sábado, 2 de maio de 2020

‘Economia de Resistência’ iraniana: sonho pós-corona da maioria silenciosa no ocidente (1/2)

24/4/2020, Ramin Mazaheri, The Vineyard of the Saker e PressTV
Los iraníes compran en el mercado del Gran Bazar en la capital, Teherán, el 20 de abril de 2020, mientras la amenaza de la pandemia COVID-19 persiste antes del mes sagrado musulmán del Ramadán. (Foto por AFP)
Quer dizer então, que teve de acontecer uma pandemia plus confinamento, para que alguns no Ocidente se apercebessem de que esse liberalismo econômico clássico em escala global – i.e. a estreita hiper-especialização da divisão do trabalho de Adam Smith e a teoria da vantagem competitiva geradora de castas, de David Ricardo – torna uma nação economicamente vulnerável? Essa epifania não é nova para aqueles países cujos imperialistas forçaram a se tornarem independentes, precariamente, com a renda de uma única colheita/vaca.
Tem sido interessante assistir à televisão norte-americana, nesses dias: quase nunca se encontra abertamente discutido o impacto financeiro do Grande Confinamento das classes subalternas. O norte-americano médio está atualmente sendo violentado, isso sim, com uma torrente incessante de culto aos médicos, tecnocratas, políticos em campanha eleitora,, que não podem parar de atirar, apesar da crise; e de analistas de classe alta, que dizem aos pobres que fiquem em casa a qualquer custo – ignorando a condição financeira dos que não tem sequer $500 para alguma emergência, mesmo que esses sejam 63% dos EUA.

Já antes do corona, a TV dos EUA sempre foi e é reino ao qual absolutamente não se veem brancos pobres que falam pelo nariz, negros pobres não miseráveis, e latinos que não cantam/dançam/limpam. Povos norte-americanos originais são tão absolutamente ausentes, que é como se nem existissem.

Se tivéssemos de definir a economia do Irã em frase curta, seria: Todos são considerados, mas as necessidades das classes mais pobres vêm em primeiro lugar.

Nenhum iraniano negará que tem sido exatamente assim desde 1979, e tornou-se muito claramente visível depois do fim da Guerra da Santa Defesa (Guerra Irã-Iraque): houve redução constante das favelas e da pobreza absoluta, e aumento constante na infraestrutura, na educação, produção e diversificação. Isso explica o salto imenso que o país conseguiu dar em praticamente todos os índices econômicos desde 1989, e também explica que o Irã tenha podido mobilizar 300 mil voluntários (atenção às mentiras do The Wall Street Journal: “os “canhões d’água” eram, na verdade, “canhões de desinfecção”) para irem de porta-em-porta para informar, ajudar e impedir a disseminação do Coronavírus – há apoio, confiança, unidade, e conversa nas duas direções.

Quando o corona surgiu, muitos comentaristas ignorantes de tudo que tenha a ver com o Irã real assumiram que a doença devastaria o país atrasado, governado por estado totalitário insensível: apesar de haver 5.000 mortos, a taxa de mortalidade no Irã é inferior à de praticamente todas as nações ocidentais.
El personal médico iraní, con equipo de protección, trabaja en la sala de cuarentena de un hospital en Teherán el 1 de marzo de 2020. (Foto de AFP)
Claro, sei que vocês dirão “o Irã mente”. – Foram doutrinados para responder desse modo a qualquer coisa que ouçam dita por qualquer iraniano. Desde as triplas (EUA, UE, ONU) sanções, a imprensa hegemônica ocidental sempre acrescenta indicadores de ‘dúvida/suspeita’ como “o Irã diz que…” a toda e qualquer manchete que venha do Irã. No começo, me incomodava muito; agora, já é notícia velha – se o governo disse que o Sol raiou hoje, a manchete dirá que “oIrã diz que o sol raiou”.
Por isso, os céticos/iranófobos permanecerão para sempre sem se deixar convencer, e eu respondo com um habeas corpus – quero ver o corpo. De fato, é exatamente o que epidemiologistas ocidentais – e sua coorte de propagandistas adoradores de tecnocratas – lutam para não oferecer: dados. Porque a verdade é que seus mais ousados prognósticos saíram-lhes menos acurados que boletim meteorológico moderno (quase sempre, porque subestimaram a influência de iniciativas de responsabilidade pessoal), e não merecem toda a confiança histérica e acrítica que receberam da mídia-empresa ocidental.
Com os iranófonos vasculhando fotos de satélite à procura de valas comuns secretas (Quantas pessoas vocês imaginam que o Irã esteja ocultando – 50 mil, 100 mil mortos? Quantas mais terão de ser silenciadas, e numa nação cheia de aparelhos pessoais para difusão de noticiais? Até a ideia de que tal coisa seja possível já é absurda…).
Ao mesmo tempo em que o ocidente aplica medidas ainda mais draconianas do que o Irã jamais aplicou (porque o serviço de saúde é pior; porque faltam voluntários, por medo das contas médicas a pagar; por causa de uma população estressada/pouco saudável/obesa; pela falta de linhas de coordenação nacional; efeito de uma aclimatação a “estados de emergência” e outros fatores), o Irã está baixando as curvas e voltando ao trabalho.
E os iranianos voltam ao trabalho, sempre em plena honestidade política: repetindo que o imperialismo norte-americano é mais mortal que o coronavírus – como disse o presidente Rouhani. Nem é preciso comparar o número de cadáveres, porque todos sabem que os mortos pelo EUA-imperialismo vêm em número incontavelmente maior. Epidemiologistas ocidentais podem sossegar.
O Irã está voltando lentamente ao trabalho: muitos estão trabalhando de casa, mulheres com filhos pequenos têm prioridade, na determinação de quem trabalha remotamente, o governo pede que todos usem de bom senso. Mas a retomada da atividade normal só veio depois de muitos dentro do governo terem usado de bom senso, para dizer que uma crise econômica de modo algum poderia ser acrescentada a uma crise de saúde pública.
Claro que, se o Irã não tivesse sido tão duramente atacado por esse bloqueio tão violentamente desumano, teríamos mais dinheiro resultante da venda de petróleo para pagar para que as pessoas ficassem em casa, como algumas outras nações. Mas o ocidente negou essa chance ao povo do Irã, assim como negou também medicamentos, justiça, paz, etc. Os governos ocidentais, de tanto que temem o coronavírus, estão exigindo que as próprias classes subalternas cometam suicídio econômico. Mas os pobres iranianos sabem que o melhor patrão, o mais amplo, o mais confiável, é o governo do Irã – e por isso sabe que as medidas que começam a ser tomadas para um retorno sensível e seguro ao trabalho é o melhor encaminhamento, agora, para o Irã e para os iranianos.
Que todos usem de bom senso. Uma recente fatwa emitida pelo Líder da Revolução Islâmica Aiatolá Said Ali Khamenei só nos relembra de o quanto o Irã revolucionário escolheu firmemente deixar-se inspirar pelo Islã. E de o quanto o Irã revolucionário NÃO é nação fundamentalista/Salafista/Wahhabista Islâmica: OK não cumprir o jejum durante o mês de Ramadan (que começa dia 23 de abril), se você realmente crê que o jejum possa causar ou agravar doença. Maravilhoso que seja o Ramadan, e dado que a ciência não sabe exatamente, 100%, como essa doença ataca, um jejum prolongado pode baixar as resistências imunológicas – o que me parece racional e aceitável.
Simplesmente, esse ano o Ramadan não será típico, infelizmente. Espero que muitos iranianos (e muçulmanos em todo o mundo) usem o senso comum, para proteger os vulneráveis e reduzir o número de infecções de segunda onda. Quem tenha vulneráveis e idosos em casa, deve lembrar que os muçulmanos têm todo um ano para recuperar dias de Ramadan diferentes do previsto e desejado.
A segunda parte explicará por que é impossível fazer reverter a globalização, como se faz necessário, num ocidente dominado pelo seu 1%; e por que a “Economia de Resistência” do Irã é a vacina perfeita contra o coronavírus e o caos econômico relacionado ao confinamento.*******

