sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Iugoslávia, Iraque, Líbia, Síria (resistindo) e agora: Ucrânia - mais um Estado desestabilizado no contexto da disputa do capital em crise.

"O povo ucraniano, os trabalhadores, os camponeses, submetidos a um capitalismo de choque, à destruição sistemática de todas as suas conquistas sociais, aos poderes das máfias de todos os lados."



por Jean -Marie Chauvier [*]
entrevistado por Jean Pestieau 
Quais são os problemas econômicos enfrentados pelo povo ucraniano, principalmente os trabalhadores, pequenos agricultores e desempregados ?
Jean-Marie Chauvier: Desde o desmembramento da União Soviética em 1991, a Ucrânia passou de 51,4 para 45 milhões de habitantes. Esta diminuição deveu-se a uma baixa da natalidade, um aumento da mortalidade, em parte devido ao desmantelamento dos serviços de saúde. A emigração é muito forte. Cerca de 6,6 milhões de ucranianos vivem hoje no exterior. Muitas pessoas no leste da Ucrânia foram trabalhar para a Rússia, onde os salários são sensivelmente mais elevados, enquanto os do oeste são mais dirigidos para a Europa Ocidental, por exemplo, em estufas de Andaluzia ou no sector da construção em Portugal. A emigração faz entrar por ano na Ucrânia, 3 mil milhões de dólares.
Enquanto o desemprego é oficialmente de 8% na Ucrânia, uma parcela significativa da população vive abaixo da linha de pobreza: 25%, de acordo com o Governo, até 80 % de acordo com outras estimativas. A pobreza extrema, acompanhada de desnutrição é estimada entre 2 e 3 % até 16%. O salário médio é de 332 dólares por mês, um dos mais baixos da Europa. As regiões mais pobres são as áreas rurais no oeste. As ofertas de emprego são baixas e limitadas no tempo.
Os problemas mais prementes são agravados pelos riscos de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia e a implementação das medidas recomendadas pelo FMI. Existe, portanto, a perspectiva de encerramento de empresas industriais, especialmente no Leste, ou a recuperação, reestruturação e desmantelamento pelas multinacionais. No que diz respeito à terra fértil e à agricultura, está no horizonte a ruína da produção local que é atualmente assegurada pelos pequenos agricultores e sociedades por ações, herdeiros dos colcozes e com a chegada em grande das multinacionais agro-alimentares. A compra massiva de terra rica vai acelerar-se. Assim Landkom, um grupo britânico, comprou 100 mil hectares e o hedge fund russo Renaissance comprou 300 mil hectares.
Para as multinacionais há, portanto, bons nacos a apanhar: algumas indústrias, oleodutos, terra fértil, mão-de-obra qualificada.
Quais são as vantagens e desvantagens de uma aproximação com a União Europeia?
JMC: Os ucranianos – em primeiro lugar a juventude – têm o sonho da UE, a liberdade de viajar, as ilusões de conforto, bons salários, prosperidade, etc. Sonhos com os quais os governos ocidentais contam. Mas, na realidade, não é questão da adesão da Ucrânia à UE. Não é questão de livre circulação de pessoas. A UE oferece poucas coisas, apenas o desenvolvimento do comércio livre, a importação maciça de produtos ocidentais, a imposição de normas europeias nos produtos que podem ser exportados para a UE, o que levanta barreiras formidáveis para a exportação ucraniana. A Rússia, por sua vez – em caso de acordo com a UE – ameaça fechar o seu mercado a produtos ucranianos. Moscovo ofereceu compensações tais como a baixa de um terço dos preços do petróleo, uma ajuda de 15 mil milhões de dólares, a união aduaneira com ela própria, o Cazaquistão, a Arménia... Putin tem um projecto eurasiático que abrange a maior parte do antigo espaço soviético (excepto os países bálticos), fortalecendo os vínculos com um projecto de cooperação industrial com a Ucrânia, a integração de tecnologias que a Ucrânia estava realizando no tempo da URSS: aeronáutica, satélites, armamento, construção naval, etc, modernizando os complexos industriais. É, obviamente, o leste da Ucrânia que está mais interessado nesta perspectiva.
Pode explicar as diferenças regionais na Ucrânia?
JMC: Não há Estado-nação homogeneo na Ucrânia. Há contradições entre as regiões. Há diferenças históricas. A Rússia, Bielorussia e Ucrânia tiveram um berço comum: o Estado dos Eslavos Orientais (século IX a XI ), a capital Kiev, foi chamada de "Rous", "Rússia" ou "Ruthénia". Mais tarde, os seus caminhos diferenciaram-se: línguas, religiões, filiações estatais. O Oeste esteve muito tempo ligado ao Grão-Ducado da Lituânia, aos reinos polacos, ao Império Austro-Húngaro. Após a Revolução de 1917 e a Guerra Civil, nasceu a primeira formação nacional chamada " Ucrânia", co-fundadora, em 1922, da URSS. A parte ocidental anexada, em particular, pela Polônia, foi "recuperada" em 1939 e 1945, em seguida, o actual território da Ucrânia ampliou-se para a Criméia, em 1954.
O leste da Ucrânia é mais industrializado, mais operário, mais russófono, enquanto o oeste é mais rural, de língua ucraniana. O leste é Ortodoxo, ligado ao Patriarcado de Moscovo, enquanto o Ocidente é tanto católico grego ("Uniata") e ortodoxo, ligado ao Patriarcado de Kiev desde a independência em 1991. A Igreja Uniata Católica, em particular no Oeste em Galicia, tem sido tradicionalmente germanófila, muitas vezes em conflito com a Igreja Católica da Polónia. O centro da Ucrânia, com Kiev, é uma mistura de correntes Leste e Oeste. Kiev é esmagadoramente de língua russa, as suas elites são pró-oposição e intimamente ligadas aos ultra-liberais de Moscovo.
A Ucrânia é pois partilhada – histórica, cultural, politicamente – entre o Oriente e o Ocidente, e não faz nenhum sentido lançar uma contra a outra, a não ser para se colocar um cenário do início da guerra civil, o que é, provavelmente, a intenção de alguns. À força de impor a divisão, como estão a fazer os ocidentais e seus pequenos soldados no local, pode vir o tempo em que a UE e a OTAN poderão ter o seu "pedaço", mas onde também a Rússia tomará o seu! Não seria o primeiro país que se faria deliberadamente explodir. Todos devem estar cientes de que a opção europeia também será militar: a OTAN virá a seguir e em breve se vai levantar a questão da base russa em Sebastopol na Crimeia, maioritariamente da Rússia e estrategicamente crucial para a presença militar no Mar Negro. Pode-se imaginar que Moscovo não vai deixar instalar uma base dos EUA naquele lugar!
O que acha da forma como o atual conflito é apresentado em nossos meios de comunicação?
JMC: É um western! Há os "pró-europeus" bons e os maus "pró-russos". É maniqueísta, parcial, ignorante da realidade da Ucrânia. Na maioria das vezes, os jornalistas vão ter com pessoas que pensam como eles, que dizem o que os ocidentais querem ouvir, que falam Inglês e outras línguas ocidentais. E depois, há as mentiras por omissão.
Logo de inicio há uma notável ausência: o povo ucraniano, os trabalhadores, os camponeses, submetidos a um capitalismo de choque, à destruição sistemática de todas as suas conquistas sociais, aos poderes das máfias de todos os lados.
Depois, há a ocultação ou minimização de um fenômeno que é conhecido como "nacionalista" e que é, na verdade, neo-fascista ou mesmo claramente nazi. É principalmente (mas não exclusivamente), localizado no partido Svoboda, seu líder Oleg Tiagnibog e a região ocidental que corresponde à antiga "Galicia oriental" polaca. Quantas vezes tenho visto, ouvido, lido na Comunicação Social, citações do partido e seu chefe como "opositores " e sem outra qualificação?
Estamos a falar de jovens simpáticos "voluntários de auto-defesa", vindos de Lviv (Lwow, Lemberg) para Kiev, mas trata-se de comandos levados pela extrema-direita para esta região (Galicia), que é o seu bastião. Pesada é a responsabilidade daqueles – políticos, jornalistas – que jogam este jogo, a favor de tendências xenófobas, anti-Rússia, anti-semitas, racistas, celebrando a memória do colaboracionismo nazi e da Waffen SS e de que a Galicia (e não toda a Ucrânia!) foi a terra natal.
Finalmente, os meios de comunicação passam em silêncio as várias redes financiadas pelo Ocidente (EUA, UE, Alemanha) para a desestabilização do país, a intervenção direta de políticos ocidentais. Imagine-se a área neutra de Bruxelas ocupada durante dois meses por dezenas de milhares de manifestantes exigindo a renúncia do rei e do governo, atacando o Palácio Real e aclamando na tribuna ministros russos, chineses ou iranianos! Pode-se imaginar isto em Paris ou Washington? Mas é o que acontece em Kiev.
O meu espanto cresce dia a dia observando a diferença entre "as informações" emitidas pela nossa Comunicação Social e aquelas que posso colher nos meios de comunicação ucranianos e russos. As violências neonazis, as agressões anti-semitas, as tomadas de assalto das administrações regionais: nos nossos meios de comunicação, não há nada disso! Só temos um único ponto de vista: o dos opositores de Maidan (Praça de Kiev, onde os pró-europeus se reúnem (Nota do Editor). Na Comunicação Social, o resto da Ucrânia não existe!

