quarta-feira, 13 de junho de 2012

O que não te contam sobre a Síria. Repetição do mesmo script para a Líbia.


Obs: O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro está traduzindo vários números do Boletim Armas contra a Guerra (http://ciaramc.org/)  - obedecendo a uma ordem que considera importante para a compreensão dos principais pontos do debate desta importante questão. Achamos que estamos diante de uma provocação à guerra  que nos afetará a toda a humanidade, por óbvio, em particular o povo árabe. Nosso objetivo principal é tornar claro aquilo que a mídia esconde e principalmente tomar partido ao lado do povo árabe  oprimido e violentamente atacado pelo imperialismo e seus aliados, inclusive a imprensa sionista mundial. Boa leitura...

A Geoestratégia da merda do diabo na região
Na luta para se apropriar da merda do diabo (nome Africano do nosso "ouro negro"), há dois fatores que afetam diretamente o Líbano e a Síria.
As reservas de hidrocarbonetos recém-descobertas: 

Em 16 de Agosto de 2011, o Ministério sírio do Petróleo anunciou a descoberta de um poço de gás em Qara perto de Homs. Sua capacidade de produção seria de 400.000 metros cúbicos por dia 146 milhões de metros cúbicos por ano. [35] E isso, independentemente do gás na costa síria do Mediterrâneo.

As reservas de gás recém-descobertas no Mediterrâneo Oriental: a Síria eo Líbano. 
Um assessor de companhia de petróleo francesa disse que as companhias internacionais de petróleo começaram a desenvolve planos de perfuração no Triângulo Líbano-Chipre-Palestina, após o conhecimento da grande reserva. Várias empresas estão presentes na corrida de perfuração na região do Mediterrâneo, incluindo as estadunidenses Chevron e Exxon , as francesas GDF Suez e Total, a Gazprom da Rússia e outros. [36]


Mas de acordo com Washington Institute for Near East Policy (WINEP, el think-tank del grupo sionista en Estados Unidos AIPAC) [37] , a bacia do Mediterrâneo encerra uma das maiores reservas de gás ao largo da costa do Líbano e da Síria e é precisamente na Síria onde se localiza as mais importantes. 
O mapa mostra que o gás está nas seguintes regiões (localização dos sítios e o acesso as zonas de consumo) [38] :
1. Rússia: Vyborg e Beregvya 
2. Anexo à Rússia: Turquemenistão 
3. Nos arredores mais ou menos imediata da Rússia, Azerbaijão e Irã. 
4. Arrancado à Rússia: Geórgia 
5. Mediterrâneo Oriental: a Síria e o Líbano
6. Qatar e Egito.
Devido a isso os conflitos já existentes das águas territoriais entre Israel e Líbano provavelmente se intensificarão. [39]

Esses dois fatos dão uma outra perspectiva para o conflito sírio  e torna mais compreensível as mentiras proferidas pelo Ocidente para roubar os recursos da Síria e do Oriente Médio. No entanto, há mais fatores que geralmente não são levados em conta.
Estradas de escoamento da energia
Além de novas reservas de gás descobertas, Síria e Líbano têm uma importância chave no escoamento da produção petroleira da região  por vários motivos.
Os recentes acordos com o Irã e o Iraque. "O Irã tem acordos assinados em julho de 2011 para o transporte de gás através do Iraque e da Síria, acordos que fazem a Síria um ponto de encontro e de produção em associação com as reservas do Líbano" . [41]
Este acordo com Damasco, permite que o gás iraniano  passe através do Iraque e chegue ao Mediterrâneo, circundando o projeto Nabucco, que é promovido pelos Estados Unidos. Nabucco foi projetado para prejudicar e interromper o circuito do sul para a  Rússia. Um projeto que não faz mais que atrasar, como explicado pelo especialista Imad Fawzi Shueibi. [42]



a) O acordo sobre o trajeto para levar o petróleo do Iraque ao Mediterrâneo passando pela Síria e Líbano,  que permite evitar o conflitivo Estreito de Ormuz.

b) A prorrogação do BTC para Israel. O trajeto  BTC . Baku (Azerbaijão), Tbilisi (Geórgia) Ceyhan (Turquia) considerado um dos mais importantes do mundo,  foi colocado em operação, curiosamente, durante a agressão ao Líbano no verão de 2006.


Como temos documentado durante anos esta estrada de escoamento da energia teria um projeto de extensão com o intuito de conectá-la a travessia de norte ao sul dos territórios ocupados, ou seja Israel: A Trans-Israel, já em operação, até o Mar Vermelho 


Há apenas dois problemas:  primeiro passar pela Síria , em seguida,  o Líbano. Algo que se resolveria pela aplicação do famoso mapa do coronel Peters que  elimina  a costa da Síria (e, de passagem, a única base russa em Tartus, no Mediterrâneo)

Mapa: base russa no Mediterrâneo em Tartus, Síria






A costa da Síria seria incluída em um "grande Líbano" naturalmente domesticado por Israel. armas contra a Guerra do Boletim n º 134
Este plano, obviamente, não será possível sem a eliminação do Hezbollah no Líbano e os atuais regimes da Síria e do Irã, que apóiam uns aos outros.




Essa remodelação teria, também, uma grande vantagem para   Israel, que se apropriaria das cobiçadas águas  do rio Litani, no Líbano como já o fez com  o aqüífero das  Colinas de Golan, tomado da Síria. Como explicamos a guerra da água é também uma das razões para o ataque à Síria Boletim N º 412
Há um outro cenário onde todas as dificuldades  se solucionariam: o projeto da Grande Israel. Um projeto cada vez mais improvável à medida que cresce o descrédito  internacional ao Estado sionista e avança o inevitável questionamento a sua existência.


De qualquer modo, devemos considerar os conflitos nos 3 países como parte de um todo. Síria, Líbano e Iran estão no mesmo pacote da agenda ocidental e da agenda sionista para remodelar o Oriente Médio. Por sua vez, nesta  remodelação está incluído a obstinação  de manter a hegemonia contra países concorrentes: por exemplo: BRICS, OCS. Neste caso, especialmente a Rússia e a China, que logicamente, deram mostras que não vão tolerar  que o imperialismo estadunidense freie seu desenvolvimento. Por isso, o conflito já está transbordando as fronteiras da Síria , já se encontra no Líbano .Isso torna urgente denunciar as mentiras que encobrem as verdadeiras causas deste conflito. É responsabilidade de todos faze-lo, porque a situação pode se  complicar até limites  imagináveis.

Referências

35] Pt citado: gás fileiras primeiro nas lutas do Médio Oriente. Imad Fawzi Shueibi.
http://dissidentvoice.org/2012/04/Gas-Ranks-First-in-Middle-East-Struggles/
[36] Como Safir (15 de Maio de 2012) Mohammad Ballout, corresponsal en Paris
http://www.voltairenet.org/la-Strategie-pour-soustraire-Le
[38] Centro da Síria do gás na Guerra do Oriente Médio
Imad Fawzi Shueibi. Rede de Voltaire. Damasco (Síria). 8 De Maio de 2012. http://www.voltairenet.org/la-Syrie-Centre-de-la-Guerre-du
[39] Líbano: Linha azul serviço marítimo israelense ambição! Guerra do gás não é apenas a Síria. Dr. Amin Hoteit. No tayyar.org de 14 de Maio de 2012
código & www.Mondialisation.ca/index.php?context=viewArticle = HOT20120514 & articleId = 30841
[40] A parte de baixo da disputa nova fronteira entre o Líbano e Israel (por Sibylle Rizk). http://www.lecommercedulevant.com/node/19336
[41] Fileiras de gás pela primeira vez no Médio Oriente lutas. Imad Fawzi Shueibi.
http://dissidentvoice.org/2012/04/Gas-Ranks-First-in-Middle-East-Struggles/
[42] Syrie, au centro de la guerre du gaz Proche-Orient. Imad Fawzi Shueibi. Réseau Voltaire | Damas (Syrie) | 8 de Maio de 2012. http://www.voltairenet.org/la-Syrie-Centre-de-la-Guerre-du
[43]Boletim 134 remodelação do médio de acordo com Estados Unidos. Adiantamento de implantação militar para a guerra contra o Irão e a Síria. Alfredo Embid. http://www.ciaramc.org/CIAR/Boletines/cr_bol134.htm
[44] Boletim n. º 412. O que você não contam sobre a Síria. Repetição do mesmo script do que na Líbia. parte 7.
Aqueles direcionando as associações de direitos humanos sírio? O lugar da Síria durante a guerra da água. Os financiadores da Federação Internacional dos direitos humanos, a coalizão para o Tribunal Penal Internacional e a Human Rights Watch são os mesmos. Organizações de direitos humanos e a assistir, promover outra guerra. Alfredo Embid. http://ciaramc.org/CIAR/Boletines/cr_bol412.htm

http://ciaramc.org/ciar/boletines/cr_bol433.htm#_ftnref41









terça-feira, 12 de junho de 2012

O beija-mão : O SYRIZA apresenta as suas "credenciais" aos EUA e à UE



Quando ele não coloca a questão do afastamento dos planos imperialistas, da organização imperialista da OTAN, em nome de "obrigações da aliança", o país será arrastado para esta nova guerra imperialista, sob um governo "de esquerda". Mas o sr. Tsipras não esqueceu de mencionar que desempenharia um papel importante num "Médio Oriente livre do nuclear", apontando o programa nuclear do Irã, o qual em qualquer caso é o pretexto que será utilizado pelos EUA e Israel para justificar um possível ataque militar contra o Irã, uma nova guerra. Nem uma palavra acerca das armas nucleares que Israel já possui!" 
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Na quarta-feira 6 de Junho o presidente do SYRIZA, A. Tsipras, encontrou-se com embaixadores e diplomatas dos estados membros do G20. O jornal Rizospastis, órgão do CC do KKE, fez os seguintes comentários na edição de 7 de Junho:

"O sr. Tsipras entregou a sua "carta de credenciais", num evento realmente cerimonial, a um responsável da embaixada dos EUA e a diplomatas dos 19 mais fortes países capitalistas do planeta! A reunião do presidente do SYRIZA com os embaixadores dos países do G20 trouxe-nos uma lembrança do passado recente, especificamente recordou-nos o antigo primeiro-ministro Giorgos Papandreu, o qual se desvaneceu nas últimas semanas sem deixar nenhum traço... Os mesmos slogans respeitantes a "uma nova política externa pacífica multi-facética", as mesmas referências a "iniciativas internacionais para a democratização do sistema de relações internacionais" e a necessidade de "aumentar o papel da ONU".

E, ao mesmo tempo, nenhuma menção à OTAN. Os lábios estão selados! A OTAN que se reuniu recentemente em Chicago e tomou novas decisões perigosas para a expansão da sua actividade, para a repressão de todas as forças e todos os povos que procurem controlar o seu próprio futuro. O silêncio do sr. Tsipras quanto à continuidade da intervenção contra a Síria foi espantoso. Nenhuma menção ao assunto, como se os planos para uma intervenção militar na região não estivessem a ser traçados. Como se a utilização da base estado-unidense em Suda não fizesse parte dos planos relativos a esta intervenção e, mais genericamente, a utilização dos portos, do espaço aéreo e do mar do nosso país. O presidente do SYRIZA nada disse acerca de como o governo "de esquerda", que ele promete constituir, reagiria a uma tal situação.

Por que? É óbvio! Quando ele não coloca a questão do afastamento dos planos imperialistas, da organização imperialista da OTAN, em nome de "obrigações da aliança", o país será arrastado para esta nova guerra imperialista, sob um governo "de esquerda". Mas o sr. Tsipras não esqueceu de mencionar que desempenharia um papel importante num "Médio Oriente livre do nuclear", apontando o programa nuclear do Irã, o qual em qualquer caso é o pretexto que será utilizado pelos EUA e Israel para justificar um possível ataque militar contra o Irã, uma nova guerra. Nem uma palavra acerca das armas nucleares que Israel já possui!"

O presidente do SYRIZA insistiu mais uma vez em declarar a sua lealdade à UE imperialista e a necessidade da assimilação da Turquia na mesma, algo a que os comunistas turcos e o movimento dos trabalhadores se opõem! Finalmente, ele considerou apropriado à frente dos embaixadores estrangeiros a cuspir seu veneno sem hesitação contra o socialismo que a humanidade conheceu na URSS e outros países no século XX, o qual, apesar das suas debilidades, foi durante mais de 50 anos um apoio insubstituível para a paz e segurança dos povos e uma espinha atravessada na garganta dos imperialistas.
O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-06-07-syriza

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info/ .
09/Jun/12 

segunda-feira, 11 de junho de 2012

URGENTE: Iminente golpe de Estado na Síria - A OTAN prepara uma vasta operação de intoxicação



por Thierry Meyssan

Os estados membros na NATO e do CCG preparam um golpe de Estado e um genocídio sectário na Síria. Caso pretendam opor-se a estes crimes, ajam quanto antes; façam circular estes artigos na Net e alertem os vossos conhecidos.

Dentro de poucos dias, talvez a partir de sexta-feira 15 de Junho ao meio-dia, os sírios que pretenderem ver as cadeias de televisão nacionais terão estas substituídas nos écrans por televisões criadas pela CIA. Imagens realizadas em estúdio mostrarão cadáveres imputados ao governo, manifestações populares, ministros e generais apresentarão a sua demissão, o presidente el-Assad tratando de fugir, os rebeldes reunindo-se no coração das grandes cidades e um novo governo instalando-se no palácio presidencial. Esta operação, diretamente monitorizada a partir de Washington por Ben Rhodes, conselheiro adjunto da segurança nacional dos Estados Unidos, visa desmoralizar os sírios e preparar um golpe de Estado. A NATO, que esbarrou no duplo veto da Rússia e da China, conseguiria assim conquistar a Síria sem ter de a atacar ilegalmente. Qualquer que seja o julgamento sobre os atuais acontecimentos na Síria, um golpe de Estado poria fim a toda a esperança de democratização.

De maneira absolutamente formal, a Liga Árabe pediu aos operadores de satélite Arabsat e Nilesat para cortarem a transmissão dos media sírios, públicos e privados (Syria TV, Al-Ekbariya, Ad-Dounia, Cham TV, etc.). Existe um precedente, dado que a Liga Árabe tinha já procedido à censura de televisão líbia de forma a impedir os dirigentes da Jamahiriya de comunicarem com o seu povo. Não existe rede hertziana na Síria, onde as televisões são exclusivamente captadas por satélite. Mas este corte não deixaria os écrans apagados. De facto, esta decisão é apenas a parte emersa do iceberg. Segundo informações de que dispomos, diversas reuniões internacionais foram levadas a cabo na semana passada para coordenar a operação de intoxicação. As duas primeiras, de natureza técnica, tiveram lugar em Doha (Qatar), a terceira, política ocorreu em Riade (Arábia Saudita).

Uma primeira reunião juntou os oficiais de guerra psicológica “embedded” em certas cadeias de satélite, entre as quais Al-Arabiya, Al-Jazeera, BBC, CNN, Fox, France 24, Future TV, MTV. Sabe-se que desde 1998 os oficiais da United States Army's Psychological Operations Unit (PSYOP) foram incorporados na redação da CNN; a partir daí, esta prática foi estendida pela NATO a outras estações estratégicas. Redigiram antecipadamente falsas informações, segundo um “storytelling” elaborado pela equipa de Ben Rhodes na Casa Branca. Um procedimento de validação recíproca foi posto em marcha, cada media devendo citar os outros de forma a contribuir para torná-los credíveis aos ouvidos dos telespectadores. Os participantes decidiram igualmente requisitar não apenas as cadeias da CIA para a Síria e o Líbano (Barada, Future TV, MTV, Orient News, Syria Chaab, Syria Alghad), mas também outras quarenta cadeias religiosas wahhabitas, as quais apelarão ao massacre confessional aos gritos de “Os cristãos para Beirute, os alauitas para o túmulo!”

A segunda reunião juntou engenheiros e realizadores, visando planear a fabricação de imagens de ficção, misturando uma parte em estúdio a céu aberto e uma parte de imagens de síntese. Os estúdios foram arranjados durante as últimas semanas na Arábia Saudita, de modo a reconstituir aos dois palácios presidenciais sírios e os principais lugares de Damasco, Alepo e Homs. Já havia estúdios deste tipo em Doha, mas eram insuficientes.

A terceira reunião agrupou o general James B. Smith, embaixador do EUA, um representante do Reino Unido e o príncipe Bandar Bin Sultan (a quem o presidente George Bush pai designou como seu filho adotivo, ao ponto de a imprensa norte-americana o ter designado como “Bandar Bush”). Tratava-se de coordenar a ação dos media e a do “Exército Sírio Livre”, do qual os mercenários do príncipe Bandar formam o grosso dos efetivos.

A operação, em gestação desde há meses, foi precipitada pelo conselho de segurança nacional dos EUA, depois de o presidente Putin ter notificado a Casa Branca de que a Rússia se oporia pela força a toda a intervenção militar ilegal da NATO na Síria.

Essa operação compreende dois vetores simultâneos: por um lado, diversificar as falsas contra-informações; por outro lado, censurar toda e qualquer a possibilidade de lhes responder.