Coronavírus, vacinas e a Fundação Gates





Pesquisa Global, 2 de maio de 2020

Indiscutivelmente, ninguém foi mais ativo na promoção e financiamento de pesquisas sobre vacinas destinadas a lidar com o coronavírus do que Bill Gates e a Fundação Bill e Melinda Gates. Desde o patrocínio de uma simulação de uma pandemia global de coronavírus,  semanas antes do anúncio do surto de Wuhan, até o financiamento de numerosos esforços corporativos para criar uma nova vacina para o vírus aparentemente novo, a presença de Gates está lá. O que isso realmente implica?

Devemos admitir que pelo menos Bill Gates é profético. Ele afirma há anos que uma pandemia global  assassina virá e que não estamos preparados para isso. Em 18 de março de 2015, Gates deu uma palestra no TED sobre epidemias em Vancouver. Naquele dia, ele escreveu em seu blog: “Acabei de fazer uma breve palestra sobre um assunto sobre o qual tenho aprendido muito ultimamente: epidemias. O surto de Ebola na África Ocidental é uma tragédia - enquanto escrevo isso, mais de 10.000 pessoas morreram. ” Gates acrescentou: “Por mais terrível que tenha sido essa epidemia, a próxima pode ser muito pior. O mundo simplesmente não está preparado para lidar com uma doença - uma gripe especialmente virulenta, por exemplo - que infecta um grande número de pessoas muito rapidamente. De todas as coisas que poderiam matar 10 milhões de pessoas ou mais, de longe a mais provável é uma  epidemia . ”
No mesmo ano de 2015, Bill Gates escreveu um artigo para o  New England Journal of Medicine  intitulado "The Next Epidemic: Lessons from Ebola". Lá, ele falou de uma classe especial de medicamentos que “envolve dar aos pacientes um conjunto de construções baseadas no RNA que lhes permitam produzir proteínas específicas (incluindo anticorpos). Embora essa seja uma área muito nova, é promissora porque é possível que uma terapia segura possa ser projetada e colocada em escala industrial relativamente rápida. Pesquisas mais básicas, bem como o progresso de empresas como Moderna e CureVac, podem eventualmente tornar essa abordagem uma ferramenta essencial  para deter epidemias . ” Hoje, Moderna e CureVac recebem fundos da Fundação Gates e estão liderando a corrida para desenvolver uma vacina COVID-19 aprovada com base no mRNA.

2017 e Fundação do CEPI
Uma pandemia global semelhante à gripe é algo que Gates e sua fundação bem-financiada passaram anos se preparando. Em 2017, durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, Gates iniciou algo chamado CEPI, a Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias, juntamente com os governos da Noruega, Índia, Japão e Alemanha, juntamente com o Wellcome Trust do Reino Unido. Seu objetivo declarado é "acelerar o desenvolvimento de vacinas para conter surtos"  de futuras epidemias .  Ele observou na época que "uma área promissora da pesquisa de desenvolvimento de vacinas está usando avanços na genômica para mapear o DNA e o RNA de patógenos e fazer vacinas". Voltaremos a isso.

