segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Em direito internacional a propaganda de guerra é o crime mais grave, porque torna todos os outros crimes possíveis.

Racionalidade ocidental

Se vocês gostaram do incidente do golfo de Tonquim e da guerra do Vietname, das incubadoras kuwaitianas e da primeira guerra do Golfo, do massacre de Racak e da guerra do Kosovo, das armas de destruição em massa iraquianas e da segunda guerra do Golfo, das ameaças sobre Bengazi e da guerra da Líbia, ireis adorar o gaseamento de civis em Ghouta e o bombardeamento da Síria.+
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Crianças sírias assassinadas pelos mercenários
Numa nota difundida pela Casa Branca, o director dos serviços de inteligência dos EU afirma que 1429 pessoas foram mortas aquando de um ataque químico massivo sobre uma dezena de localidades, a 21 de Agosto [1].
Os serviços secretos franceses não puderam proceder, no local, a um balanço das vítimas, assegura uma nota difundida pelo ministério francês da Defesa [2]. Entretanto, eles viram 281 em vídeos, enquanto que a organização « não-governamental » francesa, Médicos sem fronteiras, contou, no caso, e à sua conta 355 em hospitais.
Os serviços de informação aliados referem-se todos aos vídeos. Assim o chefe dos serviços de espionagem dos EUS colectou uma centena no YouTube, enquanto o ministério francês da Defesa não encontrou lá mais que 47. Washington e Paris consideram-no todos como autênticos. Ora, acontece que alguns de entre eles foram postados às 7h00 da manhã, hora de Damasco (o que explica que fossem datados de 20 de Agosto pelo YouTube, que está situado na Califórnia), mas com um sol quase no zénite, o que implica que eles foram gravados de véspera [3].
Todos os observadores notaram forte proporção de crianças entre as vítimas. O Estados Unidos contaram nesta 426, ou seja mais de um terço. Certo, mas nem os serviços secretos americanos, nem os homólogos franceses, se preocuparam em verificar porque tinham quase todos a mesma idade, e porque estavam sós sem família para os chorar. Mais estranho ainda, o gás teria matado as crianças e homens adultos, mas teria poupado as mulheres.
A ampla difusão, através dos canais de satélite, das imagens das vítimas permitiu às famílias alauítas dos arredores de Lattaquié reconhecer as suas crianças, raptadas duas semanas antes pelos «rebeldes». Elas apresentaram de imediato queixa por assassínio junto da Justiça síria, mas os serviços de informação americanos, britânicos e franceses não conseguem saber nada disto, porque os seus satélites não conseguem ler a imprensa síria.
Americanos, Britânicos e Franceses concordam em dizer que as vítimas foram mortas por um gaz neurotóxico, que poderia ser sarin ou conteria sarin. Eles afirmaram basear-se nas suas próprias análises realizadas nos seus laboratórios, em amostras recolhidas por cada um dos seus serviços secretos. No entanto, os inspetores da Onu, vindos ao local recolher outras amostras, só poderão dar o seu veredicto dentro de uma dezena de dias. Com efeito, as análises feitas pelos Americanos, Britânicos e Franceses são estranhas para o mundo da comunidade científica, para quem a avaliação das amostras necessita de um prazo muito mais longo.
Se está claro que as crianças morreram por intoxicação química, não e de todo certo que elas tenham sido gazeadas. Os vídeos que as mostram agonizantes permitem ver uma baba branca, enquanto o sarin provoca uma de cor amarela.
As três grandes potências ocidentais acordaram igualmente em atribuir a responsabilidade deste acontecimento, de importância variável, ao exército árabe sírio. O director do serviço de espionagem dos EU precisa que os seus serviços observaram militares sírios, durante os quatro dias precedentes, a misturar os componentes químicos. Os Britânicos asseguram que não foi aqui que o exército árabe sírio realizou o seu primeiro ensaio, uma vez que já havia utilizado gaz em 14 ocasiões desde 2012 [4].
As revelações dos serviços norte- americanos, britânicos e franceses são corroborados por uma intercepção telefônica. Um alto funcionário da Defesa síria teria telefonado, em pânico, ao chefe da unidade de gaz químico à propósito do massacre. Todavia esta intercepção não foi realizada pelos Americanos, Britânicos ou Franceses, mas ter-lhes-á sido fornecida pela unidade 8200 da Mossad israelita.
Em resumo, os serviços secretos americanos, britânicos e franceses estão 100 % seguros que o exército árabe sírio gazeou um numero indeterminado de civis : para isso terá utilizado uma nova espécie de velho gaz sarin que não atinge as mulheres. Os Estados Unidos vigiaram durante quatro dias a preparação do crime sem intervir. A sinfonia da utilização é que este gaz mágico matou crianças, que haviam sido raptadas pelos jihadistas duas semanas antes, a mais de 200 quilômetros de lá. Os acontecimentos tornam-se conhecidos graças a filmes autênticos rodados, e por vezes postados, de avanço no YouTube. E, são confirmados por uma intercepção telefônica realizada pelo inimigo israelita. Como se trataria da décima-quinta operação deste tipo, o « regime » teria ultrapassado uma « linha vermelha » e deverá ser «punido» por bombardeamentos que o privem dos seus meios de defesa.
Em direito internacional a propaganda de guerra é o crime mais grave, porque torna todos os outros crimes possíveis.
Postado:http://www.voltairenet.org/article180135.html

Tarde da noite em Damasco: antes que os EUA ataquem


Noite em Damasco antes do ataque dos EUA
Os persas, que são alunos brilhantes e articulados bem conhecidos em todo o mundo, e com muitos dos quais tenho tido a honra de discutir política internacional, parecem ter encontrado companheiros intelectuais à sua altura nos árabes sírios.

