segunda-feira, 8 de junho de 2015

O Sionismo ataca Universidade Federal de Santa Maria com o método covarde de sempre: acusando e distorcendo os fatos em causa própia


O método não é novidade, já foi denunciado amplamente por alguns corajosos escritores como Norman Finkelstein, em seu famoso livro  "A Industria do Holocausto".  Onde desmistifica  a "indústria da vitimização do grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos, o que permite a apropriação de mais verbas e, ao mesmo tempo, articula uma campanha de autopromoção por meio da imagem de vítima". Artimanha que serve ao propósito de isolar as discussões dos Direitos Humanos do povo palestino e de esconder a responsabilidade de Israel no genocídio e na limpeza étnica que faz diariamente  na Palestina ocupada desde 1948, com períodos de mais intensidades em Gaza.

Essa campanha  de  difamação da Universidade mostra o desespero do sionismo com o crescimento da campanha de boicote a Israel no Brasil e no Mundo.  

Chamamos a solidariedade de todos com a Universidade e o repúdio a prática vil de combater com covardia, intimidações e mentiras as posições políticas das entidades e  das pessoas  solidárias à luta do povo palestino contra o genocídio israelense na Palestina ocupada e, por isso, em favor do Boicote ao Estado sionista.

Blog. somostodospalestinos







NOTA DE ESCLARECIMENTO DA SEDUFSM

http://www.sedufsm.org.br/index.php?secao=noticias&id=3550

Sindicato repudia denúncia infundada de racismo na UFSM

A Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm) vem a público manifestar seu mais profundo repúdio à campanha de desqualificação sofrida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com base em denúncias infundadas de racismo. Tal campanha tem sido promovida a partir de interpretações distorcidas de um procedimento interno e fraude de documentos, que seguramente tem por finalidade estimular um clima de conflito artificialmente criado para atrair audiência para as pessoas e veículos de comunicação que protagonizam tal denuncismo.

A Sedufsm, ao longo dos seus vinte e cinco anos de existência, e na condição de um sindicato classista que representa os professores da UFSM, sempre se pautou pela defesa dos interesses da classe trabalhadora, aliando às suas pautas específicas, a luta por um mundo de paz, menos desigual e com radical respeito à dignidade humana, à pluralidade de ideias e à autodeterminação 

Neste contexto, a Sedufsm foi uma das signatárias de um pedido de informações à UFSM, ainda no ano de 2014 e como parte das ações que visavam por um fim aos massacres palestinos perpetrados pelo exército de Israel entre julho e agosto do ano passado. Esse pedido visava esclarecer notícias divulgadas pela imprensa de que a UFSM participaria de convênios de cooperação científica com empresas que fornecem armas e tecnologias à máquina de guerra israelense. 

Foi exatamente em busca desta resposta, mesmo que fora de contexto e ignorando as demais informações solicitadas no documento entregue pelas entidades, que a gestão da UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa, buscou identificar a existência de pesquisadores estrangeiros vinculados a este convênio específico, a fim de responder à solicitação feita.

Transformar um ato político de defesa dos direitos humanos em uma cruzada de anti-semitismo, buscando estabelecer uma falsa identidade entre a oposição a uma política bélica e imperialista de Estado e a defesa da discriminação racial, representa uma tentativa deplorável de distorcer a realidade em benefício próprio de quem o faz. Mais grave ainda, quando tal ato se ampara em fraude de documentos e no sensacionalismo das grandes empresas de comunicação que, ao invés de denunciarem com veemência as dificuldades por que passam hoje as universidades públicas no Brasil, preferem elevar sua audiência em notícias fantasiosas e mal intencionadas.

Amparada nas decisões congressuais do ANDES-SN e tendo por base um projeto de universidade pública, laica e socialmente referenciada, a SEDUFSM continuará a combater todas as formas de discriminação e violência que tenham a finalidade de violar os direitos humanos e sobrepor os interesses das grandes corporações ao inalienável direito à vida e à dignidade de todos os povos.

Caberá à polícia e ao Ministério Público apurarem as responsabilidades daqueles que distorcem a realidade em causa própria, trazendo prejuízos ao nome de uma instituição que tanto nos honra.

Diretoria da Sedufsm

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Caetano e Gil : topam tudo por dinheiro, quem diria......e dizem não ao boicote contra Israel! Que vergonha!

