terça-feira, 10 de maio de 2016

Palestina: A TRAGÉDIA DE GAZA


Gaza é um gigantesco campo de prisioneiros onde vivem entre 1,5  a 2 milhões de pessoas trancadas em uma faixa de 45 km quadrados quadrados. Gaza, além dos bombardeiros, sofreu duas grandes situações que moldaram a sua situação atual, o que resultou em uma crise humanitária que assola a região.

Por  KOLDO SALAZAR

"DESCOLONIZAÇÃO DE GAZA" e a estratégia de isolamento


Em 2005, Arial Sharon, naquele momento  primeiro-ministro de Israel , decide  "descolonizar" Gaza, na verdade o que buscava era  mudar o equilíbrio de poder na Faixa de Gaza retirando os colonos israelenses, desmilitarização os Kibutz e o interior da cidade, mas ao mesmo tempo que bloqueava a cidade  por terra e mar. Naquele momento,  Israel atingia seu objetivo. Realmente o que foi chamado de forma constante e festiva de  "Descolonização de Gaza" (dando Ariel Sharon o status de "Homem da paz") era de fato um plano para desconectar Gaza, que se tornaria uma espécie de "reserva dos palestinos"no estilo americano ou um campo de prisioneiros que seria regido internamente pelas leis de seus governantes.
  • Aprisionar 1,5 milhões de pessoas, considerados potenciais inimigos , em uma área restrita e controlada;
  • Destruir sua economia, desmantelando totalmente as importações e exportações de Gaza e forçando-os a manter uma economia de subsistência, por um lado, e a  viver de  ajuda econômica dos países como Irã, Turquia, Qatar e da Arábia. O bloqueio marítimo afeta severamente a indústria pesqueira, muito arruinada. Em 2008,  houve uma crise alimentar e energética que forçou Israel, por imposição internacional e medo de uma insurreição generalizada,  moderar sua política por 24 horas;
  • - Desgastar  às administrações  palestinas em Gaza através da guerra econômica, social e psicológicas negando o abastecimento de alimentos, combustível, materiais de construção e  sanitários;
  • - A grave situação resultou na destruição do tecido social e aumento da pobreza acompanhada por tensões sociais e do crescimento do Hamas em Gaza;
  • - Ao mesmo tempo, os moradores de Gaza estavam aprisionados e sob o controle de Israel por causa da da proibição de sair da Faixa de Gaza.  Israel estava assim violando  o direito internacional à liberdade de movimento reconhecida, em parte, no artigo 13º da Declaração Universal dos Direitos Humanos subdividido de modo jurisprudencial,  nestas três situações:
  1. Liberdade de circulaçãoo dentro de um  país;
  2. A liberdade de circulação entre  países, sem mudança de residência (turismo, convenções, negócios, etc.);
  3. Liberdade de circulação entre países por mudança de residência, geralmente para o trabalho.
Enquanto o primeiro é um direito ilimitado, o segundo e o terceiro são direitos vinculados ao país de acolhimento. Mas, no caso dos habitantes de Gaza, Israel viola seu primeiro direito, a liberdade de movimento dentro do seu próprio país, que para a ocupação não é tal, senão uma entidade, já que  não reconhece a Palestina  como um Estado, logo não não existe. Os moradores de Gaza não podem sair nem  para visitar parentes em Jerusalém Oriental e no resto da Palestina, estando restringidos em seus direitos básicos. Israel viola o direito internacional, neste caso, de forma bilateral, primeiro negando o direito à liberdade de movimento para uma população inteira trancada em um determinado local restrito, e, por outro, a ocupação militar do território palestino , incluindo  Jerusalém Oriental desde 1967 , contra o direito internacional que proíbe no parágrafo  n.º 4 do artigo 2º da Carta das Nações Unidas as anexações pela força.
De modo que  podemos concluir o evento que foi chamado de "descolonização" era na verdade um plano para desconectar Gaza e o início do estado de sítio que se perpetua desde 2005 até hoje.