Nacionalista ucraniano ou fascista ucraniano?





Quais são os principais atores em presença?
JMC: A oligarquia industrial e financeira, beneficiária das privatizações, é compartilhada entre a Rússia e o Ocidente. Viktor Yanukovich e seu Partido das Regiões representam os clãs (e a maior parte da população) no leste e sul. O Partido das Regiões venceu as eleições, tanto presidenciais como parlamentares, no Outono de 2013. Ele também tem bases sólidas a Oeste, na Transcarpácia (também conhecida como Ucrânia sub-carpática), uma região multiétnica que resiste ao nacionalismo. Mas a crise atual, as hesitações e fraquezas do presidente podem custar-lhe muito caro e desacreditar o seu partido...
O poder é largamente responsável pela crise social que beneficia a extrema-direita e as enganosas sereias da UE e da OTAN. O poder no terreno é impotente, de facto, e defende uma parte da oligarquia. Ele favoreceu a disseminação da corrupção e das práticas mafiosas.
Perante ele, há três partidos políticos que se baseiam especialmente no Ocidente e também no centro da Ucrânia. Batkivschina ("A Pátria"), cujo líder é Arseniy Yatsenyuk. Ele sucedeu a Yulia Tymoshenko, doente e presa. Em seguida, o partido Oudar (Partido democrático das reformas), cujo líder e fundador é o ex-boxeur Vitali Klitschko. É o querido de Angela Merkel e da UE. Os quadros do seu partido são formados pela Fundação Adenauer. Finalmente, a Svoboda ("Liberdade"), partido neo-fascista liderado por Oleg Tiagnibog.
Svoboda é um filiado direto da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN ) – fascista, sob o modelo de Mussolini – fundada em 1929 no leste da Galicia sob o domínio polaco. Com a chegada de Adolf Hitler em 1933, o contacto é feito com o slogan "vamos usar a Alemanha para avançar com as nossas reivindicações". As relações com os nazis são por vezes tumultuosas – porque Hitler não queria uma Ucrânia independente – mas todos estão firmemente unidos no seu objectivo comum de eliminar comunistas e judeus e escravizar os russos. Os fascistas ucranianos opõem a natureza "europeia" da Ucrânia à "asiática" da Rússia. Em 1939, Andriy Melnik é o chefe da OUN, com Andriy Cheptytskyi, Metropolita (Bispo, Nota do Editor) da Igreja greco-católica (Uniata) germanófila, "líder espiritual" da Galicia, passada em 1939, para o regime soviético. Em 1940, o radical Stepan Bandera cria uma dissidência: o seu OUN-b forma dois batalhões da Wehrmacht, Nachtigall e Roland, para participar na agressão pela Alemanha e seus aliados contra a União Soviética em 22 de Junho de 1941. Imediatamente cria uma onda deprogroms.
Após várias eleições, após a "Revolução Laranja" de 2004, a influência de Svoboda cresceu na Galicia e em toda a Ucrânia ocidental, inclusive nas grandes cidades, com 20 a 30% dos votos. No conjunto da Ucrânia, Svoboda tem 10 % dos votos. Svoboda é "dominado" por grupos neo-nazis ainda mais radicais do que ele.
As três formações políticas Batkivschina, Oudar e Svoboda, apoiadas pelo Ocidente, reclamam há dois meses o derrube do governo e do Presidente da República. Eles exigem novas eleições. Svoboda vai ainda mais longe, organizando um golpe de Estado localmente. Lá, onde ele governa com o seu reinado de terror, Svoboda proíbe o Partido das Regiões e o Partido Comunista da Ucrânia.
O PC da Ucrânia apela à razão há várias semanas. Ele recolheu mais de três milhões de assinaturas pedindo um referendo que deve decidir se a Ucrânia quer um acordo de associação com a UE ou uma união aduaneira com a Rússia. A situação insurrecional deve-se, não só aos três partidos da oposição, mas também ao poder, que ofereceu o país e o povo "de bandeja" aos líderes da pseudo oposição, aos grupos de extrema direita neo-nazis, às organizações nacionalistas violentas, aos políticos estrangeiros que apelam às pessoas a "radicalizar os protestos" e "lutar até ao fim". O PC destaca os problemas sociais. Ele tem a posição mais democrática entre os partidos políticos. Mas sua influência é limitada à Ucrânia oriental e meridional.
Qual o jogo das grandes potências (EUA, UE, Rússia) no confronto atual?
JMC: Zbigniew Brzezinski, influente geostratega, cidadão dos EUA de origem polaca, traçou na década de 1990, a estratégia dos EUA para controlar a Eurásia e instalar permanentemente a hegemonia do seu país, com a Ucrânia como elo essencial. Para ele, havia uns "Balcãs mundiais", de um lado a Eurásia, do outro o grande Médio Oriente. Esta estratégia deu os seus frutos na Ucrânia com a "Revolução Laranja" de 2004. Instalou uma rede tentacular de fundações norte-americanas – como Soros e a reaganiana National Endowment for Democracy (NED) – que pagam a milhares de pessoas para "fazer progredir a democracia". Em 2013-2014, a estratégia é diferente. É especialmente a Alemanha de Angela Merkel e a União Europeia que estão no comando, ajudados por políticos americanos como John McCain. Arengam às multidões na Maidan e em outros lugares com grande irresponsabilidade: para atingir facilmente a meta de fazer balançar a Ucrânia para o campo euro-atlântico, incluindo a OTAN, eles contam com os elementos mais antidemocráticos da sociedade ucraniana. Mas esse objectivo é inatingível sem partir a Ucrânia entre o Oriente e o Ocidente e com a Crimeia que se tornará a juntar á Rússia como o seu povo deseja. O parlamento da Crimeia declarou: "Nunca viveremos sob um regime fascista". E para Svoboda e os outros fascistas, esta é a vingança de 1945, que eles vivem. De qualquer forma acho que a grande maioria dos ucranianos não quer esta nova guerra civil ou a dissolução do país. Mas a sociedade está em reconstrução...
Para mais informações: Jean-Marie Chauvier, Euromaïdan ou a batalha da Ucrânia , 25/Janeiro/2014; Ucrânia: "que posição"? , 13/Dezembro/2013, publicado pela revista Política (Bruxelas) e reproduzido emwww.globalresearch.ca; OUN e a Alemanha nazi: referências, ver Le Monde Diplomatique , Agosto/2007 .
Política anti-social da oposição revelada por WikiLeaks
Viktor Pynzenyk, ex-ministro das Finanças e, agora, membro do partido da oposição Oudar, de Vitali Klitschko, em 2010 explicou ao embaixador dos EUA o que queria para a Ucrânia:
  • O aumento da idade de aposentadoria em dois anos a três anos
  • A eliminação de reforma antecipada
  • A restrição das pensões para os aposentados que trabalham
  • A triplicação do preço do gás para as famílias
  • O aumento dos preços da electricidade em 40%
  • O cancelamento da Resolução do Governo que exige o consentimento dos sindicatos para elevar os preços do gás
  • O cancelamento da disposição legal que proíbe os fornecedores municipais de cortar o fornecimento ou multar os consumidores em caso de não pagamento de serviços municipais
  • A privatização de todas as minas de carvão
  • O aumento dos preços dos transportes, o cancelamento de todos os benefícios
  • A abolição de subsídios do governo para nascimentos, refeições gratuitas e livros escolares (está escrito: "As famílias devem pagar ")
  • Cancelamento de isenções de IVA para produtos farmacêuticos
  • Aumento dos impostos sobre a gasolina e aumento de 50% nos impostos sobre veículos
  • O pagamento dos subsídios de desemprego, só após um período mínimo de seis meses de trabalho
  • O pagamento de benefícios de licença médica só a partir do terceiro dia de folga
  • O não aumento do ordenado mínimo vital (embora introduzindo opções de pagamento adicionais para os necessitados).
    Fonte: 10KYIV278 telegrama diplomático revelado pelo Wikileaks
27/Janeiro/2014
  • [*] Jornalista e ensaísta belga, especialista na Ucrânia e na antiga União Soviética. Conhece estes países e a língua russa, colabora em Le Monde Diplomatique e outros jornais e sítios da internet.
    O original encontra-se em www.ptb.be/... . Tradução de GAC.
    Esta entrevista encontra-se em http://resistir.info/