A interdição das TVs por satélite como forma de conduzir uma guerra não é uma novidade. De facto, sob pressão de Israel, os EUA e a União Europeia impuseram sucessivas interdições a cadeias libanesas, palestinianas, iraquianas e líbias. Nenhuma censura foi imposta a cadeias de satélite provenientes de outras partes do mundo.

Tão-pouco a difusão de notícias falsas constitui uma estreia. Entretanto, quatro novos passos significativos foram dados na arte da propaganda durante o decurso das últimas décadas:

- Em 1994 uma estação de música Pop, a “Radio Libre des Mille Collines” (RTML) deu o sinal para o genocídio no Ruanda apelando a “Matar as baratas!”.
- Em 2001 a NATO utilizou os media para impor uma interpretação dos atentados de 11 de Setembro e justificar os ataques ao Afeganistão e ao Iraque. Nesta altura, já Ben Rhodes tinha sido encarregado pela administração Bush de redigir o relatório da Comissão Kean/Hamilton sobre os atentados.
- Em 2002 a CIA utilizou cinco cadeias, Televen, Globovision, Meridiano, ValeTV et CMT, para fazer crer que manifestações monstruosas tinham forçado o presidente eleito da Venezuela, Hugo Chávez, a demitir-se, dado que tinha sido vítima de um golpe de Estado.
- Em 2011, aquando da batalha de Trípoli, a NATO fez realizar em estúdio e difundir pela Al-Jazeera e pela Al-Arabiya imagens de rebeldes líbios entrando na praça central da capital enquanto eles realmente ainda se encontravam longe da cidade, de forma que os habitantes, persuadidos de que a guerra estava perdida, cessaram toda a resistência.

Doravante, os media já não se contentam em apoiar a guerra, eles praticam-na diretamente. Este dispositivo viola os princípios básicos do direito internacional, a começar pelo artigo 19 de Declaração Universal dos Direitos do Homem relativo ao facto de “receber e difundir, sem consideração de fronteiras, as informações e as ideias por qualquer meio de informação”. Sobretudo, ele viola também as resoluções da Assembleia-Geral da ONU, adotadas no final da Segunda Guerra Mundial, para evitar as guerras. As resoluções 110, 381 e 819 interdizem “os obstáculos à livre troca de informações e de ideias” (no caso vertente, o corte das cadeias sírias) e “a propaganda de natureza a provocar ou encorajar toda a ameaça à paz, rotura da paz ou outro ato de agressão”.

No direito, a propaganda da guerra é um crime contra a paz, o mais grave dos crimes, dado que ele torna possíveis os crimes de guerra e os genocídios.
10/Junho/2012

O original encontra-se em www.domenicolosurdo.blogspot.pt/... . Tradução de JCG.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

A desinformação dos media “de referência” Quando os respeitáveis se tornam extremistas e os extremistas se tornam respeitáveis


Quando o regime Obama e seus aliados europeus abraçaram publicamente o extremismo, incluindo o terrorismo de estado, assassinatos direccionados e os carros bomba em bairros urbanos cheios de gente, a imprensa “respeitável” aderiu.



Por qualquer padrão histórico, quer envolva o direito internacional, convenções de direitos humanos, protocolos das Nações Unidas ou indicadores sócio-económicos padrão, as políticas e práticas dos regimes dos Estados Unidos e da União Europeia podem ser caracterizadas como extremistas. Com isso queremos dizer que as suas políticas e práticas resultam na destruição sistemática de vidas humanas, habitat e meios de vida em grande escala e a longo prazo que afectam milhões de pessoas através da aplicação directa de força e violência. Os regimes extremistas abominam a moderação, a qual implica a rejeição da guerra total em favor de negociações pacíficas. A moderação busca a resolução de conflitos através da diplomacia e do compromisso e a rejeição do terror de estado e paramilitar, a expulsão e deslocamento de populações civis e o assalto sistemático a sectores populares da sociedade civil.

Na primeira década do século XXI testemunhámos a adopção pelo Ocidente espectro completo do extremismo tanto em política interna como externa. O extremismo é uma prática comum dos auto-intitulados conservadores, liberais e sociais-democratas. No passado, ser conservador implicava preservar o status quo e, no máximo, efectuar ajustes com mudanças nas margens. Os “conservadores” de hoje exigem o desmantelamento por atacado de todos os sistemas de bem-estar social e a eliminação da protecção legal tradicional de trabalhadores e do ambiente. Liberais e sociais-democratas que no passado questionavam ocasionalmente sistemas coloniais estão agora na linha de frente de prolongadas guerra coloniais em múltiplas frentes, as quais mataram e deslocaram milhões de pessoas no Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria.
O extremismo, nos termos dos seus métodos, significado e objectivos, apagou as distinções entre políticos de centro esquerda, centro e direita. Moderados que se opõem às actuais políticas de subsidiar os grandes bancos enquanto empobrecem dezenas de milhões de trabalhadores, são agora etiquetados como “esquerda dura”, “extremistas” ou “radicais”.

No rastro das políticas extremistas de governo, os respeitáveis e prestigiosos media impressos empenharam-se nas suas próprias versões de extremismo [1] . Guerras coloniais, que devastam a sociedade civil e culturas estáveis enquanto empobrecem milhões no país colonizado, são justificadas, embelezadas e apresentadas como avanços legais e humanos em valores democráticos laicos. Guerras internas por conta de oligarquias e contra trabalhadores assalariados, as quais concentram riqueza e aprofundam o desespero dos esbulhados, são descritas como racionais, virtuosas e necessárias. As distinções entre os media prudentes, equilibrados, prestigiosos e sérios e os sensacionalistas, a imprensa amarela, desapareceram. A fabricação de factos, as omissões flagrantes e a distorções de contextos são encontradas tanto numa como noutra.
Para ilustrar o reino do extremismo entre o funcionalismo e a imprensa prestigiosa examinaremos dois estudos de caso. Eles envolvem as políticas dos EUA em relação à Colômbia e Honduras e as coberturas do Financial Times e New York Times dos dois países.

Colômbia: A “mais antiga democracia na América Latina” X “A capital mundial do 
esquadrões da morte”


A seguir a elogios absurdos do surgimento da Colômbia como modelo perfeito para a democracia na América Latina no número de Abril da revista Time, bem como do Wall Street Journal, New York Times e Washington Post, o Financial Times publicou uma série de artigos incluindo a inserção de um caderno especial sobre o “milagre” político e econômico do país intitulado “Investir na Colômbia” [2] . Segundo o principal jornalista do FT na América Latina, John Paul Rathborne, a Colômbia é a “mais antiga democracia no hemisfério” [3] . A enlevada louvação de Rathbone do presidente Santos, da Colômbia, vai desde o seu papel como um “influente mediador emergente” para o continente sul americano, tornando a Colômbia segura para investidores estrangeiros e “provocando a inveja” de outros regimes na região com menos êxito. Rathbone dá destaque a um líder de negócios da Colômbia o qual afirma que a segunda cidade do país, Medellin, “está a viver os seus melhores tempos” [4] . Em acordo com a opinião da elite estrangeira e de negócios, o respeitável media da imprensa descreve a Colômbia como próspera, pacífica, amistosa para com os negócios, cobrando os mais baixos pagamentos de royalty de mineração do hemisfério e um modelo de democracia estável a ser emulado por todos os líderes progressistas.

No governo do presidente Santos, a Colômbia assinou um acordo de livre comércio com o presidente Obama, o seu mais estreito aliado no hemisfério [5] . Durante o mandato do antecessor de Obama, George W. Bush, sindicatos, grupos de direitos humanos e de igrejas, bem como a maioria democrata do Congresso tiveram êxito em bloquear qualquer acordo semelhante devido às violações contínuas de direitos humanos na Colômbia. Qualquer oposição semelhante da AFL-CIO e de legisladores democratas evaporou-se quando o presidente Obama adoptou o livre comércio, afirmando [haver] uma grande melhoria em direitos humanos e o compromisso do presidente Santos e acabar com assassinato de líderes sindicais e activistas [6] .

A paz, segurança e prosperidade da Colômbia, louvada pela elite do petróleo, mineração, banca e agro-business, são baseadas nos piores registos de direitos humanos da América Latina.

