segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Abaixo Assinado em Defesa dos Presos Políticos Palestinos


Com todos os problemas que tivemos de curtíssimo  tempo e férias  para colher assinaturas no   Documento pela libertação dos prisioneiros políticos palestinos, conseguimos, graças à participação e o esforço coletivo, uma grande vitória. Foram 84 entidades representativas e muitas pessoas de diversos setores da sociedade, em particular das Universidades.  Encerramos a tarefa no dia 20 de janeiro, e ainda assim, as assinaturas continuaram chegando. O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ e o Blog somostodospalestinos.blogspot.com agradecem  o carinho e a participação de todos na ampliação da divulgação, sem o qual não seria possível transpor as dificuldades já mencionadas.
O abaixo assinado foi encaminhado para os 5 países que têm acentos permanentes no Conselho de segurança do ONU , Cruz Vermelha Internacional,  Anistia Internacional, Comitê de Direitos Humanos da ONU, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica do Brasil, Diretoria executiva de OLP, Conselho Nacional Palestino, Ministro de Assuntos dos presos de ANP, Associação da Addameer - Associação palestina de Apoio aos prisioneiros políticos.
Esta atividade foi  divulgada e seu resultado final publicado nos seguintes sites:
Agencia de Noticia Palestina Wafa, TV palestina, FPLP, AL Hiwar,  Departamento de Assuntos dos imigrantes de OLP, além disso, foi publicada também nos 3 principais jornais da palestina: Alquds - Al-ayyam- Alhaiat el Jadida.  A lista não para por aí e continua se ampliando diariamente. Abaixo os documentos enviados.

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Excelentíssimo Sr

Brasília - DF

Encaminhamos em anexo abaixo-assinado, com mais de 240 adesões,  pela libertação imediata  dos presos políticos palestinos, incluindo todas as principais organizações da sociedade civil brasileira e comitês de solidariedade ao povo palestino no País, além de intelectuais, autoridades e profissionais de diversos segmentos e estados nacionais.

A manifestação tem a perspectiva de que essa instituição interceda no sentido de que se faça justiça em relação aos presos políticos palestinos, em obediência aos ditames dos direitos humanos, particularmente, o direito à dignidade da pessoa humana.

Certos da atenção a esses seres humanos, agradecemos sua atenção e aguardamos retorno quanto às demandas aqui apontadas o mais breve possível.


Sem mais, subscrevemo-nos 

Atenciosamente,


23  de Janeiro de 2013

EM DEFESA DOS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS
LIBERDADE PARA OS 4600 PRESOS PALESTINOS ENCARCERADOS NAS PRISÕES ISRAELENSES
Desde 1948, quando foi criado o Estado de Israel em terras da Palestina, uma onda de violência e agressão marca o cotidiano do povo palestino. Todos os palestinos que lutam contra a ocupação israelense e pela independência nacional têm sido perseguidos, presos, torturados ou assassinados pelos sucessivos governos de Israel. O Estado de Israel é hoje o campeão mundial em violações dos direitos humanos. É um Estado antidemocrático e racista, que pratica uma limpeza étnica em todo o território da Palestina ocupada. A legítima luta de libertação nacional palestina contra o colonialismo israelense levou mais de 800 mil palestinos para as prisões israelenses desde 1967.
Nós, abaixo-assinados, condenamos as práticas a agressões diárias, cometidas pelo Estado de Israel, contra os presos políticos palestinos dentro das prisões israelenses. Condenamos as detenções contra o povo palestino, que almeja a liberdade e independência. Segundo os últimos relatórios de organizações de direitos humanos, o número dos presos palestinos nas prisões israelenses chegava a 4.600, até o final de mês de outubro de 2012. Entre eles: 84 detidos administrativos, 189 crianças, 10 deputados, 9 mulheres, 530  que cumprem prisão perpétua, 451 sentenciados há mais de 20 anos. Diante dessa situação, exigimos:

1)  a revogação imediata das prisões administrativas, que carecem de qualquer fundamentação legal e são mais um instrumento ilegal das forças de ocupação;
2)  a proteção à dignidade e à vida dos presos que realizam greves de fome como protesto contra as suas precárias condições nas prisões;
3)  o cumprimento dos acordos realizados entre os presos, a direção dos presídios e o serviço  de inteligência interna de Israel (Shein Beit);
4) imediata libertação de todos os 1.027 presos que foram incluídos no acordo realizado em 2011, pois muitos dos que foram libertados foram perseguidos e presos novamente pelas tropas de ocupação;
5) libertar imediatamente todos os deputados membros do Conselho Legislativo Palestino, que foram eleitos pelo povo para exercer seu mandato e fortalecer a luta democrática na Palestina, e que hoje se encontram nas prisões israelenses;
6) o fim da política de isolamento dentro das prisões, que submete o preso a condições muito mais desumanas, pois o exclui da possibilidade de contato com outros presos e com seus familiares;
7) a libertação imediata de todas as crianças e jovens menores de 18 anos, pois seus direitos fundamentais assegurados por diversas resoluções e pela própria Carta de fundação da ONU estão sendo cotidianamente desrespeitados nas prisões israelenses, como direito à saúde, à educação etc.;
8) a libertação imediata de todos os presos que se encontram com doenças consideradas graves;
9) atendimento médico digno e acesso à medicação e tratamento adequado, com possibilidade de visitas de médicos indicados por familiares e/ou organizações de direitos humanos que acompanham e prestam assistência e ajuda humanitária aos presos;
10) garantia ao direito à educação e acesso ao ensino superior no interior das prisões israelenses, com direito aos presos de terem acesso a livros, revistas e jornais;
11) que o Estado de Israel respeite e cumpra os acordos e as convenções internacionais de direitos humanos em relação aos presos políticos palestinos.
A luta dos presos políticos palestinos por melhores condições de vida nas prisões e por sua libertação é parte fundamental da luta por justiça e pela paz na Palestina. Não haverá paz sem justiça. E justiça hoje significa tratar com dignidade e libertar todos os presos políticos encarcerados por lutarem pela libertação de sua pátria. A luta do movimento de libertação nacional palestino contra a ocupação israelense é uma luta legítima, inspirada na heroica resistência popular de outros povos que também lutaram e venceram o colonialismo, conquistando assim seu direito inalienável à soberania, à independência e a autodeterminação.
Pedimos a todas as forças democráticas e progressistas do mundo, e suas organizações políticas, sociais, culturais e humanitárias, bem como aos governos que defendem e praticam os princípios fundamentais dos direitos humanos e do direito internacional humanitário, que divulguem este abaixo-assinado e que façam chegar às autoridades israelenses em seus países, pois a causa palestina é hoje uma causa de toda a humanidade.
Ninguém pode ficar impune quando comete uma injustiça. Chegou a hora de o Estado de Israel ser julgado pelos inúmeros crimes que vem cometendo contra o povo palestino.
PAZ, JUSTIÇA E LIBERDADE PARA A PALESTINA!!!!!

Assinaturas:


1-      Abeps Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social
2-      Acat Brasil Ação dos Cristãos para Abolição da Tortura
3-      Anel Assembleia Nacional de Estudantes - Livre
4-      Apropuc-SP Associação dos Professores da PUC-SP
5-               Associação Islâmica de São Paulo
6-               Brigadas Populares
7-               CAS Coletivo de Artistas Socialistas
8-      Casa da América Latina
9-      Cebrapaz Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz
10-  Centro Cultural Árabe Palestino Brasileiro de Mato Grosso do Sul
11-  Centro Cultural Árabe Palestino Brasileiro do Rio Grande do Sul
12-  Centro de Direitos Humanos de Sapopemba "Pablo Gonzales Olalla"
13-       Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada
14-       Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
15-  Coletivo Mário Alves
16-  Coletivo Visão da Favela Brasil
17-  Comitê Brasileiro de Defesa dos Direitos do Povo Palestino
18-  Comitê Catarinense de Solidariedade com o Povo Palestino
19-  Comitê Democrático Palestino Brasil
20-  Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro
21-  Comitê de solidariedade com a luta do povo palestino em Rio grande do Sul.
22-  Comitê Pró-Haiti
23-  Conam Confederação Nacional  das Associações de Moradores
24-  Conselho Federal de Serviço Social
25-   CSP-Conlutas Central Sindical e Popular-Coordenação Nacional de Lutas
26-   CTB Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
27-   DCE da USP
28-   Faferj Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro
29-   Federação Nacional dos Trabalhadores em Autarquias de Fiscalização Profissional Brasília
30-   Federação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil
31-   Fepal Federação Árabe-Palestina do Brasil
32-   Fórum Permanente dos Ex-presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo
33-   Frente em Defesa do Povo Palestino de São Paulo
34-   FST-SP Fórum Sindical dos Trabalhadores do Estado de São Paulo
35-   Grupo Tortura Nunca Mais do Estado de São Paulo
36-   Instituto Astrojildo Pereira
37-  Instituto Caio Prado Jr.
38-  Instituto Práxis de Direitos Humanos
39-  Levante Popular da Juventude
40-  MAP Movimento de Ação Popular
41-       Marcha Mundial das Mulheres
42-       MLST Movimento de Libertação dos Sem Terra
43-       Movimento Mães de Maio
44-       MML Movimento Mulheres em Luta
45-       MNLM-RJ Movimento Nacional de Luta pela Moradia
46-       MNU Movimento Negro Unificado no Maranhão 
47-       Mopat Movimento Palestina para Tod@s
48-       Movimento dos Trabalhadores Desempregados pela Base
49-       MPA Movimento dos Pequenos Agricultores
50-       MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
51-       Núcleo de Base do PSOL Partido Socialismo e Liberdade, Santa Cecília, São Paulo
52-       Organização Consulta Popular
53-       PCB Partido Comunista Brasileiro
54-       PCdoB Partido Comunista do Brasil
55-       Projeto Meninos e Meninas de Rua
56-       PSTU - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
57-  Rede Autônoma de Defesa aos Ameaçados de Morte
58-  Rede de Proteção Autônoma aos Militantes Ameaçados de Morte
59-  Revista Novos Temas
60-  Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo
61-  Sindicato dos Metroviários de São Paulo
62-  Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio de Janeiro
63-  Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de SP
64-  Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de São Bernardo do Campo
65-  Sociedade Árabe Palestina de Corumbá MS
66-       SOF Sempreviva Organização Feminista
67-       UBES União Brasileira dos Estudantes Secundaristas
68-       UBM União Brasileira de Mulheres
69-       UJS União da Juventude Socialista
70-       UNE União Nacional dos Estudantes
71-  Unegro União de Negros Pela Igualdade
72-  Unidade Classista
73-  União Juventude Comunista
74-  Via Campesina Brasil
75-  Acilino Ribeiro coordenador nacional do Movimento Democracia Direta
76-  Adilson Mariano  vereador em Joinville (PT)
77-  Alex S. Batista dos Santos  Executiva da CUT/SC
78-  Almir da Silva Lima  jornalista
79-  Álvaro Alves (Bambu) Executiva da Confederação Nacional - Químicos CUT
80-  Alvaro Britto vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do RJ
81-  Ana Cristina Borges Landau - bacharel em Direito e funcionária pública
82-  André Brandão professor da Universidade Federal Fluminense e diretor de DataUFF Niterói
83-  Angélica Lovatto cientista Social, professora da Unesp Universidade Estadual de são Paulo
84-   Anita Leocádia Benário Prestes  historiadora brasileira e professora da Universidade Federal do RJ
85-  Antonio Carlos Mazzeo Cientista Político, professor da Unesp
85-  Antonio Rago Filho historiador, professor-doutor da PUC-SP Pontifícia Universidade Católica
86-   Arlene Clemesha diretora do Centro de Estudos Árabes da USP Universidade de São Paulo
87-   Arlindo Belo da Silva  Direção da Confederação Nacional do Ramo Químico CUT
89-  Aton Fon Filho - advogado, membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
90-  Beatriz Bissio  Departamento Ciência Política - IFCS na Universidade Federal do Rio de Janeiro
91-  Bernadette Siqueira Abrão jornalista
92-  Bia Abramides - professora de graduação e pós-graduação no curso de Serviço Social da PUC-SP
93-  Caio Dezórzi  DM PT/SP Partido dos Trabalhadores
94-  Carlos Castro  Executiva PT-SC
95-  Carlos Latuff cartunista
96-  Carlos Roberto Ketu Riahb da Silva secretário de Políticas de Igualdade Racial da Fetam-SP
97-  Claudilene Pereira de Souza Setor de Formação do MST, cientista social, professora universitária
98-  Claudio Alexandre de Barros Teixeira poeta e editor da revista Zunái
99-  Claudio Soares de Carvalho funcionário público
100- Celia Macedo IFP Curitiba-PR
101- Célia Maria da Motta professora da UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
102- Celia Regina Congilio professora da UFPA (Universidade Federal do Pará)
103- Celso Jardim jornalista
104- Clarice Erhardt  coordenadora do Sind. dos Trabalh. em Educ. da Rede Públ. de SC reg. Joinville
105- Clovis Pacheco F. sociólogo, jornalista e professor universitário
106- Conrado Cuevas Zelaya engenheiro industrial/Panamá
107- Cort Greene Florida USA
108- Cristiano Czycza agricultor, MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
109- Daison Roberto Colzani  Presidente do DCE da Univille/SC
110- Daltro de La Puente Machado Junior analista de TI (Tecnologia da Informação)
111- Dania Betzy Batista Guevara jornalista/Panamá
112- David Ernesto Landau Rubbo jornalista, funcionário público
113- David ZamoryCukierman Adão  PT/São Bernardo do Campo
114- Débora Cristina Goulart professora da Unesp Universidade Estadual de São Paulo
115-Delwek Matheus Direção Nacional do MST Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
116-Deni Ireneu Alfaro Rubbo professor e mestre em Sociologia pela USP
117- Dilson de O. Silva P/Dir. do Sind. Metalúrgicos de Pirapora/MG, diretor da Feder. Metal. de MG
118-Dinilson Guedes diretor do Sindicato dos Servidores Públicos de Nova Lima/MG
119-Diva Borges Noronha advogada e professora
120-Eliel Machado professor do Depto. de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina
121- Eloy dos Santos Rio de Janeiro/RJ
122-Erisvaldo Batista Ajala  prof. de Matemática, presidente do Diretório Mun. do PCdoB de Corumbá
123- Fabiano Stoiev  PT/Curitiba
124- Fábio Fernandes Villela sociólogo Unesp Rio Preto
125- Fábio Ramirez  Juventude Marxista/Cuiabá
126-Fernando Cayres presidente do Centro Acadêmico VIII de Abril, da Faeco/Fundação Santo André
127- Fernando Leal  Direção Sindicato dos Petroleiros/RJ
128- Fernando Lima  Executiva do Sindsep-PE CUT
129- Francine Hellmann  coordenadora da Juventude do PT de Joinville/SC
130- Francisco Horus Moura de Almeida Pacheco estudante
131- Fred Morris pastor, Igreja Metodista Unida dos EUA
132- Gilmar Mauro Direção Nacional do MST e Via Campesina Brasil
133-Guillermo Cuevas Batista estudante/ Panamá
134- Humberto Belvedere  PT/RJ
135-Humberto Sorio Junior engenheiro agrônomo e professor universitário
136-Iracema Prestes Brandão funcionária pública aposentada
137- Ivan Pinheiro secretário-geral do PCB
138- Ivan Valente deputado federal e presidente nacional do PSOL
139-Ivana Jinkings editora da Boitempo Editorial
140-Jadallah Safa ativista palestino
141-Jamal Salem médico e vereador em Campo Grande
142-Joana A. Coutinho professora do Departamento de Sociologia e Antropologia da UFMA
143- João Pedro Stédile economista, Direção Nacional do MST e Via Campesina Internacional
144-Johannes Halter  presidente do DCE Ielusc/Joinville
145-Jose Ailton Dutra Junior professor de História
146-  José Arbex Jr. chefe do Depto. de Jornalismo da PUC-SP
147-José Carlos Miranda  vice-presidente do PT-Caieiras/Coord. do MNS
148-José Carlos Sucupira cientista político e jornalista
149-José Carolino motorista
150-José Francisco Néres PCB/BH
151-José Geraldo da Costa professor
152-José Guido Brito  Executiva do Sindicato dos Vidreiros de SP
153-José Jorge Maggio presidente do Sinpro ABC Sindicato dos Professores do ABC
154- José Vanilson Cordeiro  secretário de Políticas Sociais da Confed. Nac.Trab. Comércio e Serviços
155-  Josenildo Vieira de Mello  Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Pernambuco CUT
156-Katia Sahade descendente sírio-libanesa
157- Laércio C. Lopes físico, escritor e professor universitário
158-Laurien Cristhine Ziem Nascimento  prof./Sind. dos Trabalh. no Serv. Público de Florianópolis
159- Lejeune Mirhan sociólogo, professor e escritor
160-Leonardo Massud professor de Direito Penal da PUC-SP
161- Leonardo Vieira assessor de Relações Internacionais da CUT Central Única dos Trabalhadores
162-Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida cientista político, professor do Depto. de Política da PUC-SP
163- Luís Bicalho  ex-Executiva Nacional da CUT
164-Luis Fernando sociólogo
165- Luiz Ragon diretor de Direitos Humanos da Casa da América Latina
166- Magela Medeiros produtor cultural
167- Maísa Bonifácio Lima  professora  Apeoesp-Tatuapé
168-Manoel Martins Júnior advogado e professor da UFF
169-Manuel Sebastião Diogo sociólogo
170- Marcelo Buzetto Setor de Rel. Internac. do MST e Via Campesina Br., prof. da Fund. Santo André
171- Marcelo Viegas jornalista e cientista social
172- Marcos Del Roio professor de Ciências Políticas da Unesp-FFC
173- Marcos Sergio de Souza estudante da UFF - Volta Redonda
174- Maria Alessandra Silva Cabral professora
175- Maria Cristina de Oliveira assistente social/docente
176- Maria de Lourdes Coelho  Executiva da Confed. dos Trabalh. no Serviço Público Municipal CUT
177- Maria Helena Guimarães Pereira jornalista
178-Mário Augusto Jakobskind jornalista e escritor
179- Mario Conte  diretor Trabalhista do Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes da Gde. SP
180-                     Mário Maestri  Programa de Pós-graduação em História - UPF - Porto Alegre
181-                     Marisa de Fátima Luz Direção Nacional do MST
182-  Mary Jane de Oliveira Teixeira professora adjunta da Uerj Universidade Estadual do RJ
183- Maurício Vieira Martins professor do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito da UFF
184- Milena Teixeira Unipop Brasil Universidade de Políticas do Movimento Popular
185- Máximo Augusto Campos Masson professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro
186-                     Mayara Inês Colzani  diretora do Diretório Acadêmico Nove De Março Danma-Udesc
187-                     Milton Jacques Zanotto  pres. do Sind. dos Trab. em Inst. Privadas de Ensino do Norte Catarinense
188-                      Milton Pinheiro professor de Ciência Política da Uneb Universidade do Estado da Bahia
189-                     Mônica Cristina Brandão dos Santos Lima bióloga Uerj
190- Nader Alves Bujah presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB/Canoas/RS
191-    Nadia Yolanda Cuevas Batista estudante/Panamá
192-    Nadira Khalil Hazboun 
193- Nancy Cardoso Pereira teóloga, reitora da Universidade Bíblica Latino Americana
194-Nicolas Marcos presidente da Ujes União Joinvillense dos Estudantes Secundaristas
195- Osmar Prado  artista
196- Pablo Lima professor da UFMG
197- Paulo Barsotti cientista político, professor da FGV Fundação Getúlio Vargas
198- Paulo Cayres presidente da CNM Confederação Nacional dos Metalúrgicos CUT
199-  Paulo César Malvezzi Filho advogado, ativista de direitos humanos
200- Paulo Gomes Neto advogado, Jornal Rede Democrática RJ
201-Paulo Vinícius S. da Silva secretário nacional de Juventude Trabalh. da CTB e membro do CNJ
202-Pedro Hardman Vianna advogado
203-Plínio Mércio Baldoni  diretor executivo do Sindicato dos Ferroviários de Bauru e MS CUT
204- Rafael Prata  Diretório Municipal do PT Campinas/SP
205-Rafael Willian Clemente professor
206- Rapper Fiel Morro Santa Marta
207- Rejane Teles Pinheiro relações internacionais
208-Renata Gonçalves professora da Unifesp Baixada Santista
209-Renata Lima Seabra gerente de vendas
210- Renato Vivan  professor
211-  Ricardo Gebrin advogado
212- Ricardo Morais  Direção do Sindicato dos Químicos de Pernambuco CUT
213-  Robert Aurélio Costa Lobato administrador, jornalista e blogueiro
214- Rodrigo Jurucê Mattos Gonçalves professor da Universidade Estadual de Goiás
215- Romi Márcia Bencke pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil
216- Roque Ferreira  vereador em Bauru (PT) e diretor do Sindicato dos Ferroviários
217-  Rosa Maria Scaquetti Pinto cientista social e professora universitária
218- Rosângela de Souza advogada
219- Rosangela Soldatelli  presidente do Sindicato dos Trab. no Serv. Públ. de Florianópolis CUT
220-Said Sadique Adi professor adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
221- Sean Purdy professor de História da USP
222-Serge Goulart  Direção Nacional do PT Partido dos Trabalhadores
223- Sergio Caldieri jornalista e escritor, conselheiro da ABI Niterói
224- Sérgio Godoy professor do curso de Relações Internacionais da Fundação Santo André
225- Sergio Kalili  jornalista
226- Sergio Ricardo  músico e compositor
227-Severino Nascimento (Faustão)  Direção Nacional da CUT Central Única dos Trabalhadores
228-Sofia Manzano economista e professora universitária
229-Tania Mara Franco  professora - RJ
230-  Telma Rinkes  atriz e pedagoga de teatro Berlim/Alemanha
231- Tiago Duarte  diretor do DCE da UFSC
232-  Thiago Kistenmacher Vieira estudante
233 Ulrich Beathalter presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Joinville, Garuva e Itapoá
234- Valdir Fraga Júnior ex-preso político - anistiado
235-  Vanderlei Elias Nery Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais PUC-SP
236-  Vanessa Colonhi  radialista e teóloga
237-  Verivaldo Mota (Galo) Executiva do Sindicato dos Vidreiros de São Paulo CUT
238-  Virginia Fontes professora do Programa de Pós-graduação em História da UFF
239- Viviane Goulart jornalista
240- Vladimir Santafé professor da Unemat e cineasta
241- Wagner Amorosino produtor musical
242-Wanderci Bueno  editor do Jornal Luta de Classes 
243-  Wesley Santos da Silva estudante
244-  Yamameh Safa ativista palestina

Como foi inventado o povo judeu


 Um livro importante de Shlomo Sand

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Miguel Urbano Rodrigues
Embora crescentemente desmentidos pela arqueologia, pela genética e pela historiografia séria, os mitos de que se alimenta o sionismo continuam a constituir a base em que assenta a reivindicação de legitimidade do estado etnocrático, confessional, racista e colonialista de Israel. O «Estado do Povo Judeu» assume-se como democrático. Mas a realidade nega a lei fundamental aprovada pelo Knesset. Não pode ser democrático um Estado que trata como párias de novo tipo 20 % da população do país, um Estado nascido de monstruoso genocídio em terra alheia, um Estado cuja prática apresenta matizes neofascistas.
Uma chuva de insultos fustigou em Israel Shlomo Sand quando publicou um livro cujo título - «Como foi inventado o povo judeu” * - desmonta mitos bíblicos que são cimento do Estado sionista de Israel.
Professor de Historia Contemporânea na Universidade de Tel- Aviv, ele nega que os judeus constituam um povo com uma origem comum e sustenta que foi uma cultura especifica e não a descendência de uma comunidade arcaica unida por laços de sangue o instrumento principal da fermentação proto-nacional.
Para ele o «Estado judaico de Israel», longe de ser a concretização do sonho nacional de uma comunidade étnica com mais de 4 000 anos, foi tornado possível por uma falsificação da história dinamizada no seculo XIX por intelectuais como Theodor Herzl.
Enquanto académicos israelenses insistem em afirmar que os judeus são um povo com um ADN próprio, Sand, baseado numa documentação exaustiva, ridiculariza essa tese acientífica.
Não há aliás pontes biológicas entre os antigos habitantes dos reinos da Judeia e de Israel e os judeus do nosso tempo.
O mito étnico contribuiu poderosamente para o imaginário cívico. As suas raízes mergulham na Bíblia, fonte do monoteísmo hebraico. Tal como a Ilíada, o Antigo Testamento não é obra de um único autor. Sand define a Bíblia como «biblioteca extraordinária» que terá sido escrita entre os séculos VI e II antes da Nossa Era. O mito principia com a invenção do «povo sagrado» a quem foi anunciada a terra prometida de Canaã.
Carecem de qualquer fundamento histórico a interminável viagem de Moisés e do seu povo rumo à Terra Santa e a sua conquista posterior. Cabe lembrar que o actual território da Palestina era então parte integrante do Egipto faraónico.
A mitologia dos sucessivos exílios, difundida através dos séculos, acabou por ganhar a aparência de verdade histórica. Mas foi forjada a partir da Bíblia e ampliada pelos pioneiros do sionismo.
As expulsões em massa de judeus pelos Assírios são uma invencionice. Não há registo delas em fontes históricas credíveis.
O grande exilio da Babilónia é tão falso como o das grandes diásporas. Quando Nabucodonosor tomou Jerusalém destruiu o Templo e expulsou da cidade um segmento das elites. Mas a Babilonia era há muito a cidade de residência, por opção própria, de uma numerosa comunidade judaica. Foi ela o núcleo da criatividade dos rabinos que falavam aramaico e introduziram importantes reformas na religião mosaica. Sublinhe-se que somente uma pequena minoria dessa comunidade voltou à Judeia quando o imperador persa Ciro conquistou Jerusalém no séc. VI antes da Nossa Era.
Quando os centros da cultura judaica de Babilonia se desagregaram, os judeus emigram para a Bagdad abássida e não para a «Terra Santa».
Sand dedica atenção especial aos «Exílios» como mitos fundadores da identidade étnica.
As duas «expulsões» dos judeus no período Romano, a primeira por Tito e a segunda por Adriano, que teriam sido o motor da grande diáspora, são tema de uma reflexão aprofundada pelo historiador israelense.
Os jovens judeus aprendem nas escolas que «a nação judaica» foi exilada pelos Romanos apos a destruição do II Templo por Tito em 70, e posteriormente, por Adriano, em 132. Por si só o texto fantasista de Flavius Joseph, testemunha da revolta dos zelotas, retira credibilidade a essa versão, hoje oficial.
Segundo ele, os romanos massacraram então 1 100 000 judeus e prenderam 97 000.Isso numa época em que a população total da Galileia era segundo os demógrafos atuais muito inferior a meio milhão…
As escavações arqueológicas das últimas décadas em Jerusalém e na Cisjordânia criaram aliás problemas insuperáveis aos universitários e teólogos sionistas que «explicam» a história do povo judeu tomando a Torah e a palavra dos Patriarcas como referências infalíveis.
Os desmentidos da arqueologia perturbaram os historiadores. Ficou provado que Jericó era pouco mais do que uma aldeia sem as poderosas muralhas que a Bíblia cita. As revelações sobre as cidades de Canaã alarmaram também os rabinos. A arqueologia moderna sepultou o discurso da antropologia social religiosa.
Em Jerusalém não foram encontrados sequer vestígios das grandiosas construções que segundo o Livro a transformaram no seculo X, a época dourada de David e Salomão, na cidade monumental do «povo de Deus» que deslumbrava quantos a conheceram. Nem palácios nem muralhas, nem cerâmica de qualidade.
O desenvolvimento da tecnologia do carbono 14 permitiu uma conclusão. Os grandes edifícios da região Norte não foram construídos na época de Salomão, mas no período do reino de Israel.
«Não existe na realidade nenhum vestígio - escreve Shlomo Sand - da existência desse rei lendário cuja riqueza é descrita pela Bíblia em termos que fazem dele quase o equivalente dos poderosos reis da Babilonia e da Pérsia». «Se uma entidade política existiu na Judeia do seculo X antes da Nossa Era, acrescenta o historiador, somente poderia ser uma microrealeza tribal e Jerusalém apenas uma pequena cidade fortificada».
É também significativo que nenhum documento egípcio refira a «conquista» pelos judeus de Canaã, território que então pertencia ao faraó.
O SILENCIO SOBRE AS CONVERSÕES
A historiografia oficial israelense, ao erigir em dogma a pureza da raça, atribui a sucessivas diásporas a formação das comunidades judaicas em dezenas de países.
A Declaração de Independência de Israel afirma que, obrigados ao exilio, os judeus esforçaram-se ao longo dos seculos por regressar ao país dos seus antepassados,
Trata-se de uma mentira que falsifica grosseiramente a História.
A grande diáspora é ficcional, como as demais. Apos a destruição de Jerusalém e a construção de Aelia Capitolina somente uma pequena minoria da população foi expulsa. A esmagadora maioria permaneceu no país.
Qual a origem então dos antepassados de uns 12 milhões de judeus hoje existentes fora de Israel?
Na resposta a essa pergunta, o livro de Shlomo Sand destrói simultaneamente o mito da pureza da raça, isto é da etnicidade judaica.
Uma abundante documentação reunida por historiadores de prestígio mundial revela que nos primeiros séculos na Nossa Era houve maciças conversões ao judaísmo na Europa, na Asia e na Africa.
Três delas foram particularmente importantes e incomodam os teólogos israelenses.
O Alcorão esclarece que Maomé encontrou em Medina, na fuga de Meca, grandes tribos judaicas com as quais entrou em conflito, acabando por expulsá-las. Mas não esclarece que no extremo Sul da Península Arábica, no atual Iémen, o reino de Hymar adotou o judaísmo como religião oficial. Cabe dizer que chegou para ficar. No seculo VII o Islão implantou-se na região, mas, transcorridos treze seculos, quando se formou o Estado de Israel, dezenas de milhares de iemenitas falavam o árabe, mas continuavam a professar a religião judaica. A maioria emigrou para Israel onde, aliás, é discriminada.
No Imperio Romano, o judaísmo também criou raízes, mesmo na Itália. O tema mereceu a atenção do historiador Díon Cassius e do poeta Juvenal.
Na Cirenaica, a revolta dos judeus da cidade de Cirene exigiu a mobilização de várias legiões para a combater.
Mas foi sobretudo no extremo ocidental da África que houve conversões em massa à religião rabínica. Uma parcela ponderável das populações berberes aderiu ao judaísmo e a elas se deve a sua introdução no Al Andalus.
Foram esses magrebinos que difundiram na Península o judaísmo, os pioneiros dos sefarditas que, apos a expulsão de Espanha e Portugal, se exilaram em diferentes países europeus, na Africa muçulmana e na Turquia.
Mais importante pelas suas consequências foi a conversão ao judaísmo dos Khazars, um povo nómada turcófono, aparentado com os hunos, que, vindo do Altai, se fixou no seculo IV nas estepes do baixo Volga.
Os Khazars, que toleravam bem o cristianismo, construíram um poderoso estado judaico, aliado de Bizâncio nas lutas do Império Romano do Oriente contra os Persas Sassânidas.
Esse esquecido império medieval ocupava uma área enorme, do Volga à Crimeia e do Don ao atual Uzbequistão. Desapareceu da Historia no seculo XIII quando os Mongóis invadiram a Europa, destruindo tudo por onde passavam. Milhares de Khazars, fugindo das Hordas de Batu Khan, dispersaram-se pela Europa Oriental. A sua principal herança cultural foi inesperada. Grandes historiadores medievalistas como Renan e Marc Bloch identificam nos Kahzars os antepassados dos asquenazes cujas comunidades na Polonia, na Rússia e na Roménia viriam a desempenhar um papel fulcral na colonização judaica da Palestina.
UM ESTADO NEOFASCISTA
Segundo Nathan Birbaum,o intelectual judeu que inventou em 1891 o conceito de sionismo, é a biologia e não a língua e a cultura quem explica a formação das nações. Para ele, a raça é tudo. E o povo judeu teria sido quase o único a preservar a pureza do sangue através de milénios. Morreu sem compreender que essa tese racista, a prevalecer, apagaria o mito do povo sagrado eleito por Deus.
Porque os judeus são um povo filho de uma cadeia de mestiçagens. O que lhes confere uma identidade própria é uma cultura e a fidelidade a uma tradição religiosa enraizada na falsificação da Historia.
Nos passaportes do Estado Judaico de Israel não é aceite a na
cionalidade israelense. Os cidadãos de pleno direito escrevem «judeu». Os palestinos devem escrever «árabe», nacionalidade inexistente.
Ser cristão, budista, mazdeísta, muçulmano, ou hindu resulta de uma opção religiosa, não é nacionalidade. O judaísmo também não é uma nacionalidade.
Em Israel não há casamento civil. Para os judeus, é obrigatório o casamento religioso, mesmo que sejam ateus.
Essa aberração é inseparável de muitas outras num Estado confessional, etnocracia liberal construída sobre mitos, um Estado que trocou o yiddish, falado pelos pioneiros do «regresso a Terra Santa», pelo sagrado hebraico dos rabinos, desconhecido do povo da Judeia que se expressava em aramaico, a língua em que a Bíblia foi redigida na Babilónia e não em Jerusalém.
O «Estado do Povo Judeu» assume-se como democrático. Mas a realidade nega a lei fundamental aprovada pelo Knesset. Não pode ser democrático um Estado que trata como párias de novo tipo 20 % da população do país, um Estado nascido de monstruoso genocídio em terra alheia, um Estado cuja prática apresenta matizes neofascistas.
O livro de Shlalom Sand sobre a invenção do Povo Judeu é, além de um lúcido ensaio histórico, um ato de coragem. Aconselho a sua leitura a todos aqueles para quem o traçado da fronteira da opção de esquerda passa hoje pela solidariedade com o povo mártir da Palestina e a condenação do sionismo.
Vila Nova de Gaia, 31 de Dezembro de 2012~
*Shlomo Sand, «Comment fut inventé le peuple juif» Flammarion, Paris 2010
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

DECLARAÇÃO CONJUNTA DAS FARC-EP E O PCB


22 JANEIRO 2013 




Reunidos em Havana, capital mundial da paz e da solidariedade internacional, representantes das FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo) e do PCB (Partido Comunista Brasileiro) passaram em revista a conjuntura mundial, sobretudo a da América Latina, e da Colômbia em particular, dedicando-se com afinco a estudar possibilidades e alternativas que contribuam para uma expressiva mobilização das forças políticas e sociais antiimperialistas do nosso continente e de outros países, com vistas à criação de um amplo, unitário e pujante movimento pela paz democrática com justiça social na Colômbia e pelo cumprimento do que venha a ser eventualmente estabelecido nos diálogos por uma solução política do conflito colombiano.
Coincidem as organizações políticas que firmam a presente declaração com a necessidade de conscientizar as forças progressistas de Nuestra America de que a solução política do conflito colombiano é  do interesse de todos os povos irmãos da região, inclusive para a continuidade e desenvolvimento dos heterogêneos processos de mudanças que fazem de nosso continente objeto de esperanças dos povos e, por isso mesmo, de projetos golpistas e intervencionistas do imperialismo.
A paz frente ao imperialismo na América Latina, requisito para o avanço dos processos de mudanças, no caminho ao socialismo, depende da paz democrática em Colômbia.
E depende, ao mesmo tempo, de uma firme unidade internacionalista de solidariedade militante:
- à Revolução Cubana - inspiração de todas nossas rebeldias e exemplo de que é possível vencer nossos inimigos – nossa saudação a Fidel e Raul, ao partido e ao povo cubano, confiantes nos ajustes para avançar no socialismo, no fim do bloqueio desumano e na libertação dos Cinco Heróis de todos os povos;
- à Revolução Bolivariana da Venezuela - que passa por um momento de consolidação e de possibilidade de trânsito ao socialismo – nossos votos de restabelecimento do Presidente Hugo Chávez, nossa confiança nos partidos que compõem o Pólo Patriótico e no protagonismo do proletariado venezuelano;
- aos demais processos diferenciados de mudanças na América Latina, onde se destacam os desenvolvimentos na Bolívia, no Equador e na Nicarágua;
- à reivindicação argentina em relação às Ilhas Malvinas e à defesa de sua lei sobre os meios de comunicação, exemplo de contraponto à manipulação da mídia burguesa;
- à luta dos povos paraguaio e hondurenho contra os golpistas que violaram a vontade popular, a serviço das oligarquias locais e do imperialismo;
- à luta de todos os demais povos de Nuestra America, das suas organizações antagônicas à ordem que se dedicam a empurrar seus governos para o caminho das mudanças progressistas ou para derrotá-los e substituí-los.
Como internacionalistas, não podemos deixar de olhar o mundo em seu conjunto, analisando o agravamento da crise sistêmica do capitalismo, que pode conferir vigência dramática à disjuntiva socialismo ou barbárie.
Assim, denunciamos a aliança entre os países imperialistas centrais, coadjuvados pelo sionismo que, pela força das armas, recolonizam o mundo, tendo no momento como prioridade a dominação do Oriente Médio e da África, por suas posições estratégicas e imensas riquezas naturais.
Desta forma, registramos nossa solidariedade militante à luta pela Palestina Livre, repudiamos a intervenção estrangeira na Síria, que tem como objetivo fortalecer o projeto expansionista de Israel e de colocar o Irã às portas de uma guerra imperialista. E repudiamos a atual intervenção no Mali, parte do projeto que começou com a ocupação da Líbia, com vistas ao domínio de todo o território africano.
Saudamos o renascer das lutas dos trabalhadores europeus e de outros continentes em face da ofensiva do capital para que paguem pela crise.
Diante do crescente aumento da repressão e criminalização das lutas populares, da retirada de direitos e das guerras de rapina, nada mais vigente que a consigna de Marx e Engels, no Manifesto Comunista:
Proletários de todo o mundo, uni-vos!
Havana (Cuba), 16 de janeiro de 2013
Assinam:
Iván Marquez – Chefe da Comissão Internacional das FARC
Ivan Pinheiro – Secretário Geral do PCB