Quando o regime Obama e seus aliados europeus abraçaram publicamente o
extremismo, incluindo o terrorismo de estado, assassinatos direccionados e os
carros bomba em bairros urbanos cheios de gente, a imprensa “respeitável”
aderiu.

Por qualquer padrão histórico, quer envolva o direito internacional,
convenções de direitos humanos, protocolos das Nações Unidas ou indicadores
sócio-económicos padrão, as políticas e práticas dos regimes dos Estados Unidos
e da União Europeia podem ser caracterizadas como extremistas. Com isso queremos
dizer que as suas políticas e práticas resultam na destruição sistemática de
vidas humanas, habitat e meios de vida em grande escala e a longo prazo que
afectam milhões de pessoas através da aplicação directa de força e violência. Os
regimes extremistas abominam a moderação, a qual implica a rejeição da guerra
total em favor de negociações pacíficas. A moderação busca a resolução de
conflitos através da diplomacia e do compromisso e a rejeição do terror de
estado e paramilitar, a expulsão e deslocamento de populações civis e o assalto
sistemático a sectores populares da sociedade civil.
Na primeira década do século XXI testemunhámos a adopção pelo Ocidente
espectro completo do extremismo tanto em política interna como externa. O
extremismo é uma prática comum dos auto-intitulados conservadores, liberais e
sociais-democratas. No passado, ser conservador implicava preservar o status quo
e, no máximo, efectuar ajustes com mudanças nas margens. Os “conservadores” de
hoje exigem o desmantelamento por atacado de todos os sistemas de bem-estar
social e a eliminação da protecção legal tradicional de trabalhadores e do
ambiente. Liberais e sociais-democratas que no passado questionavam
ocasionalmente sistemas coloniais estão agora na linha de frente de prolongadas
guerra coloniais em múltiplas frentes, as quais mataram e deslocaram milhões de
pessoas no Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria.
O extremismo, nos termos dos seus métodos, significado e objectivos, apagou
as distinções entre políticos de centro esquerda, centro e direita. Moderados
que se opõem às actuais políticas de subsidiar os grandes bancos enquanto
empobrecem dezenas de milhões de trabalhadores, são agora etiquetados como
“esquerda dura”, “extremistas” ou “radicais”.
No rastro das políticas extremistas de governo, os respeitáveis e
prestigiosos media impressos empenharam-se nas suas próprias versões de
extremismo [1] . Guerras coloniais, que devastam a sociedade civil e culturas
estáveis enquanto empobrecem milhões no país colonizado, são justificadas,
embelezadas e apresentadas como avanços legais e humanos em valores democráticos
laicos. Guerras internas por conta de oligarquias e contra trabalhadores
assalariados, as quais concentram riqueza e aprofundam o desespero dos
esbulhados, são descritas como racionais, virtuosas e necessárias. As distinções
entre os media prudentes, equilibrados, prestigiosos e sérios e os
sensacionalistas, a imprensa amarela, desapareceram. A fabricação de factos, as
omissões flagrantes e a distorções de contextos são encontradas tanto numa como
noutra.
Para ilustrar o reino do extremismo entre o funcionalismo e a imprensa
prestigiosa examinaremos dois estudos de caso. Eles envolvem as políticas dos
EUA em relação à Colômbia e Honduras e as coberturas do Financial Times e New
York Times dos dois países.
Colômbia: A “mais antiga democracia na América Latina” X “A capital
mundial do
esquadrões da morte”
A seguir a elogios absurdos do surgimento da Colômbia como modelo perfeito
para a democracia na América Latina no número de Abril da revista Time, bem como
do Wall Street Journal, New York Times e Washington Post, o Financial Times
publicou uma série de artigos incluindo a inserção de um caderno especial sobre
o “milagre” político e econômico do país intitulado “Investir na Colômbia” [2] .
Segundo o principal jornalista do FT na América Latina, John Paul Rathborne, a
Colômbia é a “mais antiga democracia no hemisfério” [3] . A enlevada louvação
de Rathbone do presidente Santos, da Colômbia, vai desde o seu papel como um
“influente mediador emergente” para o continente sul americano, tornando a
Colômbia segura para investidores estrangeiros e “provocando a inveja” de outros
regimes na região com menos êxito. Rathbone dá destaque a um líder de negócios
da Colômbia o qual afirma que a segunda cidade do país, Medellin, “está a viver
os seus melhores tempos” [4] . Em acordo com a opinião da elite estrangeira e de
negócios, o respeitável media da imprensa descreve a Colômbia como próspera,
pacífica, amistosa para com os negócios, cobrando os mais baixos pagamentos de
royalty de mineração do hemisfério e um modelo de democracia estável a ser
emulado por todos os líderes progressistas.