(Do blogue Náufrago da Utopia)

Por meio de suas assessorias, ambos fizeram saber que são bem diferentes do que davam a entender em suas composições. 

Gilberto Gil prefere rechear sua conta bancária do que "ficar em casa/ (...) preparando/ palavras de ordem/ para os companheiros/ que esperam nas ruas/ pelo mundo inteiro/ em nome do amor" (Questão de ordem).

E do Caetano Veloso nunca mais poderemos esperar que ele nos ajude a "derrubar as prateleiras/ as estantes, as estátuas/ As vidraças, louças, livros, sim" (É proibido proibir). Ele prefere empilhar maços de novos shekels, a moeda israelense.

Há uma página no Youtube dedicada ao assunto: Tropicália não combina com apartheid. Recomendo.

Abaixo está a carta de Waters, na íntegra. 

Irrespondível, o que explica a falta de resposta por parte dos habitualmente tão verborrágicos Caetano e Gil.
Caros Caetano e Gilberto,

Quando olho para suas fotos, escuto suas músicas, leio a história de suas lutas pessoais e profissionais, lembro de todas as lutas de todos os povos que resistiram a um domínio imperial, militar e colonial através do milênio, que lutaram pelos aprisionados e pelos mortos. Nunca foi fácil, mas sempre foi certo.

Em uma de suas músicas, Gil, você menciona o arcebispo Desmond Tutu. Eu não falo português, mas assumo que vocês dois aplaudam a resistência do arcebispo Tutu ao racismo e ao apartheid que acabaram derrubados na África do Sul. Eram dias impetuosos, quando a comunidade mundial de artistas estava lado a lado com seus irmãos e irmãs oprimidos na África. Nós, os músicos, lideramos o levante naquele momento, em apoio a Nelson Mandela, a ANC, ao povo africano oprimido e a todos os aprisionados e mortos.

Estamos diante de uma oportunidade igualmente significativa agora. Estamos em um ponto culminante. Aqueles de nós que estamos convencidos que o direito a uma vida humana decente e à autodeterminação política devem ser universais estamos, em consonância com 139 nações da Assembleia Geral da ONU, focados na Palestina.

Após o ataque brutal de Israel à população palestina de Gaza, no último verão, a opinião pública, acertadamente, pendeu a favor das vítimas, a favor dos oprimidos e dos sem privilégios, a favor dos aprisionados e mortos.

O primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, com seu governo de extrema-direita, lembra-me da história da "Nova roupa do imperador"; com certeza nunca houve um gabinete mais exposto em sua calúnia como este. Eles se condenam mais a cada fôlego, a cada discurso racista. "Olha, mamãe, o imperador está nu!"

Tive a oportunidade, recentemente, de escrever uma carta a um jovem artista inglês, Robbie Williams; eu compartilhei com ele o destino de quatro jovens palestinos que jogavam futebol numa praia de Gaza, mortos por artilharia israelense. Por que eu traria à tona uma praia e futebol? Por quê? Porque eu amo o Brasil, eu tenho a praia de Ipanema nos olhos da minha mente; eu lembro de shows que fiz em São Paulo, Porto Alegre, Manaus e Rio. Como poderia esquecê-los? Eu tenho uma camiseta de futebol, assinada: "para Roger, de seu fã Pelé".

Quando estive aí pela última vez, uma criança inocente tinha acabado de ser morta, arrastada por um carro dirigido por criminosos que escapavam da cena do crime. O remorso nacional era palpável, era todo abrangente, vocês, todos vocês, importavam-se com aquela pobre criança. De tantas maneiras, vocês são um foco de luz para o resto do mundo.

Como vocês sabem, artistas internacionais preocupados com direitos humanos na África do Sul do apartheid se recusaram a atravessar a linha de piquete para tocar em Sun City. Naqueles dias, Little Steven, Bruce Springsteen e cinquenta ou mais músicos protestaram contra a opressão cruel e racista dos nativos da África do Sul. 

Aqueles artistas ajudaram a ganhar aquela batalha, e nós, do movimento não-violento de Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS) pela liberdade, justiça e igualdade dos palestinos, vamos ganhar esta contra as políticas similarmente racistas e colonialistas do governo de ocupação de Israel. Vamos continuar a pressionar adiante, a favor de direitos iguais para todos os povos da Terra Santa. Do mesmo modo que músicos não iam tocar em Sun City, cada vez mais não vamos tocar em Tel Aviv. Não há lugar hoje no mundo para outro regime racista de apartheid.

