sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Sudoeste do Pará, Urgente! Terra Indígena do Povo Arara é invadida por madeireiros

Terra indígena no Pará é invadida por madeireiros
Há riscos de conflitos entre os invasores e os indígenas que vivem na região próxima à rodovia Transamazônica 
Um grupo de madeireiros avançou nesta quinta-feira, 3, sobre a terra indígena Arara, localizada nos municípios de Uruará e Medicilândia, no Pará. A situação atual é tensa e há riscos de conflitos entre os invasores e os indígenas que vivem na região próxima à rodovia Transamazônica, a BR-230.

A invasão foi confirmada à reportagem pela diretora de proteção territorial da Fundação Nacional do Índio (Funai), Azelene Inácio. “Estamos acompanhando a situação. Uma equipe de servidores locais da Funai já foi deslocada para a área”, disse.

Uruará e Medicilândia são municípios paraenses vizinhos a Altamira, onde está em construção a hidrelétrica de Belo Monte. Nos últimos anos, a região tem sido alvo constante de invasões por madeireiros e grileiros, por conta do grande volume de madeiras nobres que a área ainda possui. As terras indígenas são, atualmente, os principais alvos dos invasores por serem aquelas que detêm as florestas mais preservadas.

Em março de 2017, uma operação conjunta da Funai, Ibama e Polícia Federal foi realizada na região, por causa de tentativas de loteamento de uma área próxima à Transamazônica. O loteamento foi abandonado. A terra indígena Arara teve seus limites homologados por meio um decreto publicado em dezembro de 1991, pelo então presidente Fernando Collor. Sua área total é de 274 mil hectares.

Madeireiros invadem Terra Indígena Arara, no sudoeste do PA, diz Funai – A Funai e a PRF acompanham a situação, já que há possibilidades de conflito na região.

Por G1 PA — Belém

Uma equipe da Coordenadoria Regional da Fundação do Índio, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), informou nesta quinta-feira (3) que acompanha uma situação de invasão de madeireiros na Terra Índigena (TI) Arara, entre Uruará e Medicilândia, no sudoeste do Pará.

De acordo com a Funai, um grupo de madeireiros invadiu a área desde o último dia 30 de dezembro para extrair madeira ilegalmente e ocupar a terra com demarcação de lotes.

A Funai não confirma a possibilidade de confronto entre indígenas da aldeira Laranjal e os invasores, mas monitora o caso.

Moradores da região temem que ocorra conflito, já que há tensões entre os indígenas para realizar um protesto na rodovia BR-230, a Transamazônica, devido a invasão.



Trecho da Rodovia BR-230, no sudoeste do Pará. — Foto: Reprodução / PRF     
Terra indígena (TI)

A TI Arara abrange os municípios de Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Uruará. A área compreende 274.010 hectares, de acordo com a Funai, e teve limites homologados pelo Decreto nº399, de 24 de dezembro de 1991.

Casos de invasão a terras indígenas
 
Serraria foi embargada pelo Ibama por atuação ilegal e madeira apreendida foi encaminhada à Prefeitura de Medicilândia. — Foto: Divulgação/Ibama

Em 2017, uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Federal e Funai investigou denúncias de invasão na TI Arara e resultou no embargo de uma serraria e na apreensão de aproximadamente 150 metros cúbicos de madeira nos municípios de Uruará e Medicilândia.

Segundo o Ibama, os fiscais identificaram uma tentativa de ocupação às margens da rodovia Transamazônica, a BR-230, entre os quilômetros 120 e 143. Os suspeitos abandonaram o local antes da chegada dos agentes, mas deixaram para trás diversas estacas fincadas com o propósito de demarcar lotes.

Em 2018, grupo de indígenas da etnia Parakanã chegou a bloquear a rodovia BR-230 cobrando a retirada de invasores de das terras Apyterewa em Altamira. Eles denunciaram que as áreas estariam sendo alvo de crimes ambientais.

Na época, indígenas de dez aldeias procuraram a Justiça Federal em Altamira, sudoeste do Pará, para cobrar a retirada de invasores das terras Apyterêua.

Fontes:
http://m.leiaja.com/noticias/2019/01/03/terra-indigena-no-para-e-invadida-por-madeireiros/

https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2019/01/03/madeireiros-invadem-terra-indigena-arara-no-sudoeste-do-pa.ghtml?fbclid=IwAR3FaqQn3ej-XzVGQr4tPKkhQ

Líder guarani teme massacre e diz que indígenas viraram alvo no governo Bolsonaro

 
Os 305 povos indígenas existentes no Brasil, com suas 274 línguas nativas, estão ameaçados de morte com a decisão do governo de Bolsonaro de transferir a demarcação de terras indígenas da Funai para o Ministério da Agricultura, comandado agora por Tereza Cristina, representante da bancada ruralista. O alerta é de David Karai Popygua, liderança guarani da Terra Indígena Jaraguá, na zona norte de São Paulo.
“Essa mudança representa claramente uma grande ameaça aos povos indígenas. Bolsonaro coloca os povos indígenas abaixo dos ruralistas para que todos os interesses de exploração e os territórios sejam entregues aos ruralistas. É uma ameaça grotesca porque não dá direito algum aos povos de se defender e nem de ter algum direito. Na prática, é a liberação de todo o território indígena para a exploração dos ruralistas e do agronegócio fazerem o que bem entenderem”, afirmou David Karai Popygua, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

 
Popygua destaca que o Estado brasileiro deveria reconhecer os direitos dos povos indígenas, conforme a Constituição. Para ele, a decisão do governo Bolsonaro representa o fim da política indigenista no Brasil. “É um absurdo o que está acontecendo. Daqui pra frente vão acontecer muitas mortes e quem mais vai sofrer com essa situação são as crianças, os jovens e os velhos indígenas.”
Para o líder, não há dúvida de que a dificuldade atual dos povos originários de garantir os seus direitos ficará muito pior. “A gente não consegue nem imaginar o que é entregar o território e os povos nas mãos dos ruralistas que, historicamente, nos perseguem”, lamenta, enfatizando que o Brasil já tem um alto índice de mortes por questões fundiárias.
Segundo Popygua, com 60% do território indígena ainda não demarcado, não deverão ocorrer novas demarcações de terra no governo de Bolsonaro. “O governo está negando o direito histórico dos povos indígenas e, sem dúvida, dizendo que eles não merecem respeito, não merecem dignidade, não merecem ter a sua cultura preservada. É como se nós, agora, fôssemos um alvo do governo a ser exterminado.”
A liderança guarani faz, inclusive, um apelo para que a população brasileira não fique omissa. “Até as pessoas que votaram nesse governo têm que se manifestar, porque são medidas absurdas. Estamos falando da vida dos povos indígenas.”
https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2019/01/lider-guarani-teme-massacre-e-diz-que-indigenas-viraram-alvo-no-governo-bolsonaro/

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Crianças palestinas assassinadas por Israel em 2018 foram esquecidas pelo mundo

Pelo menos 56 crianças palestinas foram mortas em 2018 por franco-atiradores, drones e pelas forças de segurança do exército israelense, sem representar qualquer ameaça. Essas 56 crianças e todos aqueles palestinos que foram mortos por Israel durante anos foram esquecidos pelo mundo.

Uma coroa de flores repousa sobre o assento de Faris Hafez al-Sarasawi, um menino palestino de 12 anos que foi morto pelas forças israelenses nas manifestações do "Grande Marcha do Retorno", durante uma memória de seus colegas e professores em Escola primária Muaz bin Jabal em Shuja. Bairro Iyya da Cidade de Gaza, Gaza, em 6 de outubro de 2018 [Ali Jadallah / Agência Anadolu]

A Defesa Internacional de Crianças - Palestina (DCIP) pinta uma perspectiva sombria para as crianças palestinas, revelando que, em 2018, pelo menos 56 crianças foram mortas por Israel. As pessoas que testemunharam alguns dos assassinatos insistiram que as crianças atacadas estavam desarmadas e não representavam  ameaça.

Crianças palestinas foram mortas por franco-atiradores, drones e forças de segurança do exército israelense nos territórios palestinos ocupados. Cinco das crianças mortas tinham menos de 12 anos de idade. Em Gaza, 49 crianças foram mortas por Israel em atividades relacionadas aos protestos da Grande Marcha de Retorno.
Israel usou munição real em 73% das mortes documentadas pelo DCIP, que também registrou "140 casos de crianças palestinas detidas pelas forças palestinas". As forças israelenses também prenderam 120 crianças na Cisjordânia ocupada. Em ambos os grupos, crianças detidas sofreram abusos nas mãos das forças de segurança que os detiveram, seja a Autoridade Palestina ou o exército de ocupação israelense.
Essas táticas mostram que a colaboração colonial de Israel com a Autoridade Palestina tem como alvo um segmento muito vulnerável da sociedade palestina. Além disso, o assassinato e a lesão de crianças palestinas nas mãos de franco-atiradores israelenses na Grande Marcha do Retorno significa claramente  mutilação direta de toda uma geração que pode continuar a luta anticolonial.

Citar o Direito Internacional não faz sentido quando Israel, e até mesmo a Autoridade Palestina, têm ampliado os parâmetros para um ciclo contínuo de abuso contra crianças palestinas. O Direito Internacional só é relevante quando usada para indicar que as violações estão sendo cometidas e os palestinos enfrentam um Estado membro da ONU, no caso Israel,  que trata o direito internacional com desprezo, enquanto a comunidade internacional dá seu acordo tácito ao abuso e, em alguns casos, é um cúmplice.
A investigação do DCIP coloca em pauta o fato de que Israel matou uma média de mais de 
uma criança por semana durante 2018
As estatísticas oficiais mais chocantes revelaram que entre 2000 e 2014, Israel matou uma criança palestina a cada três dias em média, durante quatorze anos. Ao longo do ano houve uma discussão contínua sobre a intenção genocida de Israel e as ações que foram descartadas principalmente devido ao monopólio do termo em referência ao Holocausto. No entanto, o Artigo II da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio define o termo como "atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso". Israel  está fazendo isso contra o povo da Palestina, "como um todo  ou em partes"?

 Palestinos carregam o corpo de Hafez al-Sarasawi Faris, um menino palestino de 12 anos que foi morto por forças israelenses nas manifestações do "Grande Marcha do Retorno" durante seu funeral, no bairro Shuja'iyya Cidade Gaza,  em 6 de outubro. 2018 [Ali Jadallah / Agência Anadolu
As respostas da comunidade internacional são tão previsíveis que Israel não encontra obstáculos para manobrar além dos limites estabelecidos pelo direito internacional; Israel age tranquilamente pela segurança da impunidade. A taxa "gota a gota" do assassinato de crianças palestinas e a natureza quase rotineira de sua detenção cai sob o radar de violações dos direitos humanos. Como a comunidade internacional não responde às violações israelenses dentro de sua estrutura estabelecida, Israel consegue fechar a lacuna entre violações e direitos.
Falar das violações de Israel agora é, de fato, também falar da irresponsabilidade da comunidade internacional. No entanto, nenhum destes foi examinado ou prestado contas; o resultado é a cotação regular, mas um pouco relutante, do que deveria acontecer de acordo com o direito internacional justaposto contra as violações da lei por Israel. A responsabilidade, no entanto, há muito tempo escapou da cena do crime. Se Israel mata crianças palestinas (ou mulheres e homens), mata porque decidiu, deliberadamente, fazê-lo.
Enquanto isso, a comunidade internacional evitará associar as ações israelenses ao genocídio, preferindo confiar em "supostos crimes de guerra", cujos perpetradores nunca serão levados à justiça. Crianças palestinas mortas por Israel durante os anos da ocupação, desde 1948,  foram esquecidas pelo mundo.
Fonte: Ramona Wadi , Middle East Monitor / Tradução: Palestinalibre.org
Copyleft: Qualquer reprodução deste artigo deve ter o link para o original em inglês e a tradução de Palestinianalibre.org

Israel usou dois voos civis como escudo

 
O Tsahal (FDI) conseguiu atacar um alvo em Damasco, no dia de Natal, 25 de Dezembro de 2018, utilizando dois aviões de passageiros, que sobrevoavam o Líbano, como escudos para os seus bombardeiros, confirmaram ao mesmo tempo os Estados-maiores sírio e russo.
Era impossível à Síria abater os bombardeiros israelitas sem colocar a vida dos passageiros dos voos civis em perigo, como fora o caso, em 17 de Setembro de 2018, com um avião de observação militar russo.
O Ministro libanês das Obras Públicas, Youssef Fenianos, confirmou que se havia escapado a uma «verdadeira catástrofe».
Israel largou bombas 16 GBU-39 guiadas a laser, de fabrico norte-americano, a partir de 6 F-16s. Duas atingiram o seu alvo, oficiais do Hezbolla que embarcavam num avião especial para comparecer a um funeral no Irão, e um complexo militar sírio.
Penetrar ilegalmente no espaço aéreo libanês e utilizar aviões civis como escudos constituem graves violações do Direito Internacional.
Tradução Alva
http://www.voltairenet.org/pt

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Agravamento da crise do sistema capitalista:

A emergência do movimento dos "coletes amarelos" em França

– Simpatia dos trabalhadores na Argélia
– Angústia da burguesia diante da perspectiva de um contágio

por Alger Republicain
A clique dos dirigentes do mundo capitalista imperialista está encostada à parede, os fundamentos pútridos do sistema estalam por todo o lado. As burguesias estão em pânico. Elas procuram por todos os meios manter-se no poder. Através de uma propaganda bem oleada, elas mobilizam todos os seus media, todas as suas TVs e toda uma fauna de vermes políticos para confundir as massas populares e em particular os trabalhadores.

A crise, esta palavra é repetida extensamente para fazer acreditar que nada se pode fazer. Toda a propaganda consiste em fazer crer que a crise vem "eu não de onde e que nada se pode fazer". Com este estratagema oculta-se ao povo as suas verdadeiras causas para faze-lo engolir as políticas de miséria impostas às massas populares. A crise é inerente ao capitalismo. Pois é a super-produção e a acumulação do capital que exacerbam as contradições e os antagonismos do capitalismo. Milhares de automóveis, televisores ou frigoríficos não vendidos não encontram tomadores. A tendência seria de preferência quebrar a ferramenta de trabalho a fim de relançar a economia. A pauperização das massas populares agrava a crise. Um círculo vicioso de que o capitalismo não sai senão agravando cada vez mais a situação das massas.

Os media entregam-se extensamente a todo tipo de manipulações ideológicas. Procura-se convencer os trabalhadores de que, dado o "grande progresso tecnológico", o conceito de classe já não é válido. A classe operária "desaparece" ou "não existe mais", lembrando sempre que é preciso convencer o proletariado "inexistente" de que se deve resignar à nova realidade e que não há outras alternativas.

Quanto maior a pílula, mais impudentes se tornam os capitalistas, afirmando que não há mais diferenças entre o patrão e o trabalhador. Durante décadas, toda a fauna política que se qualifica como "de direita ou de esquerda", oportunistas e renegados de toda espécie, empregaram uma palavra devastadora, pondo no mesmo pé o explorado e o explorador, declarando "caducos" os antagonismos de classe e baptizando como "parceiros sociais" os capitalistas e os operários.

A colaboração de classes dos oportunistas e renegados não é mais preciso demonstrar. A maior parte das direcções sindicais adoptou este caminho. Os sindicatos financiados pelos EUA, a União Europeia, os governos burgueses não são mais dos sindicatos de classe. Suas direcções sindicais tornaram-se marionete nas mãos do patronato. Os membros da CES [Confederação Europeia dos Sindicatos] e da CSI [Confederação Sindical Internacional], que recebem royalties significativos para que os trabalhadores aceitem políticas reaccionárias. Eles se tornaram os capatazes do capitalismo.

Na Argélia, o processo é o mesmo. Os operários nada têm a esperar destes sindicatos UGTA [União Geral dos Trabalhadores Argelino], eles estão lá para canalizar o descontentamento dos assalariados. Os sindicatos "autónomos", mesmo que tenham o mérito de exprimir a indignação dos assalariados, contribuem para difundir a ideologia reformista e corporativista. Eles tendem a matar no ovo a formação de uma consciência de classe revolucionária.

A partir da vitória momentânea da contra-revolução na URSS, que foi a maior derrota dos trabalhadores no mundo, assistimos a um recuo político e cultural sem precedentes. Procura-se fazer com que os trabalhadores acreditem que o capitalismo saiu vencedor do socialismo. Era o fim da história e agora o capitalismo triunfante iria trazer a felicidade para todos e amanhãs que cantam. Foram precisos apenas alguns anos para que o capitalismo aparecesse tal como ele é, um sistema obsoleto, predador e não reformável.

Hoje as devastações do sistema capitalista explodem por toda a parte

Em todos os países do planeta encontra-se o mesmo desastre para as massas populares e os trabalhadores. Na África, na América Latina, nos países asiáticos e em numerosos outros países a pobreza irrompe à luz do dia. Em certos países, as crianças morrem de fome. Populações inteiras, mulheres e crianças pequenas, numa indigência extrema, abandonam seus tugúrios miseráveis, arrastando sua miséria, tomando a rota do desespero rumo ao desconhecido. Elas chegam aos milhares às portas dos países que as arruinaram. São expulsas como criminosas.

A Europa não escapa a este marasmo do sistema capitalista. Em todos os países europeus há consternação, os trabalhadores não aguentam mais, a pobreza generaliza-se. O desemprego em massa não faz senão aumentar. Os trabalhadores não têm mais nada a perder, o descontentamento generaliza-se, eles estão na rua para que se façam ouvir seus gritos de dor. A crise provocou a debandada dos governos europeus. Diante dos problemas a ultrapassar, estes países tornam-se ingovernáveis. As burguesias, apesar das suas preocupações, não conseguem mais fazem com que as massas populares engulam sua política sinistra. Para se manterem no poder, elas estão prontas a aliarem-se ao diabo, no caso com as forças mais retrógradas, a peste castanha. A peste castanha está às portas do poder em numerosos países. Isso se vê na Áustria, Alemanha, Itália, mesmo em França, nos ex-países socialistas e outros. Trata-se de um verdadeiro perigo para a humanidade e os trabalhadores são os primeiros afectados.

Os trabalhadores franceses entraram na batalha pelas suas reivindicações, mas não em boas condições. Com efeito, desde há numerosas décadas as forças progressistas enfraqueceram-se perigosamente sob os golpes dos traidores oportunistas e dos sindicatos amarelos.

Os sindicatos não respondem mais às suas reivindicações, o Partido Comunista Francês não desempenha mais o seu papel porque abandonou a luta pelo socialismo. Os trotsquistas entregam-se à verborreia vazia. Eles rebaixam a luta apenas às questões económicas imediatas e de uma maneira que nunca põe em causa as bases do capitalismo. Quando aparecem na TV, a palavra socialismo é proscrita das suas bocas. Eles estão ali para fazer a burguesia ganhar tempo.

A emergência súbita em França do movimento dos coletes amarelo é realmente a expressão da subida do descontentamento popular resultante da enorme pressão da grande burguesia, dos grandes monopólios capitalistas sobre a classe operária e sobre o conjunto das camadas populares, para elevar sua taxa de lucro. Algumas das forças reaccionárias procurar orientar esta explosão contra os migrantes. Mas não está aí o essencial. As sondagens mostraram que só uma parcela insignificante dos "coletes amarelos" se deixa influenciar pelos meios racistas e fascistas.

Quando se trata de grandes greves, é com bombardeamentos violentos que as vedetes dos media atacam os trabalhadores, acusando-os de tudo ou então não falando das greves. Mas doravante o maior temos da burguesia é que este movimento se coordene com a classe operária e que esta consiga libertar-se do peso das direcções sindicais corrompidas e oportunistas que a impedem de juntar-se às manifestações populares. É por isso que os chefes de orquestra dos media fingem exprimir alguma simpatia pelos "coletes amarelos". Uma atitude hipócrita motivada pelo único objectivo de conduzir o movimento a impasses prodigalizando-lhes conselhos "sábios" e, em particular, para desconfiarem dos sindicatos. Nunca se sabe, caso os trabalhadores cheguem a livrar-se dos responsáveis que os aconselham a ocuparem-se apenas das suas reivindicações corporativistas, a manterem-se afastados deste movimento etc.

Os trabalhadores franceses mais conscientes têm razão em estarem vigilantes. Os riscos de provocação são reais. Os arruaceiros (casseurs) destacados com insistência e em directo pelas câmaras das TVs oligárquicas para desacreditar os manifestantes e incitar o povo a permanecer em casa, mostram que a burguesia tem mais de um trunfo na sua bagagem. Os émulos de Vidocq estão lá para tramar conspirações destinadas a provocar o medo e a diabolizar os novos líderes popular em vias de emergir.

Muitos reformados, desempregados, trabalhadores e certamente numerosas pessoas em pobreza insustentável estão na rua. Os trabalhadores devem tomar a direcção deste movimento sem tardar a fim de contrariar todos os aprendizes de feiticeiro dos seus desígnios sinistros. A extrema-direita e os esquerdistas de todo naipe servem-se do descontentamento das massas populares para avançarem seus peões. Seus objectivos: fazer cair este governo e provocar novas eleições, tomar o poder mas não para mudar de política. Se conseguirem os seus fins, os trabalhadores terão de escolher entre a peste e a cólera.

Os trabalhadores franceses sofrem há várias décadas os assaltos do capital. Todos os presidentes da república francesa, qualquer que seja a sua cor, que se sucederam desde há décadas não foram senão homens ao serviço da burguesia. Eles praticaram a mesma política contra os trabalhadores e o presidente actual está na mesma linha. Foram eleitos seguindo um sistema eleitoral da sua devoção, enquanto representante do grande capital. Os trabalhadores franceses desde Junho de 1849 e, sobretudo, a Comuna de Paris em 1871, jamais cessaram seu combate contra este sistema. A luta é difícil, a burguesia francesa não é um tigre de papel, mas sem dúvida ela não é invencível.

Os trabalhadores curvaram a espinha durante décadas, todas as suas conquistas sociais evaporaram-se sob os golpes da repressão patronal e da forças retrógradas, com a cumplicidade dos oportunistas e de certos aparelhos sindicais corrompidos. Que a burguesia não grite vitória demasiado rápido. Os trabalhadores acusam o golpe com dor, mas o seu olhar diz muito, eles estão sempre lá. Estas provas, por mais dolorosas que sejam, vão reforçar sua determinação na luta implacável para abolir de uma vez por todas este sistema predatório: o capitalismo imperialismo.

Os trabalhadores argelino, a grande massa dos jovens marginalizados por um capitalismo predatório, submetidos ao sistema imperialista mundial, seguem com simpatia este movimento.

A partir de agora, o levantamento das massas populares em França é vivido com angústia pelas classes dirigentes e seu regime em vigor. Uma derrota mesmo sobre as reivindicações imediatas será explorada pelo poder para dizer aos trabalhadores argelinos:

"Vejam, mesmo um país tão desenvolvido como a França é obrigado a suprimir as conquistas sociais para sair da sua crise financeira".

Não lhes será fácil aplicar suas famosas "reformas". O conteúdo destas reformas de que todos os defensores do capitalismo reclamam a aceleração, no poder ou entre seus opositores de direita, resume-se assim: fazer prosperar os negócios dos burgueses, internos ou externos, com a ajuda crescente de um Estado totalmente ao seu serviço, e mais miséria e privações para todos os trabalhadores e as camadas sociais laboriosas.

A luta contra a miséria e as desigualdades engendrada pelo capitalismo é uma luta nacional e internacional.

O que se passa um pouco por todo o mundo e em particular em França. Nossos trabalhadores devem aprender a lição para, por sua vez, conduzir a sua luta contra este sistema predatório. Devem organizar-se num sindicato de classe e construir um partido revolucionário. 
13/Dezembro/2018
O original encontra-se em www.alger-republicain.com/Aggravation-de-la-crise-du-systeme.html

Este editorial encontra-se em http://resistir.info/
 .

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A luta dos emigrantes e da classe trabalhadora é única

Solidariedade com os trabalhadores migrantes




As políticas capitalistas favorecem a migração. Milhares de trabalhadores e suas famílias veem-se atraídos por projetos imobiliários no noroeste e em outros pontos do México; nos chamados megaprojetos, que a partir dos monopólios e do novo governo são promovidos em toda a zona sul do território nacional; nas Zonas Econômicas Especiais que tanto na fronteira sul como na norte já são consideradas. Relativamente a esta última deve considerar-se a forma como a burguesia favorece o tráfico ilícito através de organizações ad hoc e o constante fluxo de força de trabalho que lhes permite esmagar as condições gerais de trabalho de toda a classe trabalhadora, favorecem maiores margens de lucro e aumentam as pressões sociais que ameaçam os trabalhadores ativos. O desenvolvimento desigual do capitalismo concentra a riqueza em determinados pontos e classes sociais, ao mesmo tempo que se veem exemplos mais incríveis de miséria noutros pontos e outras classes e setores sociais. 

A burguesia, os monopólios e seus partidos, dos chamados neoliberais aos social-democratas, não podem oferecer aos trabalhadores migrantes outra coisa senão precariedade, extorsão, marginalização, miséria, residências temporárias sem direitos laborais efetivos, racismo, xenofobia, doenças. hostilidade, tráfego, sequestro, indignação ou desilusão.

 
Denunciamos o palavreado anti-imigrante e a criminalização dos trabalhadores forçados a abandonar os seus países de origem. Denunciamos todas aquelas vozes e ações que reivindicam impor os interesses dos capitalistas através das suas exigências de que o caravana se cinja à legalidade e à ordem. 

Não nos esqueçamos de que, nas câmaras legislativas, o futuro governo de unidade nacional, através de uma aliança das bancadas parlamentares de Morena-PRI, anulou os apelos para respeitar os direitos humanos dos migrantes no meio de um coro criminoso contra eles. 

Morena e Andrés Manuel López Obrador contribuíram muito para esta situação de ataque anti-imigrante. Durante 12 anos insistiram e encorajaram um discurso supostamente em defesa da soberania nacional, pleno de nacionalismo no qual o que conta é o país, a nação. Eles fazem os trabalhadores e trabalhadoras acreditarem que falam no seu interesse, mas na realidade falam sempre da grande nação burguesa, do interesse dos grandes empresários mexicanos, etc. 

No seio deste discurso burguês, todos os tipos de expressões agora se alimentam e convergem, incluindo o tom fascista. Como aquelas diatribes e expressões criminosas que descrevem a caravana centro-americana como uma invasão e ataque à soberania nacional; esse apelo à civilidade para não afetar "a nação", opondo-se aos acordos com os representantes dos monopólios nos Estados Unidos e, especificamente, aos latidos de Trump sobre não permitir que os migrantes toquem o solo dos EUA e  todos aqueles que lançam ataques racistas justificados na defesa do interesse nacional mexicano. Os monopólios falam por todos eles. E tanto na velha como na nova social-democracia, os elementos fascistas são cozinhados, com ou sem linguagem "esquerda". 


 
Todas as acusações, linchamentos morais e abusos contra migrantes não se destinam a impedir sua entrada em países onde possam encontrar oportunidades de emprego ou buscar asilo. O propósito deste ensurdecedor coro nacionalista é ajoelhar os migrantes; agitar os instintos mais baixos da classe trabalhadora nos países receptores; dividindo os trabalhadores em função da nacionalidade com calúnias, colocar todos os migrantes em condições de maior assédio, ilegalidade, ansiedade, sigilo e isolamento; favorecer medidas de maior exploração e precariedade por parte dos capitalistas; aumentar a sua vulnerabilidade em relação a toda a classe de empregadores; desviar a atenção das verdadeiras causas da crise capitalista e do agravamento sistemático da situação de vida das massas e setores populares.








A suposta benevolência e solidariedade proclamadas pelo presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador, e a futura secretária do Interior, Olga Sánchez, não são estranhas ao que salientamos. Seus apelos para recebê-los de abraços abertos, as ações que se propõem protegê-los e apoiá-los, oferecendo-lhes um posto de trabalho na construção da Ferrovia Maia e no corredor trans-ítimico; nas projetadas novas refinarias; nos complexos empresariais nas Zonas Econômicas Especiais; nas construções na fronteira norte, é o capitalismo imobiliário a esfregar as mãos em detrimento dos migrantes. Esconder-se atrás dos gestos da humanidade burguesa que em todas estas áreas, projetos e circunstâncias, os trabalhadores migrantes serão explorados até morrer.

Sem o direito de se sindicalizarem, sem direito a uma permanência estável, mas a simples permissão de trabalho temporário e com a autoridade do Estado para suspendê-los quando desejarem, com precarização, com salários ainda menores. A política de migração do novo governo não se distingue nem se distinguirá do pano de fundo da política burguesa do governo de Enrique Peña Nieto contra as ondas passadas de migrantes centro-americanos e o fluxo migratório haitiano de 2016. As expressões classistas dos representantes de Morena, pedem à caravana migrante para não cruzar "seus estados de origem" não são diferentes das opiniões liberais do PAN. Eles parecem diferentes, mas no fundo não o são.

Nos Estados Unidos, a mesma coisa acontece. Enquanto o discurso dos republicanos e de Trump parecem diferenciar-se muito do discurso dos Democratas (discurso que agora é acolhido pela Social Democracia na Cidade do México), as leis americanas e costumes da burguesia norte-americana fecham a porta à chegada de migrantes para que possam ser explorados, com o mínimo de custo a ser pago pelos monopólios.

Seja o que for dito, todo trabalhador, trabalhadora, trabalhador migrante pode solicitar asilo. Tem direito a um número de seguro social, a trabalhar, a comprar. O que ele não tem direito, como nenhuma outra classe trabalhadora, é a certeza de seu futuro. Sua estada nos EUA pode não ser autorizada, mas os capitalistas vão espremê-la como força de trabalho não documentada. A longo prazo espera-se a deportação, a ruína, o resto são exceções. Quantos casos há de trabalhadores ou trabalhadoras com 30 ou 40 anos de trabalho nos EUA que um dia são expulsos do seu país de chegada, perdendo tudo da noite para o dia? Repetimos, a burguesia é criminosa e tem dupla moral. Agitar, reprimir, criminalizar, agredir, assaltar, mas colocar toda a classe trabalhadora cada vez mais à sua mercê, a gosto e conveniência.

Por outro lado, estendemos aos migrantes que passam pelo México a mais sincera solidariedade proletária, que deve sobretudo manifestar-se em fatos, nos pontos geográficos onde o partido tem uma presença, para as diversas caravanas centro-americanas de migrantes, incluindo mães com filhas e crianças desaparecidas, em sua jornada e estadia entre o México e os Estados Unidos. Sabemos que é uma situação de décadas. Milhares de jovens e idosos sacrificados em benefício da produção ou atividade associada ao lucro capitalista, mortos em segredo, forçados a trabalhar em campos agrícolas ou transferência de bens, explorados e exploradas no campo do turismo ou da oferta sexual.

Os capitalistas e seus governos negam ou omitem tais fatos. Nós nos opomos – tal como nos casos de milhares de desaparecimentos internos e forçados em Sinaloa, Chihuahua, Baja California, Estado de México, Guerrero, Michoacán, Veracruz, entre outros – incluindo tanto a política manifestamente criminosa dos monopólios durante o governo Enrique Peña Nieto como a política de unidade nacional do novo governo social-democrata, o da "quarta transformação" liberal, manifestada também no propósito criminoso de dar continuidade à impunidade pelo eufemismo de 'perdoado, mas não esquecido'.

Exigimos e acompanhamos a luta pelo esclarecimento, busca, apresentação e reparação tanto do Estado mexicano como dos EUA em relação aos pais e familiares desaparecidos. Neste ponto, a comunidade de interesses entre a classe trabalhadora e os setores populares de todos os países envolvidos é evidente e a possibilidade de fortalecer laços nesse propósito é mais do que necessária.

Onde quer que os irmãos e irmãs da América Central estejam, é necessário mostrar nossa maior solidariedade, apreciação e compreensão. Sem que isso seja reduzido ao catálogo humanista da burguesia: doação de roupas, abrigo, cortes de cabelo, comida de 1 ou 2 dias, etc. Mas deve incluir tudo o melhor que podemos oferecer como trabalhadores, trabalhadoras e comunistas, mas também considerar sempre a conversa, a denúncia, a agitação e a nudez dos capitalistas de corpo inteiro. Para os deste país, para os da América Central, os EUA, etc.

O interesse dos migrantes é o nosso interesse como classe: abrigos confortáveis; casas de banho públicas a baixo custo e ou gratuitas; rede de cantinas populares com comida nutritiva; ônibus confortáveis para transporte; hospitais que atendam a todos para além dos requisitos burocráticos; planejamento e construção de novos conjuntos hospitalares públicos; prioridade e atenção diferenciada para crianças e idosos; direito efetivo de asilo; direito efetivo de deixar qualquer país, inclusive o seu, com as garantias que cada Estado deve observar; direito à naturalização e não apenas a mecanismos vantajosos para empresários e monopólios; direito de residência permanente; sindicalização por via dos fatos; exigência de direitos laborais, organização como classe, independentemente da nacionalidade de origem. 

Nada disso virá de qualquer governo capitalista, seja dos presumíveis herdeiro das "glórias" do liberalismo do século XIX e da social-democracia internacional. É uma tarefa que também une toda a classe trabalhadora num conjunto de propósitos compartilhados. E estabelece o padrão para a liberdade definitiva de toda a classe trabalhadora. 

 8 preguntas y sus respuestas para entender las caravanas de migrantes en mexico

Proletários de todos os países, uni-vos!
Comissão Política do Comitê Central do
Partido Comunista de México
O original encontra-se em www.comunistas-mexicanos.org/...

Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .


Criminosos de guerra em altos cargos comemoram o fim da Primeira Guerra Mundial

por Michel Chossudovsky
Vocês mentiram sobre o Iraque. Vocês mentiram sobre o Afghanistan. Vocês mentiram sobre a Líbia. Vocês estão mentindo sobre a Síria
Numa amarga ironia, vários líderes mundiais que estavam a comemorar "pacificamente" o fim da Primeira Guerra Mundial em Paris, incluindo Trump, Netanyahu, Macron e May são os protagonistas de guerras no Afeganistão, Palestina, Síria, Líbia, Iraque e Iêmen

Para colocar o assunto sem artifícios, eles são criminosos de guerra de acordo com o direito internacional: Têm sangue nas mãos. Que diabo estavam eles afinal a comemorar? 

Nas palavras de Hans Stehling: " Enquanto
honramos os 15 milhões de mortos de 1914-1918, um Presidente dos EUA voa até Paris com planos de atacar o Irã" [com armas nucleares] ( Global Research , 12 de novembro de 2018) 

Para que não nos esqueçamos: a guerra é o crime máximo, "o crime contra a Paz", conforme definido no Julgamento de Nuremberg. 
Os EUA e seus aliados embarcaram definitivamente em crimes de guerra , uma aventura militar a nível mundial, "uma longa guerra", que ameaça o futuro da humanidade. 

O projeto militar global do Pentágono é o da conquista mundial.



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A guerra para acabar com todas as guerras???

Cem anos depois: o que está a acontecendo AGORA, em novembro de 2018? 

Grandes operações militares e de serviços secretos foram lançadas no Médio Oriente, Europa Oriental, África Subsaariana, Ásia Central e Extremo Oriente. A agenda militar dos EUA combina quer operações de teatro de guerra, quer ações secretas organizadas para desestabilizar Estados soberanos, além da guerra econômica. 

Ao longo dos últimos 17 anos, logo após o 11 de setembro, uma série de guerras lideradas pelos EUA e pela OTAN foram lançadas: Afeganistão, Iraque, Líbano, Líbia, Síria e Iémen, resultando em milhões de mortes de civis e inúmeras atrocidades. Essas guerras foram lideradas pelos EUA e seus aliados da OTAN. 

É tudo por uma boa causa: "Responsabilidade de Proteger" (R2P), "Ir atrás dos "maus", "Travar uma Guerra Global contra o Terrorismo".

Acontece que "o inimigo externo número um", Osama bin Laden, foi recrutado pela CIA. E as famílias Bush e Bin Laden são amigas.

Tal foi confirmado pelo Washington Post : o irmão de Osama, Shafiq bin Laden , teve um encontro com o pai de George W Bush, George H. Walker Bush , numa reunião de negócios com a empresa Carlyle no Ritz Carlton Hotel de Nova York em 10 de setembro, um dia antes do 11 de setembro:
Não serviu de nada que quando o World Trade Center ardeu em 11 de setembro de 2001, a notícia tenha interrompido uma conferência de negócios do Carlyle no Ritz-Carlton Hotel, onde comparecera um irmão de Osama bin Laden. O ex-presidente Bush, um colega investidor, estivera com ele na conferência no dia anterior ( Washington Post,16/março/2003).
Será que isto não soa como uma "teoria da conspiração"? Enquanto Osama supostamente coordenava o ataque ao WTC, seu irmão Shafiq encontrava-se com o pai do presidente, de acordo com o Washington Post. 

  
Por sua vez, de acordo com o Wall Street Journal de 27 de setembro de 2001: "A família bin Laden familiarizou-se com alguns dos maiores nomes do Partido Republicano ...".

Aqui está um conceito tipo "acredite ou não": se os EUA aumentassem os gastos de defesa para perseguir Osama bin Laden (Inimigo Número Um), a família Bin Laden seria beneficiada, por assim dizer, porque (em setembro de 2001) eles eram parceiros do Carlyle Group, uma das maiores empresas de gestão de ativos do mundo:

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 Empreendendo a guerra contra "os maus" 

Tal como amplamente documentado, os "bandidos" ou terroristas, isto é, a Al-Qaeda e seus vários afiliados, incluindo o ISIS-Daesh, são criações dos serviços secretos ocidentais (também conhecidos como "ativos de informação"). 




The US also threatens to blow up North Korea with what is described in US military parlance as a “bloody nose operation” which consists in deploying “the more usable” low yield B61-11 mini-nukes which are tagged as “harmless to civilians because the explosion is under ground”, according to scientific opinion on contract to the Pentagon.
The B61-11 tactical nuclear weapon has an explosive capacity between one third and twelve times a Hiroshima bomb.

Em desenvolvimentos recentes, os EUA e Israel estão  ameaçando o Irã com armas nucleares. Forças terrestres dos EUA e da OTAN estão sendo implantadas na Europa Oriental na vizinhança imediata da Rússia. Por sua vez, os EUA estão confrontando a China sob o chamado "Pivot to Asia", que foi lançado durante a presidência de Obama. 

Os EUA também ameaçam fazer explodir a Coreia do Norte com o que é descrito no jargão militar dos EUA como uma "operação nariz ensanguentado" que consiste em empregar "as mais utilizadas"  mini-bombas nucleares B61-11 de menor rendimento, consideradas "inofensivas para civis porque a explosão é feita no sub solo", segundo opinião científica em contrato com o Pentágono.

 
A arma nuclear tática B61-11 tem uma capacidade explosiva entre três a doze vezes da bomba de Hiroshima. 
 Hiroshima, 07/Agosto/1945.
Fazendo uma retrospectiva para 6 de agosto de 1945, quando a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, 100 mil pessoas foram mortas nos primeiros sete segundos após a explosão.

Mas foi um "dano colateral": nas palavras do presidente dos EUA, Harry Truman:
"O mundo notará que a primeira bomba atômica foi lançada em Hiroshima, em uma base militar. Isso porque desejámos, neste primeiro ataque, evitar, na medida do possível, o assassinato de civis."
O que está em jogo neste momento é um empreendimento criminoso global que desafia o direito internacional. Nas palavras do falecido promotor de Nuremberg, William Rockler:
"Os Estados Unidos já descartaram pretensões de legalidade e decência internacionais e embarcaram numa via de imperialismo cru e descontrolado" (William Rockler, procurador do Tribunal de Nuremberg).
Lembramos que o arquiteto de Nuremberg, o juiz do Supremo Tribunal e Promotor de Nuremberg, Robert Jackson, disse então com alguma hesitação:
"Nunca devemos esquecer que oprotocolo em que julgamos estes réus será o protocolo sobre o qual a história nos julgará amanhã. Passar a esses réus um cálice envenenado é colocá-lo em nossos próprios lábios também".
Esta declaração histórica aplica-se a Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Margaret May? 

Em desafio ao Tribunal de Nuremberg, os EUA e seus aliados invocaram a condução de "guerras humanitárias" e operações de "contra-terrorismo", tendo em vista instalar a "democracia" em países alvo.
 

As mídias ocidentais aplaudem. A guerra é rotineiramente anunciada nos noticiários como um empreendimento pacificador. A guerra torna-se paz. As realidades são viradas de cabeça para baixo. 

Estas mentiras e fabricações fazem parte da propaganda de guerra, que também constitui um empreendimento criminoso de acordo com Nuremberg.

As guerras lideradas pelos EUA e pela OTAN e aplicadas pelo mundo inteiro são empreendimentos criminosos sob o disfarce de "responsabilidade de proteger" e contra-terrorismo. Violam a Carta de Nuremberg, a Constituição dos EUA e a Carta da ONU. De acordo com o ex-procurador chefe do Tribunal de Nuremberg, Benjamin Ferencz, relativamente à invasão do Iraque em 2003:
"Pode-se argumentar sem necessitar de provar, dado que é perceptível por si mesmo, que os Estados Unidos são culpados do crime supremo contra a humanidade – que é uma guerra ilegal de agressão contra uma nação soberana.".
Ferenz estava a referir-se a "Crimes contra a Paz e de Guerra" (Princípio VI de Nuremberg), o qual afirma o seguinte:
"Os crimes adiante descritos são puníveis como crimes de direito internacional:

(a) Crimes contra a paz:

     (i) Planejamento, preparação, iniciação ou desencadeamento de uma guerra de agressão ou guerra em violação de tratados, acordos ou garantias internacionais;

     (ii) Participação num plano comum ou conspiração para a realização de qualquer dos atos mencionados em (i).

b) Crimes de guerra:

Violação das leis ou costumes de guerra que incluem, mas não se limitam a: assassinato, maus-tratos ou deportação para trabalho escravo ou para qualquer outro fim da população civil de ou em território ocupado; assassinato ou maus-tratos de prisioneiros de guerra ou pessoas no mar, assassinato de reféns, saque de propriedade pública ou privada, destruição arbitrária de cidades, vilas ou aldeias, ou devastação não justificada por necessidade militar.

c) Crimes contra a humanidade:

Assassinato, extermínio, escravidão, deportação e outros atos desumanos praticados contra qualquer população civil, ou perseguições por motivos políticos, raciais ou religiosos, quando tais atos são praticados ou tais perseguições são executadas em execução ou em conexão com qualquer crime contra a paz ou qualquer crime de guerra.

     "(I) planejamento, preparação, iniciação ou desencadeamento de uma guerra de agressão ou guerra em violação de tratados, acordos ou garantias internacionais;

     (ii) Participação num plano comum ou conspiração para a realização de qualquer dos atos mencionados em (i)".
 www.globalresearch.ca/... e em www.informationclearinghouse.info/50598.htm 

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