segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Governo sírio garante a segurança de civis em Aleppo oriental

·         Una familia siria camina en medio de los escombros de edificios destruidos tras un ataque aéreo llevado a cabo por los rebeldes en la ciudad siria de Alepo, 28 de abril de 2016.

O governo sírio garante a segurança dos cidadãos que querem deixar a cidade oriental de Aleppo, diz que a Chancelaria do país árabe.
"O governo da Síria está garantindo a segurança e a saúde das pessoas que pretendem deixar a parte oriental da cidade síria de Aleppo (norte)", anunciou segunda-feira uma fonte oficial do Ministério das Relações Exteriores da Síria, em um comunicado,citado pela agência notícias locais SANA . 
Como afirmado em nota, o governo de Bashar al-Assad também está proporcionando segurança para as pessoas armadas que querem  deixar essa zona, quer como "rendido" ou porque buscam  "ir para outras áreas."
O executivo sírio, segundo a fonte, também oferece garantias para a evacuação de feridos e cuidados médicos necessários   como um esforço ao retorno à normalidade e a retomada das atividades do trabalho nos bairros orientais da cidade árabe.
Tendo em conta este objetivo, de acordo com a fonte diplomática, a governadoria de Aleppo abriu " vários corredores seguros", a fim de facilitar a saída dos habitantes sitiados pelos terroristas na parte oriental da cidade.

Desde que o comando das operações militares do Exército sírio anunciou em 22 de setembro o início da ofensiva nos bairros orientais de  Aleppo, controlados por terroristas, Damasco trabalha para evacuar os civis desta cidade, a segunda em importância do país.

No entanto com base em estimativas, cerca de 300.000 pessoas permanecem nas áreas onde  vivem em uma situação humanitária catastrófica, posto que os grupos armados impedem a entrega de ajuda humanitária, como denunciou a Rússia.

Neste contexto, o vice-ministro russo da Defesa, Anatoly Antonov, anunciou sábado que corredores humanitários criados para a saída de civis de Aleppo têm sido minados pela chamada  oposição moderada.


TQI / NCL / ask / nal

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Shimon Peres, destacado político Israelita, responsável por crimes contra a humanidade, morre aos 93 anos

