quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Israel: Gás, Petróleo e Problemas no Levante



Israel está se preparando para tornar-se um dos principais exportadores de gás assim como de algum petróleo, se tudo sair de acordo com os planos. O gigante campo de gás do “Leviathan”, no Leste do mar Mediterrâneo, descoberto em 2010, é apontado [na corrupta  mídia ocidental] como que “nas costas de Israel.”  Quando da descoberta o campo de gás era: “ … o mais prominente campo jamais encontrado na área da Bacia do Leviathan, a qual cobre cerca de 83.000 km2 da região leste do  Mediterrâneo.” (1)
Esse campo de gás está ligado ao campo Tamar, o qual foi descoberto em 2009 e que se encontra nessa mesma localização. Isso então representa um prospecto de muito dinheiro para Israel, para Houston, para Noble Energy baseada no Texas, e para os parceiros Delek Drilling, Ayner Oil Exploration e para o Ratio Oil Exploration. [drilling=perfuração/prospecção; exploration=exploração]
Também envolvida está Perth, Woodside Petroleum o qual está baseado na Austrália e que já assinou um memorandum de entendimento para 30% do resultado do projeto, isso em negociações que foram descritas como que “Yô-Yô” indo prá-cima-prá-baixo. Atualmente especula-se que a Woodside poderia se retirar do acordo: “ … porque os planos originais de refrigerar o gás para exportação tinha sido conseguido do quando as relações entre Israel e Turquia estavam tensas. Isso mais recentemente já teria mudado, o que abriria então as portas para entubar o gás para a Turquia.”
As avaliações dos potenciais dos campos do Leviathan já subiram dos estimados 16.7 trilhões cúbicos/feet (tcf) de gás, para dezenove trilhões … e ainda se continua a contar…
“Nós descobrimos quase 40 tcf de gás, e temos aproxidamente 19 tcf de gás em condições de exportação para mercados regionais e também para os além-de-regionais. Estamos olhando para capacidades de exportação alcançando 2 bilhões cúbicos-feet por dia, nos próximos dez anos. E ainda continuamos a explorar.”, declarou o vice-presidente da Noble, Keith Elliot (2). Lá também há a avaliação da possibilidade de seiscentos milhões de barrís de petróleo por dia, de acordo com Michael Economides da energytribune.com (“Eastern Mediterranean Energy – the next Great Game.”) [Mediterrâneo do Leste – O próximo Grande Jogo].
Entretanto, mesmo essas estimações podem vir a se monstrar como modestas demais.
[“Assessment of Undiscovered Oil and Gas Resources of the Levant Basin Province, Eastern Mediterranean”, the US Department of the Interior’s US Geological Survey]
“Avaliações dos ainda por Descobrir Gás e Petróleo Recursos na Bacia da Província do Levante, Mediterrâneo Leste”, Pesquisa Geologica do Departamente do Interior  dos Estados Unidos  -  escreveu em 2010: “Nós estimamos uma média de 1.7 bilhões de barrís de petróleo de recuperação capaz (recoverable oil) e uma media de 122 trilhões cúbicos-feet de “recoverable” gas nessa província baseados numa metodologia de avaliação geológica.” [O título desse estudo geológico foi acima apresentado em seu original em inglês]
No entanto, pode ser também que Woodside Petroleum possa estar hesitando quanto a se envolver em futuras disputas, porque está atualmente em prolongadas disputas no Timor Leste com a Austrália, quanto a riqueza (bonanza) energética e de minerais no sub-solo do Mar do Timor Leste, a qual já levou o o Timor Leste a acusar a Austrália de “espionar oficiais leste timorenses durante as negociações do acordo.” (3)
Entretanto, o conflito da Woodside no Timor Leste pode muito bem se mostrar como que nada em comparação com o que pode ser levantado a respeito dos campos do Leviathan e Tamar. Não é por acaso que a região é conhecida como a Bacia do Levante (Levantine Basin). Enquanto Israel as assume como fazendo parte do seu próprio tesouro pessoal, só uma fracção das riquezas desse mar se encontram na região, no território ou na zona de Israel, como mapas (4, 5) claramente o demonstram. Muito ainda não está explorado, mas actualmente a Gaza Palestiniana e o “West Bank”, entre eles, mostram as maiores descobertas, tendo-se então também que qualquer coisa encontrada nas águas territoriais do Líbano e da Síria de certeza que iria levantar reinvidicações por parte de ambos. [Para quem como eu que não parou de se perguntar porque os pobres pescadores em seus pequenos barcos nas costas de Gaza são tão brutalmente assaltados, aqui apresenta-se uma boa hipótese de trabalhho.]
Como que num passo de prevenção, no dia de natal, a Síria anunciou um acordo com a Rússia a respeito da exploração de 2.190 km (850 Square miles) de gás e petróleo na sua costa territorial, a ser:  “ …financiada pela Rússia. No caso de gás ou petróleo, ou ambos, serem descobertos em quantidades comerciais, Moscow iria poder cobrir os gastos da exploração.”  O  ministro de enrgia e petróleo da Síria – Syrian Oil Minister Ali Abbas, disse durante a cerimônia de assinatura, que esse contrato cobria “25 anos, durante várias fases.”
A Síria que está cada vez mais sendo impiedosamente atacada pelas sanções internacionais, já viu sua produção de petróleo diminuida em 90% (noventa porcento) desde que as graves sequências de acontecimentos e erupções, em grande parte incitados pelo ocidente, começaram em março de 2011.  A produção do gás ficou quase que pela metade, indo de 30 (trinta) milhões m3 por dia, a 16.7m3 por dia.
O acordo entre a Síria e a Rússia foi resultado de meses de longas negociações entre os dois países. A Rússia, como um dos dos principais apoiantes do governo da Síria, projeta-se aqui então como um dos principais atores quanto a riqueza energética da Bacia do Levante. (Levant Basin no original) (6)
O Líbano contesta o mapa de Israel quanto as fronteiras marítimas Israel-Líbano, tendo apresentado seu próprio mapa e suas reinvidicações para a ONU, em 2010. Israel reclama o fato, afirmando que o Líbano está concedendo licenças para a exploração de gás e petróleo no que Israel reinvidica como sua  “exclusiva zona econômica.”
Que os Estados Unidos através do seu vice-presidente Joe Biden, se disfarçe apresentando-se no papél de um honesto intermediário, agindo como um negociador de paz na disputa das fronteiras marítimas, seria caso de piada, se não fosse pelo potencial de um novo ataque de Israel ao seu vizinho. Numa visita a Israel em março de 2010 Biden declarou que: “Não há absolutamente nenhum espaço livre entre os Estados Unidos e Israel quanto ao que se refere a segurança de Israel – absolutamente nenhum. Ele disse também então  de quando chegando em Israel: “Que bom estar  em casa, ou como no original – It´s good to be home.” [!]
Tendo-se em conta as décades em que os Estados Unidos se apresentaram como “intermediários no processo de paz” entre Israel e Palestina, isso se apresenta como um caminho de armadilhas, tomadas de partido, e duplicidade, com o chão já muito bem batido e pisado.
Que se esperem muitos problemas a frente.
Ah!… e quanto a Demonologia… Leviathan é um dos sete príncipes do Inferno.
 Felicity Arbuthnot
30 de Dezembro de 2013
 Artigo original em português :
 Tradução Anna Malm: http://artigospoliticos.wordpress.com

