Comitê de solidariedade a luta do povo palestino - RJ, Comitê catarinense de solidariedade ao povo palestino
quarta-feira, 28 de março de 2012
Niños palestinos, as maiores vítimas da entidade fascista - Israel
segunda-feira, 26 de março de 2012
MILHARES DE MANIFESTANTES DESAFIAM A REPRESÃO DO BAHRAIN
A equipe de Web site do Al Manar
Nesta sexta-feira se produziram confrontos entre manifestantes e as forças de segurança de Bahrain na periferia de Manama, durante o funeral de uma mulher ,Abdas Abdel Hussein de 59 anos, que morreu após inalar gás lacrimogêneo.
A polícia interveio com canhões de água contra milhares de manifestantes que se dirigiam a Praça da Pérola, símbolo da revolta popular reprimida pelas forças sauditas e bahreines.
Centenas de policiais, que chegaram como reforços, dispersaram a multidão com cassetetes e gás lacrimogêneo.
Uma segunda vítima
Uma outra pessoa morreu no hospital de Sulaimaniyah Manama após o lançamento do gás tóxico pelas forças da ordem em bairros residenciais. O funeral da vítima, Ahmad Abdel Nabi, de 31 anos foi realizado neste sábado em sua cidade natal, Shahrakan.
De acordo com a oposição e várias organizações de direitos humanos, centenas de pessoas foram mortas ou ficaram feridas desde Junho pelas forças do Bahrein e da Arábia Saudita.
Dez locais
Milhares de cidadãos do Bahrain tomaram as ruas sexta-feira em dez locais ao redor da capital Manama para exigir reformas, entre elas o fim da dinastia governante.
Os manifestantes, incluindo dignitários, mulheres e idosos, responderam aos apelos da oposição e exigiam reformas no Reino. A manifestação superou as espectativas dos organizadores e foi além exigindo e gritando palavras de ordens como "a queda do regime", "abaixo Hamad," referindo-se ao rei do Bahrein, Hamad bin Isa Al - Khalifa e a demissão do primeiro ministro Khalifa bin Salman Al - Khalifa, tio do rei, que está nesta função há 40 anos.
Em um comunicado, a oposição, incluindo a principal força da oposição, o partido Al - Wefaq, disse que o protesto continuará até que o regime "opressor" seja substituído por "um estado civil e democrático," com bases na justiça, na liberdade, na democracia e na justiça social.
A oposição exige a libertação de presos políticos e a implementação das recomendações elaboradas por uma Comissão independente de investigação sobre a repressão contra as mobilizações populares no ano passado
Fonte: Diverso
quinta-feira, 15 de março de 2012
O TERRORISTA ESTADO DE ISRAEL DISPARA MISSEIS CONTRA O POVO PALESTINO !
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse no domingo que vai continuar os ataques aéreos contra Gaza, "enquanto for necessário." Mais de 1.400 palestinos foram mortos durante a guerra israelense em Gaza de dezembro 2008 a janeiro de 2009. Os moradores de Gaza continuam a viver no que é conhecido como a maior prisão a céu aberto do mundo, pois Israel mantem o controle total do espaço aéreo, as águas territoriais e fronteiras do território palestino. HSN / HGH
Fonte: http://www.presstv.ir/detail/231114.html
Fonte: http://www.presstv.ir/detail/231114.html

Parentes
do estudante palestino Ayoub Asalya, 12 anos de idade, choram durante
seu funeral no campo de refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de
Gaza, 11 de março de 2012, depois que ele foi morto em um ataque aéreo
israelense .
Três palestinos, incluindo Asalya, morreram, elevando o número de mortos em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza a 18 em menos de 48 horas, disseram os médicos. AFP PHOTO / MAHMUD HAMS
Três palestinos, incluindo Asalya, morreram, elevando o número de mortos em ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza a 18 em menos de 48 horas, disseram os médicos. AFP PHOTO / MAHMUD HAMS
Síria: Manifestações de apoio ao regime no primeiro aniversário da contestação | euronews, mundo
segunda-feira, 12 de março de 2012
A sangrenta estrada para Damasco: A guerra da tripla aliança contra um Estado soberano
Há uma clara e esmagadora evidência de que o levantamento para o derrube do presidente Assad, da Síria, é uma violenta tomada de poder conduzida por combatentes apoiados no estrangeiro que mataram e feriram milhares de soldados, polícias e civis partidários do governo sírio, bem como a sua oposição pacífica.
A indignação expressa por políticos no Ocidente, em estados do golfo e nos mass media acerca da "matança de pacíficos cidadãos sírios a protestarem contra a injustiça" é cinicamente concebida para encobrir informações documentadas da tomada violenta de bairros, aldeias e cidades por bandos armados, brandindo metralhadoras e colocando bombas nas estradas.
O assalto à Síria é apoiado por fundos, armas e treino estrangeiro. Devido à falta de apoio interno, contudo, para ter êxito, será necessária intervenção militar directa estrangeira. Por esta razão foi montada uma enorme campanha de propaganda e diplomática para demonizar o legítimo governo sírio. O objectivo é impor um regime fantoche e fortalecer o controle imperial do Ocidente no Médio Oriente. No curto prazo, isto destina-se a isolar o Irão como preparativo para um ataque militar de Israel e dos EUA e, no longo prazo, eliminar outro regime laico independente amigo da China e da Rússia.