O que não te contam sobre os "rebeldes" que estão aterrorizando o povo sírio





Publicado em 30/01/2014

O vídeo mostra  como homens-bomba na Arábia Saudita são leiloados por 300.000 euros, e o perdão concedido aos  condenados que concordem ir para lutar na Síria. Além de subornos a alguns cidadãos sírios dentro do país e a entrada de arma.

Da mesma forma, o  Qatar recruta secretamente em vários países como   o Afeganistão, Paquistão, Iêmen e Chechênia, através de organizações de fachada como os locais de trabalho para estrangeiros , onde se dá os treinamentos militares  e a doutrinação ideológica antes de serem enviados para a Síria em aeronaves militares da Turquia. No Egito ,na Tunísia e naTurquia também há recrutamentos terroristas através da Irmandade Muçulmana. Brigadas inteiras de mercenários, que foram usadas na Líbia, foram integradas ao Exército Sírio Livre . Eles são apresentados com fotos, nomes e currículos.

Hoje, os terroristas mercenários vêm de mais de 83 países em 5 continentes . Recebem  armas, incluindo mísseis ar sofisticados, de fabricação ocidental , principalmente,  da Turquia , com a cumplicidade da NATO.

Eles recebem treinamentos de assessoria militar de países ocidentais.  Lembremo-nos do caso dos oficiais franceses em Baba Arm, capturados pelo Exército Árabe da Síria. 

Apesar das tentativas de suborno, houve muito poucas deserções no Exército Árabe da Síria. Enquanto a mídia as amplificava falsamente,  ocultava as deserções do mercenário exercício livre, como ficou mais claro atualmente.

O vídeo prova que o Exército Sírio Livre não é nem um exército, nem livre , nem é sírio. Sem os  mercenários estrangeiros não existe o Exército Sírio Livre. Mostra sua atual decomposição e o verdadeiro caos entre  seus distintos grupós.
O vídeo também  mostra que a diferença entre os grupos terroristas e a "oposição moderada", patrocinada pelos EUA,  não existe , nunca existiu .

Todos são alimentados com dinheiro, armas e assessoramento militar  dos EUA, Israel e da OTAN. Usados ​​para desestabilizar a Síria como foi feito no Afeganistão , na Chechênia , na Yugoslávia e na Líbia .

Estes mercenários , que são os mais baratos do mercado , foram enganados. Não só  estão condenados a servir de bucha de canhão das potências ocidentais que crêem combater (EUA e Israel). Destes, cerca de 10 mil já foram mortos, outros destes foram/são roubado seus órgãos, como já aconteceu na Turquia.

Mas outros desses mercenários,  já perceberam que por trás da Jihad estão os serviços de inteligência estrangeiros. Por outro lado a mesma coisa que aconteceu no Exército dos EUA , onde muitos soldados se recusam a ir para lutar ao lado da Al-Qaeda . As mentiras são cada vez mais evidente para todos, especialmente para o povo sírio que continua sofrendo suas consequências.


38min
Dirección: Alfredo Embid
Realizacion y narracion: Ernesto Feilberg
Musica: Aphodite's Child y Celta Cortos


Mas informacion en video en la lista de reproducción "Lo que no te cuentan sobre siria":
http://www.youtube.com/playlist?list=...

Mas información en documentos:
http://ciaramc.org/ciar/boletines/ind...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A brutalidade com o povo e as mentiras disfarçadas sob o slogan de uma "revolução síria" que iria satisfazer as aspirações do povo sírio






Geneva II – Ministro das Relações Exteriores da Síria: “Os poderes ocidentais declaram publicamente que estão lutando contra o terrorismo, conquanto o alimentando encobertamente.”
Montreux, (SANA) – A conferência internacional da Síria, Geneva 2, começou na manhã da quarta-feira com a participação da delegação oficial da Síria, dirigida pelo Deputy Premier, Ministro do Exterior e Expatriados Walid al-Moallem.