Cheguei a essa conclusão pelo que vejo acontecer nas ruas em Damasco, não só nas universidades e escolas, mas nas sessões de “feiras de ideias” que acontecem pelas ruas, nos cafés e em locais de reunião.

A noite de ontem é um exemplo. Já passava muito da hora de esse observador ir para a cama, quando apareceram por aqui alguns amigos, convidando para sentar na calçada “por alguns minutos” e discutir notícias que estavam chegando de Washington e São Petersburgo. Terminamos empoleirados nos blocos de concreto que dividem a rua Al Bahsa em frente ao meu hotel – que está fechada para carros – por mais de três horas! Hiba, uma jovem forte e maravilhosa, jornalista palestina nascida no campo Yarmouk de refugiados, serviu-nos de intérprete. Rapidamente se juntaram a nossa volta alguns soldados, e uns tipos da segurança nacional e shabiha apareceram para ver o que estava acontecendo. Alguns até falaram, na discussão animada, rápida, que logo se seguiu.

Vários estudantes e moradores das vizinhanças reuniram-se também no início do “seminário” e logo ficou bem claro que os sírios acompanham atentamente cada desenvolvimento, até a “sexta-feira negra”, dia 12/9/2013, daqui a menos de uma semana. É quando muitos damascenos e observadores estrangeiros creem que os EUA começarão a atacar.

Estudantes caminham calmamente pelas ruas de Damasco antes do ataque dos EUA
Na superfície, a vida parece continuar normalmente, mas as tensões aumentam e as pessoas mostram-se alarmadas com a possibilidade de um ataque norte-americano. Esse observador muito aprendeu dos sírios sobre várias coisas, inclusive sobre o conflito que se vive aqui, e sobre como os eventos tendem a desenvolver-se, tanto localmente quanto internacionalmente.

Bem poucos aqui, praticamente ninguém, ainda supõe que o ataque norte-americano seja “limitado” ou rápido, embora nos últimos dias o pessoal de Obama tenha usado frequentemente a palavra “degradar” (em vez de “demolir” ou “arrasar”); nem alguém acredita que o único objetivo do ataque seja “dar um recado” ao governo sírio.

Velho farmacêutico
Um senhor, idoso, dono de uma farmácia próxima, explicou:

É mudança de regime aqui e em Teerã, nada menos que isso. Bombardearão sem nem saber o quê, porque os tais 75 alvos que listaram já foram esvaziados e estão sendo diariamente mudados de lugar. Todos trabalhamos para não deixar alvos fixos para Obama.

Chamou-me a atenção a sofisticação dos comentários, numa reunião “de rua”. Uma aluna da Universidade de Damasco, que se prepara para voltar às aulas no final desse mês, fez um apanhado do que se deve esperar dos votos no Congresso e explicou ao grupo, que já era então bem maior que o inicial, que, como no dia 4/9/2013, haverá 47 votos “sim”, praticamente imutáveis; 187 “não” altamente prováveis; com 220 votos ou indecisos ou imprevisíveis. Na sequência, disse que tem quase certeza de que o presidente terá ou de retirar a proposta de resolução ou adiar uma votação da Câmara de Representantes.

Uma senhora síria
Outra senhora, que tenho visto no pátio do meu hotel, mencionou matéria do Washington Post com notícia de que a Conferência dos Presidentes das Maiores Associações de Judeus dos EUA está associada ao lobby israelense doAIPAC numa gigantesca campanha de propaganda a favor de guerra total dos EUA contra a Síria. Não sabia e me perguntei como ela estaria tão atualizada. Ela só disse que fizera as contas:

Até aqui, só 21 senadores já declararam apoio ou dão sinais de que apoiam Obama; 13 disseram que se opõem ou tendem a opor-se à Resolução; e há 66 votos indecisos ou desconhecidos.

Já amanhecia quando nossa reunião começou a acabar, e falava-se sobre a Constituição dos EUA. Um jovem, provavelmente aluno de Direito, citou de memória, não o resumo, mas o texto completo do artigo 1, sessão 8, parágrafo 11: “O Congresso tem o poder de declarar guerra (...) e fazer leis sobre captura de terras e águas”.[1]

Em seguida, explicou que essa específica passagem não prescreve nenhum formato que a lei deva ter para ser considerada “Declaração de guerra”, nem a Constituição usa essa expressão. E perguntou:

O senhor pode comparar esse artigo e parágrafo com a lei de 1973 dos “Poderes de Guerra”, interpretá-los um à vista do outro, e nos dizer o que, afinal, o presidente dos EUA está ameaçando fazer contra o nosso país?