Em 2010, um relator da ONU declarou que o bloqueio a Gaza é um castigo coletivo injustificavel.

HAMAS TOMA O PODER EM GAZA

Isso ocorreu  logo após a "desconexão",  em 2006, e os combates duraram  até 2007, quando a Fatah foi expulsa de Gaza. Nessa altura, a hegemonia política dos territórios palestinos, que era compartilhada e unitária até ali, foi dividida em duas administrações que se confrontavam por suas visões de gestão social,  política e pela forma que se relacionavam com Israel. Após a morte de Arafat a resistência Palestina se encontrava fragmenta e nas eleições de 2006, o Hamas derrotou o Fatah,  rapidamente os Estados Unidos, União Europeia, Israel e outros Estados, que  definiam  o Hamas como um grupo terrorista, decretaram  uma política de desinvestimento e sanções para forçar uma saída do Hamas.
Fatah canalizou para si o descontentamento internacional ao  ser um instrumento da dissidência da resistência palestina controlado por outros potências, fato que lhe deu energia suficiente para enfrentar o Hamas, que foi obrigado a realizar contrabando de divisas, a fim de conseguir  gerenciar a administração básica nas áreas que controlavam, enquanto o Fatah era ajudado e financiado pelos Estados Unidos.  Isto rompeu com a resistência Palestina polarizando como o Hamas que passou a controlar Gaza, de forma indiscutível, depois de expulsar o Fatah, que por sua vez controlava a Cisjordânia sob controle militar israelense.
Tudo isso  asfixiou ainda mais os habitantes de Gaza, não obstante após os acordos do Cairo (2011) e acordos de Doha (2012) e de 2014 a reconciliação.

E AGORA?

 

Bem , o que se seguiu contra GAZA foi a " Operação Inverno quente em 2008", "Operação Chumbo Fundido entre 2008-09",  O assalto a "Flotilha de Gaza em 2010", a "Operação Pilar Defensivo em 2012 " e "Operação Margem  protetora em 2014 ".  Depois disso tudo, uma pergunta não quer calar, como se vive em GAZA?
Além do isolamento imposto desde 2005,  os constantes ataques militares israelenses destruíram sua capacidade de manter uma economia estável baseada na exportação de produtos, além de reduzir a níveis baixíssimos  sua capacidade de produzir para o mercado interno.
  • 550 milhões de dólares em perdas agrícolas;
  • Destruição 300 centros comerciais;
  • 247 fabricas destruídos;
  • 65% da força de trabalho está desempregada;
  • Os salários oscilam entre 75 e 100 dólares por mês;
  • 868 mil  pessoas dependem da distribuição de alimentos pela ONU e outras ONGs;
  • Alto nível de impostos, os habitantes de Gaza têm de pagar o imposto ao Hamas e a Fatah;
  • Mais de 33 milhões de dólares em danos às escolas, total ou parcialmente destruídos;
  • Milhões de dólares em danos à infra-estrutura de saúde, hospitais, centros de saúde, ambulâncias, etc ...
O bloqueio econômico imposto  a Gaza  por Israel e os EUA impede a reconstrução da infra-estrutura adequada e o acesso aos suprimentos mínimos e básicos,tanto que  a saúde e a educação estão duramente afetadas.

