terça-feira, 3 de abril de 2018

Assassinato em Gaza

Veja os vídeos das forças de ocupação israelenses atirando e matando manifestantes palestinos desarmados.

 





Veja aqui:
https://twitter.com/Joo_Gaza/status/979752738354548737



Disgusting and awful..
Moments of killing a Palestinian young man in cold blood by an Israeli Zionists snipers at strip borders during the peaceful protests of , i was there we were protesting peacefully and Israeli were shooting directly toward us !!


Veja aqui:
https://twitter.com/RosmeWarda/status/979845741333176321?ref_src=twsrc%5Etfw&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.globalresearch.ca%2Fvideo-murder-in-gaza%2F5634340 

Just see what happened in Gaza today, Israeli snipers shoot unarmed people.





 Depois  do massagre:

O Ministro da Segurança Pública declarou que Israel não tem que cooperar com as Nações Unidas, porque a ONU se transformou na “chancelaria da organização terrorista Hamas”
"Não há nenhuma razão para cooperar com a ONU. Ela é uma estrutura inimiga. A ONU se transformou no Ministério das Relações Exteriores da organização terrorista Hamas"

Postado ; ://www.globalresearch.ca/video-murder-in-gaza/5634340
 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

DIA DA TERRA NA PALESTINA : Exército de Israel usa munição de guerra contra manifestação e assassina 16 e fere 1416 palestinos

Tal como foi anunciado pelo exército israelense, no dia 30 de março o exército executa um verdadeiro massacre usando munições de guerra contra manifestantes palestinos que comemoravam  o Dia da Terra e exigiram o Direito de Retorno.

FOTO: Milhares de palestinos participaram dos protestos em massa ao longo da fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.

Em Gaza, foi declarado situação de emergência e a população foi convocada a doar sangue.
As manifestações aconteceram durante o dia da comemoração do Dia da Terra e do Direito de Retorno do povo palestino às suas casas de origem, de onde foram violentamente expulsos por Israel.
O banho de sangue anunciado por Israel foi cumprido!
 Israel implantou franco atiradores nas áreas onde estavam ocorrendo a manifestação. De fato, todos os palestinos mortos foram executados por tiros de longa distância. Os fatos no terreno demonstram a falsidade das informações israelenses que buscavam justificar esses crimes, apontando que os soldados foram atacados pelos manifestantes.

Atiradores israelenses foram posicionados na fronteira de Gaza. Foto Agência Maan


No dia anterio, o chefe de gabinete do Exército israelense afirmara que usaria munição real para dispersar as manifestações marcadas para sexta-feira (30/03) na Faixa de Gaza. Os resultados desta ameaça estão à vista!
Muhammad Abu Amro, 22, foi assassinado por franco-atiradores israelenses enquanto fazia um desenho alusivo ao direito de retorno do povo palestino nas areias da praia de Gaza, apesar de estar a uma distância de várias centenas de metros dos franco-atiradores e militar Israelenses
 