Surpreendi-me pensando “Quem será esse moço?” e em seguida, angustiado: “Onde está o professor Richard Falk, quando preciso dele? Só Falk saberia responder essa pergunta...”

Sem saber nem por onde começar a responder, gaguejei alguma coisa como “é excelente pergunta, e podemos nos reunir mais tarde para discutir isso. Já é muito tarde”.

Para minha sorte, quando eu via no relógio que já eram 4h28 da manhã, todos ouvimos o Adhan, (chamada para as preces islâmicas) cantado por um muezzinde uma mesquita próxima. O som reconfortador, meio mágico, flutuou à nossa volta. Era hora das preces do amanhecer, al-fajr. Fui salvo. Eu não saberia o que responder àquele jovem sírio.

Soldados sírios
Os soldados pela rua fizeram silêncio, ouvindo. Sabe-se lá o que passaria pela cabeça deles, para a semana que se anuncia de guerra, talvez sob ataque dos norte-americanos. O grupo começou a dispersar-se e fui salvo de ter de mostrar a minha ignorância. Pelo muezzin, não pelo professor Falk.

O povo da República Árabe Síria é gente politicamente sofisticada e os sírios estão surpreendentemente (para mim) bem informados sobre a atual crise, até detalhes precisos sobre os atores externos e seus projetos e planos.

Temos de desejar o bem deles, e nos unir a eles e às pessoas de boa vontade, como tantos cristãos e muçulmanos e de outras fés em todo o mundo, que se uniram no dia de jejum e preces convocado para esse 7/9/2013, por Sua Santidade o papa Francisco.

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Nota dos tradutores
[1]  Orig. The Congress shall have Power To declare War, grant Letters of Marque and Reprisal, and make Rules concerning Captures on Land and WaterÉ texto que exige tradução técnica, de precisão. Traduzimos o suficiente, só, para ajudar a ler. Correções e sugestões são todas bem-vindas.
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[*] Franklin Lamb foi advogado-assistente do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA e professor de Direito Internacional na Northwestern College of LawPortland,Oregon. Obteve seu diploma de Direito na Boston University, sua pós graduação (LLM), mestrado (M.Phil) e doutoramento (Ph.D). na London School of Economics. Ele está atualmente residindo em Beirute e Damasco.

Depois de 3 anos advogando no Tribunal de Haia, tornou-se professor visitante na Harvard Law School’s East Asian Legal Studies Center, onde se especializou em Direito chinês.Ele foi o primeiro ocidental admitido pelo governo da China visitar a famosa prisão de “Ward Street”, em Xangai. Lamb está atualmente pesquisando no Líbano e trabalhando com a Palestine Civil Rights Campaign-Lebanon e a  Sabra-Shatila Foundation.Seu novo livro, The Case for Palestinian Civil Rights in Lebanon, será lançado em breve.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ATO PÚBLICO CONTRA A INTERVENÇÃO MILITAR NA SÍRIA : Curitiba - PR

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OS POVOS EXERCITANDO A SOLIDARIEDADE: SOLDADOS GREGOS SE NEGAM A PARTICIPAR DA GUERRA DA SÍRIA


“Los soldados griegos no se convertirán en carne de cañón de los monopolios que desencadenan sus guerras para aumentar sus ganancias.”