No governo do presidente Santos, a Colômbia assinou um acordo de livre
comércio com o presidente Obama, o seu mais estreito aliado no hemisfério [5] .
Durante o mandato do antecessor de Obama, George W. Bush, sindicatos, grupos de
direitos humanos e de igrejas, bem como a maioria democrata do Congresso tiveram
êxito em bloquear qualquer acordo semelhante devido às violações contínuas de
direitos humanos na Colômbia. Qualquer oposição semelhante da AFL-CIO e de
legisladores democratas evaporou-se quando o presidente Obama adoptou o livre
comércio, afirmando [haver] uma grande melhoria em direitos humanos e o
compromisso do presidente Santos e acabar com assassinato de líderes sindicais e
activistas [6] .
A paz, segurança e prosperidade da Colômbia, louvada pela elite do petróleo,
mineração, banca e agro-business, são baseadas nos piores registos de direitos
humanos da América Latina.
De 1986 a 2011, mais de 60% de todos os assassinatos
de sindicalistas no mundo tiveram lugar na Colômbia pelo conjunto de esquadrões
da morte, militares, policiais e paramilitares, em grande medida às ordens de
líderes corporativos estrangeiros e internos [7] . A “paz”, tão
entusiasticamente louvada por Rathbone e seus colegas no Financial Times, chegou
a um preço pesadíssimo. Verificaram-se mais de 12 mil prisões, ataques,
assassinatos e desaparecimentos de sindicalistas entre 1 de Janeiro de 1986 e 1
de Outubro de 2010 [8] . Nesse espaço de tempo cerca de 3000 líderes sindicais e
activistas foram assassinados, centenas mais desapareceram e são considerados
mortos. O actual presidente colombiano, Santos, era o ministro da Defesa no
governo anterior do presidente Alvaro Uribe (2002-2010). Naqueles anos, mais de
762 responsáveis sindicais e activistas foram assassinados pelo estado ou por
forças paramilitares aliadas [9] .
Sob os governos dos presidentes Uribe e Santos (2002-2012), mais de 4 milhões
de camponeses e moradores rurais foram forçados ao exílio interno e os seus
lares e terras foram tomados pelos grandes latifundiários, especuladores e
narco-traficantes [10] . A estratégia de contra-insurgência do governo
colombiano serve uma função dupla de reprimir a dissenção e acumular riqueza
para os seus apoiantes. Os jornalistas do Financial Times encobrem este aspecto
do “crescimento ressurgente” da Colômbia pois aplaudem os resultados da
“segurança” dos esquadrões da morte, incluindo os mais de US$6 mil milhões de
investimento estrangeiro em grande escala que em 2012 entrou nas regiões de
mineração e petróleo – em áreas “antigamente perturbadas pela agitação” [11] .
Alguns importantes barões da droga, ligados claramente ao regime
Uribe-Santos, foram presos e extraditados para os EUA. Eles testemunharam como
financiaram e elegeram um terço dos membros do Congresso filiados ao partido de
Uribe-Santos – que o Financial Times descreve como a “mais antiga” democracia da
América Latina. Salvatore Mancuso, ex-chefe de 30 mil membros da Auto Defesa
Unida da Colômbia (AUC), descreveu como se encontrou com o então presidente
Uribe em diferentes regiões do país a fim de lhe dar dinheiro e apoio logístico
para a sua campanha de reeleição de 2006. Mancuso, que liderou o maior exército
paramilitar de esquadrões da morte da Colômbia (agora fragmentado mais ainda
activo), também afirmou que corporações nacionais e multinacionais financiaram o
crescimento e expansão dos esquadrões da morte.
O que Rathbone e seus colegas jornalistas do FT celebram como a ascensão da
Colômbia a paraíso do investidor [NR] é feito evidentemente com o sangue e a
tortura de milhares de camponeses colombianos, sindicalistas e activistas de
direitos humanos. A história brutal do reinado de terror Uribe/Santos foi
completamente apagada do presente relato da “história de êxito” da Colômbia.
Registos pormenorizados da brutalidade das matanças e torturas dos esquadrões da
morte patrocinados por Uribe/Santos, que descrevem a utilização de moto-serras
para mutilar camponeses suspeitos de simpatias de esquerda, estão disponíveis
para qualquer jornalista que queira consultar as principais organizações de
direitos humanos da Colômbia [12] .
