Comitê de solidariedade a luta do povo palestino - RJ, Comitê catarinense de solidariedade ao povo palestino
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Dividindo o Iraque: Uma estratégia do sionismo
Mike Whitney*
06.Jul.1
O plano de divisão do Iraque foi formulado em Israel há mais de três décadas. Os EUA dirigem hoje a sua execução, se a puderem levar a cabo. Mas tal divisão nem sequer serve os interesses dos EUA.
Não é já plausível argumentar que ISIS (ou EI- Grupo terrorista Estado Islamico) foi o resultado de erros dos EUA cometidos inadvertidamente. Faz parte evidente de uma estratégia estado-unidense para romper a aliança Irão-Iraque-Síria-Hezbollah. Agora, quando pode verificar-se que essa estratégia constitua um fracasso total e possa acabar por ser um tiro pela culatra, não nos confundamos: ISIS ou EIL é a estratégia.”
- Lysander, Comments line, Moon of Alabama
“O imperialismo estado-unidense foi o principal instigador do sectarismo na região, da sua estratégia de dividir e conquistar na guerra e ocupação no Iraque, do fomento da guerra civil sectária para derrubar Assad na Síria. O seu cínico apoio aos insurgentes islamitas sunitas na Síria enquanto apoiava um regime sectário shiíta do outro lado da fronteira, no Iraque, para reprimir essas mesmas forças, conduziu todo Médio Oriente ao que na segunda-feira um painel das Nações Unidas sobre a Síria considerou aproximar-se do “culminar de uma guerra regional”.
- Bill Van Auken, Obama orders nearly 300 US troops to Iraq, World Socialist Web Site
Barack Obama está a chantagear Nuri al-Maliki, retendo o apoio militar até que o Primeiro-ministro iraquiano aceite renunciar. Por outras palavras, estamos a meio caminho de outra operação de mudança de regime iniciada por Washington. O que é diferente nesta operação é o fato de Obama estar a utilizar um pequeno exército de terroristas jihadistas – que já chegaram a cerca de oitenta milhas de Bagdad – para apontar a pistola contra a cabeça de Maliki. Não é surpreendente que Maliki se tenha negado a cooperar, o que significa que a crescentemente tensa situação poderia explodir numa guerra civil.
O Guardian formula uma antecipação num artigo adequadamente intitulado “O Iraque de Maliki: Não me irei embora como condição para o ataque dos EUA contra combatentes do ISIS.”
“Um porta-voz do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, disse que ele não renunciará como condição para ataques aéreos dos EUA contra os combatentes sunítas que realizaram uma avançada relâmpago através do país.”
O ministro dos negócios estrangeiros do Iraque, Hoshyar Zebari, fez na quarta-feira um apelo público na televisão al-Arabiya a que os EUA desencadeiem ataques, mas Barack Obama foi pressionado por altos responsáveis políticos estado-unidenses no sentido de persuadir Maliki… a que renuncie perante o que consideram uma liderança falhada face a uma insurgência…
A Casa Branca não pediu a saída de Maliki mas o seu porta-voz Jay Carney disse que caso o Iraque seja dirigido por Maliki ou por um sucessor seu, “tentaremos sublinhar de forma veemente perante esse dirigente a absoluta necessidade de rejeitar um governo sectário”.
Obviamente, a Casa Branca não pode dizer diretamente a al Maliki que se vá embora, uma vez que tal afetaria a sua credibilidade como propugnadora da democracia. Mas o problema existe definitivamente e o plano da administração de remover al Maliki está em vias de execução. Leia-se esta passagem do Wall Street Journal:
“Um número crescente de legisladores estado-unidenses e aliados árabes, em particular a Arabia Saudita e os Emiratos Árabes Unidos, estão a pressionar a Casa Branca para que retire o seu apoio ao senhor Maliki. Alguns deles pressionam uma mudança caso venha a ser disponibilizada ajuda à estabilização do Iraque, dizem diplomatas estado-unidenses e árabes.” (U.S. Signals Iraq’s Maliki Should Go, Wall Street Journal)
Atenção à última frase: “Alguns deles pressionam uma mudança caso venha a ser disponibilizada ajuda à estabilização do Iraque, dizem diplomatas estado-unidenses e árabes.” Na minha opinião soa fortemente a chantagem.
É a essência do que está sucedendo nos bastidores. Barack Obama e os seus lugares tenentes estão a torcer o braço de al Maliki para o forçar a abandonar o seu cargo. Disso tratou a conferência de imprensa de quinta-feira. Obama identificou o grupo chamado ISIS como terroristas, reconheceu que significam um grave perigo para o governo, e logo opinou despreocupadamente que não moverá um dedo para ajudar. ¿Por quê? ¿Por que está Obama tão ansioso em bombardear presumíveis terroristas no Iémen, Paquistão e Afeganistão e, entretanto, não está disposto a fazer o mesmo en Iraque? ¿Poderá suceder que Obama não esteja realmente comprometido com o combate contra terroristas, que a treta do terror seja apenas uma folha de parra para planos muito mais grandiosos, como a dominação global?
Por certo, assim é. Em todo o caso, é fácil ver que Obama não vai ajudar al Maliki se isso interferir com os objetivos estratégicos mais amplos de Washington. E, atualmente, esses objetivos são livrar-se de al Maliki, que está “demasiado ligado” a Teerã, e que se negou a assinar o Acordo do Status de Forças (SOFA) em 2011, que teria permitido que os EUA deixassem 30.000 soldados no Iraque.