 Por:  Editores de ODiario.info*

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Levantou-se um coro de elogios a propósito do falecimento de Shimon Peres. Figura muito destacada do sionismo, Peres foi um dos mais altos responsáveis e defensores dos crimes cometidos em nome da política colonial e genocida do estado de Israel. É portanto necessário contrapor a verdade histórica ao elogio e branqueamento do personagem que os meios de comunicação internacionais levam a cabo. 
O ex-presidente israelita, Shimon Peres, morreu quarta-feira, 28 de Setembro, aos 93 anos de idade.
Peres nasceu na atual Bielorrússia em 1923, e a sua família mudou-se para a Palestina nos anos 30. Ainda jovem, Peres juntou-se à Haganah, a milícia que foi a principal responsável pela limpeza étnica de aldeias palestinas em 1947-1949, durante a Nakba.
Apesar da expulsão violenta dos palestinos ser um fato histórico, Peres afirmou que antes de Israel existir «não havia nada aqui».
Durante sete décadas, Peres foi primeiro-ministro (duas vezes) e presidente da República, foi membro de 12 governos e exerceu as funções de ministro das Finanças, da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.
É muito conhecido no Ocidente pelo seu papel nas negociações que conduziram aos Acordos de Oslo de 1993, que lhe valeram, juntamente com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, o Prémio Nobel da Paz. A sua carreira, porém, desmente a reputação de «pomba».
Entre 1953 e 1965, Peres foi primeiro diretor-geral do Ministério da Defesa e depois vice-ministro da pasta. Devido às suas responsabilidades nesse tempo, Peres foi descrito como «um arquiteto do programa de armas nucleares de Israel».
Em 1975, segundo atas secretas entretanto reveladas, Peres encontrou-se com o ministro da Defesa sul-africano, Pik Botha, e ofereceu-se para vender ogivas nucleares ao regime do Apartheid. Em 1986, Peres autorizou a operação da Mossad que raptou em Roma o técnico nuclear Mordechai Vanunu, que revelara o programa nuclear de Israel.
Os colonatos ilegais de Israel na Margem Ocidental são geralmente associados ao Likud e outros partidos nacionalistas de direita, mas de fato foi o Partido Trabalhista, com a participação entusiástica de Peres, que deu início à colonização do território palestino recém-conquistado.
Durante o mandato de Peres como o ministro da Defesa, desde 1974 até 1977, o governo de Rabin estabeleceu uma série de colonatos na Margem Ocidental.
Depois do seu papel-chave nos primeiros dias dos colonatos, em anos mais recentes Peres interveio para minar quaisquer medidas, mesmo modestas, no sentido de sancionar aprovar os colonatos ilegais.
Como primeiro-ministro, em 1996 Peres ordenou e supervisionou a «Operação Vinhas da Ira», durante qual as forças armadas israelitas mataram cerca de 154 civis no Líbano e feriram mais cerca de 351.
O incidente mais tristemente célebre da campanha foi o massacre de Qana, quando Israel bombardeou um complexo das Nações Unidas e matou 106 civis que ali tinham procurado proteção. Um relatório da ONU indicou que, contrariamente à negação israelita, era «improvável» que o bombardeamento tivesse resultado «de erros técnicos e/ou processuais».
Peres foi um dos mais importantes embaixadores de Israel a nível mundial nos últimos dez anos, enquanto a Faixa de Gaza estava sujeita a um bloqueio devastador e a três grandes ofensivas. Peres apoiou sempre a punição coletiva e a brutalidade militar.
Em 2014, durante um bombardeamento sem precedentes de Gaza, Peres branqueou mais uma vez os crimes de guerra: depois de as forças israelitas terem matado quatro crianças que brincavam numa praia, Peres atribuiu a culpa aos palestinos. O asfixiante bloqueio, condenado internacionalmente como forma de punição coletiva, foi também defendido por ele.
Peres sempre deixou claro o objetivo de um acordo de paz com os palestinos. «A primeira prioridade é preservar Israel como um estado judaico.» Foi esta a razão do apoio do Partido Trabalhista aos Acordos de Oslo, como Rabin esclareceu num discurso ao Knesset em 1995, ao afirmar que aquilo que Israel esperava de Oslo era uma «entidade palestina» que fosse «menos do que um Estado». Jerusalém seria a capital indivisa de Israel, os principais colonatos seriam anexados e Israel permaneceria no Vale do Jordão.
Entre aqueles que afirmaram a sua intenção de participar no funeral contam-se Barack Obama, Hillary Clinton e Bill Clinton, assim como o príncipe Carlos e François Hollande.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, chamou a Peres um parceiro para alcançar uma «paz dos bravos» e afirmou que a sua morte «é uma pesada perda humanidade e para a paz na região».
Num sentido diferente se pronunciou no passado dia 15 de Setembro Basel Ghattas, deputado no Knesset pela Lista Conjunta (coligação de partidos palestinos e da esquerda não sionista em Israel), ao afirmar no Facebook que «Shimon Peres está coberto da cabeça aos pés de sangue palestino». 
Numa reação relatada pela agência Associated Press, Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, disse esta quarta-feira que «Shimon Peres era o último dirigente israelita dos que fundaram a ocupação, e a sua morte é o fim de uma fase na história desta ocupação e o começo de uma fase nova de fraqueza».
Hanan Ashrawi, membro do Comité Executivo da Organização de Libertação da Palestina, afirmou que «o legado de Peres será recordado pelos palestinos como um defensor incansável do assassínio de crianças, da perpetuação da ocupação e da expulsão das suas terras dos palestinos delas originários». Wasel Abu Yousuf, também membro Comité Executivo da OLP, afirmou por seu lado que Peres «participou em todas as guerras israelitas desde o início. Foram cometidos massacres e ele foi o principal participante».
http://www.albawaba.com/news/shimon-peres-was-%E2%80%98no-man-peace%E2%80%99-hanan-ashrawi-887624 
Ver artigos sobre Shimon Peres: 
http://www.odiario.info/shimon-peres-destacado-politico-israelita-responsavel

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Posição do Comitê de Solidariedade à luta do Povo Palestino do RJ sobre as declarações do deputado do PSOL, Marcelo Freixo, a uma entidade sionista.


crianças palestinas

O Comitê de solidariedade à luta do Povo Palestino de Rio de Janeiro  é uma organização de militantes internacionalistas  unidos pelo objetivo comum de defender e divulgar a resistência das massas árabes, em particular do povo palestino, contra a estratégia de ocupação genocida do imperialismo sionista, condensada desde 1948 na   ocupação israelita dos territórios palestinos e que segue no rastro dos interesses  dos grandes monopólios no Mundo Árabe.