A fim de mobilizar apoio mundial a esta tomada de poder financiada pelo Ocidente, Israel e Estados do Golfo, vários truques de propaganda tem sido utilizados para justificar mais uma flagrante violação da soberania de um país após a destruição com êxito dos governos laicos do Iraque e da Líbia.
O contexto mais amplo: Agressão em série
A actual campanha ocidental contra o regime independente de Assad na Síria faz parte de uma série de ataques contra movimentos pró democracia e regimes independentes que vão desde a África do Norte até o Golfo Pérsico. A resposta imperial-militarista ao movimento egípcio para a democracia que derrubou a ditadura Mubarak foi apoiar a tomada de poder da junta militar e a campanha assassina para prender, torturas e assassinar mais de 10 mil manifestantes pró democracia.
Confrontado com movimentos democráticos de massa semelhantes no mundo árabe, ditadores autocrático do Golfo apoiados pelo Ocidente esmagaram seus respectivos levantamentos no Bahrain, Yemen e Arábia Saudita. Os assaltos estenderam-se ao governo laico da Líbia onde potências da NATO lançaram um bombardeamento maciço por ar e mar a fim de apoiar bandos armados de mercenários, destruindo assim a economia e a sociedade civil da Líbia. O desencadeamento de gangster-mercenários armados levou à devastação da vida urbana na Líbia, assim como das regiões rurais. As potências da NATO eliminaram o regime laico do coronel Kadafi, que foi assassinado e mutilado pelos seus mercenários. A NATO superintendeu a mutilação, aprisionamento, tortura e eliminação de dezenas de milhares de apoiantes civis de Kadafi, assim como funcionários do governo. A NATO apoiou o regime fantoche quando ele iniciou um massacre sangrento de cidadãos líbios descendentes de africanos sub-saharianos bem como imigrantes africanos sub-saharianos – grupos que beneficiaram de generosos programas sociais de Kadafi. A política imperial de arruinar e dominar na Líbia serve como "modelo" para a Síria: Criar as condições para um levantamento em massa conduzido por fundamentalistas muçulmanos, financiados e treinados por mercenários ocidentais e de estados do golfo.
A estrada sangrenta de Damasco para Teerão
Segundo o Departamento de Estado, "A estrada para Teerão passa através de Damasco": O objectivo estratégico da NATO é destruir o principal aliado do Irão no Médio Oriente; para as monarquias absolutistas do Golfo o objectivo é substituir uma republica laica por uma ditadura vassalo teocrática; para o governo turco o objectivo é promover um regime cordato aos ditames da versão de Ancara do capitalismo islâmico; para a Al Qaeda e os seus aliados fundamentalistas Salafi e Wahabi, um regime teocrático sunita, limpo de sírios laicos, alevis e cristãos servirá como trampolim para projectar poder no mundo islâmico; e para Israel uma Síria divida ensopada em sangue assegurará a sua hegemonia regional. Não foi sem uma antevisão profética que o senador estado-unidense Joseph Lieberman, um uber-sionista, dias após o ataque da "Al Qaeda" de 11 de Setembro de 2001, pediu: "Primeiro devemos atacar o Irão, Iraque e Síria" antes mesmo de considerar os autores reais do feito.
As forças anti-sírias armadas reflectem uma variedade de perspectivas políticas conflitantes unidas apenas pelo seu ódio comum ao regime nacionalista independente e leito que tem governado a complexa e multi-étnica sociedade síria desde há décadas. A guerra contra a Síria é a plataforma de lançamento de uma nova ressurgência do militarismo ocidental a estender-se desde a África do Norte até o Golfo Pérsico, sustentado por uma campanha de propaganda sistemática que proclama a missão democrática, humanitária e "civilizadora" da NATO em prol do povo sírio.
A estrada para Damasco está pavimentada com mentiras
Uma análise objectiva da composição política e social dos combatentes armados na Síria refuta qualquer afirmação de que o levantamento é feito em busca da democracia para o povo daquele país. Combatentes fundamentalistas autoritários formam a espinha dorsal do levantamento. Os Estados do Golfo que financiam estes bandidos brutais são eles próprios monarquias absolutistas. O Ocidente, depois de ter impingido um brutal regime gangster sobre o povo da Líbia, não pode apregoar "intervenção humanitária".
Os grupos armados infiltram cidades e utilizam centros populosos como escudos a partir dos quis lançam seus ataques à forças do governo. No processo eles expulsam milhares de cidadãos dos seus lares, lojas e escritórios os quais utilizam como postos avançados. A destruição do bairro de Baba Amr em Homs é um caso clássico de gangs armadas a utilizarem civis como escudos e como matéria de propaganda na demonização do governo.
