terça-feira, 9 de abril de 2013

LAAD - A FEIRA DA MORTE - ATO UNIFICADO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO MARACANÃ E A FEIRA DA MORTE - 11 DE ABRIL - QUINTA FEIRA





O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro  junto com outras organizações dos Movimentos Sociais - Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas  - em reunião, decidiram centralizar no Ato Unificado de 11 de abril - Concentração a partir das 7 horas da manhã, no Largo do Machado, nosso total repudio à Feira da Morte que se realiza desde hoje, 9/04/13, até 12/04/13 em nossa  cidade do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, convocamos os militantes internacionalistas, simpatizantes da causa palestina e militantes do Comitê estarem presentes na MANIFESTAÇÃO UNIFICADA - 11 DE ABRIL - A PARTIR DAS 7 HORAS DA MANHÃ - LARGO DO MACHADO com caminhada em direção ao Palácio Guanabara, onde, às 10h, haverá a licitação para venda do Maraca.

Em nome da Copa do Mundo os moradores da cidade do Rio de Janeiro são vítimas de um verdadeiro show de despotismo, destruição de símbolos públicos, remoções de comunidades e um total descaso aos serviços como Educação, Saúde, Moradia e Cultura. Depois da remoção violenta dos habitantes da Aldeia Maracanã, onde os índios e muitos militantes foram espancados  pela polícia, estão demolindo complexos públicos como o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Céli de Barros e , no dia 11 de abril, está previsto a entrega do Maracanã para a iniciativa privada, um dos mais importantes símbolos culturais de nosso Estado. E, para completar, o Estado está hospedando a Feira da Morte, onde  33 empresas israelenses vem vender mais armas letais e não letais que são diariamente testadas nos palestinos, para que sejam usadas nos brasileiros. 


Nesta Feira serão encontrados os comerciantes da guerra, da repressão, da tortura e do massacre em todo o mundo, inclusive  estarão vendendo seus preciosos serviços de treinamento às polícias do país contra manifestação populares. 

No Ato Unificado, estaremos  manifestando  nosso veemente

 repúdio e indignação contra a Feira de artefatos militares e de 

segurança promovida por transnacionais, com destaque para a 

moderna e assassina indústria bélica israelense. Trata-se da 

LAAD 2013 – Latin América Aero & Defence, que transcorrerá 

entre 09 a 12 de abril, no Riocentro.




O papel do Rio de Janeiro central nas relações militares entre o Brasil e Israel:

a) Importância da LAAD - Feira Internacional de Defesa e Segurança 
  •   Na LAAD 2013, 33 empresas israelenses e instituições irão participar1.
  • A LAAD é historicamente o local onde Israel mostrar suas mais recentes armas desenvolvidas no laboratório de guerra israelense ou seja na ocupação e repressão do povo palestino. 
  • É também o espaço onde novos contratos são feitos e apresentados. Somente em 2011, os dois principais atores militares israelenses no Brasil lucraram na LAAD, entre outras, das seguintes maneiras:
  • Israel Aerospace Industries (IAI): apresentou o novo Stark IRV, um veículo de reconhecimento desenvolvido pela IAI subsidiária Elta Systems. ELTA Systems foi concedido vários contratos para fornecer radares Airborne Multi-Modo para um cliente sul-americano2. IAI anunciou uma parceria com a brasileira Dígitro realizado por meio da EAE Soluções Aeroespaciais  joint venture entre a IAI e o Grupo Synergy. O objetivo da parceria é fornecer soluções de segurança interna, incluindo soluções integradas para fazer frente aos desafios da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Brasil3.
  • Elbit Systems: A Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas, uma subsidiária da Elbit Systems Ltd, anunciaram a assinatura de um acordo estratégico que prevê a avaliação de exploração conjunta de sistemas aerotransportados não tripulados, incluindo a potencial criação de uma empresa conjunta no setor4.


b) O complexo militar-industrial israelense no Rio de Janeiro:

·  Presença de empresas israelenses no Rio de Janeiro:
o        Elbit comprou duas empresas de armas baseados no Rio de Janeiro: Ares Aeroespecial e Defesa SA ("Ares") e Periscópio Equipamentos Optronicos SA ("Periscópio"). Eles operam com 70 trabalhadores no Rio de Janeiro.
o        EAE: uma joint venture entre Israel Aerospace Industries e o Grupo Synergy supostamente têm escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.

