terça-feira, 28 de maio de 2013

SÍRIA: A mentira sucumbe e a realidade aparece !

OBAMA : A VITÓRIA NA SÍRIA JÁ LHE ESCAPOU

21/5/2013, Jeremy Salt*Al-Ahram Online, Cairo
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


Jeremy Salt* é professor associado de História e Política do Oriente Médio, na Bilkent Universityem Ancara, Turquia.


A realidade – que não aparece nos veículos da imprensa-empresa mundial – é que as forças “rebeldes” estão já em colapso e que o regime de Assad impôs-se contra as gangues armadas por estrangeiros que invadiram a Síria. Assad e seu governo estão vencendo a guerra. Assim sendo, o que fará o ocidente?

Por mais que repita que “todas as opções estão sobre a mesa”, Barack Obama já tenta claramente se afastar de qualquer envolvimento mais profundo na Síria, agora que já se vê que só um ataque direto, intervenção com ocupação militar, conseguirá derrubar o governo de Damasco. Só nos últimos meses, as gangues armadas perderam milhares de homens. Embora o conflito ainda se prorrogue por algum tempo, não há dúvida, entre os especialistas, de que o Exército Sírio está já muito próximo de controlar completamente o levante.
Maaz al-Khatib

Os patrocinadores dessa aventura estão em total confusão. Como antes, a Coalizão Nacional Síria já implodira, agora também o Conselho Nacional Sírio já implodiu. Maaz al-Khatib já é voz apenas marginal. Ghassan Hitto é o único ser no planeta a ostentar o título de Primeiro-Ministro de um comitê. Toda essa gente é causa completamente perdida.

O AUTOPROCLAMADO EXÉRCITO SÍRIO LIVRE E SUAS ATROCIDADES CONTRA O POVO SÍRIO

No mundo real, não no mundo dos delírios, há um vídeo de horror em que se vê um comandante “rebelde” que corta o peito e come, ou pelo menos morde, o coração de um soldado morto. Discute-se se seria um pulmão, talvez o fígado. Os jornais parecem inseguros; dão a impressão de que seria importantíssimo identificar com precisão o exato órgão mastigado. Longe de tentar negar a autoria do ato canibalesco, o perpetrador assume e apropria-se dele e vangloria-se de como retalhou, em pedaços, vários cadáveres de shabihas”. Vídeo a seguir: 



O canibalismo parece ser a mais recente inovação, mas a verdade é que não há o que os psicopatas armados das incontáveis gangues não tenham feito dentro da Síria. Ou, talvez, não se devesse chamar de psicopatas homens capazes de fazer o que fizeram? Afinal, quem mais se deixaria arregimentar para guerra tão absolutamente sem sentido, além de psicopatas? 

O autodefinido Exército Sírio Livre diz que caçará o homem que arrancou o coração do soldado. Ótimo. Que cace também os “rebeldes” cortadores de gargantas e “rebeldes” degoladores em geral. Que cace os “rebeldes” que assassinaram funcionários públicos, antes de jogar os cadáveres pelas janelas do prédio dos correios em Al-Bab. E aproveite para caçar também seus próprios companheiros de armas que deliberadamente jogam carros-bomba contra civis.

Ghassan Hitto
E que não se esqueça de caçar os assassinos do Imã e de 50 fiéis que rezavam numa mesquita em Damasco. E, ainda, os estupradores e sequestradores, inclusive os chechenos que sequestraram dois bispos ainda mantidos em cativeiro em Aleppo, enquanto os líderes cristãos dos governos ocidentais fingem que nada têm a ver com aquilo. Na caçada dos bandidos que macularam a gloriosa reputação do "Exército Sírio Livre", aliás, nem é preciso procurar muito longe, porque há inúmeros bandidos bem ali, nas próprias fileiras. Provas não faltam. A imprensa tem vasta coleção de macabros vídeos nos telefones celulares e câmeras de mão, imagens de rostos muito facilmente identificáveis, porque eles se orgulham muito do que fizeram e querem exibir-se para o mundo. Essa é a gente que a Arábia Saudita e o Qatar dedicaram-se a armar pesadamente, e carregaram de dinheiro, para que tomassem a Síria.  

Essa é a realidade por trás da narrativa de ficção e mentiras que a empresa-imprensa global distribuiu para o mundo ao longo dos últimos dois anos. Nenhum jornalismo: só a regurgitação de cada mentira, de cada exagero, de cada distorção produzida por “ativistas” e pelo chamado Observatório Sírio de Direitos Humanos, de Londres – segundo o qual o “regime” sírio estaria sempre a ponto de desabar, várias vezes por dia; e todas as atrocidades eram sempre, sempre, obra dos soldados sírios. Exceto por alguns poucos artigos assinados recentemente por Robert Fisk, praticamente nenhum veículo de nenhum grande grupo da imprensa-empresa comercial no mundo ocidental noticiou eventos e comentou o conflito do ponto de vista do exército e do governo da Síria.

Bashar al-Assad
Jornalistas eram conduzidos através da fronteira por grupos “rebeldes” e só faziam repetir o que os tais “rebeldes” (eventualmente, canibais) lhes contavam. É como acreditar em tudo que escreviam os “jornalistas” incorporados às tropas do exército dos EUA, como se o que relataram fosse o que realmente acontecia no Iraque. E, também como no Iraque, repetem agora a mesma propaganda sobre “armas químicas”.