Discurso do Ministro al-Moallem  na abertura da conferência:
Senhoras e Senhores, Em nome da República Árabe da Síria – que entrou na história a mais de sete mil anos. Árabe – orgulhoso da sua firme e constante herança pan-Árabe, apesar dos deliberados atos de agressão de supostos fraternais amigos árabes. REPÚBLICA – um estado civíl que alguns, aqui nessa sala, tentaram retornar à idade média. Eu nunca estive numa posição mais difícil; a minha delegação assim como eu trazemos o peso de três anos de privações e dificuldades suportadas pelos meus companheiros e patrícios – o sangue dos nossos mártires, as lágrimas dos nossos enlutados, a angústia das famílias esperando por notícias dos seus entes queridos – sequestrados ou desaparecidos, o pranto de nossas crianças nas suas salas de aula, crianças  das quais a ternura foi alvo de mortais bombardeamentos, a esperança de toda uma geração destruída frente aos nossos olhos, a coragem dos pais que mandaram todos os seus filhos a defender o nosso país, a tristeza profunda das famílias que tiveram seus lares destruídos estando agora dispersados como refugiados.
A minha delegação e eu trazemos a esperança da nossa nação para os anos vindouros – o direito de cada criança de poder ir novamente em segurança para a escola, o direito da mulher de poder sair de casa sem medo de ser sequestrada, morta ou estuprada; o sonho da nossa juventude de realizar seu vasto potencial;  do retorno a segurança onde homens sabem que podem deixar suas famílias em segurança certas de seu retorno ao lar.
Finalmente, hoje é a hora da verdade; a verdade que muitos estiveram sistematicamente tentando enterrar abaixo de suas campanhas de desinformação, mentiras e fabricações levando as matanças e ao terror. Essa verdade que se recusa a ser enterrada, apresenta-se aqui claramente para que todos a possam ver – a delegação da República Árabe da Síria representando o povo sírio, o governo, o estado, o Exército da Síria e o Presidente – Bashar al-Assad.
Senhoras e Senhores, é deplorável que aqui conosco nessa sala, estejam representantes de países com o sangue sírio em suas mãos, países que exportaram o terrorismo assim como a clemência para os seus perpetradores, como se fosse dado por Deus a eles o direito de determinar quem irá para o paraíso e quem ao inferno. Países que estiveram impedindo fieis de visitarem seus templos assim como financiando e apoiando terroristas. Países que estiveram dando a si mesmos a autoridade de conceber ou negar a outros uma legitimidade, de maneira que se lhes parecesse mais conveniente, nunca olhando para suas arcaicas casas de vidro antes de jogarem suas pedras contra torres fortificadas. Países que desavergonhadamente vem nos ensinar  o que é a democracia em progresso e em desenvolvimento enquanto se afundando em sua própria ignorância e em suas regras e normas medievais. Países que estiveram acostumados a serem completamente possuídos por reis e príncipes com o direito soberano de distribuir a riqueza nacional garantido a mesma a seus associados conquanto a negando aos que caem fora de seus favores.
Eles vieram ensinar a Síria, um estado distinto, virtuoso e soberano o que é a honra, enquanto eles mesmos se submergem na lama da escravidão, infanticídio e outras práticas medievais. Depois de todos seus esforços e subsequentes fracassos, suas máscaras caíram de suas caras estremecidas mostrando suas ambições perversas. Um desejo de destabilizar e destruir a Síria através do exporte de seu produto nacional: O terrorismo. Eles usaram os seus petrodólares para comprar armas, recrutar mercenários e para saturar o ar  com notícias que encobrissem sua brutalidade insensata com mentiras disfarçadas abaixo do slogan de uma “Revolução Síria que iria satisfazer as aspirações do povo sírio.”
Senhoras e senhores, como poderia o que aconteceu e o que continua a acontecer e atormentar  a Síria satisfazer essas aspirações? Como poderiam terroristas chechenos, afegãs, sauditas, turcos ou mesmo franceses ou ingleses satisfazer as aspirações do povo sírio? Com o que? Um pais islâmico que se orienta através de um pervertido Wahhabismo? E quem é que foi que declarou que o povo da Síria desejaria viver muitos mil anos no passado?
Na Síria, senhoras e senhores, ventres de mulheres grávidas estão sendo atacados e seus fetos mortos; mulheres tem sido estupradas, vivas ou mortas, em práticas tão horrendas, tão vís e repulsivas que essas só poderiam ser atribuidas a uma doutrina perversa. Na Síria senhoras e senhores, homens tem sido massacrados a frente de seus próprios filhos em nome dessa revolução; o que ainda seria pior é que esses atos são cometidos enquanto crianças desses perpetradores estrangeiros na Síria dansam e cantam. Na Síria, como poderiam os chamados revolucionários canibalizar o coração de um homem declarando que estão promovendo liberdade, democracia e uma vida melhor?
Abaixo do pretexto de uma “Grande Revolução Síria,” civís, cléricos, mulheres e crianças são mortos, vítimas são indiscriminadamente mutiladas por meio de explosões nas ruas e em estabelecimentos diversos, independentemente de suas visões políticas ou ideológicas; livros e livrarias são incendiadas, túmulos são reabertos e artefatos são roubados.  Em nome dessa revolução crianças são mortas em suas escolas e estudantes em suas universidades, mulheres são vítimas de violência brutal  em  nome de uma “jihad al-nikah”, mesquitas são bombardeadas enquanto fiéis de joelhos fazem suas preces, cabeças são cortadas e penduradas nas ruas, pessoas são queimadas vivas num verdadeiro holocausto que a história e muitos países irão negar sem serem acusados de anti-Semitismo.
No nome de uma revolução “para salvar o povo oprimido da Síria do seu regime e para difundir a democracia,”  iria um chefe de família fazer explodir a si mesmo, sua mulher e seus filhos para impedir que intrusos estrangeiros entrassem em suas casas? A maioria de nós nessa sala somos pais –  eu então lhes pergunto o que iria compelir um homem a matar sua própria família para protegê-la desses monstros guerreiros da liberdade? Isso é o que está acontecendo em Adra, um lugar do qual a maioria dos senhores nunca ouviram falar, mas onde os mesmos monstros estrangeiros foram ao ataque: matando, saqueando, decapitando, massacrando e pondo fogo em pessoas vivas. Certamente que os senhores não ouviram nada a respeito dessa brutalidade, entretanto os senhores podem ter ouvido de outras localidades onde o mesmo tipo de crimes atrozes foram cometidos pelas mãos dos terroristas, que agora apontavam seus dedos ainda  ensanguentados contra o Exército Sírio e ao governo. Foi só de quando essas flagrantes mentiras já não obtinham mais nenhum crédito que eles pararam de construir essa sua teia de impostura e mentiras enganadoras.
Isso foi o que seus patrões lhes ordenaram a fazer, esses países que lançaram a guerra contra a Síria, tentando aumentar sua influência na região com subornos e dinheiro, exportando monstros humanos completamente embebidos na corrente ideológica Wahabi, tudo a custo do sangue da Síria. Dessa tribuna, alto e claramente digo que, os senhores tanto quanto eu sabemos que eles não irão parar depois da Síria, mesmo que algumas pessoas nessa sala se recusem a aceitar, achando que estão imunes a este tipo de violência.
Senhoras e senhores, tudo o que ouviram não teria sido possível se os países fronteiriços tivessem sido bons vizinhos durante esses anos desafiadores. Infelizmente eles estiveram longe disso; com facas nas costas vindo do norte, com espectadores silenciosos quanto a verdade, vindos do oeste, um sul fraco, acostumado a fazer os lances dos outros, ou o exaurido e esgotado leste, ainda cambaleante por causa das maquinações que  o ameaçam destruir-lo,  conjuntamente com a Síria.
Realmente tem-se que a miséria e a destruição que engolfou e está afundando a Síria só foi possível dada a decisão do governo de Erdogan de convidar e acomodar esses terroristas criminosos antes dos mesmos entrarem  na Síria. Está claro que tendo se esquecido do facto de que o feitiço no final pode voltar-se contra o feiticeiro, está-se agora a experimentar a amargura do colher-se o que se plantou. Isso porque terrorismo não reconhece nenhuma religião e só é fiel a si mesmo. O governo de Erdogan imprudente e temerariamente se metamorfoseou de uma política de zero-problemas com vizinhos, a uma de total zero-política exterior e diplomacia, deixando-a crucialmente com zero-credibilidade.
No entanto, continuou-se no mesmo atroz e falso caminho acreditando-se que os sonhos de Sayyid Qutb e Mohammad Abdel Wahab, antes dele, estaria finalmente se realizando. Eles infligiram estragos, pilhagens e saqueamentos. Partindo da Tunísia e indo a  Líbia, ao Egito e a Síria, determinados a realizar uma ilusão só existente em suas mentes. Apesar de se ter comprovado que isso era um fracasso, eles ainda estão determinados a perseguir o sonho. Logicamente falando, isso só poderia ser entendido como estupidez, porque se não se aprende pela história, perde-se a compreensão do presente, e a história nos diz: se a casa do seu vizinho estiver em fogo é impossível para você se manter fora de perigo.
Alguns vizinhos começaram a incendiar a Síria enquanto outros recrutavam terroristas ao redor do globo – e aqui somos confrontados com uma chocante farsa de padrões dúbios e duplos: 83 nacionalidades estão lutando na Síria – praticamente ninguém denuncia isso, praticamente ninguém a condena, praticamente ninguém reconsidera suas tomadas de posição – e ainda continuam impertinentemente a chamar isso a gloriosa Revolução Síria!  