·   Armas israelenses e formadores garantem que cada jogo na Copa do Mundo e nas Olimpíadas são um gol para o apartheid israelense:
o        14 drones construídas por a IAI no valor de 350 milhões de dólares serão utilizados durante os dois megaeventos. Três deles já foram testados durante a Rio+20. A polícia federal brasileira foi treinado em Israel pelas mesmas forças que têm um histórico documentado de matar civis com esses drones.
o        Foram acordados cursos especiais para o BOPE em Israel para se preparar para a Copa do Mundo e as Olimpíadas5.
o O secretário de Segurança José Mariano Beltrame vai renovar a frota de caveirões do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil por R$ 6,150 milhões. Global Shield vende os oito carros, gestão da frota e manutenção por cinco anos. Media reports state that desconto olímpico de cerca de 72% é creditado aos grandes eventos, como a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, quando a empresa de Israel terá no Rio o maior show-room de segurança pública mundial6.

·  O uso de instalações civis e militares no Rio de Janeiro para projetos de cooperação com empresas israelenses:
o        Bedek IAI subsidiária usa TAP M & E Brasil e manutenção dos centros de produção no aeroporto do Rio de Janeiro.
o        Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), no Rio de Janeiro: O aeroparque será usado para testar a modernização da frota dos aviões militares AMX em que as empresas israelenses desempenham um papel fundamental7.
o        CAEX, a instalação de testes do Exército Brasileiro de Marambaia, no Rio de Janeiro: Elbit Systems Ltd. realizou testes de aceitação de clientes de sus primeiros UT30BR 30 milímetros torres não tripulados, integrado no 6X6 IVECO, veículo brasileiro Guarani. Relatórios realçam como os palestinos têm sido usados nos teste militares: "O projeto único [...] é baseado na experiência extensiva em campo de batalha em grande escala e conflitos de baixa intensidade"8.

·  A polícia e as forças de segurança de Rio de Janeiro formadas por empresas militares israelenses e afins:
A reservada Yaman, unidade antiterror da policia de Israel, veio ao Rio de Janeiro trocar experiências com o BOPE9. A progressão em terreno usada no bope-rj é estratégia ensinada por instrutores israelenses10.

A escola contra-terrorismo israelense, que contrata instrutores do exército israelense e ensina doutrinas militares israelenses em seus cursos treina:

Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, 
Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, 
Membros do BOPE - Batalhão de Operações Especiais da PMERJ, 
Companhia de Policia Militar com Cães CiaPMCães  PMERJ, 
28 BMP  PMERJ, 
Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro  Grupo de Ações Especiais  GAE, 
Guarda Portuária do Rio de Janeiro  DOCAS RIO, 
Guardas Municipais de Várias cidades do Estado do Rio de Janeiro, 
Escola America de Botafogo (Rio de Janeiro), 
DESIPE  RJ, 
Grupo de Intervenções Táticas (Agentes penitenciários  Rio de Janeiro)

1 Beryl Davis, BlueBird Aero Systems, ISDS Ltd. - International Security & Defence Systems Ltd. , ImageSat International N.V, Opgal Optronic Industries Ltd, BAT - Beit Alfa Technologies Ltd., Israel Weapon Industries Ltd. (IWI), Reshef Technologies, CAMERO, ISDS INTERNATIONAL, Aeromaoz, Plasan Sasa Ltd, CONTROP Precision Technologies Ltd., DSIT Solutions Ltd., Netcom Malam Team International, Israel Aerospace Industries Ltd. (IAI), Mistral Group, Ness TSG, UVision Global Aero Systems, SIBAT Israel Ministry of Defence, Beth - El Zikhron, Yaaqov Industries Ltd., Hatehof  Industries (Brand Group) Ltd., Dynamic Jet Engineering Ltd. (DJE), Gilat Satellite Networks Ltd., Amicell - Amit Industries Ltd, Dignia Systems Ltd., Israel Military Industries Ltd. (IMI), Rafael Advanced Defense Systems Ltd., Elbit Systems Ltd., MEPROLIGHT,ARES, AEL Sistemas


