quarta-feira, 2 de junho de 2010

Em Israel, judeus e palestinos protestam contra ataque

Enviada do Brasil de Fato à Palestina relata manifestações de repúdio em toda a região contra ataque a barcos que carregavam ajuda humanitária

Dafne Melo enviada a Asdud (Palestina)

Em frente ao mar, na cidade portuária de Asdud – Ashdod para Israel –, um grupo de ativistas se reuniu, no dia 31 de maio, para protestar contra o ataque, ocorrido na madrugada anterior, das Forças Armadas israelenses à frota humanitária que levaria ajuda e solidariedade aos palestinos da Faixa de Gaza. A maioria dos cerca de 200 manifestantes, acompanhados de perto por um grupo do Exército de Israel e por um barco pequeno com dois soldados no mar, são judeus de esquerda que se opõem à política do governo israelense e que integram movimentos e organizações pró-Palestina. Devido aos fortes bloqueios militares, ao muro construído em torno de grande parte da Cisjordânia e à proibição da livre circulação de cidadãos palestinos pelo território ocupado por Israel, a ida da maioria dos palestinos à cidade de Asdud é quase impossível.
A todo instante, chegam notícias de manifestações na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Jeff Halper, do Comitê Israelense contra a Demolição de Casas, é um dos militantes cujo celular toca repetidamente. Ele explica que as manifestações deverão continuar por toda a semana, o que deve acirrar os ânimos no país. Nas ruas de Jerusalém, onde normalmente já existe um forte clima de militarização – homens e mulheres jovens com uniformes do Exército e metralhadoras em punho fazem parte da paisagem da cidade –, aumentou o número de policiais e soldados.
Em Beit Sahour, uma cidade de maioria cristã próxima a Jerusalém, padres e a população local também realizaram uma manifestação contra o ataque à frota. A cidade anoiteceu com diversas bandeiras palestinas nos postes e fios. No dia 1º, em Ramallah, capital da Cisjordânia, uma manifestação foi feita na região central.
Na região dos territórios ocupados em 1948 e 1967, os trabalhadores palestinos declararam greve geral no dia 1º. Todo o comércio em Jerusalém Oriental se manteve fechado e, pelas ruas, taxistas árabes colocaram bandeiras da Turquia nas janelas dos veículos. A Autoridade Nacional Palestina (ANP) ainda declarou três dias de luto na Cisjordânia. Outras manifestações ocorreram em Jerusalém Ocidental e Tel Aviv, feita por judeus pró-Palestina, já que a maioria dos palestinos não tem acesso a essas regiões. Em Jerusalém Oriental, que ainda possui maioria palestina, houve confrontos com a polícia em diversos bairros nos quais os moradores organizaram manifestações e atos.
Tiro no pé
“Que hora interessante que vocês escolheram para vir à Palestina”, brinca Nassar Ibrahim, do Centro de Informação Alternativa em Beit Sahour. O palestino avalia que o ataque à frota irá gerar uma resposta internacional tão forte quanto a dos ataques à Faixa de Gaza, em dezembro de 2008 e início de 2009. “O que fizeram foi uma estupidez, acredito que agora haverá uma forte pressão. Uma hora Israel vai ter que começar a pagar por todos esses crimes”.
Jeff Halper avalia que, ainda que nunca se espere uma atitude de diálogo do atual governo de Israel, o ataque chegou a surpreender. “Até mesmo jornalistas israelenses que apoiam a saída militar, jornalistas que foram do Exército inclusive, como Ronny Daniel, do Canal 2, afirmaram que houve uso excessivo de violência; até ele estava surpreso”.
Para Khaled Hidmi, diretor da União de Comitês de Trabalhadores Agrícolas, ligada à Via Campesina, a atitude de Israel mostrou uma enorme estupidez, intolerância, além de deixar claro para o mundo todo que Israel não tem nenhum interesse em um processo de paz com os palestinos. “O que eles mostraram é que não se importam com as leis internacionais, que eles têm o poder para fazer o que quiserem”.
O militante acredita que tais atitudes são impulsionadas por uma corrente ainda mais à direita dentro dos partidos israelenses, que querem avançar com o projeto sionista. Ele prevê, entretanto, que, desta vez, Israel pode ter complicações, devido ao rechaço de diversos países – e cita o Brasil como exemplo. “Além disso, é uma atitude que coloca todos os países árabes contra o Estado de Israel, além da Turquia”.
Hidmi também aposta que se os países se mantiverem firmes e as manifestações populares ao redor do mundo continuarem, esse pode ser um ponto de inflexão nas relações israelenses e palestinas. “A máscara está caindo. Muitos jornais israelenses de direita têm criticado a atitude”, completa.
Mais mortes
Apesar de toda condenação internacional, Israel fez uma nova investida militar na Faixa de Gaza e matou cinco palestinos um dia depois do ataque à frota humanitária. Gaza é lugar mais pobre e populoso de toda a Palestina. Desde 2007, a região – governada pelo grupo islâmico Hamas – sofre um forte bloqueio. Toda a área é cercada por forças militares israelenses.
Khaled Hidmi descarta a possibilidade de haver retaliações por parte do Hamas, já que há um acordo entre os movimentos e partidos sociais palestinos, desde 2006, de não lançar mão de retaliações e ataques violentos. “Não há chance disso ocorrer”, garante. O militante, porém, alerta que Israel poderá usar todo tipo de argumento para justificar suas ações, tal como fez com o ataque aos barcos. Inicialmente, afirmaram que havia terroristas e membros da Al-Qaeda na embarcação e que os ativistas iniciaram os ataques. “Agora, pelas imagens, todos sabem que eles entraram atirando. Havia integrantes da frota enviando textos pelo Twitter e as últimas mensagens que obtivemos foram de que eles chegaram silenciosamente e atacaram”, conta Jeff Halper.
O israelense acredita que essa é uma grande oportunidade para punir Israel severamente. “Israel cometeu mais uma vez um crime, tal como faz todos os dias. Existe uma lei internacional que proíbe que se capturem barcos em oceanos. E, mesmo que o barco estivesse em águas israelenses, a ação desmedida não se justificaria. Para mim, se eles estão trazendo as pessoas a força para cá, isso é sequestro, e eu não sei porque Israel não será julgado por isso. Israel pode fazer tudo o que quiser, quebrar todas as leis internacionais, e não se preocupar com as conseqüências. Agora, talvez, tenhamos a chance de começar a mudar essa situação”, conclui.
Brasil de Fato

“Morte aos árabes!” Manifestantes promovem ato em apoio à ação das Forças Armadas de Israel

Dafne Melo Enviada a Asdud (Palestina) ( Brasil de Fato)
No alto de um morro da cidade portuária de Asdud, um grupo de quatro jovens segura nas mãos uma bandeira israelense e coloca outras amarradas nas costas e na cintura. Diante das câmeras, gritam e pulam em frente ao batalhão de jornalistas que, com as câmaras apontadas para o Mar Mediterrâneo, esperam a chegada da frota de barcos em solidariedade à Faixa de Gaza, formada por seis embarcações e atacada pela Marinha do Estado de Israel na madrugada do dia 31 de maio. “Morte aos árabes!”, “Viva a Grande Israel!”, gritam repetidamente. O grupo é observado por cerca de vinte judeus ortodoxos e outras três dezenas de apoiadores sionistas.