Estes mercenários armados não têm credibilidade nacional junto à massa do povo sírio. Uma das suas principais centrais de propaganda está localizada no coração de Londres, o chamado "Syrian Human Rights Observatory" onde, em coordenação estreita com a inteligência britânica, despejam chocantes estórias de atrocidades para estimular sentimentos a favor de uma intervenção da NATO. Os reis e emires dos Estados do Golfo financiam estes combatentes. A Turquia proporciona bases militares e controla o fluxo transfronteiriço de armas e os movimentos dos líderes do chamado "Free Syrian Army". Os EUA, França e Inglaterra proporcionam as armas , o treino e a cobertura diplomática, jihadistas-fundamentalistas estrangeiros, incluindo combatentes Al Qaeda da Líbia, Iraque e Afeganistão, entraram no conflito. Isto não é "guerra civil". Isto é um conflito internacional contrapondo uma perversa tripla aliança de imperialistas da NATO, déspotas de Estados do Golfo e fundamentalistas muçulmanos contra um regime nacionalista independente e laico. A origem estrangeira das armas, maquinaria de propaganda e combatentes mercenários revela o sinistro carácter imperial e "multi-nacional" do conflito. Em última análise o violento levantamento contra o estado sírio representa uma sistemática campanha imperialista para derrubar um aliado do Irão, Rússia e China, mesmo ao custo de destruir a economia e a sociedade civil síria, de fragmentar o país e desencadear duradouras guerras sectárias de extermínio contra os Alevi e minorias cristãs, bem como apoiantes laicos do governo.
As matanças e a fuga em massa de refugiados não é o resultado de violência gratuita cometida por um estado sírio sedento de sangue. As milícias apoiadas pelo ocidente capturaram bairros pela força das armas, destruíram oleodutos, sabotaram transportes e bombardearam edifícios do governo. No decorrer dos seus ataques eles interromperam serviços básicos críticos para o povo sírio incluindo educação, acesso a cuidados médicos, segurança, água, electricidade e transporte. Assim, eles arcam com a maior parte da responsabilidade por este "desastre humanitário" (do qual seus aliados imperiais e responsáveis da ONU culpam as forças armadas e de segurança sírias). As forças de segurança sírias estão a combater para preservar a independência nacional de um estado laico, ao passo que a oposição armada comete violências por conta dos mestres estrangeiros que lhes pagam – em Washington, Riyadh, Tel Aviv, Ancara e Londres.
Conclusões
O referendo do regime Assad no mês passado atraiu milhões de eleitores sírios em desafio às ameaças imperialistas ocidentais e aos apelos terroristas a um boicote. Isto indica claramente que uma maioria de sírios prefere uma solução pacífica, negociada, e rejeita a violência mercenária. O Syrian National Council apoiado pelo ocidente e o "Free Syrian Army" armado pelos turcos e Estados do Golfo rejeitaram categoricamente apelos russos e chineses para um diálogo aberto e negociações, os quais foram aceites pelo regime Assad. A NATO e as ditaduras dos Estados do Golfo estão a pressionar seus apaniguados a tentarem uma "mudança de regime" violenta, uma política que já provocou a morte de milhares de sírios. As sanções económicas estado-unidenses e europeias são concebidas para arruinar a economia síria, na expectativa de que a privação aguda conduzirá uma população empobrecida para os braços dos seus violentos apaniguados. Numa repetição do cenário líbio, a NATO propõe "libertar" o povo sírio através da destruição da sua economia, sociedade civil e estado laico.
Uma vitória militar ocidental na Síria simplesmente alimentará a fúria crescente do militarismo. Encorajará o Ocidente, Ryiadh e Israel a provocarem uma nova guerra civil no Líbano. Depois de demolir a Síria, o eixo Washington-UE-Riyadh-Tel Aviv mover-se-á para uma confrontação muito mais sangrenta com o Irão.
A horrenda destruição do Iraque, seguida pelo colapso da Líbia do pós guerra, proporciona um terrífico modelo do que está reservado para o povo da Síria. Um colapso precipitado dos seus padrões de vida, a fragmentação do seu país, limpeza étnica, dominação de gangs sectárias e fundamentalistas e insegurança total quanto à vida e propriedade.
Assim como a "esquerda" e "progressistas" declararam o brutal ataque à Líbia ser a "luta revolucionária de democratas insurgentes" e a seguir afastou-se, lavando as mãos da sangrenta consequência de violência étnica contra líbios negros, eles agora repetem os mesmos apelos à intervenção militar contra a Síria. Os mesmo liberais, progressistas, socialistas e marxistas que estão a apelar ao Ocidente para intervir na "crise humanitária" da Síria a partir dos seus cafés e gabinetes em Manhattan e Paris, perderão todo interesse na orgia sangrenta dos seus mercenários vitoriosos depois de Damasco, Alepo e outras cidades sírias terem sido bombardeadas pela NATO até à submissão.
Ver também:
http://mrzine.monthlyreview.org/2012/syria060312.html
http://www.presstv.ir/
http://www.sana.sy/index_spa.html
[*] O seu livro mais recente é The Arab Revolt and the Imperialist Counterattack (Clarity Press:Atlanta2012) 2ª edição.
O original encontra-se em http://petras.lahaine.org/?p=1891
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
Afeganistão: Outro massacre da OTAN?