 De 1986 a 2011, mais de 60% de todos os assassinatos de sindicalistas no mundo tiveram lugar na Colômbia pelo conjunto de esquadrões da morte, militares, policiais e paramilitares, em grande medida às ordens de líderes corporativos estrangeiros e internos [7] . A “paz”, tão entusiasticamente louvada por Rathbone e seus colegas no Financial Times, chegou a um preço pesadíssimo. Verificaram-se mais de 12 mil prisões, ataques, assassinatos e desaparecimentos de sindicalistas entre 1 de Janeiro de 1986 e 1 de Outubro de 2010 [8] . Nesse espaço de tempo cerca de 3000 líderes sindicais e activistas foram assassinados, centenas mais desapareceram e são considerados mortos. O actual presidente colombiano, Santos, era o ministro da Defesa no governo anterior do presidente Alvaro Uribe (2002-2010). Naqueles anos, mais de 762 responsáveis sindicais e activistas foram assassinados pelo estado ou por forças paramilitares aliadas [9] .

Sob os governos dos presidentes Uribe e Santos (2002-2012), mais de 4 milhões de camponeses e moradores rurais foram forçados ao exílio interno e os seus lares e terras foram tomados pelos grandes latifundiários, especuladores e narco-traficantes [10] . A estratégia de contra-insurgência do governo colombiano serve uma função dupla de reprimir a dissenção e acumular riqueza para os seus apoiantes. Os jornalistas do Financial Times encobrem este aspecto do “crescimento ressurgente” da Colômbia pois aplaudem os resultados da “segurança” dos esquadrões da morte, incluindo os mais de US$6 mil milhões de investimento estrangeiro em grande escala que em 2012 entrou nas regiões de mineração e petróleo – em áreas “antigamente perturbadas pela agitação” [11] .

Alguns importantes barões da droga, ligados claramente ao regime Uribe-Santos, foram presos e extraditados para os EUA. Eles testemunharam como financiaram e elegeram um terço dos membros do Congresso filiados ao partido de Uribe-Santos – que o Financial Times descreve como a “mais antiga” democracia da América Latina. Salvatore Mancuso, ex-chefe de 30 mil membros da Auto Defesa Unida da Colômbia (AUC), descreveu como se encontrou com o então presidente Uribe em diferentes regiões do país a fim de lhe dar dinheiro e apoio logístico para a sua campanha de reeleição de 2006. Mancuso, que liderou o maior exército paramilitar de esquadrões da morte da Colômbia (agora fragmentado mais ainda activo), também afirmou que corporações nacionais e multinacionais financiaram o crescimento e expansão dos esquadrões da morte.

O que Rathbone e seus colegas jornalistas do FT celebram como a ascensão da Colômbia a paraíso do investidor [NR] é feito evidentemente com o sangue e a tortura de milhares de camponeses colombianos, sindicalistas e activistas de direitos humanos. A história brutal do reinado de terror Uribe/Santos foi completamente apagada do presente relato da “história de êxito” da Colômbia. Registos pormenorizados da brutalidade das matanças e torturas dos esquadrões da morte patrocinados por Uribe/Santos, que descrevem a utilização de moto-serras para mutilar camponeses suspeitos de simpatias de esquerda, estão disponíveis para qualquer jornalista que queira consultar as principais organizações de direitos humanos da Colômbia [12] .

Os esquadrões da morte e os militares actuam combinados. Os militares colombianos são treinados por mais de um milhar de conselheiros das Forças Especiais dos EUA. Eles travam guerra de estilo contra-insurgente na Colômbia rural, chegando a aldeias em ondas de helicópteros fornecidos pelos EUA, encerrando num anel de segurança áreas alvo das guerrilhas e enviando as AUC e outros esquadrões da morte para destruir as aldeias, torturar e assassinar camponeses, camponesas e crianças suspeitas de serem simpatizantes da guerrilha e cometendo violações generalizadas. Esta campanha de terror com o patrocínio do Estado expulsou milhões de camponeses das zonas rurais permitindo que generais e barões da droga se apossassem da sua terra.

Advogados de direitos humanos (ADH) são frequentemente alvejados pelos militares e esquadrões da morte. Os presidentes Uribe e Santos habitualmente acusam previamente os trabalhadores de direitos humanos de serem colaboradores activos das guerrilhas devido ao seu trabalho de revelarem os crimes do regime contra a humanidade. Uma vez etiquetado, os ADHs tornam-se “alvos legítimos” para esquadrões da morte e os militares que operam com impunidade total. De 2002 a 2011 houve 1470 ataques contra ADH, com um número recorde de 239 em 2011, incluindo 49 mortes sob o presidente Santos [13] . Mais da metade dos trabalhadores de direitos humanos são índios e afro-colombianos.

O terrorismo de estado era e continua a ser o principal instrumento de dominação sob os governos dos presidentes Uribe e Santos. Os “campos da morte” colombianos, segundo a Procuradoria Geral, incluem dezenas de milhares de homicídios, 1597 massacres e milhares de desaparecimentos forçados de 2005 a 2010 [14] .

Membros corajosos da imprensa colombiana revelaram uma prática, conhecida como “falsos positivos”, com numerosas ocorrências em que os militares sequestram secretamente camponeses jovens e rapazes urbanos forçando-os a vestirem-se como guerrilheiros, assassinando-os a sangue frio e a seguir exibindo os seus corpos à imprensa colombiana e internacional como “prova” do êxito do combate de Santos/Uribe contra as guerrilhas. Há 2472 casos documentados de assassínios de “falsos positivos” por militares [15] .

Honduras: o New York Times e o terrorismo de estado

O New York Times publicou um artigo sobre Honduras, onde enfatizava a “cooperação” do regime com a guerra estado-unidense às drogas [16] . O redactor do Times, Thom Shanker, descreve uma “parceria” baseada na expansão de três novas bases militares e no estacionamento de Forças Especiais dos EUA no país [17] .
Shanker informou acerca do êxito da operação das Forças de Operações Especiais de Honduras sob a direcção de treinados das US Special Forces. Na cobertura de Shanker, uma delegação do Congresso dos EUA louvava as Forças de Operações Especiais hondurenhas quanto ao “respeito pelos direitos humanos”, citando a descrição do embaixador dos EUA do regime de Honduras como “parceiros entusiastas e capazes neste esforço conjunto” [18] .

Há paralelos flagrantes entre a lavagem cerebral do NY Times do criminoso regime extremista em Honduras e a promoção bruta do Financial Times da democracia dos esquadrões da morte na Colômbia.
O actual regime extremista hondurenho, encabeçado pelo “presidente” Lobos, o qual convidou o Pentágono a expandir seu controle militar sobre enormes extensões do território do país, é um produto do golpe militar apoiado pelos EUA que derrubou um presidente liberal eleito democraticamente em 28 de Junho de 2009, um ponto histórico recente que Shanker evita na sua cobertura. Lobos, o presidente predador, mantém o controle através de matanças, prisões e torturas dos seus críticos, incluindo jornalistas, advogados de direitos humanos e juristas, bem como camponeses agora sem terra que exigem uma devolução das suas propriedades depois de terem sido tomadas violentamente por grandes latifundiários aliados de Lobos.

A seguir ao golpe militar, milhares de manifestantes hondurenhos em favor da democracia foram mortos, espancados e presos. Segundo estimativas conservadores do Observatório de Direitos Humanos, 20 dissidentes pró democracia foram assassinados abertamente pelos militares e a polícia [19] . De Janeiro de 2010 a Novembro de 2011 pelo menos 12 jornalistas, críticos do regime Lobos, foram assassinados.
Nas zonas rurais, onde o repórter Shanker do NY Times descreve um festival de amor entre as Forças Especiais dos EUA e os seus equivalentes hondurenhos, 30 trabalhadores agrícolas no vale de Bajo Aguan, no norte de Honduras, foram mortos por esquadrões da morte contratados por poderosos aliados de Lobos [20] . Nenhum militar, polícia ou esquadrão da morte assassino foi levado à justiça. O líder original do golpe, Roberto Micheletti e o seu sucessor, o presidente Lobos, atacaram reiteradamente manifestações a favor da democracia, particularmente aquelas lideradas por professores, estudantes e sindicalistas.

Centenas de dissidentes políticos presos foram torturados. Durante o período dos artigos mais eufóricos do NY Times sobre as confortáveis relações entre os EUA e Honduras, o número de mortes entre advogados democratas subiu precipitadamente. Oito jornalistas e comentadores de TV foram mortos durante os primeiro quatro meses de 2012 [21] . No fim de Março e princípio de Abril de 2012 nove trabalhadores agrícolas e empregados foram assassinados por latifundiários apoiantes de Lobos [22] . Com a impunidade reinante no território centro-americano de bases militares dos EUA, nenhum foi preso por estes assassinatos. A cobertura do NYTimes segue a regra da omertà adoptada pela Máfia – silêncio e cumplicidade.