Apesar de tudo isso, o povo sírio continuou firme e a resposta foi a de se impor sanções alimentares, cortando-se a nossa comida, nosso pão e o leite das nossas crianças. Leva-se a população a mingua, a doença e a morte abaixo da injustiça dessas sanções. Ao mesmo tempo fábricas são pilhadas e incendiadas, mutilando nossas indústrias alimentares e farmaceuticas; hospitais e centros de saúde são destruidos; nossas linhas ferroviárias e de eletricidad são sabotadas, e memo os nossos templos religiosos – cristãos como islâmicos – não se salvam desse terrorismo.
Quando tudo isso fracassou, os Estados Unidos ameaçaram bombardear a Síria, fabricando com os seus aliados, ocidentais e árabes, a história do uso de armas químicas, a qual não convenceu nem mesmo o seu público doméstico, e  muito menos ao nosso. Países que celebram a democracia, a liberdade e os direitos humanos, deploravelmente só falam na realidade a linguagem do sangue, da guerra, do colonialismo e da dominância. A democracia é imposta abaixo de fogo, a liberdade é imposta com aviões de guerra e os direitos humanos através de matanças, porque estão acostumados com um mundo que executa todos os seus desejos: se eles quiserem alguma coisa, isso acontecerá; se não quiserem, isso não acontecerá. Eles esqueceram-se, sem mais pensar, de que os perpetradores dos ataques em New York seguem a mesma doutrina,  e vem da mesma fonte, que os perpetradores que agora estão se explodindo na Síria. Eles estão descuidadosamente se esquecendo de que se trata do mesmo tipo de terroristas que ontem estiveram nos Estados Unidos e que hoje se encontram na Síria. Quem poderá saber onde se encontrarão amanhã? Entretanto, o que é certo é que isso não terminará aqui. Afeganistão seria uma boa lição para quem quisesse aprender – para qualquer um! Infelizmente a maioria não quer aprender; nem os Estados Unidos, nem nenhum dos países ocidentais ”civilizados” que seguem a sua direção, começando pela cidade da luz, e indo até o reino onde “o sol nunca se põe” – ninguém  aprendeu do passado apesar de já terem sentido o amargo sabor do terrorismo.
Tem-se depois que de repente se tornaram em “Amigos da Síria.” Quatro desses “amigos” são autocráticos, monarquias opressivas que nada sabem de um estado civil ou de democracia, enquanto outros são os mesmos poderes coloniais que ocuparam, pilharam, e dividiram a Síria a menos de cem anos atrás. Esses chamados “amigos” estão agora convocando conferências para publicamente declarar sua amizade com o povo da Síria, conquanto encobertamente facilitando as suas privações e destruindo seus meios de vida. Eles abertamente expressam escândalo a respeito da difícil situação humanitária dos sírios, enquanto enganando a comunidade internacional quanto a sua própria cumplicidade. Se estivessem realmente preocupados a respeito da situação humanitária da Síria, iriam remover o estrangulamento que fazem contra a economia, retirando suas sanções e embargos, assim como associando-se com o governo em reforçar a segurança através de lutar contra o influxo de armas e terroristas. Só assim poderíamos lhes assegurar que voltaríamos a estar tão bem como estávamos antes, sem que esses precisassem ter essas profundas preocupações com o nosso bem-estar.
Alguns dos senhores poderão estar se perguntando: Serão os estrangeiros os únicos fabricantes do que se passa na Síria? Não senhoras e senhores. Os sírios entre nós aqui, tendo sido legitimizados por agendas estrangeiras, contribuiram com seus papeis de facilitadores e realizadores. Isso eles o fizeram a custa do sangue sírio e das aspirações do povo do qual dizem representar. Eles mesmos divergiram e se dividiram inúmeras vezes enquanto os seus líderes no chão da batalha se dispersaram fugindo. Eles se venderam a Israel, transformando a si mesmos em seus olhos e seus dedos no gatilho para destruir a Síria; quando eles falharam fracassando na missão, Israel interviu diretamente para reduzir a capacidade do Exército da Síria e dessa maneira garantindo a continuada realização de seus planos, já há décadas preparado para a Síria.
Nosso povo estava sendo massacrado enquanto eles estavam vivendo em hotéis de cinco estrelas; eles se opuseram do estrangeiro, se encontraram no estrangeiro, traindo a Síria e se vendendo para as mais altas propostas dos estrangeiros. 