A rejeição do SOFA selou efectivamente a sorte de Maliki e converteu-o em inimigo dos EUA. Era apenas uma questão de tempo até que Washington tomasse mediadas para o retirar do seu posto. O que segue é uma passagem da conferência de imprensa de Obama na quinta-feira que ilustra como estas coisas funcionam:
Obama: “A chave para a Síria e o Iraque vai a ser uma combinação do que suceda dentro do país, trabalhando com a oposição moderada síria, trabalhando com um governo iraquiano que seja inclusivo, e que fixemos uma plataforma de contra terrorismo mais efetiva que faça com que todos os países na região naveguem na mesma direção. Em lugar de tratar de dar um abanão no topo de cada vez que essas organizações terroristas possam aparecer, o que temos que fazer é ser capazes de criar associações efetivas.”
¿Que significa isto em linguagem que todos possamos compreender?
Significa que “ou estás com a equipe ou estás fora da equipe”. Se estás na equipe dos EUA gozarás dos benefícios da “associação” o que significa que os EUA ajudarão a defender-te contra os grupos terroristas que arma, financia, e apoa na logística. (Através dos seus aliados del Golfo). Se estás “fora da equipe” – como parece estar o senhor Al Maliki, Washington assobiará para o lado enquanto hordas de malignos canalhas arrancam as cabeças dos teus soldados, queimam totalmente as tuas cidades, e reduzem o teu país a uma anarquia ingovernável. Portanto, há que escolher. Ou participas no jogo e obedeces às ordens e “ninguém é prejudicado”, ou ficas sozinho e enfrentas as consequências.
¿Capisce? Obama está dirigindo um grupo extorsionista de proteção exatamente como um artista mafioso barato da chantagem de bairro. E não estou a falar metaforicamente. É como o assunto funciona realmente. O presidente dos EUA está a ameaçar um dirigente democraticamente eleito – que, a propósito, foi cuidadosamente escolhido e aprovado pelo governo de Bush – porque se verificou não ser suficientemente servil em se submeter às suas exigências.
Portanto, agora vão substituí-lo por outro sequaz corrupto como Chalabi. Assim é, o safado Ahmed Chalabi voltou a sair da sua teia de aranha e trata de tomar o lugar de al Maliki. O seguinte, é do New York Times:
“Funcionários iraquianos disseram na quinta-feira que dirigentes políticos iniciaram intensas manobras para substituir o Primeiro-ministro Nuri Kamal al-Maliki e criar um governo que supere as crescentes divisões sectárias e étnicas do país, motivados pelo que qualificam de encorajadoras reuniões com funcionários estado-unidenses que manifestam apoio a uma mudança de dirigentes…
Os nomes mencionados até agora – Adel Abdul Mahdi, Ahmed Chalabi e Bayan Jaber – são dos agrupamentos xiitas, que detêm a maior parte do total de lugares no Parlamento.” (With Nod From U.S., Iraqis Seek New Leader, New York Times)
¿Recordais Chalabi? O favorito dos neoconservadores, Chalabi. O sujeito que – como assinala o Business Insider – “foi um personagem central na decisão dos EUA de remover o ditador iraquiano há mais de uma década” e “quem ajudou a que a Lei de Libertação do Iraque fosse aprovada pelo Congresso em 1998, uma lei que converteu a mudança de regime em Bagda de em política oficial dos EUA”.
“Chalabi afirmou que Sadam representava uma ameaça iminente para os EUA e que possuía e desenvolvia um arsenal de armas de destruição massiva, (o que) se converteu no ponto de vista da comunidade de inteligência e eventualmente da maioria do congresso dos EUA. Nos primeiros quatro anos do governo de Bush, o INC de Chalabi recebeu 39 milhões de dólares do governo dos EUA.” (Business Insider)
É impossível inventar algo semelhante.
Portanto, o estimado Chalabi encontra-se na lista de candidatos preferidos para tomar o posto de Maliki. Formidável. Isso apenas ilustra o nível da opinião no que diz respeito à Casa Branca de Obama. Não sei como poderá alguém seguir objetivamente estes acontecimentos e não concluir que são os neoconservadores quem estão a tomar as decisões. Certamente que o estão fazendo. Chalabi é “o seu homem”. De facto, os objectivos que o governo persegue nem sequer tomam em consideração os interesses dos EUA.
Tende paciência comigo por um minuto: Suponhamos que temos razão ao crer que o governo fixou os seus pontos de vista em quatro objetivos estratégicos principais no Iraque:
1– Remover al Maliki
2– Obter direitos para bases através de um novo Acordo de Status de Forças (SOFA)
3– Reduzir a influência do Irã na região
4– Dividir o país
¿Como beneficiam os EUA com estes objectivos?
Os EUA têm numerosas bases e instalações militares no Médio Oriente. Não ganham nada em ter mais uma no Iraque. O mesmo se pode dizer de remover al Maliki. Não se pode prever como resultará algo de semelhante. Talvez bem, talvez mal. É impossível de prever. Poderia ser uma dupla, ¿quem sabe? Mas uma coisa é segura: reduzirá ainda mais a confiança nos EUA enquanto sério apoio da democracia. Ninguém vai continuar a acreditar nessa fábula. (Al Maliki acaba de ganhar a mais recente eleição.)
