quarta-feira, 16 de julho de 2014

ATO EM SOLIDARIEDADE COM O POVO PALESTINO no RJ



A Comissão De Defesa Da Liberdade De Imprensa E Direitos Humanos Da Abi,   O Sindicato De Jornalistas Profissionais Do Município Do Rio De Janeiro,   O Sindicato De Jornalistas Profissionais Do Estado Do Rio De Janeiro   E      O     Comitê De Solidariedade À Luta Do Povo Palestino  Do rj

Convidam

Ato de solidariedade ao povo palestino, vítima de um novo   massacre promovido por israel na faixa de Gaza.


Debate com a participação:

Beatriz Bissio - professora de política internacional da ufrj,

Mário Augusto Jakobskind - presidente da comissão de defesa da liberdade de imprensa e direitos humanos da ABI,

E um(a) representante do Comitê De Solidariedade À Luta Do Povo Palestino.

Rua Evaristo da Veiga 16,  17º andar 
sexta-feira 18 de julho 19 horas

terça-feira, 15 de julho de 2014

Israel: prossegue o GENOCÍDIO, por etapas, no gueto de Gaza

13/7/2014, [*] Ilan PappéThe Electronic Intifada
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Gaza, a visão do NAZISSIONISMO GENOCIDA
Em artigo de setembro de 2006 para The Electronic Intifada, defini a política israelense para a Faixa de Gaza como genocídio por etapas.

O assalto contra Gaza que Israel comete hoje indica, desgraçadamente, que essa política não mudou. A expressão ajuda a ver que a ação bárbara dos israelenses – em 2006, como hoje – faz-se por passos, em contexto histórico mais amplo.

É preciso insistir sempre sobre esse contexto, porque a máquina de propaganda israelense só faz repetir e repetir uma mesma narrativa, como se as políticas israelenses acontecessem fora de qualquer contexto; e converte o pretexto que encontrem para cada nova onda de destruição, em alguma espécie de principal ‘justificativa’ para ondas de assassinato indiscriminado, nos campos de morte de palestinos pelos quais os israelenses passeiam.

O contexto

A estratégia sionista para apresentar suas políticas brutais como resposta ad hoc a uma ou outra ação dos palestinos é tão velha quanto a presença maléfica de israelenses na Palestina. Sempre foi usada, repetidamente, como justificativa para impor a visão sionista de uma Palestina futura, onde haveria bem poucos, se algum, palestinos nativos.

Os meios para alcançar esse objetivo mudaram ao longo dos anos, mas a fórmula permaneceu a mesma: seja qual for a visão sionista de um Estado Judeu, só se poderá materializar sem número significativo de palestinos sobre a face da Terra. E hoje, a visão sionista é uma Israel que cubra quase toda a Palestina histórica, onde ainda vivem milhões de palestinos.

A onda genocida em curso hoje tem, como todas as anteriores sempre tiveram, algum contexto imediato. Dessa vez, teve a ver com o projeto de fazer gorar a decisão dos palestinos de constituir um governo de unidade, contra o qual nem os EUA teriam objeções.

O colapso da desesperada iniciativa “de paz” do secretário de Estado dos EUA John Kerry legitimou o apelo palestino a organizações internacionais para que interviessem e pusessem fim à ocupação. Ao mesmo tempo, os palestinos ganharam amplo reconhecimento internacional e apoio para a cautelosa tentativa, pelo governo de unidade, de construir política coordenada entre os vários grupos políticos e respectivas agendas.

Desde junho de 1967, Israel procura um meio para manter os territórios que ocupou naquele ano, sem incorporar a população palestina indígena e dar aos palestinos os mesmos direitos de cidadania que têm os israelenses. E todo o tempo os israelenses mantêm a farsa de algum “processo de paz”, para encobrir o movimento pelo qual vão ganhando tempo para implantar suas políticas unilaterais de colonização.

Funeral de Salameh Abu Edwan; campo de refugiados de Rafah, Gaza, 29/8/2006.
Ao longo das décadas, Israel passou a diferençar entre áreas que queria controlar completa e diretamente, e áreas que controlaria indiretamente, com o objetivo de, no longo prazo, reduzir ao mínimo a população de palestinos, usando, dentre outros meios, campanhas de limpeza étnica e estrangulamento econômico e geográfico.