Síria: Como o Financial Times absolve terroristas da Al Qaeda

Quando terroristas islâmicos apoiados pelo Ocidente vitimam o regime laico da Síria, a imprensa ocidental, especialmente o Financial Times, continua a absolver a utilização de enormes carros bombas por terroristas, os quais mataram e mutilaram centenas de cidadãos sírios. Com cinismo brutal, repórteres ocidentais encolhem os ombros e papagueiam as afirmações dos propagandistas anti-regime baseados em Londres, de que o regime Assad estava a destruir as suas próprias cidades e a matar os seus próprios cidadãos e forças de segurança [23] .

Conclusão
Quando o regime Obama e seus aliados europeus abraçaram publicamente o extremismo, incluindo o terrorismo de estado, assassinatos direccionados e os carros bomba em bairros urbanos cheios de gente, a imprensa respeitável aderiu. O extremismo assume muitas formas – da recusa a informar honestamente acerca da utilização de forças mercenárias e a violência para derrubar mais um regime anti-colonial até a expulsão de milhões de camponeses e agricultores.

As “classes educadas”, o respeitável público leitor rico estão a ser continuamente doutrinadas pelos respeitáveis media ocidentais para acreditarem que o sorridente e pragmático presidente Santos na Colômbia e o eleito presidente Lobos em Honduras têm êxito em estabelecer a paz, a prosperidade com base no mercado, acordos de livre comércio mutuamente benéficos e concessões de bases militares aos EUA – mesmo quando estes dois regime actualmente lideram o recorde mundial de assassinatos de sindicalistas e jornalistas.

Em 15 de Maio de 2012, a Comissão Hispânica do Congresso dos EUA concedeu a Lobos um prémio por liderança em democracia – no mesmo dia em que a imprensa hondurenha relatava o assassinato do director de noticiário da estação de rádio HMT, Alfredo Vilatoro, o 25º jornalista crítico morto entre 27 de Janeiro de 2010 e 15 de Maio de 2012 [24] .

A adopção do extremismo pela imprensa respeitável e a sua utilização de linguagem demonológica e vitriólica para descrever regimes opostos ao imperialismo vão a par da sua eufórica e efusiva louvação da brutalidade mercenária de estado e pró ocidental. O encobrimento sistemático de crimes pelo jornalismo extremista vai muito além dos casos da Colômbia e das Honduras. O repórter do Financial Times Michael Peel “cobriu” o assalto ao governo líbio de Kadafi sem mencionar a campanha de bombardeamento da OTAN que destruiu o mais avançado estado previdência da África. Peel apresentou o surgimento das gangs armadas de fanáticos tribais e terroristas islâmicos como uma vitória da democracia sobre uma “ditadura brutal” [25] . A desonestidade e hipocrisia de Peel é evidente nas suas afirmações ultrajantes de que a destruição da economia líbia, a tortura em massa e os assassinatos com motivações raciais, que se seguiram à guerra da OTAN, foram uma vitória para o povo líbio.

O viés totalitário da imprensa respeitável é uma consequência directa do seu servilismo duradouro a políticas extremistas seguidas pelos regimes ocidentais. Uma vez que medidas extremistas, como a utilização da força, violência, assassínio e tortura, tornaram-se rotina de presidentes e primeiros-ministros no exercício do cargo, os repórteres não têm opção senão fabricar mentiras para tornar “respeitáveis” tais crimes, cuspindo um fluxo constante de adjectivos altamente agressivos a fim de converter vítimas em carrascos e carrascos em vítimas.

O extremismo em defesa de regimes pró EUA levou aos mais grotesco relatos imagináveis: os presidentes da Colômbia e do México são os líderes das mais perfeitamente economias narcotizadas do hemisfério mas eles são louvados pela sua guerra às drogas, ao passo que a Venezuela, o mais marginal produtor de qualquer droga, é estigmatizado como um grande narco-pipeline [26] .

Artigos sem base factual, os quais são inúteis como fontes de informação objectiva, levam-nos a procurar uma lógica subjacente. A Colômbia assinou um acordo de livre comércio, o qual beneficiará exportações estado-unidenses para a Colômbia num rácio de dois para um [27] . A política do acordo de livre comércio do México beneficiou o agro-business estado-unidenses e retalhistas gigantes num rácio semelhante.

Todas as formas de extremismo permeiam os regimes ocidentais e encontram justificação e racionalização junto aos media respeitáveis cujo trabalho é doutrinal a sociedade civil e transformar cidadãos em cúmplices acríticos do extremismo. Ao infindavelmente anteceder “reportagens” sobre o presidente Putin da Rússia qualificando-o como tirano autoritário da era soviética, os media respeitáveis evitam qualquer discussão da melhoria do padrão de vida russo e do triunfo eleitoral com mais de 60%. Ao exagerar um passado autoritário do presidente líbio assassinado, as suas vastas obras públicas, programas de bem-estar social, de generosa imigração e de ajuda à África sub-saariana podem ser relegadas ao esquecimento. O louvor da imprensa respeitável aos esquadrões da morte dos presidentes Santos e Lobos faz parte de uma mudança sistemática em grande escala e duradoura da pretensão hipócrita de seguir as virtudes de uma república democrática para a adopção aberta de um império virulento e assassino. No novo código dos jornalistas, o extremismo em defesa do império já não é vício.
26/Maio/2012
Notas
[1] Há um consenso geral de que os media respeitáveis incluem The Financial Times, The New York Times, The Washington Post e The Wall Street Journal.
[2] Financial Times (FT) 5/8/12; Ver também FT (5/4/12) ” Colombia looks to consolidate gains in country of complexities”
[3] FT 5/8/12 (p. 1)
[4] FT ibid
[5] BBC News , May 5, 2012
[6] ibid
[7] Renan Vega Cantor Sindicalicidio! (Un cuento poco imaginativo) de Terrorismo Laboral Bogotá, Feb. 25, 2012.
[8] ibid.
[9] ibid.
[10] Inforrme CODHES Novembre 2010.
[11] FT 5/8/12 p. 4.
[12] Ver os Annual Reports of CODHES, Reiniciar and Human Rights Watch
[13] Claroscuro Informe Anual 2011; Programa Somos Defensores Bogota 2012; Corporacion Colectivo de Abogados. Jan. – March 2012.
[14] Fiscalia General. Informe 2012
[15] http://www.falsos.positivos.blogspot.com
[16] Thom Shanker “Lessons of Iraq Help US Fight a Drug War in Honduras” New York Times, May 6, 2012.6
[17] ibid
[18] ibid
[19] Human Rights Watch, World Report 2012
[20] Honduran Human Rights, May 12m, 2012.
[21] ibid
[22] ibid
[23] O infame encobrimento dos carros bomba é obra do jornalista-estrela do FT no Médio Oriente. Ver Michael Peel e Abigail Fielding-Smith “At Least 55 Die in two Damascus Explosions: Responsibility for Blasts Disputed”, FT 5/11/12.
[24] Honduras Human Rights, April 24, 2012.
[25] Michael Peel, “The Colonels Last Stand” FT 5/12 – 13/12
[26] Um dos mais infames narco-traficantes paramilitares da Colômbia descreveu os estreitos laços financeiros e políticos entre os terroristas das Autodefesas Unidas da Colômbia e o regime de Uribe-Santos. Ver La Jornada 5/12/12.
[27] BBC News, 5/15/12. Segundo a US International Trade Commission as estimativas do valor das exportações dos EUA para a Colômbia poderiam subir a US$1,1 mil milhões ao passo que o crescimento das exportações da Colômbia podia crescer US$487 milhões.
[NR] O Estado português também promove o investimento na Colômbia. Ver Missão empresarial à Colômbia, 28 de Maio a 1 de Junho de 2012 , iniciativa da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP)
O original encontra-se em http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=31056
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

"Israel promove a indústria da morte e da destruição"

O membro do Knesset, Mijail Ben Ari (do Partido da Unidade Nacional), instou o Governo israelita a por fim à indústria militar israelita, que está por trás do aumento de crimes e assassinatos em todo o mundo.


A economia israelita baseia-se principalmente na exportação e na venda de armas letais e experiência militar para vários ditadores africanos e em  zonas de conflito em todo o mundo.
O site do Diário de Israel Maariv qualificou de "surpreendente" a declaração de Ben Ari, um membro da extrema direita. Em um vídeo postado no Youtube, ele também disse: "o que mais  me dói  é que Israel tornou-se um exportador de armas". Se eu fosse o primeiro-ministro, teria proibido a exportação de armas, mesmo se fosse de uma  única bala. "Nos matamos as pessoas para satisfazer nossa ansia pelo dinheiro".

No mesmo vídeo, o membro do Knesset acusou os líderes de Israel de utilizar um duplo padrão. "Eles falam de paz e, no entanto, promovem o desenvolvimento das indústrias militares. As indústrias militares são as favoritas de Israel. Por óbvio, Israel não é o único neste campo. "A indústria de guerra e morte é de responsabilidade das grandes potências", disse ele.