Ainda agora continuam dizendo que falam em nome do povo da Síria! Não, senhoras e senhores. Quem quiser falar no nome do povo da Síria não deverá ser um traidor de sua causa ou um agente de seus inimigos. Os que desejarem falar em nome do povo da Síria deverão fazer isso do seu solo, dentro de suas fronteiras; vivendo em suas casas destruídas, mandando suas crianças para a escola pelas manhãs sem saber se retornarão salvas dos tiroteios e ataques de morteiros, deveriam fazer isso tolerando o frio dos invernos congelantes dado a escassez do abastecimento para o aquecimento, e pondo-se horas e horas nas filas para poder comprar pão para suas famílias porque sanções impediram a compra do trigo e cereais dos quais eramos exportadores, para agora termos, como importadores, de sofrer impostas sanções. Qualquer um que queira falar no nome da Síria, e de seu povo, deveria primeiro enfrentar os três anos de terrorismo, cara-a-cara, como fizemos e depois vir aqui falar em nome do povo sírio.
Senhoras e senhores, a República Árabe da Síria – como povo e estado, cumpriu seus deveres. A Síria deu as boas vindas a centenas de jornalistas internacionais facilitando sua mobilidade, segurança e acesso; eles por seu turno espelharam a horrífica realidade, que testemunharam, para suas audiências, realidades que deixaram muitos da mídia organizada do ocidente perplexos, de quando não conseguindo mais manter sua propaganda, e de quando vendo suas narrativas sendo expostas e desmentidas. Os exemplos são muitos para serem contados. Nós permitimos ajuda internacional e que organizações de ajuda e socorro pudessem entrar no país, mas os agentes clandestinos de certas partes presentes aqui nessa sala, obstruíram essa ajuda a chegar àqueles em horrível e fatal necessidade dela. Essa ajuda foi muitas vezes posta abaixo de ataques terroristas. Nós, como estado e governo, cumprimos nosso dever de proteger os agrupamentos de socorro  e de facilitar seu trabalho. Nós anunciamos inúmeras anistias e soltamos milhares de prisioneiros, alguns mesmo sendo membros de grupos armados, e mesmo frente a ira e consternação dos familiares das vítimas; essas famílias entretanto, como nós outros, tivemos que aceitar que os interesses da Síria tinham prioridade sobre tudo o mais aqui e portanto tivemos que ocultar nossos sofrimentos e nos levantar acima do rancor e do ódio.
O que foi que vocês que pretendem falar em nome do povo sírio fizeram? Qual é sua visão para esse grande país? Onde estão suas idéias ou o seu manifesto político? Quais são os seus agentes de mudança no solo, tirando as gangs criminais armadas? Tenho certeza que vocês não tem o que se necessita, e isso está simplesmente muito óbvio nas áreas ocupadas pelos seus mercenários, ou para usar suas próprias palavras, libertadas.
Vocês libertaram a população dessas áreas ou simplesmente sequestraram a sua cultura moderada, para forçar as suas práticas radicais e opressivas? Vocês implementaram a sua agenda de desenvolvimento através da construção de escolas e centros de saúde? Não, vocês os destruíram e deixaram que a poliomelite retornasse ao país, depois de ter sido previamente extirpada da Síria. Vocês estiveram protegendo os museus e artefactos da Síria? Não, vocês estiveram saqueando nosso patrimônio nacional para seus benefícios pessoais. Vocês estiveram demonstrando compromissos para com a justiça e os direitos humanos? Não, vocês estiveram praticando execuções públicas e decapitações. Enfim, vocês não fizeram nada disso com a excepção de chamar a desgraça e a vergonha de implorar aos Estados Unidos que bombardeassem a Síria. Mesmo a oposição, da qual vocês são os auto-determinados senhores e guardiões, não vos reconhecem, assim como não aceitam os métodos que vocês usam para manejar seus próprios interesses, muito meno então os negócios e interesses do país.
Esse país que eles pretendem homogenizar; não no sentido sectário, étnico ou religioso, mas num deformado sentido ideológico. Qualquer um que esteja contra eles, sejam esses cristãos ou muçulmanos, será visto como infiel; eles mataram muçulmanos de todos os credos, fazendo também de alvo mortal cristãos sírios, tratando outros com muita severidade. Mesmo freiras e bispos tornaram-se  alvos, ou  foram  sequestrados,  depois do ataque a Ma`loula, a última comunidade que ainda fala a língua de Jesus Cristo. Eles fizeram tudo isso para por os cristãos a fugir do país. Mas eles pouco sabiam de que nós, na Síria, somos uma unidade. Quando a cristandade é atacada todos os sírios se transformam em cristãos. Quando as mesquitas são atacadas todos os sirios se transformam em muçulmanos. Assim sente todo e cada sírio de Raqqa, Lattakia, Sweida, Horns, ou da ensanguentada Allepo, quando qualquer um desses lugares é atacado. As suas odiosas tentativas de semear sectarismo e tumulto religioso nunca será aceito pela população comum da Síria. Em resumo senhoras e senhores, essa gloriosa revolução não deixou de cometer nenhum pecado mortal.
A DETERMINAÇÃO , A FIRMEZA E CORAGEM DO POVO E SEU EXÉRCITO

Há ainda um outro lado desse triste panorama. A luz no fundo do túnel brilha através da determinação e firmeza do povo sírio e da coragem do Exército Sírio em proteger seus cidadãos e da elasticidade e resistência apresentada, assim como a perseverança do governo sírio. Durante tudo o que aconteceu, houveram países que nos demonstraram real amizade. Países honestos que estiveram do lado do certo contra o errado, mesmo quando o errado era tudo o que se via. Em nome do povo e da Síria, como estado, eu gostaria de agradecer a Rússia e a China por terem respeitado a soberanidade e a independência da Síria. A Rússia tem sido um real campeão no palco internacional, defendendo consistentemente através de ações, e não só com palavras, os princípios fundamentais das Nações Unidas, que respeita e exige a soberanidade das nações. De maneira similar a China, os países do grupo BRICKS, o Irã, o Iraque e outros países árabes e muçulmanos, além de países africanos e sulamericanos, também genuinamente salvaguardaram as aspirações do povo sírio, e não as ambições de outros governos quanto a Síria.
Sim senhoras e senhores, o povo sírio, como outros povos da região, deseja ardentemente mais liberdade, justiça e direitos humanos; eles desejam ardentemente mais pluralidade e democracia, querem uma Síria melhor, mais segura e fora de perigo, em prosperidade e em saúde. Desejam ardentemente o construir de instituições fortes, e não a destruição das mesmas, aspiram a assegurar nossos artefatos e patrimônio, não o saqueamento e a demolição dos mesmos. Eles desejam um exército nacional capaz, que assegure e proteja nossa honra, nosso povo e a riqueza nacional, um exército que defenda as fronteiras sírias, a sua soberania e a sua independência. Esse povo não quer, senhoras e senhores, um exército de mercenários; “Livre” para sequestrar civís, para o resgate ou para usá-los como escudos humanos; “Livre” para roubar as ajudas humanitárias, extorquir o pobre, e livre para o  ilegal comercio de órgãos humanos de mulheres e crianças vivas; “Livres para canibalizar corações e fígados humanos, assim como assar cabeças de humanos, recrutar crianças como soldados, e violar mulheres. Tudo isso feito pela força das armas; armas essas providas por países, aqui representados, e que dizem estar representando “grupos moderados”. Diga-nos, em nome de Deus, onde está essa moderação em tudo que aqui foi descrito?
Onde estão esses vagos grupos moderados atrás do qual estão tentando se esconder? Serão esses os mesmos grupos antigos que continuam a ser apoiados, militar e publicamente pelo ocidente, os que passaram por ainda piores tentativas de face-lift (rejuvenescimento) na esperança de nos convencer de que estão lutando contra o terrorismo? Todos nós sabemos que não importa o quanto suas máquinas de propaganda tentem envernizar suas imagens abaixo da denominação de moderação, o seu extremismo e terrorismo continua sendo o mesmo. Eles sabem, como nós todos sabemos, que abaixo do pretexto de apoiar esses grupos, al-Qaeda e seus afiliados estão sendo armados na Síria, Iraque e outros países da região.
Essa é a realidade, senhoras e senhores, é tempo de acordar para a incontestável realidade de que o ocidente está apoiando alguns países árabes para que forneçam armas mortais para a al-Qaeda. O ocidente afirma publicamente que está combatendo o terrorismo, enquanto de fato está encobertamente alimentando o mesmo. Quem não conseguir ver isso,  ou está cego pela ignorância, ou por desejo de acabar o que começaram.
É essa a Síria que queremos ter? A perda de milhares de mártires e da nossa antes estimada segurança pessoal e nacional, que foi substituída por uma devastação apocalíptica? Será essa a aspiração do povo sírio que desejam concretizar? Não senhoras e senhores, a Síria não irá continuar assim, e é por isso que estamos aqui. Apesar de tudo o que foi feito por alguns, nós estamos aqui para salvar o país; para terminar com as decapitações, para impedir a canibalização e a carnificina. Viemos para ajudar mães e crianças a retornarem a suas casas das quais foram afugentadas pelos terroristas. Estamos aqui para proteger os civis e a natureza aberta da mentalidade do nosso estado, do nosso país, e para impedir a marcha sistemática de outros povos [refere-se aqui a denominados  terroristas] por toda a nossa região. Estamos aqui para impedir o colapso de todo o Oriente Médio, para proteger a sua civilização, cultura e diversidade e para preservar o diálogo das civilizações no berço das religiões. Viemos para proteger a tolerância islâmica, que foi deformada, e para proteger os cristãos do Levante. Estamos aqui para dizer aos exilados que retornem ao seu país porque de outro maneira acabarão por serem eternos estrangeiros em outros lugares, e porque independentemente de nossas diferenças, ainda continuamos a ser irmãos e irmãs.
Estamos aqui para por fim ao terrorismo, como outros países que experimentaram seu gosto amargo o fizeram, enquanto afirmando alto e consistentemente que um diálogo entre sírios é a única solução; mas assim como outros países que foram assaltados pelo terrorismo, temos o dever constitucional de defender nossos cidadãos e continuaremos a combater o terrorismo que ataca sírios independentemente de suas afiliações políticas. Aqui estamos para exigir responsabilidades, porque se certos países continuarem a apoiar o terrorismo, essa conferência não trará frutos. Pluralismo político e terrorismo não tem condições de coexistir. A política só consegue progredir se lutando contra esse terrorismo; não é possível de se construir abaixo de sua sombra.
Estamos aqui como representantes do povo e do estado; mas que se fique bem claro para todos – a experiência é aqui a melhor prova – não há ninguém com a autoridade de dar, ou retirar, a legitimidade de um presidente, um governo, uma constituição, uma lei, ou qualquer outra coisa na Síria, excepto os sírios eles mesmos; esse é o seu direito, assim como o seu dever. Portanto, qualquer que seja o acordo que aqui se chegue, esse terá que ser submetido a um referendo nacional. Nós temos a tarefa de apresentar  aqui os desejos do nosso povo, não o de determinar o seu destino; aqueles que estiverem dispostos a ouvir a vontade do povo sírio, não deveriam se apresentar como sendo absolutos representantes do povo. Somente os sírios tem o direito de eleger seu governo, seus parlamentares, e sua constituição; qualquer outra coisa será só palestra, não trazendo consigo determinações definitivas, no sentido acima apresentado.
Finalmente, para todos aqui e para os que nos acompanham ao redor do mundo: na Síria estamos lutando contra o terrorismo, o qual destruiu e continua a destruir; terrorismo que desde os anos oitenta tem feito seus chamados, para ouvidos surdos, por uma frente ampla que o venha a destruir. Terrorismo atacou nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra, na Rússia, no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão; a lista continua e se expande. Vamos todos cooperar nessa tarefa, vamos trabalhar conjuntamente para terminar sua malevolente, horrorosa e obscurantista ideologia. Então, que possamos como sírios estarmos unidos para poder pôr o focus na Síria, e começar a reconstruir o seu tecido e a sua estrutura social. Como foi dito, o diálogo é o fundamento desse processo, e apesar da nossa gratidão ao país anfitrião, afirmamos que o diálogo real entre os sírios deveria em facto ser feito no solo da Síria e abaixo do céu do país. Exatamente a um ano,o governo sírio propôs a sua visão para uma solução política; imagine quanto sangue inocente poderíamos ter salvo se certos países tivessem escolhidos a razão em vez de terrorismo e destruição. Por um ano inteiro estivemos chamando a um diálogo, mas o terrorismo continuou a atacar a Síria, seu povo e suas instituições.
Hoje, aqui nesse encontro de poderes árabes e ocidentais, estamos frente a uma simples escolha; podemos escolher o lutar juntos contra o terrorismo e começar um novo processo político, ou que se continue a poiar o terrorismo atacando a Síria. Rejeitemos as mentiras apresentadas por falsas mãos e faces, apresentando sorrisos publicamente, mas encobertamente alimentando a ideologia terrorista que ataca hoje na Síria, mas que se expande e poderá vir a infetar a todos nós. Esse é o momento da verdade e do destino. Que estejamos a altura do desafio.
Muito obrigado