A posição pró-Israel dos partidos identificados com os interesses dos grandes monopólios e da oligarquia em nosso país  não é nenhuma novidade para os internacionalistas. O problema é quando um candidato do campo da esquerda reproduz os mitos e dogmas  sionistas como verdades puras e isentas , humanistas e acima de qualquer suspeita. 

Lamentavelmente, esse é um fato recorrente quando se privilegia as regras do jogo eleitoral burguês. Por isso, não é um fato novo. No início do ano um deputado federal do PSOL em visita a Israel fez isso.  Desta vez, estamos nos referindo à entrevista  do candidato do PSOL à Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj), onde o candidato defende  que sua posição  “sobre Israel  e ao conflito com a  Palestina sempre foi de dois povos e dois Estados” e declara que deseja o crescimento do movimento de esquerda de Israel que pensa como ele. Mais a frente afirma “que não tem nenhum problema ter relações econômicas, ter as parcerias que possa ter...” com Israel.  Disse se sentir incomodado com a queima dos símbolos da nação, em referência a queima de bandeiras de Israel por militantes, inclusive de seu próprio partido. Neste ponto, exalta o mito que tenta separar as políticas dos diferentes governos da natureza do Estado sionista.

Considerando que o sionismo  através do velho discurso de vítima,  com o apoio de todos os meios de comunicação de nosso país, tenta seduzir os mais desavisados sobre o tema, resolvemos  ajudar a esclarecer que esse “conflito”, nas palavras do candidato do PSOL, é uma ocupação militar sangrenta e perversa que já dura 68 anos e que serve de uma espécie de cabeça de ponte, para usar um jargão militar, bem a propósito, a fim de ampliar o domínio dos grande monopólios imperialistas no Mundo Árabe. 

Na Palestina não existem condições objetivas, nem subjetivas para dois Estados: nem políticas, nem econômicas e nem geográficas. (...) Obviamente, não dizem isso aqueles cujo interesse é manter o status quo, ou seja, legitimar a ocupação sionista. Pensam assim:
“Proponho que até a próxima reunião da Assembleia geral da ONU haja um acordo que leve a criação de um novo membro da ONU, um Estado soberano independente Palestino que viva em paz com Israel” ( Presidente dos EUA Barack Obama).
“... apoio aos esforços pela criação do Estado palestino”.(Presidente da França Sarkozy ao Presidente Palestino Mahmoud Abbas)”.[1]

O discurso de dois Estados é exatamente isso... apenas um discurso que mantém um nível ideal de expectativas necessário aos interesses sionistas de seguir avançando impunemente na limpeza étnica de toda a Palestina histórica. Um discurso que precisa ser amplamente reproduzido para que tenha o efeito esperado, assim o estado de Israel perpetua sua política genocida sem ser questionado. A esquerda israelense, com raras exceções, faz isso.

O discurso da proposta de dois estados tem o propósito de dar legitimidade à ocupação militar e aos privilégios dos colonos,  construídos sobre as casas, os corpos e o sangue dos palestinos; e sobretudo , esse discurso, aparentemente inofensivo ,retira dos refugiados o direito inalienável do retorno para sua terra, sua história. Mesmo que essa proposta fosse possível, o que não é, ela, mesmo apenas como discurso,  cristaliza  e naturaliza a injustiça histórica que significa a ocupação sionista nos territórios dos palestinos. 

O povo palestino luta contra a política de genocídio e limpeza étnica com pedras nas mãos há 68 anos: Diariamente, tem que lidar com prisões de crianças;  mais de 7 mil prisioneiros políticos, muitos sem acusação formal; torturas nas prisões; muro do apartheid; destruição de casas e bairros  inteiros ; a posse militar seguida de destruição dos cemitérios milenares para construção de museus do holocausto; o tráfico de órgãos; uma juventude atingida por tiros que a deixam em cadeiras de roda; o bloqueio à Gaza; os efeitos das armas proibidas sobre a população; o racionamento de agua imposto ; o assassinato banalizado da juventude pelo exército de ocupação e outras tantas barbaridades . A realidade dos palestinos é muito dura e se assemelha, em alguns aspectos,  a de nossa população negra  das favelas! Claro, considerando que uma das diferenças é  que lá na Palestina a legitimidade da violência está nas mãos do exército de Israel, um exército de ocupação.