O fornecimento de energia em Gaza é de subsistência.  Empresa de Distribuição de Eletricidade , que é responsável por   entregar energia para a faixa não pode garantir um fornecimento estável de energia, de modo que os cortes são constantes. Se estima que o fornecimento de eletricidade é mantido  durante oito horas por dia, e é interrompido em casos de  emergência ou de problemas técnicos ou militares, situação que pode levar até 12 horas. Isso significa também  danos à infra-estrutura industrial praticamente destruída, as atividades de trabalho ou na vida comum.
A mesma coisa acontece com a  água. Um relatório da UNCTAD determinou que 95% da água  de Gaza é impropria para o consumo humano. As 1,5 - 2 milhões de pessoas que vivem em Gaza  dependem das reservas de águas costeiras que em muitos casos são nocivas para a saúde.  De fato,  foi constatado aumento das doenças relacionadas com o consumo de água salgada. Curiosamente áreas perto da fronteira norte de Israel como Beit Hanoun e Beit Lahia possuem  uma agua de melhor qualidade e as  áreas que foram ocupadas  por colonos israelenses como Kfar Darom, Morag e Neve Dekalim ou Khan Younis possuem agua de melhor qualidade do que as  águas do restante da Palestinas, em Gaza.

A empresa pública de fornecimento de água , não tem mais condições de funcionar. Em Gaza, por conseguinte, as famílias devem comprar água engarrafada para beber, cozinhar etc ... cujo valor é de aproximadamente 0,60 centavos de dólar. Situação que o baixo poder de compra da maioria absoluto das famílias faz com que o acesso ao líquido vital seja cada vez mais difícil em termos econômicos.
A cidade Palestina de Gaza pode ser decretada como um gigantesco campo de prisioneiros, o inferno na terra, um lugar inóspito onde  estão presos mais de um milhão de almas sem poder sair, com escassez de recursos, com a infra-estrutura destruída  e sempre sob a sombra de uma nova investida militar de israel. Quanto vale violar os direitos humanos? Perguntem em Tel Aviv.



*Dedico este artigo especialmente meu amigo Yasmin Hayek , Gaza, sofrendo junto com o resto dos 1,8 milhões de pessoas a vergonha de viver em um campo de concentração, a  vista de todo o mundo, no século XXI. (Foto: RafahKid Kid )

Postado de: http://www.mbctimes.com/espanol/tragedia-de-gaza 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Bombas de "clúster" (de fragmentação) dos EUA e da Arábia Saudita: Crimes de Guerra contra a população do Yemen

Niños yemeníes juegan con los restos de una bomba de racimo CBU-58 usada por Arabia Saudí. 

Nem os EUA nem Arábia Saudita demonstram alguma  preocupação pelas vidas dos civis no Iêmen,  em ataques contra o país árabe, um HRW oficial reclamação.
"Há uma total negligência para o cumprimento dos princípios gerais das leis de guerra" , denunciou segunda-feira Belkis Wille, um pesquisador da organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) para o Iêmen e Kuwait, durante uma entrevista com a agência de notícias russa Sputnik .
Neste sentido, Wille afirma que, se  USA, o regime saudita e seus aliados respeitassem esses princípios, incluindo a proibição do uso de bombas de fragmentação , poderia reduzir drasticamente o número de civis mortos.
Há uma falta de atenção para o cumprimento dos princípios gerais das leis de guerra ", reclama Belkis Wille, HRW pesquisador Iêmen e Kuwait.
"Temos relatos de que dezenas de pessoas morreram em ataques com bombas de fragmentação", lamentou.
Por outro lado,  observou que as poderosas fábricas de armas dos EUA se recusam a encerrar a produção de bombas de fragmentação e fazem todo possível para garantir a venda de tais armas no mundo.

 
 
Em 7 de janeiro, HRW denunciou que a Arábia Saudita havia lançado bombas de fragmentação em áreas civis do Iêmen, e até mesmo publicou uma  fotografia : a CBU-58, fabricado em 1978 em uma fábrica em Tennessee, Estados Unidos.
Apesar dos apelos da comunidade internacional, até agora, tanto a Arábia Saudita e como os Estados Unidos se recusaram a ratificar a  Convenção Internacional sobre Armas Cluster , (ou racimo ou de fragmentação) adotada em Maio de 2008 por 116 países.
RBA / CTL / nal

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Restituindo a verdade: Allepo e o Hospital infantil foram bombardeados pelos terroristas/mercenários pagos pelos EUA