Otan em ação no Afeganistão
OTAN diz que é um soldado "rogue", que enlouqueceu, e em seguida, (suspiro) (violinos) ai os coitadinhos das vítimas (ARROOOOOOOOOOOOOOOTO). Pois, expressões de "pesar". Depois de fazer xixi em cadáveres, queimar o Corão, urinar na comida, sodomizar prisioneiros islâmicos e atiçar cães sobre as pessoas? Mais um massacre da OTAN, e não é o primeiro.Os porta-vozes da OTAN fazem você querer vomitar. Os representantes da mesma organização que planejou violações maciças do direito internacional, que perpetrarou atos de assassinato e massacre contra civis em todo o mundo, têm a audácia de olhar para a câmera e dizer que lamentam a perda de vidas civis no Afeganistão.
"Vidas civis". Digamos, nove crianças e pelo menos três mulheres, abatidos por mais um covarde norte-americano que passou a noite passada fazendo-se de "Rambo", matando onze essoas em uma casa, passando para o outra e assassinando mais quatro e mais um em outra casa. Dezesseis civis, 9 das quais eram crianças e pelo menos mais quatro civis feridos e hospitalizados - o registro deste maníaco.
Lembremo-nos, do que é a OTAN, e lembremo-nos o que a OTAN tem feito nos últimos anos. Supostamente uma organização defensiva formada para combater as ambições agressivas do Pacto de Varsóvia (que, aliás, era sempre uma aliança defensiva), a OTAN deu garantias a este Pacto que não iria expandir nas terras orientais do continene europeu. O quê aconteceu? A OTAN invadiu essa região.
Assim, como se pode acreditar nas palavras da OTAN?
Vamos ver: se um lunático destes sai da base e massacra crianças em várias casas, não só ele é responsabilizado como a instituição que o treinou e lhe forneceu uma arma automática.
No entanto, não é o único caso deste tipo de loucura. É o mais recente em uma série de atos demoníacos e bárbaros da OTAN, a organização responsável pelo ato ilegal de carnificina no Iraque contra cada fibra do direito internacional. Quem foi o responsavel pela detenção ilegal das pessoas? Quem foi que urinou na sua comida? Quem forçou muçulmanos a comerem carne de porco? Quem atiçou cães a investirem contra as pessoas que haviam sido seqüestradas?
Quem sodomizou muçulmanos ainda sob detenção? Quem obrigou os muçulmanos a formar montes humanos e cometer atos sexuais sádicos e pervertidos uns sobre os outros? Quem mentiu sobre o casus belli no Iraque? Quem mentiu sobre o casus belli na Líbia? Quem está mentindo sobre a Síria? Quem está mentindo sobre o Irã? Quem torturara os detidos? Quem torturava pessoas em voos da CIA e em campos da CIA no exterior e em navios controlados pela da CIA? Quem detém os detidos em Guantánamo ilegalmente, sem o devido processo legal, sem sequer uma acusação? Durante anos?
Quem treinou terroristas na Líbia e depois os usou para cometer os atos mais terríveis contra as mulheres e crianças na Libia e na Síria? Quem soltou quadrilhas de racistas e estupradores e assassinos na Líbia? Quem está por trás do armamento de terroristas na Síria, em uma repetição da Líbia? Quantos massacres a OTAN fez?
E urinar os cadáveres, e queimar o Alcorão? E o motorista dos EUA que colidiu com veículos civis provocando inúmeras vítimas?
Na verdade, em vez de emitir frases de ocasião do tipo "Oh, querido, desculpe!" depois de não dizerem nada quando os netos do coronel Kadhafi foram abençoados com a liberdade e democracia a partir de 30.000 pés, por que não admitir que a NATO perdeu o seu caminho, que está perdendo no Afeganistão, que a única maneira que livrou-se do Iraque foi pagando os "insurgentes" não para atacar, como de fato está pagando o Talebaan não atacar no Afeganistão...
O mundo já está farto da OTAN e as suas políticas assassinas, as invasões, os bombardeios, ataques contra estruturas civis com equipamentos militares, intrusão nos assuntos de estados soberanos... massacres. OTAN é o inimigo da humanidade, OTAN é uma organização terrorista.
Um ativista é um terrorista que compra armas da OTAN, um terrorista é um ativista que não compra.
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
Postado: http://port.pravda.ru/russa/12-03-2012/33065-afeganistao_otan-0/#
sábado, 10 de março de 2012
Estudantes da Jordânia impedem conferência de um israelense na universidade
A conferência de um israelense em uma Universidade da Jordânia foi cancelada depois de centenas de enfurecidos estudantes jordanianos protestaram contra sua participação em um Congresso sobre saúde mental.
Os manifestantes exigiram que a participação de Gideon Anholt fosse cancelada e a expulsão do embaixador de Israel da Jordânia.
Os manifestantes distribuídos folhetos expressando sua indignação sobre a participação dos ocupantes israelenses em um Congresso na Universidade.
O israelense teve que ser retirado do local pelas portas dos fundos, orientado pela equipe de segurança.
Os responsáveis pela organização pela Universidade preferiram se distanciar do assunto afirmando que não sabiam que um israelese havia sido convidado ao Congresso.
EUA investem bilhões anuais em operações de ingerência da USAID/CIA
POR JEAN GUY ALLARD
A CIA mantém sua ingerência na América Latina e um de seus principais braços, a USAID.
Resumen Latinoamericano - Anualmente, os EUA investem bilhões de dólares em operações "humanitárias" na América Latina e no Caribe, empreendidas pela chamada Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID). As informações foram reveladas por Feierstein, administrador do órgão estatal norte-americano, denunciado por ser uma fachada da inteligência norte-americana.