Quanto a “reduzir a influência do Irã na região”. Isso nem sequer faz sentido. Foram os EUA quem removeu os baasistas sunítas do poder e os substituiram deliberadamente por membros da comunidade xiita. Como temos mostrado em artigos anteriores, a transferência do poder de sunítas para xiitas foi uma parte crucial da estratégia original da ocupação, que foi claramente descabelada desde o primeiro momento. Foi como se os britânicos invadissem os EUA e decidissem substituir políticos de carreira e burocratas de Washington por empregados desqualificados do sector de serviços dos bairros de Los Angeles.
¿Faz sentido?
Os resultados foram um desastre, como alguém com meio cérebro poderia ter predito. Porque o plano era idiota. Nenhum império operou dessa maneira. Está claro que iria surgir uma aliança tácita entre Bagda e Teerã. ¡A estratégia dos EUA tornou inevitável essa aliança! O Iraque não se movia na direção do Irã. É um disparate. Washington empurrou o Iraque para os braços do Irã. Todos o sabem.
Portanto, ¿agora o quê? ¿Portanto agora a equipa de Obama quer “refazer as coisas”? ¿É disso que se trata?
Na história não se refazem as coisas. A guerra sectária que os EUA iniciaram e promoveram com a sua virulenta estratégia de contra-insurgência – que incluiu a massiva limpeza étnica de sunítas en Bagda após a enganosa “vaga de fundo” - mudou para sempre a contextura do país. Não há volta atrás. O feito, feito está. Bagda é xiita e continuará sendo xiita. E isso significa que haverá uma certa conexão com Teherã. Portanto, se a gente de Obama se propõe reduzir a influência do Irã, provavelmente estarão pensando em outra cosa. E ESTÃO pensando em outra coisa.
Querem dividir o país segundo um plano israelita que foi formulado há mais de três décadas. O plano foi a ideia genial de Oded Yinon, que via o Irã como uma seria ameaça para as aspirações hegemônicas de Israel e que portanto concebeu um plano para remediar o problema. O que segue é uma recomendação da obra primordial de Yinon intitulada “Uma estratégia para Israel nos anos oitenta”, que é o guia que será utilizado para dividir o Iraque:
“O Iraque, rico em petróleo por um lado e dividido interiormente por outro, é um candidato garantido para os objetivos de Israel. A sua dissolução é ainda mais importante para nós que a da Síria. O Iraque é mais forte que a Síria. A curto prazo, o poder iraquiano constitui a maior ameaça para Israel. Uma guerra Irã-Iraque dilacerará o Iraque e causará a sua queda interna inclusivamente antes de que possa organizar uma lucha numa frente ampla contra nós. Todo o tipo de confrontação inter-árabe nos ajudará a curto prazo e encurtará o caminho no sentido do objetivo mais importante de dividir o Iraque em seitas, tal como na Síria e no Líbano. No Iraque, é possível uma divisão em províncias segundo linhas étnicas/religiosas como na Síria durante a época otomana. Portanto três (ou mais) Estados existirão à volta das três principais cidades: Bassorá, Bagda e Mossul, e áreas shiitas no sul se separarão do norte sunita e curdo. É possível que o atual enfrentamento irano-iraquiano aprofunde esta polarização.” (A Strategy for Israel in the Nineteen Eighties, Oded Yinon, monabaker.com)
Repitamos “Todo o tipo de confrontação inter-árabe nos ajudará a curto prazo e encurtará o caminho no sentido do objetivo mais importante de dividir o Iraque em seitas, tal como na Síria e no Líbano”.
É esse o plano. Os EUA não se beneficiam com este plano. Os EUA não se beneficiam com um Iraque fragmentado, balcanizado, fraturado. Os gigantes petroleiros já estão extraindo todo o petróleo que desejam. O petróleo iraquiano é, de novo, vendido em dólares e não em euros. O Iraque não constitui uma ameaça para a segurança nacional dos EUA. Os planificadores de guerra estado-unidenses já conseguiram o que queriam. Não há motivos para regressar e causar mais danos, reiniciar a guerra, dilacerar o país, e dividi-lo em pedaços. O único motivo para dissolver o Iraque, é Israel.
Israel não quer um Iraque unificado. Israel não quer um Iraque que se possa sustentar sobre os seus dois pés. Israel quer assegurar-se de que o Iraque nunca volte a emergir como potencia regional. E existe apenas uma forma de conseguir esse objectivo, ou seja, seguir a receita de Yinon de “uma divisão em províncias segundo linhas étnicas/religiosas como na Síria durante a época otomana.
O Guardian formula uma antecipação num artigo adequadamente intitulado “O Iraque de Maliki: Não me irei embora como condição para o ataque dos EUA contra combatentes do ISIS.”
“Um porta-voz do primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, disse que ele não renunciará como condição para ataques aéreos dos EUA contra os combatentes sunítas que realizaram uma avançada relâmpago através do país.”
O ministro dos negócios estrangeiros do Iraque, Hoshyar Zebari, fez na quarta-feira um apelo público na televisão al-Arabiya a que os EUA desencadeiem ataques, mas Barack Obama foi pressionado por altos responsáveis políticos estado-unidenses no sentido de persuadir Maliki… a que renuncie perante o que consideram uma liderança falhada face a uma insurgência…
A Casa Branca não pediu a saída de Maliki mas o seu porta-voz Jay Carney disse que caso o Iraque seja dirigido por Maliki ou por um sucessor seu, “tentaremos sublinhar de forma veemente perante esse dirigente a absoluta necessidade de rejeitar um governo sectário”.
