segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Juventude é revolução!







 Lealdade de um Guerreiro - DNA Rapper



Musica: Lealdade de um Guerreiro
Artista: DNA Rapper
Produçao: Jeff Beats
Filmagem: Daniel Castro, Pedro Perestrello, Anselmo Venansi( Aéreas)
Edição: Pedro Perestrello
Direção: Pedro Perestrello
Realizaçao: Fortuna Films Production






“O ataque de Obama contra a Síria só visa, mesmo, o palácio presidencial em Damasco”

Coalizão anti−ISIS/ISIL é o Plano B dos EUA para voltar ao Oriente Médio “por outra porta”

26/9/2014, Marwa Haidar entrevista o Dr. Mohammad Sadeq al-HusseiniAl-Manar, Beirute
Resumo da entrevista traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
Dr. Mohammad Sadeq al-Husseini
O Dr. Mohammad Sadeq al-Husseini, cientista-político e estrategista iraniano, alertou contra a coalizão que os EUA estão organizando contra o ISIS/ISIL, classificando-a como “um plano B dos EUA, para voltar ao Oriente Médio por outra porta”.
Em visita à redação do al-Manar Website na 4ª-feira (24/9/2014), o analista e escritor iraniano lembrou que Washington passou por vários revezes na região.
Observou que os EUA só fazem cerebrar planos e mais planos para esconder as perdas que vêm sofrendo. A última manobra norte-americana nesse contexto é a tal “coalizão” internacional contra o ISIS?ISIL.
“O presidente Barack Obama sofreu três revezes”, disse al-Husseini.
“O primeiro foi quando não conseguir atacar a Síria em setembro do ano passado” (depois de noticiário falso de que armas químicas estariam sendo usadas em Damasco, em agosto de 2013).
“O segundo revés foi o ataque israelense contra Gaza. Ali, o Eixo da Resistência colheu mais um triunfo nessa guerra”.
Para al-Husseini, o terceiro revés que os EUA sofreram bem recentemente aconteceu perto de Bagdá, quando militantes do ISIS/ISIL não conseguiram entrar na capital do Iraque.
Al-Husseini disse que a “coalizão” internacional é ameaça contra o Eixo da Resistência, que absolutamente não serve aos interesses da “coalizão”. “A coalizão só quer fazer a manicure nas unhas desse monstro, o ISIS/ISIL, para logo substituí-lo por outro”.
Abu Bakr al-Baghdadi, O Califa
Al-Husseini insistiu que o ISIS/ISIL é terrorismo “produzido nos EUA”. Agora, Washington quer “controlar” o grupo. Nesse contexto, disse o especialista, não se descarta a ideia de que o alvo dos ataques dos EUA seja o Califa do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, “exatamente como, no Iraque, o alvo eleito dos ataques aéreos foi o ex-Emir da al-Qaeda no Iraque, Abu Mossab az-Zarqawi”.
“Essa coalizão internacional anti-ISIS/ISIL que se vê hoje é o plano B dos EUA para retornar ao Oriente Médio, por outra porta” – disse o professor Al-Husseini. Para ele, os EUA tentam apresentar-se como alguma espécie de herói, que luta para salvar os civis, do terrorismo.
Ao mesmo tempo, o especialista iraniano alerta contra os ataques contra o ISIS/ISIL na Síria. Para ele, os EUA estão usando esse movimento exclusivamente para tentar obter o que a oposição armada por estados estrangeiros dentro da Síria não conseguiu.
“O ataque de Obama contra a Síria só visa, mesmo, o palácio presidencial em Damasco”.

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Escondido por trás dos ataques aéreos dos EUA Israel abre caminho para a Frente al-Nusra, contra o Líbano



Entreouvido na Tenda da Sencarça na Vila Vudu: 

O Estadão (que é o PIOR JORNAL DO MUNDO!) “noticia” que o Pentágono destruiu 12 refinarias “do Estado Islâmico”.
Além de ser o pior jornal do mundo, fascista-fascistizante, o Estadão já tá ficando é BURRO (jornal que os deuses querem falido, os deuses primeiro emburrecem. É nóiz!).
Pra começar, as tais refinarias, em território sírio, são refinarias SÍRIAS; segundo, ninguém precisa destruir refinarias, se quisesse acabar só com o Estado Islâmico. 

Petróleo tem alma e tem história, mas não tem perna: petróleo não caminha. Para paralisar o Estado Islâmico é preciso BLOQUEAR O FLUXO do contrabando do petróleo nos TERMINAIS ou nos OLEODUTOS.
O ISIS-ISIL-Estado Islâmico (criação dos EUA-Israel-União Européia) está se mostrando excelente ALIADO no serviço de MUDANÇA DE REGIME na Síria. Te cuida Bashar, a Síria não tem amigos no “Ocidente”.
“Destruir refinaria” é coisa muuuuuuuito duvidosa, se a meta é combater o Estado Islâmico: destrói lá um canto de qualquer merda, faz a foto do avião ou da ruína, manda prô “jornalismo indispensável” [só rindo] do New York Times e do Jornal Nacional da Globo e do Estadão, mas o contrabando de PETRÓLEO BRUTO continua, inabalado. 