En tres cartas hechas públicas, los soldados griegos se oponen  a la participación en la guerra de Siria. Los soldados en servicio militar en el campo “Vertsonis” en Lemnos, señalan que “hemos decidido enviar esta carta para expresar nuestra oposición a los preparativos de guerra de los Estados Unidos, la Unión Europea y la OTAN contra el pueblo sirio. Los jóvenes soldados de Grecia no tienen ningún interés en las guerras del imperialismo. No tenemos nada en común con los “aliados” del país que crean la pobreza y la migración. El pueblo griego no tienen nada que ganar con la participación del país en la guerra. Los vencedores serán sólo los intereses de las grandes empresas que realizam investimentos en la región”.
Por otra parte Los soldados del escuadrón 193.a Multiple Rocket Launcher en Eleutheroupoli estado Kevala, en su carta exponen: “Vemos con horror la preparación de un nuevo crimen contra el pueblo sirio. Con el pretexto de la utilización de armas químicas (de acuerdo a lo que es conocido por todos, el uso de sustancias químicas peligrosas que se ha hecho por las llamadas fuerzas disidentes), los Estados Unidos y la Unión Europea están preparando un nuevo ataque con el fin de poner las manos en la riqueza de las rutas del petróleo y el transporte. Saben bien que nunca se han preocupado por los derechos humanos y la paz[...]“Es exactamente la misma excusa que usaron hace unos años con el derramamiento de sangre del pueblo iraquí. Los soldados griegos tienen el deber de defender las fronteras de nuestro país. Cualquier participación directa o indirecta de Grecia en la guerra pone en peligro los derechos de soberanía de nuestro país y la defensa de las personas.
fantaroi-03Como hijos de las personas que se unen a nuestra voz, a la de los movimientos y la demanda popular:
- No a la participación de Grecia en la intervención imperialista en Siria
- El cierre inmediato de la base de Souda
- No le dé ninguna estructura a los Estados Unidos, la OTAN, la UE y sus aliados en cualquier operación militar contra Siria “.
Los soldados en servicio activo en Kavala en el HQ escuadrón de la 20 ª División Blindada declarán:
“Somos soldados, hijos de griegos gente que sirve en el HQ 20 ª División Blindada del escuadrón de Kavala. Declaramos nuestra oposición inequívoca a la inminente agresión militar contra Siria, así como la participación de todos los países en el mismo. Nuestra gente no quiere ahogarse con la sangre de los demás pueblos. Nadie está obligado a creer la propaganda sobre la supuesta “humanidad” o “restauración de la democracia”, que requiere una intervención militar. En todas las guerras, libradas por los imperialistas utilizan diversos pretextos para ocultar la verdad. Para Irak se invocaba a las armas nucleares de Saddam, ahora en Siria, el uso de sustancias químicas por el régimen de Assad. Lo cierto es que detrás del ataque se esconden intereses económicos. El asalto militar planeado en Siria, una guerra por el control de los recursos productivos, el transporte y las cuotas de mercado de la energía. Nos unimos con el movimiento popular que se opone a la guerra imperialista y unimos nuestra voz a la misma:
- El cierre inmediato de la base de Souda
- No a las concesiones a los Estados Unidos, la UE, la OTAN y sus aliados en cualquier operación militar contra Siria
- No apoyar con infraestructura de nuestro país, ni con las fuerzas militares griegas
Los soldados griegos no se convertirán en carne de cañón de los monopolios que desencadenan sus guerras para aumentar sus ganancias. Ni tierra, ni agua a los asesinos de los pueblos”.

Por favor, compartilhe 3 minutos de solidariedade à Siria e / أعطنا من وقتك ثلاث دقائق ...

MANIFESTAÇÃO EM DEFESA DA SÍRIA! FLORIANÓPOLIS - SEXTA-FEIRA 6 DE SETEMBRO - 16 HORAS CONTRA A INVASÃO NORTE AMERICANA, SIONISTA E IMPERIALISTA À SÍRIA


quinta-feira, 5 de setembro de 2013

POSIÇÃO DO GOVERNO DA REPÚBLICA ÁRABE DA SÍRIA SOBRE AS ALEGAÇÕES E DENÚNCIAS OCIDENTAIS DE USO DAS ARMAS QUÍMICAS


           Desde o início da crise na Síria, a cerca de dois anos e meio, os Estados Unidos da América e seus aliados ocidentais e regionais, especialmente o Catar, a Turquia e a Arábia Saudita, e seus instrumentos, os grupos terroristas armados e a Organização Al Qaeda, atuam para destruir a Síria e sua infraestrutura e para matar o seu povo. Estes grupos terroristas protagonizaram terríveis massacres contra os cidadãos sírios, tanto civis quanto militares, e os países que os apoiam lhes forneceram o suporte financeiro, militar e logístico, além de fazerem vista grossa aos seus crimes e responsabilizar o governo sírio por tudo o que vem ocorrendo com o seu país e seu povo.

            Diante da resistência do nosso povo, do nosso exército e da decisão da liderança síria de proteger os seus cidadãos e diante das vitórias alcançadas, alguns países ocidentais e seus aliados regionais, especialmente a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar, passaram a divulgar suposições sobre o uso de armas químicas por parte do governo sírio contra o seu povo desde 2012. Isso nos fez desconfiar de que existia a intenção, por parte dos grupos terroristas, de usar as armas químicas para então acusar o Estado sírio.  O Governo da Síria enviou cartas ao Secretário Geral das Nações Unidas e ao Conselho de Segurança para alerta-los de que os países apoiadores dos terroristas estariam fornecendo-lhes armas químicas para atacar a Síria e acusar o governo sírio de ter cometido tais crimes.

            Em 19/03/2013, um grupo terrorista armado lançou um foguete com ogivas venenosas contra a cidade de Khan Al Assal, nos arredores de Aleppo, vitimando 25 pessoas e ferindo 110 pessoas, entre civis e militares. Neste mesmo dia, a Síria fez um pedido oficial ao Secretário Geral das Nações Unidas para que enviasse uma delegação imparcial e isenta para averiguar o acontecimento, mas os Estados Unidos, a Grã Bretanha e a França colocaram obstáculos à vinda desta delegação através da apresentação de alegações e suposições sobre o uso de armas químicas por parte do governo sírio em outras regiões, meses após o ocorrido.