Documento da Organização Palestina Stop the Wall, Campanha Popular Palestina contra o Muro da Apartheid.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

RELAÇÕES MILITARES ENTRE BRASIL E ISRAEL - O PAPEL CENTRAL DO RIO DE JANEIRO NESTA RELAÇÃO E A FEIRA DA MORTE


Estudo de caso do Rio de Janeiro



I) Implicações das relações militares entre Brasil e Israel:

De acordo com as estatísticas do Stockholm International Peace Research Institute, durante o mandato do ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Brasil se tornou o quinto maior  importador de armas e tecnologia militar israelenses; quase o dobro da quantidade de exportações de Israel para os EUA. Afim de reforçar ainda mais a cooperação, em 2010 um novo acordo de cooperação em segurança foi firmado, o qual assegura o comércio de tecnologia sensível. Israel é um dos poucos países no mundo onde o exército brasileiro mantém um escritório.

Muitas empresas militares israelenses compraram companhias militares brasileiras, desta forma contribuindo para a desnacionalização da indústria brasileira e, desta maneira,  exploram o crescente mercado de armas na América do Sul e o acesso sem limitações de gastos militares do governo do Brasil.

Esta relação privilegiada do Brasil com o complexo militar-industrial de Israel não só permite a sustentabilidade econômica para a indústria de guerra de Israel, cuja exportação representa 80% dos ganhos, mas, sobretudo, trás graves impactos no Brasil em vários níveis:

a) politicamente:

  • Brasil desempenha um papel de liderança global na defesa dos direitos palestinos e de um Estado Palestino nas fronteiras de 1967. Em contraste com isso:
  • Os contratos militares com Israel financiam as mesmas empresas que estão envolvidas na construção do muro e dos assentamentos (isso inclui quase todas as empresas líderes do setor militar) e que trabalham para que a construção de um Estado palestino seja impossível.
  • Os contratos militares dão sustentabilidade econômica para as guerras israelenses e políticas de ocupação e lucram diretamente da "experiência" adquirida na ocupação de Israel e guerras de agressão.
  • O envolvimento direto do Brasil na economia de guerra de Israel  lhe tira a credibilidade de sua aspiração em ser um  mediador eficaz para uma paz justa na região.
  • O apoio, o patrocínio e os contratos do Estado com empresas israelenses envolvidos na construção do Muro e dos assentamentos está em contradição ao apoio do Brasil ao Relatório da missão de averiguação do Conselho dos Direitos Humanos da ONU sobre o projeto dos assentamentos que destaca que os Estados terceiros têm de assegurar que as empresas comerciais domiciliadas no seu território e / ou sob a sua jurisdição (isto inclui Elbit, IAI e outras empresas israelenses presentes através de suas subsidiárias no Brasil) não violem direitos humanos palestinos em conformidade com o direito internacional.