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

OPERAÇÃO ABAFA DA IMPRENSA MUNDIAL ISOLA A LUTA DO POVO DO IRAQUE


O sistema político do Iraque, imposto pela ocupação de 2003, não fica devendo nada, em termos de violações de direitos humanos, despotismo, corrupção e negligência, às ditaduras vizinhas, e chegou mesmo a ultrapassa-las. 

Muitas pessoas têm chegado à conclusão de que a maior parte das atrocidades anônimas, que regime de Maliki acusa Al-Qaeda e suas facções, são praticadas por atores regionais relacionados aos serviços de segurança, já que o regime é a encarnação da divisão sectária imposta pela ocupação ianque. Sua Constituição e seu processo político, alimentados pelos Estados Unidos, produziram uma cleptocracia dos senhores da guerra, charlatães e comerciantes da religião. 

De fato , Al Qaeda atua no Iraque, mas os partidos políticos sectários proliferaram como cogumelos nas sombras e, depois da guerra, passaram a lutar também uns contra os outros no processo de matar civis. Entre julho e setembro de 2013, foram assassinados cerca de 3.000 pessoas em atos de violência e 9.000 resultaram feridos. Estes atentados terroristas aparecem diariamente tanto na televisão iraquiana como na mídia burguesa mundial. 

EXISTE UMA OPOSIÇÃO DESARMADA QUE SE AUTODENOMINA A “GRANDE REVOLUÇÃO IRAQUIANA” que é ignorada tanto pela imprensa burguesa quanto, estranhamente, pela esquerda mundial.
À semelhança de outros povos árabes oprimidas, os iraquianos realizam há anos, nas ruas, manifestações pacíficas exigindo liberdade e dignidade, mas só em 25 de fevereiro de 2011, foram “vistos” pela imprensa estrangeira.

Desde a fundação do movimento de revolta da juventude, três anos antes, existem manifestações que foram reprimidas brutalmente pelas forças de segurança iraquianas, causando várias mortes e muitos feridos, diante dos olhos e da indiferença internacional. 

A falta de experiência e de um partido, segundo o coordenador dos protestos pelas redes sociais, Abu Fanar , os levou a cometer erros que foram sendo corrigidos com o tempo, como o problema de falta de organização: surgiram comitês de coordenação, comitês populares, centros de mídia e um movimento de protesto contínuo em uma série de províncias

Esta coordenação deu seus frutos com as manifestações de massa que, desde 25 de dezembro de 2012, estão ocorrendo diariamente em Ramadi (Al Anbar), onde mais de 200.000 pessoas, de acordo com a Al Jazeera, cortou a ligação da estrada de Bagdá para a Síria e a Jordânia. 

Os protestos se espalharam para várias cidades como Samarra, Mosul, Fallujah, Tikrit ou Bacuba, entre outros e foram tidos como uma continuação dos que tomaram a Praça Tahrir, no Cairo, em 2011 e, como tal, herdaram as suas exigências: fim do sectarismo, da tortura e violações de presos, a libertação de prisioneiros inocentes, fim do corrupção e punição para os autores desses atos, em suma, as mesmas reivindicações que foram ouvidas no Egito e na Tunísia: justiça e dignidade. Tão parecida que adotaram a mesma canção símbolo da Primavera Árabe: " Al Shaab yurid isqat para Nidam ! (O povo quer a queda do regime). 

Aproveitando a falta de cobertura dos meios de comunicação e pressão diplomática para deter a brutalidade do seu governo, Nuri al-Maliki força a diluição lenta das Manifestações populares.

Apesar da enorme repressão exercida pelas forças de segurança, milícias aliadas e partidos políticos do governo sectário, o povo iraquiano já cruzou a linha, deixando o medo para trás. A estrada pode ser longa, mas parece como um caminho sem volta.