            Após cinco meses, chegou-se a um acordo entre a República Árabe da Síria e a Secretaria Geral das Nações Unidas para o envio de uma delegação das Nações Unidas para investigar as suposições sobre o uso de armas químicas. Esta delegação iniciou seus trabalhos em 19/08/2013 para investigar o ocorrido em Khan Al Assal e outras localidades no norte da Síria. O Governo da Síria disponibilizou todos os meios de cooperação para que esta delegação chegue à verdade dos fatos.

            Em 21/08/2013, durante a presença da delegação em Damasco e enquanto o exército sírio atuava para combater os grupos terroristas que planejavam invadir Damasco e lançavam diariamente e aleatoriamente foguetes e bombas contra os civis em Damasco, dos quais foram vitimas centenas de inocentes, estes grupos terroristas e seus apoiadores entre os países ocidentais e regionais alegaram que o governo da Síria usou armas químicas em algumas regiões de Ghouta, nos arredores de Damasco. Desde o primeiro momento, os Estados Unidos da América, seus aliados e seus instrumentos na região, especialmente a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar, promoveram uma campanha midiática e política através da qual acusaram o governo sírio e inocentaram os grupos terroristas armados e a organização Al Qaeda destes crimes e pularam para os resultados antes mesmo da delegação das Nações Unidas confirmar o uso de tais armas, chegando ao ponto dos Estados Unidos, da Grã Bretanha, da França e seus aliados anunciarem sua intenção de promover uma ação hostil contra a Síria.

            Em 25/08/2013, o Governo da República Árabe da Síria concordou imediatamente com o pedido das Nações Unidas de enviar a delegação para investigar as suposições de uso de armas químicas em Ghouta, ocorrido em menos de 24 horas desde a chegada de Angela Kane, Alta Comissária das Nações Unidas para o Desarmamento, para combinar visitas a quatro locais onde foram solicitadas as investigações. O Governo da Síria agiu com o mais elevado grau de flexibilidade, transparência, compromisso e responsabilidade baseado no princípio de alcançar a verdade. A delegação iniciou seus trabalhos visitando os locais combinados já no segundo dia, em coordenação com o governo sírio. A Síria cumpriu com todos os seus compromissos em termos de ajuda e garantias objetivando o sucesso da missão.

            A rejeição dos Estados Unidos da América, de alguns de seus aliados ocidentais, regionais e árabes, à resposta rápida, à flexibilidade e à cooperação oferecidas pela Síria à delegação das Nações Unidas mostra as intenções hostis do ocidente contra a Síria e o medo de que suas mentiras, calúnias e seu papel de dar suporte aos terroristas e à organização Al Qaeda, à exemplo do fornecimento de armas proibidas, sejam descobertos.

            O fracasso do plano de destruir o Estado sírio, apesar de todo o suporte ocidental e regional em termos de fornecimento de grandes quantidades de armamentos aos grupos terroristas armados e à organização Al Qaeda, empurrou os americanos e seus aliados para o uso de armas químicas para completar e execução do plano. Não obstante, não há dúvidas de que os americanos e seus aliados atuarão para enganar a opinião pública internacional, fabricando mentiras e argumentos para invadir e ocupar os outros países, fora do contexto do consenso internacional, assim como o fez no Iraque.

            O Governo da Síria não usou e não usará armas químicas, se estas existirem, contra o seu povo sob qualquer hipótese, baseado em seus princípios éticos, legais, políticos e humanitários e afirma que a única frente beneficiada pelo uso das armas químicas são os grupos terroristas armados, a organização Al Qaeda e seus apoiadores. A Síria exige a punição dos terroristas e seus apoiadores que usaram tais armas. A Síria exigiu, através de seu Ministro de Relações Exteriores, de quem acusa o exército da Síria pelo uso destas armas antiéticas, que apresente as provas de sua acusação e as mostre à opinião pública.

            Este impulso hostil contra a Síria e o aumento do tom de ameaças, protagonizado pelos Estados Unidos da América, Grã Bretanha, França e seus aliados para apressar os julgamentos, lançar as acusações e forjar as provas, apesar de não haver nenhuma prova de que o governo sírio fez uso das armas químicas, tem como objetivo atrapalhar a missão da delegação das Nações Unidas e impedi-la de concluir seus trabalhos, assim como ocorreu com o grupo de observadores árabes e com a missão das Nações Unidas presidida pelo General Mood, para abortar quaisquer esforços internacionais para alcançar uma solução política para a crise e ao mesmo tempo para impedir a derrocada dos grupos terroristas armados e da organização Al Qaeda e melhorar a sua moral, atualmente abalada, e para garantir a segurança de Israel através de ataques contra o arsenal de defesa da Síria. Tudo isso mostra, sem sombra de dúvida, as verdadeiras intenções deste plano hostil dos americanos e do ocidente contra a Síria.