b) legalmente:
As relações militares com Israel correm o risco de contradizer:
·  Art. 4 º da Constituição brasileira, que estabelece a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
·  A Corte Internacional de Justiça que, em sua decisão de 2004 sobre as consequências legais da construção do muro, por Israel,  em território ocupado palestino confirmou a responsabilidade de Estados terceiros  em não auxiliar e não ajudar atividades ilegais israelenses e de não reconhecer e ajudar ou auxiliar a manutenção de situações ilegais criadas por este.
·  Os Princípios de Maastricht sobre obrigações extraterritoriais dos Estados em respeitar, proteger e cumprir com os direitos humanos esclarecem que a responsabilidade do Estado se estende para: "Obrigações relativas aos atos e omissões de um Estado, dentro ou fora do seu território, que têm efeitos sobre o gozo dos direitos humanos fora do território desse Estado, e "atos e omissões de atores não-estatais agindo sobre as instruções ou sob a direção ou controle do Estado".
·  Diretrizes da ONU sobre Direitos Humanos e empresas, aprovadas pelas Nações Unidas em 2012, afirmam claramente que em áreas afetadas por conflitos, os Estados devem ajudar a garantir que as empresas comerciais que operam nesses contextos não estejam envolvidas com tais abusos". As medidas recomendadas incluem a criação de legislação adequada para evitar negócios que contribuam para violações dos direitos humanos em situações de conflito; retirar o apoio do Estado a partir dessas corporações e explorar a responsabilidade legal e criminal dessas empresas.

c) economicamente:
·  Os contratos com a indústria armamentista israelense têm levado ao abandono uma série de projetos nacionais de I&D e projetos I&D com parceiros estratégicos da política externa brasileira (como as negociações sobre o projeto I&D em drones com África do Sul abandonados por Elbit drones, o protótipo rifle Taurus abandonado para a tecnologia da IMI, a tecnologia para bombas guiadas desenvolvidas por Avribras e abandonado por tecnologia da Elbit)
·  Empresas israelenses sistematicamente compram empresas brasileiras e contribuem para a desnacionalização oculta da indústria de armas no Brasil, que drena não apenas recursos econômicos para fora do país, mas cria uma dependência contínua de tecnologia israelense.
·  A relação privilegiada com o complexo industrial-militar israelense fecha mercados na América do Sul (Venezuela, Bolívia) , no mundo árabe, na Turquia e em muitos países muçulmanos que seguem o boicote da Liga Árabe.

Além disso, essas relações militares estão claramente contrárias aos apelos à solidariedade ao povo palestino:
·  Chamados pelas Campanhas de boicotes, desinvestimentos e sanções (BDS) contra Israel (2005): assinado por todos os partidos políticos e mais de 170 organizações da sociedade civil palestina.
·  Chamados Palestinos por um embargo militar imediato (2010): apoiado por organizações da sociedade civil representando dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo e  por muitos  ganhadores do prêmio Nobel da Paz.
·  Quando Celso Amorim se tornou Ministro da Defesa, partidos políticos palestinos e a sociedade civil se uniram numa carta expressando sua esperança de que Amorim iria considerar ações relacionadas ao embargo de armas sobre Israel (2011): Confiamos que você irá agir em sua nova posição para assegurar que a política de defesa do Brasil promova solidariedade e respeito pelos direitos humanos. [] Não pode haver passos efetivos em direção à paz enquanto Israel mantiver o gatilho da arma que aponta para o povo palestino. O Brasil não pode ser um agente efetivo por uma paz justa enquanto financiar essa arma.

II) 
O papel do Rio de Janeiro central nas relações militares entre o Brasil e Israel:


a) Importância da LAAD - Feira Internacional de Defesa e Segurança 
  •   Na LAAD 2013, 33 empresas israelenses e instituições irão participar1.
  • A LAAD é historicamente o local onde Israel mostrar suas mais recentes armas desenvolvidas no laboratório de guerra israelense ou seja na ocupação e repressão do povo palestino. 
  • É também o espaço onde novos contratos são feitos e apresentados. Somente em 2011, os dois principais atores militares israelenses no Brasil lucraram na LAAD, entre outras, das seguintes maneiras:
  • Israel Aerospace Industries (IAI): apresentou o novo Stark IRV, um veículo de reconhecimento desenvolvido pela IAI subsidiária Elta Systems. ELTA Systems foi concedido vários contratos para fornecer radares Airborne Multi-Modo para um cliente sul-americano2. IAI anunciou uma parceria com a brasileira Dígitro realizado por meio da EAE Soluções Aeroespaciais joint venture entre a IAI e o Grupo Synergy. O objetivo da parceria é fornecer soluções de segurança interna, incluindo soluções integradas para fazer frente aos desafios da Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Brasil3.
  • Elbit Systems: A Embraer Defesa e Segurança e a AEL Sistemas, uma subsidiária da Elbit Systems Ltd, anunciaram a assinatura de um acordo estratégico que prevê a avaliação de exploração conjunta de sistemas aerotransportados não tripulados, incluindo a potencial criação de uma empresa conjunta no setor4.


