segunda-feira, 18 de maio de 2026

O DESPERTAR DO MIHWAR AL MUQÂWAMAH (EIXO DA RESISTÊNCIA): O CREPÚSCULO DA NAKBA É A ALVORADA DA RESISTÊNCIA


O ciclo do sofrimento encerra-se para que o ciclo da vitória comece, movido por uma vontade que prefere a destruição total do sistema opressor à aceitação de uma paz sem justiça e sem dignidade.

Se nos perguntarem hoje: "É este um dia de celebração para o Coletivo Al Ma'sumin?", nossa resposta ecoará com a gravidade do ferro e a clareza do espírito: absolutamente não. Não celebração onde reside o trauma; não festa sobre as cicatrizes de um povo.

A Nakba não é apenas um evento histórico; é a prova mais fustigante da capacidade humana de engendrar o sofrimento infinito e o desamor. É o monumento ao momento em que o mundo escolheu o esquecimento em vez da fraternidade. No solo sagrado da reflexão e da angústia, não brotam flores de comemoração, mas sim o aço temperado da determinação.

Verdadeiros pilares de luz e justiça entregaram suas existências para reverter as correntes da opressão. Muitos foram martirizados no campo de honra; outros viram o tempo e a doença marcarem o ritmo de sua partida. Entre eles, honramos a memória do Camarada Khader Uzmaân. De formação comunista, sua sabedoria transcendeu rótulos, moldando a alma deste Coletivo. Sob sua sombra, aprendemos que a luta não é apenas material, mas uma obrigação espiritual contra a crueldade. Suas palavras, sinceras e firmes, ensinaram-nos que a lembrança da Nakba deve ser o protesto mais enérgico: um ato reflexivo, porém enfurecido. Nossos inimigos cometeram o erro fatal de acreditar que nossa dor era estática. Eles não entenderam que, para o revolucionário, o luto é o combustível da ressurreição.

Khader Uzmaân

Décadas de resiliência não produziram apenas sobreviventes; forjaram estrategistas. Superamos a fase da mera consciência para alcançar a maestria da confrontação. Nossa evolução não foi apenas política, mas uma transmutação de capacidades. O maior triunfo deste século é a harmonia sagrada entre os grupos de resistência. As redes de apoio à Palestina romperam as barreiras da caridade passiva. Hoje, o intercâmbio não é apenas de pão, mas de ciência, tecnologia e tática.

O que antes era ajuda humanitária, hoje é o conhecimento técnico que se converte em resposta implacável contra o opressor.

O Eixo da Resistência é o Juízo Final dos Traidores. Mas também Mihwar al Muqawamah é o refúgio dos que se recusam a se curvar ao colonialismo. Compreendemos, por fim, que a diplomacia é ilusão quando o interlocutor é a entidade sionista, cuja existência se baseia na negação do outro. Desde a ótica do Líder Khameneî: “A questão da Palestina não é apenas uma questão de terra, mas o ponto central do confronto entre a verdade e a falsidade. A resistência é o único caminho para a salvação”. Lembrando as palabras do Saiid Hasan Nasurul.lah: “O tempo em que éramos derrotados acabou e o tempo das vitórias chegou. Nós somos os que não conhecem a derrota enquanto tivermos a fé e a vontade de lutar”

Estamos testemunhando o fim definitivo da era da vitimização e da passividade. A Nakba dos oprimidos encerra-se para dar lugar ao Ba'ath — a ressurreição espiritual e militar de uma resistência que não aceita mais as migalhas da diplomacia ocidental. O que antes era um lamento de exílio transformou-se em um grito de guerra coordenado, onde cada punho erguido representa o colapso do medo e o nascimento de uma nova consciência coletiva que recusa o papel de figurante na própria história.

Aos traidores e arquitetos da subserviência: a catástrofe que eles plantaram agora bate à porta das monarquias árabes colaboracionistas e dos centros de poder europeus. O pacto de silêncio assinado em palácios de mármore está se esfarelando diante da pressão das ruas e do fogo da revolta. Aqueles que venderam a dignidade de seus povos em troca de estabilidade dinástica descobrirão, da maneira mais árdua, que o preço da traição é uma tempestade que nenhum muro ou guarda pretoriana poderá conter.

Aos ocupantes: o apoio imperialista, que hoje se gaba de suas bases tecnológicas nos desertos e de sua hegemonia bélica, encontrará seu destino final no silêncio do fundo do mar. A soberba do aço e dos satélites não é páreo para a determinação de quem nada tem a perder, exceto as correntes. O horizonte está se fechando para as potências estrangeiras, e o solo que eles julgaram ter domado está se tornando o túmulo de suas ambições coloniais, movido pela força de uma maré que não retrocede.

A justiça não é uma promessa vazia proferida em fóruns internacionais irrelevantes; é uma construção de fogo, espírito e unidade inquebrantável. Ela está sendo forjada no calor das trincheiras e na solidariedade de quem compreende que a liberdade não se pede, se toma. O fim da Nakba está próximo porque a resistência despertou em sua forma mais pura, e desta vez, ela não dormirá nem se deixará seduzir por falsas tréguas até que cada palmo da terra seja devolvido aos seus herdeiros de direito.

Lutar até o final é o único caminho para a redenção de um povo que foi subestimado por décadas. Pela honra que se mantém viva no peito dos mártires, pela terra que clama pelo retorno de seus filhos e pelo espírito que transcende as fronteiras físicas da ocupação.

O ciclo do sofrimento encerra-se para que o ciclo da vitória comece, movido por uma vontade que prefere a destruição total do sistema opressor à aceitação de uma paz sem justiça e sem dignidade.


POR: COLETIVO ISLÂMICO “AL MA´ASÛMIN”

PARA A DIVULGAÇÃO DO PENSAMENTO XIITA EM PORTUGÊS E ESPANHOL

Principais pontos do comunicado da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) no 78º aniversário da Nakba:

  


1. A Nakba é um crime histórico contínuo desde 1948.

2. O conflito com a ocupação é uma luta existencial e histórica até seu fim.

3. A questão dos refugiados é o centro da causa palestina, e o direito de retorno é inalienável.

4. A unidade do povo palestino é a base para enfrentar a agressão e os planos de liquidação da causa.

5. Os prisioneiros são uma questão nacional central, e a luta continuará até sua libertação.

6. O apoio à UNRWA é essencial para proteger os refugiados e manter um testemunho internacional do crime histórico.

7. Há uma guerra de extermínio, cerco e fome contra o povo palestino em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém.

8. A ocupação é incapaz de impor uma vitória definitiva apesar do apoio ocidental.

9. Crescem o fascismo, o racismo e as divisões internas dentro do sistema da ocupação.

10. A solidariedade internacional com a Palestina está se ampliando, enquanto o isolamento da ocupação aumenta.

11. Rejeição à separação de Gaza da Cisjordânia e enfrentamento das políticas racistas.

12. Exigência do fim da agressão e da retirada total da Faixa de Gaza.

13. Chamado à intensificação do boicote e do isolamento político e econômico da ocupação.

14. Reconstrução de Gaza sob uma administração nacional palestina independente.

15. A solidariedade mundial com a Palestina continua crescendo, enquanto o isolamento da ocupação se aprofunda.


#PFLP



quarta-feira, 13 de maio de 2026

A anti-Nakba: o espírito de Gaza em resposta ao genocídio

 Este “espírito” está em toda a Palestina e tem na Faixa de Gaza sua maior expressão, na atualidade, por isso o chamo de “espírito de Gaza”

terça-feira, 5 de maio de 2026

Declaração de solidariedade aos militantes internacionalistas Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, detidos nas prisões da ocupação sionista.

 


 5 de maio de 2026

Do coração do Brasil, e das fileiras dos Comitês da Palestina Democrática, enviamos a vocês uma saudação de solidariedade combativa e afirmamos que vocês não estão sozinhos nesta luta; ao seu lado estão povos livres e forças vivas em todo o mundo.

O que vocês fizeram não é apenas uma ação humanitária, mas um ato de luta corajoso diante do cerco e da injustiça, e uma mensagem clara de que a vontade dos povos não pode ser quebrada, e de que Gaza não está sozinha. A ocupação tentou silenciar suas vozes por meio da repressão, da prisão e da humilhação, mas fracassará; porque a voz da liberdade é mais forte, e a solidariedade internacional é mais poderosa do que todos os instrumentos de opressão.

A firmeza de vocês diante da detenção, enfrentando violações e pressões, expõe a verdadeira face de um sistema baseado na repressão e na perseguição, e ao mesmo tempo reafirma que os lutadores livres são capazes de transformar a dor em força e o sofrimento em bandeira de resistência.

Thiago, sua mensagem para sua filha desde a prisão não é apenas palavras, mas um testemunho humano eterno da justiça da causa palestina.

Saif, sua firmeza diante da intimidação é a expressão viva da dignidade de um militante que não se dobra.

Nós, dos Comitês da Palestina Democrática no Brasil e do Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ afirmamos que: Atacar os ativistas da Flotilha da Resistência é atacar toda voz livre!

Criminalizar a solidariedade não terá sucesso. Romper o cerco a Gaza continuará sendo um objetivo vivo na consciência dos povos livres.

Exigimos:

·        A libertação imediata e incondicional de Thiago Ávila e Saif Abu Keshek,

·        A libertação de todos os ativistas da Flotilha da Resistência,

·        A responsabilização dos envolvidos pelas violações cometidas contra eles.

*Convocamos o povo do Brasil, da América Latina e todos os povos livres do mundo a intensificarem a solidariedade e a mobilização popular até a conquista de sua liberdade.

Gaza não está sozinha…

E a liberdade dos militantes virá, inevitavelmente.

Liberdade para Thiago e Saif

Viva a solidariedade internacional

E venceremos!*


Comitês da Palestina Democrática

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do Rio de Janeiro