Até que, afinal, a mentira sucumbiu e a realidade apareceu. Quem está em colapso não é o governo de Assad, mas os “rebeldes”. Daqui em diante, só a intervenção militar armada e direta, com coturnos em solo, conseguirá salvar os “rebeldes”. Mas, com o governo sírio já contando com sólido apoio dos russos... Não será fácil pôr coturnos norte-americanos em solo sírio. Obama continua pressionado para “fazer mais”, mas não dá qualquer sinal de interesse em deixar-se sugar ainda mais para o fundo do pântano criado pelos seus “rebeldes” na Síria. E outros não darão nem meio passo, se os EUA não marcharem à frente. A Alemanha já se declarou contra qualquer envolvimento; a Áustria disse que já está fornecendo armas aos “rebeldes”, o que a Grã-Bretanha gostaria de ter feito, e que, antes do fim do embargo na União Europeia, que terminará dia 31 de maio em curso, é violar leis internacionais.


TURQUIA


Recep Tayyp Erdogan
Essa semana, todos os holofotes concentraram-se sobre o Primeiro-Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e a viagem que fez a Washington para discutir a Síria com Barack Obama. A Turquia teve papel central no desenrolar do conflito sírio. Arábia Saudita, Qatar e Líbia forneceram dinheiro e armas, mas foi a Turquia, cujo território ficou aberto para a mobilização de gangues armadas que cruzavam a fronteira para depor o “regime”. Erdogan não se afastou um passo da posição que assumiu contra Bashar Al-Assad há mais de dois anos. O único caso claro de uso de arma química em ataque foi o composto de cloro embalado numa ogiva e disparado contra um posto do Exército Sírio em Khan Al-Assal, que matou vários soldados e civis. Mas Erdogan continua a repetir que foi o Exército Sírio que usou armas químicas e que, ao fazê-lo cruzou a tal “linha vermelha” que Obama inventara. Perguntado, pouco antes de partir para Washington, se apoiaria a implantação de uma zona aérea de exclusão, respondeu: “Desde o início diríamos que sim”.

Semana passada, carros carregados com mais de uma tonelada de C4 e TNT foram explodidos na província de Hatay, na cidade fronteiriça de Reyhanli. Foram mortas, no mínimo, 51 pessoas. A destruição foi massiva. Prédios da administração municipal e dúzias de lojas ficaram soterrados nos escombros. Na sequência, carros com placas sírias foram destruídos e refugiados sírios atacados por grupos da região, enfurecidos. Enquanto destruíam, amaldiçoavam Erdogan. A atrocidade seguiu um padrão já familiar aos sírios: uma primeira explosão e em seguida, quando as pessoas se aproximam para socorrer os feridos da primeira explosão, a segunda bomba, para aumentar o número de vítimas.

Apesar de o governo turco ter declarado que teria sido trabalho de um grupo terrorista que colaboraria com a inteligência (mukhabarat) síria, só as gangues armadas ou um dos governos que as apoia teria algum motivo para cometer tamanha violência. O Exército Sírio está cercando os “rebeldes”, o “conselho dos traidores” baseado em Doha já implodiu, e norte-americanos e russos estão sentando para conversar. Aquele ataque foi claramente planejado e executado para atrair a Turquia diretamente para o conflito, através da fronteira.

Resultado do ataque a Reyhanli (Turquia) tentando levar  à intervenção direta na Síria

ATAQUES DE ISRAEL 


O ataque contra Reyhanli aconteceu uma semana depois que Israel lançou uma série de ataques selvagens contra a Síria. Não foi simples ataque de um míssil. Dois ataques em três dias, durando cada um várias horas, com bombardeio cerrado em torno de Damasco, sugerem fortemente que o objetivo era provocar resposta dos sírios, o que abriria a porta para guerra generalizada, na qual até o Irã poderia ser atacado. Israel alegou que o alvo seria um carregamento de mísseis destinados ao Hezbollah, mas, embora um centro de pesquisa e uma fábrica militar de produção de alimentos tenham sido atingidos, não se viu nem sinal de que algum míssil tivesse sido destruído. Os ataques revelaram-se fracasso político e estratégico. Imediatamente, na sequência, Putin aplicou “uma carraspana” em Netanyahu e o castigou, ou fornecendo ou ameaçando fornecer à Síria mísseis antiaéreos avançados S300. Só a insuperável arrogância do governo israelense explica que tenha insistido que outros ataques viriam, se necessários, e que destruiriam o governo sírio, caso houvesse retaliação.


EUA

Bill Keller
Obama está agora sob pressão doméstica para “fazer mais”. Em Washington, os mesmos que clamavam por guerra contra o Iraque clamam pela ampliação do conflito na Síria. O senador Bob Menendez, empenhado apoiador de Israel, como virtualmente todos os congressistas, apresentou projeto de lei que autoriza o governo dos EUA a fornecer armas aos “rebeldes” (como se os EUA já não estivessem fazendo exatamente isso clandestinamente, diretamente ou usando a Arábia Saudita e o Qatar).

O ex-editor do New York Times, Bill Keller, apoiou abertamente a guerra do Iraque e agora quer também que os EUA armem “os rebeldes” e “defendam os civis ameaçados de ser massacrados dentro das próprias casas” na Síria. Não fala, é claro, dos civis massacrados pelas gangues já armadas.

Washington Post acabou por ter de admitir que o Exército Sírio está em marcha vitoriosa para controlar o conflito, mas nem por isso desiste de tentar mudar o rumo dos acontecimentos

“E se os EUA não intervierem na Síria?” pergunta em editorial, para poder responder-se, o jornal a ele mesmo: a Síria será fraturada, partida em várias áreas sectárias; a Frente Jabhat Al-Nusra assumirá o controle no norte e “remanescentes do regime” ficarão com faixas na parte oeste. A guerra sectária se espalhará e alcançará o Iraque – como se isso já não tivesse acontecido, consequência da invasão norte-americana – e o Líbano. Armas químicas cairão em mãos erradas, “o que provavelmente forçará Israel a intervir, para impedir que cheguem às mãos do Hezbollah ou da Al-Qaeda”. E, se os EUA não intervierem logo, para impedir que tudo isso aconteça, Turquia e Arábia Saudita “poderão concluir que os EUA já não são aliado confiável”.