            Qualquer hostilidade contra a Síria será um golpe contra as Nações Unidas, sua Carta, sua credibilidade e seu papel de manter a segurança e a paz internacionais. O uso da força contra a Síria por parte dos países ocidentais, através de seus instrumentos regionais, especialmente a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar, devolverá ao mundo de hoje a lógica da hegemonia e da colonização, de forma a ameaçar a segurança, a soberania e a independência dos países em desenvolvimento, fato que exige destes países a unificação de suas posições internas e externas para derrotar estes planos hostis do ocidente e seus instrumentos.

Hassan Rouhani, presidente do Irã: “O ocidente fortaleceu os terroristas no Oriente Médio”


O presidente do Irã Hassan Rouhani disse, nessa 4ª-feira, que Teerã continuará a apoiar Damasco, e condenou qualquer ação militar contra qualquer país da região, especialmente a Síria.

Rouhani destacou que a estabilidade e a segurança da Síria são importantes para a República Islâmica e que qualquer ataque contra Damasco repercutirá em toda a região, principalmente contra os aliados dos EUA. 

“Um dos problemas que o ocidente criou para o Oriente Médio é ter fortalecido o terrorismo” – disse Rouhani, repetindo que derrotar o terrorismo e resistir contra intervenção estrangeira são dos itens básicos do programa do governo do Irã.

“O governo do Irã continuará a garantir ajuda humanitária ao povo sírio, que enfrenta severas limitações em suas condições de sobrevivência” – disse o presidente. 

“Por sorte, o complô ocidental contra a Síria está encontrando vários obstáculos. A Câmara dos Comuns britânica já se opôs ao ataque como lhe foi apresentado, ao perceber que só traria destruição. E o fato de Obama ter precisado buscar a autorização do Congresso confirma que o ataque contra a Síria, que não tem suficiente legitimidade internacional, também não tem legitimidade entre o povo dos EUA.” 

Para o presidente iraniano, “o principal problema na Síria é que a intervenção estrangeira e a infiltração de terroristas estão fazendo calar a livre manifestação do desejo do povo sírio. O Irã continua a insistir em intensos esforços políticos, para preservar a estabilidade regional” – afirmou o presidente Hassan Rouhani.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

OS POVOS DO MUNDO ESTÃO NA RUA EM SOLIDARIEDADE A HEROICA SÍRIA: TODOS SOMOS SÍRIOS

septiembre 2, 2013


 Los militantes del Partido de la Unidad del Pueblo en Ammán, Jordania, a favor de Siria

Amman, Jordan: People’s Unity Party march against U.S. military intervention in Syria, August 30, 2013.
El pueblo jordano exhibe a Gamal Abdel Nasser en las marchas a favor de Siria

Foto: ‎صورة الزعيم جمال عبد الناصر في اعتصام الاردنيين امام السفارة الامريكية لرفض العدوان الامريكي على سوريا.</p><br /><br />
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Foto: ‎عمان الإردن </p><br /><br />
<p>صور ناصر في مظاهرات رفض ضرب سوريا </p><br /><br />
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-El pueblo palestino de Nablus con su hermana Siria
El pueblo turco sale a la calle en contra de toda agresión de Obama contra Siria

Foto: Taksim'deki Barış Zinciri eylemine polis müdahale etti.

Cadena por la Paz en la Plaza Taksim en Estambul bajo la mirada de la policía de Erdogan
En la milenaria Antioquía, ciudad siria cuna de las primeras comunidades cristianas, hoy bajo dominio del Estado turco por decisión francesa se hermanan árabes y turcos en la solidaridad y amor al hermano pueblo sirio.
Foto: Antakya'dan kareler
En Antioquía los musulmanes alauíes árabes con el mártir Ali y el presidente Bashar
Ali el yerno del Profesta martirizado fundador de la Shia exhibido en Antioquía a favor de Siria
- El primer ministro argelino Abdelmalek Sellal reitera el rechazo de su país a toda intervención en contra de Siria, según la Agencia Argelina de Prensa APS.
Las comunidades sirias en Estados Unidos, Belgica, Australia, Francia y otros países se movilizan por la Madre Patria. En la foto superior en Francia y en las inferiores en Bélgica y en Frankfurt, Alemania
Foto: Suriye halki yalniz degildir !</p><br /><br />
<p>Belçika - 01.09.2013
Frankfurt, Germany: “Hands Off Syria!”<br />
Via Antiimperialistische Aktion

OBAMA , os interesses da AIPAC (Israel) e as Monarquias do golfo juntos para destruir mais um país!



" EUA: NAÇÃO INDISPENSÁVEL (PARA BOMBARDEAR)"

Drones bombardearam civis no Paquistão
Sim Nós Espionamos. Sim Nós Dronamos. E Sim Nós Bombardeamos. Ablitzkrieg [guerra relâmpago] de propaganda da Casa Branca para vender ao Congresso dos EUA o Tomahawk-eamento da Síria já está chegando à rotação máxima pré-bombas – festivamente reproduzida pela imprensa-empresa dos EUA [no Brasil, então, nem se fala! (NTs)].