“Nossos soldados foram atacados e pessoas que são contra Israel vêm aqui para aparecer na televisão, por isso venho apoiar os soldados”, explica um dos jovens que, minutos atrás, com outros dois, cercava uma jovem palestina, colocando a bandeira israelense em frente ao seu rosto, insistentemente.

Um homem ouve de perto a entrevista e pede para falar. “Sou argentino, moro em Israel há 28 anos, já servi ao Exército e estou aqui porque me identifico com o povo de Israel. Nós, o povo judeu, já sofremos muito, está na hora de dar um basta”. E os palestinos também não sofreram e continuam sofrendo muito?, pergunta a reportagem. “É diferente, o povo palestino quer nos exterminar. Eles não procuram um diálogo”.

Questionado sobre o grito de “morte aos árabes” dos manifestantes ao lado e sobre o número de ao menos 10 mortos e 80 feridos, o homem muda de assunto e de humor. “Isso é coisa de fanático, como eu sou por futebol, por exemplo. Se me pedirem para colocar uma camisa do Brasil, não coloco, não coloco de jeito nenhum”, diz, tentando disfarçar a irritação. Antes de sair, afirma: “Nosso Exército é poderoso, poderíamos acabar com todos os países árabes, e não apenas matar algumas pessoas em um barco”.

Condenação ao ataque militar covarde e criminoso de Israel, fim do bloqueio a Gaza!

1. O governo brasileiro, em declarações do Presidente Lula e em nota do Itamaraty, condenou acertamente a covarde e ilegal ação militar de Israel contra a "flotilha" de ajuda humanitária a Gaza;

2. Depois de, há um e meio atrás, massacrar militarmente o povo palestino que vive em Gaza, o estado sionista de Israel promove desde lá um desumano bloqueio que impede seus habitantes de terem acesso a comida, remédios e a materiais para a reconstrução das casas destruídas pelos intensos bombardeios;

3. É preciso reforçar os meios de protestos internacionais pelo fim deste criminoso e desumano bloqueio;

4. As declarações do embaixador israelense no Brasil, lamentando a reação do governo brasileiro e tentando acusar as vítimas desarmadas e águas internacionais como culpadas, é uma atitude de insulto à inteligência e capacidade de julgamento do nosso povo, que saberá repudiá-la com a devida veemência.

Antônio Luiz Battisti - vereador pelo PT, em São José/SC01.05.2010

O terror de Israel extrapola suas fronteiras


Por Elaine Tavares - jornalista

Quando na segunda guerra mundial apareceram os rumores do que acontecia na Alemanha, o mundo calou. Levou tempo demais até que os governos de outros cantos se levantassem contra o que se passava de horror sob o domínio nazista. E, mesmo, assim, a intervenção só aconteceu quando o que estava em jogo era o domínio de outros países da Europa. Não foi, verdadeiramente, o massacre dos judeus e dos ciganos que levou ao repúdio do governo de Hitler. Foi sua audácia de dominação sobre os demais países da Europa. Penso eu, cá com meus botões, que se Hitler tivesse se mantido nas fronteiras da Alemanha, não haveria tanto repúdio às suas práticas de terror.

Hoje, assistimos ao estado de Israel repetir o circo dos horrores contra o povo palestino. Já se vão mais de 60 anos de violência, de opressão, de ataques assassinos. Desde 1948 o processo de dizimação do povo palestino acontece sob os olhos das câmeras, aparece sistematicamente na hora do jantar, nos jornais noturnos. E, no mais das vezes, a maioria das gentes olha, boceja, e o máximo que tem de reação é dizer: “essa guerra não termina!” E ponto final. Lá, naquele cantão esquecido do mundo, a porta de entrada do rico médio-oriente, seguem os palestinos resistindo com pedras e gritos de dor.

Hoje, segregados em campos de concentração, tal e qual ocorria com os judeus e ciganos nos campos nazistas, eles são humilhados, subjugados, tratados como não-seres. Chamados de terroristas quando se levantam em rebelião. E tudo o que querem é o direito de viverem em paz no seu próprio território. O mundo sabe muito bem que quando os Estados Unidos criou o estado de Israel, aquela não era uma terra sem povo. Milhares de famílias foram desalojadas, expulsas de suas casas, para dar lugar às colônias israelenses. E, depois, ao longo dos anos, sob o fogo dos canhões, Israel foi comendo o território até confinar as gentes palestinas em campos fechados por muros gigantes, que deveriam ser repudiados como uma vergonha mundial, tal qual foi o muro de Berlim durante tanto tempo. A pergunta que fica é: por que o chamado “mundo livre” não brada contra o muro da vergonha de Israel?

Pois, não satisfeitos em dizimar o povo palestino, Israel chegou ontem ao auge da violência e da perfídia. Foi capaz de atacar militarmente navios que seguiam para Gaza, levando ajuda humanitária. Soldados armados atacaram civis que poucos minutos antes haviam levantado uma bandeira branca. Mesmo nas guerras mais cruéis, todos os generais sabem o que isso significa. Mas, ao que parece, não Israel. Morreram pessoas comuns, tombadas pelas balas assassinas dos soldados israelense. Gente que se importava com o que se passa por detrás dos muros de Israel, que apenas se preocupava em levar comida, remédio e conforto a um povo acossado pela violência e pelo terror. Pois foram atacados de forma absurda, em águas internacionais, violando toda a sorte de tratados e acordos internacionais.

E aí? Cadê as sanções à Israel? O seu parceiro de atrocidades, os Estados Unidos, lamentou o ocorrido, mas não condenou. Vários países estão declarando condenação, mas o que isso de fato significa? Palavras ao vento! Quais as medidas reais a serem tomadas contra esse estado assassino que extrapola suas fronteiras, atacando civis?

Os argumentos que as redes de televisão oferecem são os mais absurdos possíveis. Um general israelense dizendo que só revidaram um ataque dos que estavam no navio. Mas, como isso? As pessoas, em alto mar, cercadas de água, fizeram o quê? Tinham mísseis? Arcabuzes? Facas voadoras? Que ataque poderiam fazer essas pessoas dentro de um navio a aviões de guerra? Vejam que é o mesmo argumento que usam para matar palestinos. Meninos de 12 anos, com pedras na mão, são “violentos terroristas” e ameaçam a vida dos soldados israelenses dentro dos tanques de ferro. É o paroxismo do terror.

Por todo o planeta gritam as gentes, como gritaram contra a invasão do Iraque, contra a invasão do Panamá, do Afeganistão. Gritam os que não tem poder. E lançam declarações os que tem poder. Cuba vive sob um bloqueio criminosos por parte dos Estados Unidos, porque decidiu ser livre e auto-determinada. Isso é crime?