Há outras respostas muito mais prováveis àquele 
“o que acontecerá”. 

O Exército Sírio expulsará do território sírio os “rebeldes” sobreviventes; e Bashar resultará ainda mais popular do que antes, depois de ter enfrentado com sucesso o maior desafio que se impôs ao Estado sírio em toda a sua história. Haverá eleições em 2014. Bashar será eleito presidente com 75% dos votos. Essa, pelo menos, é a previsão da CIA.

RecepTayyp Erdogan (E) e Barack Obama (D) na Conferência de Imprensa de 16/5/2013
Erdogan chegou a Washington também desejando que Obama “faça mais”, mas é mais do que claro que o presidente dos EUA não quer fazer coisa alguma, muito menos, mais. A imprensa-empresa turca noticiou que Obama dissera que Assad “tem de” sair [orig. “must”], mas não foi o que Obama disse. Obama escolheu muito atentamente cada palavra. Na conferência de imprensa ao lado de Erdogan, ele não disse que Assad “tem de” sair; disse que Assad “precisa” [orig.“needs”] ir e “precisa” transferir o poder para um corpo transicional. É diferença absolutamente importante. Pessoalmente, Obama não quer chegar ao fim de seu governo afundado numa guerra impopular, que os EUA não vencerão, guerra que, além do mais, pode muito rapidamente extrapolar o plano regional e converter-se em crise global.

John Kerry (E) e Sergey Lavrov (D) na reunião de Moscou em 7/5/2013
Pesquisa recente do Instituto Pew mostrou que o povo norte-americano já não tolera guerras no Oriente Médio. E a conversa entre Kerry e Lavrov indica que, dessa vez, já deixado para trás o Acordo de Genebra de julho de 2012, os EUA estão seriamente interessados em negociar um fim para a crise na Síria, mesmo que outros não considerem ainda sequer essa possibilidade. Se há alguma ameaça a pesar contra a posição dos EUA, o mais provável é que esteja crescendo entre seus amigos e aliados.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

LIT, junto com ONGs pró-imperialistas, pede que Obama forneça armas pesadas aos “rebeldes” na Síria


BREVE COMENTÁRIO DO BLOG: 

Lamentavelmente, com a publicação de um documento nas páginas da seção brasileira da LIT sobre a Síria, respondido abaixo pela a organização   LBI,  verdadeiramente,  temos que constatar a perda deste setor  na trincheira da luta antimperialista e no apoio a resistência dos povos árabes contra a terrível estratégia belicista  imposta pelos EUA e seu aliado histórico, Israel; além de ficar politicamente visível e claro sua decadência política, moral e etnica quando chama, agora com todas as letras, a unidade militar com o imperialismo contra o povo sírio e quando,  descaradamente, sem nenhum pudor, reproduz as mentiras e ideologias do inimigo, publicadas nas mídias pró sionistas e a partir dos relatórios das ONGs,  não menos comprometidas .

Repetem com a Síria o que fizeram com a Líbia, hoje visivelmente em plena barbarie e entregue as grandes coorporações imperialista e sionistas. Chamam de revolução popular, as barbaridades que os mercenários armados pelas Ditaduras do Golfo e os fundamentalistas aliados do sionismo fazem contra o povo sírio. 

Este vergonhoso documento intitulado "Cercar a revolução Síria com solidariedade ativa" só vem confirmar as denúncias expostas nos textos da cientista política, Maristela R. Pinheiro, onde denuncia o apoio e a unidade político-militar deste setor à estratégia imperialista contra os povos árabes e de como o desenrolar desses acontecimentos irão afetar os destinos da Palestina e como isso é escondido dos seus militantes. 

Uma pergunta que não quer calar: Por que fazem o que fazem?

Os textos mencionados  são os seguintes
"Na trincheira do Inimigo"  - http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2013/01/na-trincheira-do-inimigo.html
"Maristela responde ao PSTU, reiterando suas críticas" -  http://somostodospalestinos.blogspot.com.br/2013/02/maristela-r-santos-pinheiro-responde-ao.html)


LIT, junto com ONGs pró-imperialistas, pede que Obama forneça armas pesadas aos “rebeldes” na Síria

A LIT acaba de elaborar um “balanço” – escandaloso – dos três anos do conflito na Síria. Com todas as letras se coloca ao lado dos “rebeldes”, armados pelas potências imperialistas e Israel, contra o governo de Assad.

Até aí nenhuma surpresa!

O que chama atenção é que os morenistas reclamam abertamente do suposto “tímido” apoio da Casa Branca aos mercenários sírios! Os ataques do enclave sionista nos arredores de Damasco, o fornecimento de armas via Turquia pela OTAN e os atos terroristas contra o território sírio não bastam! Como o povo sírio não se dobrou aos ditames do imperialismo, a LIT junto com várias ONGs pró-imperialistas (ver cartaz), está organizando para 31 de maio um “Dia Global de Solidariedade com a Revolução Síria”, cujo eixo é reivindicar dos EUA, da União Europeia e seus títeres mais armas pesadas para os “rebeldes amantes da democracia”: “É necessário exigir de todos os governos do mundo, começando por aqueles países da região que são parte da revolução, como Egito, Tunísia e Líbia, que rompam relações diplomáticas e comerciais com a ditadura de Assad e que enviem aviões, tanques e armas pesadas, medicamentos, alimentos e todo tipo de apoio material para as milícias rebeldes, para que estas possam derrotar e acabar com este regime que oprime o povo sírio” (Cercar a Revolução Síria com solidariedade ativa - Suplemento Correio Internacional, 22/05).