“Destruir refinaria” só interessa, mesmo, como alvo, se a meta é destruir A INFRAESTRUTURA DA SÍRIA. Isso, precisamente, é o que a falsa “notícia” BURRA, do Estadão, esconde dos otários que  PAGAM pra ler aquele lixo.
23/9/2014, [*] Moon of Alabama
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Print-screen da homepage do NYT(23/9/2014 – 8:43 AM-NY)
O primeiro artigo tem a ver com os ataques dos EUA, noite passada, contra vários alvos no leste da Síria. O segundo, na sequência, explica que aqueles ataques pouco efeito tiveram no Iraque. A justaposição demonstra a futilidade da campanha de bombardeio de Obama, parte das guerras por procuração já em curso contra a Síria. Resultado disso tudo, o Estado Islâmico resultará cada vez mais legitimado.
Os EUA e alguma espécie de “coalizão” de ditaduras árabes bombardearam vários alvos relacionados ao Estado Islâmico no leste da Síria. O governo sírio foi informado sobre o ataque e não protestou abertamente contra ele.
Os EUA não atacaram posições do Estado Islâmico em torno da cidade de Kobane, no norte da Síria, onde o Estado Islâmico combate contra milícias curdas numa tentativa para abrir novo caminho logístico para o Estado Islâmico até a Turquia. Aceitar esse novo caminho logístico foi, provavelmente, parte do preço que a Turquia teve de pagar recentemente para libertar seus diplomatas capturados pelo Estado Islâmico.
Os EUA, só eles, bombardearam um alvo relacionado a uma específica parte da Frente al-Nusra no noroeste da Síria. Os EUA dizem que acertaram o “grupo Corassão”. Mas esse grupo não passa de mais uma invenção do Pentágono, em sua nova campanha MID (“Medo, Incerteza e Dúvidas” [orig. ing., “Fear, Uncertainty & Doubt” (FUD)]). O tal grupo “Corassão” não passa de segmento da já conhecida e antiga Frente al-Nusra.

ISIS/ISILpreparou-se para os anunciados ataques aéreos dos EUA e espalhou seus militantes e materiais, mas a (Frente) Jabhat al-Nusra não se preparou e perdeu cerca de 50 combatentes. Um dos líderes da al-Nusra, Mohsen al-Fadli al-Kuwaiti, foi morto nesse ataque.
Hoje também a força aérea síria trabalhava para bombardear posições da Frente al-Nusranas colinas do Golan, onde está a al-Nusra, como eu já noticiara, [1] abrindo um corredor da Jordânia até o Líbano e para ataques contra Damasco ao longo da linha de demarcação que separa Israel e Síria.
Mas Israel, em apoio perfeitamente visível e claro à Frente al-Nusra, derrubou o SU-24 sírio usando mísseis Patriot fornecidos pelos EUA. Embora Israel diga que a fronteira teria sido violada, o avião caiu em local muito distante da fronteira, perto de Kanaker, Síria, já a meio caminho entre a linha de demarcação e Damasco.
Escondida por trás dos ataques dos EUA ao Estado Islâmico e a outros alvos, Israel já praticamente implantou uma zona aérea de exclusão próxima ao Golan, que permitirá que a Frente al-Nusra sirva-se em segurança daquele corredor para atacar o Hezbollah em Qalamoun e no sul do Líbano. E também abre espaço para novos ataques a Damasco.
Os ataques dos EUA ao Estado Islâmico na Síria terão – como as manchetes do NYT não escondem – tão pouco efeito quanto têm no Iraque. Sem coordenar os ataques aéreos com força capaz disponível em solo, como o exército sírio, aqueles ataques dos EUA ao Estado Islâmico não farão qualquer diferença significativa.
Ainda não vi qualquer notícia de que os aviões dos EUA tivessem acertado algum dos grandes depósitos de armas ou munições onde estão os materiais que o Estado Islâmico capturou do exército iraquiano. Há cerca de 50 grandes tanques de combate e enorme quantidade de peças de artilharia pesada, em mãos do Estado Islâmico. O que está sendo feito para neutralizar essas armas?
Nota dos tradutores
[1] “As forças antigoverno que cooperam nessa operação são a Frente Síria Revolucionária [orig. Syrian Revolutionaries Front (SRF), apoiada pelos EUA e assistida pela Frente Islâmica, apoiada pela Arábia Saudita; e a Frente al-Nusra, da al-Qaeda, que acaba de receber 20 milhões do Qatar. Essas forças infiltraram-se a partir da Jordânia, através de Daara e dali para o norte e noroeste ao longo da fronteira com Israel. Esse movimento, durante o qual alguns observadores da ONU foram sequestrados por aquelas forças, foi apoiado por ataques da artilharia israelense contra unidades sírias que tentavam impedir o ataque”. (15/9/2014, The New "Regime Change" Plan - Attack Damascus From The South,Moon of Alabama, aqui traduzido).
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Leila Khaled: Não vamos liberar a Palestina com rosas na mão!



"Não estou de acordo com a política de dois Estados. Por que construir dois? Onde. Na lua? A maior parte das terras já foram confiscadas e agora há 600.000 colonos judeus na Cisjordânia e agora ,mesmo estão nos assassinando em Gaza. Eles não vão permitir. Quando  foi solicitado a abertura de um corredor humanitário no Cairo para evacuar os feridos, eles, os sionistas não lho permitiu. Onde iríamos  construir este estado ? Queremos um Estado democrático na Palestina, onde todos sejam iguais em direitos e deveres. Esta é a nossa terra, na Palestina histórica, um estado multicultural como existe em muitos países."

