prisioneiro de guerra: Roméo Langlois, jornalista francês, logo será libertado são e salvo", assinala uma das mensagens na conta @Farc_colombia.

mgt/acl/es
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=504362&Itemid=1

Manifesto de Solidariedade ao Presos Políticos Palestinos


A Cruz Vermelha alerta para o perigo  da morte de seis palestinos em greve de fome

Ao menos seis palestinos que participam da  greve de fome dos prisioneiros políticos nos cárceres da ocupação sionista, contra as condições desumanas, as torturas e em defesa aos direitos humanos internacionais estão em "iminente risco de morrer", afirmou hoje em Genebra o Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

O Comitê de Solidariedade à luta do povo palestino do Rio de Janeiro se une a todas as entidades que estão, em todo o mundo, denunciando a situação dramática do povo palestino e, em particular, dos palestinos, homens, mulheres e crianças que se encontram nos cárceres israelitas sofrendo as piores barbaridades, humilhações e torturas pelo exército da ocupação sionista e,àquelas que  apoiam incondicionalmente as lutas, as resistências e toda bravura e heroísmo dos prisioneiros  políticos palestinos.  Participe também deste esforço internacionalista divulgue, ajude a ampliar essa campanha em defesa dos prisioneiros palestinos. Abaixo o Manifesto de iniciativa do Comitê de São Paulo.

Manifesto de Solidariedade de Solidariedade
aos presos políticos palestinos

A Frente em Defesa do Povo Palestino, que reúne dezenas de organizações da sociedade civil brasileira, juntamente com outros comitês em diversos estados, repudia as arbitrariedades cometidas pelo Estado de Israel e se soma às mobilizações pela libertação imediata de todos os presos políticos palestinos. Solidariza-se, assim, com os 2 mil prisioneiros em greve de fome desde abril último – de um total de cerca de 5 mil, incluindo nove mulheres, 350 crianças e 22 parlamentares.

Suas reivindicações são o fim das detenções administrativas, confinamento em solitárias e outras medidas punitivas, incluindo a negação de visitas, até mesmo de advogados e médicos independentes, e do acesso a livros, jornais e à educação universitária.

Israel viola as Convenções de Genebra ao manter prisioneiros palestinos em seus cárceres, bem como outros acordos internacionais, ao desrespeitar o direito que eles têm a tratamento digno. Além do confinamento prolongado -- um dos prisioneiros está em solitária há dez anos -- e outras medidas punitivas, a prática da tortura física e psicológica é praxe, com abusos de toda ordem. Humilhação cotidiana, inclusive nas inspeções, maus tratos e uso proposital de medicamentos que agravam as condições de saúde dos prisioneiros também são regra.

Essa é a segunda grande greve de fome em pouco mais de seis meses. Outros presos políticos palestinos também vinham recusando alimentação há mais tempo, pleiteando liberdade, bem como o respeito aos direitos humanos fundamentais e o fim das precárias condições a que são submetidos nos cárceres israelenses, para os quais a maioria é levada sem julgamento formal.

Segundo estimativas de organizações de defesa dos direitos humanos, cerca de 800 mil palestinos já passaram por essas prisões. Como mostram os números, a repressão e as consequentes detenções ilegais têm sido instrumentos amplamente utilizados na tentativa de quebrar a resistência palestina e calar a crítica a Israel, desde a criação unilateral desse Estado, em 15 de maio de 1948 (data em que os palestinos relembram a nakba, a catástrofe que lhes confiscou o país, expulsou cerca de 800 mil habitantes de suas terras e destruiu mais de 500 aldeias, de maneira ilegal e violenta; há 32 massacres documentados).

A solidariedade internacional é fundamental para denunciar e mudar esse estado de coisas. Assim, por justiça, as organizações signatárias deste documento reivindicam a libertação imediata de todos os presos políticos palestinos. E reivindicam

  • que o governo brasileiro se posicione contra as violações de direitos humanos por parte de Israel, rompa relações diplomáticas e comerciais com esse Estado, dadas suas políticas racistas, de uso da força e da violência, incluindo execuções sumárias e massacres de civis, e interceda para que sejam soltas emergencialmente todas as crianças, mulheres, idosos, doentes e os cerca de 300 palestinos sob detenção administrativa;

  • que o Congresso Nacional organize visitas aos cárceres israelenses para verificar as condições dos prisioneiros políticos palestinos, denuncie a violação de direitos humanos aos órgãos internacionais e exija a libertação dos parlamentares palestinos.

LIBERDADE IMEDIATA ÀS PRESAS E AOS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS!

Assinam:
Frente em Defesa do Povo Palestino
Comitê pelos Direitos do Povo Palestino
Centro Cultural Árabe Palestino de Mato Grosso do Sul
Centro Cultural Árabe Palestino do Rio Grande do Sul
Comitê Democrático Palestino do Brasil
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro
Sociedade Árabe Palestina de Brasília
Sociedade Árabe Palestina de Corumbá
Sociedade Árabe Palestina de Santa Maria
Sociedade Árabe Palestina de Chuí
Sociedade Beneficente Islâmica de Foz do Iguaçu-PR                                 
Sociedade Islâmica do Paraguai
UNI - União Nacional das Entidades Islâmicas
Associação Islâmica de São Paulo
Mopat - Movimento Palestina para Tod@s
Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular – Coordenação Nacional de Lutas
CUT – Central Única dos Trabalhadores
Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
PCB - Partido Comunista Brasileiro
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Apropuc – Associação dos Professores da PUC-SP
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
Grupo M19

sábado, 5 de maio de 2012

Prisioneiros palestinos em greve de fome estão em grave risco de vida nos cárceres israelitas




05/05/2012 04:27

Dez presos palestinos, que estavam em greve de fome, foram transferidos para o hospital devido ao seu deteriorado estado de saúde, informou na sexta-feira o representante da Autoridade Nacional Palestina, na Organização das Nações Unidas (ONU), Riyad Mansur.

Em uma carta dirigida ao Conselho de Segurança da ONU, Riyad Mansur assegurou que a vida dos prisioneiros palestinos em greve de fome de 59 a 67 dias corre grave risco.

Mansur enfatizou que os presos Bilal Diab e Halahla Daniel Thaer, em greve de fome por mais de 65 dias, estão em " grave estado de saúde" e descreveu que "eles estão sofrendo enfermidades potencialmente mortais, incluindo severa perda de peso, danos aos nervos, desidratação, perda de massa e tonus muscular diminuído e pressão arterial baixa".

Ambos prisioneiros palestinianos foram levados na quinta-feira ao Supremo Tribunal do regime de Tel Aviv para apelar contra suas detenção sem acusações formais contra eles, durante o qual Diab desmaiou, nos revelou seu advogado.

A este respeito, o Ministro dos assuntos dos prisioneiros e Exdetidos da Autoridade Nacional Palestina, Issa Qaraqe, advertiu ao regime de Israel que é muito possível que surja uma nova Intifada, dentro e fora das prisões israelitas, se Diab vem a falecer.

Atualmente, mais de 2.000 prisioneiros palestinos, de forma coletiva, estão em greve de fome em protesto contra as desumanas condições das penitenciária e contra as detenções arbitrárias. De acordo com Mansur, 300 deles estão presos sem terem sido processados pela Justiça, o que o regime hebreu chama de "detenção administrativa".

De acordo com relatórios emitidos por organizações pro direitos humanos, atualmente cerca de 5.000 palestinos se encontram nos cárceres israelitas, dos quais a maioria não foram a julgamentos devido a não haver nenhuma acusação formal contra os palestinos.

SG/aa /
Postado: http://www.hispantv.com/detail.aspx?id=180721

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O que não te contam sobre a Colômbia Parte I : O REGIME TERRORISTA COMEÇOU O GENOCÍDIO CONTRA O NOVO MOVIMENTO POLÍTICO MARCHA PATRIÓTICA, ORGANIZADO PELOS MOVIMENTOS SOCIAIS E PARTIDOS DA ESQUERDA

 

Abril 30 de 2012 | 05:04 AM. | Noticias
Por Camilo Raigozo
Os sócios do crime organizado são os habituais: Governo, militares, polícia nacional, meios de comunicação, narcotraficantes, empresários nacionais e estrangeiros, pecuaristas, agricultores, políticos e proprietários de terras, entre outros.
O método de terror e extermínio utiliza  matadores de aluguel  de diferentes denominações tais como:  Auto Defesas Unidas da Colômbia, paramilitares, banda criminais,  Bacrim, Águias Negras e um cem  número de denominações.
Também é utilizado comandos ou esquadrões secretos especializados, integrados por membros das forças de segurança do Estado.