Quando tudo isso acabar, nós iremos à Terra Santa, cantaremos nossas músicas de amor e solidariedade, olharemos as estrelas através das folhas das oliveiras, sentiremos o cheiro da madeira queimando das fogueiras de nossos anfitriões, estimaremos essa lendária hospitalidade. Mas, até que isso termine, até que todos os povos sejam livres, nós vamos fincar nosso emblema na areia, há uma linha que não cruzaremos, nós não vamos entreter as cortes do rei tirano.

Caros Gilberto e Caetano, os aprisionados e os mortos estendem as mãos. Por favor, unam-se a nós cancelando seu show em Israel. (Roger Waters)

As crianças palestina são tratadas como criminosas por Israel. Australian documentary film.

terça-feira, 26 de maio de 2015

PELA LIBERTAÇÃO E REPATRIAÇÃO URGENTE DO BRASILEIRO PRESO PELA AUTORIDADE PALESTINA DE MAHMOUD ABBAS


Nota do Blog somostodospalestinos:
(Assine o Manifesto abaixo. Envie para vivaintifada@gmail.com)
Islam Hamed é brasileiro, filho de mãe brasileira e pai palestino e está preso ilegalmente na Cisjordânia, pela ANP - Autoridade Nacional Palestina!!!
Como todos os jovens lutadores por uma Palestina livre, Islam é considerado um fora da lei e é criminalizado por sua luta. Por ser oposição ao governo palestino, foi vítima de inúmeras prisões. Há dois anos o próprio Tribunal de Justiça Palestino decidiu que a atual prisão de Islam Hamed era ilegal. 
Contudo, a ANP, pasmem, a Autoridade Nacional Palestina (Atenção: Não é Israel) insiste em sua prisão e não cumpre a decisão do Tribunal.  Na masmorra da ANP,  o brasileiro tem sofrido todo tipo de maus tratos, a ponto de decidir por uma greve de fome que já dura mais de 40 dias.      A vida perdeu o valor para Islam ...
Sua família brasileira  está desesperada e tenta trazer o rapaz para o Brasil.
 O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro lamenta profundamente que existam prisões políticas no interior da organização que luta pela causa palestina contra a ocupação sionista.  Essa é uma grande contradição que coloca aliados naturais em oposição, fortalecendo estrategicamente o Estado de Israel e sua política de limpeza étnica.
Somos uma organização que se coloca firmemente na solidariedade internacionalista com a luta do povo palestino por sua libertação, nesse sentido nos sentimos a vontade para exigir o fim das prisões políticas da Autoridade Nacional Palestina e desta forma fortalecer à luta contra o inimigo.
Em particular, queremos destacar a situação do nosso compatriota Islam Hamed e nos juntamos às entidades brasileiras que estão se organizando para salvar a vida do jovem e repatria-lo imediatamente.
Nesse sentido, chamamos todas as entidades simpatizantes com a causa palestina do nosso país a nos ajudar a colher assinatura para esse manifesto que será entregue à ANP em Ramallah.
(Abaixo o Manifesto para assinaturas)


PELA    LIBERTAÇÃO    E    REPATRIAÇÃO    URGENTE           DE     ISLAM HAMED

Reivindicamos do governo brasileiro que se posicione consistentemente por agilidade nas negociações em curso por salvo conduto ao brasileiro-palestino Islam Hamed, preso injustamente em cárcere da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Não há nenhuma acusação formal e sua suposta pena já foi encerrada há dois anos. Sua família vem apelando ao governo brasileiro desde então (2013) pela sua repatriação no Brasil e em 15 de abril apresentou nova solicitação. Há uma campanha em curso com esse objetivo, à qual nos somamos, por justiça. 

A libertação e repatriação no Brasil é urgente, já que Islam Hamed corre risco de morte. Desesperado com a lentidão em se fazer justiça e sofrendo maus tratos no cárcere, ele está em greve de fome desde 11 de abril. As respostas dadas pelo Itamaraty e a Secretaria Geral da Presidência são inconclusas. Diante da urgência do quadro, apelamos a um posicionamento firme do governo brasileiro para agilizar as negociações.