Beth Monteiro

Fonte : Aish, Iraque Solidariedade e Iraque News

“A guerra do Afeganistão vale a luta”: Afeganistão e suas vastas reservas minerais e de gás natural

Afeganistão é uma guerra para lucros financeiros sendo uma 

guerra para recursos naturais

Os Estados Unidos e a OTAN invadiram o Afeganistão a mais de treze anos atrás, em outubro de 2001.
O Afeganistão é definido como um estado financiador de terrorismo.
A guerra do Afeganistão continua a ser apresentada como uma guerra de retribuição, uma guerra em resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001, –  9/11na denominação americana..
Esse artigo, primeiramente publicado em junho de 2010, mostra os “verdadeiros motivos econômicos”, a verdadeira razão pela qual as forças EUA-OTAN invadiram o Afeganistão nas águas de 9/11.
O argumento legal que foi usado por Washington e OTAN para invadir e ocupar o Afeganistão abaixo da “doutrina da segurança coletiva” foi que o ataque de 11 de setembro de 2001 constituía um “ataque armado” não declarado “vindo do estrangeiro” por um não denominado “poder estrangeiro” – esse sendo nominadamente então, o Afeganistão.
EUA-OTAN estão agora se preparando para garantir uma presença militar permanente no país.
Michel Chossudovsky, dezembro de 2013
Este artigo foi publicado no 16 de Junho de 2010 :