b) O complexo militar-industrial israelense no Rio de Janeiro:

·  Presença de empresas israelenses no Rio de Janeiro:
o        Elbit comprou duas empresas de armas baseados no Rio de Janeiro: Ares Aeroespecial e Defesa SA ("Ares") e Periscópio Equipamentos Optronicos SA ("Periscópio"). Eles operam com 70 trabalhadores no Rio de Janeiro.
o        EAE: uma joint venture entre Israel Aerospace Industries e o Grupo Synergy supostamente têm escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo.

·   Armas israelenses e formadores garantem que cada jogo na Copa do Mundo e nas Olimpíadas são um gol para o apartheid israelense:
o        14 drones construídas por a IAI no valor de 350 milhões de dólares serão utilizados durante os dois megaeventos. Três deles já foram testados durante a Rio+20. A polícia federal brasileira foi treinado em Israel pelas mesmas forças que têm um histórico documentado de matar civis com esses drones.
o        Foram acordados cursos especiais para o BOPE em Israel para se preparar para a Copa do Mundo e as Olimpíadas5.
o O secretário de Segurança José Mariano Beltrame vai renovar a frota de caveirões do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil por R$ 6,150 milhões. Global Shield vende os oito carros, gestão da frota e manutenção por cinco anos. Media reports state that O desconto olímpico de cerca de 72% é creditado aos grandes eventos, como a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016, quando a empresa de Israel terá no Rio o maior show-room de segurança pública mundial6.

·  O uso de instalações civis e militares no Rio de Janeiro para projetos de cooperação com empresas israelenses:
o        Bedek IAI subsidiária usa TAP M & E Brasil e manutenção dos centros de produção no aeroporto do Rio de Janeiro.
o        Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), no Rio de Janeiro: O aeroparque será usado para testar a modernização da frota dos aviões militares AMX em que as empresas israelenses desempenham um papel fundamental7.
o        CAEX, a instalação de testes do Exército Brasileiro de Marambaia, no Rio de Janeiro: Elbit Systems Ltd. realizou testes de aceitação de clientes de sus primeiros UT30BR 30 milímetros torres não tripulados, integrado no 6X6 IVECO, veículo brasileiro Guarani. Relatórios realçam como os palestinos têm sido usados nos teste militares: "O projeto único [...] é baseado na experiência extensiva em campo de batalha em grande escala e conflitos de baixa intensidade"8.

·  A polícia e as forças de segurança de Rio de Janeiro formadas por empresas militares israelenses e afins:
A reservada Yaman, unidade antiterror da policia de Israel, veio ao Rio de Janeiro trocar experiências com o BOPE9. A progressão em terreno usada no bope-rj é estratégia ensinada por instrutores israelenses10.

A escola contra-terrorismo israelense, que contrata instrutores do exército israelense e ensina doutrinas militares israelenses em seus cursos treina:

Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro, 
Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro, 
Membros do BOPE - Batalhão de Operações Especiais da PMERJ, 
Companhia de Policia Militar com Cães CiaPMCães PMERJ, 
28 BMP PMERJ, 
Guarda Municipal da Cidade do Rio de Janeiro Grupo de Ações Especiais GAE, 
Guarda Portuária do Rio de Janeiro DOCAS RIO, 
Guardas Municipais de Várias cidades do Estado do Rio de Janeiro, 
Escola America de Botafogo (Rio de Janeiro), 
DESIPE RJ, 
Grupo de Intervenções Táticas (Agentes penitenciários Rio de Janeiro)