Evento 201
Em 2019, Bill Gates e a fundação começaram lançar  cenários de pandemia. Ele fez um vídeo para Netflix que criou um cenário imaginário sinistroO vídeo, parte da série "Explained", imaginava um mercado úmido na China, onde animais vivos e mortos são empilhados e um vírus altamente mortal irrompe e se espalha por todo o mundoGates aparece como um especialista no vídeo para avisar: "Se você pensar em algo que possa matar milhões de pessoas, uma pandemia é o nosso maior risco". E que se nada fosse feito para "se preparar melhor para as pandemias, chegaria o momento em que o mundo olharia para trás e desejaria ter investido mais em possíveis vacinas". Isso foi semanas antes que o mundo soubesse sobre morcegos e um mercado úmido ao vivo em Wuhan,  China .
Em outubro de 2019, a Fundação Gates se uniu ao Fórum Econômico Mundial e ao Centro de Segurança da Saúde Johns Hopkins para aprovar o que eles chamaram de simulação de cenário “fictício” envolvendo algumas das principais figuras do mundo em saúde pública. Foi intitulado Evento 201.
Conforme seus site descrevem, o Evento 201 simulou um “surto de um novo coronavírus zoonótico transmitido de morcegos a porcos para pessoas que eventualmente se torna eficientemente transmissível de pessoa para pessoa, levando a uma pandemia grave. O patógeno e a doença que causa são modelados amplamente na SARS, mas é mais transmissível na comunidade por pessoas com sintomas leves  . ”
No cenário do Evento 201, a doença se origina em uma fazenda de porcos no Brasil, se espalhando por regiões de baixa renda e, finalmente, explode em uma epidemia. A doença é transportada por viagens aéreas para Portugal, EUA e China e além do ponto em que nenhum país possa controlá-la. O cenário pressupõe que nenhuma vacina possível esteja disponível no primeiro ano. "Como toda a população humana é suscetível, durante os meses iniciais da pandemia, o número acumulado de casos aumenta exponencialmente, dobrando a cada semana."
O cenário termina depois de 18 meses, quando o coronavírus fictício causou 65 milhões de mortes. “A pandemia está começando a diminuir devido ao número decrescente de pessoas suscetíveis. A pandemia continuará até certo ponto até que exista uma vacina eficaz ou até que 80-90% da população global seja exposta. ”

Jogadores do Evento 201
Por mais interessante que seja o cenário fictício do Evento 201 de Gates-Johns Hopkins, em outubro de 2019, a lista de palestrantes convidados a participar da resposta global imaginária é igualmente interessante.
Entre os "jogadores" selecionados, como eram chamados, estava George Fu Gao. Notavelmente, o Prof. Gao é diretor do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças desde 2017. Sua especialização inclui pesquisas sobre “transmissão interespécies de vírus influenza (salto do hospedeiro)… Ele também está interessado em ecologia de vírus, especialmente na relação entre vírus influenza e aves migratórias ou mercados de aves domésticas vivas  e a ecologia do vírus derivada de morcegos e  biologia molecular . ”  
Gao foi acompanhado, entre outros membros do painel, pelo ex-vice-diretor da CIA durante o mandato de Obama, Avril HainesEla também atuou como assistente  do presidente Obama e principal vice-consultor de segurança nacional. Outro participante do evento em Gates foi o contra-almirante Stephen C. Redd, diretor do Gabinete de Preparação e Resposta à Saúde Pública dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O mesmo CDC está no centro de um enorme escândalo por não ter testes de funcionamento adequados disponíveis para os casos de COVID-19 nos EUA. A preparação deles era tudo menos louvável.
Completando o grupo, estava Adrian Thomas, vice-presidente da Johnson & Johnson, uma gigante empresa médica e farmacêutica. Thomas é responsável pela preparação para pandemia na J&J, incluindo o desenvolvimento de vacinas para Ebola, Dengue, HIV. E havia Martin Knuchel, chefe de gerenciamento de crises e continuidade de negócios da Lufthansa Group Airlines. A Lufthansa tem sido uma das principais companhias aéreas que cortou drasticamente os voos durante a crise da pandemia do COVID-19.
Tudo isso mostra que Bill Gates teve uma preocupação notável com a possibilidade de um surto de pandemia global que, segundo ele, pode ser ainda maior do que as supostas mortes da misteriosa gripe espanhola de 1918, e vem alertando há pelo menos cinco anos ou mais. O que a Fundação Bill & Melinda Gates também esteve envolvida no financiamento do desenvolvimento de novas vacinas usando a técnica CRISPR (técnicas de edição de genes) de ponta e outras tecnologias.

As Vacinas contra Coronavírus
O dinheiro da Fundação Gates está apoiando o desenvolvimento de vacinas em todas as frentes. A Inovio Pharmaceuticals da Pensilvânia recebeu US $ 9 milhões da CEPI, Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias, apoiada por Gates, para desenvolver uma vacina, INO-4800, que está prestes a ser testada em humanos em abril, um período rápido e  por isso, suspeito. Além disso, a Gates Foundation acabou de dar à empresa um adicional de US $ 5 milhões para desenvolver um dispositivo inteligente com direito de propriedade para ser inserido na derme com a  nova vacina .
Além disso, o dinheiro da Fundação Gates via CEPI está financiando o desenvolvimento de um novo método radical de vacina conhecido como messengerRNA ou mRNA.
Eles estão co-financiando a empresa de biotecnologia de Cambridge, Massachusetts, Moderna Inc., para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus de supostamente Wuhan, agora chamado SARS-CoV-2. O outro parceiro de Moderna é o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID), parte dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH). O chefe do NIAID é o Dr. Anthony Fauci, a pessoa no centro da resposta de emergência do vírus da Administração Trump. Notável sobre a vacina contra o coronavírus Fauci-Gates Moderna, mRNA-1273, é que ela foi lançada em questão de semanas, não anos, e em 24 de fevereiro foi diretamente ao NIH de Fauci para testes em cobaias humanas, não em camundongos. normal. O consultor médico chefe de Moderna, Tal Zaks, argumentou: "Não acho que provar isso em um modelo animal esteja no caminho crítico para levar isso a um  ensaio clínico ".
Outra admissão notável da Moderna em seu site é o aviso legal, “Nota especial sobre declarações prospectivas:… Esses riscos, incertezas e outros fatores incluem, entre outros:… o fato de nunca haver um produto comercial utilizando a tecnologia mRNA  aprovado para uso ."  Em outras palavras, completamente não comprovado para a saúde e segurança humana.
Outra empresa de biotecnologia que trabalha com tecnologia de mRNA não comprovada para desenvolver uma vacina para o COVID-19 é uma empresa alemã, a CureVac. Desde 2015, o CureVac recebeu dinheiro da Fundação Gates para desenvolver sua própria tecnologia de mRNA   Em janeiro, o CEPI, apoiado por Gates, concedeu mais de US $ 8 milhões para desenvolver uma vacina de mRNA para o  novo coronavírus .
Acrescente a isso o fato de que a Fundação Gates e entidades relacionadas como o CEPI constituem os maiores financiadores da entidade público-privada conhecida como OMS - Organização Mundial da Saúde, e que seu atual diretor, Tedros Adhanom, o primeiro diretor da OMS na história que não é médico , trabalhou durante anos no HIV com a Fundação Gates, quando Tedros era ministro do governo na Etiópia, e vemos que praticamente não há área da atual pandemia de coronavírus em que não se encontram as pegadas do onipresente Gates. Se isso é para o bem da humanidade ou motivos para se preocupar, o tempo dirá.
*
F. William Engdahl é consultor de risco estratégico e palestrante, é formado em política pela Universidade de Princeton e é um autor best-seller de petróleo e geopolítica, exclusivamente para a revista on-line  "New Eastern Outlook",  onde este artigo foi publicado originalmente. Ele é pesquisador associado do Center for Research on Globalization.