Os bombardeamentos e a invasão do Afeganistão em 2001 foram apresentados para a opinião pública mundial como uma “Guerra Justa”, uma guerra contra os Talibãs e a Al Qaeda, uma guerra para eliminar o “terrorismo islâmico” e para se instalar então lá uma democracia tipo ocidental.
As dimensões econômicas da “Guerra Global ao Terrorismo”, GWOT na sigla inglesa são raramente mencionadas. A “campanha contra terrorismo” serviu para obscurecer os objetivos reais da guerra EUA-OTAN.
A guerra no Afeganistão faz parte de uma agenda que é motivada pela procura de lucros: uma guerra de conquista econômica e de pilhagem, ou seja de roubo. “Uma guerra para recursos naturais.
Conquanto Afeganistão seja reconhecido como uma nave estratégica na Ásia Central, fazendo fronteira com a ex- União Soviética, a China e o Irã e localizado nas encruzilhadas das rotas dos gás-e-petrodutos e das principais reservas dos mesmos, assim como das enormes riquezas minerais e das ainda não utilizadas reservas de gás e petróleo, as suas riquezas até junho de 2010 eram completamente desconhecidas do público americano.
De acordo com um relatório conjunto do Pentágono, da “US Geological Survey” (USGS) e da  USAID, foi agora que no Afeganistão encontraram-se as  “préviamente desconhecidas” e não utilizadas reservas minerais, estimadas autoritativamente na ordem de $ 1 trilhão de dólares – (New York Times, U.S. Identifies Vast Mineral Riches in Afghanistan -  NYTimes.com, 14 de Junho de 2010. Veja também BBC, 14 de junho de 2010.
“Os depósitos préviamente desconhecidos” –  incluindo-se aqui enormas veias de ferro, cobre, cobolto, ouro e metais de importância crítica para a indústria, como o lithium –  são tão grandes e incluem tantos minerais que são indispensáveis para a indústria moderna que Afeganistão poderia acabar se transformando num dos mais importantes centros de mineração do mundo, acreditam oficiais dos Estados Unidos.
Num memorandum interno do Pentágono, por exemplo, afirmava-se que o Afeganistão poderia se tornar na “Arábia Saudita do lithium.” Lithium é uma matéria prima chave na manufatura de baterias para computadores, assim como para celulares  “BlackBerrys”.
A grande escala da riqueza mineral do Afeganistão teria sido descoberta por um pequeno time de oficiais do Pentágono e de geologistas americanos. O governo afegão e o presidente Hamid Karzai teriam sido recentemente informados, disse um oficial americano.
Conquanto se possa tomar muitos anos para se desenvolver uma indústria de mineração, o potencial aqui  é tão grande que oficiais e executivos dessa indústria acreditam que isso poderia atrair investimento pesado mesmo antes de que essas minas estivessem dando lucro. Isso também daria possibilidades de emprego o que poderia desviar as atenções para longe de guerras por generações.
“Há um potencial espantoso aqui,” o General David H. Petraeus, comandante  do Comando Central dos Estados Unidos [na ocasião], disse que… “Existe aqui muitos “se for o caso” naturalmente, mas eu acho que o potencial é enorme.”
O valor dos depósitos minerais recentemente descobertos definha, em comparação, a dimensão atual da  economia afegã, economia essa  encharcada na lama da guerra. A economia está básicamente sendo sustentada pela produção do ópio, assim como pelo tráfico de narcóticos  além das ajudas financeiras dos Estados Unidos e de outros países industrializados. O produto interno bruto do Afeganistão, o PIB é de sómente cerca de $ 12 bilhões de dólares.
“Isso virá a ser a coluna mestra da economia afegã,” disse Jalil Jumriany, um conselheiro do ministro de minas do Afeganistão. (New York Times, op.cit.)
De acordo com o  New York Times o Afeganistão poderia se tornar na “Arábia Saudita do lithium”. “Lithium está se tornando cada vez mais num recurso essencial. Ele é usado em baterias para tudo, desde celulares a laptops sendo também um produto chave quanto ao futuro dos carros elétricos. Atualmente o Chile, a Austrália, a China e a Argentina são os maiores fornecedores de lithium no mercado internacional. Bolívia e Chile são os países com as maiores reservas conhecidas de lithium.  O Pentágono vem conduzindo pesquisas de base no oeste do Afeganistão. “Oficiais do Pentágono disseram que as análises preliminares numa localidade da província de Ghazni mostrava um potencial de lithium tão grandes como os da Bolívia” (U.S. identifica Vasta Riqueza Mineral no Afeganistão – NYTTimes.com, 14 de junho de 2010, veja também Lithium – Wikipedia) – ((U.S. Identifies Vast Mineral Riches in Afghanistan – NYTimes.com, June 14, 2010, see also Lithium – Wikipedia, the free encyclopedia)
“Préviamente Desconhecidos Depósitos” de Minerais no Afeganistão
A “avaliação” do Pentágono de quase um trilhão de dólares quanto aos “préviamente desconhecidos depósitos” é uma útil cortina de fumaça. Essa soma de um trilhão de dólares é mais tirada do ar do que uma real avaliação.  “Nós olhamos para o que sabíamos que estaria lá e perguntamos o que isso valeria em termos de dólares, hoje em dia.  A soma de um trilhão de dólares não nos pareceu  ser material de notícias.”  (The Sunday Times, London, 15 de junho de 2010, ênfases acrescentadas)
Ainda mais, os resultados das pesquisas da “US Geological Survey” (citada acima de quando do memorandum do Pentágono) a respeito da riqueza dos  minerais raros e comuns no Afeganistão tinha sido revelada três anos antes, numa Conferência organizada pela Câmara do Comércio Afegã-Americana, em 2007.  O assunto da riqueza mineral do Afeganistão não foi compreendido como um assunto de valor, na ocasião.
A declaração da Administração dos Estados Unidos de que tinha ficado sabendo das riquezas minerais do Afeganistão pela primeria vez através da apresentação do relatório da USGS,  em 2007,  é óbviamente uma invenção, ou seja, uma mentira. A riqueza mineral  e energética do Afeganistão (incluindo gás) era conhecida tanto pela elite econômica-financeira americana quanto pelo governo dos Estados Unidos, e isso já de antes da guerra Soviet-Afghan (1979-1988).
Pesquisas geológicas conduzidas pela União Soviétcia nos anos setenta e no começo dos anos oitenta confirmavam a existência de grandes reservas de cobre (entre as maiores da Eurásia), ferro, alto-grado minério de cromo, urânio, berilo, chumbo, zinco,  flúor, bauxite, lithium, tantalum, esmeraldas, ouro e prata. (Afghanistan, Mining Annual Review, The Mining Journal, June, 1984). Essas pesquisas sugerem que o valor atual dessas reservas poderia ser potencialmente muito maior do que a “avaliação”  dada pelo estudo do Pentágono-USCG-USAID.
Mais recentemente, num relatório de 2002, o Kremlin (na Rússia) confirmou o que já era conhecido: “Não é segredo que o Afeganistão tenha ricas reservas, especialmente reservas de cobre no depósito de Aynak, de minério de ferro em Khojagek, além de urânio e poli-metálico minério assim como de petróleo e gás,”  (RIA Novosti, 6 de janeiro de 2002):
“Afeganistão nunca foi colônia de ninguém – estrangeiros nunca aqui vieram a  tudo  absorver e consumir antes dos anos de 1950 .”  Os minerais encontram-se junto as montanhas do Hindu Kush que abrangem, conjuntamente com as colinas aos pés das suas montanhas, uma vasta área do Afeganistão. Nos últimos 40 anos, várias  dezenas de depósitos foram descobertos no Afeganistão  e a maioria dessas descobertas foram sensacionais. Entretanto elas foram mantidas em segredo, mas mesmo assim, certos fatos vieram recentemente a tona.
Mostrou-se que o Afeganistão tinha reservas de metais ferrosos e não ferrosos assim como de pedras preciosas que, se exploradas, poderiam provavelmente dar lucros superiores aos da indústria de drogas. Diz-se que o depósito de cobre em Aynak, na província de Helmand  no sul do Afeganistão, seria o maior do continente da Eurásia, sendo que a sua localização (a 40 km de Kabul) faria com que o mesmo fosse barato a desenvolver. O depósito de minério de ferro em Hajigak, na central província de Bamian, rende um minério de uma extraordinária alta qualidade. Essas reservas são avaliadas em 500m  toneladas (medida US/Canadá). Um depósito de carvão de pedra também foi descoberto não longe de lá.
Fala-se do Afeganistão como um país de trânsito para gás-e petróleo. Entretanto sómente muito poucas pessoas sabem que foram os especialistas da União Soviética que descobriram enormes reservas de gás no Afeganistão nos anos sessenta, construindo então lá o primeiro gasoduto no país para fornecer gás ao Uzbekistão. Nesse tempo a União Soviética costumava receber anualmente  2.5bn de metros cúbicos (medida US/Canadá)  do gás afegão. Durante esse mesmo período grandes depósitos de ouro, fluor, baryte e mármore onyx com padrões muito raros foram descobertos.