COLÔMBIA URGENTE : Denúncia de ameaças sistemáticas contra líderes e porta-vozes da Marcha Patriótica, da MIA e do Partido União Patriótica




A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Marcha Patriótica comunica e denuncia diante da Comunidade Nacional e Internacional as Sinalizações e Ameaças de morte do grupo paramilitar que se autodenomina "LOS RASTROJOS - COMANDOS URBANOS" colocando em risco iminente a vida, a segurança e a integridade física dos líderes agrários, sociais e populares, porta-vozes e os membros da Junta Patriótica Nacional do Movimento Político e social Marcha Patriótica, da Mesa Agropecuária e Popular de Diálogo e Acordo - MIA em diferentes regiões do país e os candidatos a Presidência, ao Senado e à Câmara do Partido Político União Patriótica.


FATOS

Centro da Colômbia, departamento de Cundinamarca, Bogotá

Às 16:44 e 16:46, foi enviado ao correio eletrônico da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Marcha Patriótica, um e-mail com o assunto: "Já Chegamos" enviado por "Felipe Ortiz" da conta flipeortiz45@gmail.com, dirigido por sua vez aos endereços de email da Mesa Agropecuária e Popular de Diálogo e Acordo - MIA, o qual contém um arquivo em anexo intitulado "Comunicado Público n º 3" , fazendo referência à seguinte mensagem:

"Atenção todos os comandos urbanos regionais, departamentais e municipais do país: Já nos deram a ordem explícita e peremptória para neutralizar os candidatos da União Patriótica ao Senado e à Câmara em todo o país, que estão agora em campanha e especialmente tendo à frente Aida Abella e Omer Calderón, Carlos Lozano e Jaime Caicedo. Por estes personagens o comando oferece uma recompensa de 50.000.000 milhões de pesos por cada baixa.
Pelos membros da Marcha Patriótica que andam agitando os camponeses para as paralizações agrárias impedindo o bom funcionamento dos programas de Governo que são Piedad Córdoba, David Flores, Andrés Gil, Carlos Lozano, Carlos García, Nidian Quintero, Luis Betancur, Everto Dias, Javier Cuadro e todos os coordenadores departamentais, regionais, se oferece recompensa que vai de 10.000.000 milhões até 35.000.000 milhões de pesos.
Entre os da tal Mesa Nacional - MIA, que é a fachada da Marcha Patriótica, temos as seguintes pessoas: Oscar Salazar, Yuli Alsueta, Olaga Quintero, Andrés Gil, Luis Betancourt, Carlos Jarcia, Mauricio Ramo, Rigoberto Jiménez Luz Perly por estas cabeças há recompensa de até 50.000.000 milhões e por todos líderes regionais dessas organizações fachada da FARC há recompensas também que vão de 20.000.000 milhões até 35.000.000.
Já temos a ordem para começar o plano "pistola jjs" nos informaram que alguns deles andam sem proteção do Estado e nos deram as coordenadas de seus itinerários diarios esperamos ter os maiores resultados no primeiro semestre de 2014 que se vão do país ou acabamos com eles"


SOBRE A MARCHA PATRIÓTICA e a perseguição em curso

1. A Marcha Patriótica foi um processo chamado e alimentado por organizações sociais, populares, estudantis, sindicais, camponesas, indígenas, afro-colombianas, de mulheres, de trabalhadores, de desempregados, diaristas, vendedores ambulantes, etc.

2. Os companheiros ameaçados PIEDAD CÓRDOBA , DAVID FLOREZ, ANDRÉS GIL, CARLOS LOZANO, CARLOS GARCIA, NIDIA QUINTERO, LUIS BETANCUR, EBERTO DÍAZ, JAVIER CUADROS, JAIME CAICEDO, OSCAR SALAZAR, YULE ANZUETA, OLGA QUINTERO, ANDRÉS GIL, MAURICIO RAMOS, RIGOBERTO JIMÉNEZ, LUZ PERLY CORDOBA são membros do nosso Movimento Político e social e da Mesa Agropecuária e Popular de Diálogo e Acordo - MIA. Os líderes e sobreviventes da União Patriótica fazem parte das várias organizações que integram o Movimento Político e social Marcha Patriótica, o que evidencia a perseguição política que desde 2010 vem sendo feita contra os membros das várias organizações populares e setores sociais que se encontram na Marcha Patriótica.