A primeira vítima conhecida dessa desta nova fase do crime organizado, desse  empreendimento criminosso é Herman Henry Diaz, dirigente camponês de Putumayo, desaparecido próximo de  de Puerto Asi  quarta-feira 18 de abril, quando organizava  a assistência dos camponeses desta área para a participação na Marcha  Patriótica marcada pára 21,22 e 23 de abril em Bogotá
A segunda vítima é Martha Cecilia Guevara Oyola, uma líder comunitária de San Vicente del Caguán, em Caqueta, desaparecida  na sexta-feira, dia 20 de abril de 2012, na área urbana do município, quando se dirigia ao lançamento do movimento político Marcha Patrióctica,  em Bogotá.
A terceira vítima foi Mao Enrique Rodriguez, baleado por "desconhecidos" na noite de sexta-feira, dia  27 de abril em Bogotá. Mao Henrique era um membro da equipe de segurança do Partido Comunista Colombiano, o PCC, registrado na Unidade Nacional de Protecção no Ministério do Interior. Atuou na segurança do diretor de Voz da Unidade, Carlos Lozano, que denunciou o crime com profunda tristeza em sua conta no Twitter.
Os três crimes citados não são casos isolados, nem  se trata de uma simples coincidência. Esses crimes são o resultado de uma planejada estratégia criminosa de extermínio feita a partir do Estado.
O regime criminoso que padece na Colômbia quer exterminar o novo movimento político Marcha Patriótica, como foi feito com a União Patriótica, na déc de 90.

As estigmatizações, as acusações e os sinais do Presidente Santos, dos altos comandos militares e da Polícia, de colunistas e de alguns periodistas sênior, colunistas e jornalistas contra o movimento Marcha Patriótica  têm três finalidades:

São ordens veladas de extermínio, que os exércitos de assassinos
 pagos  sabem entender, são  justificativas para o genocídio,
 ou são as duas coisas ao mesmo tempo.
Postado do : www.pacocol.org




terça-feira, 1 de maio de 2012

SECRETÁRIO GERAL DA FPLP EM GRAVE RISCO DE VIDA PELA OCUPAÇÃO SIONISTA


http://english.pnn.ps/index.php/prisoners/1507

Neste domingo, 29 de abril, foi transferido da Prisão Ramon o líder Ahmad Sa'adat para Ramle hospital da prisão. Sa'adat é secretário-geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina, e está em isolamento por mais de três anos na prisão Ramon. Ele está em greve de fome desde 17 de abril e tem mais de 2000 prisioneiros palestinos participando da greve de fome.

Os presos se recusaram a por fim a greve de fome e afirmam que  estão comprometidos em atingir as demandas de pleno direito de greve, em unidade com todos os prisioneiros, incluindo o fim definitivo de todo  isolamento prisional , pelo fim das detenções administrativas e pelo direito das visitas de família e o direito à educação e aos meios de comunicação.

Sa'adat  já perdeu 6 kg . Este novo movimento de greve de fome dos prisioneiros políticos acontece  alguns meses depois da greve de fome  que durou de 27 setembro - 20 outubro, cuja principal pauta era a exigência pelo fim do isolamento e confinamento solitário. Centenas de prisioneiros estiveram unidos neste movimento contra as falsas promessas de Israel  de acabar com o isolamento, ignoradas após a troca de prisioneiros. Sa'adat sai  desta greve muito debilitado.

Sa'adat foi seqüestrado em 2006, da Prisão de Jericho, administrada pela Autoridade Palestina. Estava com cinco outros prisioneiros, incluindo quatro de seus companheiros. Esta prisão esta  sob vigilância dos EUA e britânicos desde 2002. Nesta época, sua prisão havia sido considerada ilegal pelo Tribunal Palestino. Sa'adat havia sido eleito para o Conselho Legislativo da Palestina.  Em 16 de março de 2006, as forças de ocupação israelenses atacaram a prisão e Sa'adat  e seus companheiros de prisão foram sequestrados. Atualmente, ele é  um dos 19 prisioneiros palestinos em isolamento.

A Frente Popular para a Libertação da Palestina emitiu uma declaração em resposta à notícia de que Sa'adat fora transferido para o hospital da prisão, onde afirma que:  " o governo de ocupação é totalmente responsável por quaisquer dano a vida do Secretário-Geral Sa ' adat e a de todos os heróicos prisioneiros  que lutam através da greve de fome, pela garantia do direito de ser atendida suas justas reivindicações, em especial o desumano tratamento expresso nas prisões de regime solitário.

A FPLP  sente imenso orgulho de  ter  Ahmad Sa'adat,  nosso lider nacional, na luta unitária da greve de fome com os demais prisioneiros. A FPLP reafirma seu total apoio ao movimento dos prisioneiros e faz um importante chamado aos movimentos de solidariedade internacionalistas , e outras organizações solidárias a apoiar os presos em greve nas desumanas prisões da ocupação, apoiando, dessa forma suas justas exigências.

Na coletiva de imprensa  realizada na noite de domingo, em Wattan Media Centre, em Ramallah , chamou atenção sobre  a situação grave da saúde de Sa'adat.  Khalida Jarrar,  membro do Conselho Legislativo da Palestina, disse que "os presos em greve de fome não podem ser prejudicados. O estado de ocupação (Israel) sabe muito bem que nosso povo é capaz de proteger e responder a ameaças perigosas para os nossos prisioneiros e líderes . " Ela apelou aos líderes políticos palestinos a agir imediatamente e rapidamente para proteger os prisioneiros, e para que cessem imediatamente todas as formas de cooperação de segurança com a ocupação. Ela também exortou aos países árabes que têm laços com o estado de ocupação para quebrá-las imediatamente e expulsar os embaixadores da ocupação.

Jarrar disse que Sa'adat foi transferido sem o conhecimento da família para o hospital da prisão,  fato descoberto pelo advogado que o procurou  na prisão de Ramon. chamou especial atenção, também, para a saúde dos bravos grevistas Thaer Halahleh e Diab Bilal, que estão em greve de fome de 62 dias. Ela concorda que o isolamento é uma das razões mais urgentes para a greve, dizendo que é uma das ações mais perigosas por parte do Serviço Prisional contra os líderes, incluindo Mahmoud Issa, que esta isolado desde 2002.

Abla Sa'adat, esposa Sa'adat, disse que o marido não poria fim à sua greve até que seus objetivos sejam alcançados, incluindo terminando confinamento solitário e permitindo visitas de familiares dos prisioneiros de Gaza, proibidos por seis anos. Sa'adat falou sobre a última mensagem de seu marido, enfatizando a necessidade de união para apoiar os prisioneiros. Ela expressou grave preocupação para a vida do marido, notando que esta é sua segunda vez em greve de fome em seis meses. Ela clama o povo palestino e seus apoiadores em todos os lugares para participar em eventos e ações de apoio aos prisioneiros, dizendo que tal ação é importante para o sucesso da greve.

Issa Qaraqe, o Ministro responsável pelo problema dos prisioneiros e detidos ", pediu a Assembleia Geral da ONU para convocar uma sessão especial para tratar do caso dos prisioneiros. Ele observou que o governo de Israel é totalmente responsável pela catástrofe humanitária que pode atingir aos prisioneiros e que o estado está cometendo crimes de ocupação contra os prisioneiros através de leis arbitrárias e tratamento racista, injusto, cruel e desumana. Ele disse que a greve continuaria a crescer na próxima semana, o que traria uma explosão nas ruas palestinas.













sábado, 28 de abril de 2012

DECLARAÇÃO POLÍTICA DA MARCHA COLOMBIANA

Movimento Político Marcha Patriótica ,
Colômbia 22 de abril de 2012


 
1 – Com convicção e firmeza, partindo dos mais distantes pontos da geografia nacional, confluiu para a cidade de Bogotá a Marcha da Esperança, da Alegria, da Dignidade. Desde as montanhas, planícies, serras e encostas, recebemos mais de 1700 organizações e, com espírito deliberativo e construtivo, hoje avançamos um passo a mais na edificação da Segunda e Definitiva Independência. Na mais profunda fraternidade e solidariedade dos povos que lutam por soberania e autodeterminação, delegados e delegadas da América Latina, Europa, Austrália e América do Norte têm acompanhado solidariamente a realização do Conselho Patriótico Nacional que declara, de maneira decidida:

2 – Anunciamos às pessoas e ao povo colombiano em geral, assim como à comunidade internacional, que, durante os dias 21 e 22 de abril de 2012, encontramo-nos para constituir o Movimento Político e Social Marcha Patriótica, com o propósito de contribuir com a mudança política requerida nosso país, superando a hegemonia imposta pelas classes dominantes, de avançar na construção de um projeto alternativo de sociedade e obter a segunda e definitiva independência. Precisamente nos momentos em que o capitalismo se encontra em uma de suas maiores crises, mostrando seus limites históricos cada vez mais evidentes.

3 – A Marcha é o local de encontro de múltiplos processos de organização, resistência e luta que decidiram fazer seu o exercício da política e aspira a ser uma expressão organizada do movimento real das resistências e lutas das pessoas comuns e dos setores sociais e populares que, quotidianamente, em todos os rincões do país, e, em que pese as adversidades, atuam, de forma heroica, por uma pátria grande, digna e soberana.