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Texto y fotografía: Yasna Mussa.
Su imagen se difundió en todo el mundo luego de convertirse en la primera mujer en secuestrar un avión en 1969. Con más de 50 años de vida política activa, esta palestina sigue creyendo en la revolución y luchando por volver a su hogar en Haifa.
El pasado 26 de agosto Israel detuvo los bombardeos contra la franja de Gaza. Luego de 51 días de masacre, el gobierno de Netanyahu pactó con la resistencia palestina una tregua temporal patrocinada por Egipto. Los casi dos meses de ataques indiscriminados contra los palestinos apagaron 2.160 vidas, destruyeron miles de hogares, dejaron a más de 11 mil personas heridas y acabaron con la poca infraestructura que quedaba en un pequeño territorio sometido a bloqueo por más de 7 años.
Al otro lado de la frontera, en Amán, capital de Jordania, está Leila Khaled. La mujer de 70 años observa, escribe, lee y trabaja sin parar. Su vitalidad desafía los prejuicios sobre la edad y confirma el carácter que posee una exguerrillera, más allá del mito.
Esta mujer —la sexta de 12 hermanos, de padres libaneses, nacida en Haifa, militante del Frente para la Liberación de Palestina (FPLP)— fue la encargada de secuestrar un avión en 1969. La operación política buscaba llamar la atención mundial, recordarles que había un pueblo que vivía bajo ocupación o repartido en distintas latitudes siendo parte de una diáspora que atesoraba las llaves de sus casas esperando volver.
En 1970 la operación se repitió, pero esta vez Leila Khaled y su compañero de misión, el nicaragüense Patrick Argüello, no lograron su objetivo. En el avión se encontraban 4 agentes secretos israelíes, quienes frustraron el secuestro, asesinaron a Argüello y detuvieron a Leila Khaled, a quien entregaron a las autoridades inglesas.
Es la misma Leila Khaled que aparece en fotos, póster y esténciles ataviada con un hatta palestino y cargando un rifle AK 47, quien me recibe en las oficinas de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP) en Amán, Jordania. La misma que se sometió a 6 cirugías plásticas de nariz y mentón, para cambiar su apariencia y pasar desapercibida, luego de que esa imagen se convirtiera en ícono, llenara portadas y apareciera en noticieros que se repetían la misma pregunta: ¿Quién es la misteriosa mujer palestina que secuestró un avión?
44 años después, intentamos responder la misma pregunta.
Usted es una víctima directa de la Nakba. Tuvo que dejar su hogar en 1948, apenas se creó el Estado de Israel. ¿Cómo fue esa infancia en Palestina y luego en el Líbano, donde tuvo que refugiarse?
Primero que todo, debo aclarar que mi familia es libanesa. Mis padres se instalaron en Palestina por el trabajo de mi papá y tanto yo, como todos mis hermanos, nacimos ahí. Cuando fue la Nakba (catástrofe) en 1948, fuimos con mi madre al Líbano. Para nosotros era lo más normal visitar el Líbano, porque cada año íbamos a visitar a la familia. Sin embargo, ese año fue distinto. Era la primera vez que íbamos en abril y no en verano, como acostumbrábamos.
Éramos 8 hermanos en ese entonces y yo era la número 6. Mi hermano mayor estudiaba en el Líbano, pero todos los otros estábamos en Haifa cuando sucedió la masacre de Deir Yassin, el mismo día de mi cumpleaños, el 9 de abril). El horror que causó en todos los palestinos, hizo que mi madre tomara la decisión de partir, mientras que mi padre se quedó luchando por Palestina.
Mi madre tenía miedo, como todas las madres. En el camino a Tyr (en el sur del Líbano) y vimos a la gente caminando. Mi madre iba llorando. El chofer le dijo que parara de llorar, porque los niños lloraban también pero todo el tiempo mi madre estuvo llorando.
Cuando nosotros crecimos le preguntamos sobre este incidente y ella dijo: nosotros somos privilegiados porque vinimos en auto cuando el resto de la gente iba caminando con todos sus hijos y las pocas cosas que pudieron sacar.
Recuerdo un hecho en especial que me marcó: Cuando estábamos en la casa de mi tío, vimos que los árboles que la rodeaban estaban llenos de naranjas. Entonces nosotros, como hacen los niños, fuimos y tomamos algunas. Mi madre estaba muy molesta. Ella nos dijo “esto no es de ustedes. No tienen derecho a sacarlas. Las suyas están en Palestina” —cuenta Khaled con la mirada perdida en sus recuerdos—. Esa fue la primera lección que recibimos y que nos dijo que debíamos volver a Palestina. Desde el primer minuto, supimos que eso no era nuestro, así que desde ese momento odié las naranjas.
Aunque teníamos dónde vivir, íbamos a la escuelas que la UNRWA había instalado para los refugiados. Mi niñez fue como la todo palestino refugiado, en la que la primera escuela fue en una gran carpa abierta, donde habían 10 clases. Y en invierno era realmente duro.. Recuerdo que nunca tuve un uniforme o ropa nueva. Siempre eran cosas usadas que la UNRWA nos entregaba. Tampoco celebramos un cumpleaños o el Eid (celebración musulmana). Mi madre siempre dijo que lo haríamos cuando volviéramos a Palestina, entonces yo crecí esperando volver. Todo el tiempo yo sentí que nada era nuestro. Que nuestras cosas, lo que amábamos, estaba en Palestinas así que teníamos que hacer algo.
Aunque ahora usted vive en Jordania, viaja regularmente a Líbano ¿Cómo observa la situación actual de los refugiados palestinos allí?
La situación en los campos de refugiados sigue igual de precaria que en esa época. Los palestinos necesitan un permiso especial para trabajar y los libaneses no se los otorgan. Hay cerca de 70 profesiones que están prohibidas y que no pueden ser utilizadas. Médicos, profesiones, ingenieros, periodistas y otros oficios, sólo pueden trabajar en la UNRWA y en los campos de refugiados, que son como ghettos. A veces la UNRWA no tiene plazas de trabajo o las que hay no corresponden a las demandas de los palestinos.