Síria e a campanha midiática pela sua destruição 
dirigida pelo imperialismo

                    



 Nota do Blog:

O imperialismo sionista e a UE insistem em destruir o Estado da Síria, mesmo com todas as evidências que a resistência do Exército da República Árabe da Síria, o Hezbollah, as milícias curdas do PKK, com o auxílio da Rússia , estão a um passo de expulsar  completamente os mercenários sob o controle desta Frente de países terroristas, incluindo a Arábia Saudita e a Turquia, estes últimos,obviamente, na condição de títeres.

A última investida acontece logo após os EUA  anunciarem a entrada , sem a autorização do governo sírio, de 250 assessores militares americano no território sírio, e os aviões da chamada Coalizão, liderada pelos estadunidenses, lançarem  ajuda "humanitária" nos territórios dominados pelos  grupos terroristas.  O imperialismo esta tentando desesperadamente salvar seus interesses na região, por isso agem para ajudar militarmente os grupos mercenários que estavam cercados  pela resistência árabe. O resultado da colaboração foi o bombardeio pelos terroristas de uma zona civil e   um hospital infantil de Aleppo sob o domínio do Estado sírio.

Imediatamente , a mídia ocidental passou a divulgar que o "ditador" , como chamam o presidente eleito da Síria, fora o responsável pelo ataque, na verdade um auto-ataque. A notícia foi imediatamente desmascarada pela realidade: Como pode um exército infligir um bombardeio ao território sob seus domínios, sob si ....?!  No Brasil, o Jornal da TV Globo que havia noticiado a mentira em um dia, no outro é obrigado pelas circunstância a dizer a verdade que Aleppo fora atacada pelos grupos terroristas e não pelo governo.

Mas  toda essa discussão sobre o papel da mídia, ou seja  a manipulação midiática a serviço do capital imperialista/sionista já  é uma velha conhecida na luta de classes, aceitamos como natural, lamentavelmente. O que não dá para aceitar é que um partido de esquerda se mantenha no jogo do lado do inimigo, reproduzindo com mais ênfase as mentiras da OTAN e Cia.  Vamos continuar nossa tarefa de ampliar a solidariedade internacionalista aos povos árabes que estão sendo vítimas da ampliação do NAKBA palestino ( a tragédia, a desgraça). A Palestina, desde 1948, o Iraque, a Líbia e a Síria , desde o 11 de setembro de 2001, estão  na mira da estratégia militar dos EUA para ampliar sua dominação econômica e política no Mundo Árabe. Por isso não podemos deixar passar em branco as mentiras veiculadas, principalemnte por um partido de esquerda brasileiro , nossa povo, nossa  juventude não merece isso!

Veja a mentira descarada em https://www.facebook.com/litci.cuartainternacional/photos/a.492521980779108.117714.335824943115480/1143534782344488/?type=3&fref=nf&pnref=story