Entretanto, os campos de pegmatite (denominação em inglês) ao leste de Kabul são realmente uma sensação. Rubís, berilium, esmeraldas e kunzites e hiddenites – os quais  não se encontram em nenhum outro lugar – tem aqui os seus depósitos dessas pedras preciosas extendendo-se por centenas de quilômetros. Tem-se então também as rochas e rochedos que contém raros metais como berilium, thorium, lithium e tantalum, os quais são de importância estratégica uma vez que são usados na construção de naves espaciais.
A guerra vale a pena…. (Olga Borisova, “Afghanistan – the Emerald Country”, [Olga Borisova, “Afeganistão – o País das Esmeraldas”] Karavan, Almaty, original Russian, traduzido [ao inglês] pela BBC News Service, 26 de abril de 2002. p.10, ênfases acrescentada)
Conquanto a opinião pública seja alimentada com imagens de um país em desenvolvimento devastado pela guerra, a realidade é muito simplesmente, outra: Afeganistão é um país rico como foi confirmado pelas pesquisas geológicas da era soviética.
A declaração “depósitos préviamente desconhecidos” é uma falsificação. Ela exclui a vasta riqueza mineral do Afeganistão como motivo de guerra (a justifiable casus belli). Essa declaração apresenta o Pentágono como só recentemente consciente de que o Afeganistão encontrava-se entre as mais ricas economias de minerais do mundo, comparável com a República Democrática do Congo ou a ex-Zaire, da era de Mobutu. Os relatórios geopolíticos da União Soviética eram conhecidos.
Durante a guerra fria, toda essa informação era conhecida em detalhe:
…A extensiva exploração soviética produziu supérbos mapas geológicos e relatórios que enlistavam mais do que 1.4000 outcroppings de minerais [possíveis minerações ?] ao lado de aproximadamente 70 depósitos commercialmente viáveis... A União Soviética colocou a seguir mais de $ 650 milhões de dólares para a exploração e desenvolvimento desses recursos, com projetos que incluiam uma refinaderia de petróleo capaz de produzir meio-milhão de toneladas anualmente, assim como um complexo para fundição do depósito de Ainak, depósito esse que deveria ter produzido 1.5 milhões de toneladas de cobre por ano.  Nas águas da retirada dos soviéticos uma análise do Banco Mundial dizia que só a produção de cobre de Ainak poderia vir a tomar cerca de 2% do mercado mundial. O país é também abençoado com massivos depósitos, por ex. os de carvão. O depósito de ferro do Hajigak, na cadeia de montanhas do Hindu Kush, no oeste de Kabul, é avaliado como um dos maiores depósitos de alto-nível do mundo. (John C.K.Daly, Analysis: Afghanistan´s untapped energy, UPI Energy, 24 de outubro de 2008, ênfases acrescentadas)
O Gas Natural do Afeganistão
O Afeganistão é uma ponte terrestre. A invasão e a ocupação do Afeganistão em 2001, dirigida pelos Estados Unidos, foi analisada pelos críticos da política exterior dos Estados Unidos como um meio de assegurar controle sobre o estratégico corredor de transporte trans-Afegão, o qual une a bacia do Mar Cáspio com o Mar Árabe.
Vários projetos (trans-Afghan)  de gás-e-petrodutos foram contemplados. Inclui-se aqui o projetado gás-e-petroduto TAPI  (Turkmenistão, Afeganistão, Paquistão, Índia) no valor de $8 bilhões de dólares. Esse projeto abrangeria 1.900  km, devendo transportar gás natural do Turkmenistão através do Afeganistão, no que é descrito como um “crucial corredor de trânsito”. (Veja Gary Olson, Afeganistão nunca foi a “justa e necessária guerra”, é sobre o controle do petróleo – Afghanistan has never been the ‘good and necessary’ war; it’s about control of oil, The Morning Call, 1 de outubro de 2009).
A escalação militar abaixo da prolongada guerra Af-Pak relata-se ao gás-epetroduto da TAPI. Turkmenistão tem a terceira maior reserva de gás natural estando, então, depois da Rússia e do Irã. O controle estratégico das rotas de transporte saindo do Turkmenistão tem sido parte da agenda de Washington desde o colápso da União Soviética, em 1991.
O que tem sido raramente contemplado na geopolítica dos dutos energéticos entretanto, é que o Afeganistão está não só adjacente a países ricos em petróleo e gás natural (por ex. Turkmenistão), ele também tem no seu próprio território grandes, ainda não utilizadas,  reservas de gás natural, carvão e petróleo. Avaliações soviéticas dos anos setenta põe as “exploradas” (provadas e prováveis) reservas de gás a cerca de 5 trilliões cúbicos – feet (medida US/ Canadá). A reserva inicial  Hodja-Gugerdag, foi colocada a pouco mais que 2 tcf (trilliões cúbicos – feet) (Veja The Soviet Union to retain influence in Afghanistan, Oil & Gas Journal, 2 de maio de 1988).
A Administração da Informação Energética dos Estados Unidos – EIA, US Energy Information Administration, reconheceu em 2008 que as reservas de gás natural do Afeganistão eram “substanciais”:
“Como o norte do Afeganistão é uma extensão sul da Ásia Central  numa região altamente fertil e produtiva – propensa ao gás natural – Bacia Amu Darya,´ Afeganistão tem comprovadas, prováveis e possíveis reservas de gás natural de cerca de 5 trilhões cúbicos – feet.´ UPI, John C.K. Daly, Analysis: Afghanistan´s untapped energy, 24 de outubro de 2008)
Desde o começo da guerra Soviet-Afghan de 1979, o objetivo de Washington tem sido o de manter a sua posição na Ásia Central.
O Comércio “Golden Crescent” da Droga
A encoberta guerra dos Estados Unidos, nominadamente a de apoiar os “Guerreiros Santos”  (alias Al Qaeda) estava dirigida para o desenvolvimento do Comércio Golden Crescente de ópio, que foi usado pelos serviços de inteligência americanos para financiar a insurgência dirigida contra os soviéticos.1
Instalado já no começo da guerra Soviet-Afghan e protegido pela CIA, o comércio de drogas e narcóticos desenvolveu-se ao longo dos anos numa incumbência alto-lucrativa de muitos-bilhões de dólares. Era mesmo a pedra fundamental da encoberta guerra americana no período dos anos oitenta. Hoje, abaixo da ocupação militar US-OTAN, o comércio de drogas dá um lucro, de dinheiro em espécie, nos mercados do ocidente superiores a $200 bilhões de dólares ao ano. [Michel Chossudovsky, A Guerra da América ao Terrorismo; e Heroína é “Boa para a sua Saúde”: As Forças de Ocupação apoiam o angócio Afegão de Narcóticos]-  ( See Michel Chossudovsky, America’s War on Terrorism, Global Research, Montreal, 2005, see also Michel Chossudovsky,Heroin is “Good for Your Health”: Occupation Forces support Afghan Narcotics Trade, Global Research, April 29, 2007)
Em direção a uma economia de pilhagem
A mídia norte-americana tem apresentado – em coro –  a “recente descoberta” da riqueza mineral do Afeganistão como “uma solução” para o desenvolvimento da economia devastada pela guerra do país,  assim como um meio de eliminar a pobreza.
[Na realidade] A invasão e a ocupação US-OTAN de 2001 pôs o cenário para as apropriações ocidentais através dos conglomerados [multinacionais] de minas-e-energia
A guerra no Afeganistão é uma guerra motivada pelo lucro – uma guerra para recursos naturais
Abaixo da ocupação dos Estados Unidos e seus aliados, a riqueza mineral do Afeganistão está sendo preparada para ser pilhada por um pequeno grupo de conglomerados multinacionais de mineração, e isso tão depressa que o país tiver ficado manso para tanto..
De acordo com Olga Barisova, que escreveu nos meses a seguir a invasão de outubro de 2001, a “Guerra ao Terrorismo”, dirigida pelos Estados Unidos, será transformada numa diretiva colonial  para influenciar um país fabulosamente rico. (Borisova, op cit)
– [According to Olga Borisova, writing in the months following the October 2001 invasion, the US-led “war on terrorism [will be transformed] into a colonial policy of influencing a fabulously wealthy country.” (Borisova, op cit).]
Parte da agenda US-OTAN é finalmente o de se apoderar das reservas de gás  e de  impeder o desenvolvimento dos interesses competidores vindo da Rússia, do Irã, e da China no Afeganistão.
Michel Chossudovsky
Traduzido por Anna Malm – Correspondente de Pátria Latina na Europa, http://artigospoliticos.wordpress.com
Note (inglés)
1. The Golden Crescent trade in opiates constitutes, at present, the centerpiece of Afghanistan’s export economy. The heroin trade, instated at the outset of the Soviet-Afghan war in 1979 and protected by the CIA, generates cash earnings in Western markets in excess of $200 billion dollars a year.
Since the 2001 invasion, narcotics production in Afghanistan  has increased more than 35 times. In 2009, opium production stood at 6900 tons, compared to less than 200 tons in 2001. In this regard, the multibillion dollar earnings resulting from the Afghan opium production largely occur outside Afghanistan. According to United Nations data, the revenues of the drug trade accruing to the local economy are of the order of 2-3 billion annually.
In contrast with the Worldwide sales of heroin resulting from the trade in Afghan opiates, in excess of $200 billion. (See Michel Chossudovsky, America’s War on Terrorism”, Global Research, Montreal, 2005)