4 – Em que pese o fato do governo de Santos ter se empenhado em aparecer como renovador e modernizante, na Marcha consideramos que isto representa uma continuidade do projeto hegemônico e de tentativas de rearranjos do bloco de poder, precisamente para garantir esta continuidade. Sem deixar de perceber conflitos e diferenças entre as facções que conformam tal bloco, promovidos por setores mais belicosos e ultradireitistas, ligados ao narcoparamilitarismo, não se aprecia – para além da retórica – o surgimento de novas condições que permitam afirmar que se está a caminho de superar as estruturas autoritárias, criminosas, mafiosas e corruptas que caracterizam o regime político colombiano. Tendências recentes dos acontecimentos legislativos em diversos campos parecem reforçar ainda mais o manto de impunidade que prevaleceu no país, buscam institucionalizar o exercício da violência contra a população, ao mesmo tempo pretendem perseguir e criminalizar os protestos e a mobilização social.

5- O governo de Santos aprofundou o processo de neoliberalização da economia e da sociedade, iniciado há mais de duas décadas. Este continuísmo favorece essencialmente o capital financeiro transnacional e os grandes grupos econômicos que, pensando exclusivamente em seu afã de lucro, impuseram um modelo econômico empobrecedor. Tal modelo desindustrializou o país, afundou, numa profunda crise, a produção agrícola, especialmente a produção de alimentos, propiciou a terceirização precarizante, estimulou ao extremo a especulação financeira e promoveu - especialmente durante a última década - a intensa exploração das nossas riquezas em hidrocarbonetos, minerais e fontes de água, acompanhados pela produção de biocombustíveis, exploração florestal e megaprojetos infra-estruturais. O desenvolvimento deste modelo foi projetado dentro de um quadro jurídico-institucional e militar que protege os interesses do grande capital e que vem se aprimorando no atual governo, através de múltiplas reformas no âmbito constitucional e legal. A entrada em vigor do Tratado de Livre Comércio com os Estados Unidos, e de outros tratados de conteúdo similar, é uma boa demonstração disso.

6 – Este modelo econômico conduziu a uma crescente degradação da soberania, a uma maior concentração e centralização da riqueza, ao aumento da desigualdade social, à precarização e pauperização do trabalho, à depredação socio-ambiental, assim como à contínua apropriação da riqueza social e dos frutos do trabalho mediante a migração e o deslocamento forçado da população. Também, propiciou uma mercantilização extrema e profunda de toda a vida social. Constituiu-se numa fonte de apropriação de dinheiro público, mediante a implantação generalizada de estruturas corruptas.

7 – Na Marcha Patriótica assinalamos a necessidade de produzir uma mudança política no país que defina as bases para a derrota do atual bloco hegemônico de poder e gere as condições para as transformações estruturais econômicas, políticas, sociais e culturais reclamadas pelas pessoas e pelo povo colombiano em geral. A Marcha coloca seu acúmulo e suas projeções a serviço deste propósito, chama à mais ampla unidade do povo colombiano e, em especial, dos diferentes processos sociais e populares existentes, tais como o Pólo Demcorático Alternativo e outros partidos e organizações políticas da esquerda, o Congresso dos Povos, a Minga Social e Indígena, a Coordenação Nacional de Movimentos e Organizações Sociais e Políticas, o COMOSOC, a MANE, bem como as demais forças políticas, econômicas e sociais que assim se consideram, pela construção de acordos programáticos que permitam avançar até a superação do modo de vida e de produção imperantes no país, a transformação estrutural do Estado, da economia e da cultura.

8 – Na Marcha Patriótica manifestamos a decisão política de lutar por um novo modelo econômico, de Estado e da sociedade, permitindo a transformação estrutural do modo de vida e de produção, que permita garantir e realizar os direitos humanos integralmente, dignificar e humanizar o trabalho, reparar integralmente as vítimas da violência e do terror estatal paramilitar, organizar democraticamente o território, realizar reformas agrária e urbana integrais, realizar as correspondentes transformações sócio-culturais, dignificar a arte e a cultura, lutar por uma nova ordem internacional baseada nos princípios da soberania, da não intervenção, da autodeterminação e do internacionalismo dos povos, contribuindo para a integração da Nossa América. Tudo isso, na direção da construção de um projeto alternativo que supere a atual organização capitalista da sociedade. A Marcha Patriótica se compromete com o desenvolvimento de sua plataforma programática com a mais ampla participação das pessoas comuns e, em geral, dos setores sociais e populares. Para conseguir isso, os Conselhos ficarão abertos.

9 – Na conjuntura atual, tendo em vista a dinâmica das lutas, assim como as tendências de políticas governamentais em curso, a Marcha Patriótica considera de vital importância e de suma urgência estabelecer acordos entre os diferentes processos políticos e organizacionais do campo popular, assim como com as demais forças políticas, econômicas e sociais interessadas, para fazer o enfrentamento e construir alternativas relacionadas à política de terras, a defesa do território, a reivindicação de trabalho, o ensino superior, a saúde e a seguridade social, os tratados de livre comércio, entre outros. Em todos os casos, trata-se de unir esforços e avançar na construção de um acúmulo de mobilização como o principal meio de ação coletiva e para a realização de uma grande greve cívica nacional.

10 – Apesar da retórica governamental que, com alguma frequência, assinala considerar a necessidade de paz para o nosso país, parece que este propósito é concebido em termos de uma solução militar, para o que pressionam, de forma contínua e persistente, os setores militaristas e de ultradireita. A política atual de contra-insurgência se fundamenta em um crescente intervencionismo militar estrangeiro, com o que, além de tentar induzir uma mudança no equilíbrio estratégico da guerra, corresponde aos interesses geopolíticos e econômicos do imperialismo dos EUA para garantir o acesso a recursos estratégicos, proteger investimentos transnacionais e conter quaisquer ameaças contra esses propósitos, sejam estas dos movimentos sociais ou insurgentes, ou de Estados soberanos na região.

11 – A política da solução militar encontra sua atual expressão no Plano Espada de Honra, que se liga a outras experiências do passado recente, todas inscritas no âmbito do Plano Colômbia e suas diferentes fases de execução. Com ela se busca a rendição e a desmobilização da insurgência. A experiência de nosso país, durante os últimos cinquenta anos, ensina, no entanto, que propósitos similares não têm sido mais do que iniciativas falidas que acabaram imprimindo novas dinâmicas e formas de expressão para o confronto. E não pode ser de outra forma, dadas as raízes históricas e a natureza política, econômica e social do conflito colombiano, assim como a dinâmica específica de uma guerra irregular e assimétrica.

12 – Uma prorrogação indefinida do conflito social e armado, bem como o que ele representa em termos de sofrimento da população e do contínuo aumento dos gastos da guerra que poderiam muito bem ser destinados para atender as necessidades das pessoas em geral, conduz à perigosa militarização da vida política, econômica, social e cultural. A Marcha Patriótica manifesta seu compromisso ético e político com a busca de uma solução política para o conflito social e armado. Considerando que deve ser socialmente apropriada, a Marcha manifesta a sua decisão de impulsionar os processos constituintes locais e regionais pela solução política e pela paz com justiça social, tendendo para a realização de uma Assembleia Nacional. Propõe também a todas as forças políticas, econômicas e sociais, a união de esforços para construir caminhos que permitam tornar realidade os anseios de paz das pessoas e do povo colombiano em geral. Isso pode ter uma expressão inicial na criação de um encontro nacional pela solução política e pela paz com justiça social.

13 – A Marcha apresenta suas saudações solidárias a todas as mobilizações, resistências e lutas populares; e manifesta o seu compromisso de acompanhá-las, assumi-las como próprias e participar ativamente delas. Saúda igualmente todos os homens e mulheres que, nos campos e cidades, dão o melhor de suas vidas para contribuir para o bem viver das classes subalternas, oprimidas e exploradas. Chama a atenção para a situação dos prisioneiros de guerra e manifesta a sua solidariedade com os presos políticos e de opinião. Além disso, declara sua vocação internacionalista e seu apoio irrestrito a todos os lutadores e lutadoras que, no mundo e na Nossa América, buscam a superação do modo de vida e de produção imposto pelo capitalismo.

14 – Na Marcha temos chegado aos patriotas para afirmar a existência de sonhos coletivos; para traçar rotas de dignidade; para abrir portas de esperanças realizáveis. Seguindo o legado dos libertadores e das libertadoras da Primeira Independência e dos lutadores populares das resistências em nossa nação, somos partícipes deste novo capítulo da história a ser forjado na mais ampla unidade popular. Saímos convencidos de que o sonho não só existe, mas é realizável em um trabalho coletivo de cada organização e na proposta coletiva que seguimos construindo. Entregamos ao país este aporte de esperança decidida, convidando a marchar, a caminhar, a lutar e a construir.

A marchar pela solução política!
A marchar pela soberania e integração dos povos!
A marchar pela unidade popular e pela Segunda e definitiva independência!