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 Alguns meses atrás, Thierry Meyssan afirmou que  o termômetro  do acordo entre as partes sobre a guerra contra a Síria, seria o nível de manipulação sobre a situação de Aleppo, a segunda maior cidade, tomada em parte por grupos terroristas  como  Al-Nusra  (al Qaeda) e o auto-intitulado Estado islâmico (DAESH).  O escritor e intelectual francês estava certo, basta observar os ataques da mídia nos dias de hoje contra a Síria e Rússia, para perceber que a situação diplomática na região não esta  resolvida, mas, pelo contrário, mais complicada do que nunca.
O motivo? Estados Unidos, Turquia,  Arábia Saudita e os terroristas que esses países apoiam pretendem ganhar uma guerra que  perderam no terreno militar e político, forçando a renúncia do presidente Assad, sem considerar, ou respeitar o que disseram os próprios sírios nas eleições democráticas que deveriam coroar o  processo de paz. A Frente agressora não quer ceder até que haja uma mudança de governo na Síria e, assim, satisfazer os milhões de euros investidos para derrubar Bashar al-Assad e o que ele representa como membro de uma aliança de países que praticam  uma política externa independente e na resistência árabe ao governo de Israel e os árabes sionistas liderados por Riad.
Não há outra forma de explicar a virulência da campanha de propaganda lançada contra governo da Síria ou a unanimidade das versões de todos os meios de comunicação  no mundo:  
Quando todos  culpam o exército sírio regular pelos danos às vidas humanas e a infraestrutura do país causados ​​pelo bombardeio de grupos terroristas , vamos mal, muito mal ... Quando ninguém menciona que o cessar-fogo acordado na ONU não é generalizada e não se aplica a grupos jihadistas que não assinaram, vamos mal... Mas quando não é mencionado a notícia de que parte da cidade de Aleppo está ocupada por grupos terroristas que não assumem   a trégua,  a intenção de manipular é clara e manifesta. Quando casualmente se faz menção, em alguma  mídia, da presença da Al Qaeda ou do DAESH em áreas de Aleppo, é com a intenção de  justificar supostos bombardeios contra civis por parte de um governo louco, ávido de sangue  que parece se divertir e  apreciar bombardeios contra seu próprio  povo ou de um Putin, como um louco querendo ocupar  toda a antiga União Soviética e metade do mundo.  
Discursos absurdos  que  são incapazes de fornecer uma explicação minimamente coerente e convincente que sustente o discurso propagandístico e político diante de uma opinião pública medianamente informada.
A repetição ao infinito de dados do  autodenomina "Observatório Sírio - na verdade britânico-  dos Direitos Humanos" - leia-se : para o fomento da guerra -  por si só já determina quão viciadas são as informações que  estão sendo publicadas nos meios de comunicação ocidentais. Mas, quando nem mesmo esta espelunca londrina  acusa o "malvado come criancinhas"  Assad  pelo bombardeio, por exemplo, de um hospital pediátrico em Aleppo e ainda assim as cadeias de televisão espanhola (e as do Brasil- Jornal da Globo e a LIT  - Nota do Blog)  que tive a oportunidade de assistir dias atrás, o fazem,   é  que podemos verificar a real dimensão da magnitude da campanha  contra a Síria e seu governo.
A guerra começou há mais de 5 anos atrás e os meios de desinformação de massa identificaram os terroristas e militantes estrangeiros jihadistas  como civis indefesos. Desta forma, com esta versão midiática pretendiam desqualificar o direito à reação ante os ataques terroristas.  Agora, quando todos analisam  que a queda de Aleppo pode significar o fim da guerra, os nossos "democráticos meios" , a nossa "imprensa livre", dedica-se a dançar em uníssono o som que tocam os Estados poderosos e suas grandes agências midiáticas mundiais, defendendo,  não a população civil, mas aos grupos terroristas que  ainda estão  ocupando  parte significativa da cidade de Aleppo ocidental e estão cercados por forças do governo, o Hezbollah e milícias curdas.  
O Estado Islâmico, a Al Qaeda e seus aliados (Ahr el Sham e Yaish al Islam) são  a última esperança do eixo EUA/Israel/UE para atingirem os seus objetivos estratégicos na Síria. Se os terroristas sucumbirem,  estaria comprometido todos os esforços feitos a partir dos 11S (11 de setembro) para acabar com um regime independente do imperialismo, que jamais se colocou no papel de títere ou  vassalo, do qual esta guerra se inscreve  apenas na última e mais sangrenta tentativa. EUA lamentou publicamente na Assembleia da ONU a reconquista da cidade de Palmyra pelo Exército da República Árabe da Síria e não quer o mesmo para Aleppo. 
O recurso ao  humanismo como instrumento de manipulação do sistema  norte-americano (e todos os seus alto-falantes da mídia), diretamente responsável pela morte de  milhões de pessoas desde a Segunda Guerra Mundial, só pode funcionar com pessoas muito ingênuas, desinformados ou excessivamente intoxicadas. Se  fosse  honesto, por que  não vimos repercussão  semelhante à  solidariedade do povo de Aleppo, que reagiu imediatamente doando sangue para os feridos? Talvez porque, com a repercussão deste fato, todos saberiam que era realmente morteiros dos terroristas contra civis na zona liberada por seu exército  em vez de ataques do governo sírios? Talvez porque isto desmantelaria a campanha de manipulação  maciça que com tanta dedicação o imperialismo joga sobre nós? 
Felizmente, as bases onde os terroristas atacaram áreas civis da cidade,  foram neutralizadas pelo exército sírio e apoio aéreo russo. Pelo menos por um tempo haverá  paz em  Aleppo e  é possível que se desativem temporariamente os bombardeios da mídia, quase tão perigoso quanto os bombardeios dos terroristas que dão cobertura.
http://www.bitsrojiverdes.org/wordpress/?p=12983