A localização geopolítica da Cisjordânia cria a impressão em Israel, pelo menos, de que é possível conseguir tal objetivo sem provocar uma terceira Intifada nem excessiva condenação internacional.

A Faixa de Gaza, dada sua especialíssima localização geográfica, não se presta muito facilmente a tal estratégica. Sempre desde 1994, ainda mais depois que Ariel Sharon chegou ao poder como primeiro-ministro nos primeiros anos 2000s, a estratégia é cercar Gaza num gueto, e pôr-se à espera de que todo o povo que ali vive – hoje, 1,8 milhão de pessoas – morra e caia no esquecimento eterno.

Mas o Gueto mostrou-se rebelde, sem nenhuma disposição para se deixar ficar em condições subumanas, de estrangulamento, isolamento, fome, colapso econômico. Então, para que Israel consiga enviá-los para o esquecimento eterno, voltou a ser indispensável retomar as políticas de genocídio.

O pretexto

Dia 15/5/2014, forças israelenses assassinaram dois jovens palestinos na cidade de Beitunia, na Cisjordânia. Foram assassinados a sangue frio, por matador profissional, como se viu em vídeo. Os nomes deles – Nadim Nuwara e Muhammad Abu al-Thahir – somaram-se à longa lista de assassinatos “oficiais” semelhantes, em meses e anos recentes.

Siam Nawara chora seu filho Nadim assassinado por um “sniper” de Israel em 15/5/2014
A morte de três adolescentes israelenses, dois dos quais menores de idade, sequestrados em junho na Cisjordânia ocupada, foi talvez revanche pela matança de crianças palestinas. Mas, com todas as depredações da ocupação opressiva, serviu como pretexto – primeiro e sobretudo – para quebrar a delicada unidade na Cisjordânia; mas, também, para implementar o velho sonho israelense de varrer de Gaza o Hamás, para que o gueto fosse, outra vez, calado.

Desde 1994, mesmo antes de o Hamás chegar ao poder pelas urnas na Faixa de Gaza, a conformação geopolítica especialíssima da Faixa já deixava claro que qualquer ação de castigo coletivo – como essa ao qual o mundo assiste hoje – seria sempre e fatalmente operação de destruição e matança massivas. Em outras palavras: seria ação de genocídio continuado.

Esse reconhecimento jamais inibiu os generais israelenses, que dão ordens para bombardear (por terra, mar e ar) populações de civis. Reduzir o número de palestinos vivos sobre a Palestina histórica ainda é o ideal sionista. Em Gaza, a implementação desse ideal assume sua forma mais desumana.

timing especial dessa onda é determinado, como em outras ondas passadas, por considerações de oportunidade. A agitação social que se viu em 2011 em Israel ainda fermenta; já há algum tempo ouvem-se clamores, na sociedade de Israel, para que se façam cortes nos gastos militares e desloque-se o dinheiro consumido no super inflado orçamento da “defesa”, para serviços sociais. O exército declarou que a ideia equivaleria a suicídio.

E nada há, como uma operação militar, para calar qualquer voz que exija que o governo reduza despesas militares.

Outra vez, veem-se também agora vários traços sempre presentes nesse genocídio cumulativo. A maioria dos judeus israelenses apoiam o massacre de civis na Faixa de Gaza, sem que se ouça qualquer voz significativa de dissenso. Em Telavive, os poucos que se atreveram a manifestar-se contra a matança de civis na Palestina foram espancados por gangues armadas com porretes e correntes, enquanto a Polícia manteve-se à distância, assistindo.

A universidade, como sempre, também se incorpora à máquina de matar. Uma prestigiosa universidade privada, o Centro Interdisciplinar Herzliyamontou um quarteirão civil no qual os alunos, voluntariamente, trabalham na campanha internacional a favor de Israel.