Bogotá, 22 de abril


CARTA PÚBLICA À DANIELA MERCURY

A carta à Daniela Mercury já foi enviada à produção da cantora. Agora, precisamos intensificar essa ação, enviando o máximo de e-mails à artista pedindo o cancelamento de seu show. Por favor, divulguem amplamente e mandem e-mails. Os contatos principais da Daniela são:

Fabiana@cantodacidade.com.br
Wendy@cantodacidade.com.br

CONTATO DO SITE: http://www.danielamercury.art.br/contato/contato_form.php

Segue a carta novamente e o vídeo na sequência, para envio:

 
Cara Daniela Mercury,



Amigos palestinos, admiradores de sua música, nos escreveram assim que souberam que você pretende fazer um show em Israel, em maio próximo.


Como parte do chamado feito pela sociedade civil palestina em 2005 para o Boicote, o Desinvestimento e Sanções (BDS), e inspirado pelo boicote cultural ao apartheid na África do Sul, o povo palestino pede a artistas internacionais que se juntem ao movimento BDS cancelando shows e eventos em Israel, que só servem para igualar o ocupante ao ocupado e, portanto, promover a continuação da injustiça.


Em outubro de 2010, o sul-africano Desmond Tutu, consagrado com o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o apartheid, apelou à ópera de seu país cancelar a apresentação agendada em Israel. Um show em território israelense enfraquece a chamada para o BDS até que Israel cumpra os requisitos básicos do direito internacional, pondo fim à ocupação militar, à tomada de terras e à construção de novas colônias nos territórios palestinos. Na mesma linha, respeite os direitos humanos, à autodeterminação do povo palestino e ao retorno a suas terras e propriedades.


A participação em um show em Israel não é um ato neutro, desprovido de qualquer mensagem política. Ao participar de um evento em Israel, você estará apoiando a campanha israelense para encobrir violações do direito internacional e projetar uma imagem falsa de normalidade. Qualquer afirmação em contrário que um artista deseje fazer por meio de sua participação nesse evento será ofuscada pelo fato de que está atravessando um piquete internacional, estabelecido pela grande maioria das organizações da sociedade civil na Palestina. Na verdade, uma mensagem de paz justa atingirá muito mais pessoas, incluindo israelenses, se você cancelar a sua participação.


Desde a ofensiva de Israel a Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que deixou 1.400 palestinos mortos e conduziu à elaboração do relatório Goldstone, o qual não deixa dúvidas que Israel cometeu crimes de guerra, muitos artistas internacionais se recusaram a tocar em um país que se coloca acima dos direitos humanos e do direito internacional. Após o ataque de Israel a um navio de ajuda humanitária com destino a Gaza em maio de 2010, o número de artistas cresceu. Elvis Costello, Gil Scott Heron, Carlos Santana, Devendra Banhart e os Pixies são apenas alguns dos que se recusaram a realizar shows em Israel naquele ano. Roger Waters é outro exemplo de pessoa pública que assume posição contrária às violações dos direitos humanos por Israel. No período em que realizou t u rnê no Brasil, entre final de março último e início deste mês, fez declarações à imprensa nesse sentido e em apoio à campanha por BDS.


Pedimos-lhe para se juntar à lista crescente de artistas que têm respeitado o pedido de boicote. Como disse o sul-africano Desmond Tutu, "se o apartheid na África do Sul terminou, essa ocupação também terminará, mas a força moral e a pressão internacional terão de ser tão determinadas quanto". Por justiça, o chamado palestino para o BDS deve alcançar o mundo, incluindo Israel. Ficaremos felizes em discutir isso mais a fundo com você e apoiá-la no quer for necessário. Nós estamos simplesmente pedindo que você cancele seu show em Israel, de modo a não prejudicar o aumento global do movimento por boicotes ao apartheid a que está submetido o povo palestino. Aproveitamos para convidá-la a participar dessa nobre luta por uma causa da humanidade. Com grande respeito,

Assinam:

Frente em Defesa do Povo Palestino


União Democrática das Entidades Palestinas no Brasil


Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino


Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro


Centro Cultural Árabe-Palestino Brasileiro de Mato Grosso do Sul


Sociedade Árabe-Palestina de Corumbá


Comitê Árabe-Palestino do Brasil


Sociedade Palestina de Santa Maria


Centro Cultural Árabe-Palestino Brasileiro do Rio Grande do Sul


Sociedade Palestina de Brasília


Sociedade Palestina de Chuí


Frente Palestina da USP (Universidade de São Paulo)


Sociedade Islâmica de Foz do Iguaçu


Sociedade Islâmica do Paraguai


Associação Islâmica de São Paulo


Coletivo de Mulheres Ana Montenegro


Movimento Mulheres em Luta


Marcha Mundial das Mulheres


PCB – Partido Comunista Brasileiro


PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado


MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra


MTST – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Resistência Urbana – Frente Nacional de Movimentos


MDM – Movimento pelo Direito à Moradia / SP


MTL – Movimento Terra, Trabalho e Liberdade


FEPAC – Federação Paulistana das Associações Comunitárias


CUT – Central Única dos Trabalhadores


CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas


Mopat – Movimento Palestina para Tod@s


Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada


Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre


Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos


Coletivo de Juventude dos Metalúrgicos do ABC


Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Porto Alegre


SindiCaixa-RS


Andes-SN – Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior


Sintusp – Sindicato dos Trabalhadores da USP (Universidade de São Paulo)


Apropuc – Associação dos Professores da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo)


Sindicato dos Metroviários de São Paulo


Federação Nacional dos Metroviários


Grupo M19


SOS Racismo, Portugal


Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (Portugal)


Comitê de Solidariedade com a Palestina, Portugal


GAP - Grupo Acção Palestina, Porto, Portugal


Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGay Transfobia, Portugal


Amyra El Khalili – economista

Clovis Pacheco Filho – sociólogo e jornalista


Claudio Daniel - poeta


Vídeo: DANIELA, NÃO VÁ CANTAR EM ISRAEL!

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=W2V2noy7hw4



quinta-feira, 19 de abril de 2012

DANIELA MERCURY, NÃO VÁ CANTAR EM ISRAEL!



FAÇA PARTE DESSA CAMPANHA.
AJUDE A DIVULGAR ESSE VÍDEO

Hassan Nasrallah, entrevistado por Julian Assange






16/4/2012, Programa “World Tomorrow” [n.1, Russia Today]
(vídeo e entrevista transcrita e traduzida pelo pessoal da Vila Vudu)

JULIAN ASSANGE (JA): Essa semana, recebo um convidado, que nos fala de lugar não revelado no Líbano. É das figuras mais extraordinárias do Oriente Médio. Combateu muitas batalhas armadas contra Israel, e agora participa da luta internacional, na Síria.
Quero saber por que é chamado de “Combatente da Liberdade” por milhões e, ao mesmo tempo, de “terrorista”, por outros milhões. Essa é sua primeira entrevista para o ocidente, desde a guerra Israel-Líbano, de 2006. Seu partido, o Hezbollah, participa do governo libanês. Temos conosco hoje o secretário-geral do Hezbollah, Said Hassan Nasrallah.

JA: O senhor está pronto?

Nasrallah: [em inglês] Sim. [em árabe] Estou pronto.

JA: Qual é sua visão sobre o futuro de Israel e Palestina? O que o Hezbollah considera uma vitória. Se o senhor obtiver essa vitória, o senhor se desarmará?

Nasrallah: [entende a pergunta e responde em árabe. Pelo intérprete:] O estado de Israel é um estado ilegal, estabelecido a partir da ocupação de terras que têm dono, ali estabelecido pela força, cometendo massacres contra palestinos, que foram e continuam a ser expulsos. Basicamente, muçulmanos e também cristãos. O processo atual não faz justiça a ninguém, não cria justiça. Se sua casa é ocupada pela força, ela não passa a ser de outro, porque permaneça ocupada por 15 ou 100 anos, só porque [o ocupante] é mais forte, nem a propriedade é legalizada pelo transcorrer do tempo de ocupação. Essa é nossa visão ideológica, nossa visão legal, não é visão religiosa. Acreditamos que a Palestina pertence aos palestinos.

Mas se você quiser combinar ideologia e lei, e a realidade política que temos, quero dizer que a única sedução... Não queremos matar ninguém, não queremos qualquer propriedade injusta, queremos restaurar a justiça, a única sedução é restabelecer a justiça, estabelecer um estado nas terras palestinas, em que judeus e muçulmanos e cristãos vivam em paz, num estado democrático.

JA: Israel diz que o Hezbollah lança foguetes em áreas civis. É verdade?

Nasrallah: Nos últimos anos, desde 1947, quando Israel foi criada em terras palestinas, Israel bombardeia áreas civis no Líbano. Na Resistência, nos dez anos, entre 1982 até 1992, nós começamos a reagir, mas exclusivamente para que Israel parasse de atacar nossas populações civis. Em 93 houve um acordo, indireto, entre a Resistência e Israel, que foi reafirmado em 1996, que tornava claro que os dois lados parariam de atacar civis: se vocês pararem de atacar nossos civis, nós também pararemos os ataques contra vilas e cidades. O Hezbollah tentou criar um equilíbrio de contenção, para evitar que Israel continuasse a atacar civis no Líbano.