Os esquadrões da morte e os militares actuam combinados. Os militares
colombianos são treinados por mais de um milhar de conselheiros das Forças
Especiais dos EUA. Eles travam guerra de estilo contra-insurgente na Colômbia
rural, chegando a aldeias em ondas de helicópteros fornecidos pelos EUA,
encerrando num anel de segurança áreas alvo das guerrilhas e enviando as AUC e
outros esquadrões da morte para destruir as aldeias, torturar e assassinar
camponeses, camponesas e crianças suspeitas de serem simpatizantes da guerrilha
e cometendo violações generalizadas. Esta campanha de terror com o patrocínio do
Estado expulsou milhões de camponeses das zonas rurais permitindo que generais e
barões da droga se apossassem da sua terra.
Advogados de direitos humanos (ADH) são frequentemente alvejados pelos
militares e esquadrões da morte. Os presidentes Uribe e Santos habitualmente
acusam previamente os trabalhadores de direitos humanos de serem colaboradores
activos das guerrilhas devido ao seu trabalho de revelarem os crimes do regime
contra a humanidade. Uma vez etiquetado, os ADHs tornam-se “alvos legítimos”
para esquadrões da morte e os militares que operam com impunidade total. De 2002
a 2011 houve 1470 ataques contra ADH, com um número recorde de 239 em 2011,
incluindo 49 mortes sob o presidente Santos [13] . Mais da metade dos
trabalhadores de direitos humanos são índios e afro-colombianos.
O terrorismo de estado era e continua a ser o principal instrumento de
dominação sob os governos dos presidentes Uribe e Santos. Os “campos da morte”
colombianos, segundo a Procuradoria Geral, incluem dezenas de milhares de
homicídios, 1597 massacres e milhares de desaparecimentos forçados de 2005 a
2010 [14] .
Membros corajosos da imprensa colombiana revelaram uma prática, conhecida
como “falsos positivos”, com numerosas ocorrências em que os militares
sequestram secretamente camponeses jovens e rapazes urbanos forçando-os a
vestirem-se como guerrilheiros, assassinando-os a sangue frio e a seguir
exibindo os seus corpos à imprensa colombiana e internacional como “prova” do
êxito do combate de Santos/Uribe contra as guerrilhas. Há 2472 casos
documentados de assassínios de “falsos positivos” por militares [15] .
Honduras: o New York Times e o terrorismo de estado
O New York Times publicou um artigo sobre Honduras, onde enfatizava a
“cooperação” do regime com a guerra estado-unidense às drogas [16] . O redactor
do Times, Thom Shanker, descreve uma “parceria” baseada na expansão de três
novas bases militares e no estacionamento de Forças Especiais dos EUA no país
[17] .
Shanker informou acerca do êxito da operação das Forças de Operações
Especiais de Honduras sob a direcção de treinados das US Special Forces. Na
cobertura de Shanker, uma delegação do Congresso dos EUA louvava as Forças de
Operações Especiais hondurenhas quanto ao “respeito pelos direitos humanos”,
citando a descrição do embaixador dos EUA do regime de Honduras como “parceiros
entusiastas e capazes neste esforço conjunto” [18] .
Há paralelos flagrantes entre a lavagem cerebral do NY Times do criminoso
regime extremista em Honduras e a promoção bruta do Financial Times da
democracia dos esquadrões da morte na Colômbia.
O actual regime extremista hondurenho, encabeçado pelo “presidente” Lobos, o
qual convidou o Pentágono a expandir seu controle militar sobre enormes
extensões do território do país, é um produto do golpe militar apoiado pelos EUA
que derrubou um presidente liberal eleito democraticamente em 28 de Junho de
2009, um ponto histórico recente que Shanker evita na sua cobertura. Lobos, o
presidente predador, mantém o controle através de matanças, prisões e torturas
dos seus críticos, incluindo jornalistas, advogados de direitos humanos e
juristas, bem como camponeses agora sem terra que exigem uma devolução das suas
propriedades depois de terem sido tomadas violentamente por grandes
latifundiários aliados de Lobos.
A seguir ao golpe militar, milhares de manifestantes hondurenhos em favor da
democracia foram mortos, espancados e presos. Segundo estimativas conservadores
do Observatório de Direitos Humanos, 20 dissidentes pró democracia foram
assassinados abertamente pelos militares e a polícia [19] . De Janeiro de 2010 a
Novembro de 2011 pelo menos 12 jornalistas, críticos do regime Lobos, foram
assassinados.
Nas zonas rurais, onde o repórter Shanker do NY Times descreve um festival de
amor entre as Forças Especiais dos EUA e os seus equivalentes hondurenhos, 30
trabalhadores agrícolas no vale de Bajo Aguan, no norte de Honduras, foram
mortos por esquadrões da morte contratados por poderosos aliados de Lobos [20] .