O que aconteceu no mar alto nesta segunda-feira não pode ficar só no plano da condenação pela palavra. É preciso parar Israel. Este é um dos países mais fortemente armados do globo terrestre. Seu poder militar é fabuloso. Tem ainda o serviço secreto mais sanguinário do mundo. É um cântaro de destruição. A fonte de sua violência segue vertendo, como já dizia o grande Mahmud Darwish.

Há 60 anos Israel mata palestinos como se fossem moscas. Ontem matou nove cidadãos da paz. O mundo, enfim, se levanta. Agora, há que parar Israel. Ou isso, ou a barbárie vai se espalhar, saindo das fronteiras do terror. A história é boa mestra. Assim começaram as grandes guerras. Quando um governo, arvorado de dono do mundo, começa a sair de seus limites, abocanhando a vidas dos demais. Se o mundo, na sua maioria, pouco ligou para os palestinos que padecem desde há décadas, que, agora, com estes dezenove civis, gente da paz, de bandeira branca hasteada, possa se levantar e estancar a fonte do crime.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os ativistas a bordo do Rachel Corrie mantêm sua intenção de chegar até Gaza.



1º de Junho



O “Rachel Corrie”, o barco que fazia parte da flotilha solidária com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e que teve sua viagem atrasada, mantém sua intenção de chegar a este território costeiro, em que pese o violento ataque levado a cabo ontem pela armada israelense contra outros barcos em que morreram nove ativistas.
Dublin, 1 junho (EUROPA PRESS) –
O barco, em que viajam quatro irlandeses, entre eles a prêmio Nobel da Paz Mairead Corrigan Maguire, navega com umas 48 horas de atraso com respeito ao resto da flotilha , já que teve que permanecer no Chipre por problemas logísticos. Porém, desde o movimento irlandês de solidariedade com a Palestina que organizou o barco, espera-se que chegue amanhã às águas de Gaza.
Um dos irlandeses a bordo, Derek Graham, explicou que o barco leva material educativo, materiais de construção e alguns jogos. “Tudo que há a bordo foi inspecionado na Irlanda”, assegurou à imprensa irlandesa. “Gostaríamos de ter o caminho livre” para chegar até Gaza, assinalou.
Por sua parte, em declarações à televisão pública RTE, Maguire assegurou que “nenhum” de seus barcos leva armas, “mas meramente ajuda humanitária”. A Nobel da Paz defendeu a missão “para assegurar ao povo de Gaza que o mundo se preocupa” com eles. “Seu porto está fechado durante quarenta anos (...), 1,5 milhão de pessoas, uma população como a da Irlanda do Norte, permanece separada do mundo por este cerco ilegal e desumano em Gaza”, recordou.
“Pode-se imaginar se isso ocorresse aos 1,5 milhão de pessoas na Irlanda do Norte, o mundo estaria gritando para que isto parasse”, sublinhou Maguire, que incidiu que em Gaza há carência de medicamentos.
Por outra parte, sete cidadãos irlandeses foram detidos durante a ação de ontem, se bem que uma das ativistas já foi deportada para a Irlanda. O ministro de relações exteriores irlandês, Michael Martin, tem se mostrado muito crítico com a atuação israelense e tem pedido a libertação de seus concidadãos.
“Temos pedido a libertação incondicional dos cidadãos irlandeses detidos atualmente em Ashdod”, assinalou o ministro à imprensa, sublinhando que “não entraram ilegalmente em Israel, foram pegos em águas internacionais e levados a Ashdod”.
Um alto responsável da marinha israelense advertiu, em declarações ao jornal ‘Jerusalem Post’, que suas forças serão mais agressivas em futuras ocasiões ante os barcos que tentem romper o bloqueio a Gaza.


MST condena ofensiva de Israel contra povo palestino


31 de maio de 2010
Mais uma vez, a humanidade é surpreendida com uma ofensiva militar do Estado de Israel contra o heroico povo palestino. Hoje Gaza chora pelos mortos da frota humanitária de barcos que se dirigiam para a costa da região, levando toneladas de comida e remédios.
A invasão militar da Palestina pelos sionistas israelenses semeia, desde 1947 e1948, o ódio, a violência e a discórdia na região. Rios de sangue jorram constantemente nas ruas de varias cidades Palestinas. Milhares de mortos, milhares de torturados e milhares de presos.
Em 2002, fizemos chegar a bandeira do MST em Ramallah, no quartel-general da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Entregamos nossa bandeira nas mãos de Yasser Arafat e presenciamos a destruição da sede da ANP pelo exército de Israel. Ali diante da poeira das bombas sionistas reafirmamos nosso compromisso de defender a luta do povo palestino.
Também participamos, junto com a Via Campesina, das manifestações do "Dia da Terra" e do Fórum Social Palestino.
Em 2007, em nosso 5º Congresso Nacional, 18 mil trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra manifestaram novamente nosso apoio à causa palestina.
A cada ano uma cidade destruída por Israel, um vilarejo, um bairro, várias casas, prédios, centenas de oliveiras. A cada ano mais prisões, torturas e mortes de homens, mulheres, jovens, idosos, crianças palestinas.
O que faríamos se algum governo colonialista e invasor de nossa pátria destruísse nossas casas, matasse nossos filhos, torturasse nossos parentes, prendesse nossos amigos? E se isso acontecesse todos os dias durante 62 anos? De 1948 a 2010, 62 anos de dor, sofrimento e injustiças.
Em dezembro de 2008, enquanto o mundo se preparava para celebrar o Natal, Israel atacava Gaza. Famílias inteiras destruídas. Mais de 1500 mortos, mais de 3000 feridos. E agora, mais uma vez, desrespeitando todos os princípios do direito internacional humanitário, o governo de Israel deu ordem para que seus soldados atacassem e usassem da forca e da violência contra civis, pacifistas e ativistas dos direitos humanos que hoje não podem mais se expressar pois foram mortos por mais essa iniciativa de um governo que já mostrou ao mundo que não acredita nem respeita o diálogo,a autodeterminação nacional e a coexistência pacifica entre os povos e nações.
O Brasil e um pais de tradição pacífica e sua diplomacia tem buscado, nos últimos anos, fortalecer a ideia de que é necessário insistir em soluções politicas para conflitos armados, em soluções negociadas que garantam a redução ou mesmo eliminação dos focos de violência existentes nas mais diversas regiões do mundo.
Sendo assim, nós, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma organização que há 26 anos luta por justiça e democracia, gostaríamos de respeitosamente fazer os seguintes pedidos para a representação diplomática brasileira nos territórios palestinos (Ramallah) e para a Embaixada Brasileira em Tel-Aviv (Israel):
1. Que condene o ataque militar israelense à frota de barcos humanitária que tentava chegar em Gaza, ataque que resultou em vários mortos e feridos, inclusive uma brasileira, Iara Lee, cujo paradeiro até o momento não temos conhecimento;
2. Que as representações diplomáticas em Ramallah e Tel-Aviv se organizem para fazer uma visita por vilarejos palestinos e cidades que foram destruídas e onde o Estado de Israel ainda continua demolindo casas, desrespeitando os direitos humanos e os princípios do direito internacional humanitário.
3. Que procure organizar, junto com o Comité Internacional da Cruz Vermelha em Jerusalem uma visita aos presos políticos palestinos, em especial às 34 mulheres e ao representante do Conselho Legislativo Palestino, Ahmad Sadat, que vive uma situação de isolamento absoluto, não podendo receber visitas nem mesmo de sua própria família.
4. Que o governo brasileiro volte atrás na sua decisão de firmar,ratificar e regulamentar o Tratado de Livre Comercio Israel-Mercosul, pois consideramos um grande erro manter relações comerciais desse nível com um Estado que desrespeita cotidianamente os direitos humanos e diversas resoluções da ONU em relação à Questão Palestina e aos princípios fundamentais do Direito Internacional Humanitário;
5. Que o governo brasileiro aproveite este momento para refletir e amparar de maneira mais intensa e efetiva os refugiados palestinos que se encontram hoje no Brasil, principalmente os 150 palestinos que saíram do Iraque e ficaram em um Campo de Refugiados na Jordânia, e que hoje se encontram no Estado de São Paulo;
6. Que o governo brasileiro exija mais uma vez que Israel cumpra as resoluções da ONU sobre o estabelecimento de um Estado Palestino Livre e Soberano no território da Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, conforme resoluções já aprovadas e reiteradas pela Assembleia Geral;
7. Que o Brasil se utilize de todos os mecanismos disponíveis na Carta das Nações Unidas e outras resoluções da ONU para exigir do governo de Israel que cumpra a decisão do Tribunal Internacional da ONU de derrubar o “muro da vergonha”, que hoje já tem cerca de 400 km de extensão e que separa o povo palestino e israelense, configurando uma situação de apartheid que priva os palestinos do direito de ir e vir. Sugerimos neste ponto uma visita à entrada dos palestinos em Belém, cidade onde nasceu Jesus, que hoje se encontra cercada.
Desde já agradecemos vossa atenção e esperamos um retorno dessa representação diplomática para que possamos prestar contas ao povo brasileiro depois de uma visita humanitária que estamos realizando nesta região.
Setor de Relações InternacionaisMovimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST

REPÚDIO INDIGNADO A MAIS UMA COVARDE E DESUMANA AGRESSÃO SIONISTA


O Partido Comunista Brasileiro (PCB) manifesta seu repúdio e indignação diante do covarde ataque cometido por agentes do Estado terrorista de Israel, que agiram como verdadeiros piratas modernos contra a flotilha humanitária que levava remédios e suprimentos para a população bloqueada da Faixa de Gaza.

Trata-se de uma ação desumana e bárbara contra civis pacifistas, desarmados, realizada em águas internacionais, com o uso de barcos de guerra, forças especiais, helicópteros e armas pesadas. Foram assassinados cruelmente mais de 15 pacifistas e cerca de cinco dezenas ficaram feridos.

Este escandaloso massacre realizado pelos piratas israelenses faz parte da ofensiva sionista para calar todas as forças progressistas do mundo que clamam por uma paz justa na região e pela formação do Estado Palestino, livre e soberano. Além de uma violação ao direito internacional, esta agressão demonstra claramente para o mundo os métodos brutais com que o governo israelense trata não só os palestinos, mas todos os povos que se opõem à sua política de opressão na região. A impunidade de Israel é garantida por sua aliança com o imperialismo, sobretudo o norte-americano.

O Partido Comunista Brasileiro, coerente com sua ação internacionalista em defesa da liberdade dos povos, envia suas condolências às famílias dos pacifistas assassinados nessa ação selvagem, ao mesmo tempo em que manifesta sua profunda admiração por todos os pacifistas da Frotilha da Liberdade que, mesmo arriscando a própria vida, tiveram a coragem de expor ao mundo as atrocidades do bloqueio israelense por terra, mar e ar ao povo palestino na Faixa de Gaza.

Diante dessa barbaridade que envergonha o mundo, o Partido Comunista Brasileiro soma-se às forças progressistas que vêm emprestando irrestrita solidariedade ao povo palestino e dirige-se ao governo brasileiro no sentido de que rompa imediatamente todas as relações comerciais com Israel, expulse seu embaixador do Brasil e realize uma ação firme na ONU contra mais essa barbaridade cometida pelas forças sionistas.

Secretariado Nacional do PCB
31 de maio de 2010.

"Frota da Liberdade" Israel ataca em plenas águas internacionais

Por Eduardo Caetano,
RTP actualizado às 14:26 - 31 Maio '10

Pelo menos dezanove pessoas morreram e outras trinta e seis ficaram feridas na sequência do ataque de comandos israelitas à "Frota da Liberdade" que transportava cerca de 10 toneladas de ajuda humanitária e algumas centenas de militantes pró-palestinianos. O ataque deu-se em plenas águas internacionais. O Primeiro-Ministro israelita, Benjamin Netanyahu, decidiu manter a sua viagem oficial ao Canadá e aos Estados Unidos apesar do ataque.

Um conjunto de barcos liderados por um navio de nacionalidade turca dirigia-se para a Faixa de Gaza com ajuda humanitária e algumas centenas de pessoas que procuravam furar o bloqueio imposto por Israel àquela região do Médio Oriente. Aparelharam no domingo pelo meio-dia levando a bordo vários deputados do Parlamento Europeu que viajavam a título individual.

Detectados pela defesa israelita, três navios lança-mísseis da classe Saar saíram pelas 21h00 locais (18h00 TMG) do porto de Haifa e dirigiram-se à frota internacional com a missão de a interceptar e impedir a sua aproximação de território palestiniano. Era já madrugada quando esta segunda feira os três navios de guerra avistaram a frota auto-denominada "Frota da Liberdade". "O comando agiu em alto mar entre as 04h30 e as 05h00 da manhã (01h30 e 02h00 GMT) a uma distância de 70/80 milhas (130 a 150 quilómetros) das nossas costas", informa o porta-voz das Forças Armadas israelitas. Encontravam-se em plenas águas internacionais. Foi aí que as autoridades militares decidiram agir. Helicópteros israelitas transportaram os comandos que desceram por cordas à abordagem do navio turco Mavi Marmara, que comandava o comboio alegadamente humanitário.

Um canal de televisão do movimento islamista Hamas, que governa a Faixa de Gaxa, mostrava esta segunda-feira imagens de comandos israelitas a descer por cordas de helicópteros para os navios da frota de ajuda humanitária e a desencadearem confrontos armados com os passageiros pró-palestinianos já a bordo do barco turco que liderava o comboio. Vários feridos aparecem também claramente nas imagens telefundidas. Dez mortos e dezenas de feridos de acordo com as autoridades militares israelitas, 15 abatidos e meia centena de feridos a acreditar nomeadamente na ONG Turca a operar em Gaza IHH.