JÁ: Segundo WikiLeaks [telegramas diplomáticos] da embaixada dos EUA no Líbano, o senhor estaria chocado com a corrupção dentro que crescia no Hezbollah, porque alguns membros andavam dirigindo SUV, usando roupas caras, comprando comida desviada ..... Isso seria consequência óbvia de o Hezbollah ter-se envolvido na política eleitoral no Líbano?

Nasrallah: O que diziam sobre esse fenômeno não está certo. É parte dos boatos que querem usar para desacreditar o Hezbollah, distorcer nossa imagem, é parte da guerra que a mídia move contra nós. Diziam que nós operávamos uma máfia, o tráfico de droga em todo o mundo. Essas são as coisas contra a qual, também por nossa religião, nós combatemos. Eles disseram muita coisa sem qualquer fundamento. Em primeiro lugar, nada disso é correto. Em segundo lugar... Seja como for, é fenômeno limitado. Mas a razão disso é que houve muitas famílias ricas que, no passado, não apoiavam o Hezbollah, sua linha ou sua ideologia ou seu programa. Depois de 2000, quando da Resistência, e o Hezbollah surgiu como linha de defesa do Líbano, foi como uma espécie de milagre, e criou grande choque na sociedade libanesa. Como seria possível que um pequeno grupo, tenha resistido durante 33 dias, sem ser derrotado pelo mais poderoso exército da região? Quero dizer: vários grupos da sociedade começaram a considerar-se parte do Hezbollah, ou apoiadores do Hezbollah, em vários casos grupos de muito dinheiro... Não é verdade. Disseram que esse fenômeno estaria dentro do Hezbollah, mas não é absolutamente verdade, digo com toda a confiança, a partir da informação que tenho.

JA: Por que o senhor apoiou os levantes da Primavera Árabe, na Tunísia, Iêmen, no Egito e noutros países, mas não na Síria?


Nasrallah: Por razões muito claras. Em primeiro lugar, em princípio, não interferimos em estados árabes, e essa tem sido nossa polícia. Houve desenvolvimentos no mundo árabe, muito sérios e muito importantes. Por exemplo, havia regimes que absolutamente não toleravam qualquer oposição. Na Síria, todos sabem que o regime de Bashar Al-Assad apoiou a resistência no Líbano, apoiou a resistência na Palestina, não cedeu às pressões de Israel-EUA, isso é, é um regime que serviu muito bem à causa dos palestinos. Nossa opinião é que a solução para a Síria é diálogo e reformas a serem feitas, porque a alternativa a isso, dada a gravidade da situação na Síria, é guerra civil, exatamente o que os EUA e Israel desejam para a Síria.

JA: No fim de semana, houve mais 100 mortes em Homs. Morreu também uma jornalista com a qual estive há um ano, Mary Colbin. Entendo sua lógica, de que não se pode destruir um país, que o melhor é reformá-lo, se possível. Mas o Hezbollah tem algum limite? Quantos mortos, até que o Hezbollah decida que basta?


Nasrallah: Desde o começo dos eventos na Síria, tivemos contato constante com os sírios: falamos como amigos. Para nos aconselharmos uns aos outros. Sobre a importância das reformas. Desde o começo. Eu pessoalmente me convenci de que o presidente Al-Assad estava muito disposto a promover reformas radicais e importantes. Isso nos deu segurança para tomar as posições que tomamos. Em mais de uma ocasião, publicamente, dissemos isso. Disse também em muitos encontros com líderes políticos libaneses e outros políticos árabes: estou convencido de que o presidente Al-Assad está disposto a promover reformas, realistas, legítimas. Mas a oposição também tem de aceitar o diálogo e desejar reformas. Tivemos contato também com pessoas da oposição (é a primeira vez que digo isso), para encorajá-los a facilitar o diálogo com o regime. Mas a oposição rejeitou o diálogo. Desde o início, temos um regime disposto a fazer reformas e preparado para o diálogo, e uma oposição não está preparada para o diálogo, para as reformas, que só está interessado em derrubar o governo, o que é um problema. O que está acontecendo na Síria tem de ser olhado com dois olhos, não com um olho só. Há grupos na Síria que já mataram muitos civis.

JA: O que se deve fazer para deter a matança na Síria? O senhor falou sobre diálogo, e é fácil falar de diálogo. Mas que medidas práticas se devem tomar para deter o derramamento de sangue na Síria?

Nasrallah: Ainda sobre a questão anterior, há uma coisa que quero dizer: há estados árabes que oferecem armas e dinheiro e estimulam a guerra na Síria. Alguns estados, e de um lado só. É questão muito grave. Todos ouvimos falar de Zawari, líder de Al-Qaeda, que também deseja guerra na Líbia. Há combatentes da Al-Qaeda que já chegaram à Síria e querem fazer da Síria campo de batalha. Há países que fornecem armas e dinheiro, para sustentar a guerra na Líbia. Disse isso há poucos dias: há estados árabes dispostos a discutir com Israel por anos a fio, dez anos, vinte anos, ouvir tudo que Israel queira dizer, mas não estão dispostos a dialogar por um ano, nem alguns meses, com a Síria, em busca de uma solução política para a Síria. Isso não faz sentido algum.

JA: O senhor estaria disposto a fazer uma mediação entre os grupos da oposição e o regime de Assad? As pessoas confiam que o senhor lá estaria como mediador, não como agente dos EUA, dos sauditas ou de Israel. E será que confiariam que o senhor não estaria lá como agente do governo de Assad? E se pudessem ser convencidos, o senhor aceitaria negociar a paz?

Nasrallah: A experiência de 13 anos de vida do Hezbollah mostra que somos amigos da Síria, não agentes da Síria. Houve períodos da vida política do Líbano, em que nossa relação com a Síria não foi boa, tivemos problemas com a Síria. Os grupos que se beneficiavam da influência da Síria no Líbano, nos fizeram oposição. Quero dizer, somos amigos, não agentes da Síria. Vários segmentos da oposição síria sabem disso e todas as forças políticas na região sabem disso. Isso, em primeiro lugar. Em segundo lugar, quando eu disse que apoiamos uma solução política, há muitos grupos que não querem aceitar qualquer contribuição para chegar a uma solução política. Já disse aqui que contatamos alguns grupos da oposição, que recusaram qualquer diálogo com o regime. Se quiserem, teríamos o máximo prazer em mediar negociações de paz. E temos pedido a outros que contribuam para uma solução política.

JA: Acho que esses grupos de oposição considerariam mais confiável a mediação do Hezbollah, se vocês dissessem ao regime Al-Assad, que o Hezbollah tem um limite. O regime sírio está livre para fazer o que quiser, ou há algo que o Hezbollah não aceitará?

Nasrallah: Claro. Acho que o presidente Al-Assad tem limites que não poderá ultrapassar, como nossos irmãos sírios também têm. O problema é que os combates continuam. Cada vez que um lado recua, o outro lado avança. E isso vai continuar enquanto permanecerem fechadas as portas da negociação.

JA: A Tunísia tomou uma posição firme que já não reconhece o regime sírio. Por que a Tunísia tomou essa posição de separar-se do regime sírio?

Nasrallah: Acredito que essa posição, tomada em Túnis ou onde for, tenha sido tomada porque trabalham com informação incompleta, não quero dizer incorreta, vou dizer incompleta. Claro que também há informação incorreta, apresentada aos governos árabes e ocidentais. Já disseram que o regime cairia em questão de horas. E vários quiseram ser parceiros dessa vitória antecipada. Também não escondo minha crença de que vários desses novos governos, que acabam de passar por um duro teste, estejam convencidos de que não é hora de entrar em confronto com os EUA e o ocidente. E devem estar pensando que é melhor acalmá-los e fazer como dizem, sem criar problemas.

JA: Vocês organizaram uma rede internacional de televisão, a rede Al-Manar. Os EUA censuraram a televisão libanesa, que está proibida e não é vista nos EUA. Ao mesmo tempo, os EUA declaram-se “um bastião da livre expressão”. Por que, em sua opinião, o governo dos EUA tem tanto medo da rede Al-Manar?

Nasrallah: Porque querem poder continuar a dizer ao povo que o Hezbollah é grupo terrorista, organização que assassina e mata. E não querem que o povo nos ouça. Em qualquer julgamento, o acusado deve ter o direito, no mínimo, de defender-se. Mas o governo dos EUA nos acusa e nos nega o direito básico de nos defendermos, de apresentar nossos argumentos ao povo do mundo.

JA: Como comandante de guerra, como o senhor consegue manter seu povo unido, ante o fogo inimigo?

Nasrallah: No que nos diz respeito, a força principal é que temos um objetivo claro, objetivo humano, moral, baseado na fé e patriótico. Não havia o que discutir. Tratava-se de libertar o Líbano, de uma ocupação. O Hezbollah foi constituído para isso. Não estamos no governo para competir por poder. Da primeira vez que participamos do governo, não fomos movidos por ambição política: só entramos para o governo, em 2005, não em busca de poder político, mas para dar melhor proteção à resistência. Tínhamos medo de que o governo viesse a tomar medidas erradas em relação à resistência. Quando se tem um objetivo claro e correto, quando se tem claras as prioridades, o que interessa é manter as forças unidas, superar as rivalidades, em nome do objetivo. A partir disso, temos nos mantido afastados de discussões infindáveis. Em muitos casos, evitamos opinar, para não nos envolver em questões secundárias e afastar de nosso objetivo, de proteger o Líbano contra Israel. Porque ainda entendemos que o Líbano está ameaçado.

JA: Queria voltar à sua infância. Sobre suas memórias e sobre como afetam seu pensamento político.

Nasrallah: Naturalmente. Nasci e vivi, por 15 anos, em Beirute leste. As características dessa região, naturalmente, influenciaram minha personalidade. Uma das características dessa região era a pobreza. Outra, que ali viviam muçulmanos xiitas, muçulmanos sunitas, cristãos, armênios, curdos, e também libaneses e palestinos. Nasci e fui criado em ambiente muito variado, muito misturado. Naturalmente, o que conheci ali me tornou muito alerta e preocupado com a Palestina. Todos os palestinos que viviam perto de nossa casa haviam sido expulsos, vinham de Haifa, Acca, Ramallah, Jerusalém... Nasci e fui criado nesse ambiente.

JA: Li que uma história engraçada, sobre o senhor falando sobre codificação e decodificação dos israelenses. Achei interessante, porque sou especialista em encriptação e WikiLeaks vive sob total vigilância. O senhor lembra-se dessa história?

Nasrallah: Lembro. Eu estava falando sobre como a simplicidade pode derrotar a complexidade. Por exemplo, o exército de Israel usa tecnologias e armas altamente complexas e equipamentos complexos, na sua comunicação. Mas a resistência é basicamente popular. A maioria dos jovens são nascidos em fazendas, em vilas, comunidades agrícolas. Basicamente, usam walkie-talkies, aparelhos muito simples. Quando usam códigos, são códigos baseados na gíria e na linguagem que usam em casa, em suas comunidades. Quem ouça, com complexos aparelhos e sistemas de decodificação e computadores, para decodificar aquela linguagem... fica perdido, a menos que viva durante anos, naquelas comunidades. Eles usam, por exemplo, palavras que só se usam em suas vilas, dizem coisas como, “a panela da cozinha”, o “pai da galinha”... E lá ficam os especialistas israelenses, com aquela aparelhagem ultrassofisticada, tentando decifrar quem será o “pai da galinha”... [risos]. Não daria muito certo com WikiLeaks, mas... [risos]

JA: Vou fazer uma pergunta de provocação, mas não é pergunta política. O senhor enfrentou a maior potência do mundo, lutando contra a hegemonia dos EUA. Alá, ou a noção de um Deus, não será a mais absoluta superpotência e o senhor, como combatente da liberdade, não teria o dever de lutar para libertar a humanidade do conceito totalitário de um deus monoteísta?

Nasrallah [sorri]: Nós cremos que Deus Todo Poderoso nos criou e nos deu corpo e capacidades espirituais psicológicas, que chamamos instinto. Instinto de dizer a verdade, o instinto diz que dizer a verdade é bom; mentir é mau; a justiça é boa, a injustiça é má. Ajudar quem precisa, defender o próximo é uma boa causa. Atacar os outros, destruir sua casa, derramar sangue é horrível, é muito mau. A questão de resistir à hegemonia dos EUA ou resistir à ocupação, ou resistir contra qualquer ataque é questão moral, instintiva, humana, e todos concordam quanto a isso. Nesse sentido, os princípios morais e humanos são consistentes com as leis do universo. As religiões abraâmicas não pregam nada que contradiga a mente ou o instinto humano, porque o criador das religiões é criador também dos seres humanos. As duas coisas têm de ser consistentes. Se numa casa ou num país, há dois líderes, eis a receita da ruína. Como o universo aí estaria, nessa maravilhosa harmonia, por bilhões de anos, se houvesse mais de um deus? O universo já estaria em pedaços. Mas não impomos a religião a ninguém. O Profeta Abraão sempre favoreceu o diálogo, a argumentação com evidências. É o que também defendemos.

JA: Muito obrigado, Hassan Nasrallah. Obrigado também aos nossos intérpretes. [Créditos encobertos]

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Comunicado da União Democrática das entidades Palestinas do Brasil: Greve de Fome dos Presos Palestinos




Na véspera do “dia do preso” dia 17/04/2012, os prisioneiros palestinos anunciaram, nas penitenciarias Israelenses, o início de uma forte greve de fome cujo objetivo é resolver as condições de vida humanitária nas prisões da ocupação, e em defesa de sua dignidade e liberdade .


1600 presos anunciaram a greve através de um comunicado em nome de todas as facções palestinos . Note-se que a situação dos presos nas penitenciarias da ocupação tornou-se muito difícil e muito perigosa , pois são submetidos a um ataque feroz por agentes de segurança Israelenses e administrações das penitenciarias, onde a vida dos presos é ameaçada todos os dias .

Vale lembrar que alguns dos detentos administrativos, como Khader Adnan e Hana Shalaby fizeram greve de fome durante 66 e 44 dias , e muitos outros presos continuam em greve há mais de 46 dias contra suas detenção administrativas e exigindo soltura imediata .

Nas condições difícil e perigosa que vivem os detentos nas prisões da ocupação , o movimento nacional de presos manifestou sua indignação em defesa da liberdade ,dignidade e direitos humanos , e para realizar as suas justas e legítimas exigências foi anunciado o seguinte comunicado:

1- Pelo fim das detenções administrativas;

2- Fim dos punitivos isolamentos de alguns presos;

3- O direito de estudar nas prisões;

4- Fim das incursões noturnas ;

5 - Facilidade para visitação dos familiares dos presos especialmente os da Faixa de Gaza de faixa;

6- Tratamento médico humanitário para os doentes;

7- Fim da humilhante revista aos familiares dos presos ;

8 - Direito ao acesso de livros ,jornais e revistas

9- Fim das punições individuais e coletivas contra os presos

A União Democrática das Entidades Palestina do Brasil através desse comunicado vem expressar seu total apoio as legitimas reivindicações dos presos palestinos nas prisões da ocupação, através desta campanha "barriga vazia" dos presos palestinos. Reafirmamos a necessidade de união entre todos facções nas prisões , com o objetivo de enfrentar o ataque feroz das forcas de ocupação, que seque violando os direitos humanos e legais dos presos .

Por fim ,pedimos a união do povo e suas forcas políticas , entidade nacionais ,organizações nacionais e internacionais ,movimentos de solidariedade ,os direitos humanos e Nações Unidas , que se manifestem contra o estado de apartheid de Israel e entrem na campanha pela liberação de todos os presos palestinos

União Democrática das entidades Palestinas do Brasil



Mais de mil prisioneiros palestinos estão em Greve de Fome nas prisões israelenses


http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=38479




Mais de mil prisioneiros palestinos entram no segundo dia consecutivo de greve de fome para protestar contra as duras condições de detenção, e até agora estão sem resposta das autoridades prisionais com relação ao início das negociações.

"Cerca de 1.200 prisioneiros se recusaram as refeições da manhã e segundo informes de dentro, eles não vão comer nada hoje. Eles seguirão com a greve," informou Efe, porta-voz do serviço de prisões israelenses Sivan Weizman.

O porta-voz explicou que "não se realiza qualquer tipo de negociação com os grevistas", a maioria dos quais - mil - estão em prisões no sul do país.

O Ministério de prisioneiros palestinos eleva para 1.600 presos os participantes da greve de fome e garante que este número vai crescer nos próximos dias e que o protesto se estenderá gradualmente para as 25 prisões israelitas.

Em uma carta que o "Comitê para a luta dos prisioneiro" conseguiu enviar de uma prisão, este organismo promete "que a luta vai seguir até que consigam garantir seus direitos e demandas," segundo publicado hoje pelo jornal Al Ayam.

A carta afirma que ou alcançam seus direitos ou "morrem como mártires".

Em outro documento aprovado na prisão de Nafha, o Comitê de prisioneiros concorda em não se retirar da greve "sem alcançar um mínimo das exigências", que incluiria o fim das penas de isolamento; a permissão para visitas de familiares de Gaza e para aqueles familiares da Cisjordânia que foram proibidos; melhoria das condições de detenção e o fim das incursões noturnas e das constrangedoras revistas aos visitantes.

O Comitê concorda que se uma facção política se retirar da greve , será aplicado medidas punitivas como "isolamento nacional durante pelo menos três anos, suspensão da organização pelo mesmo período e exposição midiática para aqueles que não cumprirem com o pacto".

O documento também define o que os presos podem consumir: apenas água e sal, deixando de fora soros, glicose e vitaminas.