1 Beryl Davis, BlueBird Aero Systems, ISDS Ltd. - International Security & Defence Systems Ltd. , ImageSat International N.V, Opgal Optronic Industries Ltd, BAT - Beit Alfa Technologies Ltd., Israel Weapon Industries Ltd. (IWI), Reshef Technologies, CAMERO, ISDS INTERNATIONAL, Aeromaoz, Plasan Sasa Ltd, CONTROP Precision Technologies Ltd., DSIT Solutions Ltd., Netcom Malam Team International, Israel Aerospace Industries Ltd. (IAI), Mistral Group, Ness TSG, UVision Global Aero Systems, SIBAT Israel Ministry of Defence, Beth - El Zikhron, Yaaqov Industries Ltd., Hatehof  Industries (Brand Group) Ltd., Dynamic Jet Engineering Ltd. (DJE), Gilat Satellite Networks Ltd., Amicell - Amit Industries Ltd, Dignia Systems Ltd., Israel Military Industries Ltd. (IMI), Rafael Advanced Defense Systems Ltd., Elbit Systems Ltd., MEPROLIGHT,ARES, AEL Sistemas


Documento da Organização Palestina Stop the Wall, Campanha Popular Palestina contra o Muro da Apartheid.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Israel membro de fato da OTAN



Por Michel Chossudovsky (Global Research)*

É conhecido o papel que Israel desempenha na ofensiva imperialista, não apenas no Médio-Oriente mas em outras regiões, nomeadamente em África e América Latina. Esse papel avança na sua formalização institucional, em particular com o novo acordo Israel-OTAN. A ambição sionista e o imperialismo são parte integrante da mesma ameaça global contra os povos de todo o mundo.
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O Secretário-Geral da OTAN, general Anders Fogh Rasmussen, recebeu em 7 de Março o presidente de Israel, Shimon Peres, na sede da OTAN em Bruxelas.

A ordem do dia: sublinhar a cooperação militar entre Israel e a Aliança Atlântica concentrando-se em temas do contra-terrorismo.

Israel compartilhará com satisfação o conhecimento que já alcançou e as suas capacidades tecnológicas com a OTAN. Israel tem experiência em lidar com situações complexas, e devemos fortalecer a cooperação para que possamos combater juntos o terror global e ajudar a OTAN nas complexas tarefas que enfrenta, incluindo o Afeganistão.”

Israel já está envolvido em operações encobertas e de guerra não convencional em articulação com os EUA e a OTAN.

Este acordo é de particular importância porque aprofunda a relação Israel-OTAN para além do chamado “Diálogo Mediterrâneo”.
A declaração conjunta aponta para uma cooperação Israel-OTAN na luta contra o terror e na procura da paz no Médio Oriente e no mundo.

O que tudo isto sugere é a participação de Israel na guerra ativa junto à OTAN, ou seja, como membro de facto da Aliança Atlântica.

Por outras palavras, Israel estaria diretamente envolvido se os EUA-OTAN lançassem uma operação militar propriamente dita contra a Síria, o Líbano ou o Irã.

Israel ofereceu ajuda à OTAN em operações de contra-terrorismo dirigidas contra o Hezbollah e o Irã.
No decurso das discussões as duas partes acordaram em que Israel e a OTAN são parceiros na luta contra o terror, diz a declaração.

O presidente Peres sublinhou a necessidade de manter e aumentar a cooperação entre Israel e a OTAN e a capacidade de Israel de cooperar e proporcionar ajuda tecnológica e conhecimento dada a vasta experiência que tem ganho no campo do contra-terrorismo.

“Israel estará disposto a compartilhar o conhecimento conseguido e as suas capacidades tecnológicas com a OTAN. Israel tem experiência no enfrentamento de situações complexas, e devemos fortalecer a cooperação para que possamos lutar juntos contra o terror global e ajudar a OTAN face às complexas ameaças que enfrenta, incluindo no Afeganistão”, disse Peres a Rasmussen.

História da cooperação militar entre Israel e a OTAN

Vale a pena assinalar que em Novembro de 2004, em Bruxelas, a OTAN e Israel assinaram um importante protocolo bilateral que abriu caminho para a realização de exercícios militares conjuntos da OTAN e Israel. Um acordo complementar foi assinado em Março de 2005 entre o Secretário-Geral da OTAN e o Primeiro-ministro Ariel Sharon.

O acordo de cooperação militar bilateral de 2005 foi encarado pelos militares israelitas como um meio para demonstrar a capacidade de dissuasão de Israel relativamente a potenciais inimigos que o ameacem, sobretudo o Irã e a Síria.

A premissa existente sobre a qual assenta a cooperação militar entre a OTAN e Israel é que Israel está debaixo de ataque.

Existe evidência de coordenação militar e de inteligência entre a OTAN e Israel, que inclui consultas relacionadas com os territórios ocupados.

Antes do lançamento da Operação Chumbo Fundido em Gaza, a OTAN já estava intercambiando inteligência com Israel, compartilhando peritagem em segurança, e organizando treinos militares. O ex chefe da OTAN, Scheffer, visitou Israel a meio da ofensiva de Israel em Gaza. E funcionários da OTAN opinavam na época que a cooperação com Israel era essencial para a sua organização. (Al Ahram, 10 de Fevereiro de 2010)

O acordo bilateral de Bruxelas de Março de 2013 entre Israel e a OTAN é a culminação de mais de 10 anos de cooperação entre ambas as partes.

Obriga este acordo a OTAN a vir em ajuda de Israel a coberto da doutrina de segurança coletiva?
O acordo reforça o processo actual de planificação militar e logística EUA-OTAN-Israel relacionado com qualquer operação futura no Médio Oriente, incluindo um bombardeamento aéreo de instalações nucleares do Irã.

A delegação presidencial israelita integrou vários altos conselheiros militares e governamentais, incluindo o Brigadeiro General Hasson Hasson, Secretario Militar do Presidente Peres, e Nadav Tamir, conselheiro político do presidente de Israel.

Concluído em discussões à porta fechada, o texto do acordo Israel-OTAN não foi publicado.

Depois da reunião a OTAN publicou uma declaração conjunta. O Secretário-Geral Rasmussen declarou na informação à imprensa:

“Israel é um importante parceiro da Aliança no Diálogo Mediterrâneo. A segurança da OTAN está vinculada à segurança e estabilidade da região mediterrânea e do Médio Oriente. E a nossa Aliança valoriza enormemente o nosso diálogo político e a nossa cooperação prática. Israel é um dos nossos mais antigos países associados. Enfrentamos os mesmos desafios no Mediterrâneo Oriental.
E como enfrentamos as ameaças à segurança do Século XXI, temos todos os motivos para aprofundar a nossa duradora associação com países do nosso Diálogo Mediterrâneo, incluindo Israel. Todos sabemos que a situação regional é complexa. Mas o Diálogo Mediterrâneo continua sendo um singular forum multilateral, no qual Israel e seis países árabes podem discutir conjuntamente com países europeus e norte-americanos desafios comuns à segurança. Vejo mais oportunidades para aprofundar o nosso já próximo diálogo político e a nossa cooperação prática em benefício mutuo.”


* Michel Chossudovsky é escritor, professor emérito de Economia na Universidade de Ottawa, fundador e director do Centro de Investigação sobre a Globalização (CRG), Montreal e editor do sítio em web globalresearch.ca. É autor de The Globalization of Poverty and The New World Order (2003) e de America’s War on Terrorism (2005). O seu mais recente livro é Towards a World War III Scenario: The Dangers of Nuclear War (2011). Também é colaborador da Encyclopaedia Britannica. Os seus escritos estão publicados em mais de 20 idiomas.

COREIA DO NORTE RESPONDE ÀS PROVOCAÇÕES BÉLICAS DO IMPERIALISMO