"Quinze pessoas foram mortas durante o ataque, sendo a maior parte delas de nacionalidade turca", afirmou Mohammed Kaya que dirige a ONG em Gaza. As Forças Armadas israelitas, que impuseram o silêncio nas informações sobre a sua acção militar, sempre foram adiantando a sua versão dos acontecimentos. De acordo com o canal de televisão israelita, os comandos israelitas abriram fogo após terem sido atacados com machados e facas por membros que seguiam a bordo da flotilha. "Durante a operação, soldados israelitas foram confrontados com duras violências físicas. Alguns dos passageiros utilizaram armas brancas ou machados e tentaram arrancar as armas das mãos de um dos soldados. Face à necessidade de defender a vida os soldados empregaram meios anti-motim e abriram fogo", lia-se no comunicado das Forças Armadas.

"Esses confrontos fizeram vários mortos e feridos entre os passageiros. Pelo menos quatro soldados foram feridos, um dos quais com um tiro e foram transferidos para hospitais israelitas", acrescentava o comunicado. Pelo menos um dos navios ficou apreendido pela marinha israelita.
Versão Israelita

Israel acusa os passageiros do barco turco, pró-palestinianos, dos incidentes ocorridos na madrugada desta segunda-feira.

De acordo com Mark Regev, o porta-voz do Primeiro-Ministro Benjamim Netanyahu, foram os passageiros do barco de ajuda humanitária que desencadearam os confrontos. "Nós fizemos todos os esforços possíveis para evitar este incidente. Os militares tinham recebido instruções segundo as quais se tratava de uma operação de polícia e um máximo de retenção deveria ser usado", acrescentou Regev citado pela France Press. "Infelizmente, eles foram atacados com uma extrema violência pelas pessoas do barco, com barras de ferro, facas e com tiros reais, sublinhou Mark Regev. Ficou por explicar na versão israelita porque é que a acção foi levada a cabo em águas internacionais sobre as quais a marinha israelita não tem quaisquer direitos e em consequência disso em clara violação do direito internacional.

O apelo aos protestos árabesEm Gaza, o Hamas, movimento islamista que controla o território, apelou a um levantamento árabe e dos muçulmanos frente às embaixadas israelitas.

"Apelamos a todos os árabes e a todos os muçulmanos que protestem frente às embaixadas sionistas em todo o mundo", declarava o porta-voz do Hamas, Sami Abou Zouhri.

O chefe do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh denunciou "o ataque bárbaro" contra a flotilha internacional.

A Autoridade Palestiniana reclamou a convocação de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas para analisar o acto. O Presidente Mahmoud Abbas condenou o "massacre" e decretou três dias de luto nos territórios palestinianos. "Consideramos que se trata de um massacre que nós condenamos", afirma Mahmoud Abbas.

O Egipto pleiteou o seu protesto contra a acção israelita com o porta-voz do ministro dos Negócios estrangeiros, Hossam Zaki, a "condenar as mortes perpretadas pelo exército israelita a bordo de um barco da flotilha que se dirigia a Gaza para furar o bloqueio israelita".

"O Egipto sempre chamou a atenção para o perigo do bloqueio ilegitimo imposto à Faixa de Gaza" e "apela novamente após estes trágicos incidentesao levantamento imediato" do bloqueio, concluiu.

Condenação internacionalA acção militar empreendida por Israel contra a missão alegadamente humanitária pró-palestiniana já foi condenada internacionalmente. O chefe da Liga Árabe Amr Moussa, já veio afirmar peremptoriamente que "nós condenamos este crime, cometido contra uma missão humanitária e contra civis. Nós tentamos ajudar as pessoas. Esta não era uma missão militar, toda a gente deveria condenar esta acção."

"Estamos em contacto com os países árabes para decidir a próxima etapa", concluiu Amr Moussa.

No Ocidente, a União Europeia já pediu a abertura de um "rigoroso inquérito" pelas autoridades israelitas sobre as circunstâncias do seu raide contra a frota de ajuda pró-palestiniana.

Os embaixadores dos 27 países da União Europeia em Bruxelas reúnem-se extraordinariamente no início da tarde de hoje para fazer o ponto da situação após o assalto do exército israelita à flotilha pró-palestiniana que se dirigia a Gaza. A Grécia já chamou o embaixador israelita em Atenas para saber da situação dos seus cidadãos e interrompeu o exercício militar conjunto a que que levava a cabo com a marinha israelita.

A França pela voz do seu Presidente, Nicolas Sarkozy , "condenou" o "uso desproporcionado da força" exigindo "toda a luz sobre esta tragédia" que demonstra a necessidade do relançamento do processo de paz.

O comunicado do Eliseu refere que o "Presidente da República exprime a sua profunda emoção face às trágicas consequências da operação militar israelita contra a 'Flotilha da Paz' com destino a Gaza".

Desproporcionado foi também a qualificação do governo alemão. A intervenção mortífera israelita contra a flotilha pró-palestiniana ao largo de Gaza "é à primeira vista desproporcionada" segundo afirma o porta-voz do executivo de Angela Merkel, Ulrich Wilhelm.

"Os governos alemães sempre reconheceram o direito de Israel de se defender mas esse direito deve ser exercido no quadro de uma resposta proporcional" acrescenta concluindo que "à primeira vista parece que esse não é o caso".

O ministro irlandês dos Negócios Estrangeiros, Micheal Martin, denunciou a acção "totalmente inaceitável" de Israel.

"Estou seriamente preocupado com o assalto a um navio turco esta manhã por comandos israelitas", declarou o responsável político irlandês. "O meu ministério procura estabelecer os factos e assegurar-se da segurança dos oito irlandeses que estavam a bordo", continuou.

"As informações segundo as quais 15 pessoas teriam morrido e 50 ficado feridas, se forem confirmadas, contituiriam uma resposta totalmente inaceitável do exército israelita contra o que era uma missão humanitária que tentava entregar bens absolutamente necessários aos habitantes de Gaza", acrescentou. A Noruega junta a sua à voz dos outros países que condenam a acção israelita qualificando-a de "inaceitável" e reclamando um inquérito internaconal segundo declarou o seu primeiro-ministro, Jens Stoltenberg.

A Noruega chamou também o embaixador israelita em Oslo. "Quaisquer que sejam as circunstâncias, é inaceitável lançar um assalto militar contra militantes humanitários civis", afirmou.

"O governo norueguês possui informações segundo as quais o exército israelita assaltou barcos que transportavam ajuda humanitária civil", concluiu.

O Governo português "condena" o assalto israelita e apela à instauração "rápida" de um inquérito "imparcial.

"O governo portuguêslamenta profundamente a perda de vidas humanas, condena o uso excessivo da força contra alvos civis e apela à instauração rápida de um inquérito para definir de forma imparcial as responsabilidades", lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"O governo português reitera a sua profunda preocupação com a situação humanitária em Gaza e apela à aplicação total da resokução 1860 do Conselho de Segurança e ao respeito pelos direitos humanitário internacional" acrescenta a nota do ministério de Luís Amado.

O Alto Comissário da ONU para os Direitos do Homem, Navi Pillay, afirmou-se "chocado" pelo assalto à flotilha pró-palestiniana.