Nenhum militar, polícia ou esquadrão da morte assassino foi levado à justiça. O
líder original do golpe, Roberto Micheletti e o seu sucessor, o presidente
Lobos, atacaram reiteradamente manifestações a favor da democracia,
particularmente aquelas lideradas por professores, estudantes e sindicalistas.
Centenas de dissidentes políticos presos foram torturados. Durante o período dos
artigos mais eufóricos do NY Times sobre as confortáveis relações entre os EUA e
Honduras, o número de mortes entre advogados democratas subiu precipitadamente.
Oito jornalistas e comentadores de TV foram mortos durante os primeiro quatro
meses de 2012 [21] . No fim de Março e princípio de Abril de 2012 nove
trabalhadores agrícolas e empregados foram assassinados por latifundiários
apoiantes de Lobos [22] . Com a impunidade reinante no território
centro-americano de bases militares dos EUA, nenhum foi preso por estes
assassinatos. A cobertura do NYTimes segue a regra da omertà adoptada pela Máfia
– silêncio e cumplicidade.
Síria: Como o Financial Times absolve terroristas da Al Qaeda
Quando terroristas islâmicos apoiados pelo Ocidente vitimam o regime laico da
Síria, a imprensa ocidental, especialmente o Financial Times, continua a
absolver a utilização de enormes carros bombas por terroristas, os quais mataram
e mutilaram centenas de cidadãos sírios. Com cinismo brutal, repórteres
ocidentais encolhem os ombros e papagueiam as afirmações dos propagandistas
anti-regime baseados em Londres, de que o regime Assad estava a destruir as suas
próprias cidades e a matar os seus próprios cidadãos e forças de segurança [23]
.
Conclusão
Quando o regime Obama e seus aliados europeus abraçaram publicamente o
extremismo, incluindo o terrorismo de estado, assassinatos direccionados e os
carros bomba em bairros urbanos cheios de gente, a imprensa respeitável aderiu.
O extremismo assume muitas formas – da recusa a informar honestamente acerca da
utilização de forças mercenárias e a violência para derrubar mais um regime
anti-colonial até a expulsão de milhões de camponeses e agricultores.
As
“classes educadas”, o respeitável público leitor rico estão a ser continuamente
doutrinadas pelos respeitáveis media ocidentais para acreditarem que o
sorridente e pragmático presidente Santos na Colômbia e o eleito presidente
Lobos em Honduras têm êxito em estabelecer a paz, a prosperidade com base no
mercado, acordos de livre comércio mutuamente benéficos e concessões de bases
militares aos EUA – mesmo quando estes dois regime actualmente lideram o recorde
mundial de assassinatos de sindicalistas e jornalistas.
Em 15 de Maio de 2012, a
Comissão Hispânica do Congresso dos EUA concedeu a Lobos um prémio por liderança
em democracia – no mesmo dia em que a imprensa hondurenha relatava o assassinato
do director de noticiário da estação de rádio HMT, Alfredo Vilatoro, o 25º
jornalista crítico morto entre 27 de Janeiro de 2010 e 15 de Maio de 2012 [24] .
A adopção do extremismo pela imprensa respeitável e a sua utilização de
linguagem demonológica e vitriólica para descrever regimes opostos ao
imperialismo vão a par da sua eufórica e efusiva louvação da brutalidade
mercenária de estado e pró ocidental. O encobrimento sistemático de crimes pelo
jornalismo extremista vai muito além dos casos da Colômbia e das Honduras. O
repórter do Financial Times Michael Peel “cobriu” o assalto ao governo líbio de
Kadafi sem mencionar a campanha de bombardeamento da OTAN que destruiu o mais
avançado estado previdência da África. Peel apresentou o surgimento das gangs
armadas de fanáticos tribais e terroristas islâmicos como uma vitória da
democracia sobre uma “ditadura brutal” [25] . A desonestidade e hipocrisia de
Peel é evidente nas suas afirmações ultrajantes de que a destruição da economia
líbia, a tortura em massa e os assassinatos com motivações raciais, que se
seguiram à guerra da OTAN, foram uma vitória para o povo líbio.
O viés totalitário da imprensa respeitável é uma consequência directa do seu
servilismo duradouro a políticas extremistas seguidas pelos regimes ocidentais.
Uma vez que medidas extremistas, como a utilização da força, violência,
assassínio e tortura, tornaram-se rotina de presidentes e primeiros-ministros no
exercício do cargo, os repórteres não têm opção senão fabricar mentiras para
tornar “respeitáveis” tais crimes, cuspindo um fluxo constante de adjectivos
altamente agressivos a fim de converter vítimas em carrascos e carrascos em
vítimas.