Tradução: Somostodospalestinos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Síria denuncia os crimes da oposição moderada, financiada pelo imperialismo, em Aleppo.



 

Carta, em duas vias de igual teor, datada em 04/05/2016, dirigida ao Presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário Geral das Nações Unidas.

            Conforme orientações do Governo da República Árabe da Síria e em referência à nossa carta, datada em 03/05/2016, sobre o ataque dos grupos terroristas ao hospital Dabet, na cidade de Aleppo, com o lançamento de mísseis, gostaria de coloca-los a par dos ataques terroristas aleatórios perpetrados pelos grupos terroristas armados contra os bairros residenciais da cidade de Aleppo, há cerca de duas semanas.
            O que vem ocorrendo em Aleppo é a tradução das ameaças da delegação de “Oposição de Riad”, que se retirou das conversações de Genebra e que alguns tendem a chama-la de “oposição moderada” e a qual prometeu queimar as cidades sírias, em resposta ao seu fracasso em convencer os sírios sobre a sua seriedade e lealdade com o futuro da Síria. Esta delegação só acredita na linguagem do fogo, do sangue, da morte, de devorar fígados, de surrupiar e roubar.
            O que não podemos calar ou negligenciar é que estes instrumentos da Turquia, da Arábia Saudita e do Qatar, formados por grupos terroristas armados, tais como o ‘ISIS’, a ‘Frente Al Nusra’, o ‘Exército Livre’, o ‘Exército Fath’, a ‘Frente Islâmica’, a ‘Brigada Al Tawhid’, a ‘Brigada Mártires de Badr’, a ‘Brigada Muhajireen’, o ‘Escudo do Norte’, o ‘Exército do Islã’, o ‘Batalhão Nour Eddin Zenky’, os ‘Livres da Síria’, a ‘Frente do Turcomenistão Islâmico’ e outros grupos terroristas, promoveram uma verdadeira chuva de mísseis, de calibres pesados e leves, lançados aleatoriamente contra os bairros residenciais da cidade de Aleppo, além do lançamento de morteiros e botijões de gás (conhecidos como bombas do inferno), provocando a morte de mais de 118 cidadãos e o ferimento de mais de 206 cidadãos, com graus variados de gravidade, dentre os quais mulheres, idosos e crianças. Isso só nos últimos dias.
            A chamada ‘oposição armada’ tem cometido os mais variados crimes, que incluem a matança de pessoas, a destruição sistemática de casas, propriedades e infraestrutura, a adulteração da história e da civilização da resistente Aleppo, sob os olhos e ouvidos da comunidade internacional. Estes crimes terroristas tem, por objetivo, punir o povo de Aleppo que resiste frente ao terrorismo. Estes assassinatos e esta destruição ocorrem em meio a um silêncio duvidoso, por parte da comunidade internacional, que faz vistas grossas às ações dos grupos terroristas apoiados pelos regimes que patrocinam o terrorismo, na Turquia, na Arábia Saudita e no Qatar, com dinheiro, armas, equipamentos, pessoal, apoio logístico e de inteligência, além da cobertura midiática que promove o terrorismo através da falsificação dos fatos e da exaltação dos crimes terroristas.
            A seguir, relatamos alguns dos crimes e agressões perpetradas pelos grupos terroristas armados, que alguns insistem em chamar de ‘oposição armada’. O que nos enoja é que estes crimes foram cometidos pela ‘oposição moderada’ e, aos envolvidos, pedimos que imaginem o que seria de nós se esta oposição não fosse moderada!!
- Quarta feira, 27 de abril de 2016: Oito cidadãos foram mortos, entre eles uma mulher e outros cinquenta e um tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade.
- Terça feira, 26 de abril de 2016: Dois cidadãos morreram, sendo uma mulher e outros vinte e sete tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade, entre eles oito mulheres e uma criança.
- Segunda feira, 25 de abril de 2016: Nove cidadãos morreram e cento e três tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade, entre eles uma criança.
- Domingo, 24 de abril de 2016: Quatro cidadãos morreram, entre eles uma mulher e uma criança, e outros vinte e três tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade, dentre eles quatro mulheres e onze crianças.
- Sábado, 23 de abril de 2016: Três cidadãos morreram, entre eles duas mulheres, e outros trinta e sete tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade, entre eles doze mulheres e quatro crianças.
- Sexta feira, 22 de abril de 2016: Doze cidadãos tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade, entre eles quatro crianças.
- Quinta feira, 21 de abril de 2016: Um cidadão ficou ferido.
- Quarta feira, 20 de abril de 2016: Cinco cidadãos tiveram ferimentos com diferentes graus de gravidade, entre eles uma mulher.
            O Governo da República Árabe da Síria reitera que a insistência dos grupos terroristas armados, que alguns insistem em chamar de ‘oposição armada’, em perpetrar crimes e agressões contra os civis, não ocorreria não fosse pelo grande, direto e indireto apoio externo que estes grupos terroristas recebem de alguns regimes e países e não fosse pelas vistas grossas e ouvidos tampados diante das intervenções diretas do regime da Turquia e suas forças de campo a serviço dos grupos terroristas armados, tanto através do fornecimento de suprimentos, armas, munição e cobertura por terra, quanto servindo como um porto seguro para estes terroristas. As agressões e bombardeios aleatórios, intensificados por ordens dos regimes e países patrocinadores do terrorismo, tem por objetivo acabar com o acordo de cessação das hostilidades, dando fim às conversações de Genebra.
            O Governo da República Árabe da Síria reitera sua exigência ao Conselho de Segurança e ao Secretário Geral das Nações Unidas de condenar todos estes crimes terroristas que tem como alvo, de forma flagrante, os civis e a necessidade do Conselho de Segurança de exercer pressões sobre os regimes e países apoiadores e patrocinadores do terrorismo e de utilizar medidas cautelares para cessar a destruição e a matança sistemáticas contra Aleppo e seus moradores civis, além de adotar medidas dissuasivas e punitivas contra os regimes e países apoiadores e financiadores do terrorismo, em cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança relativas ao combate ao terrorismo e a secar suas fontes, Nos. 2170(2014), 2178(2014), 2199(2015) e 2253(2015).
            O Governo da República Árabe da Síria reitera, outrossim, seu respeito às resoluções do Conselho de Segurança relativas à cessação das hostilidades e sua insistência em combater as organizações e grupos terroristas para manter a segurança e a estabilidade da Síria, da região e do mundo.

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Israel intensifica a campanha de prisões e torturas à juventude e às crianças palestinas



                                                Desde o início da onda de levantes dos palestinos contra a ocupação em outubro de 2015, estão presos dois mil palestinos (2 mil) . Desse contingente de prisioneiros, cerca de 450 são crianças.

As ações terroristas do Estado de Israel contra a gente palestina não tem limites. O massacre se acentuou nos últimos anos como resposta as ações da solidariedade mundo afora e a resistência da juventude contra a ocupação sionista.

Neste vídeo de denuncia sobre a situação nos territórios ocupados, o jovem Mohamed de 14 anos conta como foi torturado pelo exército sionistas dentro da prisão. Situação dramática que se repete constantemente contra centenas de crianças e jovens prisioneiras, cujo delito é a resistência e luta contra a ocupação terrorista e assassina, que destrói suas casas milenares  e ocupam os lugares com colônias de judeus de toda parte do mundo.

Israel segue produzindo, impunemente, as humilhações diárias contra a dignidade humana dos palestinos. Israel tem carta branca do imperialismo e do capital para torturar, assassinar a sangue frio, prender e torturar  o povo inteiro da Palestina ocupada, inclusive as crianças.
Na verdade, as crianças são o alvo prioritário, pois seu sofrimento  afeta a comunidade inteira e estimula a fuga de famílias inteiras que buscam preservar suas crianças do Estado criminoso e terrorista. 

Desde 1948 , o povo palestino luta e resiste contra a ocupação e ainda hoje se mantém firme  neste caminho.

Viva a Palestina Livre! Viva a Intifada! (luta com pedras)  Viva a solidariedade internacionalista!
Blog somostodospalestinos

Iraque prende 4 assessores do grupo mercenário DAESH (ISIS), com passaporte dos EUA e de Israel

Fuerzas iraquíes toman posición cerca de la ciudad de Faluya, ocupada por el grupo terrorista EIIL.
 As forças especiais iraquianas prenderam três assessores militares do grupo terrorista EIIL (Daesh, em árabe) munidos de passaportes americanos e israelenses.
De acordo com uma fonte da segurança iraquiana, citada nesta  sexta-feira pela agência de notícias Fars, as detenções ocorreram durante uma operação na cidade de Mosul, capital da província de Nínive.
A operação, chamada de "Picada de escorpião," teve lugar no distrito de Tal Abata, em Mosul ocidental, e foi  conduzida a um lugar de atuação do grupo mercenário  DAESH.
No enfrentamento, as forças iraquianas bombardearam o lugar e conseguiu prender os sobreviventes.
Em várias ocasiões, o exército iraquiano apreendeu armas de fabricação israelenses com o  Daesh,  em diferentes províncias do país árabe. Um dos últimos casos ocorreu na cidade de Al-Ramadi, capital do Al-Anbar, onde soldados iraquianos apreenderam  modernas armas israelenses projetadas para franco-atiradores de acordo com a agência de notícias Alsumaria. (Veja assunto: http://hispantv.com/newsdetail/irak/21269/ejercito-iraqui-confisca-armas-israelies-eiil-anbar)
O regime de Tel Aviv, que não mede esforços para criar o caos no Oriente Médio para distrair a atenção da opinião pública mundial da causa palestina, não limita o seu apoio ao DAESH, no Iraque, Israel  ajuda abertamente outros grupos terroristas como a Frente al-Nusr,  na ocupada (pelos sionistas) região síria das Colinas de  Golã.
Por outro lado, os parlamentares iraquianos denunciam, repetidamente, que os aviões dos EUA entregam armas para o DAESH e exigem explicações. (que não vem)
O DAESH se infiltrou no Iraque em junho 2014 depois do reforço recebido com o patrocínio do Ocidente e seus aliados que usam o terrorismo para materializar os seus interesses na região, tais como a derrubada do presidente sírio, Bashar al-Assad.
http://hispantv.com/newsdetail/irak/22892/irak-arresta-a-4-asesores-de-eiil-con-pasaportes-de-eeuu-e-israel
Tradução: somostodospalestinos