domingo, 19 de abril de 2020

“Restabelecer factos distorcidos”

Observações de um diplomata chinês em funções, em Paris — 2020/04/12

Consulate General of China in San Francisco - Home | Facebook

Em 8 de Abril, depois de 76 dias em isolamento, a ordem de confinamento de Wuhan foi finalmente levantada, trazendo, em toda a parte, os  moradores  às ruas para festejar o regresso à vida normal. No início da luta contra a epidemia, os dirigentes chineses proclamaram orgulhosamente “A vitória de Wuhan, será a vitória de Hubei. A vitória de Hubei será a vitória da nação”. Assim, o desconfinamento de Wuhan mostra que a China saiu vitoriosa do seu combate contra a epidemia do coronavírus.
No entanto, trata-se mais de uma vitória de etapa do que uma vitória total porque, ao mesmo tempo, hoje, no estrangeiro, a epidemia continua a sua corrida louca, havendo 1,66 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo, 5 países com mais de 100.000 casos, incluindo 500.000 nos Estados Unidos e 4 países com mais de 10.000 mortes. A terrível devastação causada pelo desenvolvimento deste flagelo na vida e na saúde das populações afectadas, assim como as suas sociedades e economias, inspira-nos inquietude e compaixão. O nosso desejo é que todos os países do mundo unam os seus esforços para lutar, em conjunto, contra este inimigo comum e triunfar o mais rápido possível.
E, no entanto, no momento em que o mundo inteiro está a mobilizar-se contra a epidemia, a comunicação mediática que se considera um modelo de imparcialidade e objectividade, os especialistas e os políticos de certos países ocidentais parecem mais preocupados em caluniar, estigmatizar e atacar a China do que refletir nos meios de conter a epidemia nos seus países  e no resto do mundo. A vitória da China sobre a epidemia torna-os amargos. Com as suas teses fabricadas, de que a China “demorou a reagir” e “escondeu a verdade”, apresentam-na como sendo a principal responsável pela pandemia, e a sua vitória sobre o coronavírus parece um crime abominável. Por outro lado, se os países ocidentais subestimaram a gravidade do vírus ou se atrasaram a tomar medidas ‘ad-hoc’, tornando, assim,  a epidemia incontrolável, não representa nenhum problema de consciência para eles e não perturba, de modo algum, o seu sono. Alguns meios de comunicação mediática e  alguns analistas salientaram, repetidas vezes, que a China tinha perdido, inicialmente, “três semanas preciosas”, argumentando: “Se as autoridades chinesas tivessem reagido três semanas antes, poderiam ter limitado, consideravelmente, a propagação mundial do vírus e 95% das contaminações poderiam ter sido evitadas.”
Não obstante o facto dos cientistas precisarem de tempo para estudar e compreender esse coronavírus, até então completamente desconhecido, observemos mais atentamente o que a China fez durante as primeiras três semanas: em 30 de Dezembro, assinalamos publicamente casos de pneumonias desconhecidas. A partir de 3 de Janeiro, mantivemos a OMS e o mundo informados, regularmente, sobre a progressão da doença e, em tempo recorde, conseguimos identificar o agente patogênico. Em 11 de Janeiro, partilhamos com a OMS a sequenciação completa do genoma do vírus. Em 23 de Janeiro, quando no momento do fecho de Wuhan, havia mais de 800 pessoas infectadas na China e apenas 9 no estrangeiro. Ora, só mais de um mês após esta data, é que a epidemia começou na Europa e nos Estados Unidos.
Os media e os especialistas acusaram a China de ter escondido os números reais da pandemia. Segundo eles, num total de 1,4 bilião de habitantes, como acreditar que havia  só 80.000 pessoas infectadas e pouco mais de 3.000 mortes! Eles concluíram que, forçosamente, a China devia ter mentido. E, no entanto, se a China obteve esse resultado, não foi por mentira nem por ocultação, mas porque o Governo chinês adotou as medidas de prevenção e controlo mais completas, rigorosas e severas, para detectar, assinalar, isolar e tratar as pessoas contaminadas com a máxima capacidade de resposta, com a preocupação fundamental de preservar a vida e a saúde da sua população. A China não teve medo de amputar ao seu PIB, milhares de biliões de yuans, injetar centenas de biliões de yuans em recursos, mobilizar mais de 40.000 profissionais de saúde, vindos dos quatro cantos do país para apoiar Wuhan e Hubei e, finalmente, vencer a epidemia em apenas dois meses.