As autoridades israelenses libertaram ontem o prisioneiro Jader Adnan, que permaneceu em greve de fome por 66 dias, no início deste ano. Trata-se do segundo prisioneiro liberado depois de uma prolongada greve de fome, depois de Hana Shalabi, que foi recentemente deportados para Gaza.

Outros dez reclusos palestinos já estão há semanas sem comer, pelo menos quatro deles há cinqüenta dias.


terça-feira, 17 de abril de 2012

LANÇAMENTO DO MOVIMENTO POLÍTICO MARCHA PATRIÓTICA E CONSTITUIÇÃO DE SEU CONSELHO PATRIÓTICO NACIONAL

21, 22 e 23 de abril de 2012.



As organizações sociais, populares e políticas de camponeses, indígenas, estudantes, trabalhadores, de bairros, culturais e em geral, compostas por milhares de mulheres e homens explorados deste país, que, desde 20 de julho de 2010, nos articulamos e organizamos na Marcha Patriótica pela Segunda e Definitiva Independência,

CONVOCAMOS:

O conjunto do povo colombiano, suas organizações, todas aquelas pessoas que em nosso país e em todas as latitudes do mundo compartilham conosco este anseio por transformações, de verdadeira democracia, de paz com justiça social, em síntese, a todas aquelas e todos aqueles que compartilham os sonhos e propostas apresentados na proclamação pela segunda e definitiva independência, fruto da vontade popular e soberana de milhares de mulheres e homens de nosso país, ao Lançamento do Movimento Político Marcha Patriótica e Constituição de seu Conselho Patriótico Nacional, uma proposta de organização eminentemente política, social e democrática, profundamente comprometida na defesa da causa popular e das reivindicações dos setores menos favorecidos da sociedade ou afetados pelas políticas neoliberais do Estado; um movimento que dinamize a variedade de formas de organização e mobilizações existentes em qualquer região da Colômbia, que cresça e se fortaleça, até se converter em uma verdadeira alternativa de transformação democrática para todo o povo colombiano, a ser realizado nos dias 21, 22 e 23 de abril de 2012, na cidade de Bogotá.

A crise e a mobilização social e popular

O Lançamento do Movimento Político Marcha Patriótica e a Constituição de seu Conselho Patriótico Nacional se dá em meio de um importante e vigoroso aumento da mobilização social e popular não somente em nosso país, mas também em diferentes latitudes do mundo, contra a crise do capitalismo e pela geração de alternativas verdadeiramente democráticas, que possibilitem a existência de sociedades justas e dignas.

Mais uma vez, o capitalismo entrou em crise demonstrando sua incapacidade estrutural de resolver os problemas materiais mínimos das maiorias, além de sua comprovada essência depredadora, que põe cada vez mais em questão a existência de nosso planeta.

Nesta ocasião, a crise tem seu centro na financeirização promovida pelo modelo neoliberal, o qual põe como eixo principal da economia e, porque não dizê-lo, de nossas sociedades, o sistema financeiro, caracterizado por ser fundamentalmente especulador e parasitário, afetando a produção real de riqueza e gerando acumulação para uma ínfima minoria sobre a base da negociação, por parte desses poucos, dos bens e do bem-estar do conjunto de nossos povos.

Frente a essa crise, as classes possuidoras, que estão no governo da maioria dos países do mundo, saíram apressadamente para salvar os bancos e o conjunto do sistema financeiro, enquanto impõem às grandes maiorias os custos da crise, através de fortes cortes dos investimentos sociais por parte dos Estados, promovendo novas ondas de privatização da saúde, da educação, da ordem territorial e de maior precarização dos direitos dos trabalhadores, tudo isso, por suposição, acompanhado de fortes doses de repressão e de cinismo contra os reais afetados por essas medidas.

Diante desse panorama, a digna mobilização não se fez esperar em todas latitudes do mundo, no Magreb, na beligerante resistência do povo grego, na greve que mostra um ressurgimento da histórica classe operária inglesa, no grito de “democracia real já” de milhares de indignados na Espanha, nos milhares de estudantes que contra o modelo neoliberal voltam a abarrotar as grandes avenidas de Allende no Chile, demonstrando na prática que “a história é nossa e a fazem os povos” e, logicamente, a luta singular que muitos estadunidenses vêm fazendo em Wall Street.

Na Colômbia, corajosamente, apesar de tanta morte e humilhação por parte do regime, assistimos a uma importante reativação do movimento social e popular contra as manifestações da crise em nosso país, contra o aprofundamento do modelo neoliberal, com seu necessário componente de guerra (adiantado pelo presidente Juan Manuel Santos) e pela recuperação dos direitos mínimos de nosso povo.

É assim como em nosso país a herança de Ignacio Torres Giraldo, arquétipo da classe operária colombiana, está presente nas greves impulsionadas recentemente pelos trabalhadores do petróleo, especialmente em Campo Rubiales, no Meta. Sente-se também o clamor de mais de 30 mil pessoas que, nas ruas do histórico Barranco Avermelhado, em meados de 2011, fizeram retumbar a palavra de ordem da solução política, da paz e do direito à terra; a lição unitária do movimento estudantil colombiano que, através da mobilização, do debate e da organização – contando com o apoio de grandes setores da população colombiana – ganhou uma importante batalha contra o governo nacional, que tinha a intenção de privatizar a educação superior. Presenciamos também a importante confluência que significa o CONGRESSO DOS POVOS e o esforço unitário que representa a criação do COMOSOCOL.

Parte ativa e muito importante dessa reativação do movimento social e popular é o nosso processo da Marcha Patriótica pela Segunda e Definitiva Independência, herdeira e continuadora da façanha independentista, democratizadora e soberana, empreendida por Bolívar, Nariño, José Antonio Galán, Benkos Biojó, Policarpa Salavarrieta, Manuela Beltrán e milhares de homens e mulheres que, ao longo desses mais de 200 anos, ofereceram suas vidas na conquista de tão altos propósitos. Nosso processo significa o encontro e a articulação de camponeses, estudantes, indígenas, trabalhadores, organizações de bairros, personalidades democráticas e expressões de todos os setores sociais, construindo uma proposta alternativa de país, invocando a soberania direta do povo através das assembleias abertas, retomando a mobilização e as ruas como elemento indispensável para a transformação, com vocação unitária e reafirmando, a cada dia, a importância da organização popular, tudo isso com o objetivo de conquistar para o povo sua participação decisória no governo da pátria, elemento que hoje se constitui no principal motivo da conformação de nosso Conselho Patriótico Nacional.

Presidente Juan Manuel Santos – neoliberalismo: aprofundamento do despojo e continuação da guerra contra o povo colombiano

O governo de Juan Manuel Santos significa a aposta das classes dominantes na recomposição do regime político colombiano, o que é fundamental para a perpetuação de seus interesses, regime certamente enfraquecido em alguns elementos importantes depois dos oito anos do governo anterior. Logrou seu objetivo com relativo êxito através da chamada Unidade Nacional, verdadeiro pacto de elites, que, com o maior descaramento, repartiu os postos e os recursos do Estado como verdadeiro butim pirata, com o objetivo de comprar qualquer tipo de oposição, garantindo a unanimidade no interior do congresso e a maioria dos partidos políticos, assegurando a implementação do aprofundamento do modelo neoliberal, principal objetivo desse governo.

Outro componente fundamental nessa intenção de maquiar o regime político colombiano tem sido uma decidida estratégia de cooptação de setores que outrora afirmavam defender os interesses populares, assim como uma política muito habilidosa de amoldamento e promoção de uma suposta nova esquerda, claramente dócil e funcional aos interesses das classes dominantes e à continuidade de seu projeto neoliberal.

Essas ações lograram efetivamente cooptar algumas organizações sociais, tornar invisível, atacar e estigmatizar sistematicamente as posições de esquerda que questionam o modelo, promovendo sobre estas a etiqueta da ortodoxia e da imobilização. Especial atenção merecem as consequências que tiveram essa estratégia em nível internacional, com a aprovação do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos, Canadá e a União Europeia e a confusão de muitos setores progressistas internacionais que veem com lástima a realidade de nosso país através da visão dos grandes monopólios da desinformação.

Os elementos anteriormente mencionados facilitaram ao governo de Juan Manuel Santos adiantar uma reengenharia institucional neoliberal, através de um agressivo pacote legislativo, o qual começa com o Plano Nacional de Desenvolvimento e suas locomotivas do despojo, a reforma que consagra como princípio constitucional a sustentabilidade fiscal, a reforma do sistema nacional de royalties, a reforma do sistema de saúde, da justiça e do derrotado projeto de reforma da educação superior, só para mencionar alguns deles, visando aprofundar em nosso país a privatização de todos os elementos necessários da vida humana e da natureza, o despojo de nossos elementos naturais mais apreciados, a precarização absoluta das condições dos trabalhadores colombianos e o predomínio absoluto do setor financeiro que dessangra as finanças estatais e as riquezas dos colombianos, configurando-se dessa maneira em nosso país a terceira sociedade mais desigual do mundo.