John Kerry
E sim, todos os paralelos com Iraque 2.0 foram trazidos devidamente à baila, quando o Secretário de Estado John Kerry pontificou que Bashar al-Assad “agora se junta à lista de Adolf Hitler e Saddam Hussein” como monstro do mal. Por que nunca mencionam Pol Pot do Camboja? Oh yes, porque os EUA apoiaram Pol Pot.

Cada bola de capim seco que rola pelo deserto de Nevada sabe quem está babando por guerra contra a Síria: vastos setores do complexo industrial-militar; Israel; a Casa de Saud; o “socialista” François Hollande na França, que tem sonhos eróticos com Sykes-Picot. Praticamente ninguém faz lobby no Congresso para que os EUA NÃO FAÇAM guerra à Síria.

E todo esse tão frenético lobby pró-guerra pode até ser supérfluo! O laureado com o Prêmio Nobel da Paz e iminente bombardeador Barack Obama já deixou claro – com obscena repetição do “eu decidi que os EUA devem empreender ação militar” – que pode atacar a Síria, diga o Congresso o que disser.

François Hollande
A “linha vermelha” que Obama se autoinfligiu é vírus mutante: de um “tiro de alerta” metamorfoseou-se para “palmada leve” e agora já está com cara de “Eu Sou o Decisor Bombardeador”. Inútil especular sobre seus motivos reais. Seu recurso de desespero a um Congresso extremamente impopular, cheio de idiotas certificados, pode ser um grito de socorro (salvem-me da minha própria estúpida “linha vermelha”); ou – considerando os imperialistas humanitários tipo-Susan-Rice que o cercam – Obama tende a entrar em mais uma guerra para agradar olobby  do Comitê EUA-Israel de Assuntos Públicos [American Israel Public Affairs Committee (AIPAC)] e da Casa de Saud, tentando esconder-se sob a carapaça dos “altos valores morais”. Parte da conversa é que Israel tem de ser protegida. Mas fato é que Israel já está super protegida por um Congresso dos EUA teleguiado pelo AIPAC.

E aquelas provas?

Os ex-“macaquinhos rendidos comedores de queijo” [1] estão fazendo sua parte, apoiando entusiasticamente as “provas” da Casa Branca, com um relatório que eles mesmos inventaram, baseado em grande parte em inteligência recolhida no YouTube.

Até o canal Fox News admitiu que a inteligência eletrônica que os EUA têm veio, quase toda, da unidade 8.200 do exército de Israel – versão israelense da Agência de Segurança Nacional dos EUA. Em artigo de hoje, o ex-embaixador da Grã-Bretanha Craig Murray desmonta convincentemente a conversa de que os israelenses teriam interceptado essa comunicação.

Dale Gavlak
O mais decisivo contragolpe ao que a Casa Branca diz ainda é a matéria da Mint Press News, assinada pelo correspondente da Associated Press, Dale Gavlak, escrevendo de Ghouta, Damasco, e que ouviu moradores que se opõem a Assad e disseram que:

(...) alguns rebeldes receberam armas químicas por intermédio do chefe da inteligência saudita, príncipe Bandar bin Sultan, e são os responsáveis pelo ataque com gás.

Tive um sobressalto quando li – eu também já escrevi sobre o papel de Bandar Bush como entidade maléfica por trás da nova estratégia de guerra contra a Síria.

Há também o fato de que comandos do exército sírio, dia 24/8, ao invadir túneis “rebeldes” no subúrbio de Jobar em Damasco, encontraram um armazém abarrotado de produtos químicos para preparar “sarin feito em casa”. Os soldados do comando foram atingidos por algum tipo de gás de efeito neurológico e recolheram amostras para serem analisadas na Rússia. O resultado dessa análise, com certeza, é parte da conclusão a que chegou o presidente Vladimir Putin,da Rússia, que já disse que as alegações da Casa Branca não têm qualquer fundamento.

Saleh Muslim
Dia 27/8, Saleh Muslim, presidente do Partido da União Democrática Curda [orig. Kurdish Democratic Union Party(PYD), disse à Agência Reuters que o ataque foi organizado para “culpar Assad”. E por que, caso os inspetores conseguissem provar que foi obra dos “rebeldes”, “ninguém daria atenção”. Suspense: “Será que punirão o Emir do Qatar ou o rei da Arábia Saudita? Ou Erdogan da Turquia?” 

Portanto, independente do que tenha acontecido, os moradores de Ghouta já disseram que o autor do ataque é a Frente al-Nusra; e os curdos sírios dizem que foi ataque planejado para inculpar Damasco.

A essa altura, qualquer advogado decente já teria perguntado “quem se beneficia com o crime?” Que motivo teria Assad – para ultrapassar a “linha vermelha” e lançar ataque com armas químicas, no dia da chegada dos inspetores da ONU a Damasco, com eles a apenas 15 km do local do ataque?

É o mesmo governo dos EUA que vendeu ao mundo a história de um bando de árabes sem treinamento e armados com abridores de latas, que teriam sequestrado aviões lotados de passageiros para usá-los como mísseis para atacar o espaço aéreo mais protegido do planeta, a serviço de uma organização transnacional do mal.