Ora, na mesma altura, vimos no Ocidente, políticos a dilacerar-se para recuperar votos; a preconizar a imunização de grupo, abandonando, assim, os seus cidadãos perante o massacre viral; a roubar entregas de medicamentos;  a revender às estruturas privadas o equipamento adquirido com dinheiro público para enriquecer pessoalmente; residentes em Lares de Terceira Idade a serem obrigados a assinar certificados de “Renuncia à Assistência de Emergência”; equipas de cuidadores dos Lares de Terceira Idade a abandonar os seus postos de trabalho, da noite para o dia, a desertar colectivamente, deixando os residentes a morrer de fome e de doenças; o Comandante de um porta-aviões foi visto a pedir permissão aos seus superiores para atracar, a fim de permitir que os marinheiros infectados fossem tratados em terra. Ele foi demitido … e passo adiante! E, no entanto, não vi muitos relatos ou investigações aprofundadas dos principais meios de comunicação ocidentais a revelar estes factos. Será que estes meios de comunicação e estes especialistas, tão defensores da objectividade e da imparcialidade, têm consciência? Será que têm escrúpulos e ética?
Para diminuir os esforços da China, alguns políticos e meios de comunicação ocidentais apontaram o dedo à OMS, acusando-a de ser muito pró-chinesa. Alguns até pediram que fossem suprimidas as fontes de financiamento da Organização. Desde o início da epidemia, a China cooperou estreitamente com a OMS. Informou-a sem demora e convidou os seus especialistas a enviarem uma missão para efetuar visitas no terreno. A Organização elogiou as ações da China assim como os seus resultados na luta contra a epidemia. Afirmou mesmo que a abordagem chinesa constituia uma nova referência para o mundo. Tratou-se de uma avaliação objectiva e imparcial. No entanto, a OMS foi objecto de um verdadeiro cerco por parte dos países ocidentais, alguns até lançando ataques ‘ad-hominem’ contra o seu Diretor Geral, o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus. As autoridades de Taiwan, apoiadas por mais de 80 parlamentares franceses, numa declaração assinada conjuntamente, até usaram a palavra “negro” para atacá-lo. Ainda não consigo compreender o que poderia ter passado pela cabeça de todos estes representantes franceses eleitos.
A comunicação ocidental anti-chinesa ataca-nos sempre com os mesmos dois métodos: primeiro, inventando mentiras, depois martelando-as implacavelmente. Têm medo de ser desmentidos? Nem um pouco, porque a mentira “tem perna curta”. Mesmo que acabe sendo descoberto, o boato, como um vírus, já se espalhou pelo mundo. E para dar lhe dar credibilidade, é repetido inúmeras vezes, como um disco quebrado. “Uma mentira repetida mil vezes torna-se numa verdade.” Esse é o credo e o modus operandi deles. Nas suas mentiras repetidas, a China, que conseguiu superar a epidemia salvaguardando os interesses fundamentais do seu povo, passa por ser a “perversa”. Quanto aos políticos, aos jornalistas em funções na China, aos “sinólogos” desprezíveis de certos países ocidentais que se envolveram em saques repetidos, que tiveram tão pouca consideração pela vida dos seus compatriotas e que são tão rápidos em acusar os outros, agora estabelecem-se como “juízes”, uma postura que é tão prejudicial para eles como para os outros.
Um escritor cibernético disse um dia, algo muito profundo: “Quando o choco está em perigo, cospe a sua tinta para turvar a água e aproveita para fugir”. É uma tática bem conhecida de certas elites políticas e culturais ocidentais. Eles queriam, simplesmente, culpar a China da sua própria incapacidade de fazer face à epidemia e às múltiplas tragédias que se seguiram e, dessa maneira, “absolver-se totalmente”.
No momento em que termino o meu texto, descubro um relatório na Internet. Em 8 de Abril, a revista universitária de renome mundial, PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences) publicou um artigo em co-autoria de acadêmicos britânicos e alemães, intitulado Análise da Rede Filogenética dos Genomas SARS-CoV-2O primeiro autor do artigo é o Dr. Peter Forster, da Universidade de Cambridge. Segundo o estudo, os pesquisadores classificaram o novo coronavírus em três tipos (A, B e C), em função da sua evolução. O vírus do tipo A é o mais próximo dos vírus extraídos do morcego e do pangolim. É o mais frequentemente identificado em pacientes infectados nos Estados Unidos e na Austrália. É o que os pesquisadores chamam de “a raiz da epidemia”. As estirpes do tipo B são variantes do tipo A e estão presentes principalmente na China. As que estão disseminadas na Europa em grande escala, são do tipo C. Infelizmente, parece que os resultados da pesquisa do Dr. Peter Forster não interessam aos principais meios de comunicação ocidentais.