E para concluir, acrescentou: "É inaceitável que o povo judeu exporte a indústria da morte, que aos regimes obscurantistas, em troca de benefícios econômicos".
Israel tem sido um dos principais fornecedores de armas para as ditaduras da África e América Latina por  várias décadas.

http://www1.almanar.com.lb/spanish/adetails.php?eid=16469&frid=23&cid=23&fromval=1&seccatid=30

Nova manobra militar de Israel está centrada no Líbano



A Brigada israelense "Givati" está  realizando manobras que simularm uma guerra contra o Líbano. Isto foi revelado pelo diário israelense Haaretz. Formada em 1983, um ano após a invasão de Israel ao Líbano, esta Brigada tem sido treinada para entrar no território libanês e  preparar-se para uma próxima guerra, especialmente porque a maioria de seus soldados não tem conhecimento real do território do Líbano.

"O acampamento militar de Kiyam, no centro de Israel, foi equipado de acordo com a percepção que o exército sionista  tem sobre a distribuição das posições do Hezbollah  nas cidades do Sul do Líbano",segundo o Haaretz.


Os treinamento se centraram, entre outros aspectos, na entrada de um território semelhante ao libanês, incluindo bunkeres e refúgios subterrâneos que  esperam  semelhantes aos estabelecidos pelo Hezbollah. Por outro lado, unidades de franco-atiradores e de  mísseis anti-tanque foram implantadas alí para simular as armas de Hezbollah, dirigidas aos territórios ocupados.

 O jornal observou que os soldados começaram a simulação de batalhas por conta da decisão adotada pelas autoridades militares do exército de entrar em território libanês e ir além da fronteira no próximo conflito, salientando que o objetivo principal deste treinamento era eliminar os locais de lançamento de foguetes.

De acordo com o Jornal israelense, "se o exército começa uma nova guerra com o Líbano, vai enfrentar 60.000 foguetes e milhares deles ameaçarão a região de Tel Aviv." "Por esta razão, a missão desta unidade, Givati,  é a de  controle das regiões que albergam estes  mísseis."

Citando fontes da unidade "Givat", Haaretz informou  que a "calma na fronteira com o Líbano não deve ser mal interpretada" e acrescentou que qualquer nova guerra contra o Líbano será breve, mas incluirá maior movimentação das tropas sobre o terreno. O comandante da região do Norte, Yair Golan, confirmou  essa hipótese, afirmando que não seria realista  contar exclusivamente com a força aérea em qualquer novo conflito com o Líbano.


http://www1.almanar.com.lb/spanish/adetails.php?fromval=1&cid=23&frid=23&eid=16539

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O massacre Houla: Terroristas da oposição mataram famílias leais ao governo – Investigação pormenorizada


por Marat Musin
Nota do Editor do Global Research
Esta notícia incisiva do jornalista russo independente Marat Musin desmonta as mentiras e falsidades dos meios de comunicação ocidentais.

A notícia baseia-se numa cronologia de acontecimentos e em relatos oculares. Foram massacradas em Houla famílias inteiras leais ao governo. Os terroristas não foram milícias shabbiha pró-governamentais conforme veiculado em coro pelos principais meios de comunicação, foram sobretudo mercenários e assassinos profissionais que agiram sob os auspícios do auto-proclamado Exército de Libertação Sírio:

"Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças.

Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa.

Depois os cadáveres foram apresentados às NU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos".

Pedimos aos nossos leitores que divulguem esta notícia o mais que puderem, que a publiquem no Facebook.

O massacre em Houla está a ser atribuído ao governo sírio sem ponta de justificação. O objectivo é não só isolar politica e economicamente a Síria como arranjar um pretexto e uma justificação para desencadear uma guerra humanitária R2P (responsabilidade pela protecção) na Síria.

Susan Rice, embaixadora americana nas Nações Unidas, deu a entender que, se o Conselho de Segurança não actuar, os EU e os seus aliados podem considerar "tomar medidas fora do plano Annan e da autoridade do Conselho de Segurança da ONU".

Esta notícia de Marat Musin confirma que os crimes contra a humanidade estão a ser praticados por milícias terroristas.

É essencial inverter a maré da propaganda de guerra que se serve das mortes de civis como pretexto para travar uma guerra, quando essas mortes de civis foram executadas não pelas forças governamentais mas por terroristas profissionais que actuam ao abrigo do Exército de Libertação Sírio, patrocinado pelos EUA-NATO.

Michel Chossudovsky, Global Research, Montreal, 01/Junho/2012
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O massacre Houla


Manifestação de apoio ao governo em Damasco

No fim-de-semana de 25 de Maio de 2012, por volta das 2 horas da tarde, grandes grupos de combatentes atacaram e capturaram a cidade de Al-Hula da província Homs. Al-Houla é formada por três regiões: as cidades de Taldou, Kafr Laha e Taldahab, cada uma das quais já albergou 25 a 30 mil pessoas.

A cidade foi atacada a nordeste por grupos de bandidos e de mercenários, em número de mais de 700 pessoas. Os militantes vieram de Ar-Rastan (a Brigada de al-Farouk do Exército de Libertação Sírio, chefiada pelo terrorista Abdul Razak Tlass, em número de 250), da cidade de Akraba (chefiada pelo terrorista Yahya Al-Yousef), da cidade Farlaha, a que se juntaram gangsters locais e de Al Houla.

Há muito que a cidade de Ar-Rastan foi abandonada pela maior parte dos civis. Neste momento dominam o local wahhabis e libaneses, alimentados com dinheiro e armas por um dos maiores orquestradores do terrorismo internacional, Saad Hariri, que lidera o movimento político anti-sírio "Tayyar Al-Mustaqbal" (Movimento do Futuro"). A estrada de Ar-Rastan para Al-Houla atravessa áreas beduínas que se mantêm quase todas fora do controlo das tropas governamentais, o que fez com que os ataques militantes a Al Hula fossem uma total surpresa para as autoridades sírias.

Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças. Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. Muitos dos que foram mortos eram 'culpados' de terem ousado mudar de sunitas para xiitas. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa. Depois os cadáveres foram apresentados às ONU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos".

A ideia de que observadores das NU tinham ouvido fogo de artilharia contra Al-Houla no Hotel Safir em Homs durante a noite… como piada não está nada mal. São 50 km de distância entre Homs e Al-Houla. Que tipo de tanques ou de metralhadoras tem esse alcance? Sim, houve intenso tiroteio em Homs até às 3 da manhã, incluindo de armas pesadas. Mas, para dar um exemplo, na noite de segunda para terça-feira, o tiroteio deveu-se a uma tentativa de aplicação da lei para reconquistar o controlo sobre um corredor de segurança ao longo da estrada para Damasco, Tarik Al-Sham.

Numa inspecção visual a Al Hula é impossível encontrar vestígios de qualquer destruição recente por bombardeamentos. Durante o dia, foram feitos vários ataques por atiradores sobre os últimos soldados restantes no posto de controlo Taldou. Os militantes usaram armas pesadas e houve franco-atiradores mercenários profissionais em actividade.

De notar que já anteriormente falhara uma mesma provocação em Shumar (Homs) onde foram mortos 49 militantes e mulheres e crianças, organizada pouco antes de uma visita de Kofi Annan. Essa provocação foi imediatamente desmascarada logo que se tornou conhecido que os corpos dos previamente raptados pertenciam aos alawitas. Essa provocação também continha várias incongruências – os nomes dos que foram mortos eram de pessoas leais às autoridades, não havia vestígios de bombardeamentos, etc.

Mas a máquina da provocação continuou a funcionar na mesma. Hoje, os países da NATO ameaçam bombardear directamente a Síria e em simultâneo começou a expulsão de diplomatas sírios… Actualmente não há tropas dentro da cidade de Al Hula, mas apesar disso ouvem-se regularmente explosões de armas automáticas. Além disso, não se percebe se os militantes andam a lutar uns contra os outros ou se os apoiantes de Bashar al-Assad estão a ser eliminados.

Os militantes abrem fogo sobre praticamente todos aqueles que tentam aproximar-se da cidade fronteiriça. Antes de nós foi alvejado um comboio das NU tendo ficado danificados dois jipes blindados de observadores das NU, quando tentavam chegar a um posto de controlo do exército em Tal Dow.

No ataque ao comboio foi detectado um terrorista de vinte anos de idade. O fogo foi dirigido contra os slopes do primeiro jipe e a porta traseira do segundo carro blindado foi atingido por um fragmento. Há feridos entre os acompanhantes.

Segundo um soldado ferido:

"No dia seguinte, vieram observadores das NU ter connosco ao posto de controlo e, mal chegaram, atiradores abriram fogo contra eles. E três de nós foram feridos. Um ficou ferido na perna, o segundo nas costas e eu fui atingido na anca.

Quando os observadores chegaram, ouviram uma mulher ali ao pé deles a gritar, a mulher levantou-se e suplicou aos observadores que a ajudassem – que a protegessem dos bandidos. Quando eu fui ferido, os observadores perguntaram como é que eu me sentia, mas nenhum deles tentou ajudar. O nosso posto de controlo já não existe. Já não há civis em Taldou, só restam os militantes. A nossa relação com os locais era excelente. São muito bons para nós: pediram ao exército para entrar em Taldou. Fomos atacados por franco-atiradores".

Infelizmente, muitos dos militantes são franco-atiradores profissionais. A uns 100 a 200 metros da nossa equipa da TV, militantes atacaram um BMP que ia fazer substituição de soldados no posto de controlo. Nessa ocasião, um soldado recruta sofreu uma concussão e um leve ferimento de raspão na cabeça por uma bala de um franco-atirador. Olhando para o capacete Kevlar, parece que ele nem se apercebeu que tinha sobrevivido por milagre.

Os franco-atiradores matam diariamente cerca de 10 soldados e polícias nos postos de controlo. É verdade, as baixas diárias nas organizações de imposição da lei em Homs são de dezenas de vítimas. Mas, infelizmente, às 10 da manhã, foram levados para a morgue seis soldados mortos. A maior parte deles tinha sido morto com uma bala na cabeça. E o dia mal tinha começado…

São estes os nomes dos que foram mortos pelos franco-atiradores nas primeiras horas da manhã de 29 de Maio:

1. Sargento Ibrahim Halyuf
2. Sargento Salman Ibrahim
3. Polícia Mahmoud Danaver
4. Soldado Ali Daher
5. Sargento Wisam Haidar
6. não se conseguiu apurar o nome de família do soldado morto

Os bandidos até dispararam uma descarga automática sobre o nosso grupo de jornalistas, embora fosse óbvio que era um grupo de filmagem normal, formado por civis desarmados.
COMO COMEÇOU O ATAQUE

Depois das orações de sexta-feira, pelas 2 horas da tarde a 25 de Maio, um grupo do clã Al Aksh começou a disparar sobre um posto de controlo de forças da ordem com morteiros e lança-granadas. O fogo de resposta de um BRDM atingiu a mesquita, e foi quanto bastou para desencadear uma provocação maior.

Depois, dois grupos de militantes chefiados pelo terrorista Nidal Bakkour e Al-Hassan do clã Al Hallak, apoiados por uma unidade de mercenários, atacaram o posto de controlo na zona oriental da cidade. Às 15:30 foi tomado esse posto de controlo e todos os prisioneiros foram executados: um soldado sunita ficou com a garganta cortada, enquanto que Abdullah Shaui (Bedouin) of Deir-Zor foi queimado vivo.

Durante o ataque ao posto de controlo oriental, os homens armados perderam 25 pessoas que depois foram apresentadas aos observadores da ONU, juntamente com os 108 civis mortos – 'vítimas do regime', alegadamente mortos por bombardeamentos do exército sírio. Quanto aos restantes 83 corpos, incluindo os de 38 crianças, eram das famílias que foram executadas pelos militantes. Essas famílias eram todas leais ao governo da Síria.

Entrevista com um funcionário das forças da ordem:

"Chamo-me Al Khosam, sou um agente das forças da ordem. Prestava serviço na cidade de Taldou, distrito de Al-Houla, uma província de Homs. Na sexta-feira, o nosso posto de controlo foi atacado por um grande grupo de militantes. Eram milhares.

P: Como é que se defendeu?

R: Com uma simples arma. Tínhamos 20 pessoas, pedimos reforços e quando vinham a caminho, fui ferido e só retomei consciência no hospital. Os atacantes eram de Ar-Rastan e Al-Hula. Os rebeldes controlam Taldou. Queimaram casas e mataram pessoas e famílias, porque eram leais ao governo. Violaram mulheres e mataram as crianças".

Entrevista com um soldado ferido:

"Chamo-me Ahmed Mahmoud al Khali. Sou da cidade Manbej. Fui ferido em Taldou. Pertenço a um grupo de apoio que foi em ajuda dos nossos camaradas que estavam de serviço no posto de controlo.

Os militantes destruíram dois veículos de combate de infantaria e um BRDM que estava no nosso posto de controlo. Fomos para Taldou num BMP, buscar os nossos camaradas feridos no posto de controlo do centro da cidade. Trouxemo-los no BMP, e eu ocupei o lugar deles.

Pouco depois chegaram os observadores da ONU. Vieram ter connosco, nós levámo-los a casa das famílias que foram mortas pelos bandidos.

Vi uma família de três irmãos e o pai no mesmo quarto. Noutro quarto encontrámos crianças mortas e a mãe delas. E noutro ainda – um velho, morto na mesma casa. Ao todo, cinco homens, mulheres e crianças. A mulher violada e com um tiro na cabeça, tapei-a com um cobertor. E a comissão viu-os a todos. Puseram-nos no carro e foram-se embora. Não sei para onde os levaram, provavelmente para serem sepultados".

Um residente de Taldou no telhado da delegacia da polícia.

"Na sexta-feira à tarde eu estava em casa. Ao ouvir os tiros, saí para ver o que é que estava a acontecer e vi que o fogo vinha do lado norte, na direcção do posto de controlo do exército. Como o exército não ripostou, eles começaram a aproximar-se da casa onde depois a família foi morta. Quando o exército começou a ripostar, eles usaram as mulheres e as crianças como escudos humanos e continuaram a disparar sobre o posto de controlo. Quando o exército começou a responder, fugiram. Depois disso, o exército agarrou nas mulheres e crianças sobreviventes e puseram-nas em segurança. Nessa altura, a Al Jazeera pôs imagens no ar e disse que fora o exército que fizera o massacre em Al Hula.

A verdade é que eles mataram os civis e crianças em Al-Hula. Os bandidos não permitiram que ninguém fizesse o trabalho deles. Roubaram tudo aquilo a que puderam deitar a mão: trigo, farinha, petróleo e gasolina. A maior parte dos combatentes era da cidade de Ar Rastan".

Depois de conquistarem a cidade, levaram os corpos dos seus camaradas mortos, assim como os corpos das pessoas e das crianças que mataram na mesquita. Transportaram os corpos em carrinhas KIA. A 25 de Maio, por volta das 8 da noite, os cadáveres já estavam na mesquita. No dia seguinte às 11 da manhã chegaram os observadores da ONU à mesquita.

Desinformação dos meios de comunicação

Para exercer pressão sobre a opinião pública e alterar as posições da Rússia e da China, foram preparados com antecedência textos e subtítulos em russo e em chinês, a dizer: "Síria – Homs – a cidade de Hula. Um terrível massacre perpetrado pelas forças armadas do regime sírio contra civis na cidade de Houla. Dezenas de vítimas - e o seu número aumenta - principalmente mulheres e crianças, brutalmente mortas por bombardeamento indiscriminado da cidade".

Dois dias depois, a 27 de Maio, depois de os relatos dos moradores e dos registos de vídeo mostrarem que os factos não corroboravam a acusação de bombas, os vídeos dos bandidos sofreram alterações significativas. No final do texto aparecia este pós-escrito: "E alguns foram mortos com facas".

Marat Musin, Olga Kulygina, Al-Houla, Syria

Ver também:
  • http://www.infosyrie.fr/

    O original (em russo) encontra-se em http://maramus.livejournal.com/86539.html , a versão em inglês em
    http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=31184 e em
    http://www.syrianews.cc/syria-journalist-houla-massacre-703.html . Tradução de Margarida Ferreira.


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/


  • terça-feira, 5 de junho de 2012

    Assad : Síria sairá desta crise graças a fortaleça de seu povo.




    O Presidente sírio, Bashar al Assad, afirmou que seu governo conseguiu superar a crise política e a pior onda de violência mortal no país.
    "Síria tem sido capaz de superar as pressões e ameaças às quais se enfrenta há anos e é capaz de sair da presente crise graças à força do seu povo e seu compromisso com a unidade e a independência," disse Assad em uma declaração obtida por SANA , na quinta-feira.

    Síria tem sido palco de confrontos mortais desde meados de março de 2011 e muitas pessoas, incluindo as forças de segurança, foram mortas nesta violência.

    O ocidente e a oposição Síria acusaram o governo de matar manifestantes, mas Damasco responsabiliza e acusa os grupos terroristas armados, afirmando que eles estão sendo orquestrados do exterior.

    Assad fez esses comentários na quinta-feira durante uma reunião com o enviado especial do Presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad e Ministro das Comunicações e Tecnologia da informação do Irã, Reza Taqipour.

    Taqipour descreveu a crise na Síria como parte de um plano mais vasto contra toda a região do Oriente e reiterou o apoio do Irã a nação Síria frente as circunstâncias que se enfrenta.

    Quinta-feira, o recém-eleito Parlamento Sírio começou a trabalhar no âmbito de uma nova Constituição, aprovada por uma maioria do povo no referendo em fevereiro. Três membros da Suprema Corte de Justiça constitucional, um novo órgão independente, também juraram seus encargos ao Presidente

    Em 7 de Maio, Síria realizou as primeiras eleições parlamentares sob a nova Constituição, que abriu o caminho para um sistema político multipartidário no país.

    Em torno de 7.195 candidatos, incluindo pessoas da oposição e independentes,  competiram por 250 assentos parlamentares.

    As eleições gerais, em que mais de metade dos eleitores elegíveis participaram , foram parte das reformas prometidas pelo Presidente Assad.
    http://www1.almanar.com.lb/spanish/catpage.php?frid=23

    A Alemanha reforça a capacidade Nuclear Militar de israel




    A Alemanha continua vendendo submarinos nucleares à Israel, apesar de saber, há décadas,  que Tel Aviv mantém um ativo programa nuclear militar, assinalou uma reportagem publicada pela revista semanal alemã Der Spiegel, no domingo.


    O país já construiu e entregou três submarinos deste tipo para Israel e mais três serão entregues a partir de 2017. Tel Aviv está pensando em adquirir mais desses navios.


    O regime israelense dota estes submarinos de mísseis cruzeiro com ogivas nucleares, de acordo com o relatório.

    Israel é amplamente conhecido por ser o único possuidor de armas nucleares no Oriente Médio. O estado sionista possui um arsenal entre  200 a 300 ogivas nucleares.

    A Alemanha continua fornecendo a Israel estes submarinos, apesar do conhecimento das actividades nucleares militares de Tel Aviv , "por décadas", observa o relatório.

    O artigo também revela que a Chanceler alemã, Angela Merkel, fez enormes concessões para Israel, e que a ajuda militar de Berlim para Tel Aviv é em grande parte financiada pelo dinheiro do contribuinte alemão.

    Em uma pesquisa feita pelo Instituto Infratest Dimap, sediada em Berlim, em 17 e 18 de Abril, quase 48 por cento dos 1.000 entrevistados afirmou que considera Israel uma séria ameaça à paz e à segurança mundial.

    http://www1.almanar.com.lb/spanish/adetails.php?eid=16239&cid=25&fromval=1&frid=25&seccatid=116&s1=1

    Negros violentamente atacados em Israel

    Noite dos Vidros Quebrados:

    Africanos violentamente atacados em Tel Aviv - Notícia publicada com atraso!




    Violação dos Direitos Humanos e Fascismo: Os judeus de Israel imitam Hitler manifestando-se contra imigrantes humildes. – Milhares de israelenses, entre eles políticos de alto nível, assistiram a uma manifestação contra os africanos indigentes em Tel Aviv. A proposta tornou-se violenta, incluindo golpes brutais aos africanos pobres e quebra de janelas de lojas de alimentos africanas. A cruel manifestação, que aconteceu em Hatikva, bairro norte de Tel Aviv, desprezou os direitos humanos dos africanos que solicitam asilo, e foi organizada por Michael Ben Ari, um membro do Knesset (parlamento de Israel), e do partido União Nacional, que se uniu aos ativistas repressores de extrema direita Itamar Ben-Guir e Baruch Marzel.
    Sem nenhum tipo de escrúpulos, políticos do partido governante e membros do Knesset – Regev, Miri e Danny Danon - participaram da violenta manifestação. Regev, inclusive, chamou os indigentes africanos de “câncer de nosso corpo”, e disse que os “infiltrados” deveriam ser imediatamente expulsos de Israel.

    “Agora não é hora de temer a utilização das palavras ‘expulsão já’”, sentenciou Danon, enquanto os africanos eram golpeados com chutes, no chão.

    A multidão levou cartazes dizendo: “Aqui não é a África” e “Deixem de falar, comecem a expulsar”.

    Comportando-se da mesma maneira que Benito Mussolini, Adolf Hitler e Ku Klux Klan, os judeus cegaram-se de ódio ao anoitecer e atacaram violentamente, com paus e armas, mais de 12 homens e mulheres africanos, que desgraçadamente estavam perto do local. Os israelenses também destruíram as janelas das lojas de alimentos onde trabalham os imigrantes e, posteriormente, as saquearam.

    Como se fosse pouco, quebraram a janela de um taxi conduzido por um suposto trabalhador imigrante africano e fizeram uma fogueira no meio da rua.

    O ódio dos judeus que participaram da manifestação reflete um aumento dramático na impunidade com que Israel é tratado pelo mundo. A injustificada intolerância contra os trabalhadores humildes africanos, que tão somente pedem asilo, foi incentivada por funcionários públicos que ocupam os mais altos escalões do poder e que participaram da violência.


    Durante o domingo, o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu disse a seus subordinados que o fenômeno de “infiltrados ilegais trabalhando” é “muito grave” e que “ameaça o tecido da sociedade”, “a segurança nacional de Israel e a identidade nacional”. Também advertiu que, se não tomarem medidas, os “sujos” imigrantes poderiam “inundar” o país e “anular a imagem do Estado judeu democrático”. Estas palavras foram efusivamente apoiadas pelo ministro do Interior, Eli Yishai, que pediu a deportação dos solicitantes de asilo.

    Camila Daitch (judia anti-sionista)
    BWN Argentina

    tradicional por Libia a causa de la "guerra civil" generada por los "rebeldes" de la CIA (Rothschild) e Israel.

    Camila Daitch (Judía Anti sionista)

    BWN Argentina

    Relacionada: Nos vimos en Berlin: http://www.bolsonweb.com/diariobolson/detalle.php?id_noticia=20722


    VEJAM NOTÍCIAS SOBRE O FATO, INCLUSIVE NA MÍDIA CONVENCIONAL:

    BBC:
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/celular/ultimas_noticias/2012/05/120524_telavivimigrantes_gf.shtml

    Folha de SP:
    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1095016-em-israel-manifestantes-pedem-expulsao-de-africanos.shtml

    Correio do Brasil:
    http://correiodobrasil.com.br/imigrantes-africanos-sao-perseguidos-e-agredidos-apos-comicio-em-israel/458041/

    A Semana (Cabo Verde):
    http://asemana.sapo.cv/spip.php?article76546&ak=1

    sexta-feira, 1 de junho de 2012

    A OTAN e a UE preparam um banho de sangue




    por KKE - Partido Comunista Grego

    O Gabinete de Imprensa do CC do KKE enfatizou o que se segue no seu comunicado a respeito das declarações de F. Hollande quanto à Síria.

    "As declarações do recém-eleito presidente da França, François Holland, as quais agora estão abertamente orientadas para a possibilidade de intervenção militar na Síria, são muito reveladoras quanto ao novo massacre de povos que está a ser preparado pela UE e pela NATO na nossa região.

    As suas referências ao Direito Internacional e à ONU estão a ser utilizadas como "cobertura" para impor "a lei do mais forte" na "selva" de contradições entre as potências imperialistas e os grupos monopolistas sobre o controle dos recursos energéticos, suas rotas de transporte e suas fatias de mercado.

    Todos aqueles, incluindo o SYRIZA – os quais disseram que com a eleição de Hollande novos ventos percorriam a UE e semearam ilusões de que a UE tornar-se-ia "pró povo" – foram desmascarados e devem responder por isto perante o povo. A própria vida tem demonstrado que as organizações imperialistas, como a NATO e a UE, não podem ser "humanizadas". Elas foram, são e serão enquanto existirem, instrumentos para a exploração dos povos, tal como o capitalismo elas têm a guerra no seu DNA.

    O KKE denuncia os novos planos imperialistas contra o povo da Síria e sublinha que só povo sírio tem o direito de determinar o futuro do seu país sem recomendações e intervenções estrangeiras.

    Exigimos que toda cooperação militar com Israel deveria agora ter fim. Que a base estado-unidense de Suda deveria ser encerrada e mais geralmente que nada do território, portos e espaço aéreo da Grécia deveria ser disponibilizado para uma intervenção imperialista contra a Síria e o Irão, a qual levará o povo da Grécia e os outros povos da região para caminhos perigosos.

    31/Maio/2012
    O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-06-01-syria/
    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
    01/Jun/12