 
Desenho feito por Muhamed Abu Amor, minutos antes de seu assassinato por franco-atiradores israelenses.   O desenho aponta para #Yo_Retorno
Protestos e marchas maciças também foram realizadas em todas as cidades e vilas palestinas, tanto em Jerusalém, na Cisjordânia ocupada quanto nas cidades da Palestina ocupada em 1948.
Tudo começou quando milhares de palestinos da sitiada Faixa de Gaza se dirigiram para a fronteira com Israel na sexta-feira para o primeiro dia de protestos da semana de protesto que os palestinos chamam de "A Grande Marcha de Retorno". "
A marcha começou na sexta-feira, 30 de março, que marcava  o 42º aniversário do  Dia da Terra Palestina, durante o qual relembram o  assassinato  de seis palestinos em 1976, por Israel, que  protestavam  contra a expropriação do governo israelense de milhares de dunums de terras palestinas.
A Grande Marcha de Retorno continuará por seis semanas até 15 de maio, marcando o 70º aniversário da Nakba, ou catástrofe, quando mais de 700.000 palestinos foram expulsos de suas terras para abrir caminho para a criação do Estado de Israel.
Os palestinos em Gaza, que tem uma população majoritariamente refugiada, montaram tendas perto da fronteira e planejam se aproximar gradualmente da cerca  fronteiriça.
Dezenas de cartazes registravam  em árabe, hebraico e inglês: "Não estamos aqui para lutar; Estamos aqui para retornar às nossas terras ".
Embora os manifestantes e políticos palestinos declarassem que a marcha não era violenta, as autoridades israelenses chamaram os protestos de "violentos tumultos" e, durante o início da tarde de sexta-feira (30 de março) as forças israelenses já haviam assassinado oito palestinos e  dezenas de feridos.
Exército israelense atacou a manifestação dos palestinos  na fronteira com  gás lacrimogêneo , balas de borracha e armas de guerra , informaram as autoridades de Gaza.
Uma autoridade do Ministério da Saúde da Palestina afirmou que um fazendeiro foi morto e uma segunda pessoa foi ferida pelo  disparo de um tanque israelense , informou a  Reuters . Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde da Palestina, o incidente ocorreu perto da cidade de Khan Younis. Um jovem de 27 anos foi "martirizado e outro cidadão foi ferido em conseqüência de um ataque a camponeses a leste da vila de Qarara".
Os moradores afirmaram que fazendeiro trabalhava na colheita quando foi alvejado pelas forças israelenses.
http://www.resumenlatinoamericano.org/

quarta-feira, 28 de março de 2018

O COMEÇO DO FIM DO PETRO-DÓLAR

O pequeno texto abaixo foi postado no resistir.info , um site de esquerda em Portugal. O fato noticiado representa um salto qualitativo nas mudanças que há tempos estão sendo tecidas na história da atual fase do capitalismo monopolista e , claro, elas exercerão enorme influencia no curso dos acontecimentos. A disputa inter-imperialista, sem dúvida,  ficará mais intensa, significando mais guerras e miséria para os povos. As mídias do nosso país e do mundo, todas sob a hegemonia dos interesses ocidentais do capital, ignoraram o evento e seu significado. Segue a notícia.  (Nota do somostodospalestinos.blogspot.com)

 
A miséria do jornalismo português foi confirmada hoje, 26 de Março de 2018. A notícia mais importante do dia – o lançamento da bolsa de petróleo de Shangai – foi ignorada nos media do burgo lusitano, inclusive pelos jornais económicos. No entanto, a data de hoje poderá ficar na história como o começo do fim do petro-dólar , o que tem múltiplas consequências. Os preços de referência do WTI e do Brent, cotados em dólar, poderão a prazo serem destronados pelo de Shangai. Os banqueiros centrais de todo o mundo já não precisarão acumular tanto dólar para atender às necessidades do comércio do óleo. Nada disto transparece no jornalismo luso, entretido na pequena política. Somos cada vez mais desinformados, tanto pela mentira como pela omissão. 
Ver também notícia do primeiro dia de funcionamento da nova Bolsa de Shangai:'PetroYuan' Futures Launch With A Bang, Volume Dominates Brent As Big Traders Step In(Contratos de futuros em PetroYan lançados com estrondo, o volume ultrapassa o do Brent pois grandes comercializadores intervêm).

http://resistir.info/

sexta-feira, 23 de março de 2018

Marielle, uma voz

"Quando é abatido o que não lutou só, 
o inimigo ainda não venceu." (Bertold Brecht)

por Mauro Luis Iasi

 Resultado de imagem para foto marielle

A chuva caia torrencialmente sobre a cidade. Iansã mandava seus raios e os clarões tentavam negar a noite que insiste em suas sombras. Os corpos não se viam, a pele negra se confunde com a noite, os rios de sangue fluem para a vala, de todas as feridas abertas, dos navios descarregando sua carga humana acorrentada, no verde dos canaviais, nas favelas, nas ruelas da velha cidade, das flechas de São Sebastião. 