Traduzido do original em francês por Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com
Webpage: NO WAR NO NATO

quinta-feira, 16 de abril de 2020

# LIBERTAR OS PRISIONEIROS PALESTINOS DOS CÁRCERES SIONISTAS

- AÇÃO URGENTE: JUNTE-SE A NÓS NESTA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA 

A Associação Addameer de defesa dos direitos dos prisioneiros palestinos lançou uma campanha urgente dirigida ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a solidários de todo o mundo, para que exijam a libertação dos quase seis mil palestinos e palestinas presos nos cárceres israelenses.  

As condições das prisões israelenses, a falta de assistência médica, os constantes maus tratos e torturas ameaçam homens, mulheres, idosos e crianças palestinas presas por lutarem pelo fim da ocupação sionista.  Neste momento, que o mundo inteiro enfrenta a pandemia do COVID-19 a situação de ameça desses prisioneiros se agrava extremamente.

Mais do que nunca, os prisioneiros palestinos necessitam de ação de solidariedade internacionalista para salvar suas vidas!


Ação Urgente: Libertem os Prisioneiros

Instamos nossos aliados, companheiros, amigos e camaradas a juntarem-se à nós numa campanha urgente por libertar todos os prisioneiros palestinos, para protegê-los da COVID-19, em particular diante das crescentes restrições dos seus direitos pelo Serviço Carcerário Israelense.
Ante os recentes eventos detalhados abaixo e o já conhecido precedente da tortura, da violência física, da negligência médica e das condições carcerárias desumanas, estamos alarmados e preocupados com a segurança e o bem-estar dos prisioneiros e detidos palestinos.
No início de março de 2020, o Serviço Carcerário Israelense (IPS) suspendeu todas as visitas de familiares e advogados aos prisioneiros palestinos, classificando a medida como uma precaução contra a COVID-19. Além disso, todos os procedimentos judiciais nas cortes militares estão adiados indefinidamente e os palestinos submetidos a detenção e interrogatório pré-julgamento não são levados ao tribunal na extensão das suas detenções, o que agrava ainda mais as violações das sua liberdade e seus direitos a julgamentos justos e atempados. Ademais, os representantes legais dos palestinos são impedidos de manter comuncação direta e só podem conversar com eles por telefone, o que significa que não podem avaliar de forma precisa as condições de saúde e segurança dos detidos.
Ainda, em 18 de março de 2020, advogados da Addameer foram informados de que quatro detidos palestinos sob interrogatório podem ter sido expostos à COVID-19, transmitida por contato com um funcionário israelense do centro de interrogatórios em Petah Tikva, que testou positivo para o coronavírus. Os quatro detidos foram enviados à quarentena na clínica prisional al-Ramleh. Mais tarde, dois dos detidos foram liberados para as suas famílias na Cisjordânia sem terem sido testados; os outros dois, ao encerrarem sua quarentena, foram enviados a prisões israelenses. Além disso, os palestinos continuam sendo detidos e levados de suas casas na Cisjordânia diariamente, e são imediatamente postos em quarentena.
Nossa crescente preocupação com os prisioneiros e detidos palestinos durante a corrente pandemia de COVID-19 advém da sistemática e rotineira negligência médica dentro dos centros de detenção e interrogatório israelenses. Em 2019, cinco prisioneiros palestinos morreram enquanto presos, três deles devido à deliberada negligência médica, enquanto centenas sofrem de doenças crônicas e não recebem tratamento. Além disso, as condições terríveis, inclusive a superlotação, condições insalubres e a nutrição pobre fazem das prisões perigosos locais de disseminação da COVID-19. Os prisioneiros relataram que já novas restrições para as compras nas cantinas da prisão e que não recebem produtos de higiene e sanitários apropriados, o que os coloca ainda mais sob risco de contágio.
Tudo isso também surge junto à contínua recusa do IPS a instalar telefones fixos dentro das prisões, como estipulado nas negociações alcançadas pela mais recente greve de fome. A recusa a instalar telefones é claramente uma tentativa de distanciar ainda mais os prisioneiros do contato com suas famílias, e a larga escala, uma tentativa de fragmentar a população palestina.
Devido às novas normas e regulamentos recentemente estabelecidos durante a pandemia de COVID-19, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) continua sendo a única entidade permitida a manter comunicação direta e a visitar os prisioneiros palestinos. Entretanto, o CICV não deu às famílias ou ao público atualizações sobre as condições dos prisioneiros durante a pandemia de COVID-19, particularmente daqueles em quarentena.
Por isso, instamos todos os conscientes a se somarem a nós na demanda por liberdade a todos os prisioneiros.

Apelo à Ação:( Abaixo, modelo de carta para o Comitê Internacional da Cruz Vermelha -CICV-  - mesmo para o vídeo, caso prefira nessa mídia)

  • Grave um curto vídeo de você mesma/o, de menos de um minuto, expressando uma ou mais das demandas listadas para esta campanha, e publique-o em seus perfis nas redes sociais. Use a hashtag #FreeOurPrisoners #COVID_19 e marque a Addameer em sua publicação do Facebook, Twitter e Istagram.
  • Escreva e/ou telefone aos escritórios do CICV e peça que cumpram sua obrigação de garantir que os prisioneiros palestinos estão protegidos, e que pressionem para que os prisoneiros palestinos sejam permitidos telefonar às suas famílias por voz ou vídeo.
Exigimos a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos para garantir sua segurança diante da pandemia que se alastra rapidamente, particularmente daqueles mais vulneráveis e suscetíveis à doença, como crianças, mulheres prisioneiras, idosos, enfermos e feridos; 
Exigimos a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos sob detenção administrativa que estão detidos indefinidamente, sem acusação ou julgamento; 
Exigimos a libertação de todos os prisioneiros políticos palestinos que estão próximos de cumprir suas e / ou devem ter liberdade condicional, devido à superlotação das celas e seções dos prisioneiros;  
Exigimos que o Serviço Carcerário Israelense (SPS) garanta a proteção dos prisioneiros aplicando as medidas preventivas necessárias contra a COVID-19. Também demandamos ao IPS que mantenha a conexão entre prisioneiros e suas famílias através de chamadas de telefone ou vídeo não monitoradas; especialmente enquanto as visitas familiares continuam suspensas e o IPS continua a se recusar a instalar telefones fixos nas prisões.
Nós, as instituições .........abaixo assinada ou (as), exortamos a Cruz Vermelha Internacional a intervir urgentemente e apelamos à pressão internacional e popular para que o governo de Israel liberte imediatamente todos os prisioneiros e detidos palestinos e árabes das prisões israelenses.
Esse chamado é especialmente urgente nestes tempos difíceis que o mundo enfrenta com o surto de coronavírus (COVID-19). Os prisioneiros estão enfrentando um risco direto às suas vidas.
O movimento de prisioneiros palestinos nas prisões da ocupação convocou o mundo em várias declarações e fez repetidos apelos à libertação de prisioneiros palestinos nos cárceres israelenses, especialmente os que estão doentes, os idosos e as crianças. Renovamos nossa afirmação de firme apoio a essa posição, que representa uma demanda popular do povo palestino e de defensores da liberdade e da justiça em todo o mundo.
Contatos dos escritórios em 
Jerusalém: jer_jerusalem@icrc.org, Tel: 0041-22-7346001, Fax: 0041-22-7332057
Ramallah: ram_ramallah@icrc.org, Tel: 02-2414030-1, Fax: 02-2414034
Tel Aviv: dwaites@icrc.org, Tel: (+972) 35 24 52 86, Fax: (+972) 35 27 03 70
Genebra: press@icrc.org, Tel: +41 22 734 60 01
Washington: anelson@icrc.org, Tel: +1 (202) 587-4600, Fax: +1 (202) 587-4696
gva_icrc_webmaster@icrv.org 