Al mismo tiempo, muchos de estos campos fueron destruidos totalmente. Ellos intentaron destruir Sabra y Shatila en 1982, pero no pudieron, la gente no los dejó. Los palestinos no tienen derecho de construir una casa o una habitación en los campos de refugiados. El año 2007 destruyeron completamente el campo Nahr el bared y la gente tuvo que huir para comenzar todo de nuevo, sin nada.
Después de 1982, la misión principal de los palestinos en el Líbano ha sido conquistar sus derechos civiles y sociales, que se ven privados. Cuando logren esto podrán participar en la lucha por el derecho al retorno. Este derecho no es sólo un concepto, sino también una cultura.
Considerando el contexto social y cultural del Mundo Árabe ¿cómo fue para usted, como mujer, involucrarse en política en los años 60s?
Para mi fue natural. Mi familia es una familia política. Mi hermano mayor estudiaba en la Universidad Americana de Beirut y entró a participar en el Movimiento Nacional que integraban George Habash y Wadi Haddad, entre otros. Una de las misiones de este movimiento fue organizar a las familias. Así que él influenció a mis hermanas mayores y ellas a mí.
En nuestra escuela, todos los profesores eran palestinos, refugiados como nosotros, así que muchos de ellos entraron en el Movimiento Nacional y algunos de ellos a otros partidos. Este movimiento llamaba a la liberación de Palestina y estaba por el derecho al retorno. La primera vez que quise entrar, no me lo permitieron porque sólo tenía 14 años.
La gente imagina que acá la mujer no tiene participación, pero es ignorar la realidad y la historia palestina. Desde siempre la mujer ha participado masivamente en los partidos políticos y en la resistencia. Somos un pueblo sumamente político y la mujer palestina es protagonista en distintos frentes. Yo decidí participar en un campo de entrenamiento y en operaciones políticas, y mis compañeros siempre me respetaron y respaldaron.
Resistir para existir
Usted participó y respalda hasta hoy la lucha armada ¿cuál es la diferencia entre resistencia y terrorismo?
Lo que hace Israel es terrorismo. En esta invasión, Israel se mostró como el Estado fascista y de apartheid que es. Por esta razón nosotros comenzamos nuestras acciones de secuestros, porque nosotros no éramos tratados como seres humanos con derechos. Es por eso que tuvimos que llamar la atención del mundo, porque ellos no reconocían nuestros derechos a tener ropa, a tener una casa, a poder vivir en nuestra patria y sustituyeron esto por el derecho de Israel a existir, a estar allí. Esto es injusto y lo tenemos que cambiar.
Israel ha exigido que se negocie. Hemos aceptado y la OLP ha negociado durante 20 años y qué ha pasado después de eso. Durante 21 años de negociaciones han aumentado los asentamientos, con más colonos y los colonos son en sí otro ejército; demuelen las casas, construyen un muro de apartheid, han metido en prisión a miles de activistas a quienes tratan como criminales. Israel ha violado todo tipo de leyes y se considera así mismo dentro del derecho internacional. Hasta ahora, Israel no ha sido condenado por todos sus crímenes, ahora es tiempo de que pague, así que no podemos permitir que siga avanzando en nuestra patria, tenemos que pelear.
No vamos a liberar Palestina con rosas o con negociaciones. Esto es un asunto político, no sólo humano. Si Naciones Unidas me hace elegir entre comida o volver a mi casa, yo prefiero volver a mi casa. Yo no quiero estar en un campamento de refugiados todo el tiempo, que de seguro será destruido también por Israel o por sus colaboradores. No es suficiente que la comunidad internacional llore después que Israel comete sus crímenes. El mundo debe prevenir esos crímenes, sin embargo, ellos solo reconstruyen después que Israel destruye.
Lo que hacemos nosotros es resistencia, para defendernos del ocupante. Y la resistencia está respaldada por la ley internacional: gente bajo ocupación o represión tiene el derecho a resistir, por todos los medios, incluyendo la lucha armada. Así que nosotros estamos luchando de manera legal. No es mi problema si alguien de Polonia vive en mi casa. Se tiene que ir de mi casa y si se quiere quedar, está bien, pero primero, nosotros tenemos que volver. Y una vez que resolvamos este problema de los refugiados podemos vivir todos en un Estado democrático donde la gente tenga sus derechos garantizados. Es nuestro derecho y no vamos a renunciar.
Si hay gente que viene de distintos lados y quiere quedarse ahí, no hay problema. Nosotros le ofreceremos soluciones humanas.
Entonces ¿Cuál es el rol activo y concreto que debe tener la comunidad internacional?
Necesitamos que las personas de cada país presionen a sus Estados para poder aislar a Israel.
Cuando la revolución comenzó, en mi partido decidimos cuál sería nuestro objetivo: Liberar nuestro país e implementar el derecho al retorno. Darle a los refugiados el derecho de volver a sus hogares, a su país, y esto está garantizado por el derecho internacional. Israel es aceptado en las Naciones Unidas con la condición de permitirles a los palestinos volver, pero hasta ahora nosotros somos refugiados. Y esta es la resolución 194. Nosotros ahora estamos preguntando : por qué las Naciones Unidas y la comunidad internacional no implementen sus resoluciones. Por qué no.
Y la resistencia está respaldada por la ley internacional: gente bajo ocupación o represión tiene el derecho a resistir, por todos los medios, incluyendo la lucha armada. Así que nosotros estamos luchando de manera legal. Así que no es mi problema si alguien de Polonia vive en mi casa. Se tiene que ir de mi casa y si se quiere quedar, está bien, pero primero, nosotros tenemos que volver. Y una vez que resolvamos este problema de los refugiados podemos vivir todos en un estado democrático donde la gente tenga sus derechos garantizados. Es nuestro derecho. Si hay gente que viene de distintos lados y quiere quedarse ahí, no hay problema. Nosotros le ofreceremos soluciones humanas. No como la solución de Israel: un genocidio contra nosotros. La comunidad internacional apoyó el boicot contra el Apartheid en Sudáfrica. Ahora es tiempo de que la comunidad internacional repita la experiencia para aislar a este estado de apartheid que se llama Israel.