Campanha de Solidariedade à Palestina
A imprensa-empresa, sempre leal aos sionistas, já recrutada, esconde qualquer imagem real da catástrofe humana que Israel gera e amplia na Palestina Ocupada, e só faz ‘informar’ ao seu público cativo dentro de Israel que, dessa vez, “a opinião pública mundial nos compreende e nos apoia”.

É “informação” correta, só na medida em que as elites políticas ocidentais continuam a garantir ao “estado judeu” a velha imunidade. Mas a imprensa-empresa sempre fracassa no que tenha a ver a garantir a Israel o nível de legitimidade com que sonha, para encobrir completamente suas políticas criminosas.

As exceções infalíveis são a imprensa francesa, sobretudo o canal France 24, e aBBC, que jamais se cansam de papaguear desavergonhadamente a propaganda israelense.

Nem chega a surpreender, porque os grupos de lobby pró-Israel continuam a trabalhar incansavelmente para promover a causa sionista na França, no resto da Europa e, claro, também nos EUA.

O caminho adiante

Seja queimar vivo um jovem palestino de Jerusalém, ou assassinar a tiros dois outros por desfastio em Beitunia, ou matar famílias inteiras em Gaza, todos esses atos só são possíveis (e repetidamente possíveis!) se a vítima tiver sido previamente desumanizada.

Concedo que, por todo o Oriente Médio, veem-se hoje casos horrendos em que a desumanização das vítimas gera desgraças como as que Israel promove em Gaza. Mas há uma diferença crucial entre aqueles casos e a brutalidade israelense: os demais assassinatos bárbaros em todo o Oriente são condenados, por bárbaros e desumanos, em todo o mundo. Mas os assassinatos bárbaros e desumanos cometidos por israelenses ainda são elogiados, publicamente autorizados e aprovados até pelo presidente dos EUA, por líderes da União Europeia e por outros amigos de Israel em todo o mundo.

Palestinos carregam o corpo de Muhammad Abu Khudair, 16 anos, sequestrado e queimado até a morte por judeus nazissionistas em Jerusalém na manhã de 4/7/2014 
A única chance de sucesso, na luta contra o sionismo na Palestina advirá de compromisso com uma agenda de direitos civis e humanos que não invente diferenças entre ‘categorias’ de violações e de violadores; que não inverta os papeis, entre vítimas e criminosos.

Todos os que cometem atrocidades no mundo árabe contra minorias oprimidas e comunidades desamparadas – assim como os israelenses que hoje assassinam palestinos – têm de ser julgados pelos mesmos padrões morais e éticos. Todos são criminosos de guerra. A diferença é que, no caso da Palestina, os criminosos de guerra estão em ação, sem parar, há mais tempo que qualquer outro criminoso, em qualquer outra guerra.

Absolutamente não importa a identidade religiosa do povo que mata em nome da própria religião que diz respeitar. Chamem-se eles mesmos jihadistas, judeusistas ou sionistas, todos têm de ser julgados pelos mesmos padrões morais.

Um mundo que consiga parar de servir-se de duplos padrões nos negócios com Israel será mundo muito mais efetivo na resposta que dará a crimes de guerra em qualquer parte do mundo.

Pôr fim ao genocídio por etapas em Gaza; restituir direitos humanos e civis básicos aos palestinos, vivam onde viverem – inclusive restituir-lhes o direito de retorno – é a única via possível para abrir novas vias para uma intervenção internacional produtiva no Oriente Médio como um todo.