REFERÊNCIAS E NOTAS.
Prof. Michel Chossidovsky, “The War is Worth Waging” : Afghanistan´s Vast Reserves of Minerals and Natural Gas – The War on Afghanistan is a Profit driven “Resource War”

E volta à cena a Al-Qaida...


Como é possível que um microscópico grupo anticomunista no Afeganistão, que não tinha mais que 200 membros ativos em 2001, tenha-se tornado suposta ameaça planetária?

Como pode a al-Qaida estar em todo o Oriente Médio, Norte da África e em grande parte da África negra? E, isso, depois de os EUA terem consumido mais de $1 trilhão para acabar com a al-Qaida no Afeganistão e no Paquistão?

A resposta é simples. Como organização e ameaça, a al-Qaida é quase nada. Mas como nome, “al-Qaida” e “terrorismo” tornaram-se palavras universalmente sempre à mão, para designar grupos que combatem a influência ocidental, a corrupção ou a repressão na Ásia e na África. A al-Qaida está em lugar algum – mas em todos os lugares.
Se você for um grupo rebelde à procura de publicidade, o caminho mais fácil e declarar-se aliado da fugaz, impalpável, inexistente al-Qaida.
Tome-se o Iraque, onde a luta avança sem trégua entre governo xiita e milícias sunitas na Província Anbar. Interessante: o levante sunita está centrado em Fallujah, que foi destruída, reduzida a escombros pelos Marines dos EUA e arruinada para sempre por bombas de urânio e munição ilegal de fósforo branco, como ‘aviso’ aos iraquianos que ousassem resistir.
Depois que os EUA invadiram o Iraque em 2003, mais de uma dúzia de grupos iraquianos de resistência surgiram, para lutar contra os norte-americanos e seus recém aparecidos novos aliados xiitas. O principal desses grupos era o Partido Ba’ath de Saddam Hussein e militares veteranos iraquianos. Como já disse várias vezes em grandes redes de TV dos EUA, nunca houve nem al-Qaida nem armas nucleares no Iraque. Agradeçam a George W. Bush pela chamada al-Qaida do Iraque.
Graças à mágica da manipulação pela imprensa-empresa de massa, Washington conseguiu desviar a atenção, fazendo que todos deixassem de ver os grupos da resistência sunita – “terroristas”, como foram rotulados –, para só verem um único grupo de doidos degoladores liderados por um jordaniano, renegado, misterioso, Abu Musab al-Zarqawi. Todos os demais grupos da resistência sumiram de vista.
Alguns reaparecem agora, no oeste do Iraque, dentre eles, mais falado, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Síria) [orig. Islamic State of Iraq and the Levant (Syria), ISIS). Sempre é dito “ligado à al-Qaida”, quando a imprensa-empresa ocidental fala dele, mas provar alguma ligação, ninguém jamais provou. E o governo cada dia mais brutal do Iraque também alardeia que estaria lutando contra a al-Qaida na Província Anbar.


A simples menção da palavra ‘de trabalho’ al-Qaida bastou para lançar os Republicanos e neoconservadores norte-americanos em estado de frenesi. Exigem que o governo Obama “faça algo”. Talvez... reinvadir o Iraque? Há 10 mil soldados dos EUA bem ali perto, no Kuwait.
Forças especiais, aviões tripulados ‘presencialmente’ e tripulados à distância, os drones, dos EUA, e mercenários da CIA já estão em ação em torno de Fallujah e Ramadi. Como em outras vezes, a CIA está pagando milhões a tribos sunitas para que combatam forças antigoverno.
Por loucura que pareça, os EUA consideram a possibilidade de comprar helicópteros de ataque da Rússia para dá-los ao regime de Bagdá, como estão fazendo atualmente no Afeganistão com o regime de Cabul.
Por falar de Afeganistão, o ex-diretor do Pentágono Leon Panetta admitiu que não havia mais que de 25 a 50 membros da al-Qaida no Afeganistão. Mas agora já há al-Qaida no Paquistão, Jordânia, Arábia Saudita, Iêmen, pelo Norte da África, Nigéria, Mali, República Centro-Africana e por aí vai. O grupo Shebab da Somália, de resistência anti-ocidente, também já é apresentado como “ligado à al-Qaida”.
Nos tempos da Guerra Fria, praticamente todos os grupos que se opunham à dominação ocidental eram chamados comunistas. Hoje, a al-Qaida substituiu o comunismo como nome a usar em todas as ‘emergências’. A ideia generalizada – mas provavelmente errada – segundo a qual a al-Qaida de Osama bin Laden teria sido responsável pelos ataques do 11/9 converte qualquer coisa “ligada à al-Qaida” em candidato nato à liquidação sumária.
Rotular seus inimigos como “terroristas” é ótimo modo de deslegitimá-los e negar-lhes qualquer direito político ou humanitário. Foi o que fez Israel, com muita eficácia, contra palestinos desesperados.
Contudo, o problema óbvio aqui é que, ao fazer isso, cria-se suprimento infinito de “terroristas”, o que leva a pressões a favor de guerras contra eles. Isso, e o petróleo, já meteram forças especiais dos EUA África adentro, por toda a África negra. Essa é a “guerra longa”, infinita, que os círculos militaristas e neoconservadores nos EUA desejam, e contra a qual o presidente Dwight Eisenhower tão prescientemente alertou, nos idos dos anos 1950s.
O Egito é mais um trágico exemplo de propaganda distribuída pela imprensa-empresa, que vira ‘fato’. A maioria do povo egípcio, que votou e elegeu democraticamente um governo, em eleições limpas, e o governo que os egípcios elegeram, já são hoje universalmente condenados como “terroristas” pelos generais bandidos que derrubaram o governo eleito no Cairo. Qualquer um que se oponha à junta militar apoiada pelos EUA e pela Arábia Saudita é “terrorista”. Provavelmente dirigem carros terroristas, comem comida terrorista e têm filhinhos terroristazinhos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Genocídios promovidos pelo assassino Sharon são a prática do sionismo