Eso significa que aunque usted respalda la resistencia armada ¿También respalda otras formas de lucha como la campaña de Boicot, Sanciones y Desinversión (BDS, en sus siglas en inglés), que se define como una iniciativa no violenta de la sociedad civil?
Claro, apoyo esa campaña como también apoyo la campaña para que se liberen los prisioneros palestinos, incluyendo los diputados y los ministros. Creo que debemos usar tantos medios de resistencia como podamos: El político, el diplomático, el no violento. Durante más de 10 años los palestinos se manifiestan cada viernes en Bil’in, o cada semana en Nabi Saleh , en contra de la colonización, del muro, de la anexión de tierras y de las napas de agua. Todas estas manifestaciones son no violentas, pero Israel siempre responde con violencia, utilizando gases lacrimógenos, bombas, munición real.Poreso creo que todos los medios de resistencia son necesario.
Pero no hay que confundir. No podemos creer que sólo lo conseguiremos por medio de la resistencia no-violenta . Estamos frente a un Estado de apartheid, que además cuenta con el apoyo de Estados Unidos, y en general, de todo Occidente. Hasta que no logremos equilibrar las fuerzas, no podemos pensar solo en ir a una mesa de negociaciones.
Menos aún cuando vemos cómo Ban Ki Moon se da la mano con Netanyahu, pregunta por el soldado israelí que está desaparecido, pero no pregunta por todos los niños palestinos que han sido asesinados. Las Naciones Unidas están controladas por Estados Unidos.
Por otro lado, el Consejo de Seguridad no dice nada por Gaza, pero sí critican el avión derribado por las milicias en Ucrania. El Consejo de Seguridad no respalda a las víctimas, sólo se preocupa de condenar a Rusia, pero no condena a Israel por derrumbar casas con niños en el interior, destruyéndolas sobre sus cabezas.
Las negociaciones patrocinadas por Estados Unidos promueven la creación de dos (2) Estados. ¿Qué opina de esta solución considerando su histórica defensa al derecho al retorno?
No estoy de acuerdo con dos (2) Estados. Por qué. Por qué construir dos. Dónde. ¿En la luna? La mayoría de la tierra fue confiscada y ahora hay 600 mil colonos en Cisjordania y ahora mismo nos están asesinando en Gaza. Ellos no lo permitirán. Incluso cuando se solicitó un corredor humanitario en El Cairo para evacuar a los heridos ellos no lo permitieron. Dónde construiríamos este Estado. Nosotros queremos un Estado democrático en Palestina, donde seamos iguales, en deberes y derechos. Esta es nuestra tierra, en la Palestina histórica, un Estado multicultural como existe en muchos países del mundo.
La comunidad internacional parece sorprendida y espantada ante esta nueva masacre que Israel denominó “Operación Margen Protector”. Sin embargo, los palestinos saben que estas masacres se repiten cada cierto tiempo, convirtiéndose en una limpieza étnica ¿Qué le parece que esta nueva masacre ocurra justo después del acuerdo de unidad entre las fracciones palestinas?
No me parece una coincidencia. Israel quería elecciones y no le gustó el resultado de esas elecciones y boicoteó la voluntad del pueblo palestino que fue elegir a Hamas. Ahora todas las facciones palestinas, no sólo Hamas y Al Fatah, sino también la Jehad, el FPLP, el FDLP, etc, hemos creado un comité bajo el paraguas de la OLP para poder dialogar y tener elecciones del Consejo Nacional Palestino para Gaza y Cisjordania. Esa es la unidad que buscamos, una unidad inclusiva donde estén representados todos los palestinos, pero Israel no lo quiere permitir y utilizará cualquier excusa para atacar.
La solidaridad de los pueblos
Leila Khaled siente un profundo lazo con América Latina. Para ella, se trata de un continente hermano con el que siente más cercanía y solidaridad que con muchos países árabes. En tiempos de la guerrilla latinoamerica, en que los pueblos de Nicaragua, Cuba, Chile y Argentina, entre otros, luchaban contra dictaduras locales o intervenciones extranjeras. Leila Khaled conoció a muchos de estos militantes e incluso combatió con ellos, como fue el caso de Patrick Argüello, su compañero en el secuestro frustrado del vuelo 219 de Ámsterdam a Nueva York.
En esa ocasión, portaba un pasaporte hondureño falso con una identidad ajena. María Luna fue el nombre que utilizó y que hoy recuerda con picardía: -Me gustaba el nombre, pero no hablaba nada de español. Sólo sabía decir “Sí, señor”. No sabía nada de español y todavía no sé nada de español.- comenta con gracia, mientras bebe sorbos de café.
¿Cuál es su opinión sobre los gobiernos y estados latinoamericanos que han manifestado su respaldo a Palestina y condenado a Israel en las últimos acontecimientos?
Esto ha sido un gran apoyo a los palestinos y ellos han hecho más que cualquier otro país. Depende, por supuesto, de los gobiernos cambiar la actitud y la política, y eso, en todas partes, lo aprecian. En Gaza la gente dice: “No son los árabes nuestros hermanos, son los latinoamericanos”.
Desde el comienzo Venezuela y Bolivia han cortado lazos con Israel. Ahora en Bolivia han cancelados los acuerdos de visa con Israel. En Chile, en Argentina, Perú y Brasil han llamado a consulta a sus embajadores. Bolivia catalogó a Israel como un Estado terrorista. Esa es una excelente actitud y es lo que necesitamos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Russia envia outro navio lança missel à costa da Síria

 


En estos días, un barco ruso cargado con armas para Siria llegó al puerto sirio de Tartús, donde se halla la principal base naval rusa en el extranjero. La coberta lanzamisiles Samum atravesó hace unos días el Estrecho del Bósforo y los Dardanelos y entró en aguas del Mar Mediterráneo. Este barco, que pasa por ser el más rápido del mundo, está equipado con misiles antibuque y antisubmarinos y con otros de crucero. También cuenta con un sistema antiaéreo avanzado.

Esta corbeta se unirá ahora a la flota rusa del Mediterráneo, que está liderada por el crucero lanzamisiles Moskva. Esto eleva el número de barcos rusos de esta flota a seis.

El envío de la corbeta Samum ha puesto de nuevo de manifiesto que Siria es para Rusia una línea roja que no puede ser transgredida por nadie. En este sentido, Rusia está situando tropas en ese área para disuadir a cualquier posible agresor de aprovechar la campaña contra el EI para llevar a cabo un ataque contra Siria.

Según el periódico Al Quds al Arabi, editado en Londres, Rusia e Irán han incrementado en los últimos meses su ayuda militar a Siria con el fin de luchar contra el EI y otros grupos terroristas.

En un reciente encuentro del Consejo de Seguridad Nacional de Rusia, el presidente Vladimir Putin, discutió una propuesta para formar una alianza para luchar contra el EI habida cuenta que Rusia, Siria e Irán fueron excluidas de la coalición anti-EI promovida por EEUU. Es fácil identificar los países que podrían pertenecer a esa alianza. Se trataría de Rusia, China, Irán, Siria, Iraq y Yemen y quizás Egipto, los países de Asia Central y algunos de América Latina.

Rusia ve en el EI también un peligro para su propio territorio habida cuenta de las amenazas de éste y otros grupos que combaten en Siria de extender sus acciones al Norte del Cáucaso ruso, que ha estado luchando contra el terrorismo procedente del extranjero en regiones como Chechenia, Ingushetia, Daguestán y otros lugares.

El envío de la corbeta significa, pues, que Rusia no piensa adoptar un papel pasivo y dejar la lucha contra el fenómeno del terrorismo en Siria en manos de los norteamericanos. Esto llevará ciertamente al fortalecimiento del Estado sirio en su combate contra el terrorismo y a una mayor coordinación entre Moscú y Damasco.


http://www.almanar.com.lb/main.php 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estado Islâmico, a nova estratégia de Washington