Feierstein, um funcionário federal com passado vinculado às atividades de ingerência, disse em Miami que o Haiti, - onde a USAID realizou atividades controversas -, Colômbia, México, América Central e Peru, estão na "lista de prioridades" desse organismo.
Num momento de excesso de entusiasmo para celebrar os "êxitos" desta dependência do Secretário de Estado, Feierstein declarou abertamente que foram dedicados "cinco milhões" para a "democracia" na Venezuela este ano, ainda que a USAID tenha se retirado do país por temer a Lei da Defesa da Soberania Política e da Autodeterminação Nacional - que proíbe, desde fins de 2010, o financiamento externo para partidos políticos.
Um "setor muito importante para essa agência é o relacionado com a democracia e, por isso, ela implanta programas para o fortalecimento das instituições em quase todos os países da região", justificou sem referência à violação da lei.
No caso da Venezuela, se destinam cinco milhões de dólares em assistência técnica para "promover e proteger a democracia e os direitos humanos", afirmou o funcionário.
"Estrategista" de candidato assassino
Em 2002, este chefe regional da USAID, especialista em ingerência, exerceu o cargo de estrategista na campanha eleitoral do ex-presidente boliviano Gonzalo "Goni" Sánchez de Lozada e de seu Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR). "Goni" foi quem ordenou o sangrento massacre que causou a morte de 67 pessoas e ferimentos em outras 400, todas civis, durante a denominada 'Guerra do Gás', em outubro de 2003. Fugitivo da justiça boliviana, atualmente, "Goni" encontra-se radicado nos EUA.
Os ideais de Feierstein são tão "humanitários" que o mesmo foi sucessivamente nomeado nos anos 90 como "Gerente de Projeto", na Nicarágua, na operação suja realizada pela National Endowment for Democracy (NED), subsidiária da USAID; Diretor para América Latina e Caribe do Instituto Democrático Nacional, outro instrumento de ingerência imperial subsidiado pela USAID; e Assessor Especial do embaixador norte-americano na Organização dos Estados Americanos (OEA).
No mesmo dia da conferência de imprensa do funcionário norte-americano, o presidente boliviano Evo Morales denunciou em seu país que os Estados Unidos, através da USAID, espionavam "a Bolívia e outros países latino-americanos".
"Estou convencido que algumas ONG's, especialmente aquelas financiadas pela USAID, são a quinta instância de espionagem, não só na Bolívia, mas em toda América Latina", acusou Evo Morales em coletiva de imprensa, na cidade de Oruro.
México, o impacto potencial para os Estados Unidos
Com respeito à Colômbia e o México, Feierstein admite que sua organização "presta assistência em temasde segurança", sem dar maiores explicações sobre o assunto.
"No México, disse, a batalha é travada contra o tráfico de drogas", enquanto na Colômbia, a busca é por "consolidar seus avanços em segurança".
"Esses assuntos agora se converteram em prioridades para a USAID", confessou.
No México, disse, o organismo norte-americano multiplica as operações "porque pode ser grande o impacto potencial para os Estados Unidos quando existe instabilidade pela violência criminosa".
O funcionário não fez referências à onipresença norte-americana no país asteca, confirmada por estes mesmos órgãos de segurança, do FBI, da DEA e... da CIA.
Segundo o Feierstein, a USAID destina aproximadamente 180 milhões de dólares à Colômbia e entre 50 e 60 milhões de dólares ao Peru, México, Honduras e Guatemala.
"Estamos muito contentes com o progresso alcançado pelo Haiti", disse ao afirmar que "na área da produção agrícola, onde a USAID está trabalhando com os agricultores (sic), foi possível triplicar a produção nos últimos dois anos".
Além disso, mostrou-se muito entusiasmo com um parque industrial que será inaugurado no norte do Haiti com empresas norte-americanas.
No entanto, evitou recordar que a USAID, antes e depois do terremoto, organizou, orientou e financiou várias das organizações políticas haitianas do país, em coordenação com o Departamento de Estado e, paralelamente, com a presença de 10.000 homens do Comando Sul.
A USAID também teve papel fundamental na derrocada do Presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004.
Em Cuba, onda a USAID gasta seus milhões em operações de desestabilização empreendidas por contratados. Estes fundos estão distribuídos por Mark Lopes, Subadministrador adjunto, que foi "representante pessoal" do senador cubano-americano Bob Menendez, digno representante da máfia cubano-americana no Capitólio de Washington, cúmplice de cada "iniciativa" legislativa hostil à Cuba e Venezuela.
Na América Latina, foram detectados, nos últimos anos, rastros da USAID na Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.
Em diversas ocasiões, demonstrou-se que a USAID, além de dar cobertura a oficiais da CIA, recruta, prepara e financia elementos que logo se manifestam como agentes a serviço dos interesses norte-americanos.
Fonte: http://www.resumenlatinoamericano.org/index.php?option=com_content&task=view&id=3097&Itemid=1&lang=en
Tradução: Maria Fernanda M. Scelza (PCB)
sexta-feira, 9 de março de 2012
Os Piratas da Somália, quem são eles?
Estarrecedor! Chocante! Revoltante e tem sido absolutamente ocultado pela mídia dominante.
Ajude a divulgar !
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Mossad, Blackwater e a CIA lideram as operações em Homs na Síria
Israa Al-Fass
“A crise está no fim” não é mais uma declaração de alívio feita por analistas políticos, quando a crise está realmente próxima de seu fim. Baba Amro agora está sob controle do exército sírio… e por isso grupos armados fugiram através das fronteira libanesa simulando uma retirada “tática”
Tradução Flávio Furtado de Farias
Fonte: www.almanar.com.ib
Fontes bem informadas disseram ao site Al-Manar que aproximadamente, 700 atiradores árabes e ocidentais se renderam em Baba Amro, acrescentando que “revelações enormes e críticas serão realizadas nos próximos dias… tais como os tipos de armas apreendidas, bem como as táticas militares utilizadas pelos grupos armados, e os lados que supervisionavam as operações”.
As fontes ainda garantiram ao site de notícias que a operação de segurança em Homs vai acabar no máximo em cinco a oito dias.
Por sua vez, o especialista sírio em assuntos estratégicos, Salim Harba apontou que as organizações de grupos armados bem como sua estrutura de comando foram removidas do bairro Baba Amro, com um mínimo de mortes civis e de militares, e que na área concentravam-se principalmente homens armados.
Falando ao site Al-Manar, Harba disse que “os homens armados capturados eram de nacionalidade árabe, inclusive do Golfo, do Iraque e do Líbano… entre eles haviam agentes secretos do Catar e combatentes não-árabes do Afeganistão, Turquia e alguns países europeus, como a França.
“O exército sírio também descobriu túneis e equipamentos”, acrescentou, salientando que “armas israelenses, europeias e americanas avançadas, ainda não testadas em seus países produtores, além de granadas israelenses, binóculos noturnos e sistema de comunicação foram confiscados pelas forças de segurança”.
Harba prosseguiu afirmando que “as estações de comunicação foram estabelecidas na fronteira libanesa para supervisionar as operações militares em Baba Amro, e para garantir o contato entre os comandantes de campo e um escritório de coordenação liderado por membros da informação na capital do Qatar Doha.”
Ele esclareceu que “a fuga de jornalistas britânicos de Homs, através das fronteiras do Líbano-Síria foi o resultado desta coordenação”.
Ao mesmo tempo, o especialista em estratégia sírio revelou que “as estações de comunicação foram operadas por libaneses, alguns dos quais membros do bloco parlamentar do Futuro”, e considerou que “trabalharam para transformar a região de Wadi Khaled em um departamento estratégico para Baba Amro.”
Além disso, Salim Harba revelou ao site Al-Manar que “um escritório de coordenação foi criado em Qatar com patrocínio golfo-americano. O escritório inclui agentes da inteligência americana, francesa e do Golfo, especialmente de Qatar e da Arábia Sáudita, bem como agentes da CIA, Mossad e Blackwater e os membros do Conselho Transitório da Síria”.
“O Qatar também fez acordos com empresas israelenses e americanos para armar os grupos armados, e países do Golfo financiaram os acordos”, acrescentou.
O especialista sírio assinalou que “a importância da operação de segurança em Homs é devida às altas expectativas que os lados regionais e internacionais tinham das gangues armadas em Baba Amro… eles queriam transformar Homs em uma nova Benghazi”.
Indicando que a operação foi executada com elevado profissionalismo e precisão, Harba assegurou que os documentos serão expostos no momento certo.
“A autoridade não revelará tudo o que tem agora… as forças de segurança sírias têm documentos e confissões que poderiam prejudicar todos os que conspiraram contra a Síria, e poderiam trazer alterações na segurança e política, não apenas no plano interno sírio, mas também em nível regional”, assegurou.
No mesmo contexto, Harba considerou que todas as conferências e reuniões a que ele se referia como os “inimigos da Síria” se destinavam a preparar o caminho para uma iniciativa norte-americana sob uma bandeira “humanitária”.
Ele concluiu: “No final, os EUA enviarão para a iniciativa russa, depois que perceberam que os confrontos resultariam em sua derrota, e que o regime sírio ainda é forte o suficiente para lidar com qualquer conspiração.”
Texto enviado por Nelba Nycz
http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=7674
IRAN
Albano Nunes
02.Mar.12
O imperialismo não suporta quem se lhe não submeta inteiramente. O que determina a perigosa escalada agressiva no Médio Oriente e Ásia Central - com os EUA e a União Europeia rivalizando e coordenando a sua acção para dominar os seus povos e recursos e alterar o quadro geoestratégico em direcção ao Extremo-Oriente - é o imperialismo sem máscara defendendo com unhas e dentes uma supremacia que (sobretudo os EUA) vê escapar-se-lhe.
Ainda nem os EUA nem a Alemanha, potências imperialistas que se arrogam o direito de dar lições ao mundo, existiam como nação e como país, e já a Pérsia era há milénios uma civilização avançada, com uma identidade própria e notáveis realizações no campo da ciência, da arte e da cultura. O mesmo sucedeu com o Iraque no quadro do mundo árabe ou com a China, por exemplo. Trata-se de realidades que mostram como é irregular e acidentado o processo de desenvolvimento de nações e civilizações. O próprio exemplo de Portugal ilustra bem como aquilo que num momento histórico é avançado e progressista («Descobrimentos») se pode tornar factor de atraso e submissão.