Esse modelo profundamente desigual, que se perpetua fundamentalmente através da guerra empreendida pelo regime contra o povo colombiano, tornou possível níveis absurdos de concentração das terras de nosso país através do deslocamento forçado de milhões de camponeses e do ataque sistemático às suas formas de organização. As “vantagens competitivas” para a economia colombiana, que significam salários de fome para nossos trabalhadores, foram conseguidas graças ao assassinato seletivo de milhares de sindicalistas, o saque descarado de nosso ouro, água, petróleo e demais elementos naturais, e se ergue sobre o extermínio consciente e deliberado de nossas comunidades indígenas e afro-colombianas. A continuidade no governo colombiano desses mercadores da morte se explica em grande medida devido ao genocídio de qualquer forma real de oposição política.

É nessa realidade que encontra explicação a existência de nosso conflito social, político e armado, assim como a presença histórica das insurgências de nosso país; é por isso que se equivocam aqueles que afirmam que o atual governo conta com uma política de paz. Nesse ponto, a única política desse governo é a guerra total contra o povo colombiano: não se pode pensar que se avança até a paz quando as causas estruturais que originaram o conflito não só permanecem, mas também que se aguçam, quando se mata o opositor político e se fecha cada vez mais os espaços da já maltratada democracia. É por isso que, a partir da Marcha Patriótica e da Assembleia Aberta pela Independência, cremos que a luta pelas reivindicações mais sofridas de nosso povo e a luta pela solução política são elementos que necessariamente têm que se desenvolver de maneira conjunta: isso hoje é tarefa urgente e inadiável.

A cultura, a academia e a arte: elementos indispensáveis para nossa segunda e definitiva independência

A desaforada depredação promovida pelo capital financeiro e pelo sistema bancário internacional, produto da concentração de riqueza do mundo em poucas mãos, não somente afeta a vida material dos países e das pessoas, como também afeta a identidade cultural dos povos, as tradições e as expressões culturais e artísticas.

Por sua vez, as políticas neoliberais dos países imperialistas, agravadas pelos tratados profundamente desiguais do chamado “livre comércio”, promovem o saque das riquezas naturais, impondo para isso modos homogêneos de ser e de pensar.

A isso contribuem os meios de comunicação, que formam parte do sistema, com a característica de que estes são os encarregados, desde o plano da cultura, de preparar o caminho mediante a desinformação massiva e a distorção da realidade, para que o imaginário coletivo social se mantenha seduzido pelo modelo, na passividade e no consumismo.

A Cultura não é, como nos querem fazer crer, um luxo de uns tantos iniciados, ou umas atividades massivas de entretenimento. É uma necessidade vital do povo e das pessoas, um assunto fundamental da política, pois tem relação com nossa maneira de ser, de habitar o mundo, com nosso sentido de memória e de pertencimento, com nossa capacidade de prefigurar o futuro. E, portanto, com a vontade de atuar no “aqui e agora”!

Amilcar Cabral, um poeta africano, dizia que a Cultura é feita da capacidade que têm os povos de responder às crises. Nós, ao mesmo tempo em que reconhecemos a crise, vemos, na busca de sua saída, uma grande oportunidade de mudança.

A Cultura é a ponte entre a memória herdada das tradições e da decisão coletiva e pessoal, no presente, de lutar para que outro mundo seja possível.

Essa Marcha Patriótica nos estimula a desenvolver a mobilização social pelos grandes ideais de Justiça que nos incentivem a encontrar, mais cedo que tarde, soluções criativas e coletivas ao conflito.

Essa Marcha Patriótica não depende só da razão, que a temos de sobra. A sensibilidade e os sentimentos coletivos são, para todas e todos nós, assuntos fundamentais. Queremos fazer essa caminhada com canções, poemas e obras de teatro que desautorize o mito de que os poderosos são o modelo e de que são invencíveis. Não são! E o riso e a festa nos ajudarão a demonstrá-lo.

As batalhas não devem se dar somente no terreno da Economia, mas também no terreno das ideias e no das imagens. Por isso, expressamos nossa valorização da arte e da cultura e a necessidade de contar com as e os artistas como sujeitos criadores.

Por isso, convocamos imediatamente o povo colombiano a marchar conosco por um novo modelo de sociedade, chamamos os intelectuais democratas e as e os artistas, que contribuam com sua voz, seu pensamento e suas obras para vencer nesse empenho.

Façamos da Marcha Patriótica um grande acontecimento social, político e cultural.

O Movimento Político Marcha Patriótica e seu Conselho Patriótico Nacional, rumo à construção de uma alternativa política para a segunda e definitiva independência.

É precisamente nesse contexto que a Marcha Patriótica, na perspectiva de se converter na alternativa política para a segunda e definitiva independência, convoca para a constituição e para o lançamento de seu Conselho Patriótico Nacional, como espaço amplo, inclusivo, deliberativo e estratégico, que deverá dotar esse novo instrumento político de uma plataforma, que contemple as reivindicações centrais do nosso país, e das perspectivas de ação para conquistá-las, assim como sua necessária estrutura interna.

A configuração da Marcha Patriótica como movimento político não significa a dissolução das organizações políticas, sociais e populares que a compõem, nem muito menos que estas se afastem de suas ações e reivindicações setoriais; ao contrário, significa a constituição de um movimento de movimentos, que potencialize muito mais a atual reativação da mobilização e que articule as lutas de cada setor e as projete na disputa estratégica por um modelo de país e de sociedade. Para essa tarefa, é indispensável e determinante disputar o poder político do governo e do Estado com as atuais classes dominantes, que levaram o país a ocupar o vergonhoso segundo lugar entre os países mais desiguais da América e o terceiro no mundo.

Nosso movimento político deve encorajar a ação de todos os colombianos e colombianas que se encontram inconformados, indignados e entediados com a situação atual repleta de pobreza, humilhação e morte e que desejam construir uma Colômbia verdadeiramente democrática, com um modelo econômico e político no qual o direito à saúde, à educação, à cultura, à moradia, à recreação sejam uma realidade para o conjunto da população; um país no qual se impeça o roubo de nossos bosques, campos andinos e riquezas; uma Colômbia na qual a diferença política seja um elemento essencial para o debate democrático; uma nação soberana, um país em paz, com justiça social – em síntese, uma Colômbia que alcance a segunda e definitiva independência.

Fazemos isso com a profunda convicção de que a transformação de nosso país necessita urgentemente de um movimento político composto, em todo o seu ser e razão, pelas lutas e organizações sociais, populares, intelectuais e setores democráticos, que tenha, como princípios paralelos, o trabalho de base, a mobilização, a organização e a unidade do povo colombiano e o profundo compromisso de defender os interesses populares e das maiorias nacionais, para que possa alcançar a sinergia emancipadora entre as lutas sociais, as reivindicações e a disputa do poder político para colocá-lo ao serviço de todos os colombianos e não de una elite oligárquica.

METODOLOGIA E AGENDA:

Sábado - 21 de abril de 2012

Ato de Instalação:

→ Das 9 às 10 horas: leitura da convocação, explicação da metodologia e leitura das saudações

→ Das 10 às 12:30 horas: Painel inaugural “A construção de alternativas políticas e a mobilização social e popular contra a crise”

→ Das 12:30 às 14 horas: almoço

→ Das 14 às 18 horas: Trabalho das mesas:

- Caracterização do regime político colombiano

- Caracterização interna da Marcha Patriótica e do Conselho Patriótico Nacional

- Plataforma política da Marcha Patriótica

- Plano de trabalho 2012-2014

- Política organizativa da Marcha Patriótica

- Política internacional da Marcha Patriótica

→ 18 horas: Ato cultural

Domingo - 22 de abril de 2012

→ Das 8 às 10 horas: Plenária por comissões

→ Das 10 às 12:30 horas: Reunião por setor social:

- Camponeses

- Estudantes

- Trabalhadores

- Indígenas

- Afro-colombianos

- Mulheres

- Organizações de bairros

- Jovens

- Artistas

- Personalidades democráticas

- Direitos Humanos

→ Das 12:30 às 14 horas: almoço

→ Das 14 às 18 horas: plenária geral e designações de pessoas para as diferentes instâncias colegiadas

→ 18 horas: Ato cultural

Segunda-feira - 23 de abril de 2012

Ato de lançamento do Movimento Político Marcha Patriótica e Constituição de seu Conselho Patriótico Nacional.
Nesse dia, as diferentes organizações e processos de todos os departamentos enviarão um bom número de delegações para participar no ato de mobilização cultural e política, no qual será lançado o Conselho Patriótico Nacional e se dará a conhecer publicamente suas principais definições e propostas face ao país.

→ Das 8 às 10 horas: Recepção das delegações

→ Das 10 às 13 horas: Mobilização pela segunda e definitiva independência

→ Das 14 às 19 horas: Ato político e cultural

Mais informação: Marcha Patriotica
http://agendacolombiabrasil.blogspot.com.br/
http://www.marchapatriotica.org/