Assim como o ‘pinkwashing’, (técnica israelense de “lavar” seus crimes) o ‘whitewashing’ serve para “lavar” os crimes de Israel de “branco” e promover internacionalmente a entidade sionista como o único regime democrático do Oriente Médio ignorando Apartheid, limpeza étnica, racismo, colonialismo e o total genocídio da população indígena e da história palestina.[2]
 
“O Estado judeu tem o controle absoluto sobre as doações humanitárias; a economia; tudo o que se produz e é comercializado pelos palestinos; o controle total da água consumida; da energia; dos combustíveis; do acesso aos remédios; do que os alunos devem aprender nas escolas; tem o controle total das estradas que cortam impiedosamente todo o território, criando verdadeiras malhas e redes entre as colônias judaicas que isolam e sufocam, cada vez mais, as aldeias palestinas em pontos minúsculos na rede sionista de estradas, onde somente pode circular os judeus e os tratores do Estado judeu que irão destruir mais uma aldeia para construção de uma nova colônia.
Qual desses pequenos fragmentos palestinos, bantustões ou guetos miseráveis  se chamará Estado Palestino, sem direitos e totalmente dominado, controlado e exposto a violência do assassino exército de Israel? Qual devemos comemorar?”[3]

Nos últimos tempos, assistimos ao crescente número de crimes bárbaros  contra as crianças palestinas. Para dar uma pequena mostra dessa afirmação,  nos últimos 3 meses de 2015, 25 crianças palestinas foram assassinadas e 1.300 feridas. Neste informe da Unicef[4] não está o menino queimado vivo, nem as crianças baleadas esse ano, ou durante o ano de 2015 inteiro. Segundo dados oficiais ONU , no final de 2015, havia 422 crianças encarceradas nas bárbaras prisões israelenses. Crianças sendo submetidas a seções de  tortura e assedio em prisões. Israel é o único estado do mundo que processa e condena crianças  em tribunais militares, sem sequer assegurar-lhes um julgamento justo e com garantias.
 
Como pode ver, a historia nos mostra que a limpeza étnica, o roubo dos territórios e demais atrocidades, como por exemplo, o assassinato diário de seu povo e o foco contra as crianças e a juventude  é uma política de Estado, não é de um ou outro governo. A esquerda lá não é só conivente ou coadjuvante nesta história criminosa, ela é também protagonista da histórica política genocida de Estado. 

Então, como pode um candidato da esquerda defender uma parceria com um  Estado teocrático  cujo regime é de segregação racial, um apartheid que  é, além disso,  uma ocupação militar que mata cidadãos  e crianças palestinas, que suja com sangue inocente a dignidade humana?  Israel é tudo isso...  candidato.

Atualmente, toma corpo no mundo o movimento mundial de boicote a Israel – Boicote, Desinvestimento e Sanção. O Parlamento Europeu realiza neste momento uma exposição de fotos dos crimes do regime israelense contra o povo palestino[5]. Alguns países romperam as relações comerciais e de parcerias  com Israel. Vale a pena o candidato se inteirar para que não fique na contra mão do movimento de solidariedade internacionalista com a Palestina, considerado pela emergência política a causa da humanidade e vendida pelos meios de comunicação como um conflito sem grandes proporções entre vizinhos.

Convidamos o senhor a conhecer a história da ocupação militar e ouvir  a posição do povo  palestino resumida nas palavras de ordem:

Pelo fim da ocupação!

Por uma Palestina livre, laica e para todos, com o retorno dos refugiados!

SOMOS TODOS PALESTINOS
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ


[1] http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2011/07/e-os-palestinos-o-que-pensam-sobre-um.html
[2] http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/01/duas-opinioes-divergentes-sobre-a-viagem-de-jean-wyllys-a-israel.html
[3] http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2011/07/e-os-palestinos-o-que-pensam-sobre-um.html
[4] http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=61288
[5] http://www.palestinalibre.org/articulo.php?a=62131


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Deir ez-Zor: EUA e Israel contra a Síria

Por Yusuf Fernandez

 

Não é a primeira vez que a coalizão internacional se "equivoca" em atacar as forças que lutam contra o DAESH na Síria e no Iraque. Posições do Exército e das Forças de Mobilização Popular do Iraque têm sido rotineiramente bombardeadas  "por engano", pelos EUA. Vale lembrar, um pouco mais distante no tempo,  do ataque à Embaixada Chinesa em Belgrado durante a guerra na Iugoslávia.
O ataque à base síria do Monte Zarda foi um desses "equivocos". A base é um dos pontos de defesa militar do Aeroporto Deir Ezzor,  assediado pelo DAESH  por anos, mas que a organização terrorista nunca foi capaz de ocupar. O bombardeio dos EUA contra a base foi seguido por um ataque imediato do DAESH, o que  permitiu a este último  tomar a instalação, apesar de um contra-ataque sírio ter retomado e recuperado quase todos os pontos perdidos na ofensiva do grupo terrorista.