Dia dos Prisioneiros da Palestina 2020: Semana de Ação pela Libertação da Palestina

Apelo à ação | Ações sugeridas |
Dias de Solidariedade | Visuals 

O Dia dos Prisioneiros Palestinos 2020 se aproxima quando 5.000 prisioneiros palestinos nas prisões israelenses enfrentam a ameaça constante de colonialismo, apartheid e ocupação de colonos, acompanhados pela nova ameaça à sua saúde e vidas representada pela pandemia global de coronavírus (COVID-19), acentuada por negligência médica institucionalizada de Israel. A Rede de Solidariedade de Prisioneiros Palestinos da Samidoun insta todos os apoiadores da justiça e da libertação na Palestina a se juntarem a nós entre 10 e 17 de abril para uma semana de ação para libertar todos os prisioneiros palestinos! 
Hoje, existem aproximadamente 5.000 palestinos presos pelo colonialismo sionista, incluindo mais de 180 crianças, 430 detidos administrativos sem acusação ou julgamento e 700 doentes e doentes, 200 com doenças crônicas e graves que os colocam em risco ainda maior se o COVID-19 se espalhar nas prisões. 
A prisão de palestinos é um ataque colonial ao povo palestino. A prisão afeta quase todas as famílias palestinas, incluindo palestinos na Cisjordânia, Jerusalém, Faixa de Gaza, ocuparam a Palestina '48 e até no exílio e diáspora. Os prisioneiros palestinos são mães e pais, irmãs e irmãos, estudantes e professores, organizadores do trabalho, líderes de mulheres, ativistas estudantis, construtores de comunidades, combatentes da liberdade. 
Defender os prisioneiros palestinos e exigir sua libertação imediata não é apenas uma necessidade humanitária no momento em que suas vidas estão em grande risco devido ao COVID-19, é também um imperativo político para todos os envolvidos com a justiça na Palestina. Os prisioneiros palestinos representam a resistência palestina e a verdadeira liderança da luta de libertação palestina, trancada na tentativa de preservar o controle colonial. Sua libertação é crítica para a vitória do povo palestino e a liberdade da Palestina, do rio ao mar. 
A luta dos prisioneiros palestinos - e do povo palestino - é internacionalista. Eles estão na linha de frente da luta todos os dias atrás das grades pela libertação, enfrentando não apenas o sionismo e o Estado de Israel, mas também o imperialismo e os regimes reacionários. A luta para libertar Georges Ibrahim Abdallah da prisão francesa é uma parte crítica desse movimento. A luta de libertação dos prisioneiros palestinos também está ligada à luta de prisioneiros republicanos irlandeses, prisioneiros políticos nos Estados Unidos, Filipinas, Turquia, Egito e em todo o mundo por justiça e libertação, e na luta para acabar com o encarceramento racista e colonial . 
A pandemia global do COVID-19 apresentou novos desafios para a organização de todos os lugares, e os prisioneiros palestinos - e, de fato, o povo palestino - também estão enfrentando um ataque severo. É mais necessário do que nunca se organizar para a liberdade palestina e construir nossos laços de luta, tornando-se mais socialmente conectado, mesmo quando estamos fisicamente distantes.
Samidoun convida todos os amigos do povo palestino, organizações preocupadas com a justiça na Palestina e as comunidades palestina e árabe, a se juntarem a nós nesta semana de ação. Uma série de eventos nos quais você pode participar está listada abaixo. Nós encorajamos você a adicionar o seu próprio! Envie suas campanhas, reuniões virtuais e eventos para Samidoun em samidoun@samidoun.net ou para nossa página no Facebook para inclusão nesta lista ou marque- nos no Twitter em @SamidounPP ; agora, mais do que nunca, é fundamental unir nossos esforços para apoiar os prisioneiros e lutar juntos pela libertação da Palestina. 
Por favor, use os gráficos aqui (em inglês, francês, árabe, holandês, sueco e alemão) para mostrar seu apoio aos prisioneiros palestinos e à luta de libertação palestina! Compartilharemos gráficos, vídeos, conteúdo escrito e muito mais ao longo da semana e incentivamos você a ampliar e compartilhar novamente esses materiais. As traduções são bem-vindas: envie para samidoun@samidoun.net .
Para cada dia da semana, enfatizamos temas a serem destacados. Siga @SamidounPP no Twitter, Samidoun no Facebook e @samidounnetwork no Instagram para compartilhar conteúdo sobre esses aspectos da luta palestina e da causa dos prisioneiros. No entanto, pedimos que você compartilhe toda e qualquer informação e ação da Palestina e dos prisioneiros todos os dias durante a semana! 

Ações sugeridas

  1. Vídeos e selfies são uma ótima maneira de expressar solidariedade com os prisioneiros palestinos! A Associação de Apoio aos Prisioneiros e Direitos Humanos da Addameer na Palestina emitiu um pedido de clipes de vídeo curtos , e eles vêm chegando de todo o mundo . Compartilhe seu vídeo ou selfie online usando a hashtag #FreeOurPrisoners . Marque @Addameer para garantir que a Addameer a veja e marque @SamidounPP para que possamos compartilhar novamente e aumentar seus esforços de solidariedade. 
  2. Juntamente com muitas outras organizações, anunciaremos uma tempestade no Twitter em 17 de abril para apoiar prisioneiros palestinos. A hashtag será anunciada nesse dia para obter o máximo impacto, mas seus tweets, Facebook, Instagram e outras postagens de mídia social ao longo da semana podem enfatizar a importância crítica da luta palestina! Tweet com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners para se juntar a pessoas de todo o mundo, expressando sua solidariedade com palestinos presos. 
  3. Se você não puder realizar uma demonstração ou ação pessoal durante esta semana, ainda poderá apoiar os presos com uma ação ou evento online Várias reuniões online estão listadas abaixo. Organize um seminário on-line ou on-line sobre a Palestina e a luta dos prisioneiros pelo Zoom, pelo Facebook ao vivo ou por uma plataforma de sua escolha. Envie os detalhes do seu evento - em qualquer idioma - para Samidoun em samidoun@samidoun.net e os incluiremos em nossa lista de atividades. 
  4. Exija o ato da Cruz Vermelha Apelo ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha para que mantenha sua responsabilidade e instale a libertação imediata de todos os prisioneiros palestinos nas prisões israelenses. Assine a petição online iniciada pela War on Want: https://secure.waronwant.org/page/58733/
  5. Chame para a ação. Governos ao redor do mundo, especificamente poderes imperialistas e regimes reacionários, são cúmplices dos crimes de Israel contra a humanidade, incluindo a prisão em massa dos palestinos. Mesmo se você precisar deixar uma mensagem, ligue para os funcionários do governo e exija que eles pressionem Israel a libertar prisioneiros palestinos. Expresse seu desgosto pelo apoio contínuo desses governos ao colonialismo israelense: 
Ligue durante o horário comercial do seu país:
    • Ministra das Relações Exteriores da Austrália Marise Payne: + 61 2 6277 7500
    • Ministro das Relações Exteriores do Canadá François-Philippe Champagne: + 1-613-995-4895
    • Josep Borrell Fontelles, comissário da União Europeia: +32 (0) 470 18 24 05
    • Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia Winston Peters: +64 4 439 8000
    • Secretário de Relações Exteriores do Reino Unido Dominic Raab: +44 20 7008 1500
    • Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump: 1-202-456-1111
  1. Boicote, Desinvestimento e Sanção É tão importante boicotar Israel ao comprar online! Participe da campanha BDS para destacar a cumplicidade de empresas como a Hewlett-Packard e o envolvimento contínuo do G4S no policiamento e prisões israelenses. Crie uma campanha para boicotar produtos israelenses, imponha um embargo militar a Israel ou organize-se em torno do boicote acadêmico e cultural de Israel.

Dias de Solidariedade

Sexta-feira, 10 de abrilTema: Dia de ação para prisioneiros doentes e doentes: combate ao coronavírus e negligência médica israelense
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
  • Participe da tempestade do Twitter para libertar Georges Abdallah ! 9h Pacífico / 12h Leste / 18h Europa / 19h Palestina e Líbano. Use a hashtag #FreeGeorgesAbdallah e marque @NBelloubet @EmmanuelMacron e @General_Aoun
Sábado, 11 de abril.Tema: Dia de ação para libertar Khalida Jarrar e mulheres palestinas.
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
Domingo, 12 de abrilTema: Dia de ação para libertar Mays Abu Ghosh, Tareq Mattar e estudantes palestinos
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
Segunda-feira, 13 de abrilTema: Dia de ação para libertar Ahmad Sa'adat e todos os presos políticos palestinos
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
Terça-feira, 14 de abrilTema: Dia de ação contra demolições domésticas e punição coletivaDia de ação para prisioneiros árabes e internacionais, incluindo prisioneiros no Egito, Turquia, Filipinas e Estados Unidos 
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
Quarta-feira, 15 de abrilTema: Dia de ação dos prisioneiros da Palestina nas prisões árabes e internacionais: Georges Abdallah livre, os Cinco da Terra Santa e outros prisioneiros palestinos
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
  • Participe de um evento on-line: A Associação Internacional de Advogados Democráticos e o Comitê Internacional NLG realizarão um webinar sobre sanções econômicas e o COVID-19, incluindo, entre outros palestrantes, Raji Sourani, do Centro Palestino de Direitos Humanos. Isso acontecerá às 10h do Pacífico / 13h do leste / 19h da Europa / 20h da Palestina. Registre-se on-line aqui:  https://bit.ly/SanctionsWarWebinar
Quinta-feira, 16 de abrilTema: Dia de ação para libertar odia de ação contra prisioneiros de crianças palestinos contra tortura e maus-tratos
  • Participe das ações on-line e continue twittando e postando com #FreeOurPrisoners #LiberatePalestinianPrisoners. Compartilhe seus vídeos e selfies de solidariedade! 
  • Participe de um evento on-line: Yafa Jarrar, Ghassan Abu Sitta e Tarek Loubani farão um webinar sobre o COVID-19 e a Palestina. 10h Pacífico / 13h Leste / 19h Europa / 20h Palestina. Evento organizado pela Universidade de Toronto Divest. Registre-se on-line aqui: https://www.eventbrite.ca/e/contain-the-pandemic-free-palestine-tickets-101936476746
  • Apoie prisioneiros palestinos, seminário on-line com Brad Parker e Randa Wahbe. 10h Pacífico / 13h Leste / 18h Grã-Bretanha / 19h Europa / 20h Palestina. Organizado pela Palestina Solidarity Campaign UK. Registre-se aqui:  https://bit.ly/2Ve9x9o
  •  (Em espanhol)  Como as pessoas podem sobreviver em confinamento? Lições de Gaza com Jaldia Abubakra e Nada Mughamis. 12h Pacífico / 15h Leste / 16h Argentina, Uruguai, Brasil / 21h Europa / 22h Palestina. Assista ao Facebook ao vivo em:  https://facebook.com/bdscastellano/
Sexta-feira, 17 de abrilDia dos Prisioneiros Palestinos
Domingo, 19 de abril
  • O NY4Palestine sediará um webinar sobre o caso de Ubai Aboudi e prisioneiros de crianças na Palestina ocupada às 11h do Pacífico, 14h do leste, 20h da Europa, 20h da Europa e 21h da Palestina. Registre-se on-line para participar:  http://bit.ly/ImprisonedPalestiniansWebinar