Documentário fantastico do Abdallah Omeish sobre o bombardeio de Gaza de 2008/9 , será organizado um debate também:
Quarta feira dia 3 de outubro 18:30 na Sala 2 do Centro Cultural da Justiça Federal, Cinelândia
A GUERRA A NOSSA VOLTA (The War Around Us)
de Abdallah Omeish. Com Ayman Mohyeldin, Sherine Tadros. Estados Unidos, 2012. 75min.
Em 2008, o correspondente de Al Jazeera, Ayman Mohyeldin era o único cidadão americano vivendo na Faixa de Gaza. Com o rompimento da trégua entre Israel e o grupo palestino Hamas, a jornalista Sherine Tadros, que tinha vindo à região para um trabalho de 24 horas, também se viu presa ali por dois meses e meio. O governo israelense impediu o acesso da imprensa estrangeira à Faixa de Gaza, enquanto bombardeava a população civil, e Ayman e Sherine se tornaram os únicos jornalistas do Ocidente a cobrir o conflito. As imagens inéditas traduzem, além das atrocidades da guerra, os laços de amizade e o limite humano em situações extremas.
Seguido por debate: Entre a notícia e o silêncio: furando bloqueios/ Selective News Transmission: overcoming barriers, com a participação do diretor do filme Abdallah Omeish, a antropóloga Gisele Fonseca da UFF, a jornalista Claudia Antunes da Revista Piauí
QUA (3/10) 18:30 C.C. Justiça Federal 2 [JF217]
SEX (5/10) 13:30 Est Sesc Rio 3 [ER655]
SEX (5/10) 20:15 Est Sesc Rio 3 [ER658]
QUI (11/10) 16:45 C.C. Justiça Federal 1 [JF134]
de Julia Bacha, Rebekah Wingert-Jabi. Com Sara Benninga, Terry Benninga, Zvi Benninga, Mohammed el Kurd, Rifqa el Kurd
. Estados Unidos / Palestina, 2012. 25min.
Mohammed El Kurd é despejado de sua casa no Leste de Jerusalém, tomada por colonos judeus. No entanto, quando ativistas israelitas chegam para protestar pacificamente contra o apossamento junto com os residentes palestinos, Mohammed se surpreende com a cooperação inesperada em sua região. O pequeno protesto logo vira um protesto de 3 mil árabes e israelitas, lutando lado a lado, em um movimento pacífico de resistência contra abusos cometidos pelo Estado nos territórios ocupados por Israel na Palestina. Tribeca 2012.
Dox - (LEP) - 14 anos
TER (2/10) 14:00 Est Sesc Rio 3
TER (2/10) 19:40 Est Sesc Rio 3
DOM (7/10) 14:30 C.C. Justiça Federal 2
DOM (7/10) 19:30 C.C. Justiça Federal 2
Nesta quarta-feira, dia 26 de setembro, o Exército da Síria anunciou ter livrado o distrito de Yeidat(centro-oeste) de Alepo dos mercenários; onde um grupo de homens armados incendiou algumas casas com a finalidade de cobrir sua fuga.
O Exército também livrou Al Arqub, um bairro no subúrbio industrial , a oeste de Aleppo, onde os soldados
confiscaram um depósito-esconderijo de armas e munições e um hospital de campanha do
Exército Livre Sírio (ESL). O bairro de Al Arqub já é considerado pelos militares como uma "Zona Segura".
Na segunda-feira, os confrontos
ocorreram nos bairros da Bustan Al Bacha (norte), Bab el Hadid (leste da
Cidade Velha), Al Isharat e Sujari. O último bairro poderia ser,
juntamente com Bustan al Qasr, o último reduto dos mercenários no sudoeste de
Aleppo, dado que os bairros de Salahuddin e Saif al Daula já estavam livres da corja financiada pelo imperialismo/sionismo há muito mais tempo. O bairro de Fardus, ao lado de Sujari, também já passou para o controle do Exército nos
últimos dias.
Além disso, as operações de contra os comboios e as posições do mercenário ESL nos arredores da cidade prosseguem com firmesa pelos meios terrestres e aéreas. São muitos os veículos com
metralhadoras que foram destruídos nos ataques: 20 deles foram destruídos, na
segunda-feira, na rota Aleppo / Bab Al, ao norte da cidade; outro em Dar al Ayazeh, onde morreram
10 deles. Entre as cidades de Oram al Kubra e Oram al Sugra (localidade
onde existe um campo de pouso militar) sete veículos do ESLforam destruídos e
dezenas de mercenários morreram.
Neste sentido, Alepo está se tornando uma espécie de
Stalingrado para os rebeldes, encerrados neste território (cada vez mais reduzido), cujas
colunas de socorro são inevitavelmente detidas ou dizimada.
Guardas de segurança do Iêmen se enfrentaram na capital,
Saná, com os marines dos EUA que fazem a proteção da Embaixada dos EUA, que se tornou
alvo de protestos violentos motivados pelo filme anti-Islã. Os enfrentamentos começaram depois que os marines insistiram em revistar as áreas
residenciais localizadas ao redor da embaixada, na capital do país, na
terça-feira. Cerca de 50 fuzileiros navais dos EUA haviam sido mobilizados para o
Iêmen depois que os manifestantes invadiram a embaixada em Saná como protesto pelo filme americano/sionista, desrespeitoso
contra o Islã. O parlamento iemenita condenou essa movimentação dos marines e os
deputados manifestaram sua forte oposição à presença de tropas dos EUA em seu
país. Durante toda a semana passada, muitas manifestações foram
realizadas e centenas de milhares de pessoas concentram diante das embaixadas
estadunidenses. http://www.almanar.com.lb/spanish/adetails.php?eid=21241&cid=23&fromval=1&frid=23&seccatid=73&s1=1
Os "escolhidos por Deus impedem palestina grávida e sangrando de ir ao hospital..
LRebelião
Poucos dias atrás, navegando na internet, me deparei com um vídeo que me fez pensar. Trata-se de um vídeo gravado em algum lugar dos territórios palestinos ocupados em que se vê como vários palestinos, duas mulheres, um homem adulto e várias crianças, tentando cruzar um posto de controle israelense para chegar ao hospital mais próximo. Uma das mulheres palestinas está a ponto de dar à luz - "Ela está sangrando! Grita seu companheiro aos soldados do posto de controle israelense! Em resposta, os israelenses fecharam a passagem com veículos blindados, dizendo repetidas vezes pelo alto-falante: "Go, go go!”“. Após alguns minutos,se apresenta uma ambulância palestina disposta a embarcar a mãe e levá-la ao hospital. Os palestinos parecem nutrir esperanças que os soldados não se atreveriam a bloquear o caminho da ambulância, mas se equivocam. A partir desse momento, se enfurece as ordens dos israelenses de limpar o caminho e vários veículos blindados sionistas ameaçam atacar a ambulância, que finalmente não tem nenhuma escolha que partir em direção oposta.
O vídeo, com poucas palavras, é uma das provas mais flagrantes da brutalidade de Israel que eu já vi. É verdade que tive a oportunidade de ver algumas coisas bastante espantosas antes, mas às vezes, não é a visão do sangue, nem dos membros expostos, ou corpos crivados de balas ou queimados pelo fósforo que nos produz maior impacto. Por causa do complicado mecanismo psicológico cuja complexidade e causas ignoro, por vezes, nos impressionado mais ver um soldado israelense imberbe desencadeando uma bofetada em um velho palestino, ou uma criança vasculhar as ruínas de sua casa destruída, ou um camponês chorando no campo das oliveiras junto a um toco que uma vez foi uma oliveira.
Pois bem, o vídeo que menciono é um daqueles que possuem a qualidade de ser mais chocante que muitas das imagens que nos chega da Palestina. A razão desse poder está, penso eu, de dois fatores: a banalidade aterradora e seu racismo infinito. Basicamente, são quatro minutos de gravação em que se expressa a quinta essência da ideologia sionista: o seu desprezo radical por toda a vida humana não judia.
Pois bem, sendo como é este, um testemunho gráfico tão absolutamente aterrorizante, e ainda assim tão esclarecedor, imediatamente me veio à mente a pergunta: como é possível que nenhum grande meio de comunicação o tenha ecoado?
Uma vez que este vídeo aporta chaves fundamentais para compreender o que está acontecendo na Palestina, que essas chaves podem ser facilmente decifradas por qualquer pessoa - culta ou iletrada, jovem ou velho, sueca, peruana ou zairense - em qualquer lugar do mundo e com um mínimo custo dos neurônios e que, portanto, tem um valor informativo e pedagógico imensuráveis; por isso como é possível manter-lo escondido e silenciado? Os meios de comunicação de massa encontram tempo e espaço para levar ao grande público questões tão transcendental como as cores dos vestidos das senhoras presentes no desfile militar em 12 de outubro e não têm lugar para mostrar este vídeo? O que está acontecendo aqui?
Da "única democracia no Oriente Médio" tendemos a crer que já vimos de tudo. No entanto, devido ao divórcio radical que em todas as questões relativas ao conflito israeli-palestino se produz entre a realidade e sua representação, o fato é que o cidadão médio que vive fora das fronteiras do Estado de Israel (1) viu e vê muito pouco do que significa viver cada dia sob as botas e o tacão do regime sionista. Em um ambiente saturado de novas tecnologias de comunicação a maioria da população continua a ignorar as coisas mais básicas do conflito, por exemplo, e para citar apenas uma das principais, o que significa ser palestino numa cruel etnocracia talmúdica cujos governantes levam mais de sessenta anos empenhados em assegurar por meios violentos a purificação racial do território que controlam.
Nossa ignorância dos fatos que acontecem na Palestina não é fortuita. Os meios de comunicação majoritários se encarregam de filtrar e bloquear os atos diários de barbárie israelense, de censurar as imagens que atestam a implacável matriz de controle que a potência colonial sionista há tecido sobre a sociedade palestina para sufocá-la e forçá-la ao exílio. Somente quando a magnitude ou a brutalidade dos fatos é tão grande que não há como esconder (por exemplo, quando Israel lança ofensivas genocidas sob centros de população civil, como em Gaza, ou quando assaltam navios em águas internacionais, assassinando impunemente seus passageiros), os meios de comunicação encontram tempo para incluir em suas reportagens informações sobre o que acontece no território controlado pelo regime sionista. No entanto, mesmo nesses casos, os comentários que acompanham as imagens são muitas vezes tão tendenciosos que o espectador pode muito bem acabar convencido, entre outras coisas, de que foram os violentos passageiros do Mavi Mármara os beatos comandos da marina sionistas que abordaram o navio empunhando buquês de flores (a mortalidade subseqüente seria devido à perfídia inata dos assassinados, provocadores natos dispostos a fazer qualquer coisa para desacreditar o Estado de Israel).
E se porventura sucede, que apesar de todos os esforços da barbárie sionista a autêntica face da ocupação israelense persiste em mostrar-se nas imagens tendenciosas e em filtrar-se entre as linhas dos artigos e editoriais higienizados em favor de Israel, com o conseqüente risco de despertar do sono o leitor / espectador menos avisado, então se acende as luzes vermelhas do departamento agitprop (agitação e propaganda) Sionista, se ativa seu aparato de controle de danos e se põe em marcha seu imenso aparelho firewall (corta fogo).
Recordemos os mais óbvio: Censura e silenciamento: as notícias e as imagens que contradizem a versão israelense, ou bem se omitem, ou bem se maquiam e distorcem, de maneira que acabe distorcida e apagada a principal linha, essencial da informação do conflito: a existência de um povo que implementa uma ocupação e outro que sofre a ocupação; a existência de um que é o opressor e outro que é o oprimido.
Acusações indiscriminado de anti-semitismo.Esta é a principal Arma de Difamação em Massa (ADM) do arsenal da propaganda sionista. Pode ser jogado sobre a cabeça de qualquer pessoa que critique as ações de Israel, independentemente de sua ideologia, sua trajetória e, sobretudo, independente da solidez dos argumentos que coloca. Graças a esta arma, qualquer pessoa, órgão ou instituição que critique Israel (seja judeu ou goy) é convertido num passe de mágica em anti-semita. Uma arma eficaz para silenciar todos os opositores, mas, felizmente, a sua utilização sistemática exagerado e extemporânea está contribuindo para desprestigiá-la.
Ativação imediata dos terminais mediáticos: operados pelos intelectuais sionistas, jornalistas, think tanks e grupos de pressão locais ao serviço de Israel. No Estado espanhol, os nomes e os rostos destes agentes locais da propaganda sionista são bem conhecidos, desde um alinhado papagaio fátuo catalão até um antigo ativista do ETA transmutado em ázimo converso editorial dos principais meios de comunicação espanhóis e, finalmente, pelas principais organizações filo sionistas vinculadas a extrema direita espanhola (PP).
Campanhas de assédio e de intoxicação através de equipes coordenadas que desenvolvem todos os tipos de atividades de assédio e propaganda sionista na Internet, desde a sabotagem de grupos de discussão e de sites de críticas a Israel até as manipulação de entradas da Wikipédia. A existência desta divisão de informática agitprop (agitação e propaganda) Sionista foi reconhecido publicamente por autoridades israelenses.
O firewall (corta-fogo) mais grosseiramente vinculado ao aparelho político sionista (o Estado) e o mais patético de todos: cartas do embaixador israelense a todos os meios de comunicação que ouse rasgar a cortina e ameace em tornar visível a face da opressão sionista. Esta insólita modalidade de agitprop (agitação e propaganda) tem uma história curiosa. Segundo conta o ativista israelense Uri Avnery (2), esta estratégia deriva diretamente das orientações emitidas pelo Ministro dos do Exterior israelita Lieberman, quem há poucos meses convocou todos os representantes diplomáticos de Israel e lhes ordenou que a partir desse momento não deixarão sem resposta nenhuma informação contrária aos interesses e imagem de Israel. Depois da reprimenda, as embaixadas de Israel em todo o mundo se transformaram em super ocupados gabinetes de imprensa, cujos funcionários dispararam febrilmente cartas e e-mails para os meios de comunicação a fim de sustentar a narrativa sionista. Esta atividade "informativa" não está confinada aos círculos diplomáticos: quando o Sr. ou a Sra. Embaixadora não consegue dar conta da tarefa, pode mantê-la recrutando agentes de segunda fila ou qualquer sionista, por salário ou por hora, capaz de escrever uma carta ou enviar um e-mail de protesto. Uma análise do arquivo celtibérico irá fornecer um vasto mostruário desse tipo de intervenção.
Tomadas uma a uma, estas armas são bastante eficaz para fazer recuar o mais ousado que se atreva, porém empregadas de forma combinada tem efeito devastador. Nos Estados Unidos há anos conseguiram amordaçar o Congresso e subjugar a totalidade do aparato político, a tal ponto que hoje a política americana se reduz a disputa entre democratas e republicanos para ver quem pronuncia a maior declaração de amor a Israel e ao sionismo. Na Europa, a ação conjunta dos meios de comunicação e de inconfessáveis alianças estratégicas entre as elites dirigentes dos diferentes Estados explicam por que Israel haja podido aceder ao status de parceiro privilegiado da União Européia, quando qualquer outro país com as suas credenciais levaria anos padecendo todo tipo de sanções. No Estado espanhol poucos meios de comunicação se atrevem a enfrentar uma máquina de manipulação e assédio tão bem azeitada, financiada e coordenada.
Esta imagem pode parecer desolador, mas há razão para ter esperança. O edifício hasbara Israel é uma fortaleza imponente, porém seus muros têm uma fenda cada vez mais profunda: Internet e mídia alternativa. No ambiente das moderna tecnologia de informação o controle dos fatos que viram notícias e seu relato são cada vez mais difícil. Por isso é fundamental para aprofundar a fenda e tratar de ampliá-la ajudar a fomentar a difusão de relatos alternativos que interrompem o discurso mentiroso e onipresente sionista. Como há muitas pessoas dedicadas a essa tarefa: franco-atiradores da contra-informarão, jornalistas críticos (incluindo os israelenses), web sites, blogs, grupos de notícias, organizações de solidariedade, grupos culturais e muitos outros agentes tecem uma rede de informação alternativa em cujo seio um vídeo em que soldados israelenses impedem uma ambulância levar ao hospital uma mulher palestina em trabalho de parto ocupará sempre um lugar mais proeminente que algumas piadas grosseiras sobre o padrão exibido por alguns figurantes em um desfile militar.
Qualquer pessoa que queira contribuir e combater o poder de hasbara Israel, o aparelho de propaganda e manipulação a serviço da empresa colonial e racista do sionismo, pode começar a fazer a partir deste momento dando publicidade ao vídeo que gerou este comentário. A rachadura do muro é irreversível. Em nossas mãos está a contribuição para aumentá-la até que todo o edifício tombe em meio a uma nuvem de povo e de vergonha.
Estamos ansiosos pela carta de protesto do embaixador israelense ou de um sionista de plantão.
NOTAS:
1.Já que menciono as fronteiras de Israel, vale a pena observar que Israel é, por efeitos práticos nos dias de hoje, de fato, um único Estado que ocupa 100% da Palestina histórica, ou seja, todo o território entre o Mediterrâneo e o rio Jordão, onde se aplica três sistemas jurídicos:
a) plenos direitos para os judeus em toda extensão desse território;
b) direitos reduzidos para a população não-judeus ainda residentes nos territórios de 48;
c) a ausência total de direitos para os habitantes não-judeus dos territórios ocupados em 67.
Conforme argumentado por Gilad Atzmon, o Estado palestino já existe, mas no momento é chamado de Israel.
Convocatória para o Fórum Social Mundial Palestina Livre, de 29 de novembro
a 1º de dezembro de 2012, Porto Alegre (Brasil)
A Palestina ocupada pulsa em
cada coração livre neste mundo e sua causa continua a inspirar solidariedade
universal.
O Fórum Social Mundial Palestina Livre é uma expressão do instinto
humano de se unir por justiça e liberdade, e é um eco da oposição do Fórum
Social Mundial à hegemonia do neoliberalismo, do colonialismo e do racismo
através das lutas por alternativas econômicas, políticas e sociais para promover
a justiça, a igualdade e a soberania dos povos.
O FSM Palestina Livre será um
encontro global de ampla base popular e de mobilizações da sociedade civil de
todo o mundo.
Exatamente após 65 anos de o
Brasil ter presidido a seção da Assembléia Geral da ONU que definiu a partilha
da Palestina, o Brasil vai abrigar um tipo diferente de fórum global: uma
oportunidade histórica de os povos de todo o mundo se levantarem onde seus
governos falharam. Os povos do mundo se reunirão para discutir novas visões e
ações efetivas para contribuir com a justiça e a paz na região. A participação
nesse Fórum deve reforçar estruturalmente a solidariedade com a Palestina;
promover ações para implementar os direitos legítimos dos palestinos e tornar
Israel e seus aliados imputáveis pela lei internacional. Conclamamos todas as
organizações, movimentos, redes e sindicatos em todo o mundo a se unirem ao FSM
Palestina Livre, de 289 de novembro a 1º de dezembro, em Porto Alegre, Brasil.
Juntos podemos levar a solidariedade à Palestina a um novo patamar.
Comitê
Organizador do Fórum Social Mundial Palestina Livre,
O Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro está trabalhando junto a entidade sindicais de nosso estado no sentido de garantir fundos para financiar uma expressiva delegação de cariocas militantes da causa internacionalista ao evento. Ajude-nos nesta tarefa!
PARTICIPE TAMBÉM
Organize sua entidade para participar também deste magnífico encontro de militantes interessados pela solidariedade entre os povos.
Ajude a DIVULGAR a realização do Fórum Social Palestina Livre e estimule a participação de mais pessoas.
Tripoli - Nesta quarta-feira o regime líbio anunciou que o embaixador dos EUA na Líbia foi morto juntamente com três funcionários do Consulado dos EUA em
Benghazi durante um ataque a esta missão diplomática. O Ministério do Interior disse que o Embaixador dos EUA J.Christopher Stevens e
outros três funcionários foram assassinados quando uma multidão indignada atacou o
consulado americano em Benghazi em protesto por um filme considerado ofensivo ao
Profeta Muhammad (PB), produzido por extremistas coptos residentes nos
Estados Unidos e dirigido por um israelense.
"O
embaixador foi morto juntamente com três outros funcionários," disse Wanis Al -
Sharif, vice-ministro do interior.
De
acordo com o jornal britânico The Guardian o embaixador e outros funcionários
não morreram no Consulado, mas durante um ataque contra o carro em que viajavam,
após deixar a Embaixada durante o ataque em busca de um lugar seguro.
"Um
funcionário disse que o embaixador e os outros três membros da equipe foram mortos
quando homens armados dispararam contra o veículo".
EEUU está “desconsolado”
Pouco
tempo depois, a Secretária de estado norteamericano, Hillary Clinton, afirmou que
Estados Unidos estava desconsolado após a confirmação da morte de um membro do Departamento de Estado durante o ataque ao Consulado.
"Estamos de luto por esta terrível perda," disse Clinton em um comunicado,
acrescentando que Washington estava trabalhando com os países do mundo para
proteger suas missões diplomáticas após os acontecimentos na Líbia e no Cairo
Manifestantes egípcios escalaram os muros da Embaixada dos
EUA no Cairo, nesta terça-feira , e retiraram a bandeira dos EUA de frente da embaixada durante um
protesto contra um filme produzido nos Estados Unidos
que insulta o Profeta Maomé. Uma vez que a bandeira americana foi retirada, os
manifestantes a rasgaram em pedaços pequenos diante das câmeras de
televisão. Em seguida, a bandeira foi queimada.
"Este filme deve ser banido imediatamente e deve ser
apresentado um pedido de desculpas..." "Isso é uma vergonha", disse o jovem Ismail Mahmud. Houve, também manifestações exigindo que o presidente egípcio, Mohammed Mursi, o
primeiro presidente civil egípcio e islâmico, para tomar uma atitude com relação ao fato.
Mais de 20 pessoas estavam em pé sobre o muro da Embaixada, o local em torno reunia, neste momento, milhares de pessoas que participavam da manifestação. O responsável da Embaixada dos EUA não fez nenhum comentário
sobre as ações dos manifestantes, mas a delegação diplomática publicou uma Declaração condenando aqueles que ferem
os sentimentos religiosos dos muçulmanos ou aos seguidores de qualquer outra
religião.
Manifestantes pintaram um slogan nas paredes da Embaixada, que tem uma
estrutura de uma fortaleza e encontra-se perto da Praça de Tahrir, onde os
egípcios se rebelaram contra Mubarak, expressava o seguinte: "Se sua liberdade de expressão não
tem limites, nossa liberdade de ação, tampouco terá".
Em Maio último o presidente Obama assinou uma proclamação que estabelecia a "Comemoração do 50º Aniversário da Guerra do Vietname", destinada a perdurar durante treze anos, desde Dia da Memória de 2012 até o Dia dos Veteranos em 2025, e a ser dirigida pelo Departamento da Defesa dos EUA. Poucos dias depois, no Dia da Memória, Obama pronunciou um discurso no Monumento à Guerra do Vietname sobre a Comemoração da mesma. Ele observou que embora "conselheiros" militares dos EUA tivesse morrido no Vietname já nos "meados da década de 50", os combates abertos das forças dos EUA pode-se dizer que começaram apenas em Janeiro de 1962 – o que faz com que 1962 seja o ano mais adequado para datar o desencadeamento da guerra, e 2012 o quinquagésimo aniversário do seu início.
Obama declarou abertamente que a Guerra do Vietname representou uma "vergonha nacional, uma desgraça que nunca deveria ter acontecido". Mas a "vergonha nacional" a que se referiu não se deve às mortes de vários milhões de pessoas, nem a atrocidades como o Massacre de My Lai, o desencadeamento de armas químicas (o Agente Laranja, o mais notório) e a utilização pela máquina de guerra dos EUA de mais do dobro da potência explosiva no Vietname do que a utilizada por todas as partes na Segunda Guerra Mundial – numa tentativa de derrotar um povo a combater para libertar-se primeiro do colonialismo francês e a seguir do neocolonialismo dos EUA. Nada destes factos – com a excepção de uma referência indirecta aos efeitos do Agente Laranja sobre veteranos retornados do Vietname – mereceu sequer menção. Ao invés, para Obama, a "vergonha nacional" foi que o retorno das tropas estado-unidenses nem sempre foi "saudada em casa", elas muitas vezes foram "culpadas pelas malfeitorias de uns poucos" e foram "por vezes... denegridas" – apesar do facto de terem feito enormes sacrifícios numa guerra que "não começaram".
A comemoração de treze anos está portanto destinada a aplacar a culpa do país por ter supostamente deixado de honrar plenamente aquelas tropas dos EUA que combateram na guerra, incluindo os 58.282 americanos que morreram. Além disso, a intenção, como indicou Obama, é comemorar cada batalha da guerra e aqueles americanos que nelas combateram "em Hue e Khe Sanh, em Tan Son Nhut e Saigon, da Colina Hamburger até Trovoada Rolante". Referindo-se frequentemente ao que ele chamou um "tempo de divisão entre americanos" internamente durante a Guerra do Vietname, Obama chamou a atenção explicitamente em certa altura para aqueles que "combateram contra" a guerra, isto é, movimento anti-guerra – embora não tenha havido implicação de que isto foi uma posição "honrosa". Hoje o objectivo, declarou ele, é reunir todos os americanos em torno de uma comemoração da guerra todo o bem que finalmente fez para o país – uma vez "curadas" as feridas – ao tornar a "América ainda mais forte do que antes".
Deveria ser óbvio a partir de tudo isto que os planos actuais para uma Comemoração prolongada do 50º Aniversário da Guerra do Vietname destinam-se a muito mais do que meramente honrar veteranos e aqueles americanos que morreram na guerra. É ao invés uma tentativa de reescrever a história e de apagar da memória nacional os factos básicos acerca da mais horrenda guerra imperialista (Norte-Sul) do século XX, bem como a guerra mais impopular da história dos EUA. Durante cerca de uma década e meia, desde meados da década de 1970 até a Guerra do Golfo, a capacidade dos EUA para empenhar-se em grandes intervenções militares directas no terceiro mundo foi prejudicada pelo que os conservadores etiquetaram como Síndrome do Vietname, isto é, a relutância da população estado-unidense a apoiar tais intervenções directas fortes no Sul global. Finalmente, contudo, uma série de eventos históricos – a queda da União Soviética e a correspondente ascensão dos Estados Unidos como a superpotência única, a Guerra do Golfo, os ataques do 11 de Setembro de 2001 e as invasões do Afeganistão e do Iraque – levaram a uma nova era de apoio difuso (entusiasticamente promovido pelos órgãos de poder) à guerra imperial pelos Estados Unidos naquilo que pode ser chamado uma era de "imperialismo nu". A máquina de guerra imperial encara muito claramente a Comemoração do 50º Aniversário da Guerra do Vietname como uma oportunidade para apagar para sempre quaisquer visões públicas negativas que perdurem da Guerra do Vietname, obscurecendo assim as lições reais da guerra. Mesmo a derrota sofrida pelos Estados Unidos frente à forças vietnamitas está agora a ser minimizada ou negada. "Frequentemente também é esquecido que vocês, nossas tropas no Vietname", proclamou Obama patrioticamente, "venceram toda grande batalha que combateram".
Entre o princípio da década de 1950 e o fim oficial da guerra em 1975, a MR publicou cerca de cinquenta artigos sobre o envolvimento directo dos EUA na Indochina, bem como numerosos artigos que tratavam a guerra menos centralmente no contexto da crítica do capitalismo e do imperialismo. Artigos adicionais relativos à Guerra do Vietname foram publicados na revista nos anos posteriores até o presente. Pretendemos, ao longo dos próximos treze anos (entre este momento e o quinquagésimo aniversário do fim da guerra), referirmo-nos quando necessário neste espaço a alguns destes artigos e aos eventos que eles registam; reimprimir artigos chave; corrigir erros decorrentes da actual propaganda oficial da Comemoração da Guerra do Vietname; e publicar algumas novas análises críticas da guerra. Deste modo esperamos tanto recordar aos nossos leitores mais velho e transmitir aos mais jovens as importantes lições sobre militarismo e imperialismo que a Guerra do Vietname realçou. Se a Comemoração oficial do 50º Aniversário da Guerra do Vietname conduzida pelo Departamento da Defesa destina-se a gerar apoio dentro do corpo político dos EUA à guerra imperial renovada, a rememoração da guerra pela MR tem o objectivo precisamente oposto: reforçar oposição, tanto dentro dos Estados Unidos como por todo o mundo, a intervenções militares presentes e futuras por parte dos EUA e de outras potências imperiais. (...)
O original encontra-se em Monthly Review , Volume 64, Number 4, Setembro/2012
Já é tempo de os EUA cessarem de desempenhar o papel de guia, pensando e tomando decisões para outros países. Como um primeiro passo, os estados membro do Movimento dos Não Alinhados (MNA) deveriam fazer esforços para libertar o Conselho de Segurança da ONU do seu cativeiro servil aos EUA e seus aliados.
Apesar da deliberada desatenção do ocidente e do desprezo para com a Reunião do Movimento dos Não Alinhados, em Teerão, não se pode negar o facto de que o evento provocou extremo desgosto em Washington e Israel e que o diálogo entre civilizações para alcançar a paz global ainda é uma poderosa factibilidade. Exactamente na véspera da inauguração da Reunião do MNA, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu manifestou o seu cinismo típico e condenou o comparecimento de representantes de alto nível de mais de 120 países ao evento dizendo que este era "uma mancha sobre a humanidade". A causa da raiva desesperada de Netanyahu é contudo bem perceptível. A 16ª Reunião do MNA que foi oficialmente encerrada em Teerão na sexta-feira acabou com uma resolução que incluía mais de 700 cláusulas. A resolução final que foi lida pelo presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad manifestou apoio ao programa de energia nuclear do Irão, rejeitou as sanções unilaterais dos EUA contra a República Islâmica e apelou a maiores esforços para defender a causa palestina e cessar a discriminação racial por todo o mundo. A reunião do MNA tratou um certo número de questões espinhosas que o ocidente deturpa, tal como o programa de energia nuclear do Irão, ou menospreza, tal como a questão palestina e os não autorizados ataques com drones dos EUA que ceifaram as vidas de muitos civis no Paquistão, Afeganistão, Somália e Iémen. Foi uma oportunidade para os participantes que já têm seus países agarrados pelo pescoço manifestarem as suas queixas. O ministro dos Estrangeiros paquistanês, Hina Rabbani Khar, exprimiu a preocupação do seu país para com os ataques ilegais de drones no Paquistão e instou Washington a por um fim imediato à sua máquina da morte no Paquistão. "A posição do Paquistão é clara hoje e tem sido clara no passada. Nossa posição é que isto é algo contra-producente. É ilegítimo. É ilegal e portanto deve cessar. Foi isto que o parlamento do Paquistão declarou claramente", disse Rabbani Khar na quarta-feira. Entretanto, central à reunião foi o vigoroso discurso do Aiatola Seyyen Ali Khamenei , o líder a Revolução Islâmica que reiterou claramente a posição oficial da República Islâmica sobre algumas questões chave, incluindo armas nucleares, e clarificou que o Irão nunca pretendeu produzi-las, nunca avançará num caminho tão horrendo e que a execução, utilização e produção de tais armas é um pecado imperdoável. A sua análise profunda da política paradoxal de Washington merece a devida atenção. Apontando para "uma amarga ironia da nossa era", o Aiatola Khamenei reforçou o facto de que o governo dos EUA "possui a maior e mais mortal acumulação de armas nucleares e outras armas de destruição em massa, e o único país culpado pela sua utilização, está hoje ansioso por conduzir a bandeira de oposição à proliferação nuclear" e que o mesmo regime armou o regime usurpador sionista com armas nucleares e criou uma grande ameaça para esta região sensível". De facto, Washington e Tel Aviv estão a jogar nas mãos do diabo nos seus esforços para dividir nações e colonizar seus países pela criação de "inimigos globais" e brutalmente mobilizar outros contra eles. Em relação a isso, a Reunião MNA pode desempenhar um papel vital desviando o papel destrutivo do governo dos EUA e outras potências ameaçadoras ao avançar com suas agendas globalistas para um papel construtivo sob a égide dos membros do MNA. Reagindo aos efeitos de uma cimeira com significado tão substancial, os media ocidentais censuraram a venda e coibiram-se de relatar os factos, o que de um modo ou de outro mostrou a sua agenda oculta. O blackout dos media no ocidente em relação à Reunião de Teerão é o equivalente ao blackout da verdade e da fidedignidade, um sinal mórbido que indica claramente que esforços globais para alcançar a paz e a harmonia são afinal de contas empurrados para o abismo do fracasso. A fim de destruir o poderio da máfia dos media, o responsável da Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), Ezzatollah Zarghami, sugeriu que o Movimento dos Não Alinhados estabelecesse um bloco alternativo de media. Tal iniciativa é na verdade louvável e deve ser considerada um meio eficaz para contrabalançar a cegueira enviesada dos media. Com plena convicção, pode-se tristemente dizer que há mãos sabotadoras em acção para frustrar os esforços na luta pela paz global à luz de uma liderança unida. O que realmente deveria ser prioridade em futura reunião do MNA é formular uma abordagem efectiva para resolver a crise global e lutar para conseguir um consenso internacional para reduzir a influência política de Washington e a sua auto-proclamada liderança ditatorial. Já é tempo de os EUA cessarem de desempenhar o papel de guru e de pensarem e tomarem decisões para outros países. Como primeiro passo, os estados membro do MNA deveria fazer esforços para libertar o Conselho de Segurança da ONU do seu cativeiro servil aos EUA e seus aliados. Uma nova ordem mundial está a tomar forma. Nesta nova ordem mundial, o imperialismo começa a esvair-se e a ideia de crescentes expedições militares sob a bandeira de combater ao terrorismo ou ditar a democracia ocidental em breve evaporar-se-á. Esta ideia pode estar a grande distância da realidade mas não é uma impossibilidade. Ela pode ser transformada em realidade graças ao poder emanado dos esforços colectivos de todas as nações. É exactamente isto que o ocidente conduzido pelos EUA mais teme e o que o mundo mais precisa: uma vontade unida de nações a impor-se claramente face à injustiça e de acordo com o direito.
[*] Autor de vários livros e centenas de artigos, PhD em Estudos Shakespereanos, iranologista e lexicógrafo. Suas obras foram traduzidas em numerosas línguas. Antigo editor-chefe do Tehran Times,autor de Human Rights in Islam e Iran, Cradle of Civilization.
O jornalista britânico Robert Fisk, que está na Síria para cobrir a crise, afirma ter visitado Darayya, onde um massacre ceifou a vida de mais de 300 civis e cuja responsabilidade foi rejeitada pelas autoridades sírias e pelos mercenários.
O primeiro jornalista ocidental a visitar a área após a tragédia conta uma história que não tem nada a ver com o que afirmam as agências e meios de comunicação ocidentais. A história de um morador da cidade, perto de Damasco, que ele conheceu enquanto caminhava sozinho na área, lhe contou que as pessoas tinham sido seqüestrados por militantes do Exército sírio livre (ESL) antes do Exército regular entrar no local. E todas as vítimas eram parentes de soldados que servem no Exército regular e soldados de folga.
As negociações foram conduzidas com o proposito de realizar intercâmbios dessas pessoas sequestradas com milicianos capturados pelas autoridade. No entanto, depois de "usar todas as opções possíveis para chegar a um acordo", autoridades sírias disseram que decidiram por tomar militarmente esta zona.
Uma mulher disse a Fisk que havia visto com os seus próprios olhos pelo menos 10 cadáveres atirados na beira de uma rua muito antes de as forças do governo entraram na cidade. Entre as vítimas havia "um empregado dos correios que foi assassinado porque ele trabalhava no setor público", disse outro morador a Fisk.
O jornal britânico The Guardian revelou que uma correspondente da rede estadunidense CNN, Amber Lyon, foi demitida de seu emprego depois de realizar um documentário de uma hora e meia sobre a situação no Bahrein. Ela se recusou a aceitar as pressões da rede e do governo do Bahrein para mudar algumas passagens e incluir outras, conseqüentemente, Lyon foi demitida.
Em sua conta no Twitter, a jornalista denunciou as pressões da rede para alterar o conteúdo do documentário. Ela disse, entre outras coisas, que a maioria dos ativistas entrevistados foram detidos pelas autoridades, incluindo Nabil Rajab e um médico.
Na verdade, Lyons e sua equipe de dois jornalistas e o câmera foram presos em março de 2011. "Nos confiscaram a câmera pela força e fomos interrogados", disse.
"Um dia depois de nossa detenção, a imprensa do Bahrein publicou um artigo me acusando de mentir em meu documentário. Foi então que percebi como o governo do Bahrein está disposto a mentir. Compreendi a necessidade de denunciar o regime e sua repressão contra o povo e os ativistas presos ", disse.
Acrescentou ainda que em seu retorno para os EUA se surpreendeu com a recusa da CNN em transmitir o documentário, cuja realização custou US $ 100.000 , que inclui testemunhos de familiares de ativistas torturados e imagens clara sobre os disparos das forças de segurança contra os revolucionários .
De acordo com o artigo do Guardian, a jornalista disse à CNN sobre as circunstâncias de sua prisão pelo governo de Bahrein e denunciou seus crimes. Ela soube, entre outras coisas, que o regime do país do Golfo havia se queixado à direção da CNN sobre sua cobertura midiática.
A CNN também lhe pediu para adicionar informações falsas em seu documentário como a que o ministro das Relações Exteriores do Bahrein havia pedido: não houve disparos contra manifestantes e que o ativista Nabil Rajab havia fabricado fotos falsas de supostos ferimentos causados aos manifestantes.
Em sua conta no Twitter, Amber Lyon conclui: "As ameaças de rede não me assustam. Eles estão tentando me calar. Eu escolhi a profissão de jornalismo para dizer a verdade e não para ocultá-la. "
Na Síria, a vitória dos mercenários do imperialismo ocidental e dos países árabes reacionários até há pouco tempo atrás parecia ao alcance das mãos. Mas os acontecimentos tomaram rumos completamente diferente.
A guerra contra o governo e o povo da Síria tem sido organizada e liderada pela França, Grã-Bretanha, Turquia e, claro, os EUA e Israel. Esses países planejavam que o destino de Assad seria resolvido prontamente. Mas a guerra continua e as tropas mercenárias estão regularmente perdendo terreno, por vezes, à custa de grandes perdas. O cenário líbio não se repetirá.
Agora, vamos considerar as razões da resistência da Síria e as consequências de uma possível derrota dos mercenários. De um ponto de vista estritamente militar, as potências imperialistas e seus aliados regionais não conseguiram intervir diretamente na Síria. Damasco manteve uma alta capacidade operacional, o que pressupõe uma eficiência tecnológica e um elevado nível de equipamento.
Olhando mais de perto, vemos que o ELS realiza mais concentração de ataques em alguns pontos, como em Aleppo, que chegou ser apresenta até recentemente como a nova Benghazi que uma batalha ao longo da linha de frente. E os seus resultados são verdadeiros fracassos: não há territórios "libertados", nem operações com o fim de alcançar uma vitória estratégica. Contudo, a de se dar crédito ao ELS que com sua atuação dentro do país conseguiu fortalecer ainda mais os laços de unidade entre o povo sírio e o regime baathista.
Está cada vez mais claro que a Síria se converteu em algo mais que um campo de confrontação militar. A resistência do governo legítimo frente a empresa de desestabilização a nível internacional tomou uma dimensão que vai além do âmbito regional . Foi o Líder da Revolução iraniana, Ali Khamenei, quem disse que a batalha que hoje se inscreve na Síria é parte da luta entre as forças da Resistência e Libertação contra o imperialismo hegemônico. Assim, se pode dizer.