O sangue, ferro vermelho, rio que tanto carrega a vida como se esvai para fora dela, também dá cor as bandeiras que a defende. Na noite as cores se amam no negro, o vermelho, o lilás o preto. Iansã manda seus raios. 

Outro corpo cairá. Na noite não saberemos seu nome, dos sonhos que carregava, dos braços que o esperavam no vazio da volta. No porão do navio negreiro se contará a carga faltante. No mar escuro o esquecimento fará parte da memória dos peixes. São muitos e diários, aqueles que partem sem deixar seu nome para que gritemos, para que nossas lágrimas de dor e raiva alcancem seu corpo, para que o abutre do esquecimento não dilacere sua memória. 

Os índios e as montanhas guardarão suas almas, das senzalas se ouvirão cantos incompreensíveis, o bater dos pés no chão para que a terra acorde de seu pesadelo de morte. O ar da noite gelará por um instante e cada gota de chuva brilhará como uma estrela. 

Nunca saberemos todos os nomes. Algumas vozes, no entanto, carregam a magia de falar por todas as vozes esquecidas, sei lá por que razão, rolam de sua face lágrimas de outras gentes, sentindo em seu corpo o açoite e o tiro, a dor e a falta. A voz da memória é que fala nelas e com sua força rompe o tecido do tempo e a pretensão da noite, revolve a terra numa agricultura reversa, desplantando o oculto. Nessas vozes cantam cânticos ancestrais, contam-se histórias de nossos avós, que lançam faíscas de luz na noite do esquecimento. Iansã manda seus raios. 

Tal magia se adquire ao se comer o mesmo pão do sofrimento, quando se vive na noite ao lado dos explorados, quando se nasce onde não se pode viver, quando se vive ali onde a regra é morrer. É a voz de quem sobreviveu aos seus e levou suas almas costurados no vestido, no lenço preso na cabeça, na bandeira que leva com seus mortos para marchar nas avenidas que levam nomes de seus assassinos. 

São vozes que brotam do fundo da terra, das covas rasas, das valas e que se servem da boca de pessoas vivas, no sentido mais vivo da palavra viva. Dos lábios e línguas no prazer dos beijos, dos açoites de verdades que rasgam os véus escuros da noite que insiste. Iansã manda seus raios e o clarão mostra o que a noite oculta. 

Por conta dessas vozes vivas sabemos dos outros que a noite esconde. Sua voz tem nome e corpo, mas sua estatura projeta algo muito além do portador da voz, porque foi buscar seu tamanho na memória dos índios e das montanhas, das senzalas e favelas, da força dos pés que acordam a terra. Por isso podemos dizer seu nome e ao dizê-lo acordar os mortos que carrega, devolvê-los aos braços que esperavam, ao caminho interrompido que trilhavam. Iansã nos ilumina com seus raios. 

Hoje dizemos Marielle. Uma voz coletiva que tem nome, que se ocupou em lutar contra a noite, que carrega no seu corpo negro todas as mulheres assassinadas, todos os corpos e todo o sangue, todos os nomes expropriados de seus donos, todos os sonhos, toda a vida que a morte carregou para o oco da noite. Que diz alto os nomes dos assassinos e os acusa. Esta voz tem um nome e dizemos: Marielle. Iansã ilumina seu corpo com seus raios. A voz tem um nome, Marielle. E Marielle foi morta outra vez. No navio negreiro, no canavial, nas ruas estreitas do Rio de Janeiro, na favela, na fábrica, em casa, agora no carro. Mas esta morte tem um nome, porque carregava muitas vozes, porque nunca estava sozinha nunca será esquecida, porque através dela é que lembramos dos esquecidos. Seu nome é Marielle, seu nome é mulher, seu nome é negra, seu nome é justiça, seu nome é luta, seu nome é socialista, seu nome é Marielle. 

Iansã chora tempestades. 

Cada gota de chuva lava nossa cidade, cada raio a ilumina. Cada gota de sangue que cai na terra renasce em nossa luta… que nunca termina… nunca… nunca termina.