Em nota oficial divulgada no dia 19 de maio, o Itamaraty confirma: “O brasileiro-palestino Islam Hasan Jamil Hamed encontra-se preso em cárcere palestino desde 2010. O Governo brasileiro tem realizado gestões por sua soltura, desde que expirou sua pena, em setembro de 2013. Nos últimos dias, foram reiteradas gestões junto às autoridades da Palestina e de Israel, em Brasília e naqueles países, para que o nacional brasileiro seja solto e tenha salvo-conduto concedido, com o objetivo de que seja repatriado ao Brasil.

O Governo brasileiro lamenta que suas gestões não tenham até momento sensibilizado os Governos palestino e israelense. Funcionários do Escritório de Representação do Brasil na Palestina têm realizado visitas regulares para prestar assistência consular ao brasileiro, bem como avaliar seu estado de saúde.

Como sua pena expirou e Islam Hamed tem cidadania brasileira, reivindicamos ainda que até que as negociações sejam concluídas, o governo brasileiro o mantenha em sua Embaixada em Ramallah, na Palestina ocupada, garantindo tratamento digno e a devida proteção.

Assinam :

Associação Outras Palavras
Carlos Latuff, cartunista
Coletivo Juntos
Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro
CSP-Conlutas – Central Sindical e Popular
CUT Brasil – Central Única dos Trabalhadores
Deputado estadual Carlos Giannazzi (PSOL-SP)
Deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP)
Eduardo Matarazzo Suplicy, secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo
Fepal - Federação Árabe-Palestina do Brasil
Frente em Defesa do Povo Palestino
Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada
Anel – Assembleia Nacional dos Estudantes Livre
PSTU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Mães de Maio
Mídia Ninja
Mopat – Movimento Palestina Para Tod@s
Organização Fora do Eixo
PCB – Partido Comunista Brasileiro
Movimento Mulheres em Luta
Quilombo Raça e Classe
Sintusp – Sindicato dos Trabalhadores da USP
PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
Soweto Organização Negra

domingo, 24 de maio de 2015

Tropicália não combina com apartheid! Assine a carta para os artistas

 ASSINE E AJUDE A COMPARTILHAR : Assine a petição em: goo.gl/LWIXst



Queridos Caetano e Gil,
Com admiração ao trabalho de vocês e seu histórico de comprometimento com lutas pela liberdade, justiça e igualdade, pedimos que cancelem vosso show em Israel, previsto para 28 de julho. A data coincide com o aniversário de um ano dos ataques de Israel a Gaza, nos quais mais de 2 mil palestinas e palestinos foram mortos, incluindo mais 500 crianças. Ainda hoje, mais de 100 mil pessoas seguem desabrigadas em decorrência da ofensiva.
Tocar em Israel é endossar políticas e práticas racistas, coloniais e de apartheid -ilegais sob o direito internacional. Ademais, o governo israelense apresenta os shows em Israel como um sinal de aprovação a suas políticas. Israel viola sistematicamente o direito internacional ao impedir o retorno dos refugiados palestinos, ao colonizar e ocupar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e ao discriminar sistematicamente os palestinos cidadãos de Israel. As políticas discriminatórias de Israel também se manifestam contra refugiados e migrantes africanos: recentemente milhares de etíopes foram brutalmente reprimidos ao protestarem contra o racismo no país.
Nosso pedido faz coro ao chamado de artistas e da sociedade civil palestina para que artistas não se apresentem em Israel. Entre aqueles que responderam a esse chamado, cancelando seus shows no país, estão Lauryn Hill, Roger Waters (Pink Floyd), Snoop Dog, Carlos Santana, Cold Play, Lenny Kravitz e Elvis Costello.
O arcebisbo sul-africano Desmond Tutu, Nobel da Paz, é um importante apoiador desse chamado e explica que apresentar-se em Tel Aviv é errado “assim como dissémos que era inapropriado para artistas internacionais tocarem na África do Sul durante o apartheid, em uma sociedade fundada em leis discriminatórias e exclusividade racial”. Se apresentar em Israel seria como fazer um show em Sun City na Africa do Sul do apartheid.
Não ignorem esse chamado. Tropicália não combina com apartheid!
  Assine a petição em: goo.gl/LWIXst
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

O HEZBOLLAH CHAMA O POVO ÁRABE A ASSUMIR SUA AUTODEFESA CONTRA O INIMIGO SIONISTA/IMPERIALISTA

“Estamos no coração da batalha de Qalamoun. Se o Estado não assumir suas responsabilidades, o povo as assumirá”



Hassan Nasrallah em 16/5/2015
O secretário-geral do Hezbollah, Sua Eminência Sayyed Hassan Nasrallah, falou sábado pela televisão libanesa, e tratou de vários tópicos internos e regionais, sobretudo das vitórias da Resistência em Qalamoun.

Na abertura de sua fala, Sua Eminência desmentiu todos os rumores mentirosos sobre seu estado de saúde. Disse que os boatos vêm no contexto da guerra psicológica contra a Resistência e seu povo.

Nova Nakba...

Sayyed Nasrallah disse que al-Nakba nos faz pensar imediatamente na Palestina ocupada, nos milhares de palestinos deslocados em 1976 e no estabelecimento da atual situação dos sionistas que conspiraram contra e atacaram todos os países em torno, incluindo Líbano, Síria, Egito e outros.

Convocou o mundo árabe e muçulmano a

(...) estudar as causas da Nakba e a identificar as responsabilidades, para que as gerações contemporâneas aprendam com a experiência passada, que incluiu as lutas honradas dos mujahidin e dos mártires e também os que traíram a própria nação para servir a interesses privados.

Na sequência, Sayyed Nasrallah alertou que a nação árabe e muçulmana enfrenta hoje uma nova Nakba:

No Líbano, na Síria, Iraque e em todo o mundo árabe e muçulmano onde hátakfiris, haverá uma nova Nakba.

Sua Eminência conclamou a que enfrentemos o novo projeto takfiri dos EUA, que criará uma nova Nakba e visa a segmentar nossa nação muçulmana.

Aconselhou a nação a aprender as lições do passado e que todos os lados têm de assumir suas responsabilidades na luta contra o projeto takfiri dos norte-americanos, que quer produzir uma Nakba ainda maior.

Nakba dos militantes takfiris foi trazida pela primeira vez à região pelo projeto sionista britânico. Agora que a traz é o projeto sionista takfiri norte-americano, e os EUA o usam para enfraquecer a nação muçulmana, dividi-la em pedaços e assumir o controle de nossas capacidades – disse Nasrallah.

No coração de Qalamoun. A vitória está próxima

Qalamoun, divisa com a Síria
Passando a tratar de alguns aspectos dos sucessos da Resistência em Qalamoun, Sayyed Nasrallah destacou que:

(...) o exército sírio, apoiado por outras forças sírias das cidades e vilas de Qalamoun, e o Hizbullah são uma única equipe. A equipe adversária é a Frente al-Nusra e o ISIL – disse Sua Eminência. A batalha de Qalamoun está sendo travada em áreas localizadas até a 2.500m acima do nível do mar. Já tivemos várias batalhas em Qalamoun, com derrota para os grupos adversários armados.

Sua Eminência anunciou que a Resistência continua no centro da batalha de Qalamoun. Observou também que a tomada dos postos terroristas em Qalamoun foi importante para garantir a segurança da rodovia Damasco-Homs e cidades libanesas de fronteira, lembrando as centenas de foguetes disparados da Síria, por grupos armados, contra o Líbano, ao longo de vários anos.

Não estou dizendo que a região esteja em total segurança, porque ainda há militantes nos arredores de Arsal – disse Nasrallah, que continuou – e enquanto estiverem nos arredores de Arsal e de outras áreas remanescentes de Qalamoun, não posso falar de segurança completa.

Para Sayyed Nasrallah,

(...) uma das consequências diretas da batalha de Qalamoun é impor forte derrota aos terroristas e obrigá-los a fugir da áreas onde houve combates. Com isso, foram reconquistados 300 km2 dos territórios libanês e sírio.
Os grupos armados sofreram grave derrota e retiraram-se de todas as áreas onde houve combates. As bases que deixaram para trás foram destruídas.

Sua Eminência disse também que

(...) os arredores de Assal al-Wared, al-Jebbeh e Flita foram conectados aos arredores de Baalbek, Nahleh e Younine.

As maiores fontes financeiras para grupos armados estão no Líbano, apesar de todas as medidas tomadas pelo exército libanês – salientou Nasrallah.

O líder da Resistência disse que residentes do Vale do Bekaa no Líbano, especialmente moradores de Baalbek e Hermel, não admitirão a presença de terroristas nos arredores de suas vilas e cidades.

Nasrallah previu que:

Se o Estado não assumir a responsabilidade de dar segurança a essas cidades, os moradores do Bekaa assumirão eles mesmos a própria segurança.

Enquanto isso, reiterou,

(...) é nosso direito e direito dos cidadãos de Baalbek e Hermel esperar pelo dia em que não haja nem um único terrorista nas áreas próximas da fronteira libanesa.

Nesse contexto, Sayyed Nasrallah garantiu que a Resistência está em combate contra os extremistas, e manifestou otimismo de que dia vira quando não haverá mais terroristas no Líbano, nem nas áreas de fronteira.

Parem de inventar brigas com o Exército Libanês

Exército libanês desloca-se para Qalamoun
Mas, segundo Sua Eminência,

(...) certas forças políticas libanesas lançaram campanha de propaganda de intimidação antes e depois da batalha de Qalamoun. Perdem tempo, porque nada conseguirá enfraquecer a determinação da Resistência.

Sua Eminência desmentiu também comentários segundo os quais o Hezbollah estaria tentando envolver o Exército Libanês na batalha de Qalamoun.

A Resistência aprecia e respeita o Exército Libanês e sua liderança, e tem cuidado para mantê-lo longe de qualquer conflito em Qalamoun – disse ele, garantindo que enquanto houver terroristas nos arredores de Arsal e em áreas remanescentes de Qalamoun não podemos dizer que a segurança seja completa.  
Os que sequestraram e mataram soldados do exército libanês, que assaltaram postos militares e áreas residenciais no Bekaa, detonaram carros bombas em diferentes áreas do Líbano e ocuparam fatias de territórios libaneses em Arsal são terroristas.

Aos que têm defendido os chamados “rebeldes”, Sayyed Nasrallah enviou mensagem clara:

Se a referência política daqueles grupos é a Arábia Saudita, Frente Nusra e o “ISIL”, e as cortes libanesas bem como a comunidade internacional consideram-nos terroristas, por que há forças políticas legais no Líbano que lhes dão apoio?

Respondendo a notícias fortemente exageradas, divulgadas pela mídia, sobre o número de mártires na batalha de Qalamoun, Sayyed Nasrallah revelou que

(...) até aqui, foram martirizados 13 combatentes do Hezbollah membros da Resistência Mujahideen. E o Exército Sírio e as unidades da mobilização de resistência popular síria somados, perderam sete combatentes.
Em Qalamoun, misturaram-se o sangue sírio e o sangue libanês, no combate contra os grupos takfiri. [...]

“A situação no Bahrain é miserável”

No plano regional, Sayyed Nasrallah informou que a situação dos prisioneiros nas cadeias e prisões no Bahrein é miserável.

A situação nas prisões no Bahrain é muito difícil, não só no que tenha a ver com desrespeito aos direitos humanos mais básicos. O que está acontecendo lá é terrível, e é consequência do silêncio internacional – disse o Secretário-Geral do Hezbollah. – Os bahrainis têm de encontrar forças e resistir contra o regime opressor e o silêncio da comunidade internacional.  

Os crimes dos sauditas

Arabia Saudita bombardeia áreas civis no Iêmen
Sobre a agressão ao Iêmen comandada por EUA-sauditas, Sua Eminência repetiu a condenação contra a brutalidade dos atacantes, destacando que nem com toda a violência conseguiram alcançar qualquer dos seus objetivos:

Riad só obtém fracasso sobre fracasso. A agressão não alcançou seus objetivos, fracassou em todos os objetivos que trazia: “a agressão pelos sauditas só consegue assassinar, destruir, brutalizar e destruir locais sagrados.

Sayyed Nasrallah disse que:

(...) nem os criminosos e bárbaros sionistas destruíram os locais sagrados. Os sauditas não respeitam nenhum limite.

Sua Eminência observou que a guerra dos sauditas é a comprovação de que o Irã é o principal aliado dos iemenitas, e que todos os países da coalizão saudita são inimigos do Iêmen. Na conclusão, Sayyed Nasrallah conclamou a nação libanesa a envidar todos os esforços ao seu alcance, para pôr fim à agressão saudita contra o Iêmen.