O extremismo em defesa de regimes pró EUA levou aos mais grotesco
relatos imagináveis: os presidentes da Colômbia e do México são os líderes das
mais perfeitamente economias narcotizadas do hemisfério mas eles são louvados
pela sua guerra às drogas, ao passo que a Venezuela, o mais marginal produtor de
qualquer droga, é estigmatizado como um grande narco-pipeline [26] .
Artigos sem base factual, os quais são inúteis como fontes de informação
objectiva, levam-nos a procurar uma lógica subjacente. A Colômbia assinou um
acordo de livre comércio, o qual beneficiará exportações estado-unidenses para a
Colômbia num rácio de dois para um [27] . A política do acordo de livre comércio
do México beneficiou o agro-business estado-unidenses e retalhistas gigantes num
rácio semelhante.
Todas as formas de extremismo permeiam os regimes ocidentais e encontram
justificação e racionalização junto aos media respeitáveis cujo trabalho é
doutrinal a sociedade civil e transformar cidadãos em cúmplices acríticos do
extremismo. Ao infindavelmente anteceder “reportagens” sobre o presidente Putin
da Rússia qualificando-o como tirano autoritário da era soviética, os media
respeitáveis evitam qualquer discussão da melhoria do padrão de vida russo e do
triunfo eleitoral com mais de 60%. Ao exagerar um passado autoritário do
presidente líbio assassinado, as suas vastas obras públicas, programas de
bem-estar social, de generosa imigração e de ajuda à África sub-saariana podem
ser relegadas ao esquecimento. O louvor da imprensa respeitável aos esquadrões
da morte dos presidentes Santos e Lobos faz parte de uma mudança sistemática em
grande escala e duradoura da pretensão hipócrita de seguir as virtudes de uma
república democrática para a adopção aberta de um império virulento e assassino.
No novo código dos jornalistas, o extremismo em defesa do império já não é
vício.
26/Maio/2012
Notas
[1] Há um consenso geral de que os media respeitáveis incluem The
Financial Times, The New York Times, The Washington Post e The Wall Street
Journal.
[2] Financial Times (FT) 5/8/12; Ver também FT (5/4/12) ” Colombia
looks to consolidate gains in country of complexities”
[3] FT 5/8/12 (p.
1)
[4] FT ibid
[5] BBC News , May 5, 2012
[6] ibid
[7] Renan Vega
Cantor Sindicalicidio! (Un cuento poco imaginativo) de Terrorismo Laboral
Bogotá, Feb. 25, 2012.
[8] ibid.
[9] ibid.
[10] Inforrme CODHES
Novembre 2010.
[11] FT 5/8/12 p. 4.
[12] Ver os Annual Reports of CODHES,
Reiniciar and Human Rights Watch
[13] Claroscuro Informe Anual 2011; Programa
Somos Defensores Bogota 2012; Corporacion Colectivo de Abogados. Jan. – March
2012.
[14] Fiscalia General. Informe 2012
[15] http://www.falsos.positivos.blogspot.com
[16] Thom Shanker
“Lessons of Iraq Help US Fight a Drug War in Honduras” New York Times, May 6,
2012.6
[17] ibid
[18] ibid
[19] Human Rights Watch, World Report
2012
[20] Honduran Human Rights, May 12m, 2012.
[21] ibid
[22]
ibid
[23] O infame encobrimento dos carros bomba é obra do jornalista-estrela
do FT no Médio Oriente. Ver Michael Peel e Abigail Fielding-Smith “At Least 55
Die in two Damascus Explosions: Responsibility for Blasts Disputed”, FT
5/11/12.
[24] Honduras Human Rights, April 24, 2012.
[25] Michael Peel,
“The Colonels Last Stand” FT 5/12 – 13/12
[26] Um dos mais infames
narco-traficantes paramilitares da Colômbia descreveu os estreitos laços
financeiros e políticos entre os terroristas das Autodefesas Unidas da Colômbia
e o regime de Uribe-Santos. Ver La Jornada 5/12/12.
[27] BBC News, 5/15/12.
Segundo a US International Trade Commission as estimativas do valor das
exportações dos EUA para a Colômbia poderiam subir a US$1,1 mil milhões ao passo
que o crescimento das exportações da Colômbia podia crescer US$487 milhões.
[NR] O Estado português também promove o investimento na Colômbia. Ver Missão
empresarial à Colômbia, 28 de Maio a 1 de Junho de 2012 , iniciativa da Agência
para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP)
O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=31056
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/