A versão estadunidense "do equívoco" tem muitos pontos fracos que lançam dúvidas sobre sua veracidade:
 
Em primeiro lugar, é muito estranho acreditar na versão de que o exército dos EUA decidiu bombardear elementos do DAESH para favorecer o Exército Árabe da Síria, coisa que não tinha feito até  agora. Os aviões americanos nunca apoiaram o exército sírio em sua campanha contra DAESH, no leste da Síria, mas desta vez,  finalmente os EUA decidiram  fazê-lo, e justamente neste momento acontece o "equivoco" de bombardearem  a base do Exército Árabe.

Não estamos nos referindo a uma pequena  posição do Exército Árabe, mas de uma grande base de centenas de homens e um grande número de equipamento. Não é difícil para qualquer serviço de informação, que contam com aviões, drones ou satélites de reconhecimento  sofisticados, saber  quem está na base e quais são seus sistemas de armamentos. Neste sentido, as alegações dos EUA de "equívoco" não têm qualquer credibilidade. 
 
Principalmente porque não estamos falando de um míssil guiado ou bomba inteligente lançada por um bombardeio  devido a um erro do piloto, mas de um ataque amplo realizado por quatro aeronaves. Os objetivos destas operações são definidos por uma sala de operações depois de receber abundante informação de a inteligência  sobre o alvo a atacar. 

O bombardeio dos EUA  ocorreu em um momento em que o acordo de trégua na Síria tinha se tornado letra morta devido às contínua violações -mais 300- dos grupos terroristas e  o descumprimento, por parte de os EUA,  de seus compromissos, que o levaram a tentar por todos os meios manter em segredo o acordo assinado com a Rússia. Os EUA não conseguiram  apesar do acordo, identificar os grupo "moderados" dos da Frente al-Nusra. 


A trégua foi, portanto, apenas  garantida por uma parte. Os grupos "rebeldes" "moderados" e terroristas como a Al Nusra aproveitaram  para se reagrupar e preparar novas ofensivas em Aleppo e Hama. 


Alguns analistas levantam a hipótese de sabotagem de  círculos militares dos EUA, que tinham manifestado oposição ao  acordo de trégua alcançado entre a Administração Obama e Moscou e desejaram romper e colocar a Rússia em uma posição constrangedora e humilhante.

No entanto, existem outras boas razões. Há dois meses atrás , vários meios de comunicação estadunidense repercutiram  um plano para dividir a Síria entre o  oeste do país , controlado pelo Estado sírio e o leste controlado por forças internacionais, incluindo EUA. Tal plano começaria por Deir Ezzor e seria camuflado  como um processo de "federalização" da Síria. Neste sentido, a presença de forças sírias em Deir Ezzor, e os avanços conquistados, significavam um claro obstáculo à aplicação de tais planos, que  tem como objetivos claros cortar a comunicação entre o Irã e seus aliados, a Síria e o Hezbollah,  com o fim de debilitar a unidade dessas forças e, assim,  servir aos planos hegemônicos israelenses na região. 

Tão pouco é por acaso  que o ataque norte-americano teve lugar no exato momento em que Israel atacava  repetidamente posições sírias em Quneitra sob a justificativa de que morteiros e foguetes haviam aterrorizados nas Colinas de Golã, ocupadas pela entidade sionista. No entanto, o site Debka, ligado aos serviços de inteligência militar israelense, reconheceu em um relatório recente que tais foguetes procediam do campo da  Frente Al-Nusra , que Israel apoia , e não do exército sírio. Se trata, pois, de outro ataque com uma falsa justificativa e que tem o mesmo objetivo que o ataque estadunidense às Forças do Exército Árabe da Síria em Deir Ezzor, que é  o de evitar a derrota dos terroristas na Síria, em sua versão mais extrema como Al Nusra e o DAESH, que revelam assim a condição de peões  a serviço dos planos dos EUA e Israel no país árabe.

Postado: http://spanish.almanar.com.lb/catpage.php?frid=49