3. Além disso, a AIDA AVELLA, OMER CALDERON e CARLOS LOZANO e JAIME CAICEDO são líderes e sobreviventes da União Patriótica, que lideraram o processo político e eleitoral do Partido União Patriótica, cujos militantes foram exterminados por forças regulares e irregulares durante os anos oitenta e noventa.

3. As ameaças e acusações contra os líderes sociais e populares que compõem o Movimento Político e social Marcha Patriótica se intensificaram ao longo do ano passado, o que significou a morte de 30 membros de nosso movimento político e social. No ano passado, além de vários assédio por agentes do Estado e paraestatal sem que o Estado tenha tomado até hoje medidas para cessar tais ataques.

4. Desde os dias prévios a realização das "Jornadas Nacionais de Protestos e Paralisações Indefinidos", houve acusações, monitoramento e detenções arbitrárias, entre as quais se destaca a do nosso companheiro HUBER BALLESTEROS que foi preso na cidade de Bogotá em 25 de agosto de 2013 e mais de 600 prisões arbitrárias durante o Paro Nacional Agropecuário e Popular. Estes fatos são parte da onda de repressão do Governo Nacional contra os líderes agrários e sociais que participaram na Paralisação Agrária e Popular, particularmente contra a MIA Nacional e contra as MIAs regionais.

5. Em 23 de outubro de 2013, foi preso o líder agrário WILMAR MADROÑERO, membro da ASCAP, filial FENSUAGRO - CUT - FSM, e da Junta Patriótica Nacional do Movimento Político e social Marcha Patriótica e da MIA regional de Putumayo na cidade de Puerto Asis.

6. Em 4 de janeiro de 2014, na cidade de Cucuta, Norte de Santander, agentes da DIJIN, prenderam o líder social e popular, professor universitário, membro da Junta Patriótica Nacional e responsável da comissão internacional da Marcha FRANCISCO JAVIER FUENTES TOLOZA ao transitar pela cidade, acusando-o do delito de "rebelião agravada" mediante uma montagem judicial semelhante à do líder sindical e agrário HUBER BALLESTEROS.

7. Em 4 de janeiro foram assassinados o líder social e popular do departamento de Chocó GIOVANY LAYTON e sua esposa, membros do movimento político e social Marcha Patriótica e da MIA Chocó.

8. Em 26 de janeiro de 2014 foi assassinado o líder comunitário DUVIS ANTONIO GALVIS, que ia em direção a sua residência em sua motocicleta, momento em que ele foi interceptado por desconhecidos que dispararam contra Duvis Antonio, que teve múltiplos ferimentos de bala no peito, o que causou sua morte.


RESPONSABILIZAMOS

O chefe de Estado colombiano JUAN MANUEL SANTOS CALDERON, pelas violações do Direito Internacional dos Direitos Humanos (DIDH) cometidas por membros das forças armadas irregulares em diferentes estados do país.

EXIGIMOS

Responsabilidade do Estado frente aos direitos à vida, à liberdade, à segurança pessoal, à integridade física e psicológica, à intimidade pessoal e familiar e seu lar, ao trabalho, à organização, à honra e à reputação e livre mobilidade de 
PIEDAD CÓRDOBA, 
DAVID FLOREZ, 
ANDRÉS GIL, 
CARLOS LOZANO,
CARLOS GARCÍA,
NIDIA QUINTERO, 
LUIS BETANCUR, 
EBERTO DÍAZ , 
JAVIER CUADROS, 
JAIME CAICEDO, 
OSCAR SALAZAR, 
YULE ANZUETA, 
OLGA QUINTERO, 
ANDRÉS GIL, 
MAURICIO RAMOS,
 RIGOBERTO JIMÉNEZ, 
LUZ PERLY CORDOBA 
e demais membros do Movimento Político e social Marcha Patriótica, da Mesa Agropecuária e Popular de Diálogo e Acordo - MIA e os líderes do Partido UNIÃO PATRIÓTICA 
AIDA AVELLA e 
OMER CALDERON 
que estão sendo afetados pela ação arbitrária de forças armadas irregulares em áreas de operações militares e policiais do Estado Colombiano.


AO ESTADO COLOMBIANO
* O imediato cumprimento das reiteradas recomendações formuladas pelo Direito Internacional dos Direitos Humanos, pela Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA e outros organismos internacionais.

* Encaminhar o que seja necessário para alcançar e garantir os direitos à vida, à liberdade, à segurança pessoal, à integridade física e psicológica, à privacidade pessoal, familiar e do lar, trabalho, organização, honra e reputação e à livre mobilidade dos membros do Movimento Político e social Marcha Patriótica Agrícola, da Mesa Agropecuária e Popular de Diálogo e Acordo - MIA, do Partido União Patriótica, que estão sendo afetados pela ação arbitrária de forças armadas irregulares em áreas de operações militares e policiais do Estado Colombiano.

* Desenvolver as ações legais necessárias para determinar as responsabilidades coletivas e individuais por violações do Direito Internacional dos Direitos Humanos consagrados nos feitos dessa Ação Urgente.


À DEFENSORIA DO POVO

* Cumprir com seu papel institucional de zelar pela garantia e respeito aos direitos constitucionais à vida, à liberdade, à segurança pessoal, à privacidade pessoal, familiar e do lar, trabalho, organização, honra e reputação e à livre mobilidade dos membros do Movimento Político e social Marcha Patriótica Agrícola, da Mesa Agropecuária e Popular de Diálogo e Acordo - MIA, do Partido União Patriótica, que estão sendo afetados pela ação arbitrária de forças armadas irregulares em áreas de operações militares e policiais do Estado Colombiano.

* Desenvolver as ações legais necessárias para determinar as responsabilidades coletivas e individuais por violações do Direito Internacional dos Direitos Humanos consagrados nos feitos dessa Ação Urgente.


SOLICITAMOS

AO ESCRITÓRIO DO ALTO COMISSIONADO DAS NAÇÕES PARA OS DIREITOS HUMANOS (OACNUDH)
No marco do cumprimento do seu mandato prestar toda sua gestão para que a atuação do Estado Colombiano esteja de acordo às normas internas e externas que se comprometeu a respeitar, e que iniciem as investigações que possam ser exigidas pelo desconhecimento das mesmas.

INCITAMOS AOS ORGANISMOS DE DIREITOS HUMANOS E ORGANIZAÇÕES POPULARES A MANTEREM-SE EM ALERTA E ATENTOS DA SITUAÇÃO CRÍTICA DE DIREITOS HUMANOS QUE ESTÃO ENFRENTANDO OS MEMBROS DA MARCHA PATRIÓTICA, DA MESA AGROPECUÁRIA E POPULAR DE DIÁLOGO E ACORDO - MIA E DO PARTIDO UNIÃO PATRIÓTICA.

COMISSÃO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DO MOVIMENTO POLÍTICO E SOCIAL MARCHA PATRIÓTICA.
02 de fevereiro de 2014

Fonte em espanhol: http://marchapatriotica.org/index.php?option=com_content&view=article&id=2052:amenazas-sistematicas-contra-lideres-y-voceros-de-la-marcha-patriotica-la-mia-y-el-partido-union-patriotica&catid=99:ddhh-denuncias&Itemid=476