A morte de Ariel Scheinermann, mais conhecido como Ariel Sharon, ocorrida dia 11 de janeiro, é uma ocasião para denunciarmos os inomináveis crimes cometidos pelo sionismo em todo o mundo, especialmente contra o povo palestino, incluindo o período (2001 a 2006) em que Sharon foi primeiro-ministro de Israel, estado títere do imperialismo estadunidense cuja política genocida deve ser combatida por todos os revolucionários que ainda são dignos dessa classificação. 

Líder do ultradireitista partido Likud, Sharon estava há 8 anos em coma profundo, após sofrer, em 2006, dois derrames que o incapacitaram por completo, sendo então substituído por Ehud Olmert na chefia do governo. Durante sua gestão como primeiro-ministro, Sharon aprofundou a política assassina e genocida que, desde a fundação do Estado de Israel, em 1948, vem sendo praticada pelo sionismo contra o povo Palestino. Os ‘legados’ da administração Sharon foram, entre outros, o crescente incentivo à ocupação ilegal de território Palestino por colonos judeus (os chamados ‘assentamentos’ na Cisjordânia), o aumento da tensão na Faixa de Gaza e uma repressão tão brutal cujo paralelo, na história da humanidade, só se encontra no estado nazista e nas agressões perpetradas pelos EUA e seus consortes contra o proletariado do mundo inteiro. 

Mas, muito antes de ser primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon já prestava serviços sujos ao sionismo. Nos anos 50, por exemplo, ele participou da conhecida ‘Unidade 101’, força paramilitar israelense que realizou uma série de ataques contra os vizinhos palestinos, incluindo o famoso massacre de Qibya, em 1953, quando cerca de 60 civis palestinos foram mortos num ataque na Cisjordânia. 

Uma das maiores agressões cometidas por Sharon, no entanto, foi o massacre de muçulmanos no Líbano, em 1982. Então ministro da defesa, Sharon passou a apoiar e atiçar os cristãos contra os muçulmanos, com o objetivo de fazer daquele país um posto avançado de Israel. Naquele mesmo ano, sob o pretexto de que a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) teria promovido ataques na fronteira do Líbano — então em guerra civil —, as tropas israelenses invadiram Beirute, facilitando assim o genocídio promovido por falangistas libaneses maronitas que invadiram dois campos de refugiados palestinos — Sabra e Shatila — situados em área controlada pelo exército israelense. No episódio, 452 civis palestinos foram brutalmente assassinados.

As brutalidades e genocídios cometidos pelo assassino Ariel Sharon não devem, contudo, ser entendidos como um ‘caso à parte’ na política israelense. Ao contrário, são a essência mesma do sionismo e sua política fascista, como provam a continuidade dos ataques ao povo palestino e as ações imperialistas praticadas por aquele estado no mundo inteiro, agora sob a liderança do também genocida primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. 

É uma lástima e uma vergonha que o governo brasileiro até hoje não tenha rompido relações diplomáticas com Israel. A exemplo de seus antecessores, Lula e Dilma seguem coniventes com a política genocida do sionismo em nível internacional, mostrando, assim, o caráter direitista do governo do PT.


Movimento Marxista 5 de Maio

sábado, 4 de janeiro de 2014

Preso Francisco Toloza, lider da Marcha Patriótica, em Cúcuta-Colômbia


Agência de Imprensa Rural / Sábado 04 de janeiro de 2014 



O professor universitário Francisco Javier Toloza Fuentes, membro da Junta Patriótica Nacional e responsável do comitê de relações internacionais do movimento político e social Marcha Patriótica, foi preso hoje na cidade de Cúcuta enquanto descansava com sua família.

Toloza, além de militante de esquerda, é um cientista político da Universidade Nacional da Colômbia, mestrado em Sociologia e cursando doutorado em Estudos Políticos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Faixa de Gaza sofre com frio e enchentes