 Trata-se de um verdadeiro chamado à intervenção militar na Síria em socorro aos “rebeldes” não só pelos exércitos controlados pelo Pentágono no Oriente Médio e Norte da África (Egito, Líbia e Tunísia), mas pelo próprio imperialismo, já que “todos os governos do mundo” obviamente inclui EUA, Israel, França, Inglaterra e Itália!!!


Ao mesmo tempo em que conclama o imperialismo agredir a Síria ainda com mais intensidade, a LIT ataca violentamente o Hezbollah, assim como denuncia o apoio dos governos da Venezuela e Irã ao governo de Assad, também alvos da ofensiva neocolonialista da Casa Branca.

Segundo os morenistas, “A contraofensiva do regime, que parecia esgotado e amargurava uma série de derrotas pontuais, baseia-se em um elemento novo e de muita importância política e militar: a entrada de forma aberta e contundente dos combatentes do Hezbollah, a partido-milícia xiita libanês, no campo militar da ditadura síria. Desta forma, o Hezbollah, que conseguiu uma importante autoridade e admiração de milhares de ativistas em todo o mundo por ter derrotado a invasão de Israel ao Líbano em 2006, na guerra civil síria está cumprindo um papel literalmente contrarrevolucionário, colocando toda sua autoridade política e seu poder militar a serviço da sustentação da ditadura da família Assad. Este elemento leva-nos a reafirmar uma conclusão: a esta altura da guerra civil, a ditadura mantém-se no poder fundamentalmente devido ao apoio externo que recebe, como é sabido, não só do Hezbollah, mas também do regime teocrático e reacionário do Irã, que lhe proporciona mísseis e especialistas militares; da Rússia, que lhe provê armas modernas e dispositivos antiaéreos, além de todo o trabalho diplomático e o peso de sua base naval em Tartus; e de países como a Venezuela governada pelo chavismo, que lhe fornece uma parte do combustível utilizado pela aviação do regime para bombardear os rebeldes e a população civil”.

Como se observa, trata-se de uma política de completo alinhamento político e militar destes revisionistas canalhas aos planos belicistas do Pentágono, sem meias palavras. O ataque da LIT ao Hezbollah, assim como ao Irã e a Venezuela, enquanto os morenistas chamam os EUA e Israel a apoiarem os mercenários sírios, é uma prova contundente de que estamos diante de uma força política corrompida política e materialmente que se passou de malas e bagagens para o terreno da contrarrevolução!

Não por acaso, o artigo da LIT declara que “O processo na Síria é principal confronto da revolução e da contrarrevolução mundial hojee prognostica: “Nestes momentos em que o regime de Assad empreende uma brutal contraofensiva com a colaboração do Hezbollah e com armas e assessores militares do Irã e da Rússia, baseada em ações genocidas contra o povo sírio, como os massacres atrozes e o uso de gases tóxicos, reiteramos que não existe tarefa mais urgente do que envolver com todo o apoio e solidariedade ativa a causa da revolução síria. Trata-se do principal confronto, atualmente, da revolução e da contrarrevolução mundial. Uma vitória ou uma derrota na Síria teriam impactos muito fortes na região do Oriente Médio e no mundo” (Suplemento Correio Internacional, 22/05).

De fato, uma vitória do imperialismo na Síria após destruição da Líbia pela OTAN, que depois do assassinato de Kadaffi encontra-se totalmente sob o controle das transnacionais do petróleo, consolida uma etapa de aberta ofensiva imperialista mundial contra os povos que se aprofunda desde a queda do Muro de Berlim e da liquidação da URSS. Nesse sentido, os planos de Obama contra a Síria e o Irã fazem parte de uma estratégia global para a transição em 2016 para uma gestão republicana com traços cada vez mais fascistas.

Como nos ensinou Trotsky, em meio a uma guerra é necessário tomar posição clara. A LIT encontra-se no campo do imperialismo, os revolucionários leninistas se postam incondicionalmente no terreno das nações oprimidas atacadas, em frente única com os governos burgueses e as forças populares que o apoiam, como o Hezbollah, mas com total independência política diante deles. Até o momento não ocorreu uma intervenção imperialista direta porque os EUA temem que esta ação desestabilize o conjunto da região em um conflito de grandes proporções que saia do seu controle, com uma nova guerra civil no Líbano, na Palestina e o maior envolvimento do Irã no conflito. O Pentágono vem optando justamente por aumentar a ajuda militar aos “rebeldes”, como clama a LIT, para desestabilizar “internamente” o governo Assad que conta com forte apoio popular. Porém, os recentes ataques de Israel provam que uma agressão militar direta de modo algum está descartada. A “conferência de paz” marcada para junho visa justamente pressionar ainda mais a Rússia e a China a rifarem Assad. O regime de Damasco, pela sua própria natureza de classe, insiste em confiar em seus aliados capitalistas “russos e chineses”, um grave equívoco político e militar que pode enfraquecer terrivelmente a resistência nacional a ofensiva brutal do imperialismo que se avizinha. O proletariado mundial deve permanecer alerta à nova guerra de rapina que o imperialismo prepara, e assim como ocorreu no Vietnã desencadear a mais ampla solidariedade com os povos e nações atacadas pela besta imperial, denunciando como uma ação pró-imperialista o “Dia Global de Solidariedade com a Revolução Síria” marcado para 31 de maio, organizado pela LIT em conjunto com ONGs. O amargo exemplo da desastrosa derrota sofrida na Líbia onde a quase totalidade da “esquerda” postou-se no campo da contrarrevolução não deve se repetir, sob pena de enfrentarmos o pior retrocesso histórico desde a ascensão do nazismo.