11 de Setembro de 2014, Damasco – Em Washington e em várias capitais europeias já se esfregam as mãos, pois as amplas zonas do Iraque e da Síria controladas pelo extremista Estado Islâmico (EI) abre as portas ao Ocidente para uma intervenção a grande escala no Oriente Médio.
A ofensiva do EI permite, também, cumprir um velho sonho: a balcanização da região, que possui as principais jazidas de hidrocarbonetos do mundo.
Com dezenas de milhares de homens, armamento sofisticado e abundante financiamento, o Daesh (acrônimo em árabe desse grupo) passou de uma minúscula formação para representar uma verdadeira ameaça para o Iraque e a Síria.
Decapitações, crucificações, violações sexuais, assassinatos em massa e outros crimes nas zonas que controla, fazem desse grupo sinônimo de terror.
O Estado Islâmico e a Frente al Nusra, braço da al-Qaeda na Síria, foram capazes de crescer graças às doações dos aliados da Casa Branca no Golfo Pérsico, disse Andrew Tabler, analista do Washington Institute for Near East Policy.
Durante os últimos três anos, Damasco denunciou o apoio vindo do exterior aos grupos armados e advertiu sobre o perigo que representavam para a região e o mundo, mas suas palavras foram ignoradas.
Com o argumento de combater o terrorismo, agora a Casa Branca iniciou bombardeios no Iraque, país que invadiu em 2003, e ameaça com ampliá-los ao país vizinho, na mira há vários anos.
No entanto, muitos poucos falam do jogo de xadrez que Washington e outros atores internacionais e regionais impulsionam como parte do grande jogo geopolítico.
As atuais fronteiras da região (com uma ou outra variação) datam do fim da I Guerra Mundial (1914-1918), quando a Grã-Bretanha e a França aplicaram o acordo secreto de Sykes-Picot para dividir a zona.
Precisamente essas demarcações impostas por potências estrangeiras foram sempre um elemento perturbador e de atritos entre os países árabes durante décadas, incitados convenientemente pelo Ocidente.
A utilização de diferenças políticas, religiosas, fronteiriças e até econômicas propiciaram os planos para balcanizar o Levante.
O objetivo é o que muitos cientistas políticos conhecem como “a teoria do caos construtivo”, que permitiria às antigas metrópoles e aos Estados Unidos remodelar e desenhar novas fronteiras e instaurar governos afins na região.
A Casa Branca desenvolveu nos anos 90 uma nova estratégia chamada Redireção, na qual os takfiries (extremistas sunitas) jogam um papel importante para transformar a região em um barril de pólvora, apontou Mahdi Darius Nazemroaya, sociólogo e pesquisador do Centre for Research on Globalization e a Strategic Culture Foundation, de Moscou.
Gostaria de ver a Síria como um país desintegrado e balcanizado com “mais ou menos regiões autônomas”, afirmou recentemente Henry Kissinger, ex-secretário do Estado norte-americano, durante uma intervenção na Escola Gerald R. Ford de Política Pública da Universidade de Michigan.
Pese às afirmações de Washington, a ofensiva do EI sobre amplos territórios no Iraque, não surpreendeu o governo de Obama, que conta com tecnologia de ponta e o mais alto orçamento do mundo para trabalhos de espionagem.
Tivemos essa informação desde o começo do ano, e a passamos para Washington, assegurou ao jornal britânico The Telegraph, Rooz Bahjat, que trabalha para Lahur Talabani, chefe da inteligência do Curdistão iraquiano.
Em um discurso ao Congresso em fevereiro passado, o tenente-general Michael Flynn, então chefe da Agência de Inteligência de Defesa, advertiu que o EI lançaria um ataque em massa em 2014 em ambos os lados da fronteira.
Segundo o Centre for Research on Globalization, membros chave dessa organização terrorista receberam treinamento da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) em um acampamento secreto nas redondezas da cidade jordaniana de Safawi, em 2012.
“Os campos de treinamento secretos estadunidenses na Jordânia e em outros países treinaram vários milhares de combatentes muçulmanos nas técnicas de guerra irregular, sabotagem e no terror geral”, revelou o ideólogo militar.
Também há numerosas denúncias sobre instalações similares na Turquia e na Líbia, que depois da agressão ocidental se converteu em um viveiro de jihadistas.
O Daesh não tinha o poder para conquistar e ocupar Mosul (a segunda cidado iraquiana) por si só. O que tem ocorrido é o resultado da colaboração com a inteligência de alguns países da região com grupos extremistas dentro do governo iraquiano, disse o jornalista iraniano Sabah Zanganeh.
Uma reportagem do jornal The Wall Street Journal destacou que um comandante militar do EI, o georgiano de origem chechena Tarkhan Batirashvili, fez das guerras no Iraque e na Síria uma luta “geopolítica entre os Estados Unidos e a Rússia”.
A Síria e o Iraque sofrem hoje com as políticas das potências ocidentais que durante anos fecharam os olhos e financiaram as organizações radicais com um objetivo claro: justificar a intervenção com o argumento do combate ao terrorismo.
* Correspondente da Prensa Latina na Síria.

Quem são os membros do "el Daesh" , ou «Emirado islâmico» ou, ainda, embrião do exército privado da OTAN?



Enquanto a opinião pública ocidental é inundada com um mar de informações sobre a constituição de uma suposta coligação internacional para lutar contra o «Emirado islâmico», é este que vai  mudando discretamente de forma. Os seus principais oficiais já não são, mais, árabes, mas sim georgianos e chineses. Para Thierry Meyssan, esta mutação mostra que os objetivos a largo prazo da Otan é  utilizar o «Emirado islâmico» na Rússia e na China. Portanto estes dois países devem intervir, agora, contra os jihadistas, antes que eles venham semear o caos no seu país de origem.

¿Quiénes son los miembros del «Emirato Islámico»?
Dossiers
Federación de Rusia / República Popular China
 
A princípio o «Emirado islâmico» fez ostentação de sua origem árabe. Esta organização surgiu da «Al-Qaida no Iraque» que combatia não os invasores norte-americanos, mas sim os xiitas iraquianos. Logo tornou-se «Emirado islâmico no Iraque» e , posteriormente,  «Emirado islâmico no Iraque e no Levante». Em outubro de 2007, o exército dos E.U. teve acesso em Sinjar perto de 606 fichas de membros estrangeiros desta organização. Elas foram analisadas  e estudadas por peritos da Academia militar de West Point.

Não obstante, alguns dias depois desta apreensão, o emir al-Baghdadi declarou que a sua organização só incluia 200 combatentes e que eles eram todos Iraquianos. Esta mentira é comparável à das outras organizações terroristas na Síria que declaram não contar senão ocasionalmente com estrangeiros, enquanto o Exército árabe sírio avalia em, pelo menos, 250. 000 o número de jihadistas estrangeiros que terão combatido na Síria durante os últimos três anos. Porém, agora, o califa Ibrahim (novo nome do emir al-Baghdadi) reconhece que sua organização  é amplamente formada por estrangeiros, agregando que o território sírio não é mais para os sírios e o território iraquiano não é mais para os iraquianos, mas, sim, que serão para os seus jihadistas.

Segundo as fichas apropriadas em Sinjar, 41% dos terroristas estrangeiros membros do «Emirado islâmico no Iraque» eram de nacionalidade saudita, 18,8% eram líbios, e apenas 8,2% eram sírios. Se relacionarmos estes números com a população de cada um dos países em questão, a população líbia forneceu, proporcionalmente 2 vezes mais combatentes que a da Arábia saudita e 5 vezes mais que a da Síria.
Em relação aos jihadistas sírios, dos originários de diversas regiões do país,  34, 3% provinham da cidade de Deir ez-Zor , cidade que desde a retirada do «Emirado islâmico» de Raqqa, se tornou a capital do Califado.