E agora, a mesma organização do mal não seria capaz de lançar um ataque rudimentar, com armas químicas rudimentares e foguetes feitos em casa? – A ideia que também me ocorreu, antes até de ler a matéria de Gavlak. E há muito material que comprova que os “rebeldes” há muito tempo têm acesso a armas químicas (vídeo a seguir). 


Além disso, no final de maio, as forças de segurança turcas já haviam encontrado gás sarin com jihadistas da Frente al-Nusra.

Assim sendo, por que não perguntar a Bandar Bush?

Bandar Bush bin Sultan
E volta-se sempre e sempre, e outra vez, àquela fatídica reunião em Moscou, há apenas quatro semanas, entre Putin e Bandar Bush. 

Bandar teve a ousadia de dizer a Putin que “protegeria” os Jogos de Inverno de 2014 em Sochi. Teve a ousadia de dizer que controla os jihadistaschechenos do Cáucaso à Síria. Os quais só estariam esperando a luz verde dos sauditas, para atacar, feito loucos, as partes baixas da Rússia.

Bandar até entregou seu movimento seguinte:

[nesse casonão há como escapar da opção militar, porque é a única escolha disponível atualmente, uma vez que o acordo político acabou em impasse.

É monstruosa simplificação – em primeiro lugar, porque os sauditas jamais quiseram Genebra-2. Pela agenda ultra sectária da Casa de Saud, de fomentar por toda a parte a cisão de xiitas contra sunitas, a única coisa que conta é quebrar a aliança entre Irã, Síria e o Hezbollah, e custe o que custar.

A novidade mais recente da Casa de Saud é que o mundo “deve impedir a agressão contra o povo sírio”. Mas, se “o povo sírio” concorda em ser bombardeado pelos EUA, a Casa de Saud também concorda.


Muqtada al-Sadr
Comparada a esse absurdo, a reação de Muqtada al-Sadr no Iraque soa como a voz da razão. Muqtada apoia os “rebeldes” na Síria – diferente da maioria dos xiitas no Iraque; de fato, ele apoia a oposição não armada, e insiste que a melhor solução são eleições livres e justas. Rejeita o sectarismo – fomentado pela Casa de Saud. E, porque sabe que se trata só de ocupação militar pelos EUA, também rejeita qualquer bombardeio norte-americano. 

A aliança estratégica Bandar Bush & AIPAC não deixará alma viva, para obter essa guerra. Em Israel, Obama já está sendo pintado, previsivelmente, como “traidor e covarde” frente a “o mal”. A avalanche das Relações Públicas israelenses sobre o Congresso está centrada em ameaçar com um ataque unilateral contra o Irã, caso o governo dos EUA não ataque a Síria. Verdade seja dita: o Congresso aprovaria entusiasmado ataques simultâneos, para os dois lados. O QI coletivo ali pode ser abaixo da idiotia, mas alguns podem ser levados a concluir que o único meio para “castigar” o governo Assad é mandar os EUA fazerem o serviço pesado com a Força Aérea, para os muitos “rebeldes” e, claro, jihadistas – do mesmo modo como a Aliança do Norte no Afeganistão, a peshmerga curda no Iraque e os mercenários anti-Gaddafi na Líbia tanto apreciaram.

E assim temos, resumida, a nação indispensável, que afogou o Vietnã do Norte sob um mar de napalm e agente laranja, que inundou Fallujah sob uma tempestade de fósforo branco e vastas áreas do Iraque com urânio baixo-enriquecido, aí, já pronta para lançar um coisa dessas, “limitada”, “cinética”, o nome que inventem agora, contra um país que não atacou os EUA ou qualquer aliado dos EUA. E tudo baseado em prova muito menos que confiável, e sem parar de falar em “altos princípios morais”.


Quem acredite na conversa da Casa Branca, de que serão só uns poucosTomahawks a descer dos céus sobre bases militares desertas... que alugue casa no País das Maravilhas de Alice. O projeto de resolução que já circula no Capitólio é apavorante.

E ainda que venha a ser seja lá o que for “limitada” e “cinética”, só perpetuará o caos. O ministro russo de Relações Exteriores Sergei Lavrov falou de “caos controlado”. Não. O Império do Caos está totalmente fora de controle.
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Nota dos tradutores
[1] Orig. “cheese-eating surrender monkeys” em referência (depreciativa) aos franceses. A expressão apareceu num episódio de “Os Simpsons”, de 1999 a seguir:

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[*] Pepe Escobar 1954) é jornalista brasileiro, vive em São Paulo, Hong Kong e Paris, mas publica exclusivamente em inglês. Mantém coluna (The Roving Eye) no sia Times Online; é também analista e correspondente das redes Russia TodayThe Real News Network Televison Al-Jazeera. Seus artigos podem ser lidos, traduzidos para o português pelo Coletivo de Tradutores da Vila Vudu, no blog redecastorphoto.
Livros

[*] Pepe EscobarAsia Times Online – The Roving Eye
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu