sábado, 28 de março de 2009

Rio de Janeiro: Convite do Comitê deSolidariedade à Palestina


PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL
Convidamos você para um Debate histórico!!!
01 DE ABRIL
Na mesa:
· Dois representantes da Esquerda Palestina
· MST
Pauta de discussão:
· Fortalecimento da OLP - Organização pela Libertação da Palestina;
· O papel da ANP;
· A natureza e o caráter do Estado de Israel;
· A perspectiva da Resistência Palestina e da luta pela terra no Brasil e na Palestina;
· GAZA;
· Terrorismo de Estado;
Local : CREA - Rua Buenos Aires, 40 - Auditório 5° andar - Centro/RJ - 18 horas

Pela primeira vez em nosso Estado, teremos a oportunidade de debater com representantes de organizações da Esquerda Palestina os rumos atuais da luta para livrar sua terra da ocupação por um Estado terrorista, racista e teocrático e as diferentes perspectivas e discussões existentes na OLP. O debate contribuirá para estreitar os laços de solidariedade internacionalista daquelas forças com as organizações políticas e sociais dos trabalhadores brasileiros.
Participe e nos ajude na divulgação deste evento!

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino – RJ - vivaintifada@gmail.com

Trinta de março é dia de atividades em solidariedade em povo palestino


por Soraya Misleh

Em várias partes do mundo e em diversas cidades brasileiras - como Florianópolis, Rio de Janeiro e Porto Alegre e São Paulo - o dia 30 de março será marcado por atividades em solidariedade ao povo palestino. A data foi definida no Fórum Social Mundial 2009 e deverá lançar campanha mundial por BDS (boicotes, desinvestimento e sanções) a Israel, seguindo apelo da sociedade civil palestina. O pedido de julgamento do Estado sionista por crimes contra a humanidade, em especial devido às atrocidades cometidas durante o bombardeio a Gaza, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, também está na pauta.

Em São Paulo, o ato será na Praça Ramos, a partir das 16 horas e sucede iniciativa dos movimentos sociais e centrais sindicais durante todo o dia cujo tema é a crise e a defesa do emprego. A ideia é que os ativistas que participarem dessa atividade encerrem o dia solidarizando-se com os palestinos, no local definido no Centro de São Paulo.

O ato na Praça Ramos é organizado pela Frente em Defesa do Povo Palestino, formada por mais de 50 instituições e organizações da sociedade civil - entre centrais sindicais, movimentos sociais e entidades árabe-brasileiras e islâmicas.

A data
O 30 de março corresponde ao Dia da Terra palestino. A data marca homenagem à resistência de palestinos que protestavam contra a ocupação de suas terras por Israel na Galiléia, no dia 30 de março de 1976. O exército israelense reprimiu violentamente a manifestação, atingindo de forma indiscriminada homens, mulheres e crianças. Como resultado, seis palestinos foram assassinados e centenas deles ficaram feridos ou foram presos.
O Dia da Terra é simbolizado pela oliveira, árvore típica da costa mediterrânea, onde se situa o território ocupado. Por ocasião da sua passagem, neste ano, ativistas de todo o mundo ecoarão as vozes dos palestinos, por justiça.

A campanha
A campanha global por BDS (Boicotes Desinvestimento e Sanções) a Israel, que será lançada na ocasião, incluirá, no caso brasileiro, a reivindicação de não-ratificação pelo Congresso Nacional do TLC (Tratado de Livre Comércio) entre o Estado sionista e o Mercosul (Mercado Comum do Sul). Esse acordo já foi assinado pelos países integrantes desse bloco e chegou ao Parlamento em 24 de outubro último. A batalha para barrar sua aprovação no Legislativo deve-se ao entendimento de que tal aval legitimaria a ocupação em curso. Inclusive porque o TLC abrangeria produtos de assentamentos ilegalmente instalados em territórios palestinos. Também torna-se inaceitável que qualquer governo firme tratado com um estado que desrespeita os direitos humanos e todas as convenções e leis internacionais, como é o caso de Israel.
A campanha por BDS deve incluir o boicote a produtos israelenses; o desinvestimento por parte de governos e instituições diversas, com o rompimento de contratos e acordos com empresas e mesmo universidades que apoiem a investida sionista; e sanções aos crimes contra a humanidade cometidos pela ocupação. Mais informações no site http://www.bdsmovement.net/.

Atos no Brasil
São Paulo, SP
Data: 30 de março
Local: Praça Ramos, Centro
Horário: 16h
Incluirá exibição de vídeo sobre a ocupação de terras palestinas e os massacres perpetrados pelo sionismo na região
Organização: Frente em Defesa do Povo Palestino

Porto Alegre, RS
Data: 30 de março
Local: Câmara de Vereadores
Horário: 18h30
Incluirá recitação de poesias de combate palestinas e documentário.
Organização: Sociedade Árabe-Palestina da Grande Porto Alegre

Florianópolis, SC
Data: 30 de março
Local: Museu da Escola Catarinense(antiga Faed), R. Saldanha Marinho, 196, Centro
Horário: 19h
Incluirá debate e exibição do filme “Paradise Now”, com duração de 90 minutos
Debatedores: Paulo Pinheiro Machado - História -UFSC Khader Othman - Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino e Fauzi El Mashini - Ex embaixador da Palestina no México
Organização: Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

Rio de Janeiro, RJ
Data: 1º de abril
Local: Auditório do Crea, Rua Buenos Aires, 40, 5° andar, Centro
Horário: 18h
Debate com a participação de representantes da esquerda palestina e do MST
Temas abordados: Fortalecimento da OLP - Organização pela Libertação da Palestina; O papel da ANP; A natureza e o caráter do Estado de Israel; A perspectiva da resistência palestina e da luta pela terra no Brasil e na Palestina; Gaza; terrorismo de Estado.
Organização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ
SOMOS TODOS PALESTINOS

São Paulo: Ato Publico dia 30/03


quinta-feira, 26 de março de 2009

Sionismo: O Jogo acabou


Nizar Sakhnini

O afluxo sionista na Palestina começou em 1882. Houve 6 ondas de imigração judáica entre 1882 e 1948. Em conseqüência destas ondas, o número de judeus vivendo na Palestina aumentou para aproximadamente 650.000.

Durante a Conferência de Paz de Paris em 1919, os sionistas pediram pela criação de um estado no território que inclui todo Mandato Palestino, do sul do Líbano até o Rio Litani, dos Altos do Golan e parte da Jordânia Ocidental ao longo de uma linha paralela da ferrovia de Hijaz e finalizando em Aqaba. Daí, a linha vai a noroeste para Al Arish no Egito. [1]

Em 1948, Ben-Gurion considerou aceitação de um Estado Judeu em parte da Palestina como uma cabeça-de-ponte para futura expansão no devido tempo. Sua visão foi explicitada numa carta a seu filho, Amos, declarando que "Um Estado Judeu parcial não é o fim, mas só o começo... Traremos para o estado todos os judeus que for possível trazer... Organizaremos uma moderna força de defesa, um exército seleto. ..e então eu estou certo que nós não seremos impedidos de colonizarmos as outras partes do país, ou por acordo mútuo com nossos vizinhos árabes ou por outros meios. Nossa capacidade de penetrar no país vai aumentar se houver um estado…". [2]

Num encontro de mesa redonda com a França na Conferência de Sévres, Ben-Gurion propôs um plano para resolver todas as questões do Oriente Médio. O plano incluiu a eliminação de Nasser no Egito e a partição da Jordânia, com a Margem Ocidental ficando para Israel e a Margem Oriental para o Iraque. Em troca, o Iraque assinaria um tratado de paz com Israel e encarregar-se-ia de absorver os refugiados palestinos. Além do mais, Ben-Gurion solicitou que Israel anexasse o sul do Líbano até o Rio Litani, com um estado cristão estabelecido no resto do país. Ben-Gurion acrescentou que o Canal de Suez gozariade um estatus internacional, que os Estreito de Tiran ficaria sob controle israelense, e que a Síria deveri ser colocada sob um governador pró-ocidente para estabilizar o regime sírio. A confirmação oficial do protocolo de Sévres foi recebida por Ben-Gurion no dia 26 de outubro e foi calorosamente apreciada por Menachem Begin. [3]

Golda Meir chegou mesmo a negar a mera existência dos palestinos declarando que não há tal coisa como os palestinos.

Em 5 décadas, o sonho sionista começou a evaporar.

Apesar de todas as atrocidades sionistas que visa a limpeza étnica, os árabes palestinos que vivem dentro das fronteiras do Mandato Palestino são aproximadamente 4,5 milhões. Dentro de dez a quinze anos,os árabes vivendo na Palestina tornar-se-ão a maioria, ainda que os Refugiados palestinos vivendo fora da Palestina não sejam permitidos retornar às suas casas e terras que lhes foram usurpadas.

Apesar de ter que um grande exército equipado com todo o armamento de alta tecnologia fornecido pelos EUA. , Israel não conseguiu deter ou parar a Resistência árabe.
Em março, 1968, Israel atacou a aldeia de Karama na Margem Oriental da Jordânia e enfrentou uma sangrenta e heróica resistencia dos palestinos. Esta batalha deu a Organização pela Libertação da Palestina (a OLP) um empurrão psicológico e aumentou sua influência.

No dia 24 de maio de 2000, Israel foi obrigado a se retirar do sul do Líbano, que estava ocupado desde 1978.

No dia 12 de julho de 2006, Israel começou uma “ guerra aberta” contra o Líbano. A guerra parou no dia 14 de agosto de 2006. Durante esta guerra, outro massacre foi cometido em Kana, aproximadamente 54 civis inocentes, incluindo aproximadamente 37 crianças, foram assassinados num ataque aéreo, e houve muitos estragos e destruição. No entanto, Israel fracassou em alcançar sua meta de acabar com o Hizbollah.

No dia 27 de dezembro de 2008, Israel lançou a “Operação Chumbo Derretido” contra a Faixa de Gaza e cometeu um massacre, assassinando mais de 1.300 homens, mulheres e crianças e ferindo mais que 5.500. A guerra acabou no dia 18 de janeiro de 2009 sem Israel alcançar sua meta de acabar com o Hamas.

O jogo acabou. A mentira sionista de uma “terra sem povo para um povo sem terra” não engana mais ninguém. O que nós testemunhamos hoje em dia é o fim do começo e o começo do fim, o que não levará muito tempo: 5 - 20 anos…

Membro do escritório político da FPLP: "Nós não nos submeteremos aos acordos da OLP com Israel




“The Palestine Today” informou que Abu Ahmad Fuad, do escritório político da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), declarou que o ponto principal de discórdia entre as facções palestinas é a condição se submete-las aos acordos de paz, tal como o Acordo de Oslo, assinado entre a Organização pela Libertação da Palestina (a OLP) e Israel.

Abu Ahmad declarou que a Frente não aceita estes acordos, e não concordará em ser submetida `a eles. Ele também disse que a FPLP rejeita as condições do Quarteto.

Numa entrevista com “The Palestine Today”, Abu Ahmad disse que os obstáculos principais nas conversas internas são questões concernente ao governo, sua agenda, sua fórmula e os acordos assinados pela OLP.

"Se a Autoridade Palestina na Cisjordânia mantem sua posição concernente a reconhecer os acordos de paz previamente assinados, então não haverá nenhum governo de unidade", disse Abu Ahmad, "Qualquer tentativa de forçar as facções se submeterem aos Acordos de Oslo e o Plano do Mapa da Estrada (Road Map), ao acordo Econômico de Paris nem aos acordos de segurança assinados com Israel, não nos conduzirá a um acordo de unidade".

Disse que conversações de paz com Israel não foram conduzidas para alcançar os Direitos palestinos; como só serviram aos interesses israelenses, e acrescentou que estes acordos só trouxeram mais perdas aos palestinos e mais concessões.

Abu Fuad também disse que se o Hamas e o Fateh assinarem um acordo baseado no reconhecimento prévio dos acordos de paz assinados, a FPLP não participará deste governo e não o reconhecerá.

Acrescentou que Israel nunca reconheceu oficialmente o Direito de Retorno; internacionalmente garantido, e recusou retirar-se totalmente de todos os territórios ocupados, incluindo Jerusalém.



tradução : Comitê de Solidariedade com a Luta do Povo Palestino – CSLPP – D.F.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Porto Alegre: 30 de Março na Camara Municipal

Somente uma palavra pode representar esta covarde atitude, "TERROR". O que mais me deixa perplexa é a omissão do mundo, quando trata-se da questão do povo palestino, "BRAVO E HERÓICO POVO PALESTINO", que demonstra ao mundo em pleno século XXI, como sobreviver ao terror do exército israelense, que vem sempre apoiado pelo império estadudinense.
Sinto vergonha por fazer parte de uma era em que parece estarmos compactuado com a eliminação do POVO PALESTINO.

Não esqueçam 30 de Março é o "DIA DA TERRA", em Porto Alegre estaremos nos reunindo na Câmara de Vereadores às 18:30h, para recitarmos poesias de combate palestinas, assistirmos um documentário e formalizar o nosso apoio.

Compareçam, não esqueçam TODOS SOMOS PALESTINOS.
Mais convicta do que nunca: REVOLUÇÃO ATÉ A VITÓRIA

terça-feira, 24 de março de 2009

Aumenta o número de agressões anti-*árabe em Israel, segundo um relatório

Fonte: Agencia AFP

O número de agressões contra os palestinos no Estado Hebreu aumentou desde de o mes de janeiro, afirma um relatório publicado pelo Centro Mossawa pelos Direitos dos cidadãos *árabes de Israel.

Este organismo *árabe-israelense de defesa dos Direitos Humanos registrou 250 agressões desde de 1 de janeiro em comparação com 166 em todo ano de 2008, num relatório transmitido domingo a AFP.

“Estas agressões físicas e verbais se multiplicaram principalmente nas cidades de população mista *árabe-judia”, especifica.

“Este aumento dos incidentes que mostra um racismo *anti-árabe está aparentemente vinculado com a campanha eleitoral das eleições de 10 de fevereiro durante a qual alguns candidatos tocaram a questão anti-*árabe, dando praticamente luz verde às agressões”, declarou a AFP um representante da Associação, o advogado Nidal Hotman.

Fazendo referencia a campanha do chefe do partido Israel Beitenu (15 cadeiras sobre 120), Avigdor Lieberman, contra a minoria *árabe, partindo da tese “não à cidadania sem lealdade ao Estado”.

Lembrou também que um deputado de extrema direita havia sido fotografado antes das eleições agarrando uma serpente, como símbolo dos inimigos *árabes no interior do país.

Os *árabes residentes em Israel são os descendentes dos palestinos que permaneceram em suas terras quando foi criado o Estado de Israel em 1948.

Esta comunidade é integrada por 1.2 milhões de pessoas, ou seja quase um quinto da população total. Vários informes oficiais israelenses e instituições como o Supremo Tribunal admitiram que os *árabes israelenses sofrem discriminação economica e social.


tradução : Comitê de Solidariedade com a Luta do Povo Palestino – CSLPP – D.F.

* nota da tradução : os “árabes” aqui assim classificados; são os palestinos. Que seguindo as determinações de vocabulário da mídia subserviente ao sionismo, os classifica de “árabes”, para não admitirem sua política colonialista de ocupantes da Palestina.

segunda-feira, 23 de março de 2009

AGENDA DA LUTA INTERNACIONALISTA NO RIO DE JANEIRO

30 DE MARÇO
Neste dia, o Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino - RJ marcará presença na passeata convocada pelas Centrais Sindicais e os Movimentos Sociais em defesa dos interesses da classe trabalhadora.
Somos todos palestinos!
Para o povo palestino, o 30 de março também é uma data especial: é o Dia da Terra. Neste dia, em 1948 , os palestinos, nos territórios ocupados pelos sionistas, entraram em greve e realizaram várias manifestações contra o confisco de suas terras pelo recém-criado Estado sionista. A repressão foi forte e muitos trabalhadores árabes foram assassinados pelo exército de Israel.


PELA PRIMEIRA VEZ NO BRASIL
Convidamos você para um Debate histórico!!!
01 DE ABRIL
Na mesa:
· Dois representantes da Esquerda Palestina
· MST
Pauta de discussão:
· Fortalecimento da OLP - Organização pela Libertação da Palestina;
· O papel da ANP;
· A natureza e o caráter do Estado de Israel;
· A perspectiva da Resistência Palestina e da luta pela terra no Brasil e na Palestina;
· GAZA;
· Terrorismo de Estado;
Local : CREA - Rua Buenos Aires, 40 - Auditório 5° andar - Centro/RJ - 18 horas

Pela primeira vez em nosso Estado, teremos a oportunidade de debater com representantes de organizações da Esquerda Palestina os rumos atuais da luta para livrar sua terra da ocupação por um Estado terrorista, racista e teocrático e as diferentes perspectivas e discussões existentes na OLP. O debate contribuirá para estreitar os laços de solidariedade internacionalista daquelas forças com as organizações políticas e sociais dos trabalhadores brasileiros.
Participe e nos ajude na divulgação deste evento!

Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino – RJ

EM NITERÓI NASCE MAIS UM COMITÊ


A direção do Blog tem a honra de anunciar a formação de mais um Comitê da Palestina, desta vez na cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.
É mais uma cidade brasileira que se soma a militância internacionalista , que finca a bandeira da solidariedade entre os povos oprimidos no seio dos trabalhadores daquela cidade.
O Blog e os Comitês responsáveis estão a disposição dos companheiros militantes internacionalistas para unir nossas forças! Bravo!

Somos todos palestinos!
Abaixo a atividade do grupo para o Dia 30.

De 30 março a 3 de abril
A comissão Pró-comitê Viva Palestina de Niterói convida para o lançamento, no dia 30 da Mostra cultural "Palestina - martírio de um povo" . No salão Nobre da Camara Municipal de Niterói Contamos com a presença de todos. Abraço
Beatrice e Beth
Somos todos palestinos!

Debates e Palestras em RS


O Centro Cultural Árabe Palestino do Rio Grande do Sul convida a todos para a Programação em Defesa da Palestina:

Palestra: A Causa Palestina no Contexto Mundial
Dia 10/4/2009 - sexta -feira
Hora: 20:00 horas
Local: Auditório Prefeitura Municipal da Cidade de Jagurão - RS
Palestrante: Nader Baja
- Presidente do Centro Cultural Árabe Palestino RS
- Presidente da Comissão dos Direitos Humanos - Canoas - RS

Palestra: Raízes do Conflito Palestino-Israelense
Dia 15/4/2009 - quarta-feira
Hora: 20:00 horas
Local: Sala Redenção da UFRGS- Campus do Centro - Porto Alegre - RS
Palestrante: Nader Baja
- Presidente do Centro Cultural Árabe Palestino RS
- Presidente da Comissão dos Direitos Humanos - Canoas - RS


Esta programação faz parte da Semana do Dia da Terra Palestina - 30 de março e do
Dia de Mobilização em Solidariedade ao Povo Palestino - 30 de março - data escolhida FSM 2009

Informações: naderadvogado@yahoo.com.br

30 DE MARÇO- DIA DA TERRA PALESTINA
Em 30/03/1976, os palestinos nos territorios ocupados em 1948, entraram em greve e realizaram várias manfisteções contra o confisco de suas terras pelo o governo de Estado Sionista de Israel. A repressão foi forte e varios palestinos foram assassinados pelo brutal exército de Israel. Este dia ficou conhecido como o Dia da Terra, mais um dia de Luta pela Terra e pela libertação da Palestina! Neste dia ocorrem grandes manifestações na Palestina, em especial nos territórios ocupados em 1948.

30 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO
Data escolhida pelo Fórum Social Mundial - realizado em janeiro de 2009 na cidade de Bélem - Brasil para homenagear a luta de resistência do Povo Palestino e o justo direto da implantação do Estado da Palestina em seu Solo Pátrio!

Voçê é o nosso convidado(a)!
Participe e nos ajude na divulgação deste evento!

Declaração do Fórum Internacional de Beirute


Para apoiar a Resistência Anti-imperialista dos povos e a construção de alternativas à Globalização

Por iniciativa de numerosos centros de investigação, associações e movimentos políticos ou sociais [*], desenrolaram-se nos dias 16-17-18 de Janeiro de 2009, os trabalhos do Fórum Internacional de Beirute, com a presença de 450 representações e personalidades árabes e internacionais vindas dos cinco continentes (66 países).

Este Fórum, onde estavam fortemente representados a América Latina, a Ásia e o Próximo Oriente, encarnava o espírito da Tricontinental.

Duas grandes questões da actualidade marcaram o Fórum. Por um lado, a resistência do povo palestiniano de Gaza face a uma intensificação da violência e uma barbárie sem precedentes. Por outro, a crise global do capitalismo, que não é exclusivamente financeira, mas também económica, social, cultural e moral, pondo em perigo a sobrevivência da humanidade.

Princípios e direitos

O Fórum afirma que:
· Os povos têm direito à resistência, sendo este direito inalienável, apoiado pelo conjunto da comunidade internacional e reconhecido como tal pelo direito internacional;
· O combate da resistência face ao colonialismo é indissociável do combate que efectuam os revolucionários e homens livres do mundo face ao capitalismo globalizado, ao imperialismo, à militarização e à destruição das conquistas sociais. Estas são o produto de mais de duas centenas de anos de lutas persistentes das classes trabalhadoras;
· Os povos têm direito de soberania sobre os seus recursos naturais. Os direitos à alimentação, à saúde e à educação sobrepõem-se a toda a consideração mercantil;
· Cada cultura e todos os saberes devem poder contribuir para a construção do legado comum da humanidade, numa base de respeito pela Natureza, do primado das necessidades humanas e de uma gestão democrática das sociedades;
· O direito ao funcionamento democrático deve exercer-se não somente no plano politico mas igualmente no plano económico e diz respeito tanto aos homens como às mulheres;
· O direito à diferenciação cultural e à liberdade de culto recusando toda a estigmatização cultural e racial.

Campanhas e Resoluções

· Relativamente a Gaza

Os participantes no Fórum afirmam o seu apoio à resistência do povo palestiniano de Gaza. Condenam o terrorismo, os crimes e a violação de todas as normas e valores humanos exercidos sobre estas populações por Israel.

Assim, apelam a:
1. Aplicação de sanções rigorosas a Israel, tais como: ruptura das relações e das convenções e interdição de toda a venda de armas a este país;
2. Acções judiciais contra os Estados e as firmas que vendam armas a Israel;
3. Que a União Europeia cesse toda a colaboração económica, política e cultural com Israel e anule todas as convenções e acordos que a ligam a este país;
4. Que se considere uma conferência internacional para avaliar os crimes de guerra e os crimes contra a humanidade exercidos sobre a população de Gaza, assim como os crimes económicos e ecológicos e levar à justiça os responsáveis por estes actos, como também por aqueles cometidos no Líbano em 2006;
5. Recuperação da resolução da ONU nº 3.379 associando o sionismo ao racismo e à expulsão de Israel da ONU;
6. Lançamento de uma campanha internacional para a reconstrução de Gaza, o levantamento do bloqueio e a libertação dos prisioneiros políticos.

Relativamente à luta anti-imperialista e anti-colonial

1. Os participantes exprimiram o seu apoio às duas resistências, palestiniana e libanesa, na luta contra a ocupação israelita, assim como à resistência iraquiana que se bate contra a ocupação americana. Apoiam ainda os esforços do povo iraquiano para preservar a sua unidade territorial.
2. Os participantes anunciam o seu apoio à autodeterminação do povo afegão e á sua luta contra a ocupação americana e atlântica.
3. Os participantes enviam uma saudação ao presidente venezuelano Hugo Chávez, bem como ao presidente boliviano Evo Morales, pela sua solidariedade à resistência dos povos. Exprimem um total apoio à sua luta contra a ingerência dos Estados Unidos na América Latina.
4. Os participantes apelam ao levantamento do bloqueio contra Cuba e á libertação dos prisioneiros cubanos detidos nas prisões dos EUA.
5. Os participantes condenam a aliança entre os EUA e os governos da Colômbia que há quatro décadas aterrorizam o seu próprio povo e contribuem para desestabilizar os governos progressistas da América Latina. Manifestam também o seu apoio aos movimentos revolucionários em luta contra este regime.
6. Os participantes apelam à constituição de uma liga internacional de parlamentares para a defesa do direito dos povos à resistência e autodeterminação, e ainda para reactivar os acordos relativos à protecção das populações civis.
7. Apelam ainda à criação de uma rede mediática internacional para desmascaramento da propaganda mentirosa respeitante à natureza dos crimes perpetrados por Israel.
8. À continuação do trabalho do tribunal de consciência para julgar os crimes de guerra, nomeadamente a apresentação á justiça dos responsáveis pelos crimes de guerra perpetrados no Líbano em 2006.
9. Ao lançamento de uma campanha pela aplicação do conselho consultivo do Tribunal de Justiça Internacional respeitante ao muro de separação racial na Palestina.
10. À fundação de uma rede internacional, tendo em vista a coordenação entre representações locais em momentos de crises e de guerras.
11. Ao repúdio das ameaças e provocações dos EUA ao Irão, quanto ao seu direito de desenvolver o seu programa nuclear civil, num quadro das normas internacionais. Recusar igualmente as ameaças bélicas dos EUA sobre a Síria e o Sudão.
12. A contrariar as tentativas americanas de esvaziar a legislação internacional e humanitária do seu conteúdo, sob pretexto da guerra antiterrorista.

Os participantes propõem como alternativas à ditadura do mercado:

1. Retirar a agricultura e os sectores ligados à alimentação das negociações internacionais para a liberalização do mercado (Gatt, OMC,...);
2. Recusar os acordos e as politicas internacionais que permitem às grandes empresas imiscuir-se nos assuntos da vida, pondo em perigo a biodiversidade;
3. Criar um mercado comum mediterrânico, baseado no princípio do comércio equitativo entre consumidores e produtores, do norte e do sul da bacia, bem como no interior de cada país. Isto num processo de construção de uma meso-região no Mediterrâneo (não incluindo Israel até à resolução do problema colonial na Palestina), e ainda em oposição ao projecto neoliberal de Sarkozy;
4. Lutar contra a sobre-exploração exercida pela pesca industrial e favorecer a pesca artesanal, garantindo um custo social;
5. Preservar o património comum da humanidade e os recursos fundamentais para a vida. Desenvolvendo a agricultura orgânica e utilizando as energias renováveis.


* The Center for Studies and Documentation in Beirut, International Campaign against American and Zionist Occupation (the Cairo Conference), the National Gathering to Support the Choice of Resistance (Lebanon), The International Anti-Imperialist and Peoples' Solidarity Forum (the Calcutta- India Conference), Stop War Campaign (London), L'union de la jeunesse démocratique (Liban), Réseau des organisations de la jeunesse Palestinienne, The party of Dignity (Egypt), The popular campaign to break the siege on Gaza, KIFAYA (le mouvement egyptien pour le changement), Union of Democratic youth (Lebanon), Egyptian women issues Association, Palestinian youth organizations network (Palestine), Fédération des Syndicats marocains, AMCI (The Medi terranean agency for International cooperation (Marocco), Arab youth council- and the walkto the arab parliament (Marocco), Data and strategic studies center (Syria), El Badil regroupement anti globalisation (Syria), Campaign Genoa 2001 Greece, l'altra lambardia-Sulatesta, Anti- imperialist Camp (Grèce), Socialist thinking forum (Jordan), Organisation des socialistes révolutionnaires (Egypt), To be continue

Debate: A QUESTÃO PALESTINA: ONTEM E HOJE



Arlene Clemesha (Universidade de São Paulo – USP)

Abdel Latif Hassan Abdel Latif (Federação das Entidades no Brasil – FEPAL)


7 de abril (terça-feira) às 14:20 – Auditório do IFCH/Unicamp


Exibição do filme: Occupation 101: vozes da maioria silenciada (Direção: Sufyan Omeish e Abdallah Omeish, 88 min., EUA, 2006)


7 de abril (terça-feira) às 19h – Auditório do IFCH/Unicamp


Promoção: Centro de Estudos Marxistas (Cemarx) – Unicamp

Apoio Técnico: Secretaria de Eventos/IFCH/Unicamp

domingo, 22 de março de 2009

Sionismo é o problema

por Lejeune Mirhan*
Esta semana recebi de um amigo com quem me correspondo nos Estados Unidos, Steve S., um belo artigo cujo título em inglês é Zionism is the problem (que pode ser lido em http://www.latimes.com:80/news/opinion/commentary/la-oe-ehrenreich15-2009mar15,0,6684861.story). Pretendo tratar desse tema nesta semana.

Ben Gurion, ideólogo do sionismo
Algumas declarações históricas

Não pretendo aqui fazer uma história da origem e desenvolvimento do sionismo, enquanto corrente de opinião de caráter racista, cujo objetivo principal é a construção de um estado judeu em terras históricas pertencentes aos palestinos. Tal processo, como sabemos, inicia-se na segunda metade do século 19 e se intensifica com a ajuda da Inglaterra desde que esta recebeu da Liga das Nações o Mandato sobre a palestina, quando facilitava imensamente a migração judaica para a região.

Já tratamos desse assunto ao longo de anos nesta coluna. Assim como mostramos que Israel não é e nunca foi um estado democrático como a mídia insiste em propagar aos quatro ventos. Ao contrário. É um estado racista, discriminador, que usa a força para impor sua vontade às minorias, que faz dos árabe-palestinos cidadãos de segunda classe, que penaliza quem não professa a religião judaica. Enfim, um estado – único na comunidade das nações que integram a ONU – a não possuir uma constituição e uma fronteira reconhecida internacionalmente, além de ocupar ilegalmente milhares de quilômetros quadrados de terras que a própria ONU destinou aos palestinos em 1947 na fatídica sessão de 29 de novembro.

Quero, antes de entrar nas análises sobre a questão sionista hoje e os impasses que as eleições israelenses de 10 de fevereiro levaram o país, apresentar aos nossos leitores, quase que lhes prestando um serviço, em especial aos estudiosos e apoiadores da causa palestina, um conjunto de declarações de sionistas históricos. Como a história comprovou, tais sionistas, que realizaram atividades bárbaras, que perpetraram massacres em aldeias palestinas, nunca falaram em “Estado de Israel”, mas falavam em Palestina, como aquela região é milenarmente conhecida.

Sempre houve um grande endeusamento na mídia a algumas figuras históricas desse movimento sionista que, nada mais é, do que um projeto de colonização da Palestina, cujos líderes judeus estabeleceram amplas alianças políticas, ora com a potência inglesa, ora com os americanos, de acordo com o sabor de seus interesses estratégicos. Pode parecer incrível, mas até certas alianças e acordos com o Partido Nacional Socialista da Alemanha nazista foram feitos acordos que estimulassem a migração judaica para a Palestina, mas isso é assunto para outro momento.

Vejamos aqui algumas das principais declarações de renomados judeus sionistas. Todas elas foram selecionadas por Ralph Schoenman, que, na juventude, chegou a ser secretário particular do prêmio Nobel da Paz, Bertrand Russel (1). As referências indiretas em suas respectivas páginas são dessa obra.

Chaim Weizmann – ex-presidente da Organização Sionista Mundial

“É bastante aceitável dizer que, se a Palestina cair na esfera de influência britânica e a Grã Bretanha estimular o estabelecimento dos judeus lá, com uma dependência britânica, em 20 ou 3 anos poderemos ter lá um milhão de judeus. Eles desenvolveriam o país, restituiriam a civilização e formariam uma guarda muito, mais efetiva para o Canal de Suez” (Trial and error: the autobiography of Chaim Weizmann, Nova York, Harper, 1949, página 149).

Meus comentários: aqui dois aspectos importantes. A prova de que os sionistas só se referiam à região como “Palestina” e a clara e estratégica aliança com os ingleses, a favor dos sionistas e seu projeto colonial. Destaca-se a quase premonitória cifra de um milhão de judeus migrantes, atingida alguns anos depois da sua previsão.

“As esperanças de seis milhões de judeus da Europa estão nas centradas na imigração. Alguém me perguntou: ‘você pode levar seis milhões de judeus para a Palestina?’. Eu respondi ‘não’. Dos abismos da tragédia eu quero salvar os jovens da Palestina. Os velhos desaparecerão. Eles aguentarão a sorte ou não. Eles são pó, pó econômico e moral num mundo cruel (...). Somente o ramo dos jovens sobreviverá. Eles têm de aceitar isso” (relato ao Congresso Sionista de 1937, sobre seu testemunho junto à Comissão Peel; citado em Yahya, página 55).

Meus comentários: aqui, de forma fria e calculista, Weizmann deixa claro que não defende todo o povo judeu, mas quer salvar apenas os mais jovens, que poderiam migrar para a Palestina e lá estabelecerem colônias e aderirem aos bandos terroristas para matar e expulsar palestinos. Os velhos ficariam à sua sorte. Isso nos lembra uma famosa frase de efeito de Gurion, quando ele afirmou que se tivesse que escolher salvar todas as crianças judiais da Alemanha e Europa, enviando-as para vários países e se só pudesse salvar metade deles, enviando-as para a Palestina, ele afirmou taxativamente que ficaria com a segunda hipótese.

Wladimir Jabotinsky – ideólogo do sionismo

“Todas as pessoas bem intencionadas, salvo os cegos de nascimento, compreenderam há muito a completa impossibilidade de se chegar a um acordo voluntário com os árabes da Palestina para transformar a Palestina de um país árabe em um país de maioria judia. Cada um de vocês tem uma ideia geral da história das colonizações. Tente achar pelo menos um exemplo de colonização de um país que aconteceu com o acordo da população nativa. Tal coisa nunca ocorreu. Os nativos sempre lutaram obstinadamente contra os colonizadores – e não importa que eles tenham cultura ou não. Os companheiros de armas de Hernán Cortez e Francisco Pizarro comportaram-se como bandidos. Os peles-vermelhas lutaram com ardor inflexível contra os colonizadores de bom e de mau coração. Os nativos lutaram porque qualquer tipo de colonização, em qualquer parte, em qualquer época, é inadmissível para qualquer povo nativo. Qualquer povo nativo considera seu país como seu lar nacional, do qual devem ser donos absolutos. Nunca aceitarão outro mestre voluntariamente. Assim ocorre com os árabes. Conciliadores entre nós tentam nos convencer de que os árabes são uma espécie de tolos que serão enganados com formulações que ocultem nossos objetivos básicos. Nego-me redondamente a aceitar essa visão dos árabe-palestinos. Eles têm a mesma psicologia que nós. Olham a Palestina com o mesmo amor instintivo e o mesmo autêntico fervor com que qualquer asteca olhava seu México ou qualquer sioux contemplava a sua pradaria. Qualquer povo lutará contra os colonizadores enquanto lhe reste um fio de esperança de que eles possam evitar o perigo da conquista e da colonização. Os palestinos lutarão dessa forma até que não haja o menor lampejo de esperança. Não importam as palavras com que expliquemos nossa colonização. A colonização tem seu próprio significado, pleno e imprescindível, compreendido por qualquer judeu e por qualquer árabe. A colonização tem um só objetivo. Tal é a natureza das coisas. E tentar mudar seu caráter é impossível. Foi necessário desenvolver a colonização contra a vontade dos árabes palestinos e a mesma situação se dá hoje. Inclusive um acordo com os não palestinos representa o mesmo tipo de fantasia. Para que os nacionalistas árabes de Bagdá, de Meca e de Damasco aceitassem pagar um preço tão alto, eles teriam de negar-se a manter o caráter árabe da Palestina. Não podemos dar nenhuma compensação pela Palestina, nem aos palestinos nem aos demais árabes. Portanto, é inconcebível um acordo voluntário. Qualquer colonização, ainda que a mais restrita deve-se desenvolver desafiando a vontade da população nativa. Portanto, a colonização somente pode continuar e desenvolver-se sob um escudo de força que inclua uma muralha de ferro que jamais possa ser penetrada pela população local. Essa é a política árabe. Formulá-la de qualquer outro modo seria hipocrisia... A censura estúpida de que esse ponto de vista não é ético, respondo: ‘totalmente falso’. Essa é a nossa ética. Não há outra ética. Enquanto os árabes tiverem a menor esperança de impedir-nos, eles não venderão essas esperanças por nenhuma palavra doce nem nenhum bocado apetitoso, porque não nos enfrentaremos com gentalha e som com um povo, um povo vivo. E nenhum povo faz concessões grandes sobre questões tão decisivas, a não ser quando não lhes resta nenhuma esperança, até que tenhamos tampado qualquer brecha na muralha de ferro” (The Iron Wall – O Zheleznoi Stene, Rassvet, 4 de novembro de 1923).

Meus comentários: aqui o reforço de que a região era mesmo “Palestina” e a palavra Israel nunca era dita. Um segundo aspecto, a frieza da confissão aberta de sua “ética” de negar qualquer acordo com os árabes e seguir abertamente com seus ideais colonizadores. Por fim, o desmascaramento de um dos mitos, uma das maiores mentiras que os sionistas contam ao mundo de que aquela terra era uma terra “sem povo”. Esse cidadão é considerado um dos maiores intelectuais do povo judeu.

“É impossível que alguém seja assimilado por outro povo que tenha sangue diferente do seu. Para que seja assimilado, esse alguém tem que trocar de corpo, tem de converter-se em um deles, no sangue. Não pode existir assimilação. Nunca poderemos permitir coisas como o matrimônio misto porque a preservação da integridade nacional só é possível mediante a pureza racial e, para tal, temos de ter esse território onde nosso povo constituirá os habitantes racialmente puros... A fonte do sentimento nacional (...) reside no sangue das pessoas (...) em seu tipo físico e somente nisso (...). a perspectiva espiritual de um homem é determinada previamente pela sua estrutura física. Por isso, não acreditamos na assimilação espiritual. É impossível, do ponto de vista físico, que um judeu nascido de família de sangue puramente judeu possa se adaptar à estrutura espiritual de um alemão ou de um francês. Essa pessoa pode ser totalmente imbuída de fluidos alemães, porém o núcleo de sua estrutura espiritual permanecerá sempre judeu.” (citado por Lenni Brenner em The Iron Wall: revisionism from Jabotinsky to Shamir, Londres, Zed Books, 1984, página 29).

Meus comentários: aqui uma versão clara e aberta do que Hitler viria a definir como a “raça pura”,a ariana. Condena os casamentos multi-étnicos e usa o termo “raça”, definindo árabes como raça inferior, que nunca poderiam casar-se com judeus, os “mais preparados”.

Joseph Weitz – Chefe do Departamento de Colonização da Agência Judaica em 1940

“Entre nós temos que ter claro que não há espaço algum para que os dois povos permaneçam juntos neste país. Nós não atingiremos nosso objetivo se os árabes permanecerem neste pequeno país. Não há outra maneira a não ser transferir os árabes daqui para os países vizinhos. Todos eles. Nem um único vilarejo, nem uma única tribo deve restar” (A solution to the refugee problem, Davar, 29 de setembro de 1967, encontrada em Uri Davis e Norton Mezvinsky, Editor, Documents from Israel, 1967-1973, página 21).

Meus comentários: aqui a confissão clara e aberta da completa impossibilidade da convivência dos dois povos, da defesa da transferência compulsória dos palestinos para países vivinhos. De fato, dados de 1948 mostram que dos 475 vilarejos e aldeias palestinas existentes nessa época, 358 foram completamente arrasados pelos sionistas e seus bandos terroristas, reduzidos à pó. Apenas uns 90 permaneceram em pé.

Relatório Koening

“Devemos usar o terror, o assassinato, a intimidação, o confisco de terras e o corte de todos os serviços sociais para libertar a Galileia de sua população árabe” (Al Hamishmar, 7 de setembro de 1976).

Heilbrun, presidente do Comitê Pró-Reeleição do general Shlomo Lahat, prefeito de Tel Aviv

“Devemos matar todos os palestinos, a não ser que se resignem a viver aqui como escravos” (Citado por Fouzi El-Asmar e Salih Baransi durante debates ocorridos com Ralph Schoenman em 1983, publicado em seu livro na página 75).

Uri Lubrai – conselheiro para assuntos árabes de Ben Gurion

“Vamos reduzir a população árabe a uma comunidade de lenhadores e garçons” (Sabry Jiris, The arabs in Israel, Monthly Review Press, Nova York, 1976).

Raphael Eitan – Ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas de Israel

“Manifestemos abertamente que os árabes não têm direito algum a ocupar sequer um centímetro do Grande Israel (...). A única coisa que eles entendem e entenderão é a força. Nós utilizaremos a força mais decisiva até que os palestinos venham até nós, engatinhando, de joelhos (...). Quando tivermos ocupado as terras, os árabes não poderão fazer nada mais do que se revolver como baratas drogadas dentro de uma garrafa”. (Gad Becker, Yediot Ahronot de 13 de abril de 1983; The New York Times de 14 de abril de 1983).

Meus comentários: aqui, de forma clara e cristalina, em várias passagens, vemos o sentimento que sempre nutriu a liderança sionista, qual seja, a eliminação física e completa da população palestina e árabe em geral de toda a Palestina. Ou, no mínimo a subjugação física e moral, a completa humilhação e escravização. Compara-se a baratas os palestinos. Agora mesmo nas eleições de 10 de fevereiro, onde venceu a direita, Ehud Barak, o grande derrotado do Partido Trabalhista, ministro d Defesa de Israel, fez campanha pedindo votos e atacando o direitista Avigdor Liebermann, que será o provável chanceler do governo de Bibi, afirmando abertamente na sua propaganda na TV: “Quantos palestinos ele já matou?”, ao criticar a inexperiência em guerra do fascista do Partido Israel Beitenu.

Ben Gurion – Fundador do Estado Judeu, em declaração de 1936

“Nós não propomos que proclamemos agora nosso objetivo final, que é de grande alcance – principalmente em relação aos revisionistas que se opõe à partilha. Eu me nego a renunciar a uma grande visão, à visão final que é um componente orgânico, espiritual e ideológico de minhas aspirações sionistas (...). Um estado judeu parcial não é o final, senão somente o princípio. Estou convencido de que nada pode nos impedir de nos estabelecermos em outras partes do país e da região (...). As fronteiras e as aspirações sionistas são de interesse do povo judeu e nenhum fator externo poderá limitá-las (...)”.(Memoirs, Volume III, página 467).


“As fronteiras da aspiração sionista incluem o sul do Líbano, o sul da Síria,a atual Jordânia, toda a Cisjordânia e o Sinai”. (“Report to the World Council of Poale Zion” – antecessor do Partido Trabalhista – em Tel Aviv em 1938, encontrado em Israel Shahak, journal of Palestine Studies, 1981).

“Quando nos convertermos em uma força com peso, como resultado da criação de um estado, aboliremos a partilha e nos expandiremos por toda a Palestina. O Estado será somente uma etapa na realização do sionismo e sua tarefa é preparar terreno para nossa expansão. O estado terá de preservar a ordem, não através da pregação, mas sim com as metralhadoras” (Discurso pronunciado em 1938, do Livro Memórias).

“Deveríamos nos preparar para avançar em uma ofensiva. Nosso objetivo é esmagar o Líbano, a Transjordânia e a Síria. O ponto débil é o Líbano, porque o regime muçulmano é artificial e fácil de ser minado. Teremos de implantar um estado cristão ali e então derrotaremos a Legião Árabe, eliminaremos a Transjordânia; a Síria cairá em nossas mãos. Então nós bombardearemos e ocuparemos Port Said, Alexandria e o Sinai, no Egito” (Michel bar Zoha, Ben Gurion: a Biography, Nova York, Delacorte, 1978).

Meus comentários: aqui também de forma cristalina, o fundador de Israel confessa, nessas várias passagens e discursos, que o plano de partilha da ONU seria apenas o começo para a tomada de toda a Palestina e quiçá, com foi com a guerra de 1967, o Eretz Israel (em hebraico “Grande Israel”, do Tigre, no Iraque ao Nilo, no Egito). O projeto colonialista, aliado com as potências ocidentais era muito grande, incluía quase todo o Oriente Médio. E tudo isso com a força da bala, dos massacres, dos genocídios, amplamente registrados desde 1947, como o de Der Yassim.

Como queríamos demonstrar...

Nas ciências chamadas “exatas”, em especial a física e a matemática, quando terminamos a demonstração de uma equação, quando resolvemos um problema, escrevemos ao final a sigla CQD, “como queríamos demonstrar”. As citações acima compiladas, extraídas de Schoenman, demonstram de maneira cabal pelo menos o seguinte:

1. O projeto sionista é um movimento de colonização, que se articulou com as potências imperialistas do século 20;

2. O objetivo final sempre foi a tomada de todas as terras da Palestina histórica, de forma que a partilha seria apenas uma mera etapa, um passo para a construção de um estado em terras palestinas, quando o grande objetivo seria ampliar o controle territorial, expandindo-o para países como o Líbano, a Jordânia, a Síria e o Egito. Quem sabe até ao Iraque;

3. Sionismo é racismo. As declarações de todos os grandes líderes árabes sempre foram racistas, no sentido de discriminar os árabes e palestinos como cidadãos de segunda classe;

4. Em vários momentos fica claro que o objetivo seria até a eliminação física dos palestinos ou, no mínimo, subjugá-los, humilhá-los e transformá-los em cidadãos de segunda classe.

Essas frases falam por si só. Por isso, esta semana, em véspera do governo fascista de Bibi ser formado em Israel, quando um fascista e racista declarado como Avigdor pode vir a ser ministro das Relações Exteriores, estas frases reforçam, entre nós, lutadores pela causa palestina, a convicção de que estamos certos em nosso caminho e Israel vai se tornando a cada dia um país mais inviável, pelo que vem fazendo há mais de 60 anos contra os palestinos.

(1) Ver livro A História Oculta do Sionismo, da Editora Sundermann, São Paulo, 2008, 243 páginas.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mostra de Filmes Árabes


O Cine Arth Cinema & Humanidade - UDESC e o Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino convida


مهرجان السينما العربية


Mostra de Filmes Árabes
Em parceria com Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
O Limoeiro (Lemon tree): Dia 21 de Março às 18h.
Gênero: Drama/ Duração: 106 min
Origem: Israel/ Alemanha/ França - 2008
Direção: Eran Riklis
Debatedores: Alberto Groisman - Antropologia UFSC
Nildomar Freire - Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
A grande viagem: Dia 28 de Março às 18 h.
Gênero: Drama/ Duração: 108 min.Origem: França/Marrocos - 2004Direção: Ismaël Ferroukhi
Debatedores: Claudia Espínola - Antropologia UFSC
Silvinha - Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Paradise Now: Dia 30 de Março às 19 h.
(Dia da Terra Palestina e Dia de Mobilização Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino)
Gênero: Drama/ Duração: 90 minOrigem: Alemanha - França - Holanda – Israel - 2005Direção: Hany Abu-Assad
Debatedores: Paulo Pinheiro Machado - História -UFSC
Khader Othman - Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Fauzi El Mashni - Ex -embaixador da Palestina no México
Free Zone: Dia 04 de Abril às 18 h.
Gênero: Drama/ Duração: 94 min
Origem: Bélgica/ França/ Israel/ Espanha – 2005
Direção: Amos Gitai
Debatedores: Ana Brancher- História -UFSC
Silvinha - Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino
Local: Museu da Escola Catarinense (antiga FAED), R. Saldanha Marinho, 196, Centro.
Entrada Franca
Após os filmes haverá debate com convidados.
Apoio: MUSEU DA ESCOLA CATARINENSE – UDESC
informações: http://br.mc562.mail.yahoo.com/mc/compose?to=cinearth@gmail.com e http://br.mc562.mail.yahoo.com/mc/compose?to=comitepalestinasc@yahoo.com.br
30 DE MARÇO- DIA DA TERRA PALESTINA
Em 30/03/1976, os palestinos nos territorios ocupados em 1948, entraram em greve e realizaram várias manfisteções contra o confisco de suas terras pelo o governo de Estado Sionista de Israel. A repressão foi forte e varios palestinos foram assassinados pelo brutal exército de Israel. Este dia ficou conhecido como o Dia da Terra, mais um dia de Luta pela Terra e pela libertação da Palestina! Neste dia ocorrem grandes manifestações na Palestina, em especial nos territórios ocupados em 1948.

30 DE MARÇO - DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO
Data escolhida pelo Fórum Social Mundial - realizado em janeiro de 2009 na cidade de Bélem - Brasil para homenagear a luta de resistência do Povo Palestino e o justo direto da implantação do Estado da Palestina em seu Solo Pátrio!

Voçê é o nosso convidado(a)!
Participe e nos ajude na divulgação deste evento!

domingo, 15 de março de 2009

CARTA ABERTA DA RESISTÊNCIA IRAQUIANA AO GOVERNO DOS EUA


Resposta às declarações de Obama em 27/Fevereiro/2009

quanto ao fim da ocupação do Iraque

por Rafidan - Comité Político Bagdad

Boa Noite,


Em relação às declarações do Presidente Barak Hussain Obama, presidente dos Estados Unidos da América, o Comité Político de várias facções da Resistência Iraquiana, em particular aquelas mais activas na nossa frente, responde com o nosso ponto de vista acerca dos conteúdos desse discurso.
Ao longo dos últimos quarto meses, enquanto a batalha do nosso povo continua a libertar o Iraque de toda a ocupação estrangeira, temos estudado os movimentos em marcha assim como analisado dados de modo a avaliar a próxima estratégia que a administração dos EUA seguirá sob a liderança da nova presidência.
Havíamos formulado o nosso próprio plano de acção baseado no acima mencionado, mas escolhemos dar ao novo presidente tempo suficiente para ponderar e avaliar uma quantidade suficiente de relatórios e briefings que lhe dessem uma imagem real dos desenvolvimentos diários no terreno.
Presidente Obama, depois de ouvirmos o seu discurso a 27 de Fevereiro de 2009, no qual declarou o seu conhecimento geral e público da corrente Guerra contra o nosso povo, e deu ao seus militares e ao honrado povo dos Estados Unidos breves ideias acerca das suasintenções quanto ao nosso país, sentimos o espírito do discurso de um dos seus antecessores, o presidente JFK, a 20 de Janeiro de 1961, na sua tomada de posse. Naquele discurso, ele oferecia a um mundo turbulento uma saída para as tensões e pagou com o seu próprio sanguepor desafiar os interesses daqueles que nos vossos sucessivos governos tomam as verdadeiras rédeas do poder. Aqueles que farão tudo para preservar os seus interesses, riqueza e poder para criar guerras e conflitos.
Mencionamo-lo honestamente, tendo em vista espalhar a consciência e memória que um novo César pode ser traído pelos seus, se escolher um caminho diferente. Acreditamos, por outro lado, que o espírito do discurso foi bem escolhido.
Ouvimos e tomámos nota dos planos económicos para o vosso país, divulgados ainda antes do seu discurso, e embora possam parecer ambiciosos, acreditamos que se as intenções forem genuínas no vosso Congresso, um número considerável de objectivos que procura alcançarserão eventualmente atingidos, mas no caso de falha, os republicanos procurarão um bode expiatório. Neste caso seria a sua administração. Isso garantir-lhes-ia um rápido regresso ao poder.Herdou uma nação em guerra, uma economia fracassada e um povo desesperado que está a pagar o grosso da crise económica para a qual não contribuiu, assim com milhares de jovens mortos e mutilados.
Nós herdámos uma ocupação estrangeira, inúmeros inocentes mortos, feridos e mutilados, milhões de refugiados, em essência, Sr. Presidente, a desintegração completa e planeada da nossa nação e do nosso povo.
Acreditamos que os fundos desperdiçados nesta guerra teriam sido mais úteis se tivessem sido gastos em pesquisa para desenvolver fontes energéticas alternativas, que sem dúvida contribuiriam para reduzir conflitos energéticos e curas para o cancro, soluções agrícolas paraprevenir a pobreza no mundo, avanços para desenvolver a África, onde as pessoas ainda morrem de fome e de negligência intencional. Incontáveis causas, todas com necessidade de atenção imediata.
Pela vontade de Deus todo-poderoso, a resiliência dos nossos homens e a paciência do nosso humilde povo, conseguimos até agora paralisar e inutilizar todas as agendas imperialistas preparadas para o Iraque e para a região como um todo. Tudo isso simplesmente escolhendo resistir à ocupação, um direito garantido primeiro por Deus e também pelasconvenções internacionais para todos os homens. Um direito que as políticas do seu país continuam a desrespeitar e a desonrar, num claro exemplo de Terrorismo de Estado.
Falou ao nosso povo em parte do seu discurso, e agradecemos-lhe as suas palavras. Mostrou um entendimento da nossa nação muito maior que aquele demonstrado pelo seu antecessor, que preferiu mergulhar profundamente nos oceanos da iliteracia e da ignorância. Apesar de não se ter referido à resistência iraquiana no seu discurso, tendo escolhido etiquetar-nos como terroristas juntamente com aqueles que aqui chegaram junto com as vossas tropas, poremos isso de lado por agora, apenas para mencionar alguns factos para registo.
1 – O povo do Iraque a quem se dirigiu, em todas as suas cores e religiões, recusa a vossa ocupação e aqueles que a aceitam são aqueles que beneficiam dela.
2 – Os iraquianos a quem de dirigiu, ou pelo menos esperamo-lo, não são aqueles que se banham nas riquezas da traição, atrás das vossas muralhas da zona verde, nem são aqueles como Ahmed Al Chalabi, com quem o vosso antigo governo conspirou em becos escuros nas traseiras de hotéis de 5 estrelas nos EUA e na Europa antes da vossa ocupação.
3 – O povo iraquiano a quem falou são aqueles que nunca vos convidaramà ocupação, e tentavam sobreviver o melhor possível com o que havia,sob as sanções criminosas que duraram 13 anos para apenas seremcoroadas com uma ocupação estrangeira com actos criminosos semparalelo no mundo de hoje.
Presidente Obama, o sofrimento que o nosso povo teve de aguentar estáalém da compreensão. E os infinitos crimes que as vossas tropas, assimcomo aquelas de países vizinhos, cometeram, simplesmente não podem serdesfeitas ou esquecidas, nem varridas para baixo do tapete. As vossastropas continuam a ocupar a nossa terra e a matar inocentes. É porisso que apenas podemos dirigir-nos a si como presidente de uma naçãoocupante.
O povo iraquiano está desapontado com o seu plano. O povo esperava queas vossas tropas deixassem o nosso país totalmente e não apenas emparte. O nosso povo esperava um fim completo da ocupação e não ocumprimento de um tratado estratégico que foi aprovado contra a suavontade nos últimos dias do seu antecessor.
O nosso povo, assim como a maioria dos povos por todo o mundo, e noseu próprio país, querem ver o antigo presidente ser apresentado àfrente de um tribunal internacional de crimes de guerra por todos oscrimes que cometeu em nome do vosso país, apenas para benefíciodaqueles que o levaram ao poder.
Nunca vos convidámos a ocupar-nos, nem pedimos ao vosso país pararoubar os nossos recursos para beneficiar as vossas corporações eaquelas de países vizinhos que historicamente estavam sob a vossainfluência. Nunca vos pedimos o vosso sangue precioso ou o nosso. Paranós, todo o sangue é precioso, até aquele dos soldados enviados pelovosso governo sem saberem verdadeiramente por quê estavam a lutar.Isto tem de ser dirigido ao homem que começou esta guerra e que agoraestá escondido no Texas, enquanto o sr. tenta desfazer os seusestragos.
Nós, Povo Iraquiano e sua resistência, exigimos o seguinte:
1- O cumprimento de todas as condições apresentadas ao vosso governoatravés de mediadores que enviaram em 2006.
2- A entrega de todos os traidores e colaboradores presentes na zonaverde ao povo iraquiano. Serão tratados como qualquer nação tratariacasos de alta traição.
3- A compensação completa e justa ao nosso povo pelas perdas que sofreu.
4- A cessação de todas as compensações pagas àqueles que se abrigamsob a vossa protecção, com recursos do nosso país.
5- A devolução de toda a terra roubada ao nosso país.
6- A partida de todas as corporações estrangeiras, em particular nossectores da energia, comunicações e reconstrução de infraestruturas,especialmente aquelas ligadas a interesses neoconservadores. O nossopovo é mais que qualificado para reconstruir as estruturas e fazer asnossas instituições funcionarem.
7- A entrega de todos os mercenários acusados de matar civisinocentes, em particular empreiteiros de segurança da Black Water e oseu presidente para ser julgado por homicídio.
8- Todos os conselheiros estrangeiros deverão deixar o Iraque com asvossas tropas.
9- O desmantelamento de todas as milícias equipadas pelo vosso país epelo Irão, a fim de mudar a natureza da batalha no rumo do sectarismo,de modo a permitir às vossas tropas concentrarem-se nas actividadesprincipais da resistência na região central do Iraque.
10- A cessação de todo o apoio ao governo sectário eleito nas eleiçõesorquestradas na zona verde.
11- A redução da influência dos seus aliados persas no Iraque, com osquais o vosso anterior governo trabalhou em contacto estreito e quecontinuam a financiar a Al Qaeda em nome da vossa agência deinteligência.
12- O regresso à velha constituição do Iraque unificado. A marcação denovas eleições seis meses após a resistência tomar o poder na nação.Estas serão supervisionadas por monitores internacionais credíveis enão aqueles patrocinados pela CIA.
13- As cidades e as províncias devem ser entregues uma a uma,começando com as quatro cidades principais e os aeroportos de Bagdad,Bassorá, Mossul e Kirkuk. O resto cairá imediatamente nas nossas mãos.Para as fronteiras serão tomadas outras medidas.
A lista continua, mas a intenção é dar-lhe uma ideia do que prometemosao nosso povo alcançar. Em resposta ao cumprimento das nossasexigências, deixaremos de atacar todas as forças de ocupação aretirarem-se para o Sul e para além do posto fronteiriço de Safwan.
Sem estes movimentos claros da vossa parte, lamentamos informá-lo quea resistência do povo do Iraque continuará até que a última bota daocupação dos EUA/Reino Unido/Pérsia seja atirada através dasfronteiras do nosso país.
Se a vossa escolha é a mudança, como afirma, então já deve ter chegadoà conclusão de que continuar a lidar com as mesmas pessoas que o seuantecessor nomeou para cumprir o seu trabalho sujo impedirá resultadospositivos para os nossos dois povos. Não são os ladrões da zona verdeque impedirão a derrota dos vossos militares.
O sr. deve procurar mais afincadamente iraquianos honestos dasfileiras do nosso povo, e não colaboracionistas, a fim de alcançar umasolução justa. O sr. também pode reconhecer o direito do povoiraquiano a resistir e pedir publicamente o nosso conselho erepresentação. O povo iraquiano pretende ser o dono da sua própriacasa, como sempre foi. Segundo o plano que declarou, o sr. ainda nãoentendeu plenamente o Iraque.
Há aqueles que afirmam que uma retirada rápida do Iraque levará àguerra civil, e isso é uma possibilidade, mas também gostaríamos declarificar que as forças do governo fantoche que foram equipado paraderrotar a resistência não se aguentarão, nem conseguirão bloquear osnossos esforços para libertar as nossas cidades, uma a uma, se precisofor. E todos os esforços dos vossos colaboradores de se deslocarempara o Norte e o Sul do país e ali criarem os seus próprios estadosfederais foram bem estudados e as suas grandes fraquezas serãoexpostas e esmagadas a curto prazo. Este é um cenário mais realista. Éverdade que continuará a ocupação persa, que manterá o seu apoio àsmilícias, mas nós sabemos que os EUA não podem deixar o Sul, rico empetróleo, para ser ocupado pelo Irão, e prefeririam vê-lo cair nasnossas mãos. Não fazê-lo seria dar demasiado a um aliado que, apesarde próximo, não é de inteira confiança, e iria privar os vossosmilitares dos fundos necessário para apoiar uma presença delongo-prazo no Iraque e na região. São fundos com que alguns membrosdo vosso governo pensam ainda poder contar. Fundos que a vossaeconomia não mais pode suportar no meio da tempestade da economiaglobalizada que a vossa nação criou para controlar o mundo.
A resistência iraquiana entende bem que os EUA não podiam continuar avender petróleo ao preço elevado de US$120/barril para cobrir osgastos da sua guerra, uma vez que assim fortalece velhos adversários.Era apenas uma questão de tempo até que a sua táctica fizessericochete na política externa. Entende ainda que os EUA não podemcontinuar a pagar uma ocupação sem depender dos recursos e ganhoslocais para cobrir as despesas. Esta é a verdadeira causa da mudançade “Estratégia”, como lhe chamou, Presidente Obama.
Com os preços do petróleo a caírem para valores de mercado realistas eo ocaso das economias de consumo, os preços do petróleo deverão cairpara os US$30 por barril, o que também estará a afectar as economiaslocais dos vossos aliados na região. Como qualquer coisa abaixo dosUS$55 por barril torna-se um fardo para estas economias, elas não maispoderão continuar a ajudar-vos, financiando e apoiando a agressão dovosso país na região.
O declínio dos lucros do petróleo, que lhe agradecemos ter mencionadono seu discurso, fará com que seja mais difícil financiar as operaçõesmilitares no Iraque e é por isso que o número das vossas tropas serãoreduzidos. Para alcançar os ganhos previstos anteriormente existem osprojectos petrolíferos patrocinados pelas vossas corporações no Sul eas operações de roubo de petróleo dirigidas pelo vosso agente HamidJaffar no Norte em colaboração com ONGs de petróleo da Noruega – éisto que os vossos estrategas pensam ainda conseguir.
Sim, Presidente Obama, concordamos consigo que os EUA precisam de umaabordagem mais inteligente, mais sustentável e abrangente, mas tenha acerteza de que os objectivos que o seu antecessor não conseguiuatingir com toda a força bruta militar que empregou, o sr. nãoatingirá com a mão suave do partido Democrata.
De facto, é mais lógico e prático seguir os programas de energiaalternativa que sabiamente lançou, para assegurar a independência davossa economia do petróleo, assim como a utilização dos avanços empesquisa e desenvolvimento para empregar os desempregados e apoiar umnovo e jovem mercado para uma mudança na dependência energética,acabando por sua vez com a monopolização da energia praticada pelascorporações que controlam e que controlam a estabilidade política esocial do mundo, em vez de meramente sonhar que o povo iraquiano lheentregará de mão beijada os seus recursos.
Por nossa parte, pretendemos nacionalizar e usar os nossos recursospara criar uma base energética diferente e oferecer ao nosso povo umavida de prosperidade e estabilidade, apoiando ainda a transiçãoenergética de outras nações que são dependentes do petróleo, umamissão que cremos ser nobre e válida.
A Resistência Iraquiana não aceitará quaisquer contratos energéticos,de curto ou longo prazo, com os EUA enquanto estes não assegurarem queos direitos do nosso povo são devidamente acautelados. Tudo segundoparâmetros que se baseiem primeiramente em respeito mútuo e só depoisem interesses mútuos.
Presidente Obama, é altura de as pessoas em Washington entenderem quenão há interesse comum entre um tirano ocupador e uma vítima oprimidade ocupação.
O vosso governo ficaria para sempre no Iraque se os traidores queconspiraram com as vossas sucessivas administrações levassem a suaavante, esfomeando o povo iraquiano até à submissão e forçando-o areceber as vossas tropas ocupantes com flores, como Chalabi vosprometeu. Mas após três guerras e mais de uma década de sanções, houvehomens honestos suficientes para derrotarem o exército mais poderosodo mundo e desempenhar um papel relevante na destruição de economiaglobalizada mais imperialista de sempre desenvolvida pelo capitalismoexpansionista.
É com este tipo de gente que está falando, Sr. Obama. E se não lhe foiapresentada esta realidade ao longo dos vários briefings a queassistiu e se não entendeu a verdadeira escala do desastre económicocom todas as implicações sociais e geopolíticas da vossa derrotamilitar no Iraque, então por favor deixe-nos mencionar apenas algumasdas maiores realizações que a Resistência Iraquiana prometeu ao seupovo e aos povos livres do mundo e que cumpriu:
1- Prometemos atolar as vossas tropas no Iraque e exaurir a vossaeconomia até que admitissem a derrota e retirassem as vossas tropas.Isto foi cumprido.
2- Prometemos paralisar totalmente o plano dos EUA para o MédioOriente, prevenindo a perda de outras vidas inocentes nos nossospaíses vizinhos, o que foi cumprido.
3- Abraçámos esta guerra e continuamos a lutar em nome do mundooprimido, que não só ficou parado a assistir ao massacre do nosso povoe à ocupação ilegal da nossa nação, como muitos dos seus líderesparticiparam e continuam a violentar o nosso povo de fora e de dentrodo Iraque, ajudando ao saque dos nossos recursos. Isto, além do apoiodas pessoas honestas por todo o mundo.
4- Dentre as pessoas honestas incluem-se cidadãos do seu país, quemarcharam dia e noite em apoio ao direito do Iraque de se defender, emmarchas que desafiaram intempéries e a atitude criminosa e ignorantedos políticos mundiais. Estaremos para sempre gratos e em dívida paracom esses manifestantes. Que deus abençoe essas pessoas, onde quer queestejam. Isto foi cumprido e continua a sê-lo.
5- Entendemos a natureza dos equilíbrios internacionais de poder e,mais importante, previmos a mentalidade primitiva da ocupação, tendodesempenhado um papel importante ao forçar os EUA a aumentarem ospreços do petróleo no seu desespero por dinheiro. Com esta acçãopermitimos que outras potências começassem a levantar-se. Os númerosnunca mentiram – também isto cumprimos.
6- O povo iraquiano escreveu um novo capítulo em guerra urbana einventou a arte do combate remoto, dando ao mundo lições eestabelecendo novos métodos para derrotar o exército mais poderoso domundo. Ao fazê-lo, nisto que é o mais perigoso avanço para ainfluência global dos EUA, permitiu a todos os povos oprimidos domundo, que sofrem a influência negativa dos EUA, usarem estaexperiência para se libertarem também. Também isto cumprimos.
7- A Resistência já elaborou os seus planos de 2, 5 e 10 anos para osprogramas de reconstrução do Iraque, que estabelecerão um novo padrãopara o desenvolvimento na região e que restabelecerão o Iraque no seumerecido lugar na política mundial e no desenvolvimento humanopositivo. Tudo isto mantendo o isolamento dos países vizinhos maisperigosos. Estes planos foram preparados e redigidos nos primeirosmeses de 2007 e estão prontos a implementar assim que cesse aocupação.8- A Resistência criou um novo campo de batalha, utilizando todas asferramentas disponíveis para se libertar dos media corporativoscontando, informando e educando o mundo acerca da verdadeira naturezadesta luta, apresentando a todos os homens e mulheres interessadosdiariamente relatórios e vídeos da vossa derrota militar em todas aslínguas que conseguimos. Pessoas por todo o mundo escolheram por suaprópria vontade e com o seu próprio tempo, pessoas de religiõesdiferentes e de realidades diferentes, escolheram ser soldados nestaciber-guerra e traduziram tudo o que tínhamos para contar, não pedindoem troca senão a verdade. As verdades da vossa guerra ainda estão pordeclarar (referimo-nos aos soldados de cartão verde).
9- A Resistência despoletou não apenas o colapso da economia dos EUA,mas também provocou o efeito de dominó que destrói a delicadamenteafinada economia global, forçando o regresso ao proteccionismoeconómico nacional, aos direitos das economias locais e regionais decrescerem e assegurarem uma vida decente, praticando também o seudireito ao desenvolvimento. Todos os vossos esforços para restaurar aeconomia globalizada não alcançarão o que quer que seja, e os governosfantoche que mantêm a vossa guarda sobre os recursos mundiaiseventualmente cairão, um após o outro, enquanto os seus podres setornam cada vez mais evidentes ao cidadão comum. É por isso que recebeagora relatórios diários da CIA acerca da economia mundial.
ACIMA DE TUDO, E AINDA QUE O SR. PREFIRA IGNORAR A RESISTÊNCIA DO POVO
IRAQUIANO E A RESISTÊNCIA DA ALIANÇA GLOBAL DOS LIVRES, PRETENDEMOS
PROPOR AO MUNDO COMO PRÓXIMA ETAPA A LIBERTAÇÃO DO PLANETA DA VOSSA
DOMINAÇÃO QUANDO FOR O MOMENTO CERTO.
DITO ISTO TUDO, OS MEDIA GLOBAIS QUE VOCÊS AINDA CONTROLAM CONTINUAM A
CHAMAR TERRORISTAS A PESSOAS LIVRES E A EQUIPARAR A RESISTÊNCIA ÀOCUPAÇÃO A ACTOS CRIMINOSOS DE ATACAR CIVIS EM EDIFÍCIOS E ATERRORIZARA VIDA DOS INOCENTES.
REALMENTE IRÓNICO!! Não obstante, representa o verdadeiro estado dechoque em que se encontram os decisores das vossas políticas. Mas tudoisso pode ser revertido se acreditar verdadeiramente em mudança, Sr.Presidente.
A resistência em conjunto com os votos das pessoas amantes da paz noseu país e no mundo levaram-no ao poder. São mais que capazes dedeitá-lo abaixo e derrotar a sua nova estratégia, se escolher mentir eseguir os planos do seu antecessor.
Tem de entender que o tempo em que as vossas políticas externaspraticavam o despotismo e subornavam as pessoas para submetê-lasacabou, e por um tempo considerável. E os vossos políticos eestrategas têm de entender que para serem aceites como umasuperpotência têm primeiro de aprender a falar ao mundo com modéstia erespeito, que outros neste planeta têm também o direito de fornecer àssuas famílias uma vida decente, o direito à comida e à água, àeducação e ao conhecimento, à indústria e ao emprego, livres do vossodespotismo corporativo.
Nós na resistência iraquiana renovamos o nosso voto ao nosso povo eaos nossos irmãos e irmãs na família global, de continuarmos a lutar ea debater-nos para libertar o Iraque e dar a possibilidade aos nossosaliados de seguirem o exemplo.
Enquanto esteve a preparar a vossa nova estratégia de deixar as ruas eas auto-estradas do Iraque para os vossos colaboradores, escondendo asvossas tropas atrás de muralhas de fortalezas e zonas verdes queprepararam para a vossa minimizada presença de longo-prazo,preparámo-nos para responder às vossas novas tácticas e lidaremos comelas de modo adequado.
Lembre-se que esconder-se atrás de muralhas e dentro de fortalezas jánão é sustentável na guerra moderna.
As vossas melhores forças de combate, como lhes chamou, estão contra amais inteligente, flexível, inovadora e honrada resistênciaauto-sustentada alguma vez vista na humanidade. Asseguramos-lhe quenão estamos impressionados com o seu plano e continuaremos amonitorizar os vossos movimentos no terreno, comparando-os com as suasintenções declaradas e relatórios económicos diários. Não existemocupações amigáveis, e aconselhamo-lo a rever os seus planos deabandonar o Iraque num período de tempo que seja adequado ao nossopovo e não aos vossos agentes na zona verde.
E se precisar falar com iraquianos honestos, sabe muito bem ondeencontrá-los. John F. Kennedy também disse “Nunca negociemos por medo,mas também não tenhamos medo de negociar”.
Escolheu negociar com todos os parceiros que trabalharam com o seuantecessor e que provocaram todas estas catástrofes, decidindo ignoraros únicos que lhe podem oferecer um desfecho decente.
Boa Sorte, Presidente Obama!
Rafidan – Comité Político Baghdad, República do Iraque
28 de Fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de março de 2009

Conferência em Teerã em apoio a Resistência Palestina

A Frente Popular para a Libertação de Palestina disse em 5 de março de 2009 que a Conferência de Teerã em favor da Causa Palestina serve para afirmar nosso Direito legítimo à Resistência e que as forças da Resistência na região alcançarão a vitória contra o ocupante e obterão os Direitos do povo palestino.

A camarada Leila Khaled, membro do Escritório Político da FPLP, falando numa entrevista com Al-Jazeera da conferência, declarou que o inimigo hoje tenta atingir por meios políticos o que falhou em fazer pela via militar em Gaza. Ela declarou que o povo palestino recusará todas estas tentativas, e rejeita totalmente as tentativas dos EUA, da ocupação e do assim chamado "Quarteto" em impor condições ao povo palestino.

Ela observou que, contrário às reivindicações dos EUA, procurando subdividir os países árabes em regimes "radicais" e "moderados", há, de fato, só regimes moderados e reacionários e que a Resistência está se dirigindo para o confronto com as forças do sionismo e imperialismo.

O camarada Abu Ahmad Fuad, membro do Escritório Político da FPLP, disse em 4 de março de 2009, numa entrevista com o jornal Al-Alam, que "A conferência de Teerã em favor da Causa Palestina afirma que o Direito do povo palestino resistir é garantido por todas Leis internacionais. O povo palestino repelirá qualquer tentativa de alguém arrastá-lo para um conflito com Irã, quando nós ambos estamos em posição de confronto com ocupação israelense". Frisou a necessidade de uma frente ampla para confrontar sionismo e restaurar a ordem internacional, incluindo a implementação das resoluções das Organização das Nações Unidas apesar das tentativas feitas pelos EUA e Israel em subverter nossos Direitos através do "processo de paz" seguindo o Acordo de Oslo.

O camarada Fuad disse que as forças da Resistência alcançarão a vitória sobre a ocupação e o reconhecimento dos Direitos legítimos do povo palestino, o Direito de Retorno, auto-determinação, e o estabelecimento do Estado palestino independente com Jerusalém como sua capital. O camarada Fuad salientou que o assim chamado "processo de paz" e seus resultados só têm provado mais uma vez que a administração dos EUA não é de nenhuma forma um "intermediário honesto," e que Washington não tem o direito nem a autoridade nem qualquer legitimidade internacional como ponto de referência para o caso palestino.

O camarada Fuad chamou por uma conferência internacional a ser chamada pelas Organização das Nações Unidas para implementar suas resoluções na Causa palestina, não para negociá-las, e frisou que as povo palestino não tem qualquer esperança na nova administração dos EUA encabeçada por Obama, observando que o imperialismo dos EUA é inimigo da nação árabe e fez tudo suprimir o palestino enquanto fornecia pleno apoio ao ocupante e seus crimes, como exemplificado na recente agressão na Faixa de Gaza.

O camarada Fuad declarou que há otimismo nos postos palestinos em alcançar a unidade nacional com base na proteção da Resistência e recusa das condições do Quarteto, da ocupação, e dos Estados Unidos, e em restaurar a OLP e reconstruir suas instituições como o representante legítima e única do povo palestino, numa base democrática e incluindo todas as facções.

O camarada Abdel-Rahim Mallouh, vice Secretário Geral da FPLP, disse em 8 de março de 2009, refutando uma declaração preparada atribuída ao Comitê Executivo da OLP atacando a conferência no Irã, declarou que o Comitê Executivo aliás não teve qualquer tipo de discussão nem aprovou qualquer declaração a respeito. Além do mais, o Camarada Mallouh disse, que é responsabilidade do Comitê Executivo e das forças palestinas participarem de cada atividade apoiando a firmeza do povo palestino e chamando pela realização de nossos objetivos nacionais.


Tradução: Comitê de solidariedade com a luta do povo palestino - CSLPP - DF

quinta-feira, 12 de março de 2009

FPLP afirma que ser membro da OLP não quer dizer aceitação da "solução de dois-estados"



O FPLP não aceita a "solução de dois-estados" como a meta final para o povo palestino nem para a Causa palestina, mas em vez disso ve como uma meta estratégica para a libertação de toda Palestina, disse o Camarada Marwan Fahoum, "Abu Sami," um membro do Escritório Político da Frente Popular para a Libertação da Palestina, em 2 de março de 2009.

A aceitação pela FPLP do estabelecimento um estado palestino em todos os territórios ocupados em 1967 com Jerusalém como sua capital, e o retorno de todos refugiados a suas casas das quais eles foram retirados, é partes da única solução aceitável para progredir na direção de se alcançar a meta estratégica, a libertação de toda Palestina, disse Camarada Fahoum.
O camarada Fahoum declarou firmemente que isto não quer dizer de maneira alguma que a FPLP aceita a "solução de dois-estados," como meta final para o povo palestino nem para a Causa palestina, e não quer dizer que a FPLP aceita de qualquer forma os compromissos de Oslo e os "acordos" subseqüentes incluindo o mapa do caminho (the roadmap), o acordo de Annapolis, nem qualquer outros tipo produto dos assim chamados "processos de paz".

Esta declaração veio em resposta à declaração do Presidente da A.P. Mahmoud Abbas, Abu Mazen, declarando que todas organizações membros da OLP, que atualmente estão na OLP e esses que unir-se-ão, assim como todas facções que estão tomando parte num governo de reconciliação nacional, devem submeter-se à "solução de dois-estados" e a aceitação dos acordos de Oslo e outros "acordos" dos "processos de paz". O camarada Fahoum declarou que qualquer confusão deve ser esclarecida sobre a presença da FPLP na OLP, declarando que a OLP é a estrutura global do povo palestino em todos seus componentes, mas isso não impede organizações membros e facções' terem a própria visão da natureza do conflito árabe-sionista e que é necessário para terminar este conflito.
O camarada Fahoum explicou que a FPLP vê o conflito árabe-sionista como um que não pode ser concluído, ou terminado com a criação do Estado palestino, mas apenas com o estabelecimento de uma democracia secular sobre todas as terras da Palestina histórica, com igualdade para todos os seus povos.



tradução : Comitê de Solidariedade com a Luta do Povo Palestino – CSLPP –D.F.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Israel um Estado Racista

Por Jadallah Safa

Jornal Israelense "Yediot Ahronot", em 30 / 8 / 2007, após uma pesquisa e investigação concluiu que Israel é um Estado racista.
A pesquisa escolheu seis cidadãos: um árabe de Israel, um judeu fundamentalista, um etíope, um russo, um judeu oriental e um Ashkenazita (judeu ocidental). O propósito da pesquisa era colocar os seis cidadãos a procurar empregos em vários restaurantes, em várias cidades, e procurar escolas e creches para matricularem seus filhos.
Os resultados da pesquisa revelaram que o judeu Ashkenazita, Velayati Tongeren, recebeu o maior número de respostas positivas e não enfrentou qualquer manifestação de racismo. Em segundo lugar ficou Yehuda Peretz, judeu de origem marroquina. Em terceiro ficou Yisrael Brnctain, o judeu fundamentalista. A quarta posição foi para o judeu de origem russa, enquanto que em quinto lugar ficou o judeu de origem etíope. Em sexto lugar ficou o árabe Said Hassanein.

A pesquisa revelou que o árabe foi recusado para trabalhar nos restaurantes, apesar de ter no currículo boas experiências. Enquanto o judeu Ashkenazita, que não comprovou experiência, mas argumentou: "sem experiência, mas disposto a aprender", foi confirmado em vários restaurantes. O Árabe Hassanein Said realizou contatos em vários restaurantes judaicos e argumentou que trabalhou em vários restaurantes, porém foi rejeitado e sofreu repostas mal-educadas, grosseiras e secas. Sobre a solicitação de vaga na Creche, os funcionários respondiam: "Há lugares em nosso jardim de infância, mas não e para árabes!". E quando solicitou, por telefone, uma vaga para colocar a sua filha na creche em Tel- Aviv a funcionaria respondeu que não estava escutando bem e desligou o telefone.

O jornal relata que a pesquisa foi feita em varias cidades, e que para o árabe foi muito difícil conseguir um emprego e colocar a sua filha na creche, ou alugar uma casa. Esta pesquisa revelou também a diferença entre os judeus escolhidos, ocidental e oriental, judeu árabe e etíope, judeu fundamentalista.
Através desta pesquisa, o maior jornal israelense, revelou o racismo na sociedade israelense.

Israel, em 40 anos de ocupação na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, pratica várias formas de racismo contra os residentes destas regiões, inclusive confiscando suas terras e águas, pois Israel controla a distribuição da água aos palestinos.

Durante 1949-1950 Israel elaborou várias leis agressivas, entre elas: legislações sobre a Defesa Geral e Zona de Segurança. As legislações tratam de atos de confiscações: confiscados em benefício dos cidadãos e Propriedade ausentes. Em síntes, essas leis pegam as terras de seus legítimos proprietários e entregam para os judeus. Esta usurpação, apoiado em leis, prova , que o “Estado Sionista de Israel” e um país racista.
Apresentamos as leis, medidas e decretos legalizados que provam o racismo deste país:
- Lei de Retorno (1950). O texto revela no seu primeiro artigo: "torna-se cada imigrante judeu Cidadãos israelense".
- Lei da Nacionalidade (1952). Concede cidadania a todos os imigrantes judeus. Depois de 1971- concedido a cidadania a todos os judeus antes da migração.
- 1953 Regulamento Lei que proíbe casamentos mistos entre Judeus e outros.
- Lei da Defesa. Designa poderes ao governante militar judeu de controlar e escravizar cidadãos não judeus e tirar os seus direitos, sob o lema necessidades.
- Lei da Segurança. Criação de zonas fechadas com o direito de controlar as pessoas e decretar a prisão, enviar para o exílio, sem julgamento, e o direito de impor toques de recolher.
- Leis de Emergência. Restrição de atividades intelectuais e políticas, culminando nas demolições das casas, com expulsões dos moradores da população.

São leis que legitimam as ações do Exército e do Governo Sionista de Israel causando a punição coletiva ao povo palestino, através de ações como: destruição de casas, incêndios criminosos nas aldeias, terrorismo, crimes praticados contra as lugares sagrados do Cristianismo e do Islamismo.

Por último, não podemos esquecer a política de massacres perpetrados pela organizações sionistas. Menahem Begin orgulha-se do massacre de Deir Yassin, praticado em 09/04/1948, “sem a vitória de Deir Yassin não haveria espaço para a existência de Israel". A criação de Israel carrega o sangue, a devastação e as lágrimas do povo árabe.

O israelita, com estas leis e decretos racistas, se transformam em israelenses de natureza agressiva, gerando a intolerância, o terrorista, e também a sua vida isolada.
O Estado de Israel pratica o apartheid cotidianamente, através da construção do Muro, que isola e separa os palestinos em varias zonas controladas pelo exercito israelense. O cerco a Faixa de Gaza é outro exemplo de opressão, revelando o sionista e racista do estado de Israel.

O perigo do racismo sionista israelense compromete os valores humanos, especialmente aos princípios do bem. Trata-se de uma ameaça real para os princípios da paz e da segurança. As ameaças de guerras étnicas, são eminentes.
A opinião mundial, os intelectuais, os governantes, os dirigentes políticos enfim, a sociedade internacional tem que absorver a Causa Palestina como a causa da Humanidade! Somente assim serão adotadas medidas para restabelecer a paz justa na região. Pressionar Israel a respeitar os valores humanitários e a civilização humana. Os direitos do Povo Palestino tem que ser assegurados. Conquistar a vida digna para o povo palestino em sua terra natal é um dever de todos que amam a paz e a justiça.
É necessário e urgente a conquista de um mundo sem discriminação.

Noticias da Palestina


O Tribunal de Justiça do Estado sionista de Israel, localizado na cidade ocupada de Jerusalém, comumente chamado "tribunal para assuntos locais", decidiu pela demolição da casa de um cidadão palestino morador da cidade velha. Como se não bastasse a violência da decisão, sentenciou que o próprio morador, Sr. Tamimi Maqdisi deveria ele próprio executar o trabalho de demolição. Caso contrário terá que pagar as custas da demolição.

O Estado Sionista de Israel proíbiu Khaleda Jarar, membro do Conselho Legislativo Palestino, que compõe a mesa de dialogo de reconciliação nacional, de viaja para o Cairo, onde sua presença é esperada na Comissão que prepara as eleições do próximo período na Palestina ocupada.

O diretor de uma organização de direitos humanos, premiado pelo excelente trabalho nesta área, está sendo impedido pela terceira vez de deixar os territórios palestinos para receber a justa homenagem na Holanda. Segundo o Estado nazisionista, o diretor esta sendo acusado e punido por participar de uma organização política palestina !!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

O Estado Palestino Democrático e a Solução para o conflito

Jadallah Safa

O primeiro Congresso Sionista Mundial, realizado em 1897, decidiu criar um Estado judaico sobre a Palestina. Esta resolução obteve apoio do imperialismo britânico através da Declaração de Balfour que consentiu ao movimento sionista o direito para a criação do Estado Sionista de Israel sob o território árabe palestino. Este apoio se concretizou na facilitação da emigração judaica para a Palestina. As flexibilidades concedidas aos judeus na Palestina por parte dos britânicos, geraram confrontos entre palestinos e colonos judeus sendo estes últimos apoiados e armados pelo Reino Unido. A viabilização do Estado de Israel foi legitimado pela da Organização das Nações Unidas – ONU através da Resolução 181 de 1947, que designou a partilha do território da Palestina para a criação de dois Estados, desconsiderando os legítimos direitos do povo palestino. Esta Resolução levou a expulsão dos palestinos de seus lares e de suas terras , liberando o território para a consolidação do Estado de Israel.

A Resolução da Partilha da Palestina é uma farsa, pois consolidou a criação apenas do Estado de Israel e não garantiu a permanência do Estado árabe Palestino. Israel é um Estado expansionista e sua formação foi uma declaração da guerra contra o povo árabe e palestino na região, causou massacres, expulsões, crimes de guerra, sofrimentos, tragédias, seis guerras: 1948, 1956, 1967, 1973, 1982, 2006 e muito sangue derramado. As resoluções da ONU e outras iniciativas mundiais e árabes para estabelecer a paz na região não tiveram sucesso porque o Estado Sionista de Israel é um Estado Militar e não vive sem guerras.
A postura do povo palestino sempre foi de lutar pelos seus direitos e denunciar barbáries e violências cometidas pelo Estado de Israel. Essa heróica luta de resistência ecoou na ONU e esta acabou reconhecendo os direitos inalienáveis do povo palestino, este reconhecimento é considerado um passo muito importante para a luta do povo palestino e para estabelecer a paz na região.

Durante mais de sessenta anos de conflito, o Estado Sionista de Israel fez muitos aliados, sendo o imperialismo americano o seu mais forte parceiro. As guerras que acontecem na região são alimentadas pela rede sionista e pelo imperialismo americano. Além das guerras eles desenvolvem fatos, mídias , argumentos, maquiando os reais motivos dos conflitos, enganando a opinião mundial. Distorcem o verdadeiro conflito de terras descrevendo-os como religiosos, fundamentalistas etc... São 60 anos de invasões, saques e desrespeito as resoluções das instituições mundiais, negando os direitos históricos dos palestinos que vivem naquela terra a mais de 5000 anos, desde os Cananeus.

Conforme as últimas estatísticas palestinas e israelenses, apontam de que 5.400.000 judeus e 5.200.000 palestinos vivem em uma área de 27000 Km2. Existem cerca de 6 milhões de palestinos refugiados, espalhados em diversos países, a maioria encontram-se em campos de refugiados nos paises árabes vizinhos. Em Israel, 20% dos residentes são palestinos.
A visão israelense sobre o conflito na região leva em consideração a superpopulação. Para os dirigentes de Israel, a densidade demográfica e o crescimento da população palestina são a pauta do dia. Os 1,2 milhões de palestinos que vivem em Israel e a densidade demográfica da Cisjordânia e da Faixa de Gaza são considerado um perigo e uma ameaça ao Estado Sionista de Israel. A importância de eliminar este número tão elevado de palestinos obrigou o Estado a pensar seriamente em discutir a forma de se “livrar da população palestina”. A construção do muro do Apartheid é uma política para isolar a população palestina. É notório a adoção da política de isolamento quando Israel tomou medidas para isolar a Faixa de Gaza da Cisjordânia, quando impediu a comunicação entre as duas regiões palestinas.


A densidade populacional da Palestina histórica em 1948 era cerca de 73 pessoas / km 2 de árabes e judeus, e cerca de 389 pessoas / km 2 em 2007. No final de 2007 a superpopulação nos territórios palestinos chegou, aproximadamente, 625 pessoas / km 2, na Cisjordânia 415 pessoas / km 2, e 3,881 pessoas / km 2 na Faixa de Gaza. Isso significa que a Faixa de Gaza é o território mais povoado do mundo, tanto no território ocupado, como nos território árabe palestino, atingindo a superpopulação no ano de 2007 aproximadamente 317 pessoas / km 2 entre árabes e judeus.*

A solução no ponto de vista israelense sobre o conflito é praticar uma limpeza étnica através da expulsão do povo palestino para os países árabes vizinhos, esta solução que tem apoio de Estados Unidos. Os governos dos países árabes do entorno estão preocupados com a expulsão dos palestinos, pois pode gerar possíveis guerras étnicas e religiosas, bem como comprometer a qualidade de vida destes refugiados.

A emergência da situação nos leva a contribuir para encontrar uma solução justa que garanta os direitos do povo palestino. Para todas as partes viver em segurança e paz, nasce a importância de estabelecer um Estado palestino democrático laico, convivendo árabes e judeus, sendo eles cristãos, muçulmanos, judeus, drusus, ateus... com igualdade de direitos e deveres.

A humanidade, os povos, os governos e instituições internacionais devem defender o direito do povo palestino de viver em paz na sua Pátria. É preciso impedir as tentativas de limpeza étnica praticada por Israel contra o povo palestino. É necessário somar esforços para garantir o retorno do povo palestino para seus lares. É o momento de construir o Estado Palestino, onde os cristãos, muçulmanos, judeus, através da autodeterminação, possam construir um Estado democrático, laico, com justiça social e igualdade de direitos e deveres. Esta é a nossa resposta para a situação atual, pois as guerras só trazem desolação e destruição.


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* Palestinian Central Bureau of Statistics