Obviamente, a Casa Branca não pode dizer diretamente a al Maliki que se vá embora, uma vez que tal afetaria a sua credibilidade como propugnadora da democracia. Mas o problema existe definitivamente e o plano da administração de remover al Maliki está em vias de execução. Leia-se esta passagem do Wall Street Journal:
“Um número crescente de legisladores estado-unidenses e aliados árabes, em particular a Arabia Saudita e os Emiratos Árabes Unidos, estão a pressionar a Casa Branca para que retire o seu apoio ao senhor Maliki. Alguns deles pressionam uma mudança caso venha a ser disponibilizada ajuda à estabilização do Iraque, dizem diplomatas estado-unidenses e árabes.” (U.S. Signals Iraq’s Maliki Should Go, Wall Street Journal)
Atenção à última frase: “Alguns deles pressionam uma mudança caso venha a ser disponibilizada ajuda à estabilização do Iraque, dizem diplomatas estado-unidenses e árabes.” Na minha opinião soa fortemente a chantagem.
É a essência do que está sucedendo nos bastidores. Barack Obama e os seus lugares tenentes estão a torcer o braço de al Maliki para o forçar a abandonar o seu cargo. Disso tratou a conferência de imprensa de quinta-feira. Obama identificou o grupo chamado ISIS como terroristas, reconheceu que significam um grave perigo para o governo, e logo opinou despreocupadamente que não moverá um dedo para ajudar. ¿Por quê? ¿Por que está Obama tão ansioso em bombardear presumíveis terroristas no Iémen, Paquistão e Afeganistão e, entretanto, não está disposto a fazer o mesmo en Iraque? ¿Poderá suceder que Obama não esteja realmente comprometido com o combate contra terroristas, que a treta do terror seja apenas uma folha de parra para planos muito mais grandiosos, como a dominação global?
Por certo, assim é. Em todo o caso, é fácil ver que Obama não vai ajudar al Maliki se isso interferir com os objetivos estratégicos mais amplos de Washington. E, atualmente, esses objetivos são livrar-se de al Maliki, que está “demasiado ligado” a Teerã, e que se negou a assinar o Acordo do Status de Forças (SOFA) em 2011, que teria permitido que os EUA deixassem 30.000 soldados no Iraque.
A rejeição do SOFA selou efectivamente a sorte de Maliki e converteu-o em inimigo dos EUA. Era apenas uma questão de tempo até que Washington tomasse mediadas para o retirar do seu posto. O que segue é uma passagem da conferência de imprensa de Obama na quinta-feira que ilustra como estas coisas funcionam:
Obama: “A chave para a Síria e o Iraque vai a ser uma combinação do que suceda dentro do país, trabalhando com a oposição moderada síria, trabalhando com um governo iraquiano que seja inclusivo, e que fixemos uma plataforma de contra terrorismo mais efetiva que faça com que todos os países na região naveguem na mesma direção. Em lugar de tratar de dar um abanão no topo de cada vez que essas organizações terroristas possam aparecer, o que temos que fazer é ser capazes de criar associações efetivas.”
¿Que significa isto em linguagem que todos possamos compreender?
Significa que “ou estás com a equipe ou estás fora da equipe”. Se estás na equipe dos EUA gozarás dos benefícios da “associação” o que significa que os EUA ajudarão a defender-te contra os grupos terroristas que arma, financia, e apoa na logística. (Através dos seus aliados del Golfo). Se estás “fora da equipe” – como parece estar o senhor Al Maliki, Washington assobiará para o lado enquanto hordas de malignos canalhas arrancam as cabeças dos teus soldados, queimam totalmente as tuas cidades, e reduzem o teu país a uma anarquia ingovernável. Portanto, há que escolher. Ou participas no jogo e obedeces às ordens e “ninguém é prejudicado”, ou ficas sozinho e enfrentas as consequências.
¿Capisce? Obama está dirigindo um grupo extorsionista de proteção exatamente como um artista mafioso barato da chantagem de bairro. E não estou a falar metaforicamente. É como o assunto funciona realmente. O presidente dos EUA está a ameaçar um dirigente democraticamente eleito – que, a propósito, foi cuidadosamente escolhido e aprovado pelo governo de Bush – porque se verificou não ser suficientemente servil em se submeter às suas exigências.
Portanto, agora vão substituí-lo por outro sequaz corrupto como Chalabi. Assim é, o safado Ahmed Chalabi voltou a sair da sua teia de aranha e trata de tomar o lugar de al Maliki. O seguinte, é do New York Times:
“Funcionários iraquianos disseram na quinta-feira que dirigentes políticos iniciaram intensas manobras para substituir o Primeiro-ministro Nuri Kamal al-Maliki e criar um governo que supere as crescentes divisões sectárias e étnicas do país, motivados pelo que qualificam de encorajadoras reuniões com funcionários estado-unidenses que manifestam apoio a uma mudança de dirigentes…
Os nomes mencionados até agora – Adel Abdul Mahdi, Ahmed Chalabi e Bayan Jaber – são dos agrupamentos xiitas, que detêm a maior parte do total de lugares no Parlamento.” (With Nod From U.S., Iraqis Seek New Leader, New York Times)
¿Recordais Chalabi? O favorito dos neoconservadores, Chalabi. O sujeito que – como assinala o Business Insider – “foi um personagem central na decisão dos EUA de remover o ditador iraquiano há mais de uma década” e “quem ajudou a que a Lei de Libertação do Iraque fosse aprovada pelo Congresso em 1998, uma lei que converteu a mudança de regime em Bagda de em política oficial dos EUA”.
“Chalabi afirmou que Sadam representava uma ameaça iminente para os EUA e que possuía e desenvolvia um arsenal de armas de destruição massiva, (o que) se converteu no ponto de vista da comunidade de inteligência e eventualmente da maioria do congresso dos EUA. Nos primeiros quatro anos do governo de Bush, o INC de Chalabi recebeu 39 milhões de dólares do governo dos EUA.” (Business Insider)
É impossível inventar algo semelhante.
Portanto, o estimado Chalabi encontra-se na lista de candidatos preferidos para tomar o posto de Maliki. Formidável. Isso apenas ilustra o nível da opinião no que diz respeito à Casa Branca de Obama. Não sei como poderá alguém seguir objetivamente estes acontecimentos e não concluir que são os neoconservadores quem estão a tomar as decisões. Certamente que o estão fazendo. Chalabi é “o seu homem”. De facto, os objectivos que o governo persegue nem sequer tomam em consideração os interesses dos EUA.
Tende paciência comigo por um minuto: Suponhamos que temos razão ao crer que o governo fixou os seus pontos de vista em quatro objetivos estratégicos principais no Iraque:
1– Remover al Maliki
2– Obter direitos para bases através de um novo Acordo de Status de Forças (SOFA)
3– Reduzir a influência do Irã na região
4– Dividir o país
¿Como beneficiam os EUA com estes objectivos?
Os EUA têm numerosas bases e instalações militares no Médio Oriente. Não ganham nada em ter mais uma no Iraque. O mesmo se pode dizer de remover al Maliki. Não se pode prever como resultará algo de semelhante. Talvez bem, talvez mal. É impossível de prever. Poderia ser uma dupla, ¿quem sabe? Mas uma coisa é segura: reduzirá ainda mais a confiança nos EUA enquanto sério apoio da democracia. Ninguém vai continuar a acreditar nessa fábula. (Al Maliki acaba de ganhar a mais recente eleição.)
Quanto a “reduzir a influência do Irã na região”. Isso nem sequer faz sentido. Foram os EUA quem removeu os baasistas sunítas do poder e os substituiram deliberadamente por membros da comunidade xiita. Como temos mostrado em artigos anteriores, a transferência do poder de sunítas para xiitas foi uma parte crucial da estratégia original da ocupação, que foi claramente descabelada desde o primeiro momento. Foi como se os britânicos invadissem os EUA e decidissem substituir políticos de carreira e burocratas de Washington por empregados desqualificados do sector de serviços dos bairros de Los Angeles.
¿Faz sentido?
Os resultados foram um desastre, como alguém com meio cérebro poderia ter predito. Porque o plano era idiota. Nenhum império operou dessa maneira. Está claro que iria surgir uma aliança tácita entre Bagda e Teerã. ¡A estratégia dos EUA tornou inevitável essa aliança! O Iraque não se movia na direção do Irã. É um disparate. Washington empurrou o Iraque para os braços do Irã. Todos o sabem.
Portanto, ¿agora o quê? ¿Portanto agora a equipa de Obama quer “refazer as coisas”? ¿É disso que se trata?
Na história não se refazem as coisas. A guerra sectária que os EUA iniciaram e promoveram com a sua virulenta estratégia de contra-insurgência – que incluiu a massiva limpeza étnica de sunítas en Bagda após a enganosa “vaga de fundo” - mudou para sempre a contextura do país. Não há volta atrás. O feito, feito está. Bagda é xiita e continuará sendo xiita. E isso significa que haverá uma certa conexão com Teherã. Portanto, se a gente de Obama se propõe reduzir a influência do Irã, provavelmente estarão pensando em outra cosa. E ESTÃO pensando em outra coisa.
Querem dividir o país segundo um plano israelita que foi formulado há mais de três décadas. O plano foi a ideia genial de Oded Yinon, que via o Irã como uma seria ameaça para as aspirações hegemônicas de Israel e que portanto concebeu um plano para remediar o problema. O que segue é uma recomendação da obra primordial de Yinon intitulada “Uma estratégia para Israel nos anos oitenta”, que é o guia que será utilizado para dividir o Iraque:
“O Iraque, rico em petróleo por um lado e dividido interiormente por outro, é um candidato garantido para os objetivos de Israel. A sua dissolução é ainda mais importante para nós que a da Síria. O Iraque é mais forte que a Síria. A curto prazo, o poder iraquiano constitui a maior ameaça para Israel. Uma guerra Irã-Iraque dilacerará o Iraque e causará a sua queda interna inclusivamente antes de que possa organizar uma lucha numa frente ampla contra nós. Todo o tipo de confrontação inter-árabe nos ajudará a curto prazo e encurtará o caminho no sentido do objetivo mais importante de dividir o Iraque em seitas, tal como na Síria e no Líbano. No Iraque, é possível uma divisão em províncias segundo linhas étnicas/religiosas como na Síria durante a época otomana. Portanto três (ou mais) Estados existirão à volta das três principais cidades: Bassorá, Bagda e Mossul, e áreas shiitas no sul se separarão do norte sunita e curdo. É possível que o atual enfrentamento irano-iraquiano aprofunde esta polarização.” (A Strategy for Israel in the Nineteen Eighties, Oded Yinon, monabaker.com)
Repitamos “Todo o tipo de confrontação inter-árabe nos ajudará a curto prazo e encurtará o caminho no sentido do objetivo mais importante de dividir o Iraque em seitas, tal como na Síria e no Líbano”.
É esse o plano. Os EUA não se beneficiam com este plano. Os EUA não se beneficiam com um Iraque fragmentado, balcanizado, fraturado. Os gigantes petroleiros já estão extraindo todo o petróleo que desejam. O petróleo iraquiano é, de novo, vendido em dólares e não em euros. O Iraque não constitui uma ameaça para a segurança nacional dos EUA. Os planificadores de guerra estado-unidenses já conseguiram o que queriam. Não há motivos para regressar e causar mais danos, reiniciar a guerra, dilacerar o país, e dividi-lo em pedaços. O único motivo para dissolver o Iraque, é Israel.
Israel não quer um Iraque unificado. Israel não quer um Iraque que se possa sustentar sobre os seus dois pés. Israel quer assegurar-se de que o Iraque nunca volte a emergir como potencia regional. E existe apenas uma forma de conseguir esse objectivo, ou seja, seguir a receita de Yinon de “uma divisão em províncias segundo linhas étnicas/religiosas como na Síria durante a época otomana.
Portanto três (ou mais) Estados existirão em torno das três principais cidades: Bassorá, Bagdad y Mossul.”
É o projecto que o governo de Obama prossegue. Os EUA nada ganham com este plano. É tudo para Israel.
*Mike Whitney vive no Estado de Washington. Contribuiu para Hopeless: Barack Obama and the Politics of Illusion (AK Press). Hopeless também existe em edição Kindle.
Fonte: http://www.counterpunch.org/2014/06/20/its-all-for-israel/
terça-feira, 8 de julho de 2014
"O LIDER DO EI (EIIS) RECEBEU FORMAÇÃO MILITAR INTENSIVA DA MOSSAD/ISRAEL"
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El antiguo empleado de la Agencia de Seguridad Nacional de EEUU (NSA) ha revelado que los servicios de inteligencia británico y norteamericano y el Mossad han colaborado en la creación del grupo terrorista Estado Islámico (antiguo EIIS), según indica la agencia iraní Farsnews.Edward Snowden indicó que los servicios de inteligencia de tres países, a saber EEUU, Reino Unido e Israel, cooperaron juntos a fin de crear una organización terrorista que sea capaz de atraer a todos los extremistas del mundo hacia un solo lugar que les interese, dentro de una estrategia bautizada como “el Nido de los Abejorros”. Los documentos de la NSA mencionan “la reciente puesta en práctica de un viejo plan británico conocido como el “Nido de los Abejorros” ( "NINHO DOS ZANGÕES")para proteger a la entidad sionista y crear una religión fanática que incluya eslóganes islámicos y que rechace a cualquier otra religión o confesión”. Según los documentos de Snowden, “la única solución para proteger al Estado judío es crear un enemigo cerca de sus fronteras, pero dirigirlo contra los estados islámicos que se oponen a Israel.” Las filtraciones han revelado que Abu Bakr el Bagdadi, el líder del EI y autoproclamado “califa”, recibió una formación militar intensiva durante un año entero por parte del Mossad sin contar con varios cursos dirigidos a dominar el discurso de la oratoria y un curso de teología. | |
| POSTADO :http://www.almanar.com.lb/main.php |
segunda-feira, 7 de julho de 2014
ATENÇÃO : REUNIÃO ADIADA PARA 10 DE JULHO: É HORA DA SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA COM A PALESTINA
CONVOCATÓRIA PARA REUNIÃO DO COMITÊ DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO DO RJ
É HORA DA SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA COM A PALESTINA
Estamos convocando as organizações sociais e políticas, os militantes internacionalistas, simpatizantes e solidários com a causa palestina à reunião que irá organizar a nossa manifestação de solidariedade à luta deste bravo e incansável povo, que está sendo vítima da terrível e covarde ofensiva do exército de ocupação sionista.
Os palestinos contam com nossa solidariedade internacionalista. Participe!
REUNIÃO : 10 de julho de 2014
Local: Sepe - 7° andar
Hora: 18 horas
CONVOCATÓRIA PARA REUNIÃO DO COMITÊ DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO DO RJ
É HORA DA SOLIDARIEDADE INTERNACIONALISTA COM A PALESTINA
Estamos convocando as organizações sociais e políticas, os militantes internacionalistas, simpatizantes e solidários com a causa palestina à reunião que irá organizar a nossa manifestação de solidariedade à luta deste bravo e incansável povo, que está sendo vítima da terrível e covarde ofensiva do exército de ocupação sionista.
Os palestinos contam com nossa solidariedade internacionalista. Participe!
REUNIÃO : 10 de julho de 2014
Local: Sepe - 7° andar
Hora: 18 horas
A PALESTINA LUTA E RESISTE À OCUPAÇÃO SIONISTA ASSASSINA E CRIMINOSA
VEJA NAS IMAGENS:
Com dor e muita raiva , os palestinos levam o corpo do jovem que fora sequestrado por colonos judeus e queimado vivo.