"Estou chocado com as informações que indicam que uma missão humanitária foi atacada esta madrugada e que causou mortes e feridos quando a frota se aproximava da costa de Gaza", declarou Navi Pillay.

O Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, revelou-se "chocado" em Kampala com o assalto dos comandos israelitas.

"Injustificável" e "inaceitável" são qualificativos que se lêem em quase todas as notas dos governos europeus sobre o incidente da madrugada desta segunda-feira. Relações agravam-se entre a Turquia e IsraelA Turquia convocou o embaixador israelita em Ankara. "O Embaixador (Gabby Levy) foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros. Nós vamos transmitir-lhe a nossa reacção em termos muito firmes", declarou um diplomata turco que pediu o anonimato.

O vice-primeiro-ministro, Bulent Arinc, manteve entretanto, uma reunião de urgência com os mais altos responsáveis, entre os quais o ministro do Interior, o Chefe da Marinha e o Chefe das Operações Militare de acordo com a agência Anatólia. As relações entre a Turquia e Israel, que já não se encontravam num nível ideal poderão agravar-se substancialmente e mesmo piorarem irreversivelmente. O incidente "poderá trazer consequências irreparáveis nas nossas relações bilaterais", avisa Ankara que chamou o seu embaixador em Israel à capital.

Em Istambul e Ankara, concentraram-se muitas centenas de pessoas frente às instalações diplomáticas israelitas para protestar contra o ataque à "Frota da Liberdade". Em Istambul, meio milhar de manifestantes protestaram energicamente entoando slogans hóstis a Israel. Importantes forças policiais foram deslocadas para o local evitando que a situação saísse de controlo. Não impediram no entanto, o lançamento da garrafas de plástico contra o edifício.

Na capital, cerca de 200 pessoas manifestaram-se frente à residência do embaixador de Israel. Promoveram uma oração pública.

NOTA DO MOPAT DIANTE DO ATAQUE À FROTA DA LIBERDADE

Mais uma vez o estado de Israel choca o mundo com mais um ato bárbaro de violação dos direitos humanos e das leis internacionais. O ataque à “Frota da Liberdade”, que transportava mais de 750 pessoas além de 10 toneladas de produtos destinados a prover ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza, levando à morte de 19 pessoas e dezenas de feridos, provocou uma onda de protestos no mundo todo.
Na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o representante de Israel afirmou que não existe “crise humanitária em Gaza” e que esse território "é ocupado por terroristas que expulsaram a Autoridade Palestina mediante um violento golpe e que introduzem armas, incluindo por via marítima". Alegou ainda que a frota não tinha propósitos humanitários.
Mais uma vez o discurso israelense mescla o cinismo e a hipocrisia para justificar seus atos terroristas que atingem não só a população palestina, mas toda a humanidade. Ainda estão frescas na memória de milhões as cenas aterradoras do último ataque israelense a Gaza, quando os alvos eram idosos, mulheres, crianças sem qualquer distinção. Para Israel são terroristas todos aqueles que resistem ao sionismo que vem usurpando as terras e expulsando palestinos, transformando Gaza em uma verdadeira prisão a céu aberto. Afirma agir em defesa de suas “segurança”, mas ao mesmo tempo não nega o fato de que o ataque foi desfechado em águas internacionais.
As respostas dos governos diante das ações sionistas têm sido marcadas por eventuais endurecimentos retóricos, mas sem nenhuma ação concreta capaz de produzir resultados efetivos. No Brasil, o governo brasileiro convocou a Embaixada israelense para prestar esclarecimentos sobre o ataque à ‘Frota da Liberdade’, e expressou sua condenação diante do ataque israelense. Mas por mais importantes que sejam, tais ações não bastam. É preciso atitudes mais enérgicas e eficazes como o cancelamento do Tratado de Livre Comércio (TLC) Mercosul-Israel.
Contudo, as respostas mais efetivas têm vindo da sociedade civil. Manifestações massivas em várias partes do mundo têm cumprido um papel decisivo para desmascarar Israel, demonstrar a natureza terrorista daquele Estado e para mostrar a real situação de opressão bárbara a que está submetida a população palestina.
O MOPAT considera que é inadmissível tal situação. E conclama todos movimentos sociais, organizações da sociedade civil e organizações políticas a assumirem uma postura firme de condenação a mais esse ato lesa-humanidade e a unir forças para combater o sionismo e prestar solidariedade ativa com a causa palestina.
Movimento palestina para todos (MOPAT)
01/06/2010

Comunicado à imprensa, Vários abaixo-assinados


31 de maio de 2010


Nós, palestinos de Gaza, membros da Organizações da Sociedade Civil e ativistas internacionais apelamos à comunidade internacional e a sociedade civil a pressionarem seus governos para exigir que Israel pare com os seqüestros e assassinatos e ataques contra a Flotilha Liberdade para Gaza, e que iniciem uma resposta global para segurar Israel e exigir que este responda pelo assassinato de civis estrangeiros no mar e pela pirataria praticada contra navios civis que transportam ajuda humanitária para Gaza.


Saudamos a coragem de todos aqueles que organizaram esta ação de ajuda, com 750 pessoas de consciência de 40 países diferentes, incluindo 35 políticos internacionais com a intenção de romper o cerco israelense-egípcio. Nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos que perderam entes queridos no atentado.


Ao navegar diretamente para Gaza, fora das águas de Israel, com carga de 10 mil toneladas de concreto necessário para a reconstrução das casas, brinquedos, livros, chocolates, massas e substanciais suprimentos médicos, a flotilha está exercendo o direito internacional e na defesa do artigo 33 º da Quarta Convenção de Genebra, que determina claramente que a punição coletiva é um crime contra a humanidade.


As dificuldades dos palestinos enfrentam com o fechamento de Gaza têm sido bem documentados por todos os grupos de direitos humanos que operam na região, mais recentemente, pela Anistia Internacional que, em seu Relatório anual dos Direitos Humanos , concluiu que o cerco "aprofundou a crise humanitária em curso, o desemprego em massa, a pobreza extrema, a insegurança alimentar que aumentou porque e preço dos alimentos sobe devido à escassez, deixando quatro em cada cinco habitantes de Gaza dependendo de ajuda humanitária.


O alcance do bloqueio e declarações feitas por autoridades israelenses sobre sua finalidade mostraram que o cercofoi imposto como forma de punição coletiva aos habitantes de Gaza, uma violação flagrante do direito internacional. "As Nações Unidas continuamente afirmam que apenas uma fração da ajuda necessária está entrando na Faixa devido ao que chamam de "cerco medieval", como John Ging o diretor da UNRWA, a agência da ONU para os Refugiados da Palestina, em Gaza, especificamente expressando a necessidade de a frota de entrar em Gaza.


A União Européia, o Alto Representante dos Negócios Estrangeiros Catherine Ashton apenas reiterou o seu apelo para "a abertura imediata e incondicional sustentada das passagens para o fluxo de ajuda humanitária, mercadorias e pessoas da Faixa de Gaza.


