domingo, 25 de novembro de 2012

EGITO EM FÚRIA: SÉTIMO DIA CONSECUTIVO DE CONFRONTO NA PRAÇA TAHRI




Manifestante corre com bomba de gás lacrimogêneo nas mãos, próximo à Praça Tahrir, no Cairo, capital do Egito (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

 Multidão de opositores ao presidente Mohamed Morsi corre de policiais nos arredores da praça Tahrir, no Egito (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
Ativista em meio a nuvem de gás lançado por forças de segurança no Egito, na Praça Tahrir (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
http://www.almanar.com.lb/adetails.php?eid=356621&cid=21&fromval=1&frid=21&seccatid=38&s1=1
   Os protestos da massa egipcia  se tirigem contra as alterações constitucionais emitidas pelo presidente eleito Mohamed Morsi, na qual autoproclama superpoderes para si, através de um ato constitucional, promulgado no dia 22, quinta feira, onde afirma que qualquer decisão sua será definitiva, não podendo ser contestada em qualquer nível do poder.  A população foi às ruas  se manifestar contra o ato arbitrário,  aos gritos de  "abaixo o regime" e "abaixo o poder do guia espiritual".  O presidente Morsi pertence a organização Irmandade Mulçumana .        

 A revolta se estende, também , a decisão das autoridade pela construção de um muro de concreto que irá  isolar as manifestações do povo da sede do Governo, do  Parlamento e do Conselho de Ministros, próximas à Praça Tahrir e a Universidade Americana do Cairo.  É exatamente neste local que se dá o violento confronto entre os manifestantes e a polícia egpcia que se utiliza de gás lacrimogêneo

Na cidade de Alexandria os manifestantes incendiaram as três sedes do Partido Liberdade e Justiça , braço político da Irmandade Muçulmana, do Presidente Mursi.

Há  informações  que até o momento 261 pessoas ficaram feridas nestes confrontos. Mas  esse número de feridos pode ser maior.
Na capital do Egito, os manifestantes  reagiram a repressão, atirando coquetéis molotov  na polícia e fazendo grandes barricadas , ateando fogo em pneus.
Ao noroeste do Cairo, na cidade de Damanhur, ontem a noite ( sábado) verificou-se violentos confrontos entre centenas de partidários da "Irmandade Muçulmana", do Presidente Mursi,  e os manifestantes contrários, identificados com as organizaçõies da Praça Tahrir. Nesta provincia , os manifestantes também promoveram o bloqueiro das ruas com fogo em pneus, a fim de impedir o movimento dos veículos anti-motim da polícia.






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Fonte: Agências
2012/11/25 - 10:22 Última actualização 2012/11/25 - 12:29 | 749 leituras

O QUE NÃO TE CONTAM SOBRE A SÍRIA Parte X - Massacres e decaptações de palestinos

Massacre em Ras el Ain e Decapitacões em Yarmuk ( contém cenas fortes)

  


Equipo del Sitio Web de Al Manar
A imprensa turca noticiou  um grande massacre que aconteceu  no dia 10 de Novembro e que foi executado por milicianos Exército Sírio Livre (ESL - mercenários financiados pelos EUA, Países do Golfo e UE) e seus colaboradores do Conselho Nacional Kurdo, de Masud Barzani.  na cidade de Ras el-Ain, que faz fronteira com a Turquia .

O canal de televisão Star TV mostrou imagens de milicianos que tomaram a cidade,  alguns edifícios do governo e da polícia.

O canal mostra imagens do momento do sequestro dos funcionários da administração pública e  de  soldados:  Com os olhos vendados e as mãos atadas, eles são levados para um prédio onde foram executados a sangue frio. Se ouve os tisparos que viam do interio da  casa. Nas sequência, o vídeo mostra os corpos das vítimas levados  por um  caminhão para um lugar onde foram enterrados.

Segundo o sítio Syria Truth, que veicula o vídeo, o canal de TV turco, que pertence a oposição, foi obrigado a suspender a transmissão   deste vídeo, após seren ameaçados pelos milicianos do  ESL.
(N. do tradutor: Verifique no sítio: )
(http://www.syriatruth.org/news/tabid/93/Article/8622/Default.aspx)

 Decapitações


O site www.syriatruth.org também mostra imagens da decapitação de um militante palestino da Frente Popular para a Libertação da Palestina - FPLP,  no campo Yarmuk na capital síria, Damasco.
Os autores da decapitação,  são membros da Brigada de Tauhid, participantes do levante mercenário.
O texto não fala de outros palestinos que tiveram tal sorte. 
(N. do traduto: Fato é que o campo de refugiados palestinos na Siria está sofrendo os mesmos horrores do conjunto da populaçao síria , vítimas dos grupos mercenários , armados e introduzidos no país pelo Turquia, pelos países do Golfo, como o Quatar, por Israel , França e EUA.)
http://www.almanar.com.lb/adetails.php?eid=356681&cid=21&fromval=1&frid=21&seccatid=19&s1=1


sábado, 24 de novembro de 2012

As elites vão fazer conosco o que fazem com os habitantes de Gaza


Traduzido e comentado por Baby Siqueira Abrão
Comentário da tradutora: Quem me conhece sabe que penso exatamente como Hedges. Infelizmente, não tenho seu talento e meu artigo sobre esse assunto está só na forma de esboço.
É preciso ler este texto para entender por que os sionistas estão pressionando tanto o FSMPL (Fórum Social Mundial pela Palestina Livre)-- trata-se de uma pedra no sapato de quem, como eles, vêm mostrando as garras na América Latina e dominando nossos governos. É preciso ler este texto para saber por que insisto tanto num foco de luta mais amplo, contra o sionismo.
Vamos deixar como está ou vamos reagir?

Gaza é a janela de nossa futura distopia. A crescente divisão entre a elite do mundo e sua miserável massa de humanidade é mantida por meio de uma violência em espiral. Muitas regiões empobrecidas do planeta, que caíram no abismo econômico, começam a assemelhar-se a Gaza, onde 1,6 milhões de palestinos vivem no maior campo de concentração do planeta [1].
Essas zonas de sacrifício, cheias de pessoas deploravelmente pobres, presas em favelas miseráveis ou em aldeias cujas casas têm paredes de barro, cada vez mais vêm sendo sitiadas por cercas eletrônicas, monitoradas por câmeras de vigilância e drones, e rodeadas por guardas de fronteira ou unidades militares que atiram para matar. 
Ilustração: Mr. Fish
Essas distopias de pesadelo se estendem da África subsaariana ao Paquistão e à China. Nesses locais, assassinatos propositais são executados, ataques militares brutais são feitos a pessoas deixadas sem defesa, sem exército, sem marinha e sem força aérea. Todas as tentativas de resistência, embora ineficazes, deparam com a carnificina que caracteriza a moderna indústria da guerra.
No novo cenário global, como nos territórios ocupados por Israel e nos projetos imperialistas dos EUA no Iraque, no Paquistão, na Somália, no Iêmen e no Afeganistão, massacres de milhares de inocentes indefesos são classificados como “guerra”. 
A resistência é denominada provocação, terrorismo ou crime contra a humanidade. O respeito às leis, assim como as mais básicas liberdades civis e o direito à autodeterminação, é uma ficção usada como relações-públicas para aplacar a consciência de quem vive nas zonas de privilégio. 
Prisioneiros são rotineiramente torturados ou “desaparecidos”. A falta de alimentos e de suprimentos médicos são uma tática de controle aceita. Mentiras permeiam as ondas eletromagnéticas (rádios e TVs). Grupos religiosos, raciais e étnicos são demonizados. Chovem mísseis sobre casebres de alvenaria, unidades mecanizadas atiram em aldeões desarmados, canhoneiras esmagam campos de refugiados com bombardeios pesados, e os mortos, incluindo crianças, enfileiram-se em corredores de hospitais aos quais faltam eletricidade e medicamentos.
O colapso iminente da economia internacional, os ataques ao clima e suas consequências, como secas, alagamentos, declínio rápido de safras e aumento no preço dos alimentos estão criando um universo onde o poder se divide entre elites restritas, que têm nas mãos sofisticados instrumentos de morte, e massas enraivecidas. 
As crises vêm incentivando uma guerra de classes que sobrepujará tudo aquilo que Karl Marx poderia ter imaginado. Elas estão construindo um mundo onde a maioria terá fome e viverá com medo, enquanto poucos irão se empanturrar com delícias em fortins protegidos. E mais e mais pessoas serão sacrificadas para manter esse desequilíbrio.
Por ter poder para isso, Israel – assim como os Estados Unidos – desrespeitam [2] o direito internacional para manter na miséria uma população dominada. A presença continuada das forças de ocupação israelenses [nos Territórios Palestinos Ocupados- TPOs] desafia quase cem resoluções do Conselho de Segurança da ONU pedindo sua retirada [dos TPOs]. 
O bloqueio israelense a Gaza, estabelecido em junho de 2007, é uma forma brutal de punição coletiva que viola o artigo 33 da IV Convenção de Genebra, que determina as regras para a “proteção de civis em tempo de guerra”. 
O bloqueio transformou Gaza num pedaço de inferno, num gueto administrado por Israel onde milhares morrem, incluindo os 1,4 mil [são quase 1,5 mil] civis assassinados na incursão israelense de 2008. Com 95% das fábricas fechadas, a indústria palestina virtualmente parou de funcionar. Os restantes 5% operam com 25% a 50% de sua capacidade. Até o setor pesqueiro está moribundo. Israel recusa-se a permitir que os pescadores ultrapassem três milhas náuticas da costa, e dentro desse limite os barcos pesqueiros com frequência são alvo dos tiros israelenses. 
As patrulhas de fronteira israelenses confiscaram 35% das terras cultiváveis de Gaza para criar nelas zonas-tampões [3].
O colapso da infraestrutura e o confisco israelense dos aquíferos fazem com que em muitos campos de refugiados, como Khan Yunis, não haja água corrente. 

A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês) estima que 80% de todos os habitantes de Gaza dependem, atualmente, de ajuda alimentar. E a alegação israelense de autodefesa esconde o fato de que Israel mantém uma ocupação ilegal e viola o direito internacional ao impor a punição coletiva aos palestinos. 
Foi Israel que escolheu aumentar a violência quando, durante uma incursão a Gaza no início do mês, suas forças mataram um garoto de 13 anos. À medida que o mundo se arrebenta, este se torna o novo paradigma: senhores da guerra modernos se inundam com tecnologias e armas aterrorizantes, que matam povos inteiros.
Fizemos [os estadunidenses] o mesmo no Afeganistão, no Iraque, no Paquistão, no Iêmen e na Somália. 
As forças do mercado e os mecanismos militares que protegem essas forças são a única ideologia que governa os Estados industriais e o relacionamento dos seres humanos com o mundo natural. É uma ideologia que resulta em milhões de mortos e outros milhões de desalojados no mundo moderno. E a espantosa/abominável álgebra dessa ideologia significa que essas forças irão, eventualmente, também desencadear-se sobre nós. 
Aqueles que não são úteis para as forças do mercado são considerados descartáveis. Não têm direitos nem legitimidade. Sua existência, seja em Gaza, seja em cidades pós-industriais doentes como Camden, Nova Jersey, é considerada dejeto da eficiência e do progresso. Essas pessoas são vistas como refugo. E como refugo não têm voz nem liberdade, e podem ser extintas ou aprisionadas à vontade. Este é um mundo onde apenas o poder corporativo e o lucro são sagrados. É um mundo de barbárie.
Ao dispor do poder de trabalho humano, o sistema disporia, incidentalmente, da entidade “ser humano” sob os pontos de vista físico, psicológico e moral”, escreveu Karl Polanyi [4] em The Great Transformation [A grande transformação].

E continua:
Privados da cobertura protetora de instituições culturais, os seres humanos pereceriam diante dos efeitos da exposição social; morreriam como vítimas de deslocamentos sociais agudos em consequência do vício, do crime e da fome.
A natureza seria reduzida a seus elementos, com vizinhanças e paisagens violadas, rios poluídos, segurança militar ameaçada, poder de produzir alimentos e matéria prima destruído.
Finalmente, a administração do mercado de compra de poder periodicamente liquidaria empresas comerciais porque a escassez e a fartura de dinheiro provariam ser tão desastrosas para os negócios como os alagamentos e as secas para as sociedades primitivas.
Sem dúvida, os mercados de trabalho, da terra e do dinheiro são essenciais para uma economia de mercado. Mas nenhuma sociedade pode aguentar os efeitos desse sistema de ficções brutas, nem mesmo pelo menor período, a menos que sua substância humana e natural, assim como sua organização de negócios, estejam protegidas contra os estragos desse moinho satânico.
Existem 47,1 milhões de estadunidenses que dependem de auxílio-alimentação para comer. As elites estão tramando acabar com esse auxílio, assim como com outros programas de “direitos” que evitam que os pobres se tornem miseráveis. 
O ímpeto de trilhões de dólares do Medicare, Medicaid e de outros programas sociais, dado o impasse político em Washington e o aumento do “abismo fiscal”, agora parece incerto.
Há 50 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, mas porque a linha da pobreza é tão baixa – US$ 22.350 para uma família de quatro pessoas – esse número nada significa. Acrescente-se a isso as dezenas de milhões de estadunidenses de uma categoria chamada “próxima à pobreza”, incluindo as famílias que tentam viver com menos de US$ 45 mil por ano e ter-se-ão ao menos 30% do país na pobreza. 
Assim que essas pessoas perceberem que não haverá recuperação econômica, que seu padrão de vida continuará a cair, que foram enganadas, que a esperança no futuro é uma ilusão, elas se tornarão tão furiosas como os manifestantes da Grécia e da Espanha ou os militantes de Gaza ou do Afeganistão. 
Os bancos e outras corporações financeiras entregaram trilhões em empréstimos sem juros do Federal Reserve, enquanto acumulavam US$ 5 trilhões, em grande parte pilhados do Tesouro dos EUA. Quanto mais essas disparidade e desigualdade mundiais forem perpetuadas, mais as massas se revoltarão e mais depressa replicaremos internamente o modelo israelense de controle doméstico – drones acima de nossas cabeças, todos os dissidentes criminalizados, equipes SWAT rompendo pelas portas, força mortal como modo aceitável de subjugação, alimentos usados como armas e vigilância constante.
Em Gaza e em outras partes doentes do globo vemos essa
 nova configuração de poder. 
O que está acontecendo em Gaza, assim como o que ocorre com pessoas negras em comunidades marginais nos EUA, são o modelo. As técnicas de controle, sejam elas aplicadas por israelenses, sejam usadas por unidades de polícia militarizada nas guerras contra drogas de nossas cidades, sejam empregadas por forças militares especiais ou por mercenários no Paquistão, no Afeganistão ou no Iraque, são testadas primeiro e aperfeiçoadas nos fragilizados e nos despossuídos. 
Nossa insensível indiferença ao apelo dos palestinos e das centenas de milhões de pobres empacotados em favelas urbanas na Ásia ou na África, assim como de nossa própria subclasse, significa que as injustiças cometidas contra eles serão cometidas contra nós. Ao falhar com eles, falhamos conosco. 
À medida que o império dos EUA implode, as mais brutais formas de violência empregadas fora do império começam a migrar de volta para o país. Ao mesmo tempo, os sistemas internos de governança democrática calcificaram-se. 
A autoridade centralizada está nas mãos de um setor executivo que serve, como escravo, aos interesses corporativos globais.
A imprensa e os poderes judiciário e legislativo tornaram-se desdentados e decorativos.
O espectro do terrorismo, como em Israel, é usado pelo Estado para desviar gigantescos gastos para a segurança do país, para a vigilância militar e interna.

A privacidade é abolida. A dissidência é traição. Os militares, com seu mantra de obediência cega e de força, caracterizam a ética sombria da cultura vasta. A beleza e a verdade são abolidas. A cultura é degradada em besteiras. A vida emocional e intelectual de cidadãs e cidadãos é devastada pelo espetáculo, pelo mau gosto e pela malícia, assim como por montões de analgésicos e narcóticos. A ambição cega, o desejo de poder e uma grotesca vaidade pessoal – exemplificadas por David Petraeus e sua ex-amante – são os motores do progresso.

O conceito de bem comum não faz mais parte do léxico do poder. Este, como a novelista J.M. Coetzee escreve, é a “flor suja da civilização”. É Roma sob Diocleciano. Somos nós. Os impérios, no final, decaem em regimes despóticos, assassinos e corruptos que enfim consomem a si mesmos. E nós, como Israel, agora tossimos sangue.
____________________
Chris Hedges*, cuja coluna é publicada às segundas-feiras em Truthdig, passou quase duas décadas como correspondente internacional na América Central, no Oriente Médio, na África e nos Bálcãs. Escreveu reportagens em mais de 50 países e trabalhou para The Christian Science Monitor, National Public Radio, The Dallas Morning News e The New York Times, para o qual foi correspondente internacional por 15 anos.


Notas de rodapé
[1]  Dada a vida que levam, em consequência do bloqueio e dos ataques genocidas de Israel, os habitantes de Gaza preferem usar a expressão “campo de extermínio”.
[2]  No original, flout, que também significa caçoar, zombar – termos mais apropriados ao que Israel e EUA fazem com o direito internacional.
[3] Zonas-tampões são terras palestinas que Israel confisca para manter, entre a linha de fronteira e Gaza (ou as vilas e cidades da Cisjordânia), uma área vazia, de acesso proibido aos palestinos, cercada e vigiada por soldados armados.
[4] Ver Karl Polanyi (em inglês). Embora o trecho citado neste texto seja interessante, é preciso manter um olhar crítico em Polanyi. Ele falhou exatamente onde o outro Karl, o Marx, acertou. Como filósofo, Marx foi fundo na ontologia para entender a formação da riqueza e do capital, ao passo que Polanyi não fez senão um sobrevoo nessas mesmas questões.

Postado: vila vudu

O único remédio contra a ocupação é a resistência

  Forças israelenses protegidas por veículo blindado após manifestantes palestinos lançarem um coquetel Molotov durante confrontos no centro da cidade dividida  de Al-Khalil (Hebron) na Cisjordânia ocupada, em 19 de novembro de 2012.


19/11/2012, Ibrahim al-Amin (editor-chefe), Al-Akhbar (Editorial)
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
“Nem resistência, nem negociações.” Essa foi a frase-chave do emir do Qatar, Hamad bin Khalifa al-Thani em recente visita à Faixa de Gaza. Usou a frase para insistir na urgência de reconciliação entre todos os grupos palestinos. Foi como se dissesse a eles: o campo da resistência de vocês não está resistindo e o campo da paz de vocês não está negociando. Assim sendo, por que não se acertam?
O emir do Qatar não explicou por que deveria haver reconciliação e em torno de quê. É como se não estivesse vendo a razão pela qual o campo da paz não está negociando – porque Israel, não os palestinos, não quer negociação nem paz. E quem disse ao emir do Qatar que o campo da resistência teria parado de resistir?
Talvez porque o Hamás é parte da Fraternidade Muçulmana, e a resistência não se inclui entre as prioridades da organização-mãe? Teria o emir querido dizer isso?
Essa obscura frase-chave começou a circular imediatamente depois da eclosão das revoluções árabes. O objetivo foi induzir as forças políticas ascendentes nos países árabes cujos ditadores foram derrubados – Egito, Tunísia e Líbia – a adotar políticas alinhadas com o que querem os patrocinadores ocidentais e árabes daquelas revoluções. E esses patrocinadores querem todos esses novos governos confinados às respectivas questões domésticas.
“Nem resistência, nem negociações” significa que os palestinos devem agir sob o pressuposto de que a ocupação seria fato consumado; e de que não contem com qualquer ajuda, só porque houve as revoluções. Funcionário de um dos países do Golfo comentou, com sarcasmo, que o presidente egípcio Mohamed Mursi provavelmente dissera ao líder do Hamás, Khaled Meshal: “Pare com isso! Não estamos conseguindo nem dar conta das ruas egípcias! Você quer o quê?! Desista. Suspenda o fogo e confie em Deus”.
Adnan Mansour 
O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Adnan Mansour parecia deslocado na reunião de ministros árabes, na véspera. Assustou os presentes, ao usar linguajar “fora de moda” sobre boicotes e resistência. O linguajar em voga, a fala “da moda”, veio do ministro do Exterior do Qatar, que fez uma declaração de impotência e disse aos palestinos: "Conhecemos os limites de nossas capacidades e de nossas posições, e em nenhum caso iremos à guerra". Isso, pouco antes das indispensáveis juras de apoio aos resistentes da Faixa de Gaza.
“Nem resistência, nem negociações”. A frase foi enunciada não só para justificar a impotência, mas, também, para demarcar o real objetivo das revoluções árabes, a saber: conseguir uma mudança no poder. Nessa linha de pensamento, o único problema dos egípcios seria que Gamal Mubarak não cumpria os rituais da religião e não cultivava longas barbas. Resultado inicial desastroso dos protestos de massa no Egito foi que implantaram no poder réplicas dos antigos ditadores – só que sem as barbas.
Trocaram-se uns por outros assemelhados, enquanto as políticas seguem as mesmas, as políticas econômicas seguem as mesmas, as relações com Israel não mudaram e o papel do Egito como principal mediador entre o inimigo e o povo da Palestina ocupada não mudou.
Os proponentes da ideia de “nem resistência, nem negociações” cumprem um imundo papel.
Creem que a prioridade é esperar outras oportunidades. Dizem que não há resistência, porque escolheram retirar-se da batalha, desautorizar a resistência e mergulhar nas realidades da ocupação. Para defender essa posição, promovem divisões religiosas e acusam as forças da resistência de não aspirarem à libertação como objetivo principal.
Mas como a avaliação feita pelo ministro de Relações Exteriores do Qatar, para quem os árabes seriam impotentes para agir em Gaza, coaduna-se com a determinação com que o Qatar e outros estados do Golfo continuam a armar a oposição síria e garantir a ela apoio absoluto da mídia?
De onde extraíram a conclusão – e será que realmente contam com que alguém acredite? – que os palestinos não precisam também de idêntica atenção e apoio?
O que impediria esses países de continuar a apoiar a oposição síria e, ao mesmo tempo, de apoiar também os palestinos?
Como um povo com tão longa tradição de lutas – sobretudo palestinos que vivem sob o império dos governantes do Golfo – conseguirão justificar os laços com a santa aliança dos estados do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), os EUA e a Europa colonialista? Como os palestinos ativos na academia, na imprensa, em instituições diplomáticas controladas pelos estados do CCG conseguirão justificar, ante eles mesmos, tais políticas?
O que se vê acontecer na Palestina só atesta uma coisa: a ocupação continua e continuará. Isso implica necessariamente que a resistência continua e continuará. A cada momento, a resistência mais comprova que tem habilidade e capacidades para provocar impacto em Israel.
A alternativa é obedecer. Desnecessário construir frases oblíquas sobre isso, porque, seja o fraseado que for, o significado é sempre o mesmo: rendição.

SOMOSTODOSPALESTINOS NO AR!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

ATO CONTRA O GENOCÍDIO NA PALESTINA, NO RIO DE JANEIRO

 A trégua foi acordada após a ofensiva israelense de 8 dias, que matou mais de 160 palestinos e causou ferimentos a mais de 1300 palestinos

 Após 8 dias de massacre, ontem foi assinado a acordo de cessar fogo, um dos itens do documento "garante" o livre acesso das pessoas e das mercadorias nas fronteiras. No entanto, durante a madrugada, o exército sionista sobrevoou a cidade   de   Gaza, levando

pânico e infernizando a vida da população. Há inclusive denúncias de que houve um ataque por parte de Israel, mas a imprensa não fala sobre o assunto.



Fato é que mais uma vez Israel não conseguiu destruir a resistência palestina que se mostrou firme e armada, e  teve que sentar para negociar com o governo da Gaza , a quem  chama de terrorista. 

Um fato novo chama a atenção: Pela primeira vez os líderes do bloco anti imperialista (Irã-Síria e Líbano) chama abertamente o envio de armas aos palestinos, e colocam em xeque-mate a posição subalterna dos poderosos e ricos países árabes do Golfo, aliados do imperialismo e do sionismo,  que não só não ajudam os palestinos na luta por uma Palestina Livre, como colaboram na formação e na manutenção dos exércitos mercenários fundamentalistas, a serviço do imperialismo.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Hassan Nasrallah: Os países árabes devem enviar armas aos palestinos, não aos mercenários que matam na Síria

Yusuf Fernandez

O Secretário Geral  do Hezbollah Hassan Nasrallah disse, nesta segunda-feira, que o futuro do Oriente Médio pertence aos heróis que mostram firmeza e não as ovelhas e prometeu que o Irã, a Síria e o Hezbollah não  abandonarão os grupos de resistência em Gaza.

Hassan Nasrallah estava respondendo a uma declaração do ministro das Relações Exteriores do Qatar, Sheik Hamad bin Yassim Al-Zani, que, durante a reunião ministerial de emergência da Liga Árabe no sábado à noite para discutir a agressão israelense na Faixa de Gaza, disse "Os lobos comem as ovelhas. Eles (os israelenses) não são lobos, mas a maioria de nós somos ovelhas ", disse o ministro do Qatar.

"Na Palestina, no Líbano e em grande parte do mundo árabe, há leões e heróis. Aquele  que se vê  como uma ovelha fala por si mesmo, mas não tem o direito de dizer que a maioria dos árabes se tornaram ovelhas ".

“Hay gobiernos, líderes y personas de los medios de comunicación que se han convertido en ovejas”, dijo Sayyed Nasralá, agregando que “los leones y los héroes son los que harán historia y alcanzarán logros para esta nación, como ocurrió en Líbano en 2006 y en Gaza en 2009 y como está sucediendo hoy nuevamente en Gaza. El futuro de la región pertenece a los héroes y no a las ovejas.”

"Há governos, líderes e pessoas nos meios de comunicação que se tornaram ovelhas",  afirmou Nasrallah, acrescentando que "os leões e os heróis são os que fazem a história e alcançarão conquistas para esta nação, como ocorreu  no Líbano em 2006 e em Gaza em 2009 e  como está novamente  acontecendo  em Gaza. O futuro da região pertence aos heróis , não as ovelhas. "

Como estão recebendo mísseis em Gaza?
"Um alto dirigente de um país árabe, foi citado como tendo dito:"Não se deve dar aos palestinos esperanças além do que podemos fazer" Ele acrescentou que a ajuda prometida pelos países árabes não foi dado aos palestinos e  que alguns deles contribuíram com o bloqueio em Faixa de Gaza. Este é um bom reconhecimento ", Sayyed Nasrallah.

"Como é que este grande número de mísseis chegou à resistência palestina? Quem os enviou,e quem lhes entregou? Quem treinou a resistência de Gaza, (...), para lutar ou destruir os armamentos israelenses? E como chegaram os mísseis anti-aéreos em Gaza? A partir daí devemos considerar a situação hoje.

Precisamos saber quem tem dado condições para Gaza resistir, lutar e bombardear Tel Aviv e Jerusalém ... O papel da República Islâmica do Irã e do Estado Síria em armar a resistência palestina é evidente ", disse Hassan.

"Os árabes hoje admitem que têm contribuído para o bloqueio a Gaza. No entanto, o real-arabismo e o verdadeiro Islã exigem que os países árabes enviem armas para Gaza porque os israelenses apostam no limite dos estoques de foguetes em Gaza ", Sayyed Nasrallah.

Armas devem ser enviados para Gaza, não à  Síria


Criticando alguns países árabes que defendem o envio de armas para os grupos armados na Síria, em vez de enviá-lo para Gaza, Sayyed Nasrallah disse: "Uma das mais importantes tarefas é  abrir as fronteiras de Gaza e entregar mísseis mais para a resistência. Onde estão os árabes que estão enviando armas para mercenários na Síria? Eles não se atrevem a enviar nem uma  bala a Gaza, porque o inimigo é Israel. "

"Alguns estão dizendo que Israel pune o Hamas porque  pensam que este rompeu seus laços com o Irã, a Síria e o Hezbollah". No entanto, deixo absolutamente  claro que o Irã, a Síria e o Hezbollah não abandonaram nem abandonarão o povo e a resistência em Gaza. "Este é nosso dever religioso, moral e humanitária", acrescentou.

Sayyed Nasrallah elogiou a firmeza da resistência em Gaza e disse que "a entidade sionista busca agora um cessar-fogo para restabelecer a situação que existia antes de o assassinato de Ahmed Al-Yaabari, mas a resistência rejeita esta solução."

Israel ataca os  civis como alvo, sem dúvida este é um sinal de sua falência


"O banco de  objetivos  israelense se esgotou, por isso a entidade assassina está cometendo inúmeros massacres". "Alguns alvos na Faixa de Gaza estão sendo bombardeados várias vezes, e foguetes da resistência estão sendo disparados de Gaza e caindo na entidade sionista. Devido a isso, os sionistas voltam a  mostrar sua natureza criminosa para matar um grande número de civis, especialmente mulheres e crianças. Isso reflete o fracasso da operação militar israelense em Gaza e seu fracasso em alcançar seus objetivos, especialmente o de pressionar os movimentos de resistência a abandonar as justas  condições  (para um cessar-fogo) que foram estabelecidos. "

http://www.almanar.com.lb



terça-feira, 20 de novembro de 2012

COMITÊ DE SOLIDARIEDADE Á LUTA DO POVO PALESTINO DO RIO DE JANEIRO

CONVOCA REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

NÃO VAMOS NOS CALAR  DIANTE DO GENOCÍDIO
 QUE ISRAEL ESTA 
PRATICANDO EM GAZA

21/11/2012 - NESTA QUARTA-FEIRA -  18 HORAS - NO SEPE - RIO DE JANEIRO


"Não a violência , sim a Democracia" : Encontro em Teerã da início ao "Dialogo Nacional Sírio"

19/11/2012 21:51
A "Reunião de Diálogo Nacional da Síria", realizada em Teerã, capital do Irã, sob o lema "Não à violência, sim à democracia", terminou na segunda-feira após o acordo firmado entre os participantes no sentido de  formar um Comitê para continuar o diálogo nacional no país, devastado pela crise por quase 20 meses.
 O vice-ministro iraniano do Exterior para "Assuntos Árabes e Africano",  Hussein Amir Abdolahian, anunciou que este comitê, composto por 16 membros, é responsável por fazer os preparativos para a próxima sessão do diálogo nacional a ser realizada em Damasco, capital da Síria.  
 O porta voz do Ministério do Exterior do Irã, Ramin Mehmanparast, explicou, por sua vez, sobre o referido Comitê , que  é composto de pessoas cujas posições vão desde os pró-governo, a oposição ao governo sírio e vários grupos religiosos e seitas. 
Mehmanparast também se referiu a outras conquistas conseguidas no encontro em Teerã, como a unanimidade, entre os participantes de diversas posições, em condenar os ataques do regime israelense contra a Faixa de Gaza.  
O porta-voz do Ministério persa  acrescentou que a reunião de Teerã criticou a posição dos EUA com respeito a Gaza e manifestou apoio expresso aos palestinos.  
Desde quarta-feira passada, o regime israelense lançou uma onda de ataques contra a Faixa de Gaza, que já matou pelo menos 130 palestinos, incluindo crianças e mulheres, e mais de 900 pessoas ficaram feridas.  
Sob o lema "Não à violência, sim à democracia", a "Reunião de Diálogo Nacional da Síria" começou a trabalhar, em Teerã no domingo, com a presença de 200 pessoas dispostas a  encontrar uma solução pacífica para o conflito que  sofre o país.
 ka / rh / MSF
http://www.hispantv.com/detail/2012/11/19/202177/culmina-reunion-dialogo-nacional-siria-en-teheran

Clinton viajou para Israel para discutir Gaza

20/11/2012 13:09

 
 A secretária dos EUA, Hillary Clinton, planeja discutir com as autoridades do regime de Tel Aviv, Egito e  Cisjordânia, enquanto o referido regime continue seus ataques mortais contra a população da  Faixa de Gaza pelo sétimo dia consecutivo. 
 
Clinton, que se encontrava no Camboja para participar da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, por sua sigla em Inglês), vpartiu , nesta terça-feira,  em direção a Al-Quds -Jerusalém (Palestina ocupada) para se reunir com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e discutir os ataques a Faixa de Gaza, assim foi anunciado pelo deputado estadunidense e assessor da Secgurança Nacional,  Ben Rhodes. 
 
"A secretária Hillary Clinton vai enfatizar o interesse dos EUA em uma solução pacífica, que proteja e melhore as condições de segurança  do regime israelense e da segurança regional ", observou Rhodes.
 
Neste sentido, de acordo com Rhodes, a secretária de Estado dos EUA tem mantido conversas telefônicas com o presidente egípcio Mohammad Mursi e Netanyahu.
 
No entanto, vários funcionários norte-americanos reiteraram  seu apoio aos ataques israelenses em Gaza, alegando que a ofensiva em curso é parte do " direito de Israel de se defender." 
 
A viagem de Clinton coincide com uma escalada de agressões por parte do regime de Tel Aviv contra a Faixa de Gaza, onde, desde o início da ofensiva , última quarta-feira, 14 de novembro, pelo menos 130 palestinos foram mortos e mais de 900 estão gravemente feridos. 
 MSH / aa
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O IRÃ CHAMA OS PAÍSES DO GOLFO E A TURQUIA A ARMAR OS PALESTINOS

Os países da região devem enviar armas para os palestinos que travam a lutar contra Israel, disse no domingo o parlamentar iraniano, Ali Larijani.
"As ações políticas de alguns países da região são úteis, mas não suficiente. Hoje, se espera deles o  envio de ajuda militar aos palestinos, vítimas da  ofensivasisraelita", disse Larijani, cujo país apoia os movimentos de resistência palestinos.
"Os EUA eo Ocidente enviam armas para o regime sionista. Por que, então, não devemos enviar armas para a Palestina? ", Acrescentou.
Ele também disse que alguns países da região "cometeram um erro estratégico, ao criar um conflito interno na Síria, mediante o envio de armas" para grupos fundamentalistas sírios e estrangeiros que estão causando muitas mortes a população da Síria.
"Eu espero que alguns países da região  mudem seu comportamento e, em vez de incentivar um conflito entre entre  grupos muçulmanos na Síria, enviem essas armas para a Palestina para fortalçecer a lutar contra o regime sionista", disse ele, referindo-se implicitamente aos países do Golfo e a Turquia .
Qatar, Arábia Saudita e outros países da região vêm armando vários grupos e exércitos mercenários, que lutam contra o regime sírio. No entanto, eles não agem da mesma forma com os palestinos, não dão qualquer ajuda militar para os palestinos.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ENQUANTO ISRAEL ESTÁ ASSASSINANDO EM GAZA, O IMPERIALISMO E A UE FECHAM O CERCO NO MUNDO ÁRABE


A UNIÃO EUROPÉIA RECONHECE OS MERCENÁRIOS ARMADOS QUE ATUAM DENTRO DA SÍRIA
19/11/2012 21:24


A União Europeia (UE), reconheceu segunda-feira a coalizão dos grupos armados que procuram derrotar o governo sírio do presidente Bashar al-Assad, seguindo os passos da França e da Itália, que já anunciaram apoio.

"A UE considera como legítimo representante das aspirações do povo sírio", disseram os ministros das Relações Exteriores dos 27 países-membros da UE, durante uma reunião em Bruxelas, capital da Bélgica.
 
Expressando seu desejo de que a nova coalizão, formada em 11 de Novembro, após a assinatura de um acordo em Doha, a capital Qatari, continue  trabalhando com a participação de "todos os grupos  opositores", os ministros europeus se comprometeram " apoiar esta nova coalizão em seus esforços e suas relações com a comunidade internacional. " 
Os chanceleres da UE estimularam  os líderes dos grupos terroristas, que atuam na Síria, entrarem em contato com o representante especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi.

As declarações dos chanceleres europeus se produzem após o primeiro-ministro italiano Mario Monti se manifestar em uma coletiva da imprensa, no Qatar, que esta coalizão pode levar a formação de um governo de transição no país árabe.

França, por sua vez, já havia declarado , no sábado,  que iria sediar um novo embaixador para grupos mercenários que atuam na Síria.

Síria, palco de disturbios provocados por grupos terroristas armados desde março de 2011, também sofre com a interferência de alguns países ocidentais e regionais, que, através de apoio financeiro e de armas, pretendem 
aumentar a pressão sobre o governo de Damasco com o objetivo de derrubá-lo.
 
(Nota do tradutor: Afinal, a Síria cumpre um papel na região que não interessa ao imperialismo americano e nem aos sionistas. Síria apóia e financia todas as  resistência palestinas e a libanesa, contra o sionismo)

ah/rh/msf

ENQUANTO ISRAEL PROMOVE O GENOCÍDIO DOS PALESTINOS EM GAZA, O IMPERIALISMO E A UE MOVEM-SE PARA GUERRA: Os mercenários e fundamentalistas na Síria já contam com um embaixador oficial na França


17/11/2012 16:58





O presidente francês, François Hollande, depois de se reunir com o chefe da nova aliança contra a Síria, Ahmad al-Khatib Moaz, anunciou no sábado que Paris vai acolher o novo embaixador designado pela oposição síria armada.
 A França foi o primeiro país europeu a reconhecer a aliança de oposição síria, criado no Qatar, como representante de um governo de transição na Síria, cláusula proposta por alguns países árabes em reunião realizada em 13 de novembro entre os ministros de Relações Exteriores da União (UE) e os seus homólogos da organização pan-árabe.
 
Até agora, com exceção da França, apenas as monarquias do Golfo e Turquia  reconhecem  a coalizão. No entanto, o Governo francês sustenta que tratará de convencer outros países da Europa e a União Europeia de formar um governo de transição na Síria, acrescentou o presidente francês.
 
Na mesma linha, o Reino Unido e os Estados Unidos anunciaram que iriam estudar o caso antes de adotar qualquer solução. Hollande, no entanto, acredita que "muitos países seguirão a posição da França", e disse que o Governo francês vai considerar o envio de armas para os grupos.

Hollande está liderando o caso da Síria, mas a Alemanha e o Reino Unido já tinham dado carta branca para a nova coalizão.
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, em uma reunião realizada no Cairo, capital do Egito, entre a União Europeia (UE) e a Liga Árabe (AL), explicou que o Conselho Nacional Sírio (SNC, por sua sigla em Inglês)  acelerará a queda do presidente da Síria, Bashar al-Assad, e o chefe da diplomacias britânica, William Hague, também aplaudiu a criação da nova aliança de  oposição síria, mas é cauteloso e afirma que Londres, antes reconhecer, examinará os resultados do trabalho da coalizão.

Os membros da oposição síria residentes no exterior fizeram um acordo  em Doha, capital Qatari, cujo teor é unificar o conselho militar que estão na Síria, contra as forças do governo em Damasco.
O ocidente beira ao terrorismo,  enviam armas a grupos mercenários e gangues que operam na Síria, pouco parece interessar a estes defensores da democracia que 65 por cento da nação Síria apóiam
o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, de acordo com resultados de uma pesquisa realizada pela Rede para os Direitos Humanos na Síria.
Arábia Saudita, Qatar, Turquia e alguns países ocidentais estão tentando forçar, desde março de 2011, a  queda do atual governo sírio e tentam legitimar as gangues armadas no interior do país, que já mataram mais de 39 mil soldados e civis desde o início.


sd/nii
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