A LIT clama para que o imperialismo seja ainda mais duro em suas medidas contra a Síria. Em sua “denúncia” de por que Obama e a OTAN supostamente estariam protelando um ataque militar a Síria, o PSTU cinicamente alega que “Em síntese, o imperialismo, impossibilitado de intervir militarmente, faz um jogo no qual, por um lado se localiza do lado da oposição ao regime, sobretudo da moderada Coalizão Nacional Síria, mas condicionando até sua autoridade, bem como não está disposto a armar os rebeldes para derrubar Assad e, por outro, também não pode permitir um esmagamento militar dos rebeldes pela ditadura. Um equilíbrio difícil que aponta a um desgaste geral para forçar uma saída negociada. Para isso, valeu-se da força militar de seu enclave dentro da região, Israel, para demonstrar a Assad e sua guarda pretoriana que a melhor solução ao conflito seria seguir o caminho que os Estados Unidos e seus aliados estão traçando: um acordo por cima para evitar um triunfo revolucionário das massas sírias” (Suplemento Correio Internacional, 22/05).

Desta forma, esses falsários pró-OTAN chegam ao delírio de afirmar que o governo nazi-sionista de Israel sustenta o regime de Assad para deter o avanço da “revolução árabe”, justamente quando o Mossad financia os “rebeldes” para debilitar a oligarquia síria devido a seu apoio militar ao Hezbollah, visando substituí-la por um marionete aliado e submisso integralmente a seus ditames! A LIT cinicamente ainda lamenta a suposta timidez das grandes potências capitalistas no tratamento ao governo sírio, reclamando “em que pese algumas declarações formais contra a violenta repressão, a ONU e os países imperialistas, especialmente os EUA, silenciam diante deste verdadeiro ‘banho de sangue’”. Para a LIT, não basta condenações formais, pressões diplomáticas, sanções econômicas, ataques terroristas que geram terríveis consequências ao povo sírio, é preciso agir, ou seja, intervir já militarmente “contra a ditadura Assad”, assim como fizeram a ONU e a OTAN na Líbia.

Em oposição à farsesca “revolução árabe” difundida pela esquerda pró-OTAN, é evidente que os EUA estão concentrando sua ofensiva “diplomática” neste momento contra a Síria, mas seu alvo belicoso principal está mesmo focado no Irã. Porém, para ter sucesso em sua investida contra o regime dos Aiatolás, depende da neutralização dos adversários militares de Israel em toda região, como Assad. Colocando o governo burguês de Assad na defensiva, sob o pretexto da violação dos direitos humanos contra uma oposição nazi-sionista, o imperialismo ianque e seus “sócios” buscam isolar o Irã de possíveis aliados, em sua próxima aventura guerreirista! Está colocado frente à escalada política e militar do imperialismo em apoio aos “rebeldes” made in CIA na Síria, assim como fez na Líbia, combater para que a luta dos povos do Oriente Médio não sirva para o imperialismo debilitar os regimes que têm fricções com a Casa Branca (Irã e Síria), ou mesmo como cínico pretexto para justificar intervenções militares “humanitárias” como a que ocorreu na Líbia. Cabe aos marxistas leninistas na trincheira da luta contra o imperialismo e pelas reivindicações imediatas e históricas das massas árabes, postarem-se em frente única com os governos das nações atacadas ou ameaçadas pelas tropas da OTAN e combater os planos de agressão das potências capitalistas sobre os países semicoloniais da região, desmascarando vigorosamente aqueles que se fingindo de “esquerda” avalizam a sanha neocolonialista de Obama e seus sócios.

http://lbi-qi.blogspot.com.br/2013/05/lit-junto-com-ongspro-imperialistas.html#more

quarta-feira, 22 de maio de 2013

DESCOBERTO GRUPO MILITAR ISRAELENSE NA SÍRIA




SÍRIA: Grupo de militares israelenses é descoberto entre os mercenários 
RT Rusia Publicado: 20 mai 2013
As tropas governamentais sírias detiveram um veículo israelense durante uma operação na cidade de Al Qusair, um importante baluarte das forças insurgentes, segundo afirmam os meios de comunicação estatais sírios.
Segundo tais fontes, o veículo militar israelense detido serve para monitorar a comunicação e para interferir em sinais sem fio. Insistem que essa é uma prova clara do envolvimento dos militares e dos membros da inteligência israelense no país árabe. “Encontramos munição de guerra, uniformes e diversos aparatos para comunicação no carro”, especifica um dos efetivos sírios.
Fontes do RT no Exército sírio, por sua vez, revelaram a descoberta de uma unidade militar com 4 israelenses, uma mulher entre eles, na localidade e de um morteiro de defesa israelense na zona de Al Dabaa, situada a 7 quilômetros de Al Qusair. Além disso, também relataram a detenção de 11 militares hebreus armados na mesma cidade de Al Qusair, cujo controle foi retomado pelo Governo. Dois dos militares israelenses foram feridos na ação.
A investida militar que devolveu o controle sobre o lugar – um ponto estratégico próximo da fronteira com o Líbano, utilizado como ponte pela qual a oposição recebia armas e mercenários – às tropas de Bashar al Assad ocorreu em poucas horas. “O que aconteceu hoje em Al Qusair demonstra claramente a vitória de uma filosofia de vida e uma grande firmeza ante os assassinos de aluguel que representam os grupos armados na Síria. Não podemos deixar de falar sobre o êxito desta ofensiva do Exército sírio e de tudo o que foi conquistado”, comentou o escritor e jornalista Sair Ibrahim.
Segundo informam os militares, o operativo se baseou em uma estratégia muito estudada. Os soldados rodearam a cidade, libertando sua periferia e evacuando os moradores dessas zonas para evitar o derramamento de sangue. Apesar disto, não puderam evitar combates, nos quais um bom número de rebeldes foi abatido. Os combatentes da formação armada Frente an Nusra, que participa da Al Qaeda, também sofreram perdas significativas e outros tantos foram obrigados a capitular ou fugir. “Grupos armados que se encontravam na cidade de Al Qusair constituíam a Frente An Nusra e grupos similares. Eles tomaram civis como reféns e os utilizaram como escudo humano. Agora, Al Qusair, em um sentido estratégico militar se encontra sob o controle do Exército sírio e essa é uma grande vitória”, insiste o analista militar Salim Jarbah.
Por sua vez, o analista internacional Carlos Martínez opina que o envolvimento de Israel no conflito interno sírio tem um objetivo muito preciso: “De fato, ali existe uma coalizão entre Israel, Ocidente e as monarquias do Golfo para acabar com a influência do Irã”. Segundo aponta, uma Síria completamente destroçada e sem um governo claro seria um grande passo para alcançar este objetivo, já que Damasco e Teerã sempre foram aliados fiéis.

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

ATO POLITICO CULTURAL MARCA O DIA DO NAKBA NO RIO DE JANEIRO


Entre os dias15 e 17 de maio,  realizamos a mostra  NAKBA – A TRAGÉDIA PALESTINA,  no Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) . Durante o evento foi lançada a revista PALESTINA RESISTE que teve o apoio da ADUFERJ - Associação de Docentes da UFRJ.O evento contou com a parceria inestimável do Atelier Arte Livre e seus alunos.


Entre  telas,  serigrafias, publicações, desenhos, dança e poesia  realizamos um ato pela justiça, pelo fim do apartheid , do genocídio e da limpeza étnica  que   Israel  pratica , há 65 anos, contra o povo original da Palestina, mas sobretudo realizamos a celebração da resistência e do internacionalismo proletário com o povo árabe em sua luta sangrenta contra o inimigo sionista.

O objetivo do evento foi demonstrar  a luta de milhões de palestinos dos territórios  ocupados da Cisjordânia, Gaza  e Jerusalém  Oriental  e  de outros milhões espalhados pelo mundo como refugiados  e  denunciar  as décadas de expurgo, violência,  humilhação  e miséria a que foram, e continuam sendo,  submetidos desde  da expulsão de sua terra natal , na maior limpeza étnica   da História, para desocupar   seu país  e dar lugar para  a implantação do Estado de Israel. 

No dia 15 de maio, na abertura da mostra , fizemos um ato político que contou com  a presença de cerca de 150 pessoas , na ocasião , os oradores reafirmaram o compromisso: com as tarefas da solidariedade internacionalista  na luta antimperialista e com a  resistência do povo árabe em geral, em particular com os 65 anos de resistência Palestina; em manter viva e na memória dos brasileiros o significado do Nakba - a tragédia da ocupação sionista no mundo árabe, que se inicia na Palestina e o compromisso de denunciar e exigir o fim da tragédia vivida pelos centenas de prisioneiros palestinos, entre os quais as mulheres e crianças, nos cárceres israelitas, submetidos as piores humilhações, sem direitos à saúde, à visitas, à dignidade humana.

Nesta terceira mostra realizada pelo Comitê de Solidariedade à luta doPovo Palestino do Rio de Janeiro  com o Atelier Arte Livre   houve, além das telas pintadas pelos estudantes do Atelier Arte Livre e de artistas profissionais,  apresentação de dança típica da região e de poesias palestinas de combate e uma inovação: enormes painéis de tecido estampados com cenas de 65 anos de luta dos palestinos pela devolução de sua terra usurpada, pelo direito de retorno e em defesa dos prisioneiros políticos  palestinos nas prisões israelenses.

Com o lançamento da Revista“PALESTINA - resiste,  durante o evento,  foi possível oferecer  ao público  uma narrativa compreensível  dessa  história trágica da Terra Santa. 


“NÃO, A PINTURA NÃO É FEITA PARA DECORAR APARTAMENTOS. É UM INSTRUMENTO DE GUERRA PARA OPERAÇÕES DE DEFESA E ATAQUE CONTRA O INIMIGO”, disse Pablo Picasso, ao comentar sobre sua obra. E como instrumento de guerra, Picasso usou o pincel para retratar todo o horror de homens, mulheres e crianças, mutilados, de forma magistral. Assim ele criou Guernica uma das obras de arte mais importante do século xx.”
Não é por acaso que o sionismo/imperialismo trata de dominar todas as formas de arte e controlar todo o tipo de expressão artística. Quando pensamos em realizar uma mostra com exposições de artes plásticas, dança , poesias e outros tipos de expressões artísticas, nos inspiramos também nessa declaração de Picasso. Para resistir ao inimigo sionista/ imperialista é preciso lançar mão de todos os tipos de armas, e a arte é uma delas. 

(comentário da Jornalista responsável pela Revista Palestina Resiste, Beth  Monteiro, sobre o evento realizado pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ, o Blog Somostodospalestinos.blogspot.com e o Atelier Arte Livre)
Cenas da Mostra Nakba, Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, 15/05/13






















quinta-feira, 16 de maio de 2013

SERÁ QUE ALGUÉM AINDA TEM ALGUMA DÚVIDA SOBRE O QUE ACONTECE NA SÍRIA?

Novo Vídeo Mostra Execução de 11  soldados árabes sírios prisioneiros dos "rebeldes", ou mais conhecidos como mercenários do sionismo
Um novo vídeo difundido na Internet mostra mais um crime brutal , acrescentado a longa lista daqueles cometidos pelos mercenários na Síria.

O vídeo mostra a execução sumária, pelos terroristas da frente Nusra, ligados à Al Qaeda,  de um grupo de onze prisioneiros soldados sírio.

O trágico episóidio ocorreu na província de Deir al-Zur, no leste da Síria.
No vídeo, o terrorista/mercenário que dirige a execução dos soldados fala com sotaque saudita.

Até agora, nenhum dos governos ocidentais amigos de terroristas na Síria, como os EUA, Reino Unido ou França, comentaram sobre estes crimes hediondos.

A divulgação deste  vídeo vem poucas horas depois de um outro vídeo  do canibal terrorista  mercenário Khalid al Hamad, também conhecido como Abu Sukkar, ter circulado na internet, onde se via este último extraindo o coração de um soldado sírio e o comendo.
Este vídeo causou uma comoção  internacional, incluindo até a das Nações Unidas.
Cabe esclarecer que  Frente Al Nusra, que é o maior e o mais ativo grupo armado na Síria durante vários meses jurou fidelidade ao líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri.

Fatos que recordam os atos cometidos por milícias dos contras, financiados e treinados pela CIA, na Nicarágua, na década de oitenta do século passado, para abortar a revolução sandinista. 

Atos semelhantes também  foram cometidos por terroristas no Iraque.  O mais famoso ocorreu na província de Anbar:  uma menino foi decapitado aos olhos de sua mãe amarrada. Mais tarde, o seu coração foi arrancado e depositado sobre o corpo de seu pai. O objectivo deste tipo de ação é, segundo a Mehiar Al Baghdadi, estudioso do Iraque, em declaração ao  sitio Arabi Press, aterrorizar a população.

Na Síria, esses fatos se repetem muito. A 19 de abril de 2011 um coronel da polícia em Homs, Abdo al  Jodor alTalawi, foi morto junto com seus três filhos adolescentes e seu sobrinho por mercenários. Eles não só mataram o coronel, mas, em seguida, picaram seu corpo e queimaram seu rosto. Em seguida, fizeram o mesmo com seus filhos.






ATO DE SOLIDARIEDADE COM A SÍRIA CONVOCADA PELA FPLP É REPRIMIDA EM GAZA


Um lamentável episódio de grande significado político e histórico ocorreu ao sul da Franja de Gaza, na cidade de Khan Younes. Uma concentração, em solidariedade com a Síria, cujo soberania está sendo ameaçada pelos mercenários sionistas,  convocada  pela Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP),  organização marxista prestigiada, que tem enorme  influência  em Gaza, foi dispersada a paus e cassetetes pela Polícia  controlada pelo ramo palestino da Irmandade Muçulmana, o Hamas. 

Os manifestantes portavam e exibiam bandeiras da Palestina e da Síria e retratos do Secretário-Geral da FPLP -  Ahmed Saadat,  prisioneiro das masmorras  sionistas e do líder do Hezbollah, Sheik Sayed Hassan Nasrallah.  

Aqui, é necessário recordar que o  Hamas teve o início de sua construção apoiada pelos serviços de inteligência sionistas, com o objetivo único de disputar a influência das massas palestinas com a FPLP e criando assim,  uma alternativa da direito islâmica,  menos perigosa para a entidade sionista. Efetivamente, hoje, após ter sido durante muito tempo apoiado materialmente e militarmente pelo governo antimperialista da Síria, o Hamas trai descaradamente o eixo de resistência sionista no Mundo Árabe, em particular a Síria e se põe a serviço do Qatar e, portanto, dos planos sionista  de  recolonização  da região que passam por liquidar a Síria, voltando a suas origens.


Saudamos a solidariedade expressa pela FPLP sob os golpes dos fundamentalistas, como um sinal importante da vontade militante de integrar a gloriosa Frente da Resistência Árabe formada pelo Hezbollah, o governo da Síria, as organizações palestinas e o governo iraniano. Esperamos que a as massas palestinas arrebatem com suas forças os  salafistas do Hamas, de onde já saíram a maioria dos mais sinceros lutadores antisionistas para as fileiras da luta contra o imperialismo.





Os bandidos policiais do grupo fundamentalista Hamas contra um palestino manifestante pró-síria

Postado:http://resistencialibia.info/

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Al Nakba Movie - Legenda em Português(2/2) Parte II

Al Nakba Movie - Legenda em Portugues(1\2) Parte I

COMUNICADO DA FPLP - Frente Popular para a Libertação da Palestina - no 65º aniversário da Nakba



Em dia de luta e protestos, neste 15 de maio exigimos o direito de retorno inalienável