- Hamas preparado nas ruas de Gaza
Em cima: Policía sionista despejando gaz de pimenta nos olhos dos manifestantes,
Em baixo: enquanto seus colegas do exército sionista prendem os palestinos.
Jul 5 2014

Adolescente palestino-norteamericano Tariq Abu khdeir golpeado por policías judíos (Addameer)
OS PALESTINOS RESISTEM E LUTAM
Uma nova intifada (lutas com pedras) contra o exército e a polícia sionista em Jerusalém.

Barenboim: Israel no tiene derecho a administrar la culpabilidad colectiva


(Fotos Yotam Ronen, Oren Ziv, Faiz Abu Rmeleh)
- Primer viernes de Ramadan, en el Checkpoint Qalandiya, , 4.7.2014Funeral del joven asesinado Mohammed Abu Khder, Shuafat, Jerusalem Este, 4.7.2014


Arrestos de manifestantes luego de la muerte del joven Mohammed Abu Khdair, Shuafat, Este Jerusalem,


Madre del joven palestino calcinado vivo.
domingo, 6 de julho de 2014
Palestinos denunciam indiferença internacional em relação aos crimes cometidos por israel
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La cancillería palestina expresó su asombro por la indiferencia internacional ante la tormenta punitiva israelí contra civiles en Cisjordania, poco antes de conocerse hoy la muerte de otros dos hombres a manos de las tropas ocupantes.
De acuerdo con cifras oficiales, cinco hombres, uno de ellos un anciano y un niño, han muerto desde el inicio de una operación de castigo masiva lanzada por Israel en Cisjordania tras la desaparición de tres colonos de uno de los asentamientos ilegales sionistas en Cisjordania El ministro de Exteriores palestino, Riyad Malki, expresó su “incredulidad por el silencio internacional sobre la actual agresión y los crímenes de Israel contra las vidas de la población y su existencia en su propia tierra.” Los asesinatos, heridas y detenciones y las incursiones y los bloqueos de las fuerzas israelíes contra la población palestina equivalen a crímenes de guerra que no sólo deben ser condenados, sino “que los depredadores deben ser responsabilizados por sus violaciones de la ley internacional.” Israel utiliza la desaparición de los tres colonos en un área que está controlada por sus tropas “como pretexto para cometer estos crímenes que evidencian la horrenda cara de los políticos y militares ocupantes”, señala el texto, difundido por la agencia WAFA. Las autoridades palestinas condenaron el supuesto rapto de los tres desaparecidos al mismo tiempo que la oleada represiva y desestimaron una declaración del primer ministro israelí, Binyamin Netanyahu, que responsabiliza al presidente Mahmoud Abbas del hecho. La oleada represiva coincidió con una huelga de hambre masiva de cerca de 200 palestinos presos en cárceles israelíes que exigen conocer los cargos que se les imputan y ser presentados ante los tribunales con asesoría jurídica. Casi 80 de los detenidos en los últimos días fueron excarcelados durante un canje en 2011, con el patrocinio del gobierno de Egipto, por un soldado israelí que permaneció cinco años en poder de una organización palestina. El castigo colectivo en Cisjordania sigue también a la ira israelí por la formación a principios de este mes de un Gobierno de unidad nacional tras la reconciliación de Al Fatah, la más numerosa de las organizaciones palestinas, y el movimiento islamista Hamas.
http://www.almanar.com.lb/main.php
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O ESTADO SIONISTA BOMBARDEIA GAZA
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El mando militar israelí anunció hoy que su aviación de guerra atacó 34 puntos en la franja de Gaza, en lo que puede preludiar una agresión similar a la de fines de 2012.Los ataques contra locaciones que Tel Aviv afirma están ligadas a Hamas, siguen al hallazgo la víspera de los restos de tres colonos de un asentamiento sionista en la Cisjordania desaparecidos desde el pasado 12 de junio que Israel asegura sin pruebas fueron secuestrados por miembros de Hamas. Un primer recuento de fuentes hospitalarias da cuenta de dos heridos. Miembros de la dirección de Hamas, el movimiento islamista palestino, advirtieron que responderán las agresiones israelíes con todos los medios a su alcance. Los pobladores de los asentamientos sionistas en la Cisjordania son notorios por sus acciones vandálicas contra propiedades y sembrados de los palestinos así como templos islámicos y cristianos. La construcción de esas comunidades, en las que residen alrededor de 500.000 israelíes, es considerada un crimen de guerra por la legislación internacional vigente. Temprano hoy, soldados israelíes mataron a balazos a un adolescente de 18 años en el campamento de Jenin, en la Cisjordania, tras volar con explosivos en la ciudad de Hebron las casas de los dos hombres que acusa de raptar a los pobladores sionistas.La destrucción de las viviendas de Marwan Qawasmeh y Amer Abu Eisheh reinicia una política punitiva que Israel empleó hasta 2005, cuando se vio obligado a suspenderla ante las protestas de la opinión pública mundial, que equiparó esa conducta a la de los nazis en la II Guerra Mundial. El incremento de los ataques de las tropas ocupantes contra la población civil provocó hoy una convocatoria urgente del gabinete palestino para una reunión que será presidida por el presidente Mahmoud Abbas según trascendidos de fuentes solventes. Un comunicado la víspera del primer ministro israelí, Binyamin Netanyahu, lleva a pensar en una agresión masiva contra la franja de Gaza similar a la de fines de 2012 durante la cual murieron 180 civiles, la mitad mujeres y niños, y más de 2.000 resultaron heridos o quedaron inválidos. La secuencia de ataques aéreos y artilleros de entonces fue detenida tras la firma de un acuerdo de cuatro puntos negociado a través del Gobierno egipcio y de la entonces secretaria de Estado norteamericana Hillary Clinton. Israel ha incumplido la mayoría de sus compromisos, entre ellos el de levantar el bloqueo a que tiene sometida a Gaza hace siete años. El jefe del gabinete de Tel Aviv insistió en la disolución del gabinete unidad nacional integrado después de la rúbrica del acuerdo de reconciliación en abril pasado entre Hamas y Al Fatah, la más numerosa de las agrupaciones que integran la Organización para la Liberación de Palestina. http://www.almanar.com.lb/spanish/adetails.php?fromval=3&cid=30&frid=23&seccatid=29&eid=65591 |
Israel destrói casas dos ativistas palestinos na Cisjordania
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Israel está reanudando su antigua política de destruir las viviendas de las familias de los miembros de organizaciones palestinas que llevan a cabo actos de resistencia contra Israel.