gaza-enchenteAs chuvas torrenciais que atingiram a Faixa de Gaza nos últimos dias acentuaram o drama humanitário que se desenvolve no território palestino controlado por Israel. Mais de 40 mil habitantes permanecem desalojados, após as enchentes provocadas por chuvas torrenciais na região. Para chegar aos habitantes das localidades inundadas as equipes de resgate tiveram de utilizar barcos. As Nações Unidas declararam o norte da Faixa de Gaza uma zona de calamidade, também por causa do frio intenso.
O controle de fronteiras que cerca a Faixa de Gaza somente liberou a entrada do primeiro embarque de combustível industrial na noite passada, após 45 dias de bloqueio. A chegada do combustível representou um pequeno alívio após uma nevasca de intensidade rara ter atingido Jerusalém e parte da Cisjordânia ocupada. A nevasca, que começou na quarta-feira passada, foi descrita pelas autoridades como a pior em décadas, paralisou a cidade de Jerusalém e deixou milhares de pessoas sem energia em Israel e na vizinha Cisjordânia.
A falta de combustível dificultou os trabalhos de resgate em Gaza, onde a estimativa de autoridades do Hamas é de que grande parte das 40 mil pessoas desabrigadas ainda seguem ao relento, protegidas muitas vezes por uma lona apenas. Gaza vem sofrendo de desabastecimento crônico de combustível devido ao controle das fronteiras imposto por Israel e Egito, desde que o grupo fundamentalista Hamas tomou o poder em 2007.
Autoridades palestinas de fronteira disseram que o embarque de combustível neste domingo foi pago pelo Qatar, país rico em petróleo e aliado do Hamas no passado. A tempestade de neve atingiu Gaza em um momento difícil. A falta recorrente de energia levou à suspensão da maioria dos programa de saúde e serviços.
Segundo a polícia israelense quatro palestinos morreram em acidentes relacionados com a nevasca. Escolas foram fechadas em Jerusalém e Cisjordânia.
Área de desastre
Antes de declarar calamidade pública, as Nações Unidas já descreviam a Faixa de Gaza como “área de desastre”. As enchentes, provocadas por quatro dias de chuvas torrenciais, são tão graves que muitas casas só podem ser acessadas com barcos, já que estão submersas em até dois metros de água em alguns pontos.
gaza-criancas“Grandes partes do norte de Gaza se tornaram zonas de desastre, com água a perder de vista”, diz uma nota agência da ONU responsável pela administração de campos de refugiados nos territórios palestinos. Tempo ruim e nevascas também paralisaram, nos últimos dias, cidades palestinas como Hebron na Cisjordânia ocupada, além de Jerusalém e partes do norte da Galileia.
Na Cidade de Gaza, muitas pessoas ficaram presas em suas casas inundadas. Um homem palestino de 22 anos morreu intoxicado pela fumaça depois de incendiar sua própria casa, informou um porta-voz do governo. O ministério da Saúde de Gaza informou que outras 100 pessoas ficaram feridas nas enchentes que destruíram moradias ao longo do litoral. Muitos dos feridos foram atingidos por objetos que despencaram dos prédios inundados ou se envolveram em acidentes de carro nas ruas alagadas.
A cidade também vinham sofrendo com blecautes de cerca de 12 horas desde que a única usina de energia do território foi desligada há um mês por falta de combustível. Com a chegada de novo carregamento, nesta segunda-feira, a previsão é de que a energia volte aos poucos nas áreas atingidas pelas chuvas.

AntigüIdades da Siria encontradas em museus de Israel


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Una parte de las antigüedades de Siria ha sido traslada a los museos del régimen de Israel, ha anunciado en un informe el canal libanés de noticias 'Al-Mayadin', al referirse al contrabando de patrimonio cultural de Siria al régimen de Tel Aviv. 

De acuerdo con el informe, desde el inicio de los disturbios en ese país árabe, a mediados de marzo de 2011, 16 de los 36 museos en Siria han sido saqueados y al menos 4 mil piezas de su patrimonio cultural han sido robadas.

'Al-Mayadin' ha emitido vídeos sobre el contrabando del patrimonio cultural de Siria, a través de canales subterráneos, y ha señalado que una de las vías por la que los terroristas ganan dinero.

"Los traficantes de antigüedades funcionan como un vínculo entre los terroristas y el régimen de Tel Aviv", ha subrayado el informe, al aseverar que varios grupos de los takfiríes han sido enviados al lugar de investigación de antigüedades en Siria para traficar con ellas y enviarlas a los territorios ocupados a través de Jordania.

"La mayoría de los comerciantes occidentales de patrimonios culturales entran en Siria como un periodista y las operaciones de saqueo y robo se realizan bajo el control del régimen de Israel", ha afirmado el informe.

Desde hace más de dos años, Siria es escenario de una ola de violencia protagonizada por terroristas, financiados y dirigidos desde algunos países occidentales y varios regionales, como Arabia Saudí, Catar y Turquía, que tienen como fin acabar con el Gobierno sirio.

ha/aa/

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sábado, 14 de dezembro de 2013

Os prisioneiros políticos palestinos lutam contra o frio nas prisões de Israel


Um centro palestino dos direitos humanos advertiu nesta quinta-feira sobre a situação deplorável dos prisioneiros palestinos nos carceres  israelenses.
A sociedade Al-Wad, uma organização defensora dos prisioneiros palestinos, expôs que os detidos nas prisões do regime de Tel Aviv estão enfrentando uma situação difícil com a chegada do inverno,  porque, além de tudo, os presos são privados de elementos básicos do inverno, como aparelhos de aquecimento .
Em comunicado, a Al-Wad denunciou  que os guardas do regime israelense não fornecem cobertores nem roupas aos prisioneiros palestinos que, atualmente, protestam contra as condições que são submetidos, através de uma greve de fome.
Anteriormente,  o ministro dos Assuntos Prisioneiro  da Palestina, Isa Qaraque já havia afirmado que mais de 1400 prisioneiros palestinos estão doentes nas prisões do regime de Israel, dos quais 150 têm doenças crônicas e mais de 25 com câncer.
De acordo com fontes palestinas, mais de 170 desses prisioneiros necessitam de cirurgia, no entanto, o Estado de Israel   ignora.
Os prisioneiros políticos palestinos vivem em condições sub-humanas, sem direitos básicos, como água, alimentação adequada, cuidados médicos, educação, visitas regulares e um advogado, entre uma longa lista de injustiças.
Atualmente, cerca de 5.000 palestinos, incluindo mulheres e crianças, são amontoados nessas prisões. A maioria não foram julgados e alguns não têm acusação formal , uma estratégia que o Estado de Israel chama de "detenção administrativa".
Fonte: HispanTV / OICP