"O povo de Gaza não são pessoas dependentes, mas pessoas auto-suficientes, fazendo o que podem para manter alguma dignidade na vida, na seqüência deste colossal devastação feita pelo homem que priva muitos de uma partida fundamental na vida ou aspirações mínimas para o futuro


.Nós, da Faixa de Gaza, convidamos vocês a demonstrarem o apoio aos homens e mulheres corajosos que estavam na Flotilha da Liberdade, agora muitos assassinados, em uma missão de ajuda humanitária. Insistimos em rompimento de relações diplomáticas com Israel, nos julgamentos por crimes de guerra e à proteção internacional aos civis de Gaza. Chamamos pela adesão ao boicote internacional crescente, desinvestimento e sanções, a campanha (BDS) a um país que mais uma vez provou ser indiscutivelmente violento. Juntem-se a crescente massa crítica em torno do mundo, com o compromisso de apoiar os palestinos para que seja feita a Justiça, pois eles têm os mesmos direito de qualquer outro povo, pelo fim do cerco, da ocupação é pelo retorno dos mais e os seis milhões de refugiados.


Organizações signatárias:


The One Group Estado Democrático

Associação de Professores da Universidade

Fórum Cultural Árabe

Campanha de Estudantes Palestinos 'para o Boicote Acadêmico de Israel

Associação do Banco Al-Quds de Cultura e Informação

Comitê Popular contra o muro e os colonatos

Movimento Internacional da Solidariedade

Rede de palestinos de Organizações Não-Governamentais

Palestino Comitês de Mulheres

União dos Estudantes Progressive

Médico da Sociedade de Socorro

A Sociedade Geral de Reabilitação

Comunidade de Gaza Programa de Saúde Mental

União Geral das Mulheres Palestinas

Afaq Centro Cultural Jadeeda para Mulheres e Crianças

Centro de Deir al-Balah Cultural de Mulheres e Crianças

Maghazi Centro Cultural para Crianças

Centro Al-Sahel para as Mulheres e da Juventude

Kanfani Jardins de Infância Ghassan

Rachel Corrie Centro, Rafah

Rafah City Sisters Olympia

Al Awda Centro de Rafah

Hospital Al Awda, Camp Jabaliya

Ajyal Associação Gaza

União Geral dos Sindicatos palestino

Centro Al Karmel, Nuseirat

Inititiative Local, Beit Hanoun

União das Comissões de Trabalho da Saúde

Red Crescent Society Faixa de Gaza

Beit Lahiya Centro Cultural

Al Awda Centro de Rafah


ilustração: o navio Marmara com 750 ativistas que foi atacado pela marinha israelense que assassinou dezenas de atvistas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Total solidariedade aos Palestinos e em especial às mulheres Palestinas:

A FDIM - Federação Democrática Interncional de Mulheres repudia energicamente o ataque militar criminoso de Israel contra a “Frota da Liberdade”, missão pacífica e humanitária que viajava à Faixa de Gaza para entregar alimentos e remédios à população do território bloqueado por Israel. Foram assassinadas 19 pessoas de diferentes nacionalidades e mais de 60 ficaram feridas.Mais uma vez o Estado terrorista e assassino do Governo de Israel - responsável pela situação calamitosa em que se encontram os palestinos da Faixa de Gaza -, demonstra sua face sanguinária e violeta ao mundo, com a perspectiva de impunidade, a partir do momento que seus comparsas americanos com poder de veto na ONU, seguem dando apoio a essa carnificina contra o Povo valente e guerreiro da Palestina, que luta incansavelmente, com apoio de toda a Humanidade, pela Palestina Libre.

Israel considera que o povo Palestino não tem direito a sua Pátria, ao seu Estado independente e livre e segue usando todaa força militar ao seu alcance para impedir as nações livres e democráticas de levarem ajuda humanitária à Faixa de Gaza, tão necessária para salvar as vidas desse povo perseguido, agredido e invadido.

Ao manifestarmos nossa indignação e repúdio, conclamamos a todos os povos livres e democráticos, compromissados com a independencia, soberania e Paz, a se manifestarem publicamente, exigindo que Israel seja punido de forma exemplar, desmascarando uma vez mais, a face assassina desse governo terrorista e invasor.
A força de toda a Humanidade é maior do que a de Israel e a solidariedade ao povo da Palestina é a força de nossa ação em prol da Palestina Livre retomando as fronteiras estabelecidas em 1967 e Jerusalém Oriental como sua capital.
Essa agressão a uma missão internacional de Paz, um crime internacional contra navios de nacionalidade Turca, contra cidadãos de várias nacionalidades, afronta e é dirigido à toda a comunidade internacional, uma vez que foi perpetrado em águas internacionais.
Vários países já se pronunciaram repudiando essa ação dentre eles o meu país, Brasil, através do Governo do Presidente Lula que se manifestou declarando total repúdio a essa ação do governo de Israel.

Viva o povo e as mulheres Palestinas!
Pela Palestina Livre!
Libertação imediata dos presos, dos navios e da ajuda humanitária!
Total condenação do Governo de Israel!
Um grande abraço,
Márcia Campos

Ataque israelense à “Flotilha da Liberdade”

Nota nº 349 do Governo brasileiro (http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/ataque-israelense-a-201cflotilha-da-liberdade201d)

31/05/2010 -
Com choque e consternação, o Governo brasileiro recebeu a notícia do ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza, do qual resultou a morte de mais de uma dezena de pessoas, além de ferimentos em outros integrantes.

O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo.

Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.

Preocupa especialmente ao Governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava numa das embarcações que compunha a flotilha humanitária. O Ministro Celso Amorim, ao solidarizar-se com os familiares das vítimas do ataque, determinou que fossem tomadas providências imediatas para a localização da cidadã brasileira.

A Representante do Brasil junto à ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar israelense.

O Embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do Governo Brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira.

Total solidariedade aos Palestinos

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz – Cebrapaz - vem a público condenar de forma veemente o vil ataque militar israelense contra a “Frota da Liberdade”, missão pacífica e humanitária que viajava à Faixa de Gaza para entregar alimentos e remédios à população do território bloqueado por Israel. Durante o ataque foram assassinadas 19 pessoas de diferentes nacionalidades e mais de 60 ficaram feridas.

Tal crime de lesa-humanidade cometido pelo governo de Israel demonstra mais uma vez sua natureza agressiva e terrorista. Israel não só nega o direito do povo palestino a ter seu estado independente, como usa a força mi litar para impedir qualquer ajuda humanitária a este martirizado povo, vítima de ocupação e ataques, como ocorreu entre fins de dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

O Cebrapaz manifesta sua indignação, sua revolta e repúdio a este ato terrorista perpetrado contra militantes desarmados e indefesos, bem como a solidariedade ao povo palestino em sua legítima luta pela criação de um Estado livre e independente com as fronteiras estabelecidas em 1967 e Jerusalém Oriental como sua capital.

A ignominiosa agressão ocorreu em águas internacionais, constituindo, portanto, crime de dimensão internacional. É necessário dizer que as agressões do Estado israelense contra o povo palestino têm contado com o apoio e a tolerância dos Estados Unidos.

O Cebrapaz soma-se ao Conselho Mundial da Paz no chamamento a todas as forças amantes da paz para que denunciemos amplamente mais este crime, que não pode ficar impune.

Viva o povo palestino!
Fora Israel das terras ocupadas palestinas!
Libertação imediata dos ativistas e dos navios e da sua carga humanitária!
São Paulo, 31 de maio de 2010.
CEBRAPAZ Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
Sede Nacional: Rua Rego Freitas, 148, conjunto 24 - República -
CEP 01220-010 - São Paulo - Brasil
TEL. (11)3223-3469
www.cebrapaz.org.br

A verdadeira natureza da entidade sionista



A Faixa de Gaza sofre um bloqueio total por parte da entidade sionista “Israel” com a colaboração do governo egípcio. Colocando um milhão e meio de pessoas em situação de crise humanitária

A Frota da Liberdade, composta por 6 navios de diferentes tamanhos, e encabeçada pelo navio turco Mavi Marmara, se direcionava para Faixa de Gaza com 10 toneladas de ajuda humanitária. O navio Mavi Marmara tinha um sistema de comunicação que permitia o acompanhamento do que se passava a bordo. Com isso, quando os “comandos” da elite israelense atacaram os internacionalistas desarmados, muitas pessoas ao redor do mundo estavam acompanhando tudo via internet. Agora as imagens estão nas cadeias internacionais de notícias. Não se pode negar mais este crime hediondo praticado por “Israel”. Os comandos que desceram de helicópteros, assim que colocaram os pés no deck do navio, começaram a atirar nas pessoas, tanto com munição de guerra como também com gás. Um legítimo ato de pirataria em águas internacionais.

As últimas informações colocam o número de 19 internacionalistas assassinados e dezenas de feridos!
Esta é a natureza da entidade sionista. A chamada “Israel”; é uma entidade racista que se acredita acima da Lei. Uma entidade que se formou a partir do terrorismo, racismo, roubo de terras, massacres, tortura, roubo de orgãos, assassinatos extra-judicias, massacres, genocídio... É uma entidade que desafia a comunidade internacional em todos os níveis, inclusive possuindo um enorme arsenal nuclear que coloca em risco toda região.
Esta na hora de toda comunidade internacional dar um basta nestes crimes praticados por esta entidade fora da Lei !
Esta última ação covarde contra internacionalistas desarmados faz com que uma iniciativa forte seja tomada por todos países respeitadores das Leis Internacionais e amantes da Paz.
Que o sangue destes mártires não seja em vão, e a alma dos milhares de mártires palestinos também seja honrada ! Conclamamos que o Brasil se mantenha digno na sua trajetória de respeito a Justiça e a Liberdade dos Povos, cortando relações diplomáticas e economicas, com a entidade sionista “Israel”.
Chamamos também todos militantes para que se manifestem e divulguem estes crimes bárbaros para que não mais se reproduzam e que seus perpetradores sejam julgados em Tribunais Internacionais e condenados.
Brasilia, 31 de maio de 2010


Comitê de Apoio à Resistência Palestina-DF Instituto Handala – Brasilia DF/BR

Por que vou a Gaza

A brasileira Iara Lee, cineasta e ativista social, era uma das integrantes da "Flotilha da Liberdade", um grupo de seis navios que transportava mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza e que foi atacado por Israel na madrugada dessa segunda-feira (31/5). Ainda não há informações sobre seu paradeiro. Abaixo, um texto escrito por Iara pouco antes da viagem.
Iara Lee

Em alguns dias eu serei a única brasileira a embarcar num navio que integra a GAZA FREEDOM FLOTILLA. A recente decisão do governo israelense de impedir a entrada do acadêmico internacionalmente reconhecido Noam Chomsky nos Territórios Ocupados da Palestina sugere que também seremos barrados. Não obstante, partiremos com a intenção de entregar comida, água, suprimentos médicos e materiais de construção às comunidades de Gaza.


Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza.


O cerco à Faixa de Gaza pelo governo israelense tem origem em 2005, e vem sendo rigorosamente mantido desde a ofensiva militar israelense de 2008-09, que deixou mais de 1.400 mortos e 14.000 lares destruídos. Israel argumenta que suas ações militares intensificadas ocorreram em resposta ao disparo de foguetes ordenado pelo governo Hamas, cuja legitimidade não reconhece. Porém, segundo organizações internacionais de direitos humanos como Human Rights Watch, a reação militar israelense tem sido extremamente desproporcional.


O cerco não visa militantes palestinos, mas infringe as normas internacionais ao condenar todos pelas ações de alguns. Uma reportagem publicada por Amnesty International, Oxfam, Save the Children, e CARE relatou, “A crise humanitária [em Gaza] é resultado direto da contínua punição de homens, mulheres e crianças inocentes e é ilegal sob a lei internacional.”


Como resultado do cerco, civis em Gaza, inclusive crianças e outros inocentes que se encontram no meio do conflito, não têm água limpa para beber, já que as autoridades não podem consertar usinas de tratamento destruídas pelos israelenses. Ataques aéreos que danaram infraestruturas civis básicas, junto com a redução da importação, deixaram a população em Gaza sem comida e remédio que precisam para uma sobrevivência saudável. Nós que enfrentamos esta viagem estamos, é claro, preocupados com nossa segurança também. Anteriormente, alguns barcos que tentaram levar abastecimentos a Gaza foram violentamente assediados pelas forças israelenses. Dia 30 de dezembro de 2008 o navio ‘Dignity’ carregava cirurgiões voluntários e três toneladas de suprimentos médicos quando foi atacado sem aviso prévio por um navio israelense que o atacou três vezes a aproximadamente 90 milhas da costa de Gaza. Passageiros e tripulantes ficaram aterrorizados, enquanto seu navio enchia fazia água e tropas israelenses ameaçavam com novos disparos.


Todavia eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise.


Com a partida dos nossos navios, o senador Eduardo Matarazzo Suplicy mandou uma carta de apoio aos palestinos para o governo de Israel. “Eu me considero um amigo de Israel e simpatizante do povo judeu” escreveu, acrescentando: “mas por este meio, e também no Senado, expresso minha simpatia a este movimento completamente pacífico…Os oito navios do Free Gaza Movement (Movimento Gaza Livre) levarão comida, roupas, materiais de construção e a solidariedade de povos de várias nações, para que os palestinos possam reconstruir suas casas e criar um futuro novo, justo e unido.” Seguindo este exemplo, funcionários públicos e outros civis devem exigir que sejam abertos canais humanitários a Gaza, que as pessoas recebam comida e suprimentos médicos, e que Israel faça um maior esforço para proteger inocentes. Enquanto eu esteja motivada a ponto de me integrar à viagem humanitária, reconheço que muitos não têm condições de fazer o mesmo. Felizmente, é possível colaborar sem ter que embarcar em um navio. Nós todos simplesmente temos que aumentar nossas vozes em protesto contra esta vergonhosa violação dos direitos humanos.