Na Síria, Deir ez-Zor tem a particularidade de ser povoada, maioritariamente, por árabes organizados em tribos, e por minorias curda e armênia. Ora, até o presente, os Estados Unidos só conseguiram destruir Estados como o  Afeganistão, o Iraque e a Líbia, ou seja,  países onde a sociedade  está organizada em tribos. No entanto, fracassaram nos demais países onde tentaram sua destruição.  Deste ponto de vista, Deir ez-Zor, em particular, e o nordeste da Síria  por essa fragilidade, puderam ser potencialmente conquistados. O mesmo não acontece com  o resto da República Árabe da Síria, como se vê desde há três anos.


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Tarkhan Batirashvili, sargento das informações militares georgianas, tornou-se um dos principais chefes do «Emirado islâmico» sob o nome de Abou Omar al-Shishani.Adicionar legenda
Desde há duas semanas um expurgo atingiu os oficiais provenientes do Magreb. Assim, os tunisinos que capturaram o aeroporto militar de Raqqa, em 25 de agosto, foram detidos por desobediência, julgados e executados por ordem de seus superiores. O «Emirado islâmico» pretende tirar o protagonismo de seus combatentes árabes e promover oficiais chechenos, gentilmente fornecidos pelos serviços secretos georgianos.
Abou Anisah al-Khazakhi, primeiro jihadista chinês do «Emirado islâmico», morto em combate, (no centro da foto), não era Uígur mas sim Cazaque.  

Agora aparece uma outra categoria de jihadista : os  yihadistas chineses. Desde junho, os Estados Unidos e a Turquia transportaram e introduziram  centenas de combatentes chineses no nordeste da Síria, inclusive com suas famílias. Alguns de entre eles tornaram-se imediatamente oficiais. Trata-se sobretudo de membros da etnia uígur, ou seja, chineses da China popular, mas que são muçulmanos sunitas turcófonos.

É, portanto, evidente que a largo prazo, o «Emirado islâmico» estendera as suas atividades à Rússia e à China, e que estes dois países devem ser os seus alvos finais.

Iremos seguramente assistir a uma nova operação de propaganda da OTAN: a sua aviação expulsará os jihadistas para fora do Iraque, os deixará que se instalem em Deir ez-Zor. A CIA fornecerá o dinheiro, armamento, munições e as informações aos «revolucionários sírios moderados» (sic) do ESL (Exército livre da Síria), que mudarão então de casaca para servir sob a bandeira do «Emirado islâmico», como acontece desde maio de 2013.


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John McCain e o estado-maior do exército sírio livre. No primeiro plano à esquerda, Ibrahim al-Badri, com quem o senador está a iniciar a conversa. Logo em seguida, o brigadeiro- general Salim Idriss (de óculos).









       

Naquele momento,  o senador estadunidense John McCain veio ilegalmente à Síria encontrar-se com o Estado Maior do ESL. De acordo com a fotografia, tomada como prova do encontro, entre o membros do Estado Maioresteestava um certo Abu Youssef (ou Ibraim al-Badri ), oficialmente procurado pelo departamento de Estado dos EUA, sob o nome de Abu Du’a, na realidade este sujeito era  o atual califa Ibrahim. Assim, o mesmo homem era— simultaneamente— um chefe moderado no seio do Exécito livre da Síria  e um chefe extremista no seio do «Emirado Islâmico».

Munidos com esta informação poderemos avaliar, pelo seu verdadeiro significado, o documento apresentado ao Conselho de Segurança, a 14 de Julho, pelo embaixador sírio Bashar Jaafari. Trata-se de uma carta do comandante-em-chefe do ESL, Salim Idriss, datada de 17 de janeiro de 2014, onde escreve o seguinte:

 «Informo-vos, pela presente, que as munições enviadas pelo estado-maior aos dirigentes dos conselhos militares revolucionários da região leste devem ser distribuídos, de acordo com o que foi acordado, entregando dois terços aos comandantes de guerra da Frente el-Nusra e o terço restante deve ser repartido entre os militares e os elementos revolucionários para a luta contra os bandos do EIIL (Exército islâmico do Iraque e do Levante ). Agradecemos que nos enviem os comprovantes de entrega do conjunto das munições, especificando as quantidades, e as características, devidamente assinados pelos dirigentes e pelos chefes de guerra em pessoa, afim de que possamos encaminhá-los para os parceiros turcos e franceses». 

Por outras palavras, duas potências da Otan (Turquia e França) enviaram volúmes de munições, e especificaram que dois terços seriam para Frente Al-Nusra (classificado como membro da al-Qaida pelo Conselho de Segurança da ONU) e que um terço seria para o ESL para que este combata contra o «Emirado Islâmico», cujo chefe era membro do Estado Maior do própro ESL, como comprova a foto tirada na reunião com os EUA.

A realidade é outra : o Exército livre da Síria (ESL) desapareceu do terreno e os dois terços das munições estavam destinadas a al Qaeda, enquanto que o outro terço era para o «Emirado Islâmico».

Graças a este dispositivo de dupla capa, a Otan poderá seguir lançando suas hordas de jihadistas contra a Síria, enquanto vai, ao mesmo tempo, fingindo assim estar a combatê-los.

No entanto, quando a Otan tiver instalado o caos por todo o mundo árabe, inclusive no território de seu aliado saudita, apontará o «Emirado Islâmico» contra as duas grandes potências em desenvolvimento, a Rússia e a China. Por isso estas duas potências deveriam intervir desde já e exterminar, no ninho, o embrião de exército privado que a Otan está reunindo e  manejando no mundo árabe. Caso contrário, é provavel que Moscou e Pequim, tenham que enfrenta-lo em seu próprio solo .
 
http://www.voltairenet.org/article185362.html