En este sentido, el Ejército israelí planea demoler decenas de viviendas pertenecientes a palestinos en Cisjordania. Los soldados israelíes destruyeron el martes en Hebrón las casas de Maruan Qawashmeh y Amir Abu Aisha, dos palestinos a los que las autoridades de ocupación israelíes buscan por su presunta vinculación con la muerte de tres colonos sionistas de un asentamiento de Cisjordania. Los vecinos visitaron la destruida vivienda de Abu Aisha para consolar a los miembros de la familia y maldecir a los perpetradores israelíes. “Lo que han hecho es absolutamente bárbaro. Mirad a los niños aquí”, dijo el tío de Amir, Mohammed. Antes de destruir la vivienda, los soldados rompieron las ventanas, el fregadero, los escalones de la escalera y el inodoro con martillos. Pan, azúcar y yogures fueron arrojados al suelo de la cocina. El miércoles, Israel destruyó la vivienda de un palestino identificado como Ziad Awad en la localidad palestina de Idna. Awad fue acusado de dar muerte a un policía israelí durante un enfrentamiento. El periódico israelí Haaretz informó el viernes que la residencias de varios líderes del movimiento palestino Hamas están entre las que serán destruidas. El informe señala que las casas de varios hombres liberados de las cárceles israelíes a cambio del soldado israelí Gilad Shalit en 2011 podrían ser también destruidas con bulldozers. El último plan de demoliciones está considerado como parte de la represión del movimiento de resistencia palestino por parte del régimen sionista. En febrero, la Oficina de la ONU de Coordinación de Temas Humanitarios dijo que Israel destruyó 390 viviendas palestinas en el Valle del Jordan, en Cisjordania, en 2013, lo que llevó al desplazamiento de 600 palestinos. Esto supuso el doble de demoliciones del año anterior. Los grupos pro-derechos humanos señalan que las demoliciones de viviendas son un crimen de guerra por cuanto suponen un castigo colectivo contra la población civil. Esta política está dirigida también a la apropiación de más tierras para la construcción de ilegales asentamientos judíos en tierras palestinas. El Ejército israelí ha estado destruyendo viviendas palestinas durante décadas, pero detuvo esta práctica en 2005 bajo la presión internacional. |
quinta-feira, 3 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
A VINGANÇA SIONISTA: ASSASSINAM JOVEM PALESTINO DE 16 ANOS EM JERUSALÉM, COM REQUINTE DE CRUELDADE.
Jovem de 16 anos, é sequestrado e assassinado por vingança e muitos palestinos estão sendo agredidos nas ruas de sua terra ocupada pela morte de 3 jovens de israel, em Hebron, onde fica a colonia dos judeus americanos, uma das áreas mais violentas da ocupação.

De acordo com a agência, o palestino menor de idade foi sequestrado na noite de terça, na parte oriental de Jerusalém. Conforme testemunhas oculares, ele foi forçado a subir no carro que logo foi embora. Algumas horas depois, o corpo do sequestrado foi encontrado em outra parte da cidade. Os militares israelenses acreditam que o assassinato do adolescente poderia ser um ato de vingança pela morte de três jovens israelenses.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tinha prometido que o Hamas, movimento islamita palestino, iria "pagar" pelo assassinato de três jovens israelenses na Cisjordânia.
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El antiguo empleado de la Agencia de Seguridad Nacional de EEUU (NSA) ha revelado que los servicios de inteligencia británico y norteamericano y el Mossad han colaborado en la creación del grupo terrorista Estado Islámico (antiguo EIIS), según indica la agencia iraní Farsnews.


El mando militar israelí anunció hoy que su aviación de guerra atacó 34 puntos en la franja de Gaza, en lo que puede preludiar una agresión similar a la de fines de 2012.
Temprano hoy, soldados israelíes mataron a balazos a un adolescente de 18 años en el campamento de Jenin, en la Cisjordania, tras volar con explosivos en la ciudad de Hebron las casas de los dos hombres que acusa de raptar a los pobladores sionistas.