Tudo isto deveria aconselhar menos arrogância aos países mais desenvolvidos e proibir-lhes quaisquer manifestações de superioridade de cariz racista. Esta não é porém uma questão da esfera do pensamento racional mas da natureza do sistema sócio-económico. Os EUA e a Alemanha são potências imperialistas que só podem existir intensificando a exploração dos trabalhadores, sugando as riquezas e os frutos do trabalho dos povos de todo o mundo, defendendo com unhas e dentes uma supremacia que vêem escapar-lhe (os EUA, sobretudo) ou procurando colocar o seu poder militar e influência geopolítica ao nível do seu poder económico (a Alemanha de quem se diz que é um «gigante económico mas um anão político»). É isto que essencialmente determina a perigosa escalada agressiva no Médio Oriente e Ásia Central, com os EUA e a União Europeia rivalizando e coordenando a sua acção para dominar os seus povos e recursos, e alterar o quadro geoestratégico em direcção ao Extremo-Oriente.
Quanto ao Irão, ao mesmo tempo que expressamos a nossa solidariedade com a luta do povo iraniano pelos seus direitos e em defesa da soberania do seu país, sem esquecer o partido comunista, o partido Tudhé, cuja legalização é um imperativo da própria resistência ao imperialismo, devemos aproveitar para conhecer melhor a sua história. Ficaremos a um tempo fascinados pela sua riqueza e revoltados perante a cortina de silêncio e mentiras com que os escribas do sistema procuram justificar os crimes do imperialismo. E não é preciso ir além de meados do século passado quando, no contexto de grandes lutas populares Mossadegh nacionaliza em 1951 a Anglo-Persian Oil Company, propriedade da Grã-Bretanha, que de imediato se lança, em aliança com os EUA, numa escalada de conspiração para impor no Irão um governo títere.
O que se se segue é digno de antologia. Golpe da CIA em 1953. Afastamento e prisão de Mossadegh. O Xá, Reza Pahlavi, impõe uma feroz ditadura e torna-se um instrumento fundamental dos EUA na sua estratégia de «contenção do comunismo» com a instalação de bases militares e estações de espionagem electrónica contra a URSS ao longo de uma fronteira de 1500 quilómetros. Segue-se mais de vinte e cinco anos de um regime terrorista em que a polícia secreta do Xá, a SAVAK, criada com a ajuda da Mossad, se torna célebre pela sua crueldade. Milhares de opositores são assassinados. Completamente isolada a ditadura acaba por ser derrubada em 1979 por uma impressionante insurreição popular, em que estão os comunistas, mas estão também os ayatolahs que, após um período de transformações democráticas, impõem o seu próprio regime islâmico fundamentalista. A guerra (1980-1988) entre o Iraque e o Irão instigada pelos EUA acabará por pôr fim a muito do que ainda restava dessa revolução.
Mas a ingerência externa não acaba com as centenas de milhares de mortos que esta guerra provocou. O imperialismo não suporta quem se lhe não submeta inteiramente.
*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 1996, 1.03.2012
Postado : odiario.info
02.Mar.12
O imperialismo não suporta quem se lhe não submeta inteiramente. O que determina a perigosa escalada agressiva no Médio Oriente e Ásia Central - com os EUA e a União Europeia rivalizando e coordenando a sua acção para dominar os seus povos e recursos e alterar o quadro geoestratégico em direcção ao Extremo-Oriente - é o imperialismo sem máscara defendendo com unhas e dentes uma supremacia que (sobretudo os EUA) vê escapar-se-lhe.
Ainda nem os EUA nem a Alemanha, potências imperialistas que se arrogam o direito de dar lições ao mundo, existiam como nação e como país, e já a Pérsia era há milénios uma civilização avançada, com uma identidade própria e notáveis realizações no campo da ciência, da arte e da cultura. O mesmo sucedeu com o Iraque no quadro do mundo árabe ou com a China, por exemplo. Trata-se de realidades que mostram como é irregular e acidentado o processo de desenvolvimento de nações e civilizações. O próprio exemplo de Portugal ilustra bem como aquilo que num momento histórico é avançado e progressista («Descobrimentos») se pode tornar factor de atraso e submissão.
Tudo isto deveria aconselhar menos arrogância aos países mais desenvolvidos e proibir-lhes quaisquer manifestações de superioridade de cariz racista. Esta não é porém uma questão da esfera do pensamento racional mas da natureza do sistema sócio-económico. Os EUA e a Alemanha são potências imperialistas que só podem existir intensificando a exploração dos trabalhadores, sugando as riquezas e os frutos do trabalho dos povos de todo o mundo, defendendo com unhas e dentes uma supremacia que vêem escapar-lhe (os EUA, sobretudo) ou procurando colocar o seu poder militar e influência geopolítica ao nível do seu poder económico (a Alemanha de quem se diz que é um «gigante económico mas um anão político»). É isto que essencialmente determina a perigosa escalada agressiva no Médio Oriente e Ásia Central, com os EUA e a União Europeia rivalizando e coordenando a sua acção para dominar os seus povos e recursos, e alterar o quadro geoestratégico em direcção ao Extremo-Oriente.
Quanto ao Irão, ao mesmo tempo que expressamos a nossa solidariedade com a luta do povo iraniano pelos seus direitos e em defesa da soberania do seu país, sem esquecer o partido comunista, o partido Tudhé, cuja legalização é um imperativo da própria resistência ao imperialismo, devemos aproveitar para conhecer melhor a sua história. Ficaremos a um tempo fascinados pela sua riqueza e revoltados perante a cortina de silêncio e mentiras com que os escribas do sistema procuram justificar os crimes do imperialismo. E não é preciso ir além de meados do século passado quando, no contexto de grandes lutas populares Mossadegh nacionaliza em 1951 a Anglo-Persian Oil Company, propriedade da Grã-Bretanha, que de imediato se lança, em aliança com os EUA, numa escalada de conspiração para impor no Irão um governo títere.
O que se se segue é digno de antologia. Golpe da CIA em 1953. Afastamento e prisão de Mossadegh. O Xá, Reza Pahlavi, impõe uma feroz ditadura e torna-se um instrumento fundamental dos EUA na sua estratégia de «contenção do comunismo» com a instalação de bases militares e estações de espionagem electrónica contra a URSS ao longo de uma fronteira de 1500 quilómetros. Segue-se mais de vinte e cinco anos de um regime terrorista em que a polícia secreta do Xá, a SAVAK, criada com a ajuda da Mossad, se torna célebre pela sua crueldade. Milhares de opositores são assassinados. Completamente isolada a ditadura acaba por ser derrubada em 1979 por uma impressionante insurreição popular, em que estão os comunistas, mas estão também os ayatolahs que, após um período de transformações democráticas, impõem o seu próprio regime islâmico fundamentalista. A guerra (1980-1988) entre o Iraque e o Irão instigada pelos EUA acabará por pôr fim a muito do que ainda restava dessa revolução.
Mas a ingerência externa não acaba com as centenas de milhares de mortos que esta guerra provocou. O imperialismo não suporta quem se lhe não submeta inteiramente.
*Este artigo foi publicado no “Avante!” nº 1996, 1.03.2012
Postado : odiario.info
domingo, 4 de março de 2012
O que não te contam sobre a Síria : Militares franceses dentro do território sírio
Por Al-Manar/Red Voltaire
Ao tomar o bastão da insurgência no distrito de Bab Amr (Homs), o exército sírio aprisionou mais de 1.500 combatentes, na sua maioria estrangeiros. Entre eles, uma dezena de franceses que solicitaram o estatuto de prisioneiros de guerra e declinaram de informar suas identidades, patente e unidade de locação.
Um deles é coronel do serviço de transmissões da Direction Générale de la Sécurité Extérieure (DGSE), serviço do Ministério da Defesa francês. Ao proporcionar armamento à legião wahabí, e facilitar-lhes informação obtida por meio de satélites, a França levou a cabo uma guerra secreta contra o exército sírio, que causou mais de 3.000 mortes nas suas filas, e mais de 1.500 entre os civis, em dez meses de luta.
Esta informação foi parcialmente revelada por Thierry Meyssan em uma intervenção no primeiro canal de televisão russo, na segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012, e continuou, em um artigo publicado na terça-feira, dia 14, no jornal Komsomolskaya Pravda e, por último, em um vídeo de
Voltaire Network TV 1.
A França solicitou a ajuda da Federação Russa para negociar com a Síria a
liberação dos prisioneiros de guerra.
Por outra parte, a Red Voltaire levanta uma série de perguntas acerca dos artigos dos enviados especiais em Homs, publicados estes dias nos jornais franceses, segundo os quais, depois de uma semana da tomada da zona insurgente (pelo exército sírio) e enquanto somente se produzem combates urbanos de baixa intensidade, estes jornais persistem na descrição de uma ficção de revolução, ocultando a verdade aos seus leitores, facilitando deste modo a Alain Juppé a possibilidade de negociar secretamente o regresso dos prisioneiros de guerra.
No dia 17 de fevereiro, Nicolas Sarkozy e David Cameron assinaram uma declaração conjunta. Diz assim: "A França e o Reino Unido desejam destacar que os responsáveis pela violência em toda a Síria não devem duvidar de que chegará o dia em que deverão responder por suas ações.
A França e o Reino Unido reafirmam sua determinação de assegurar o adequado recolhimento de provas dos crimes para que os que ordenaram ou cometeram as atrocidades sejam responsabilizados pelas mesmas.”
Perante a falta de obrigação por parte dos tratados pertinentes, a guerra secreta encabeçada pelo presidente Sarkozy e seu governo é um ato sem precedentes na Quinta República, violando assim o artigo 35 da Constituição, e constitui um delito punível pelo Tribunal Superior (artigo 68).
Veja o vídeo em: http://www.youtube.com/watch?v=4QG4VHmIgB8
Fonte: http://www.almanar.com.lb/french/adetails.php?eid=51649&frid=18&seccatid=37&cid=18&fromval=1
Tradução Inglês/Espanhol: S. Seguí (Red Voltaire)
Tradução Espanhol/Português: Daniel Oliveira (PCB – Partido Comunista Brasileiro)
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