Comunicado oficial da FPLP neste 65º aniversário da Nakba



 O direito de retorno é inalienável e inegociável

Hoje, dia 15 de maio, é o 65 º aniversário da Nakba. Anualmente, nosso povo realiza manifestações nesta data, e a Frente Popular para a Libertação Palestina reafirma a sua rejeição ao reassentamento forçado dos palestinos pelo chamado Estado judeu, e que o direito de retorno é um direito inalienável e natural, humano, político e jurídico, individual, coletivo e sagrado, que não tem prazo prescricional e que é inegociável, garantido por leis e pelo direito humanitário internacional e direitos nacionais.
A Frente Popular considera que  a "catástrofe" de nosso povo é o resultado natural da implementação do projeto sionista sobre a terra e  nação que não poderia ter sido alcançado sem a cumplicidade e conspiração colonial britânica e norte-americana, que existe ainda hoje. Por isso, é necessário instalar e confirmar o direito de retorno de nosso povo e compensação por danos a ele, aos palestinos de outras gerações, as suas terras e suas instituições, em conformidade com a lei Internacional e as resoluções de legitimidade internacional, em especial a Resolução 194, segundo a qual a Inglaterra, os Estados Unidos e a União Europeia deveriam admitir suas responsabilidades pelos danos ao nosso povo, pela opressão, injustiça e destruição história. São responsáveis pelos prejuízos na histórica, política e moral, pelo crime de século que tem sido perpetuado contra o nosso povo.
Na visão da Frente, as declarações de ontem (14) da delegação de chanceleres árabes em Washington para alterar o que  se chama de pequenos ajustes nas fronteiras às vésperas do aniversário da Nakba é a continuação do papel de cúmplice que adotam historicamente, e a situação traz tristeza  e indignação, uma vez que revela que alguns países árabes ainda estão viciados em implorar e seguir a posição norte-americana, e se enquadra no âmbito de concessões  generosas e gratuitas, e quem paga por isso é o nosso povo, como um reflexo dos seguidores de negociações de Madrid - Oslo e que convoca a iniciativa árabe.

As políticas de ocupação, colonização, bloqueio, detenções, assassinatos, judaização, expulsão e crimes de guerra praticados contra a terra, o homem e os santuários pelas terras palestinas, desde a Galileia e o Triângulo até  Negev,  Jerusalém e o Vale do Jordão, tratam-se de um comprimento real da estratégia do sionismo com base na lei da selva,  violência,  terrorismo e  negação dos direitos do povo palestino, principalmente pelos direitos inalienáveis ​​de retorno e autodeterminação e pelo direito de um Estado independente. O cenário histórico e atual na Palestina representa um modelo de racismo baseado em políticas de Apartheid.
A Frente Popular  apela  para que abandonem os círculos de negociações, que são articulados visando soluções bilaterais e geralmente a partir de promessas do governo dos EUA. Também apela para abandonar os interesses individuais, as pressões externas, e para que se inicie uma implementação imediata do acordo de reconciliação como fim de organizar a casa palestina sob o modelo democrático e assim salvar a identidade nacional de nosso povo. Isso, por meio de uma estratégia firme que vise a uma nova politica nacional e social, que possa mobilizar  as forças e os aliados de luta pelo nosso povo. É pensando nessa estratégia que poderemos trazer uma liderança unificada nacional comprometida com o direito da resistência, com o objetivo de derrotar a ocupação, os assentamentos e pela libertação dos prisioneiros. Comprometida em conquistar  os direitos inalienáveis de nosso povo, começando por um Estado independente com plena soberania incondicional, com sua capital em Jerusalém. Comprometida para que se inicie a construção de um caminho para um Estado laico democrático na Palestina, e que possa ser amanhã mais que um sonho, mas uma realidade.

Frente Popular para Libertação da Palestina
14/05/2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

65 ANOS DA NAKBA PALESTINA - 15 DE MAIO : AGENDA DO RIO DE JANEIRO


 15 de maio de 2013
  • às 10 horas, na sala 303, do bloco "O", da Universidade Federal Fluminense, campus Gragoatá.                                                           O Núcleo de Estudos do Oriente Médio (NEOM/UFF) e o Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense têm o prazer de convidá-los para o Debate: 65 Anos da Nakba Palestina.


  • às 18 horas, no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Av. Pasteur 250 - Urca - Átrio do Palácio Universitário - Coquetel de abertura da expo que vai de 15 a 17/maio                                      
             PINTURAS-SERIGRAFIAS-GRAVURAS-POESIA-DANÇA 

Vamos celebrar a resistência dos povos palestinos, sírios e libaneses vivenciando sua cultura, sua música, sua dança , sua história, patrimônio vivo do povo árabe que mobiliza e os impelem à luta contra o sionismo  e o imperialismo! 

Durante o evento, o Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino fará o lançamento da Revista PALESTINA - resiste.




16 de maio de 2013

  • expo politico cultural                                     
  •              PINTURAS-SERIGRAFIAS-GRAVURAS-POESIA-DANÇA
    Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Av. Pasteur 250 - Urca 
     
  • Palestina - História, fatos e fotos - Derrubando os mitos erguidos pela mídia.      às 19:00 horas - Auditório da UFF - Vila Santa Cecília - Volta Redonda - RJ


segunda-feira, 13 de maio de 2013

1948/2013 - 65 ANOS DE RESISTÊNCIA AO NAKBA


15 DE MAIO - NAKBA - VENHA CELEBRAR A RESISTÊNCIA DO POVO PALESTINO, SÍRIO, EGÍPCIO E TODO MUNDO ÁRABE



O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro convida a todas as organizações e militantes internacionalista a participarem deste ato cultural e político em homenagem à luta do povo árabe contra a NAGBA - A TRAGÉDIA - que teve início há 65 anos na Palestina e segue se expandindo para todo o mundo árabe. 

Vamos celebrar a resistência dos povos palestinos, sírios e libaneses vivenciando sua cultura, sua música, sua dança , sua história, patrimônio vivo do povo árabe que mobiliza e os impelem à luta contra o sionismo  e o imperialismo!

Durante o evento, o Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino fará o lançamento da Revista PALESTINA - resiste.