quinta-feira, 12 de abril de 2018

Ativismo Social Financiado pelo Capitalismo Global Serve a Ordem Neoliberal Mundial . O Fórum Social Mundial 2018 (FSM) em Salvador, Brasil


 Global Research, April 02, 2018
 
No Fórum Social Mundial de Salvador, na Bahia, milhares de pessoas foram às ruas “em nome da democracia”: o movimento feminista, Vidas Negras Importam, Ambientalistas, Organização de Povos Originários, o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Organizações da Juventude, LGBT entre outros.
No âmbito do 13º Fórum Social Mundial, eles marcharam sob o lema:
“Resistir é criar, Resistir é transformar”
Minha pergunta:
RESISTIR A QUEM?
Os líderes e organizações do Fórum Social Mundial (FSM) de Salvador, na Bahia, encontram-se diante de uma negação persistente. Certamente nesta altura já deveriam reconhecer que o encontro no FSM – incluindo despesas de viagem – é financiado pelos mesmos interesses corporativos que são o objeto de “RESISTÊNCIA” política e social generalizada e de dissensões.
Como isso é conveniente. As corporações estão a financiar dissidentes tendo em vista o controle desses mesmos dissidentes e os organizadores do FSM são cúmplices.
“O movimento antiglobalização opõe-se à Wall Street e às gigantes petrolíferas do Texas controladas por Rockefeller e outros. Contudo, as fundações e instituições filantrópicas de Ford, Rockefeller etc generosamente financiarão redes progressistas anti-capitalistas bem como ambientalistas (opositores da Wall Street e do Big Oil), etc. tendo em vista, em última análise, supervisionar e moldar suas diversas atividades.” (M. C, 2016)
Dizem que o FSM transformou movimentos progressistas, levando ao que é descrito como a emergência da “Esquerda Mundial”. Absurdo. Movimentos progressistas reais foram estilhaçados, em grande medida em resultado do financiamento da dissidência.
O que é esta Esquerda Mundial, será ela um movimento com raízes de base?
Ela em grande medida é composta por “intelectuais de esquerda” e “organizadores”. Eles dizem que estão a combater o neoliberalismo.
Mas o seu FSM é, em grande medida, “financiado pelo neoliberalismo”.
As pessoas que participaram do FSM não sabiam que o dito “RESISTIR” AO CAPITALISMO GLOBAL é financiado pelo “CAPITALISMO GLOBAL”.
Elas foram enganadas pelos organizadores do FSM.
Por outras palavras, apesar de o logo do FSM – Resistir para Transformar – ser significativo, na prática é também redundante.
Reparações coloniais foram abordadas na reunião do FSM de 2018 em Salvador, no Brasil.
O tema das reparações no FSM de 2018 em Salvador da Bahia foi tratado no workshop Reparações ao Colonialismo, na Assembleia Mundial de Resistência dos Povos, Movimentos e Territórios, e na Ágora dos Futuros. Nestas atividades, participaram algumas centenas de pessoas, muitas das quais representativas de outras organizações. Neles foi abordada a situação quanto às reparações nos últimos anos, tentando identificar ações mais promissoras para o futuro.
A quem deveriam ser dirigidos estes pedidos de reparação colonial?
Às corporações e os governos ocidentais (antigas potências coloniais) que generosamente financiaram tanto o encontro do FSM como as ONG participantes estão habitualmente envolvidos num processo de destruição social neocolonial e de pilhagem de recursos, para não mencionar a guerra.
Quando o FSM foi realizado em Mumbai, em 2004, a comissão hospedeira indiana corajosamente confrontou os organizadores do FSM e recusou o apoio da Fundação Ford (a qual é ligada à CIA). Isto, só por si, não modificou o relacionamento do FSM com as corporações doadoras. Apesar de a Fundação Ford se ter retirado formalmente, outras fundações posicionaram-se ao lado do ministro do Desenvolvimento Estrangeiro de Tony Blair.
Tornar o mundo seguro para o capitalismo
Nesse aspecto, a Fundação Ford reconhece francamente seu papel no “financiamento da resistência e dos dissidentes”:
“Tudo que a Fundação [Ford] fez poderia ser considerado “tornar o mundo seguro para o capitalismo”, reduzindo tensões sociais através da ajuda para confortar os aflitos, proporcionando válvulas de segurança aos irados e melhorando o funcionamento governamental (McGeorge Bundy, Conselheiro de Segurança Nacional dos Presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson (1961-1966), Presidente da Fundação Ford (1966-1979).
O movimento anti-guerra esteve notoriamente ausente no FSM de Salvador em 2018.
Sob a bandeira “Contra a militarização e as guerras”, este FSM de Salvador publicou uma declaração inócua:
Na condição de parlamentares e representantes das forças progressistas internacionalistas, estamos preocupados com o imenso desperdício de recursos na recente onda de militarização global e com os crescentes orçamentos militares de muitos países de todo o mundo. Leia o texto completo, aqui .
SIM, GUERRAS SÃO CARAS. Apesar de “o desperdício de recursos” ser importante, por que não mencionar os nomes “dos países” que ameaçam a paz mundial (i.e. EUA, estados-membros da NATO, Israel, Arábia Saudita), sem deixar de mencionar os milhões de pessoas que têm sido mortas como resultado das guerras lideradas pelos EUA-OTAN?
Na narrativa acima NÃO HÁ “RESISTÊNCIA” alguma. O texto evita cuidadosamente mencionar os nomes dos países (EUA, NATO), que são os líderes destas guerras imperiais de conquista econômica e destruição social.
Não é preciso dizer que as vítimas dessas guerras (i.e. Iraque, Síria, Iémen etc), assim como os interesses corporativos por trás das mesmas, não são identificados.
RESISTIR não se aplica às guerras lideradas pelos EUA na Síria, Iraque, Ucrânia, Iêmen. Na verdade, parece que o tema das guerras lideradas pelos EUA-OTAN não é objeto de debate e discussão nos workshops do FSM .
Mosaico de workshops na FSM
Os mecanismos da “dissensão manufaturada” exigem um ambiente manipulador, um processo de pressão e cooptação sutil de um pequeno número de indivíduos chave dentro de “organizações progressistas”. Muitos líderes dessas organizações têm, em certo sentido, traído suas bases.
O que prevalece é um mosaico de workshops . Os ativistas sociais que participam do FSM têm sido enganados. Estes workshops não ameaçam a ordem imperialista mundial. Eles constituem [apenas] um ritual de discordância e resistência.
O mosaico das diferentes oficinas do FSM, a ausência relativa de sessões plenárias, a criação de divisões dentro e entre os movimentos sociais, sem mencionar no final das contas a ausência de uma plataforma coesa e unificada, servem os interesses das elites corporativas da Wall Street que estão generosamente a financiar o encontro da FSM.
A agenda corporativa não declarada é “fabricar dissidência”. “Os limites desta dissidência” são estabelecidos pelas fundações e governos que financiam esse encontro multimilionário do FSM.
O mosaico de workshops é imposto por aqueles que financiam o FSM. O formato dos workshops não constitui uma ameaça ao capitalismo global. Muito pelo contrário.
O financiamento do FSM
Esta seção é baseada sobretudo num artigo anterior publicado em 2016 , referente ao 12º FSM realizado em Montreal naquele ano. No entanto, os acordos do financiamento referentes ao FSM de Salvador, Bahia, são amplamente semelhantes, dependentes das mesmas entidades doadoras.
O FSM é apoiado por um consórcio de fundações corporativas sob a supervisão de um leque de Doadores comprometidos com a igualdade global (Engaged Donors for Global Equity, EDGE). Para mais pormenores, ver Michel Chossudovsky 2016 .
Esta organização, anteriormente conhecida como Rede de financiadores sobre comércio e globalização(The Funders Network on Trade and Globalization, FTNG), tem desempenhado um papel central no financiamento de sucessivos eventos do FSM. Desde o início, em 2001, possuía status de observador no Conselho Internacional do FSM.
Em 2013, o representante dos Irmãos Rockefeller (Rockefeller Brothers Fund). Tom Kruse, co-presidiu o comité de programa da EDGE.
Kruse era responsável no Rockefeller Brothers Fund pela “Governação Global” através do programa “Prática Democrática”. As doações dos Rockefeller para ONGs são aprovadas pelo programa “Fortalecendo a democracia na governação global” (Strengthening Democracy in Global Governance), muito semelhante àquele apresentado pelo Departamento de Estado dos EUA.
Um representante da Open Society Initiative for Europe actualmente (2016) faz parte do Conselho de Administração da EDGE. O Wallace Global Fund também consta em seu Conselho de Administração. O Wallace Global Fund é especializado no fornecimento de apoio a ONGs “correntes” e “media alternativos”, incluindo a Amnistia Internacional, Democracy Now! (que apoia a candidatura de Hillary Clinton à Presidência dos EUA). Michel Chossudovsky, 2016 .
Num dos seus documentos chave (2012), intitulado Financiadores da aliança em rede para apoio à organização de base e à construção de movimento ( Funders Network Alliance In Support of Grassroots Organizing and Movement Building a EDGE reconhecia seu apoio a movimentos sociais que desafiavam o “fundamentalismo neoliberal de mercado”, incluindo o Fórum Social Mundial fundado em 2001:
“Desde a revolta zapatista em Chiapas (1994) à Batalha de Seattle (1999) e à criação do Fórum Social Mundial em Porto Alegre (2001), os anos TINA (There Is No Alternative , “Não há alternativa”) de Reagan e Thatcher foram substituídos pela crescente convicção de que “um outro mundo é possível”. Contra-conferências, campanhas globais e fóruns sociais têm sido espaços cruciais para articular lutas locais, compartilhar experiências e análises, desenvolver conhecimento especializado e construir formas concretas de solidariedade internacional entre movimentos progressistas por justiça social, econômica e ecológica”.
Mas, ao mesmo tempo, há uma contradição óbvia nisso tudo: outro mundo não é possível quando a campanha contra o neoliberalismo é financiada por uma aliança de doadores corporativos firmemente comprometidos com o neoliberalismo e com a agenda militar dos EUA-OTAN.
Os limites da dissidência social são assim determinados pela “estrutura de governação” do FSM, a qual no início de 2001era tacitamente acordada com as agências de financiamento.
“Não há líderes”
O FSM não tem líderes. Todos os eventos são “auto-organizados”. A estrutura do debate e do activismo é parte de um “espaço aberto” (ver Francine Mestrum, The World Social Forum and its governance: a multi-headed monster , CADTM, 27 de abril 2013).
Esta estrutura compartimentada é um obstáculo para o desenvolvimento de um movimento de massa articulado e significativo.
Que forma melhor do que essa para controlar a dissensão popular contra o capitalismo global?
Garantir que seus líderes possam ser facilmente cooptados e que as bases não desenvolvam “formas de solidariedade internacional entre movimentos progressistas” (para usar as próprias palavras do EDGE), o que pode minar de modo significativo os interesses do capital corporativo.
O mosaico de workshops dispersos do FSM, a relativa ausência de sessões plenárias, a criação de divisões dentro e entre movimentos sociais, sem mencionar a ausência de uma plataforma coesa e unificada contra as elites corporativas da Wall Street, contra a falsa “Guerra ao terrorismo mundial” patrocinada pelos EUA, que tem sido utilizada para justificar as “intervenções humanitárias” dos EUA-NATO (Afeganistão, Síria, Iraque, Iêmen, Líbia, Ucrânia, etc).
O que acaba por prevalecer é um ritual de dissensão que não ameaça a Nova Ordem Mundial. Os que comparecem ao FSM vindos das suas bases são muitas vezes enganados pelos seus líderes. Ativistas que não compartilhem o consenso do FSM acabarão por ser excluídos:
“Ao providenciar financiamento e estrutura política para muita gente preocupada e dedicada que trabalha no setor sem fins lucrativos, a classe dominante consegue cooptar a liderança das comunidades de base, … e é capaz efetuar o financiamento, contabilização e avaliação do trabalho tão consumidor de tempo e oneroso que nestas condições o trabalho de justiça social torna-se virtualmente impossível” (Paul Kivel, You Call this Democracy, Who Benefits, Who Pays and Who Really Decides, 2004, p. 122)
No entanto, “outro mundo é possível” é um conceito importante pois caracteriza a luta dos movimentos populares contra o capitalismo global, bem como o compromisso dos milhares de ativistas comprometidos que agora participando do FSM de Montreal, 2016.
O ativismo está sendo manipulado: “Outro mundo é possível” não pode ser alcançado sob os auspícios do FSM que, desde o início, foi financiado pelo capitalismo global e organizado em estreita ligação com seus doadores corporativos e governamentais.
O Conselho de Administração da Edge (The Edge Board of Directors) inclui representantes de grandes fundações e instituições de caridade corporativas, incluindo a Fundação Charles Leopold Mayer (Charles Leopold Mayer foundation), a Fundação Ford (Ford Foundation), o Serviço Mundial Judaico-Americano (American Jewish World Service), a Fundação da Sociedade Aberta (Open Society Foundation), entre outros. Ver abaixo:
 
Artigo original en inglês :
Traduzido por Edu Montesanti para Global Research. Revisão por o site Resistir

 

Sobre o sionismo, cães, colonos e um hipotético Estado palestino

Existe uma possibilidade concreta e real de estabelecer um Estado Palestino na Cisjordânia e que também compreenda, como parte integrante desse hipotético Estado, o território da Faixa de Gaza?

Palestina FRENAR A LOS PERROS DE GUERRA

A resposta a essa pergunta, sem mais delongas, no quadro atual de ocupação e bloqueio sofrido por esses territórios, nas mãos da entidade sionista, torna impossível uma resposta positiva. Não! Não é possível pensar em um Estado palestino, a menos que isso signifique uma mudança radical no processo de colonialismo, apartheid e construção de assentamentos, que foi impulsionado na Palestina pelo regime israelense a partir do momento em que esta entidade nasceu, no ano 1948. Não é possível pensar em um estado palestino sem o desaparecimento do sionismo.


 Sobre o sionismo, cães, colonos e um hipotético Estado palestino
De fato, uma das causas que impedem avançar, não apenas em acordos de paz entre palestinos e israelenses, mas para realizar o processo de autodeterminação palestina,  é a ideologia dominante do regime israelense, que permite e gera o bloqueio, desde 2006 até hoje, da Faixa de Gaza e sobretudo a presença de 650 mil colonos sionistas, profundamente extremistas, nos territórios de West Bank  (a Cisjordânia ocupada). Estes, através de uma política destinada a impedir a criação do Estado palestino, ocupam as terras atrás da chamada Linha Verde, estabelecida no final da Guerra de Junho de 1967.
Se inclui nesta ocupação, a presença colonial em Al Quds Oriente - Jerusalém - através da construção do chamado Muro da Vergonha, que vai conformando  uma série de bantustões na Cisjordânia fragmentando o território, isolando seus habitantes, dividindo aldeias, vilas e cidades através de uma política de segregação e apartheid. Junta-se a isso, uma política de assassinatos em massa e seletivos dos quadros políticos e da resistência palestina. Conduta que já foi condenada inúmeras vezes, com resoluções editadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) de sua Assembléia Geral e outros organismos internacionais.
Para Israel, essas reprovações são simples, verbalizações vazias. Não há esta preocupação de modo algum, pois sabe que não haverá declarações de tons elevados e ameaçadores de Washington, chamando a bloquear, estabelecer sanções econômicas ou impedir a viagem das principais figuras políticas e militares do regime israelense. E nunca houve, não há e não haverá sanções, porque a cria do governo dos Estados Unidos desempenha o papel de gendarme da política externa dos EUA e desejos hegemônicas do Ocidente em terras do Oriente Médio em uma política de cumplicidade absoluta.

O poder dos cães de guerra

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

O conflito na Palestina está se tornando mais agudo e tem poucos sinais de solução, principalmente devido à recusa de Israel em cumprir suas obrigações internacionais. Neste, tem preponderância, o poder dos colonos judeus em terras palestinas, que através da influência política que exercem sobre a sociedade israelense, e dentro dos partidos ultraconservadores, ao representar um  poder bélico e racista sempre bem aproveitado pelo ultranacionalismo sionista. São estes colonos e o poder econômico que possuem com o apoio do lobby sionista americano, francês e Inglês e comunidades cristãs sionistas nos Estados Unidos, catalisado com seu extremo fanatismo,  o que impede qualquer progresso em negociações de paz permitindo pôr fim a um conflito que se estende por 70 anos.
Esta política colonial é a base que sustenta Israel ( da entidade sionista), que ano após ano radicaliza ainda mais as suas posições e que visualiza como a única alternativa para a denominada   "sobrevivência judaica" a criação de uma "Grande Israel". Tal ideia implica avançar, a cada dia mais, na anexação dos assentamentos da Cisjordânia, na contramão de qualquer condenação internacional, graças ao poder de veto de seu aliado americano. Ideia anexionista, que vem ganhando cada vez mais importância a cada dia e conta com  vozes impulsionadores  dentro do governo de Benjamin Netanyahu (como sempre).
Tal proteção à idéia de incorporar territórios palestinos tem sido levantada, hoje,  pelos ministros da bancada dos "colonos", como o ministro da Educação, Naftali Bennett, o Ministro da Justiça Ayeled Shaked e Ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman. Junto com Israel Katz, da Inteligência; Gilad Erdan, de Segurança Pública, e Zeev Elkin, de Proteção Ambiental, bem como o vice-chanceler Tzipi Hotovely e o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat. Esses últimos membros do Comitê Central do partido governista Likud que votaram em 1º de janeiro uma resolução pedindo "a anexação de todos os assentamentos na Cisjordânia a Israel". O ministro da Ciência, Ofir Akunisas, foi mais explícito e afirmou que "Dois Estados para dois povos é um conceito que desapareceu do mundo"Com um Netanyahu na corda bamba para acusações de corrupção, o apoio desses ministros é fundamental, mas isso tem um preço.
A resolução adotada no Likud distancia-se de qualquer compromisso que implique permitir o estabelecimento de um futuro Estado Palestino. Isso expõe a história de mentiras e falsidades tecidas por Israel em matéria de negociar  acordos de paz ou estabelecer compromissos de reconhecimento, mas também,  a enorme debilidade e inclusive traição aos princípios do povo palestino da Autoridade Nacional Palestina (ANP) incapazes de por fim ao infame  Acordos de Oslo. O objetivo de Israel, claramente, sempre foi o de ganhar tempo para continuar a construção de assentamentos na Cisjordânia, e logo  argumentar que é impossível reconhecer um Estado que tem dentro de si  colônias habitadas por homens e mulheres considerados os mais extremistas, numa sociedade por si só violenta.
Colonos que se confundem com o exército sem distinção precisa, já que muitos desses colonos judeus estrangeiros em solo palestino são oficiais ou membros do exército sionista. Colonos formados como milícias terroristas paramilitares, nacionalistas dotado  de religiosidade nociva e doente que se aproveitam dos benefícios por usurpar territórios que não lhes pertencem:  subsídios de habitação, contribuições em dinheiro generosas bem acima da média do resto de Israel. Ortodoxos, migrantes de países como Argentina, Rússia, Estados Unidos, França, entre outros, atraídos por promessas econômicas e um discurso messiânico. Expressão de um pensamento militarista e prática de uma sociedade violenta, que participa ativamente na ocupação de territórios, endossa e apoia todos que defendem essa ocupação permanente que é mantida contra o povo palestino e a política agressiva mantida contra os vizinhos, sob o discurso mitológico apocalíptico de  "proteger ou desaparecer"
 
Os grupos extremistas sionistas e, especialmente, o bloco de colonos, seus partidos e líderes desempenham um papel importante no desenvolvimento do conflito, com sua insaciável sede de violência, a fome de pilhagem e rapina, que, sob a égide da ideologia do sionismo que lhes permite ampliar seus esforços de domínio. Uma ideologia que despreza os seres humanos, que não tem respeito por qualquer pessoa  que não seja parte daquilo que  o mito fundador denomina de "povo escolhido". Uma ideologia sustentada  pelo Talmud chama a considerar os "não judeus", como animais, indignos de qualquer consideração de ser humano; bestas, lixo, excrementos são alguns dos epítetos leves que normalmente são qualificados que não tiveram  a "graça" de ser parte do "povo escolhido" . "Considerar o goyim como um animal bestial e feroz, e tratá-lo como tal. Coloque seu zelo e sua criatividade em destruí-lo. " (Volume 3, livro 2, capítulo 4, artigo 5).
Argumentei em um artigo anterior que esses estrangeiros ilegais eram chamados de "cães de guerra". Terminologia utilizada por Uri Avnery, um ex-membro da organização terrorista Irgun e atual ativista pela paz, ex-parlamentar israelense, que ao catalogar esses fanáticos e extremistas judeus como "Cães de Guerra", isso confirma a analogia  existente  entre o uso de cães especialmente treinados para atacar o povo palestino, com estes colonos armados até os dentes, que se  fundem em sua ferocidade com estes animais, que vimos em ação um há poucos dias em Al Quds, em Al Jalil e outras aldeias palestinas contra as mulheres e crianças palestinas.
 "Este tipo de cães aterrorizantes - diz Avnery - não foram vistos em The Hound of the Baskervilles (livro de Sherlock Homes que virou filme).Foram criados por um ardente admirador do falecido "rabino" Meir Kahane,  descrito pela Suprema Corte de Israel como fascista. Sua tarefa é proteger as colônias e atacar os palestinos. Eles são colonos-cães, ou melhor, cães-colonos. Todas as nossas redes de televisão (Israel) os relataram em detalhes elogiando sua eficácia e fervor". A mídia israelense classifica esses animais como "armas eficazes "para proteger a segurança de colonos e soldados. Argumento hipócrita e cúmplice dos crimes cometidos contra o povo palestino.


Sob o sionismo Não há possibilidade de um 
Estado palestino
Tanto o cachorro quanto o colono que sustenta o uso desses animais fazem parte do mesmo engrenagem criminosa. Nas palavras de Uri Avnery: "qualquer tipo de paz entre Israel e o povo palestino será necessariamente baseado na renúncia da Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza ao futuro Estado da Palestina. Existe atualmente um amplo consenso global sobre isso. A única questão é onde exatamente a fronteira funcionará, uma vez que há também um consenso sobre pequenas trocas de território mutuamente acordadas. Isso significa que a paz implica necessariamente o desmantelamento de um grande número de colônias e a evacuação de colonos em toda a Cisjordânia. "Idéia utópica enquanto o sionismo é a ideologia dominante na sociedade israelense, não há possibilidade de reverter esse processo de colonização, crime e racismo contra o povo palestino.
 
Avnery, bem como outros intelectuais judeus ilustres: Ilan Pappe, Norman Finkelstein e corajoso jornalista Gideon Levy, defendem em seus escritos e conferências, a ideia de que os colonos e seus aliados dominam o atual governo israelense e se opõem a entregar " Se quer uma polegada quadrada do território do país que Deus nos prometeu, (inclusive os colonos que não acreditam em Deus crêem que Ele nos prometeu a terra). Portanto, não há negociações de paz,não há congelamento da atividade imobiliária nas colônias, não há quaisquer movimentações em direção à paz ... Os colonos foram para as  localizações na Cisjordânia especificamente para esta finalidade: criar "fatos no terreno" que impediria qualquer possibilidade de estabelecer um Estado Palestino viável. Não importa se os colonos estão impedindo o retorno dos territórios ocupados ou se o governo usa os colonos para este fim.Dá no mesmo: os colonos bloqueiam qualquer tentativa de paz "
A realidade deste ano de 2018 nos mostra que os cães,  colonos  e exercito de ocupação sionista, políticos Likud e partidos aliados no governo Netanyahu se confundem em um amálgama perverso - desculpando os cães, pobres animais do qual fazem uso criminoso. Treinados para desempenhar funções de repressão, aterrorizando o povo palestino em uma prática que faz recordar os cães treinados sob o nazismo e amplamente utilizados nos campos de concentração onde  estavam lotados ciganos,  presos políticos dissidentes do nazismo, prisioneiros de guerra de países ocupados, gays e até mesmo judeus, o que parece não ser um antecedente plausível para impedir o uso desses "cães de guerra" hoje em uma projeção perversa e repugnante.
Como  alguém que se beneficiou em forma territorial e econômica dos terríveis crimes cometidos contra seu povo, repetir ações e políticas que assimilam o nacional-socialismo com essa criação nacional-sionista? Poderia um defensor do sionismo  responder a isso sem apelar para os velhos argumentos conhecidos, como o de taxar de anti-semitismo ou antijudaísmo toda critica essa ideologia e sua prática violadora da vida palestina. Difícil deve ser para um israelense com moral defender os crimes de seu estado, deve ser difícil para alguém com um mínimo de humanidade  apoiar aqueles que cometem crimes bárbaros contra o povo palestino, no âmbito de uma ideologia perversa.  
 
Uma ideologia como o sionista que parece ter aprendido bem como  perpetrar os abusos e assassinatos que foram feitos contra o seu povo e até mesmo superar seu mestre em muitas áreas, mas não ter uma moral que os impeça de  replicar esses crimes contra a população Palestina nos territórios ocupados. Crimes onde colonos, protegidos por um exército de ocupação e de extermínio no estilo da SS de Hitler, violam o direito internacional, ocupando cada polegada das terras palestinas mais rica e fértil, segregam e deportam  sua população, decididos a  extermina-la a golpes  de cumplicidade de organismos internacionais cegos, surdos e mudos diante de violações de direitos humanos cometidas contra milhões de seres humanos cometidos pelo sionismo.
Ante ello la única política posible es la resistencia, que es hablar de entereza y dignidad. El único camino viable hacia la victoria ante los usurpadores y ocupantes israelíes. Resistencia política y militar, con aplicación de una política de boicot, desinversión e inversiones contra la entidad sionista, para aislarlos y  convertirlos en parias internacionales
Diante disso, a única política possível é a resistência, que significa  dignidade e integridadeO único caminho viável para a vitória contra os usurpadores e ocupantes israelenses. Resistência política e militar, com a aplicação de uma política de boicote, desinvestimento e investimento contra a entidade sionista, para isolá-los e transformá-los em párias internacionais.

Tradução: somostodospalestinos.blogspot.com
Este artigo foi retirado da Hispan TV

quarta-feira, 11 de abril de 2018

O imperio sionista mais uma vez lança mão de falsas afirmações para iniciar uma nova escalada contra o povo árabe!

Sistema de defensa aérea S-400, de fabricación rusa, desplegado en Siria.

Sistema de defensa aérea S-400, de fabricación rusa, desplegado en Siria.

Damasco afirmou na quarta-feira que as alegações recentes dos EUA contra a Síria expõem a falta de princípios, valores, sabedoria e racionalidade, acrescentando que o pretexto das armas químicas é um argumento frágil e infundado para atacar a Síria.
Em Declaração à Agência de Notícias SANA, uma fonte oficial do Ministério de Relações Exteriores disse que a escalada imprudente dos EUA não é uma surpresa, já que vem de um país que tem financiado e ainda está financiando o terrorismo na Síria.
Não é de surpreender que o regime dos EUA, que serviu como uma força aérea para os terroristas do ISIL,  se apresse urgentemente ao apoio aos terroristas em Ghouta e promova suas invenções.
“Se o regime dos EUA e seus aliados, a saber, a França e o Reino Unido, acreditam que suas ações e declarações impediriam a luta contra o terrorismo na Síria,  estão equivocados. O estado sírio continuará a combater o terrorismo ”, declarou a fonte.
A fonte observou que atos recentes do regime dos EUA indicam sua falta não apenas de princípios e valores, mas também de esperteza e bom senso, o que em si é uma ameaça à paz e segurança internacionais.
"A Síria acolheu com satisfação toda comissão de investigação justa, imparcial e não-politizada, que absolveu o estado sírio de qualquer envolvimento no uso de produtos químicos", segundo a fonte.

Tradução: somostodospalestinos.blogspot.com
Fonte: SANA
http://english.almanar.com.lb/481820