[*] Ilan Pappé (nasceu em Haifa em 1954) é um historiador judeu israelense, professor de História na Universidade de Exeter, no Reino Unido. Foi docente em Ciências Políticas em sua cidade natal, na Universidade de Haifa (1984-2007). Pappé faz uma análise profunda sobre os acontecimentos de 1948 (criação do Estado de Israel) e seus antecedentes. Em particular, ele defende em seu livro mais importante, Ethnic Cleansing in Palestine [A limpeza étnica na Palestina], que houve uma limpeza étnica, ou seja, a expulsão deliberada da população civil árabe da Palestina - operada pela Haganah, pelo Irgun e outras milícias sionistas, que formariam a base do Tzahal - segundo um plano elaborado bem antes de 1948. Pappé considera a criação de Israel como a principal razão para a instabilidade e a impossibilidade de paz no Oriente Médio. Segundo ele, o sionismo tem sido historicamente mais perigoso do que o islamismo extremista. Ao longo dos anos 2000, Ilan Pappé notabilizou-se por várias polêmicas, notadamente a controvérsia do massacre de Tantura, e por seu apelo ao boicote internacional às universidades israelenses, o que o levou a entrar em conflito com seus colegas da Universidade de Haifa, particulamente com Yoav Gelber. Ilan Pappé e Benny Morris, um outro historiador, divergiram frontalmente quanto à análise dos eventos de 1948 e quanto à atribuição de responsabilidades no conflito israelo-palestino .

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/07/israel-prossegue-o-genocidio-por-etapas.html

DOMINGO O RIO FOI PARA AS RUAS EM SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA E AOS PRESOS POLÍTICOS DO BRASIL





Do Brasil lhe desejamos força e declaramos nossa solidariedade a todos os Palestinos que tiveram suas casas e vidas destruídas pelo Estado de Israel. Lhe dedicamos não apenas este dia, mas todos os dias de luta contra toda opressão e violência. Avante companheiros!   Willian Alexandre  



DOMINGO O RIO FOI PARA AS RUAS EM SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA E 
AOS PRESOS POLÍTICOS DO BRASIL


No dia da final da copa, o Comitê de Solidariedade à luta do povo palestino do RJ junto com  os movimentos sociais e partidos políticos  se concentraram na Afonso Penna  , de onde sairam em  passeata para a Praça Sans Pena.



Apesar da falta do carro de som, (não foi permitido), e do enorme aparato policial, os manifestantes demonstraram muita garra e força durante o trajeto, recebendo da população muitas manifestação de solidariedade com o povo palestino que sofre as barbaridades da agressão milita, sem contar sequer com um exército que possa defende-los de tal monstruosidade sionista. 



O vídeo acima é uma homenagem do militante e professor Willian à heroica luta do povo palestino e de todos os árabes contra as agressões sionista e imperialista.



Comitê de Solidariedade à Luta do Povo palestino RJ 

Dados oficiais da ONU sobre os danos causados por Israel na Faixa de Gaza

Dados oficiais da ONU sobre a crise no território palestino da Faixa de Gaza frente aos ataques militares israelenses desde o dia 7 de julho:



 -1,8 milhão de pessoas afetadas pelo ataque

- 5.600 pessoas (940 famílias) deslocadas pelo conflito

- 16.000 pessoas abrigadas nas escolas da UNRWA (Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina)

- 60.000 pessoas com necessidades alimentares emergenciais

- 400.000 pessoas sem eletricidade

- 75% da cidade de Gaza sem eletricidade

- 395.000 pessoas afetadas pelos danos causados às instalações de fornecimento de água

- 1/3 da população, cerca de 600.000 pessoas, com acesso restrito a água potável

- 168 pessoas mortas, sendo ao menos 133 civis, dentre os quais 36 crianças

- 1.140 pessoas feridas, dentre as quais 296 crianças e 233 mulheres

- 25.300 crianças necessitando de atendimento psicológico, devido ao trauma vivenciado pelos ataques

- 8 unidades de saúde e 4 ambulâncias danificadas; 1 médico morto e outros 19 agentes de saúde feridos

- 36 escolas danificadas

- 66 escolas consideradas suscetíveis a danos

- 940 unidades residencias destruídas

- 2.500 casas danificadas

- 32 barcos pesqueiros incendiados, destruídos ou danificados e cerca de 1.000 redes de pesca queimados

- 3.600 pescadores estão há 7 dias sem acesso ao mar

- Número ainda não especificado de agricultores sem acesso a terra e relatos de perdas importantes, como morte de animais

- Mais de 700 ataques aéreos, mais de 1.100 mísseis israelenses disparados contra a Faixa de Gaza, mais de 100 disparos de tanques de guerra e cerca de 330 bombardeios navais (dados do dia 11, sem atualização desde então)

- Aproximadamente 100 bombas não estouradas (e que ainda podem explodir) foram encontradas


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Em Gaza, palestinos não celebram Copa do Mundo por Latuff



Israelenses assistem e aplaudem ataque noturno a Gaza no “cinema de Sderot”



Israelenses levaram cadeiras para assistir às “últimas novidades de Gaza” e bateram
 palmas quando explosões foram ouvidas, conta jornalista.
 Maioria das vítimas é de civis inocentes

O jornalista Allan Sorenson, correspondente do jornal dinamarquês Kristeligt Dagblad,
 postou em seu Twitter na noite de quarta-feira, segundo dia dos ataques de Israel contra 
a Faixa de Gaza, uma foto em que mostra israelenses assistindo e celebrando o bombardeio
 noturno à região.

À jornalista Sahar Habib Ghazi, do Global Voice, Sorenson confirmou a veracidade da imagem. Em seu post, ele afirma que “israelenses levaram cadeiras para uma colina em Sderot para assistir às últimas novidades de Gaza” e “bateram palmas quando explosões foram ouvidas”.

O morador de Sderot, Kogan Baruch, afirmou ao site da emissora alemã Deutsche Welle que é “o governo do Hamas” que está atacando. “No momento, não tenho sentimento algum pelos que vivem na Faixa de Gaza. Se quiserem fazer alguma coisa e viver em paz, precisam mudar o próprio governo”, disse.

Irã censura o silencio do Ocidente frente à matança dos palestinos



O chefe do Gabinete do Líder da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khamenei, questionou o silêncio da comunidade internacional sobre o assassinato do povo palestino pelo regime israelense.

"Como sempre, o Ocidente e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas vem mantendo silêncio sobre os crimes do regime de Israel contra o povo palestino", disse neste domingo o aiatolá Mohamad Golpaygani.

Através deste silêncio, o Ocidente afia a espada do regime de Tel Aviv.

Referindo-se à morte de muçulmanos no Iraque, especificou que o partido Baath-takfiri Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL ou Daesh em árabe) é uma corrente parcial e anti-intelectual, que considera a matança de muçulmanos como a sua maior diversão.

Desde 8 de julho, data em que o regime de Tel Aviv começou a atacar a Faixa de Gaza, foram lançados mais de 1300 mísseis, em que 166 palestinos foram mortos e deixou mais de 1.100 feridos, segundo fontes médicas a maioria das vítimas é civil.

Perante esta situação, várias organizações de direitos humanos, os indivíduos e países, incluindo Irã, Egito, Jordânia, Marrocos, Iêmen, Kuwait, Síria e Turquia têm condenado esta ofensiva e expressaram solidariedade com os palestinos.

No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu parece não ter intenção de acabar com a ofensiva, o que obrigou milhares de palestinos ao abandono das suas casas.

Valter Xéu, da redação do Irã News com informações da Hispan TV

sábado, 12 de julho de 2014

E a festa continua...

 por Natalie Mistral, guerrilheira das FARC-EP
Com todo respeito aos milhões de torcedores que investiram toda sua paixão na grande festa do mundial de futebol, não posso ficar calada vendo o que acontece em nosso planeta, no exato momento em que a grande maioria dos povos foca sua atenção no Brasil. Não acredito surpreender ninguém, e minha intenção não é chocar os apaixonados, recordando Eduardo Galeano, quando afirma que o futebol é o novo ópio do povo, ou melhor, a arena onde os gladiadores do século XXI apaziguam os anseios de justiça social da plebe mundial. 

O Estado israelense não poderia ter escolhido melhor momento para levar a cabo sua mais recente invasão à Faixa de Gaza. Na verdade, a quem interessa os palestinos esmagados sob as bombas invasoras, quando estamos, ao fim, para coroar o vencedor da disputa mundial mais midiatizada? O mundo retém sua respiração antes da próxima batalha esportiva e nada poderá desviar sua atenção.
Este novo ataque à Palestina não é uma surpresa. Não podemos, pois, esquecer que a Faixa de Gaza é um território cercado permanentemente e sob a constante ameaça. Este minúsculo pedaço de terra é quase tudo o que resta da Palestina, que acolheu os judeus que fugiam de outro holocausto, o perpetrado pela Alemanha nazista nos anos da Segundo Guerra Mundial. Alemanha que se prepara para ganhar a tão esperada partida final. 
E o mundo está olhando para outro lado, enquanto se leva a cabo a fase final de um plano de aniquilação do povo palestino. Um genocídio friamente calculado. Não me estenderei mais em comparativos históricos, tristemente válidos, ainda que queira entender como um Estado nascido de similar horror pode, com tal frieza, reproduzir uma violência de que, há pouco mais de meio século, seu povo padecia. 
Israel detém um terrível recorde de violações aos direitos humanos. Todos os organismos internacionais possuem pesados e bem documentados dossiês sobre massacres, torturas e desaparecimentos, cujos alvos principais são crianças e jovens, o que reforça a ideia de uma vontade real de desaparecer com a população palestina. No entanto, Israel parece realmente intocável. Então, apenas ficam os povos solidários; protestar, gritar, marchar… nada tem sido suficiente... 
Porém, o Estado de Israel não é o único a aproveitar a embriaguez coletiva. A Ucrânia também foi palco de uma sangrenta ofensiva do governo nacionalista de Kiev contra os territórios rebeldes, que teve como resultado a morte de 500 civis e mais de 1500 feridos, em sua primeira fase.
E aqui, na Colômbia, o exército aproveitou semelhante oportunidade para levar a cabo bombardeios indiscriminados, detenções arbitrárias e execuções de civis em Catatumbo e em Meta. Os habitantes de San José de Aparato acabam de denunciar práticas similares, sem contar as denúncias de ataques paramilitares sobre populações rurais, em muitas regiões do país. E o Gooool!!! impede escutar os gritos de dor das vítimas, como impede também de ouvir as vozes dos homens e mulheres que, neste momento, estão se preparando para abordar em todo o país o difícil tema da verdade sobre o conflito colombiano.
Quase ninguém faz nada e, assim, sonhando acordada, me ponho a pensar que existe um pequeno grupo de indivíduos que teria o poder de pressionar os povos e os estados. Dois times que podem concentrar e redirecionar a grande energia popular para uma urgente solidariedade. Seguindo o exemplo dos jogadores argelinos que deram seus prêmios de participação no mundial às crianças da Faixa de Gaza, que bom seria que os jogadores das seleções da Alemanha e Argentina possam, como um gesto humanitário, negar-se a jogar a tão esperada final mundial e, em troca, ir para as ruas e exigir a retiradas das tropas israelenses da Faixa de Gaza.
Esta ideia pode soar louca, mas me surge como um recurso ante a passividade da chamada comunidade internacional. Estou certa da força que nós, o povo, podemos exercer, se usarmos o poder de coesão e decisão com que apoiamos nossas seleções, para o bem da humanidade. A solidariedade pode ser a chave que desperta a consciência.

Fonte: http://resistencia-colombia.org/index.php/mb/opiniones/3578-y-la-fiesta-continua

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

É HORA DA SOLIDARIEDADE ATIVA! VENHA COM A CAMISA DA PALESTINA E TRAGA SUA BANDEIRA!


DOMINGO É DIA DE SOLIDARIEDADE COM A PALESTINA

NA FINAL DA COPA: SOLIDARIEDADE DOS BRASILEIROS COM A PALESTINA OCUPADA!


Manifestação neste  Domingo (13/07/2014)
Concentração a partir das 10 horas na 
Praça Afonso Pena

Traga sua bandeira da Palestina, vista sua camisa, faça seus cartazes de denúncia do GENOCÍDIO contra um povo inteiro.

É hora da solidariedade com a luta do povo palestino!


COMITÊ DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO - RJ
(ajude a ampliar essa convocação de solidariedade, passe para seus contatos)


E  se tudo que tivesse fosse um estilingue para defender sua vida?



MARADONA : ESTOU A DISPOSIÇÃO DA PALESTINA


O que pretende o sionismo? Ocupar metro a metro a terra, a casa, a vida dos palestinos, como um vírus!